Já no Corinthians, Dudu não tem tanta concorrência assim, uma vez que são poucas as opções do elenco alvinegro para a beirada. São poucos os atletas com características de winger. Diria que apenas Malcom (e Lodeiro). Ou seja, independente do esquema tático adotado por Tite (4-2-3-1 ou 4-1-4-1, por exemplo), Dudu chega para assumir o flanco esquerdo, região do campo por onde se destacou no Grêmio 2014. No São Paulo, o flanco esquerdo, que era de Kaká, até que se prove o contrário, hoje pertence a Michel Bastos.

Caso Tite opte pelo 4-2-3-1, a saída mais comum, penso eu, é a dupla de volantes composta por Cristian e Elias, e a linha de três por Petros, Renato Augusto e Dudu, além de Guerrero na frente. Petros?! Creio que sim. Mal comparando, pode ser que Petros seja o novo Jorge Henrique do Timão - o cara pela beirada para segurar o lateral mais ofensivo do time adversário. Agora, caso Tite tenha em mente uma alternativa mais ofensiva, Malcom e Lodeiro são as opções naturais à ponta direita, para compor a linha de três com Renato Augusto (faixa central) e Dudu (ponta esquerda).
Já num outro esquema tático (4-1-4-1), penso que Ralf seria o cabeça de área, com Cristian e Elias à frente dele, Dudu na ponta esquerda, Guerrero na referência e Renato Augusto na direita. Eu sei, Renato é mais meia do que winger, e consequentemente, com a bola, tenderia a buscar a faixa central. Mas sem ela, fecharia o flanco direito, algo que está acostumado a fazer. E dessa maneira, tanto Malcom quanto Lodeiro e Petros seriam reservas.
Seja como for, o fato é que Dudu faz mais sentido no Corinthians do que no São Paulo. Sem querer encher demais a bola do jogador, mas já enchendo, o fato é que o Corinthians “precisa” mais de Dudu do que o São Paulo, por uma questão de composição do plantel, por uma questão de carência da posição no elenco alvinegro. Carência relativamente suprida com a chegada de Dudu.




