terça-feira, novembro 04, 2014

Brasileiro, o eterno adolescente

Why do brazilian soccer players have one name?

Se você digitar "why do bra" no Google, uma das sugestões é esta: "why do brazilian soccer players have one name" (veja aqui). Sugestão essa que me deu o gancho para esse post, pois tenho uma tese sobre isso há algum tempo, e essa é uma boa oportunidade para externá-la. Acredito ter uma resposta sobre por que jogadores brasileiros tem apenas um nome. E ela, acredite, está escrita no inconsciente coletivo.

É comum vermos, nas transmissões dos jogos europeus, antes da bola rolar, quando aparecem as listas com os jogadores dos dois times, seus nomes completos. Ou ao menos dois nomes, geralmente o primeiro e o último. Por exemplo: Lionel MESSI, Zlatan IBRAHIMOVIC, Arjen ROBBEN, e por aí vai. Quando se trata de jogadores brasileiros, no entanto, nessa lista pré-jogo, aparece apenas um nome, sendo muitas vezes o apelido: KAKÁ, ROBINHO, RONALDINHO, etc.

Claro. Como em toda regra, há exceções. Salvo engano, no caso de Oscar, por exemplo, aparece Oscar EMBOABA. Salvo engano. Não tenho certeza. Ainda assim, o nome que ele leva na camisa é o primeiro nome, e não o sobrenome, como habitualmente ocorre na Europa e talvez no mundo todo (Messi é Messi na camisa, e não Lionel ou Leo). A pergunta é: por quê? Por que isso em regra acontece com os brasileiros e com os demais futebolistas do planeta não? Sobre os demais futebolistas do planeta não posso falar com tanta propriedade, contudo quanto aos brasileiros, permito-me opinar. E a resposta, como disse, está no inconsciente coletivo.

Isso acontece porque o Brasil é um país adolescente. Um país que sofre da Síndrome de Peter Pan. Um país onde ninguém assume a responsabilidade pelos seus atos e a culpa é sempre do outro (responsabilidade é coisa de adulto). Um país onde tudo é deixado para a última hora, à espera de uma salvação que vem de cima. Um país que não desmama e não consegue andar com as próprias pernas. Um país onde sempre se reclama e nunca se aceita a decisão que vem de cima. Sempre cabe recurso. Sempre há uma brecha jurídica. Sempre se dá um jeitinho. Enfim. São inúmeras as características. Uma das razões para essas características tão peculiares aos brasileiros existirem é o fato do Brasil ser um país novo, foi "descoberto" há 500 anos. Outra é a maneira como ele foi colonizado (recomendo Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre).

Esse comportamento adolescente e até certo ponto infantil é refletido no futebol mais do que você imagina (lembre-se, futebol é reflexo da sociedade). Isso fica evidente quando vemos que, no Brasil, o perfil do treinador que faz sucesso é o perfil do "paizão". Veja só, o treinador, esse representante da figura patriarcal, é tratado no Brasil orgulhosa e abertamente como "paizão". Quantas e quantas vezes você viu e ouviu o jogador dizer "ele é como um pai para mim"? Milhares, não? Pois é. Em outras palavras, a partir do momento em que o treinador é visto como o pai, o jogador é visto como o filho. Simples assim. É assumidamente o adolescente. Aí é preciso fazer concentração (na Europa não tem, né?) para castigar o filho adolescente, para evitar que ele saia com os amigos indesejáveis e beba, use drogas e etc.

São vários os exemplos. Infelizmente não tenho todos na ponta da língua, tampouco dos dedos. Mas eles estão aí, na nossa cara. E, além desse papo de "paizão" e da concentração (creche), essa questão do nome na camisa, do "why do brazilian soccer players have one name", é apenas outro exemplo.

O cara pode ter 30 anos de idade, e ainda leva na camisa o apelido de infância. Robinho, Ronaldinho, Juninho (repare no diminutivo). Kaká, Dedé, Vavá (repare nas sílabas repetidas, coisa de bebês que estão aprendendo a falar - gugu dada). Em relação aos jogadores que usam o primeiro nome e não os apelidos, talvez haja uma evolução, mas a diferença não é tão grande assim. Pois, enquanto os outros levam o sobrenome às costas, enquanto os outros levam o nome da família na camisa (Messi, Ibrahimovic, Robben), os brasileiros usam o primeiro nome, o nome do filho (Oscar, Adriano, Lucas). Ou seja, o eterno adolescente (forever young) que não atinge a maturidade para carregar o nome da família nas costas (é muito peso, né?).

