domingo, setembro 09, 2007

Pagou, levou

Colocar jogadores de Seleção Brasileira como Ronaldinho, Kaká e Robinho para jogarem futebol no gramado do estádio do Chicago Bears é o mesmo que colocar carros Fórmula 1 da Ferrari e McLaren para correrem numa pista de rali. É um pecado.

Truculentos atletas, muitos acima dos 100kg, pisoteam e esmagam aquela grama dia após dia, noite após noite, sem dó nem piedade. Para eles, americanos, tanto faz o estado do gramado, pois a bola naquele esporte não rola, por, além de ser oval, ficar mais tempo no ar do que no chão.

A bola no amistoso entre EUA e Brasil, apesar de redonda, também não rolou, quicou. Como constatou Falcão na transmissão, aos 40 e poucos do primeiro tempo, em uma das belas arrancadas características de Kaká, o craque brasileiro teve dois oponentes naquele instante: os americanos e o gramado. Definitivamente, um pecado.

Pecado tal qual a avareza de certos dirigentes do futebol nacional, que, gulosos por dinheiro, prostituem um dos maiores bens simbólicos do tão sofrido povo brasileiro, a Seleção Brasileira de Futebol. Sim. Prostituição. É esta a palavra que melhor define o tratamento dos cartolas em relação à Seleção. É simples assim: pagou, levou.

4 comentários:

Vinicius Grissi disse...

Uma pena realmente o estado do gramado. Valeu para ver um Dunga escalando um time bem melhor que o da Copa América, e dos outros amistosos. Parece que, por incrível que pareça, ele pode escalar uma boa seleção. Daí para ser bom técnico, é outro papo.

gerson sicca disse...

Carlão, infelizmente é isso aí. Pagou levou. Fazer jogo naquele gramado é ridículo. E depois tinha gente q criticava a copa américa da venezuela. Pelo menos a grama era boa.

Sidarta disse...

Mas tava ruim pro dois lados no 1o tempo.

Dassler Marques disse...

Creio que a CBF deveria inspecionar os locais onde vai jogar, mas acho que um problema assim nunca, ou há muito tempo, tinha acontecido. Também não achei tão ruim assim.

Aliás, no Brasileirão mesmo, há gramados bem, bem piores que aquele. Machadão e Durival de Britto, por exemplo.

abraço Carlão!