São Paulo 2 x 1 Santos. Afirmação do líder como líder. Afirmação do craque como craque. Brenembauer é o nome do diamente a ser lapidado.
Grêmio 1 x 0 Internacional. Nada como um Grenal para dar o pontapé inicial na Semana Farroupilha. Nesta segunda, o tricolor saiu às ruas vestindo os mantos sagrados: a camisa azul, preta e branca, e a bombacha.
Atlético-MG 3 x 4 Cruzeiro. Galo, Rapousa, Leão, Coelho, Foca... Foi o clássico animal. O bicho deve ter sido gordo. Sobre o jogo em si, que bom se todos no mundo fossem iguais à você.
Flamengo 1 x 1 Vasco. Foi o clássico dos milhões. Milhões de defesas do goleiro rubronegro Bruno. Se foi o único clássico sem vencedor, o culpado é o arqueiro do time da Gávea.
segunda-feira, setembro 17, 2007
sábado, setembro 15, 2007
Qual o segredo do São Paulo?
É ter jogadores que desequilibram?
É contar com uma aplicação tática responsável?
É manter a cabeça dos atletas focada no objetivo?
Ou é possuir uma forte preparação física?
O segredo do sucesso (que na verdade não é segredo algum) é a mescla destes quatro pontos.
O São Paulo tem belos jogadores, como Rogério Ceni, Dagoberto e Jorge Vágner, por exemplo.
O São Paulo tem inteligência coletiva. Cada um sabe o que tem de fazer, taticamente, dentro de campo. Richarlyson pode jogar de volante, de meia, de terceiro ou de quarto-zagueiro, que a estrutura tática do time não é alterada. Méritos dos jogadores e, principalmente, do treinador.
Eles, os jogadores, têm a mente focada no objetivo. O São Paulo não deixa seus atletas subirem no salto. Muito em função de Muricy Ramalho.
E, por fim, os jogadores do São Paulo têm um excelente condicionamento físico, graças ao trabalho de Carlinhos Neves.
Rasgações de seda à parte, destas quatro vertentes que norteiam o futebol (técnica, tática, psíquica e física), para mim, esta última é a que diferencia o líder do campeonato.
O ponto mais forte do tricolor paulista é a marcação, correto? Pois bem. O São Paulo só marca como marca, do primeiro minuto do primeiro tempo ao último minuto da segunda etapa, do goleiro ao ponta-esquerda (ou ao centro-avante, já que não se joga mais com pontas), graças ao notável preparo físico de seus atletas. De fato, os são-paulinos estão sobrando.
Muricy e os jogadores têm seus méritos pela magnífica campanha exibida até então. Entretanto, não pode-se esquecer do verdadeiro craque que está tornado esta realidade possível: Carlinhos Neves, preparador físico do São Paulo FC. Graças ao trabalho deste profissional, e à aplicação dos jogadores, o São Paulo caminha, a passos firmes e largos, em direção ao pentacampeonato brasileiro.
É contar com uma aplicação tática responsável?
É manter a cabeça dos atletas focada no objetivo?
Ou é possuir uma forte preparação física?
O segredo do sucesso (que na verdade não é segredo algum) é a mescla destes quatro pontos.
O São Paulo tem belos jogadores, como Rogério Ceni, Dagoberto e Jorge Vágner, por exemplo.
O São Paulo tem inteligência coletiva. Cada um sabe o que tem de fazer, taticamente, dentro de campo. Richarlyson pode jogar de volante, de meia, de terceiro ou de quarto-zagueiro, que a estrutura tática do time não é alterada. Méritos dos jogadores e, principalmente, do treinador.
Eles, os jogadores, têm a mente focada no objetivo. O São Paulo não deixa seus atletas subirem no salto. Muito em função de Muricy Ramalho.
E, por fim, os jogadores do São Paulo têm um excelente condicionamento físico, graças ao trabalho de Carlinhos Neves.
Rasgações de seda à parte, destas quatro vertentes que norteiam o futebol (técnica, tática, psíquica e física), para mim, esta última é a que diferencia o líder do campeonato.
