A CBF, depois de longa teimosia, liberou Robinho, Marcelo e Daniel Alves em uma tacada só. Os dois primeiros vão jogar a última rodada do Campeonato Espanhol e o segundo, a final da Copa do Rei.
Qualquer ser com o mínimo de bom senso faria isto. Até Américo Faria. Dunga demorou, mas fez. Na verdade verdade, Dunga não tinha nada que se meter nesta estória, pois guerrinhas de confederações e clubes devem ser disputadas entre cartolas, e não entre treinadores ou jogadores.
O grande vilão desta novela é a comissão técnica, que não mantém contato direto com seus atletas, e que no caso específico de Robinho deveria ter chegado a Ricardo Teixeira e dito: "Ô presidente, é a última rodada. Se os caras forem campeões, Robinho vai chegar aqui pulando de felicidade. Vai chegar confiante. E o melhor, vai estar voando, por estar com ritmo de jogo, ao contrário dos outros jogadores.".
Neste episódio, faltou inteligência por parte da comissão técnica.
A não ser que a ausência de Robinho no Real Madrid e a presença do mesmo na Granja Comary era desejo de imposição de alguma força maior (o que, mesmo assim, não isentaria a comissão de falta de inteligência).
sexta-feira, junho 15, 2007
quinta-feira, junho 14, 2007
Ronaldinho e Henry?
Segundo a página da France Football, Arsene Wenger, técnico e "manager" (uma espécie de Luxemburgo francês) do Arsenal, teria um encontro marcado com os cartolas do Barcelona, em Paris, para tratar sobre o fututo de Terry Henry.O time de Londres quer 30 milhões de euros, com mais algum jogador envolvido na negociação. Samuel Eto'o, por exemplo, é bem visto por Wenger.
Além dos torcedores do Barça, dos amantes e maridos do futebol, muito viciado em Winning Eleven vai fazer uma prece para esta transação acontecer.
Cá entre nós, Ronaldinho e Henry no mesmo time seria covardia.
Deu a lógica
Num campo de papel picado, com um pouco de grama, o anfitrião desempenhou um futebol superior ao do convidado.O Boca não jogou bola, nem foi superior, o suficiente para meter 3 a 0 no Grêmio.
Mas 3 a 0 meteu.
Graças a Juan Roman Riquelme, o dono do jogo (e a alguns erros de arbitragem). O camisa 10 do Boca, de fato, foi o ponto de desequilíbrio.
A pressão total do time argentino, na verdade, era esperada.
Pressão geral que não aconteceu. O Grêmio se portou bem durante boa parte da partida. Marcou bem, mas não marcou gol.
A vitória do Boca era anunciada. Por 3 a 0, não. Mas era esperada.
Se gol fora de casa fosse critério de desempate, a situação do Tricolor seria complicadíssima. Como não é, o Grêmio tem total condições de levar a decisão, no mínimo, para a prorrogação.
O tricolor gaúcho já passou por esta circunstância nesta temporada.
Tudo bem, é verdade. Boca Juniors é Boca Juniors e Caxias é Caxias.
Mas Grêmio é Grêmio.
quarta-feira, junho 13, 2007
Volte às chuteiras
Após o fracasso de 2006, Dunga foi chamado, teoricamente, para dar o norte a um grupo sem rumo. Foi chamado para ser o líder, para agregar, para unir um time desiludido.
Pura ilusão.
O Dunga de terno e camisas exóticas é bem diferente do capitão de meião e chuteira.
Nada do que se imaginava está acontecendo.
Talvez não por sua vontade própria. Talvez ele esteja apenas bancando o fantoche, manipulado pelo eterno cartola da CBF. Talvez ele seja o mais ingênuo no meio de tanta falcatrua que acontece por baixo do tapete. Talvez tenha entrado de gaiato no navio.
Talvez.
Seja o que for, Dunga só desagregou e desuniu a Seleção.
Evidente que esta é uma análise de quem está vendo de longe, mas vendo de longe, não se vê nenhum clima de amizade entre comissão técnica e jogadores. O treinador, sempre mal-humorado e chato, se comunica com seus atletas através de recadinhos pela imprensa (quando não é Américo Faria entrando em contato com representante do jogador). Não se vê nenhum vínculo afetivo entre Dunga e seus comandados.
Só se vê o clima tenso (que não é de hoje nem de ontem) pairando no ar de Teresópolis. Clima de um relacionamento que não deu, ou não está dando, certo. Clima de um relacionamento forçado, sem reciprocidade, e prestes a ter um fim.
Quanto custa?
"A Seleção Brasileira já vinha fazendo jogos na Europa, para atender aos pedidos dos clubes."
Frase de Dunga, na coletiva de ontem, na Granja Comary, se referindo aos amistosos feitos na Europa.
Ele só não disse qual o preço deste pedido.
Frase de Dunga, na coletiva de ontem, na Granja Comary, se referindo aos amistosos feitos na Europa.
Ele só não disse qual o preço deste pedido.
Dá a lógica?
Se o Boca Juniors tem Riquelme, Palácio e Palermo, o Grêmio tem Carlos Eduardo, Diego Souza e Tcheco.
Aparentemente pode soar como uma piada irônica, mas não é.
O trio argentino não vive seu melhor momento, ao contrário do brasileiro.
Carlos Eduardo substituiu Hugo (o arrependido) a altura. Diego Souza (quem diria?, se espantam os flamenguistas) anda comendo a bola. Tcheco, o capitão, vem sendo decisivo.
