segunda-feira, abril 27, 2015

O XI dos semifinalistas da UCL

Quarenta e oito. O número de pessoas que atendeu ao pedido deste tweet. A pergunta era qual seu combinado entre Barcelona, Bayern, Juventus e Real Madrid, os quatro semifinalistas da Champions League 2014/15. E o resultado foi este abaixo.



VOTOS POR JOGADORES

Goleiro

Neuer - 45
Buffon - 3

Lateral direita

Lahm - 40
Carvajal - 3
Daniel Alves - 2
Lichtsteiner - 1

Zagueiros

Ramos - 38
Boateng - 25
Varane - 15
Piqué - 10
Chiellini - 3
Mascherano - 3

Lateral esquerda

Alaba - 31
Alba - 7
Marcelo - 7
Bernat - 1

Meio-campistas

Pogba - 40
Modric - 29
Kroos - 23
Alonso - 7
Thiago - 7
Iniesta - 7
Schweinsteiger - 6
Busquets - 5
James - 4
Pirlo - 3
Rakitic - 3
Götze - 1
Bale - 1

Atacantes

Messi - 45
Ronaldo - 37
Neymar - 20
Suárez - 18
Robben - 11
Tévez - 6
Lewandowski - 5
Müller - 3
Benzema - 1

PS: Como faltou um centroavante de ofício entre os três mais votados no ataque, optei por Messi falso nove, Cristiano Ronaldo na ponta esquerda e Neymar deslocado à direita. Só para registro, na atual temporada Cristiano Ronaldo é atacante no 4-4-2 em linha do Real Madrid, e Messi (direita) e Neymar (esquerda) são pontas no 4-3-3 do Barcelona. Lembro também que Lahm tem jogado mais no meio campo do que na lateral do Bayern. Alaba também jogou bastante na zaga (esquema com três zagueiros) e no meio campo. Enfim. Apenas um detalhe.

Hazard alcança outro patamar

Recomendo este post publicado no ESPN FC (em inglês). Nele Michael Cox (Zonal Marking) explica por que Hazard deveria ser eleito o melhor jogador da Premier League 2014/15. Na verdade explicava, pois na noite deste domingo a PFA confirmou a expectativa: Eden Hazard foi eleito o Player Of The Year. O belga se juntou a craques como Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, Luis Suárez, entre outros (veja aqui os últimos dez vencedores). De fato, nesta temporada o ponta-esquerda do Chelsea atingiu outro patamar. Liderou os Blues dentro de campo na busca do iminente título inglês com seus gols, suas assistências e seus dribles. Por essas e outras, foi eleito o melhor jogador do campeonato.



Diego Costa (26 anos), Kane (21 anos), Coutinho (22 anos), De Gea (24 anos) e Alexis Sánchez (26 anos) foram os outros cinco indicados ao prêmio. Todas belas escolhas. Destaque para o brasileiro Philippe Coutinho, o melhor jogador do Liverpool disparado na temporada; destaque para Diego Costa, em sua primeira temporada no clube azul de Londres; para o centroavante Kane, eleito o melhor jogador jovem da Premier League 2014/15; para Alexis, que também vive sua primeira temporada no clube vermelho de Londres em altíssimo nível; para De Gea, o melhor goleiro da Premier League 2014/15, superando até mesmo Courtois. Mas todos eles, justa e indiscutivelmente, superados por Eden Hazard.

Aos 24 anos de idade, pode-se cravar que o camisa 10 do Chelsea alcançou outro patamar. Sempre foi um jogador que chamou a atenção pela habilidade, pela velocidade, contudo ainda pecava em alguns fundamentos, em especial na finalização. Sempre fez de tudo, ou quase tudo, mas na hora de fazer os gols, deixava a desejar. Nessa temporada, no entanto, ele evoluiu bastante nesse quesito, e em alguns outros. Seus passes se afirmaram, por exemplo. Suas assistências desabrocharam – sem perder de vista seus infinitos dribles. Tornou-se mais coletivo sem perder a individualidade. O ponto de mutação, todavia, sem dúvida está na quantidade de gols. Eis o diferencial. Ou seja, Eden Hazard se tornou um winger completo. Além da agilidade e do drible (características essenciais a um ponta), Hazard adicionou ao seu repertório os gols e as assistências. Em outras palavas, Hazard adicionou à beleza de seu jogo a eficiência e o poder de decisão dos grandes craques – além de regularidade.