O ponto mais forte do tricolor paulista é a marcação, correto? Pois bem. O São Paulo só marca como marca, do primeiro minuto do primeiro tempo ao último minuto da segunda etapa, do goleiro ao ponta-esquerda (ou ao centro-avante, já que não se joga mais com pontas), graças ao notável preparo físico de seus atletas. De fato, os são-paulinos estão sobrando.
Muricy e os jogadores têm seus méritos pela magnífica campanha exibida até então. Entretanto, não pode-se esquecer do verdadeiro craque que está tornado esta realidade possível: Carlinhos Neves, preparador físico do São Paulo FC. Graças ao trabalho deste profissional, e à aplicação dos jogadores, o São Paulo caminha, a passos firmes e largos, em direção ao pentacampeonato brasileiro.
Quarentinha, alvinegro eterno
No dia 15 de setembro de 1933 (ano da profissionalização do futebol no Brasil), nascia em Belém, Waldir Cardoso Lebrego, o Quarentinha.Jogou no Paysandu, Vitória-BA, Botafogo, Bonsucesso e América de Cáli.
Centro-avante, goleador nato, Quarentinha é o maior artilheiro da história do Botafogo. São 308 gols em 446 partidas. Fez parte do Glorioso Botafogo dos fins dos anos 50, início dos 60, ao lado de Didi, Garrrinha, Nilton Santos e Zagallo.
Não costumava comemorar seus gols, o que irritava a torcida do Glorioso. "Eu era pago para marcar gols. Não fazia mais que minha obrigação".
Foi artilheiro do Campeonato Carioca por três vezes consecutivas: em 1958, com 19 gols, em 1959, com 25, e em 1960, com outros 25.
Tem a melhor média de gols pela Seleção Brasileira: 17 gols em 17 jogos.
"Quarentinha, eu o vi jogar muitas e muitas vezes. Era um chutador temível, um atacante de respeito, que fazia tremer os goleiros, fossem quem fossem. Tinha na canhota o que, então, se chamava um canhão. Chutava muito forte, principalmente, bola parada. Era de meter medo. Nos jogos Botafogo-Santos, era ele, de um lado, o Pepe, do outro. Ai de quem ficasse na barreira." (Botafoguense Armando Nogueira)
"Sempre que o via voltando da área, cabisbaixo, eu o imaginava a parodiar, bem baixinho, os versos de Manuel Bandeira: "Faço gol como quem chora / Faço gol como quem morre." Era uma flor de melancolia o Quarentinha. Que Deus o tenha." (Mestre Armando Nogueira)
Quarentinha morreu no dia 11 de fevereiro de 1996.
sexta-feira, setembro 14, 2007
San-São
Estes são os prováveis titulares para o clássico deste sábado no Morumbi.O zagueiro Breno sempre joga na sobra, mas como Alex Silva está fora do jogo, André Dias, mais pesado, vai fazer este papel, deslocando o jovem talento para o lado direito.
Jorge Vágner, protegido por Richarlyson, deve subir a todo instante, deixando Rodrigo Souto mais preso no campo de defesa.
Kléber Pereira, o matador alvinegro, vai bater de frente com Breno. Experiência, oportunismo e habilidade versus Vigor físco, tranqüilidade e juventude. Este duelo promete. Devido às subidas do artilheiro, Hernanes deverá ser mais cauteloso nos avanços.
Pet não terá vida fácil com Richarlyson.
O lado esquerdo do Tricolor é mais forte que o direito, tanto na defesa, tanto no ataque. Pedrinho e Kléber, o lateral, podem se aproveitar disto.
Por outro lado, Adaílton e Baiano têm de ficarem atentos, já que a trama feita por Dagoberto, Leandro e Jorge Vágner, pelo lado esquerdo, é sempre perigosa.
Mas quando a bola rolar, estes prognósticos podem vir por água abaixo. Ou não. Fato é que espera-se uma grande partida entre o líder e o terceiro colocado, pois ambos vão, sem dúvida, atrás dos três pontos. Caso o Santos vença, fica a 9 pontos do líder. Caso perca, o São Paulo fica mais próximo da taça. O empate é ruím para o Peixe. Para o time da casa, nem tanto.
quinta-feira, setembro 13, 2007
Santos ou Inter?
