sexta-feira, julho 31, 2009

A mão do treinador tricolor

Sacar um dos centroavantes e bancar Dagoberto entre os titulares: este é um dos méritos do treinador do São Paulo.

Ao contrário de Muricy, que insistia com Borges e Washington juntos na frente, Ricardo entende, como boa parte da torcida e da imprensa, que a presença de um atacante de movimentação se faz necessária. Há um bom tempo se sabe que o ataque tricolor é Dagoberto mais um.



Outra bola dentro é o reposicionamento de Hernanes. Hoje em dia ele atua muito mais como segundo volante do que como meia. A dupla que obteve tanto sucesso em 2007, Richarlyson e Hernanes, é reeditada pelas mãos de Ricardo Gomes. E na ala direita Jean é a grata surpresa. O tal González terá de suar para roubar a vaga do camisa 15.

Educado e sincero, humilde e com os pés no chão, Ricado mostra que suas convicções táticas dão resultado na prática.

Urubu corta as asinhas do Galo

Nem o mais otimistas dos atleticanos imaginava um gol logo no comecinho. Ronaldo Angelim e Aírton bateram cabeça, Serginho deu o bote e colocou Éder Luís na cara do gol: 1 a 0, aos 3 do primeiro tempo.

A partir daí o que se esperava era o veloz time do Atlético-MG postado para contra-atacar no vasto gramado do Maracanã. No entanto o Urubu tratou de cortar as asinhas do Galo.



Paciente, com três homens lá atrás, o Flamengo manteve a posse da bola sem se expor. E na troca de passes vertical concretizou a virada, com Léo Moura e Kléberson. Aos 14 da etapa complementar, Éverton fechou a conta.

Se o futebol não foi brilhante, o resultado foi excelente. O Mengão, que chega hoje à segunda vitória seguida, tem tudo para embalar de vez no domingo que vem: Náutico no Maraca.

quinta-feira, julho 30, 2009

Noves fora por cinco semanas

Não sei o que é pior: ficar cerca de oito rodadas sem Ronaldo, ou saber que quando ele voltar, estará com a forma física alterada.



O mês de agosto é um dos mais importantes do Brasileirão, são sete jogos, 21 pontos disputados em menos de trinta dias. Logo neste período o Timão perde seu princiapal goleador (sem falar em Cristian, André Santos, Douglas).

Treino é treino, jogo é jogo. No treino se sua, mas é no jogo que se queima. Ronaldo até pode treinar fisicamente enquanto estiver tratando da mão, no entanto como ficará sem jogar por volta de cinco semanas, é inevitável que ele fique mais pesado, redondo e lento.

Se retornar em setembro, imagino eu que só lá por meados de outubro o 9 vai voltar a brilhar muito com a camisa do Corinthians, como fez até aqui, com a silueta que recentemente lhe caracteriza.

Dunga erra de Diego

Kaká é o único meia por inteiro da Seleção. Os outros três são meio meias, meio volantes (Ramires, Elano, Júlio Baptista). A menos de um ano da Copa do Mundo, se há algum setor que deve ser testado é este, e não o ataque.

Quando Diego Souza deveria ser convocado (para ser opção na linha de três do meio, seja na reserva de Kaká, Ramires ou Robinho), Dunga e Jorginho chamam outro Diego, o Tardelli. Uma surpresa nada grata. Até porque se é para chamar alguém para a vaga de Pato, a meu ver existe outro nome bem mais interessante na própria Belo Horizonte: Kléber.

A convocação de Tardelli só serve para colocá-lo na vitrine e elevar seu preço. Creio que ele não será mais lembrado depois deste amistoso contra a Estônia. E torço para que o outro Diego, o Souza, seja visto com mais carinho pela comissão técnica do Brasil.

Diego que, aliás, fez o gol da vitória do Palmeiras sobre o Fluminense nesta quarta, no Palestra Itália, e colocou o Verdão na liderança do Brasileirão. Abre o olho, Dunga!

terça-feira, julho 28, 2009

Pontapé inicial

O primeiro movimento da vida é o chute.

Na barriga da mãe.

Que tem a forma de uma bola.

Por essas e outras o futebol é popular e fascinante.

segunda-feira, julho 27, 2009

Diego merece ser chamado?

Jorginho, membro da comissão técnica do Verdão, disse no Arena SporTV desta segunda que não entende como Diego Souza não é convocado à Seleção.

Eu penso nisso, não é de hoje.

Para mim o meio-campista do Palmeiras tem vaga entre os vinte e três, na reserva do Kaká.

sexta-feira, julho 24, 2009

Nilmar no Villarreal, diz MARCA

Segundo o jornal espanhol, o craque colorado fechou com o Submarino Amarelo por 5 anos.

É óbvio que economicamente a transação é favorável ao jogador. Não sei quanto ele ganhava no Inter, nem quanto vai ganhar no Villarreal, mas com certeza vai receber muito mais, e isso tem um peso.

No entanto esportivamente é um mal negócio, pois trata-se de um clube mediano da Espanha que sequer vai participar da próxima Liga dos Campeões da Europa.

Tenho dúvidas se a Copa do Mundo ficará mais distante para ele ou não. Em tese, sim. No Inter ele seria mais visto, e quem não é visto, não é lembrado. Contudo Dunga e Jorginho já mostraram que estão de olho em tudo, vide a recente convocação de Felipe Melo, que estava na Fiorentina (sem falar nas antigas, Vágner Love, Afonso, etc).

