terça-feira, dezembro 16, 2014

Thierry Henry encerra a carreira

Poucos jogadores na história têm direito a um Top 50 gols.

Thierry Henry é um deles.



Números do atacante francês:

Monaco (1994-99): 28 gols em 141 jogos.

Juventus (1999): 3 gols em 20 jogos.

Arsenal: (1999-07, 2012): 228 gols em 377 jogos.

Barcelona: (2007-10): 49 gols em 121 jogos.

New York Red Bulls (2010-14): 52 gols em 135 jogos.

Seleção (1997-2010): 51 gols em 123 jogos.

Total: 411 gols em 917 jogos.

Na Champions League, são 50 gols e 15 assistências em 112 partidas.

domingo, dezembro 14, 2014

United, de De Gea, derrota o Liverpool

Quando saiu o XI do Liverpool, gostei. Fora de casa, imaginei o time fechado lá atrás num compactado 4-1-4-1, em busca do contra ataque, com Coutinho e Lallana pelas beiradas, como pontas mesmo, além de Sterling no comando. O que se viu na prática, no entanto, foi uma equipe postada no 3-4-2-1, com três zagueiros (Johnson, Skrtel e Lovren), dois volantes (Gerrard e Allen), dois meias (Coutinho e Lallana) e o centroavante (Sterling), além dos alas (Henderson e Moreno), utilizando-se em alguns momentos da marcação adiantada, por pressão.

Essa opção pela linha de três na defesa, penso seu, foi feita por Brendan Rodgers para sobrar um homem na marcação à dupla de ataque do United, no caso composta por van Persie e Wilson. Mais próximo deles se encontrou Mata, uma espécie de enganche no time treinado por van Gaal, enquanto Fellaini e Rooney formaram a dupla de volantes. Isso mesmo: Fellaini e Rooney formaram a dupla de volantes, uma vez que Carrick se aprofundou entre os zagueiros Jones e Evans, configurando assim um 3-4-1-2. Ou seja, ambos atuaram com três zagueiros.



Dessa forma os duelos entre volantes e meias se tornaram inevitáveis. De um lado bem definidos, com Fellaini vs Lallana e Rooney vs Coutinho, e do outro nem tanto, com Gerrard e Allen vs Mata. Entre esses confrontos individuais, destaque para o disputado entre os camisas 10, pois logo aos 12 minutos do primeiro tempo Rooney abriu o placar, após grande jogada de Valencia pela direita, e após vacilo de Coutinho, que deixou de acompanhá-lo na subida. Isso, aliás, foi registrado nesta sequência de tweets (aqui, aqui, aqui e aqui).

Ainda na primeira etapa, Johnson sentiu e foi substituído por Kolo Touré, aos 26 minutos. E ainda na primeira etapa, apesar do equilíbrio da partida, Mata, em posição irregular, diga-se de passagem, ampliou para 2 a 0. Já na volta do intervalo, Lallana deu lugar a Balotelli, mas o esquema tático foi mantido, com Sterling na posição de Lallana e Balotelli na de Sterling, centralizado. Outra coisa que foi mantida na etapa final foi o equilíbrio, apesar do gol de van Persie, aos 71 minutos, que decretou o placar final: 3 a 0.

Ah, e merece destaque o goleiro De Gea, que foi bastante exigido e fechou o gol, como de costume. Sem dúvida, foi o melhor jogador do clássico. E, sem dúvida, no momento, no mundo, está atrás apenas de Courtois e Neuer.

Com o resultado deste domingo, passadas 16 rodadas na Premier League 2014/15, o Manchester United chega a 31 pontos, atrás apenas do City (36) e do líder Chelsea (39) na tabela. Já o Liverpool, com 21 pontos, encontra-se parcialmente na nona colocação (pode cair para a décima caso o Tottenham empate ou vença o Swansea ainda hoje).

quinta-feira, dezembro 11, 2014

O craque incompreendido

"Se Ganso não é craque, redefinam o conceito."

"Se você acha que Ganso não é acima da média, só te digo uma coisa: refaça as contas."

"Só eu acho que Ganso está milhões de vezes mais para volante do que para winger?"

"Ganso é jogador de faixa central, que entra pouco na área. Ponto."

"A vida é muita curta para não testar Ganso como volante."