Os rumores desta quinta-feira indicam que Nilmar vai assinar com o Internacional.
Na tarde de hoje, a contratação foi dada como certa. Tal informação nasceu no São Paulo FC, clube que em tese desistiu do atleta.
O presidente do Inter desmente que a transação foi efetivada, mas confirma que o atacante está mais perto do Colorado do que dos concorrentes.
Sabe-se que o dono do Sondas Supermercados adquiriu 60% dos direitos do jogador. E sabe-se que este mesmo empresário almoçou hoje, em São Paulo, com Vanderlei Luxemburgo.
Os indícios levam a crer que o tricolor paulista abandonou o barco de vez, e que Santos e Inter estão na briga.
A vantagem é colorada. Além da família da namorada morar em Porto Alegre, o salário no clube do Gigante da Beira-Rio seria maior.
Entretanto, há um ponto que pode pesar na decisão de Nilmar (caso já não tenha se decidido): a Copa Libertadores da América.
O caminho de todo grande jogador brasileiro é a Europa, não há dúvida. No caso do ex-corintiano, o destino é um clube de ponta da Europa. E, por conseguinte, seleção brasileira. Seja Inter ou Santos, o próximo clube será uma ponte para chegar ao velho continente. E esta ponte pode durar apenas uma temporada. Uma atuação de alto nível no ano que vem, como a de 2005, vai levá-lo a algum Barcelona ou Chelsea da vida. O próximo clube é apenas vitrine. E, querendo ou não, a exposição na Libertadores é bem maior do que no Brasileirão.
A tendência é o Santos se classificar para o competição internacional. Já o Internacional, não. Nilmar sabe disso. Luxemburgo também.
Talvez esta seja a única chance do Peixe tirar o craque das mãos do Colorado. Talvez seja esta a dúvida (se é que ela existe) na cabeça de Nilmar: ganhar mais e ficar fora da Libertadores, ou receber menos, mas participar da maior copa do futebol latino-americano?
Na tarde de hoje, a contratação foi dada como certa. Tal informação nasceu no São Paulo FC, clube que em tese desistiu do atleta.
O presidente do Inter desmente que a transação foi efetivada, mas confirma que o atacante está mais perto do Colorado do que dos concorrentes.
Sabe-se que o dono do Sondas Supermercados adquiriu 60% dos direitos do jogador. E sabe-se que este mesmo empresário almoçou hoje, em São Paulo, com Vanderlei Luxemburgo.
Os indícios levam a crer que o tricolor paulista abandonou o barco de vez, e que Santos e Inter estão na briga.
A vantagem é colorada. Além da família da namorada morar em Porto Alegre, o salário no clube do Gigante da Beira-Rio seria maior.
Entretanto, há um ponto que pode pesar na decisão de Nilmar (caso já não tenha se decidido): a Copa Libertadores da América.
O caminho de todo grande jogador brasileiro é a Europa, não há dúvida. No caso do ex-corintiano, o destino é um clube de ponta da Europa. E, por conseguinte, seleção brasileira. Seja Inter ou Santos, o próximo clube será uma ponte para chegar ao velho continente. E esta ponte pode durar apenas uma temporada. Uma atuação de alto nível no ano que vem, como a de 2005, vai levá-lo a algum Barcelona ou Chelsea da vida. O próximo clube é apenas vitrine. E, querendo ou não, a exposição na Libertadores é bem maior do que no Brasileirão.
A tendência é o Santos se classificar para o competição internacional. Já o Internacional, não. Nilmar sabe disso. Luxemburgo também.
Talvez esta seja a única chance do Peixe tirar o craque das mãos do Colorado. Talvez seja esta a dúvida (se é que ela existe) na cabeça de Nilmar: ganhar mais e ficar fora da Libertadores, ou receber menos, mas participar da maior copa do futebol latino-americano?