domingo, abril 26, 2015

Sinuca de bico no futebol brasileiro

Pode contar. São raros os times brasileiros que conseguem trocar mais de dez passes consecutivos no campo ofensivo. A maioria deles, na maioria das vezes, quando está com a bola no campo ofensivo, não consegue chegar a esse número. Antes dessa marca ser alcançada, antes do décimo passe ser atingido, alguma coisa acontece. Pode reparar. Ou a bola é finalizada (para a interceptação da defesa, para fora, para a defesa do goleiro ou para o fundo da rede), ou a bola é perdida (um passe errado ou um desarme), ou a bola sai pela lateral, ou a bola sai pela linha de fundo (escanteio ou tiro de meta), ou a bola volta para o campo defensivo (quando a contagem é zerada), ou rola alguma jogada individual (com ou sem sucesso), ou (esta acontece com frequência) alguma falta é marcada. E por aí vai. Preste atenção. Repare nos jogos do Brasileirão, quando ele começar. Sempre há um desfecho desses antes do décimo passe ser trocado. Ou quase sempre.

O que isso quer dizer? Muita coisa.

Quer dizer primeiramente que a posse da bola não é valorizada. Quer dizer que, na hora do jogador tomar a decisão do que fazer quando está com ela no pé, valorizar a posse é uma das últimas das suas escolhas. Em regra ou ele vai tentar um drible, ou vai tentar um cruzamento para a área, ou tentar queimar para o gol se tiver a chance, ou vai tentar cavar uma falta, ou vai dar um passe forçado, um passe com baixa margem de segurança (em boa parte das vezes, vai errar). Raramente vai valorizar a posse da bola. Raramente vai tentar o passe seguro, o passe com boa margem de segurança. Em regra vai optar pela alternativa mais arriscada e muitas vezes menos eficiente, menos eficaz. Essa decisão (a meu ver equivocada) só é tomada, porém, porque o jogador não é orientado para fazer diferente, porque não é treinado para fazer diferente, porque não o explicaram como fazer diferente.

Como se valoriza a posse de bola? Justamente com a troca de passes curtos. O problema é que, sem compactação e movimentação, essa troca de passes se torna praticamente inviável. Essa troca de passes pacientes e seguros só pode ser bem sucedida se houver compactação. E no país do 7 a 1, no país do “4-1-4-1 é linha de ônibus” e “compactação é uma palavra que está na moda” (frases de um jornalista importante do SporTV), convenhamos que compactação não é um ponto forte (nas fases defensiva e ofensiva). Muito pelo contrário. É um ponto fraco. É um dos vários calcanhares de Aquiles. Portanto, antes de pensar em implantar a valorização da posse da bola na filosofia do jogo, é preciso aprender a jogar compactado. O problema é que, me parece, são raros os treinadores em atividade no Brasil que sabem como fazer isso. Em outras palavras, para aprender a valorizar a posse é preciso saber trocar passes, e para saber trocar passes é preciso jogar compactado, mas poucos treinadores do Brasil sabem compactar suas equipes. Ou seja, nosso futebol se encontra numa sinuca de bico.

quarta-feira, abril 22, 2015

Cabeças de área pensantes

Toni Kroos, Xabi Alonso e Andrea Pirlo.



Todos cabeças de área. Todos primeiros volantes em seus times (três dos quatro semifinalistas da Champions League 2014/15). São os jogadores que mais tocam na bola, mais participam, mais executam passes em suas equipes. Equipes que estrategicamente priorizam a posse de bola. À frente da zaga, qualificam a saída e arquitetam o jogo lá de trás. São os responsáveis pelo primeiro passe, pelo clareamento das jogadas e etc. Se jogassem no Brasil, aposto, seriam avançados e receberiam a “10”, para ficarem mais próximos do gol e para entrarem na área.