"Ganso funciona como volante num time bem treinado, de posse e passe. Num time de chutão e correria, ligação direta e etc, não."

"Uma coisa é Ganso ser volante num time espalhado, latifúndios entre os três setores. Outra é num time compactado, sincronizado, bem treinado."

"São Paulo classificado à Libertadores 2015. Agora chega de insistir com Ganso pela beirada, né, Muricy?"

Tem este aqui também. E este aqui.

São tweets recentes sobre o meio-campista do São Paulo. Há tantos outros mais para trás, mas não consegui encontrá-los. Em sua maioria, elogiando-o. Ou "cobrando" sua ida à Europa para ontem (tipo aqui e aqui). E por aí vai.

Você que me segue no Twitter, então, sabe da minha admiração pelo futebol de Paulo Henrique Ganso. E o vídeo abaixo ajuda a explicá-la.



PS: Este post aqui reforça minha tese sobre Ganso volante.

domingo, dezembro 07, 2014

Minha seleção do campeonato

A corneta é livre.

Apenas outra peça da engrenagem

Através da posse de bola e da troca de passes, um time com Aránguiz, Alex e D'Alessandro no meio campo poderia ditar o ritmo do jogo sempre. Ou quase sempre. Poderia colocar a redonda debaixo do braço e dizer "quem manda aqui sou eu". Tanto no Beira-Rio quanto fora dele. No Brasileirão 2014, no entanto, não foi o que se viu. Esse jogo pensado, de troca de passes curtos, pacientes, envolventes e eficientes aconteceu esporadicamente na equipe treinada por Abel Braga. E olhe lá.

Justiça seja feita, são raros os times do país que conseguem fazer esse jogo pensado, de troca de passes curtos, pacientes, envolventes e eficientes. Diria raríssimos. Para não dizer nenhum. Dito disso, ainda assim, a verdade é que o Internacional - em terra de cego quem tem olho é rei - é um dos poucos do Brasil com material humano para executar esse futebol de posse e passe. Na prática, no entanto, não foi o que se viu. Para variar.

Claro. Não há apenas uma maneira de se jogar futebol. Ninguém é obrigado a jogar valorizando a posse através do passe. Você pode priorizar a marcação por zona e o contra ataque. Be my guest. No fundo, no fundo, você precisa implantar um estilo que se adapte ao elenco, e não o contrário (por essas e outras o treinador precisa ficar no mínimo umas três temporadas no clube, para poder moldar o plantel de acordo com sua filosofia de jogo). E o elenco do Colorado, com Aránguiz, Alex e D’Alessandro, em especial, pedia esse jogo de posse e passe. (Outro time que pedia isso no campeonato era o Fluminense de Conca, Wagner e Cícero.) Na prática, no entanto, não foi o que se viu. E o maior responsável por isso é o treinador.

Para mim esse foi o grande erro de Abel no Inter 2014 (outro erro grave foi demorar a efetivar Sasha titular). Não conseguiu definir um padrão de jogo, padrão esse, devido aos seus principais meio-campistas, que valorizasse a posse da bola através da troca de passes curtos. Mas, lógico. Tem uma coisa. Para executar esse tipo de jogo elaborado, de troca de passes curtos, além da qualidade do jogador, evidentemente, é preciso ter aproximação. E para ter aproximação é preciso compactação. E para ter compactação é preciso alcançar uma visão coletiva do jogo, jogado na Europa e em tantas outras ligas mundo afora, que ainda não fomos/somos capazes de alcançar aqui no Brasil. E Abel é apenas outra peça dessa engrenagem capenga. (Lembre-se: aqui no Brasil futebol é raça mais individualidade. O coletivo é chutado para escanteio. Resultado: gol da Alemanha.)

sexta-feira, dezembro 05, 2014

Quando os números dizem algo

Emblemático este dado estatístico levantado pela Sky Sports News. Didático, eu diria. Passadas 14 rodadas na Premier League 2014/15, o time que mais utilizou titulares foi o Manchester United de Louis van Gaal: 31 jogadores. Na contra mão, a equipe que menos titulares usou foi o Southampton, treinado por Ronald Koeman: 14 jogadores. Talvez isso ajude a explicar a trajetória dos dois clubes nessa temporada.



