quinta-feira, agosto 06, 2015

As possibilidades do PSG com Di María

A chegada de Di María coloca o PSG em outro patamar. Com o argentino no XI, a chance de sucesso na Champions League – o grande objetivo do clube – aumenta consideravelmente. Não estou dizendo que com ele o PSG passa a ser o grande favorito. Não é isso. Longe disso. Outros times estão na frente nessa fila, em especial o Barcelona de Messi, Suárez e Neymar – esse sim, o grande favorito. No entanto, com Di María, a equipe da França se torna mais equilibrada e, consequentemente, mais preparada para ir mais longe na UCL. Se irá ou não, são outros quinhentos.



Di María chega (contrato até 2019) para ocupar uma posição "carente" no elenco do Paris. Digo carente, mesmo que entre aspas, porque nas últimas duas temporadas a primeira opção para a ponta esquerda foi Cavani (Pastore a segunda e Lavezzi a terceira). Ou seja, o 4-1-4-1 de Blanc nunca teve um winger de ofício à esquerda – como teve à direita, por exemplo, com Lucas. Nas últimas duas temporadas, portanto, o treinador sempre "improvisou" na esquerda. Ninguém da posição, com característica de ponta, jogou por ali. (E ainda assim, foi bem na Champions.) Agora, com Di María, um dos melhores wingers do mundo (embora ele também renda pela faixa central), enfim o time não deve mais ter um centroavante puro-sangue como Cavani "sacrificado" na beirada do campo (o que, convenhamos, era um desperdício). Agora, com Di María, o time deve ter alguém do ramo pelo flanco. E, consequentemente, ficar mais equilibrado.



Inicialmente pensei nesse 4-4-2 em linha da prancheta acima. Bom. Na verdade, se sem Di María eu já o considerava o esquema tático ideal para acomodar Ibrahimovic e Cavani, agora, então, com Di María, nem se fala. Linha de quatro na defesa, Verratti e Matuidi por dentro, Lucas e Di María pelas beiradas, mais Ibrahimovic e Cavani no ataque. Um 4-4-2 muito bem balanceado, com dois wingers de elite (velocidade, drible, cruzamento), dois volantes complementares (um técnico, com visão de jogo e passe qualificado, e outro com poder de infiltração), e dois atacantes extremamente goleadores, que também sabem jogar longe da área (em especial Ibrahimovic). Na teoria, convenhamos, um espetáculo. Na prática, porém, talvez nem chegue a existir, uma vez que, ao que tudo indica, Zlatan (33 anos) deve sair. Se confirmada essa saída, não só Cavani será beneficiado, pois voltará a jogar como nove, mas também o PSG em si, o time em si, no sentido coletivo, pois ficará mais equilibrado, em todos os sentidos. Se assim for, o 4-4-2 em linha se tornará inadequado e improvável, e a tendência será/é a manutenção do 4-1-4-1.



Dessa forma, Cavani assume a posição que era de Ibrahimovic, e Di María a que era de Cavani, digamos assim, em relação à temporada passada. Sem dúvida alguma, um XI mais próximo do ponto de equilíbrio, com um camisa nove matador e dois pontas de verdade. Embora Lucas e Di María não sejam extremos goleadores (raros são), nesse esquema, com Cavani na referência, eles devem contribuir e muito para o time. Além da velocidade e dos dribles, ambos devem se destacar nos cruzamentos, uma vez que o destro deve atuar pela direita e o canhoto pela esquerda. Em outras palavras, Cavani tem tudo para fazer um caminhão de gols. Outro detalhe é a eficiência de Lucas e Di María na recomposição. O desempenho deles na fase defensiva é digno de nota (sem falar que, na fase ofensiva, eles são letais na transição).

E não é só o setor ofensivo que fica mais equilibrado nesse 4-1-4-1, com essas peças. O meio de campo também. Pois, se no 4-4-2 em linha cogitado por mim, por exemplo, a equipe tem em tese apenas dois homens no meio campo (Verratti e Matuidi), no 4-1-4-1 são três: Verratti e Matuidi nas meias – como foi na temporada passada, por sinal –, mais o cabeça de área. É uma questão numérica. Três mais que dois. A pergunta é: quem será o cabeça de área? Se Thiago Motta não sair, evidentemente deve ser ele. Caso contrário, Rabiot e Stambouli devem disputar essa vaga. Ou (esta opção é boa demais para ser verdade) Blanc pode optar por Verratti à frente da zaga, e Pastore e Matuidi nas meias. Convenhamos, no papel, uma senhora meiuca. Enfim. De qualquer forma, no fim das contas, são apenas especulações da minha parte. Agora nos resta esperar para ver o que o treinador realmente tem em mente.

PS: Antes de falar que Di María não deu certo no Manchester United, lembre-se de van Gaal, beleza?

Um comentário:

YOU TOP disse...

entrem no meu blog por favor futebolopinante.blogspot.com.br