PS: Já abordei esse assunto aqui no blog, inclusive, no post intitulado "O camisa 10 veste a 5". Leia aqui.

O ponta-esquerda perfeito ao Barça

Em 41 jogos pelo Barcelona 2014/15, Neymar marcou até agora 30 gols.

É o maior ponta-esquerda culé desde Ronaldinho.



PS: Um abraço pra você que pedia Neymar na ponta esquerda do Barcelona desde fevereiro de 2010. Veja aqui.

terça-feira, abril 21, 2015

O diagnóstico do futebol brasileiro

Por que os cartolas brasileiros demitem os treinadores como demitem? Por que eles trocam de treinador como trocam de gravata? Entre outros motivos, porque eles não têm convicção alguma nas suas escolhas. E por que eles não têm convicção alguma nas suas escolhas? Porque eles não entendem nada de futebol, porque não possuem conhecimento de campo e bola – conhecimento teórico mesmo, não precisa ter sido jogador.

Aí acontece o seguinte.

Como não têm convicção, porque não têm conhecimento, nossos cartolas cedem à pressão da torcida e da imprensa quando os resultados imediatos são negativos. O problema é que, tanto a torcida quanto a imprensa, de uma forma geral, também não entendem nada de futebol. Tanto a torcida quanto a imprensa, também não possuem conhecimento de campo e bola – teórico mesmo (sem falar que boa parte da imprensa é composta por torcedores e não por jornalistas de verdade).

Em outras palavras, resumindo, nossos cartolas, que não entendem nada de futebol, dão ouvidos às cornetas sem fundamento, e tomam as decisões que tomam porque se baseiam nas análises imediatistas e amadoras de pessoas que também não entendem nada de futebol (torcida e imprensa). Ou seja, é um círculo vicioso. Um círculo onde a ignorância (falta de conhecimento) e o imediatismo triunfam. E quem paga o pato é o futebol brasileiro.

domingo, abril 19, 2015

Os 400 gols de Messi pelo Barcelona

Lionel Messi chega a 400 gols em 471 jogos pelo Barcelona. São 278 gols pela Liga (309 jogos), 75 gols pela Champions League (95 jogos), 32 gols pela Copa do Rei (49 jogos), 10 gols pela Supercopa da Espanha (11 jogos), 1 gol pela Supercopa da Europa (3 jogos), e 4 gols pelo Mundial de Clubes (4 jogos).

Aos 27 anos de idade.

terça-feira, abril 14, 2015

Real Madrid para em Oblak

Mais posse de bola, mais passes completados e mais finalizações. Na posse de bola, 58% a 42%. Nos passes completados, 360 a 179. E nas finalizações, 11 a 5 (no alvo, 8 a 2). Os números do clássico desta terça-feira, no Vicente Calderón, falam por si e revelam a superioridade do Real Madrid. Em especial no primeiro tempo, a equipe treinada por Ancelotti controlou o jogo dos pés à cabeça, tendo criado boas chances, várias delas anuladas por Jan Oblak. De fato, se não fosse a grande atuação do goleiro esloveno, essa superioridade teria sido convertida em gol.



Boa parte dessa superioridade pode ser atribuída aos meio-campistas Toni Kroos, Luka Modric e James Rodríguez, que juntos dominaram o setor mais importante do jogo através da troca de passes precisa, inteligente e paciente. O cabeça de área ou primeiro volante Toni Kroos, por exemplo, completou 49 passes, com um aproveitamento de 91%. Modric e James não foram tão bem assim no aproveitamento porque se arriscam mais, avançam mais, executam mais passes verticais, ao contrário de Kroos. Ainda assim, a presença deles, ambos fora de combate por um bom tempo nessa temporada, recoloca o Real Madrid no mais alto patamar quando o assunto é trabalhar a posse da bola. E essa partida diante do Atlético mostrou isso, apesar do placar final. Mesmo postado nas habituais e compactadas linhas de quatro, além da dupla de ataque atrás da linha da bola, o Atlético, que se defendeu a maior parte do tempo, só não levou gol graças a Oblak. Pois o volume de jogo criado pelo trio Kroos, Modric e James foi bastante satisfatório, ainda mais no cenário apresentado.