Hoje os Saints ocupam a terceira colocação na classificação (26 pontos), atrás apenas de City e Chelsea, e seguidos justamente pelos Red Devils (25 pontos). Mas até outro dia, enquanto o United oscilava pela metade da tabela, o Southampton sempre se manteve no topo, firme e forte. A questão é: firme e forte até quando? Conseguirá o time que perdeu alguns jogadores chaves na última janela se manter na zona da Champions League 2015/16 até o fim do campeonato? Eu acredito que não. Por uma questão de elenco. Pois não adianta: pontos corridos é elenco.

Contudo é louvável e digno de nota que, enquanto van Gaal passou por todos os esquemas táticos possíveis no início do torneio (lembre-se que ele começou com três zagueiros), Koeman se manteve fiel à sua convicção, em especial no que diz respeito às peças em si, aos ditos titulares. É verdade que van Gaal contou com lesões e etc. Ainda assim, vide esse dado estatístico na imagem acima, parece-me evidente que Koeman sempre esteve mais convicto do que seu compatriota. E não adianta. Sem convicção não há continuidade. Sem continuidade não há entrosamento. E sem entrosamento não há vitórias. Ou ao menos elas se tornam mais difíceis, mais raras.

Portanto, pelo menos no momento, o Southampton está colhendo os frutos desta visão convicta de seu treinador. A questão é: lá pelas tantas o plantel dos Saints será mais exigido e terá ele qualidade para manter o nível? Seja como for, o fato é que esse número levantado pela Sky Sports News diz muito, ao contrário de tantos outros que vemos por aí.

PS: Nesta segunda-feira tem Southampton vs Manchester United, às 18h, no Fox Sports.

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Pato e mais um no ataque

Você que me acompanha pelo Twitter sabe o quanto admiro o futebol de Alexandre Pato. Desde sempre. Para se ter uma ideia, em 2007 cheguei a dizer num post que ele teria tudo para ser o sucessor de Ronaldo, ou algo nesse sentido (leia aqui). Não chegou a tanto, obviamente. Longe disso. Por uma série de motivos. Principalmente lesões na época de Milan. Ainda assim, na minha visão, inegavelmente trata-se de um craque. Isso mesmo. Craque.

Portanto, quando o atacante foi emprestado pelo Corinthians ao São Paulo, no começo de 2014, votei Sim na enquete que perguntava se ele daria certo no clube tricolor (81%). E agora, no fim de 2014, na enquete sobre a melhor dupla ofensiva possível do time, votei nele e Luis Fabiano. A segunda opção seria ele e Kardec. Em outras palavras, por mim é Pato e mais um no ataque da equipe que vai disputar a Libertadores 2015.



No vídeo abaixo, veja lances do jogador de 25 anos pelo time do Morumbi.



Passada uma temporada, apesar de ter ficado um tempo fora na reta final, não tenho receio de afirmar que Pato já deu certo no São Paulo.

PS: No Brasileirão 2014 (falta uma rodada), Luis Fabiano soma 9 gols em 23 jogos, Alan Kardec tem 9 gols em 27 partidas, e Alexandre Pato acumula 9 gols em 28 confrontos. A média dele é a pior, mas lembre-se: o futebol vai além dos números.

A dupla do bicampeão brasileiro

O melhor jogador do Brasileirão 2013:



O melhor jogador do Brasileirão 2014:

quinta-feira, novembro 27, 2014

Mais do que um burro com sorte

Nos dois jogos da final da Copa do Brasil o Atlético superou o Cruzeiro em todos os aspectos do esporte: técnico, tático, físico e psicológico. Em outras palavras, o Galo engoliu a Raposa. Tanto no Independência, na ida, quanto no Mineirão, ontem à noite. E se você pensar nos épicos 4 a 1 da volta contra o Corinthians nas quartas e no 4 a 1 da volta contra o Flamengo na semifinal, essa conquista se torna ainda maior, ainda mais valorizada.

Mas antes de qualquer coisa, preciso dizer algo.



Quando Levir chegou ao Atlético falando que para ele jogador era número, torci demais o nariz e critiquei-o com força. Logo pensei: ih, mais um treinador brasileiro ultrapassado engana cartola trouxa (tem vários por aí). Nesse caso específico, sobre jogador ser número, Levir se referia a Diego Tardelli (leia aqui). Logo pensei que com aquele tipo de discurso ele iria perder o vestiário e que não iria durar muito tempo no cargo. O tempo mostrou, no entanto, que minha primeira impressão estava mais do que equivocada.