Enfim. Sei que minha tese carece de detalhes e carece de aprofundamento, até porque não sou tão entendido no assunto assim (psicologia), embora entenda um pouco. E até porque é somente um curto post num blog, e não uma tese de mestrado ou doutorado. No entanto me parece evidente que essa característica infantil está enraizada nos brasileiros (não apenas nos jogadores e sim em toda a sociedade, diga-se de passagem). A escolha pelo primeiro nome na camisa ou pelo apelido pode ter lá justificativas racionais, contudo me parece nítido que isso faz parte do nosso inconsciente coletivo. E essa cultura ajuda a explicar, na minha visão, "why do brazilian soccer players have one name".

12 comentários:

Anônimo disse...

Com toda sinceridade, nunca li nada tão patético na minha vida. O cara coloca na camisa o que ele quer, aqui no Brasil é e sempre será assim. Agora só pq o jogador usa o seu nome na camisa e não o sobrenome (por opção) ele não quer crescer, que coisa ridícula isso. Em relação aos nomes "Juninho" "Robinho" "Ronaldinho" os caras estão assim pq acostumaram a chamar assim, se os chamassem de "Montanha, Pedra ou Jacaré" estaria na camisa "Montanha, Pedra ou Jacaré". Não te conheço, mas acho que vc pode fazer um texto melhor que esse.

Eduardo disse...

Nossa, que bela merda de post. Nada a ver

Anônimo disse...

Nooooooosssa cala a boca cara. Nunca li tanta asneira em um post só.. imagina um time inteiro de 'Silva' ou 'Santos'

Rafael Andrade disse...

Carlão, sou seu fã cara, mas nessa vc mandou MUITO mal. Pq não tem nada a ver uma coisa com a outra, sério. Acho que vc bebeu uns goles a mais antes de escrever esse post, hahaha. Veja, cara, que não é só no Brasil que se usa o primeiro nome ou até apelidos...Cesc, Koke, Pedro, Xavi, Raul, entre tantos outros.

Mário Pordeus disse...

Concordo integralmente com a tese.

Cada ponto se encaixa perfeitamente.

Kelvin Queiroz disse...

Bem, ao meu ver, o que faz com que o o jogador brasileiro não leve o nome da família nas costas é o simples fato de existir muitas famílias com o mesmo nome (Silva, Machado, Souza, Nascimento e por aí vai) enquanto na Europa e no resto do mundo (com exceção dos países latinos que tem uma penca de Ramírez, Rodríguez e etc) os sobrenomes são sempre diferentes.

Como exemplo, vou colocar aqui a seleção da Bola de Prata até o momento no formato desejado (padrão europeu):

M.Grohe
M.Rocha
C.G.Nascimento ou C.G.Silva (Gil)
R.Tolói
J.R.Silva ou J.R.Júnior (Zé Roberto)
M.Arouca
C.Aránguiz
R.Izecson (Kaká)
D.Tardelli
F.Chaves ou F.Guedes (Fred)

Além de foneticamente ficar "ruim", os sobrenomes brasileiros teriam que vir acompanhados 99% das vezes pelo primeiro nome para poder distinguir e isso talvez faria muito torcedor ficar de saco cheio.

Luan disse...

Simples e direto. Na Europa, existe uma tradição de chamar a outra pessoa pelo sobrenome. Lá, apenas os amigos, familiares ou quem resguarda algum carinho pela pessoa costumam o chamar pelo primeiro nome. Aqui, é o contrário.

Breno de Almeida disse...

Até faz sentido, mas existem outros milhões de motivos pra isso acontecer, até pelos costumes do país, nos quais ninguém chama alguém de "Senhor Silva", por exemplo.

Um fato que me chamou a atenção é que alguns jogadores espanhóis e portgueses também têm esse costume, Koke, Xavi, Gabi, Pedro e Cristiano Ronaldo (deveria ser Aveiro, pela lógica), Nani, Beto, Tiago, Danny, etc... Provavelmente o maior motivo é a cultura transmitida de lá pra cá.

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kenady disse...

penso que voce ,ve o brasil como o todo e nao so o futebol , tbm imagino um pais que e so um adolescente e imaturo , imagino que aqui nao se tem responsabilidade com nada , vejo o msm belo trabalho

frases Com Desenhos disse...

Simples e direto. Na Europa, existe uma tradição de chamar a outra pessoa pelo sobrenome. Lá, apenas os amigos, familiares ou quem resguarda algum carinho pela pessoa costumam o chamar pelo primeiro nome. Aqui, é o contrário !