Enfim, titular
O goleiro Roger, 35 anos, eterno esquenta-banco de Rogério Ceni e Fábio Costa, assinou contrato até o fim de 2008 com o Botafogo. Já que Júlio César, Max e companhia não vinham agradando, por que não tentar Roger? As chances de que ele se encaixe no Glorioso são grandes, pois o ex-santista é bom jogador. Melhor que Max, Júlio, Marcos Leandro...
O bom craque à casa torna
O anúncio oficial ainda não aconteceu, mas tudo indica que Nilmar voltará ao Beira-Rio.O Globoesporte.com informa que o Internacional entraria com 50% do dinheiro (R$ 4 milhões) e o dono da rede do Supermercado Sonda entraria com a outra metade (R$ 4 milhões) do capital, o que daria ao empresário 50% dos direitos federativos do jogador. Paulo Vinicius Coelho disse no Bate-Bola que conversou nesta manhã com o presidente do Colorado, Vitório Píffero, e que este teria dito que o empresário teria direito a 60% dos diretos de Nilmar, e não 50%.
Seja cinqüenta ou sessenta por cento, o fato é que o craque, que dispensa apresentações, vai assinar (ou já assinou) o contrato de 4 anos com o clube que o revelou.
E os colorados já pensam em Fernandão e Nilmar juntos.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Cachaça ou tequila?
Um dos fatores que fazem do futebol o mais popular dos esportes é a rivalidade que este propicia.
É verdade que a rivalidade entre clubes é maior que entre seleções nacionais, por razões óbvias, como proximidade geográfica e histórias co-construídas ao longo de muidas décadas. Mas é fato também que a rivalidade entre seleções é inerente ao futebol. A diferença, nos jogos de seleções, é que o torcedor não pode caçoar diretamente do adversário, pois todo colorado tem um vizinho gremista e vice-versa, mas nem todo brasileiro tem um vizinho argentino. E vice-versa.
E como nasce a rivalidade, entre seleções, no futebol? Primeiro, claro, existe a rivalidade histórica entre os países e seus povos, que inevitavelmente veste as chuteiras e entra em campo, como uma Inglaterra e França ou Espanha e Portugal, por exemplo. Segundo, a rivalidade floresce a partir dos confrontos ao longo das décadas. Brasil e Argentina têm mais de século se confrontando. Soma-se a isso a proximidade geográfica entre os países e temos uma das maiores, se não a maior rivalidade do futebol internacional.
Entretanto, a rivalidade não precisa de décadas e décadas de enfrentamentos diretos, nem de proximidade territorial, para existir. Basta alguns duelos com alta freqüência num curto espaço de tempo, principalmente com resultados negativos para um dos lados, que este adversário já será tratado como arquirrival.
É o caso de México e Brasil. Não chega a ser um Brasil x Argentina, é claro, por questões históricas, mas é um cortejo que, ultimamente, vem sendo dominado pelos mexicanos (desde 1999, o Brasil venceu uma em sete partidas). Razão pela qual disperta no torcedor, principalmente brasileiro, o sentimento de rivalidade. Talvez, vá lá, hoje em dia, Brasil e México envolva maior teor emocional do que um Brasil x Uruguai.
Hoje à noite, às 21h45 (Brasília), as seleções mexicana e brasileira medem suas forças em Boston. O jogo promete, pois o selecionado norte-americano é muito bom, e está acostumado a bater no Brasil, que por sua vez está cansado de apanhar dos hermanos lá do hemisfério norte. Resta saber, em caso de vitória, se a festa vai ser comemorada à base de tequila, ou brindada à cachaça.
É verdade que a rivalidade entre clubes é maior que entre seleções nacionais, por razões óbvias, como proximidade geográfica e histórias co-construídas ao longo de muidas décadas. Mas é fato também que a rivalidade entre seleções é inerente ao futebol. A diferença, nos jogos de seleções, é que o torcedor não pode caçoar diretamente do adversário, pois todo colorado tem um vizinho gremista e vice-versa, mas nem todo brasileiro tem um vizinho argentino. E vice-versa.