Bale também se destacou. Aberto pelo flanco direito naquele 4-3-3 que varia para o 4-4-2 em linha, o craque canhoto galês foi quem melhor jogou entre os membros do trio BBC. Ao lado dos outros três meio-campistas, ele foi um dos responsáveis pela boa exibição do Real Madrid na primeira perna das quartas de final da Champions League (sem falar no comprometimento e na eficiência na hora de recompor). Mas também parou em Oblak.

Apesar da significativa superioridade blanca protagonizada pelos quatro jogadores citados (Varane também merece citação), o time de Ancelotti não conseguiu balançar a rede do de Simeone, e a escrita dessa temporada se manteve. Lembre-se: dos 7 dérbis disputados em 2014/15, o Atlético venceu 4, empatou 3 e não perdeu nenhum (fez 12 gols e levou 4). Portanto o zero a zero desta terça, em casa, pode sim ser considerado um bom resultado para o Atlético, já que no Bernabéu, no dia 22 de abril, qualquer empate com gol o classifica à semifinal. E, mais do que nunca, no Bernabéu, o Atlético deve se defender com suas sincronizadas e obedientes duas linhas de quatro, além da dupla de ataque atrás da linha da bola, na busca do contra ataque, da bola parada e do erro do adversário. Em outras palavras, a vaga está totalmente em aberto.

domingo, abril 12, 2015

United supera City no Old Trafford

Louis van Gaal acertou o time. Com Carrick, Herrera e Fellaini pela faixa central, Mata à direita, Young à esquerda e Rooney na frente, distribuído no 4-1-4-1, o Manchester United se acertou. Sem Di María, van Persie e Falcao (por motivos diferentes), vale ressaltar que o United se acertou. E não à toa conquistou seis vitórias nas últimas seis rodadas da Premier League 2014/15 – incluindo os confrontos diretos por vaga na UCL 2015/16 com Tottenham (3 a 0 em casa), Liverpool (2 a 1 fora de casa) e agora Manchester City (4 a 2 em casa).

Particularmente eu defendo Di María titular com unhas e dentes. Mas não há como contestar a ótima fase de Young. Defendo Di María titular com unhas e dentes porque o considero melhor que Young. Muito melhor. Simples assim. Na verdade considero o argentino um dos melhores wingers do mundo, em função de sua temporada passada. Contudo não há como negar o grande momento de Ashley Young. E atuações como a deste domingo, diante do City (um gol e uma assistência dele, fora o resto), dão suporte à escolha de van Gaal.



Se pelo lado vermelho de Manchester a curva está na ascendente, pelo lado azul está na descendente. Considerado vice-campeão antecipado por muitos até outro dia, inclusive por mim, hoje a situação do City não é confortável. Nas últimas seis rodadas, a equipe treinada por Pellegrini computou duas vitórias e quatro derrotas. Isso mesmo. Ou seja, somou apenas 6 pontos nos últimos 18 disputados (enquanto o United somou 18, por exemplo). Resultado: foi ultrapassado por Arsenal e United, e hoje se encontra na quarta colocação, com o Liverpool (e o Southampton) no retrovisor. Portanto, não seria exagero dizer que o Manchester City corre um pequeno risco de não se classificar à Champions League 2015/16 – o que seria terrível para um clube de tamanho investimento que almeja conquistar a Champions League.