Não que Levir seja um Guardiola, um Ancelotti ou um Mourinho da vida. Não é isso. Longe disso. Não é porque ele e sua equipe ganharam a Copa do Brasil de maneira heroica que ele se tornou o melhor treinador do país. Não é isso. Longe disso. Contudo seria duma burrice e duma má vontade sem tamanho não reconhecer seus méritos. Méritos que começaram a ficar mais evidentes a cada jogo do Galo e a cada entrevista dada por ele. A impressão, não a primeira, mas a mais recente, que fico, é a de que Levir voltou outro homem do Japão. Tanto no que diz respeito ao profissional quanto no que diz respeito ao ser humano. Por isso, eu que o critiquei tanto em sua chegada, hoje sou só elogios. Sem endeusá-lo, claro, porém só elogios. Parabéns a ele e, obviamente, aos atletas.

PS: Um Burro Com Sorte? é seu livro.

domingo, novembro 23, 2014

Os favoritos ao Brasileirão 2015

Campeão brasileiro merecida e indiscutivelmente em 2013 e 2014, o Cruzeiro deve entrar no Brasileirão 2015 como um dos grandes favoritos ao título, se não como o principal favorito. Por méritos próprios, sem dúvida alguma, mas também pela possível falta de concorrentes à altura. De novo.

Enquanto o Cruzeiro mantém o elenco e o treinador há duas temporadas, os outros insistem no erro que se repete desde sempre: a troca de treinador sem critérios técnicos (o Brasil é, de longe, o país que mais troca de treinadores; veja aqui). Ainda é cedo para falar, eu sei. Pode ser que alguns cruzeirenses chaves sejam vendidos (Lucas Silva, Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro). No entanto os cartolas celestes têm dado show de uns tempos pra cá, e caso isso aconteça, a reposição já está engatilhada.

Em relação aos concorrentes, alguns deles devem trocar de treinador na virada do ano e consequentemente voltar à estaca zero. Mano deve sair do Corinthians, Abel pode sair do Inter, Cristóvão do Fluminense, e por aí vai. Felipão fica no Grêmio? Acho que sim. Muricy e Levir no São Paulo e no Atlético? Provavelmente. Talvez por isso esses sejam os times que podem bater de frente com o Cruzeiro na próxima temporada.

Entre os clubes com os melhores elencos (lembre-se: entre outras coisas, pontos corridos é elenco), Corinthians, Inter e Fluminense, caso troquem mesmo de técnico, dificilmente serão páreo para o Cruzeiro de Marcelo Oliveira, uma vez que quando se troca de treinador, o trabalho começa praticamente do zero. Em outras palavras, enquanto alguns dos ditos candidatos ao título irão começar a arrancar, a engatar a segunda ou a terceira marcha com seus novos comandantes, a Raposa em tese estará embalada, engatada na quinta há muito tempo.

Logo, embora ainda seja cedo para opinar, Atlético-MG e São Paulo (Grêmio nem tanto, na minha visão, por causa do elenco) devem ser os concorrentes diretos do Cruzeiro no Brasileirão 2015 (partindo do principio de que Marcelo, Levir e Muricy ficarão onde estão até o fim da próxima temporada). Já os outros (Corinthians, Internacional, Fluminense), com suas prováveis novas comissões técnicas, não deverão adquirir o entrosamento necessário para fazer frente ao atual bicampeão brasileiro (e ao Atlético e ao São Paulo). Resta-nos aguardar para ver se essa minha previsão se confirma ou não.

Os gols do maior artilheiro da Liga

Lionel Messi é o único gênio da bola em atividade, na minha opinião. O único. Há outros projetos de gênios por aí, mas hoje nada nem ninguém se aproxima do argentino nesse quesito.

Costumo dizer que seu futebol consegue superar seus números. Que a beleza de seu jogo consegue se destacar mais que seus impressionantes dados estatísticos (é o maior artilheiro do Espanhol, da Champions League, do clássico Barça-Madrid, e do FC Barcelona).

Em La Liga, com o hat-trick de ontem sobre o Sevilla, agora ele chegou a 253 gols em 289 jogos (confira a lista dos maiores goleadores). E confira todos eles no vídeo abaixo.



Ah, e lembre-se: Messi tem 27 anos.