E como nasce a rivalidade, entre seleções, no futebol? Primeiro, claro, existe a rivalidade histórica entre os países e seus povos, que inevitavelmente veste as chuteiras e entra em campo, como uma Inglaterra e França ou Espanha e Portugal, por exemplo. Segundo, a rivalidade floresce a partir dos confrontos ao longo das décadas. Brasil e Argentina têm mais de século se confrontando. Soma-se a isso a proximidade geográfica entre os países e temos uma das maiores, se não a maior rivalidade do futebol internacional.
Entretanto, a rivalidade não precisa de décadas e décadas de enfrentamentos diretos, nem de proximidade territorial, para existir. Basta alguns duelos com alta freqüência num curto espaço de tempo, principalmente com resultados negativos para um dos lados, que este adversário já será tratado como arquirrival.
É o caso de México e Brasil. Não chega a ser um Brasil x Argentina, é claro, por questões históricas, mas é um cortejo que, ultimamente, vem sendo dominado pelos mexicanos (desde 1999, o Brasil venceu uma em sete partidas). Razão pela qual disperta no torcedor, principalmente brasileiro, o sentimento de rivalidade. Talvez, vá lá, hoje em dia, Brasil e México envolva maior teor emocional do que um Brasil x Uruguai.
Hoje à noite, às 21h45 (Brasília), as seleções mexicana e brasileira medem suas forças em Boston. O jogo promete, pois o selecionado norte-americano é muito bom, e está acostumado a bater no Brasil, que por sua vez está cansado de apanhar dos hermanos lá do hemisfério norte. Resta saber, em caso de vitória, se a festa vai ser comemorada à base de tequila, ou brindada à cachaça.
terça-feira, setembro 11, 2007
11 de setembro
A partir desta data a humanidade passou por uma significante metamorfose. Desde então, o mundo nunca mais foi o mesmo. Depois de 11 de setembro as formas e maneiras de se vencer o inimigo foram reinventadas. O segredo do sucesso é o ataque inesperado. É o ataque-surpresa. Quando menos se espera, aparece-se do nada, surpreendendo a tudo e a todos, chega-se cara a cara com o alvo e executa-se o que se havia premeditado.
No dia 11 de setembro de 1945 nascia Franz Beckenbauer, o homem que inventou o líbero, o jogador que reinventou o ataque. O homem que vinha de trás, inesperadamente, surpreendia aos companheiros e adversários, chegava à cara do gol e fuzilava o arqueiro inimigo.
Parabéns, Beckenbauer, pelos 62 anos de glórias.
No dia 11 de setembro de 1945 nascia Franz Beckenbauer, o homem que inventou o líbero, o jogador que reinventou o ataque. O homem que vinha de trás, inesperadamente, surpreendia aos companheiros e adversários, chegava à cara do gol e fuzilava o arqueiro inimigo.
Parabéns, Beckenbauer, pelos 62 anos de glórias.
domingo, setembro 09, 2007
Pagou, levou
Colocar jogadores de Seleção Brasileira como Ronaldinho, Kaká e Robinho para jogarem futebol no gramado do estádio do Chicago Bears é o mesmo que colocar carros Fórmula 1 da Ferrari e McLaren para correrem numa pista de rali. É um pecado.
Truculentos atletas, muitos acima dos 100kg, pisoteam e esmagam aquela grama dia após dia, noite após noite, sem dó nem piedade. Para eles, americanos, tanto faz o estado do gramado, pois a bola naquele esporte não rola, por, além de ser oval, ficar mais tempo no ar do que no chão.
A bola no amistoso entre EUA e Brasil, apesar de redonda, também não rolou, quicou. Como constatou Falcão na transmissão, aos 40 e poucos do primeiro tempo, em uma das belas arrancadas características de Kaká, o craque brasileiro teve dois oponentes naquele instante: os americanos e o gramado. Definitivamente, um pecado.
Pecado tal qual a avareza de certos dirigentes do futebol nacional, que, gulosos por dinheiro, prostituem um dos maiores bens simbólicos do tão sofrido povo brasileiro, a Seleção Brasileira de Futebol. Sim. Prostituição. É esta a palavra que melhor define o tratamento dos cartolas em relação à Seleção. É simples assim: pagou, levou.