Diante do United, justiça seja feita, o City começou melhor. Nos primeiros dez, quinze minutos, dominou o jogo em pleno Old Trafford, ao ponto de ter aberto o placar com Kun Agüero aos 8’. Controlou a posse da bola, explorou o lado esquerdo do ataque com Silva e Milner com inteligência e eficiência, porém cedeu o empate logo aos 14’ (Young), e aos poucos foi cedendo também as rédeas da partida. Inflamados por sua torcida e por seu bom futebol, os Red Devils passaram a controlar o jogo, a explorar o lado esquerdo do ataque com Blind e Young, a utilizar a referência aérea Fellaini, e a construir uma virada memorável. No fim das contas, Fellaini fez o segundo (27'), Mata o terceiro (67') e Smalling e quatro (73'). Agüero descontou aos 89’: 4 a 2.

quinta-feira, abril 09, 2015

Os 300 gols de CR7 pelo Real Madrid

Cristiano Ronaldo chegou a 300 gols com a camisa do Real Madrid - em 288 jogos - distribuídos assim: 214 na Liga, 60 na Champions, 21 na Copa do Rei, 3 na Supercopa e 2 na Supercopa da UEFA. Veja todos eles no vídeo abaixo.

Um puxão de orelha na Raposa

Leandro Damião. Eis uma boa notícia para o Cruzeiro. Tem jogado bem em 2015, e na noite desta quarta-feira, diante do Mineros, no Mineirão, não foi diferente. Jogou demais. O melhor em campo na vitória celeste por 3 a 0, um pouco à frente de De Arrascaeta. Alguns dirão que o adversário era fraco, algo incontestável. Porém também é incontestável que Damião jogou demais. Se não foi contra o Barcelona ou o Real Madrid, paciência. O fato é que ele jogou demais. Centroavante de mobilidade, caindo pelos flancos e buscando o jogo atrás para abrir espaços aos companheiros, longe de atuar apenas enfiado entre os zagueiros – mas sem abdicar de trabalhar como referência, claro. Dunga, aliás, deve estar doido para convocá-lo. Falta no elenco da Seleção um camisa 9 estilo Damião.



Outra boa notícia para o Cruzeiro é a convicção de Marcelo Oliveira. Desde o começo da temporada ele frisou a importância de repetir o XI na medida do possível, e assim ele tem feito. Trocando uma peça aqui, outra ali, quando necessário, contudo sempre no mesmo esquema tático: o habitual 4-2-3-1, adotado em 2013 e 2014. Contra o Mineros, a linha de três foi composta por Willian, De Arrascaeta e Alisson, enquanto Willians e Henrique formaram a dupla de volantes, e Mayke, Léo, Paulo André e Mena a linha de quatro da defesa (além de Damião, claro). No segundo tempo Marcelo colocou Gabriel Xavier no lugar de Willian (ponta direita), Seymour no de Willians (ao lado de Henrique) e Joel no de Alisson (ponta esquerda). Ou seja, o treinador tem mantido sua palavra e tem repetido o XI, trocando uma peça aqui, outra ali. E isso é ótimo, pois só assim se adquire entrosamento e se evolui. Mas como nem tudo são flores, é preciso registrar o lado negativo, para manter os pés no chão.

Não é de hoje que o Cruzeiro de Marcelo Oliveira se comporta desta maneira. Foi bicampeão brasileiro jogando assim, é verdade. Mas foi assim também que foi eliminado da Libertadores no ano passado. Pode parecer um elogio, todavia é uma crítica: o time é muito vertical. Vertical demais. Quando retoma a bola, parte para cima sem pensar duas vezes, visando chegar ao gol em poucos passes, explorando a velocidade e a individualidade de seus homens de frente. Mas isso não é bom, Carlão? Até é. Porém essa estratégia tem um efeito colateral que pode pôr em cheque toda a campanha. Pelo seguinte: ao optar por verticalizar o jogo dessa forma, abrem-se muitos espaços entre os setores. Ao optar por esse estilo, fica difícil, para não dizer impossível, subir em bloco, e é aí que surgem os espaços. Em outras palavras, é difícil, para não dizer impossível, um time tão vertical obter compactação. E é justamente essa falta de compactação – tão comum nos times brasileiros – que oferece espaços para a outra equipe crescer. Portanto talvez seja necessário, na medida do possível, adicionar um pouco de cadência a essa verticalização toda.