A reedição G5

Escrevi estes dias que num futuro próximo o G4 seria formado por Palmeiras, Corinthians, Inter e Grêmio (e que se houvesse um G5, como no ano passado, o quinto elemento seria o Galo).

O Atlético-MG não deixa mais dúvidas: vai brigar no topo da tabela por um longo período, provavelmente até o final do campeonato, como aconteceu com o desconfiado Grêmio de Celso Roth em 2008. Se vai ser campeão ou não, são outros quinhentos.

Hoje o G4 está composto pelo alvi-negro de Minas, pelo Verdão, pelo Colorado e pelo Timão. Para que minha previsível previsão se confirme, falta o Grêmio ultrapassar alguns concorrentes, o que, penso eu, ocorrerá em breve, desde que o Tricolor passe a beliscar alguns pontos fora de casa.

Ao que parece, a exemplo do equilibrado Brasileiro da temporada passada, teremos novamente um G5.

quinta-feira, julho 23, 2009

São Paulo busca empate no Beira-Rio

Poder de reação. Foi o que o São Paulo mostrou diante do Internacional. Até outro dia quando o Tricolor sofria um gol, acusava o golpe e ficava nocauteado em pé até o apito final.

Nesta quarta o time souber reagir. Alecsandro fez dois ainda no primeiro tempo, mas depois do intervalo a equipe de Ricardo Gomes, com algumas alterações, buscou o empate. O gol anotado por Hernanes, logo aos 3 da segunda etapa, foi crucial para a retomada.



Mudaram algumas coisas neste São Paulo pós-Muricy. Hernanes reedita a dupla de volantes com Richarlyson, que obteve sucesso em 2007, Dagoberto é o segundo atacante, e Jean é o mais novo improvisado na ala direita. O guri é bom e foi bem. Deixou o dele, de canhota. Um belo gol.

Mas mais que a mudança das peças que compõe o esquema, a atitude foi diferente. Mesmo em Porto Alegre o São Paulo não se intimidou e saiu para o jogo, foi para cima para vencer.

O Inter, por sua vez, esteve meio confuso. Sandro não deveria ter sido sacado, apesar de já ter cartão amarelo. Às vezes é preciso arriscar. O 8 estava muito bem na partida, era o terceiro melhor em campo pelo Colorado, na minha opinião, atrás de Guiñazu e Alecsandro.

Para frear o ímpeto do adversário e criar oportunidades, a melhor opção para dar lugar a D'Alessandro era Magrão. E quando o São Paulo empatou, imagino eu que Taison deveria entrar. Porém quem foi a campo foi Giuliano, na vaga de Andrezinho. Não deu outra: vaia e coro de burro nas arquibancadas.

Embalado, Avaí bate Grêmio por 1 a 0

Cai na inocência de acreditar piamente que o Grêmio iria trazer três pontos de Florianópolis, se não tivesse ninguém expulso. Por dois motivos: o retrospecto do Avaí na Ressacada era ruim, e o Grêmio tem mais time.

Só me esqueci da campanha gremista como visitante. E que a equipe de Silas (um dos belos nomes da nova geração, que deve ser visto com outros olhos pelos dirigentes dos grandes clubes) vinha de duas vitórias fora de casa e estaria confiante, como havia me lembrado Zini.



Quem jogou com um a menos, durante boa parte da segunda etapa, foram os anfitriões. No entanto mesmo com a superioridade numérica (e técnica) o Grêmio mostrou-se impotente. Ao contrário do Leão, que surpreendentemente ou não, foi imponente, principalmente depois de abrir o placar e passar a explorar o contra-ataque.

Seis jogos: cinco derrotas e um empate. Com este desempenho longe de casa é impossível chegar ao título. Embora, justiça seja feita, em alguns destes fracassos o Tricolor foi melhor mas perdeu por se tratar de futebol.

Já o Avaí conquistou sua segunda vitória em casa, em sete confrontos. Quem sabe agora, embalado e aliviado, mantenha uma regularidade positiva em seu território, o que garantiria sua permanência na Série A.

quarta-feira, julho 22, 2009

O novo meio-de-campo do Corinthians

Primeiro Cristian e André Santos. Agora Douglas. Segundo alguns sites, entre eles o Lancenet, o camisa 10 do Corinthians vai para Dubai.

Imaginava que o Timão fosse vender uns dois titulares, mas ao que parece mais gente vai sair.

Confirmada a saída de Douglas, e considerado o elenco de momento do clube paulista, visualizo o miolo da nova meia-cancha corintiana assim:



Edu é volante, somente os treinos e as partidas irão dizer se ele tem condições de atuar como meia. Mas como estes caras graúdos que voltam da Europa arrebentam no Brasil, não vou me surpreender se ele se tornar o novo 10 alvi-negro (tipo o Zé Roberto no Santos, embora, para mim, Zé seja mais bola que Edu).

Se Mano manter o 4-2-3-1, e acredito que manterá, Jucilei, Elias e Edu podem formar o meio-de-campo. Evidentemente que eles não apresentariam o mesmo entrosamento que Cristian, Elias e Douglas, que vêm jogando juntos desde o ano passado. Por isso uma provável oscilação no desempenho da equipe será mais que compreensível.

Esta na prancheta é apenas uma opção (talvez com Elias na esquerda e Jucilei na direita, depende do rendimento) entre outras que devem passar pela cabeça de Mano Menezes. Resta-nos aguardar para ver.