Truculentos atletas, muitos acima dos 100kg, pisoteam e esmagam aquela grama dia após dia, noite após noite, sem dó nem piedade. Para eles, americanos, tanto faz o estado do gramado, pois a bola naquele esporte não rola, por, além de ser oval, ficar mais tempo no ar do que no chão.
A bola no amistoso entre EUA e Brasil, apesar de redonda, também não rolou, quicou. Como constatou Falcão na transmissão, aos 40 e poucos do primeiro tempo, em uma das belas arrancadas características de Kaká, o craque brasileiro teve dois oponentes naquele instante: os americanos e o gramado. Definitivamente, um pecado.
Pecado tal qual a avareza de certos dirigentes do futebol nacional, que, gulosos por dinheiro, prostituem um dos maiores bens simbólicos do tão sofrido povo brasileiro, a Seleção Brasileira de Futebol. Sim. Prostituição. É esta a palavra que melhor define o tratamento dos cartolas em relação à Seleção. É simples assim: pagou, levou.
sábado, setembro 08, 2007
Futebol em dois tempos
Que o São Paulo tem um belo treinador, nós sabemos. Que tem um ótimo goleiro, uma baita defesa, um time bem entrosado e um ataque eficiente, nós também sabemos. Tanto é que o tricolor paulista está há 13 jogos sem perder e há 9 sem levar um golzinho sequer. Agora, se existe outra virtude - se é que podemos assim denominar - que o São Paulo possui, chama-se sorte.
O escrete de Muricy conseguiu um feito que nenhuma outra equipe foi capaz de obter há exato um ano: vencer o Vasco em São Januário. Por 2 a 0, o São Paulo conquistou uma vitória, teoricamente, injusta. Teoricamente, porque o Vasco foi bem melhor no primeiro tempo da partida, mandando inclusive duas (duas!) bolas na trave (na trave!) de Rogério Ceni. É a tal sorte. Porém, na segunda etapa, o visitante impôs seu ritmo de jogo, com sua defesa consciente e eficiente, seu meio-campo pegador (e faltoso), e seu ataque preciso (quando preciso).
Portanto, pode-se resumir a partida da seguinte maneira: 1º tempo do Vasco, com pressão assustadora nos primeiros minutos por parte do time cruzmaltino, além de duas bolas metidas na trave de Rogério. 2º tempo do São Paulo, igualando o jogo e aos poucos superando o adversário, marcando o primeiro gol após jogada individual de Dagoberto, e o segundo, no final da partida, com Hernanes, numa bola desviada na zaga vascaína, matando o goleiro Sílvio Luiz. É a tal sorte são-paulina.
Talvez o resultado mais justo seria um empate, mas como campo de futebol não é tribunal de justiça, o líder sai de São Januário satisfeito, já de olho no Peixe, próximo adversário, em mais uma dura partida.
O escrete de Muricy conseguiu um feito que nenhuma outra equipe foi capaz de obter há exato um ano: vencer o Vasco em São Januário. Por 2 a 0, o São Paulo conquistou uma vitória, teoricamente, injusta. Teoricamente, porque o Vasco foi bem melhor no primeiro tempo da partida, mandando inclusive duas (duas!) bolas na trave (na trave!) de Rogério Ceni. É a tal sorte. Porém, na segunda etapa, o visitante impôs seu ritmo de jogo, com sua defesa consciente e eficiente, seu meio-campo pegador (e faltoso), e seu ataque preciso (quando preciso).
Portanto, pode-se resumir a partida da seguinte maneira: 1º tempo do Vasco, com pressão assustadora nos primeiros minutos por parte do time cruzmaltino, além de duas bolas metidas na trave de Rogério. 2º tempo do São Paulo, igualando o jogo e aos poucos superando o adversário, marcando o primeiro gol após jogada individual de Dagoberto, e o segundo, no final da partida, com Hernanes, numa bola desviada na zaga vascaína, matando o goleiro Sílvio Luiz. É a tal sorte são-paulina.
Talvez o resultado mais justo seria um empate, mas como campo de futebol não é tribunal de justiça, o líder sai de São Januário satisfeito, já de olho no Peixe, próximo adversário, em mais uma dura partida.
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