Embora muita gente discorde, os times dentro de campo são equivalentes. Taticamente diferentes, tecnicamente muito parecidos.
O time da Bombonera, com a Bombonera lotada, vai querer se impor e mostrar quem é que manda na casa.
O ideal é o Tricolor sair para o jogo, mostrar que não foi a Buenos Aires a passeio, e buscar o gol.
O que será bem difícil.
O desenho do jogo deve ser bem parecido com Santos e Grêmio, na Vila: Boca todo pressão, mas ao apito final, o resultado será satisfatório para o time de Porto Alegre.
A lógica manda o Boca ganhar.
Mas futebol não tem lógica, é lógico.
Aparentemente pode soar como uma piada irônica, mas não é.
O trio argentino não vive seu melhor momento, ao contrário do brasileiro.
Carlos Eduardo substituiu Hugo (o arrependido) a altura. Diego Souza (quem diria?, se espantam os flamenguistas) anda comendo a bola. Tcheco, o capitão, vem sendo decisivo.
Embora muita gente discorde, os times dentro de campo são equivalentes. Taticamente diferentes, tecnicamente muito parecidos.
O time da Bombonera, com a Bombonera lotada, vai querer se impor e mostrar quem é que manda na casa.
O ideal é o Tricolor sair para o jogo, mostrar que não foi a Buenos Aires a passeio, e buscar o gol.
O que será bem difícil.
O desenho do jogo deve ser bem parecido com Santos e Grêmio, na Vila: Boca todo pressão, mas ao apito final, o resultado será satisfatório para o time de Porto Alegre.
A lógica manda o Boca ganhar.
Mas futebol não tem lógica, é lógico.
terça-feira, junho 12, 2007
Sem contato
Primeiro, Kaká.
Depois, Ronaldinho.
Em seguida, Zé Roberto.
Agora, Robinho.
O ponto em comum mais preocupante, nestes quatro episódios, é a falta de contato na relação treinador-atleta.
Dunga, numa coletiva agora há pouco, na Granja Comary, perguntado se havia falado com Robinho, não necessariamente sobre este impasse envolvendo Real Madrid e CBF, mas apenas se havia falado, respondeu que Américo Faria (!?) tinha falado com o representante (!?) de Robinho.
No episódio Zé Roberto, o craque disse que sequer havia sido contactado por Dunga.
Nos primeiros capítulos da novela, Kaká e Ronaldinho também não falaram com o técnico da Seleção.
Ora! Como pode o técnico da Seleção não manter contato com seus atletas!? Telefone, e-mail, MSN, sei lá. Não importa. O treinador tem de conversar com seus atletas, não somente em vésperas de convocações, mas durante toda a temporada.
Parece que Dunga prefere mandar recadinhos indiretos através de terceiros. Até parece namorico de adolescente. Fica fazendo joguinhos. É de uma infantilidade tremenda.
O técnico da Seleção (e não o empresário, o representante, o assessor ou assessor do assessor) tem de ter no seu celular o número de seus jogadores, e falar com seus atletas rotineiramente. Isto é, ou era para ser, óbvio. Ao longo do tempo, iria se criar um clima afetivo de amizade, e não inimizade como vem acontecendo, entre CBF e atletas.
Hoje, a relação é fria, distante e forçada.
Depois, Ronaldinho.
Em seguida, Zé Roberto.
Agora, Robinho.
O ponto em comum mais preocupante, nestes quatro episódios, é a falta de contato na relação treinador-atleta.
Dunga, numa coletiva agora há pouco, na Granja Comary, perguntado se havia falado com Robinho, não necessariamente sobre este impasse envolvendo Real Madrid e CBF, mas apenas se havia falado, respondeu que Américo Faria (!?) tinha falado com o representante (!?) de Robinho.
No episódio Zé Roberto, o craque disse que sequer havia sido contactado por Dunga.
Nos primeiros capítulos da novela, Kaká e Ronaldinho também não falaram com o técnico da Seleção.
Ora! Como pode o técnico da Seleção não manter contato com seus atletas!? Telefone, e-mail, MSN, sei lá. Não importa. O treinador tem de conversar com seus atletas, não somente em vésperas de convocações, mas durante toda a temporada.
Parece que Dunga prefere mandar recadinhos indiretos através de terceiros. Até parece namorico de adolescente. Fica fazendo joguinhos. É de uma infantilidade tremenda.
O técnico da Seleção (e não o empresário, o representante, o assessor ou assessor do assessor) tem de ter no seu celular o número de seus jogadores, e falar com seus atletas rotineiramente. Isto é, ou era para ser, óbvio. Ao longo do tempo, iria se criar um clima afetivo de amizade, e não inimizade como vem acontecendo, entre CBF e atletas.
Hoje, a relação é fria, distante e forçada.
Anfitriões indigestos
Boca e Grêmio têm muito em comum nesta Libertadores.
Ambos, fora de casa, parecem entregar o filé mignon sem oferecer muita resistência ao adversário.
Em casa, ambos são osso duro.
Os dois se impõe de tal maneira, jogando em seu território, que fica difícil para o oponete, seja ele quem for, esboçar alguma reação.
O Boca é assim na Bombonera.
O Grêmio é assim no Olímpico.
A final mais digna da Libertadores dos últimos tempos - senão da história -, não tem favorito.
Pelo fato de o gol fora de casa não ser critério de desempate, o Grêmio tem uma leve vantagem por jogar a partida decisiva em Porto Alegre. Leve.
O mais possível, provável e nada surpreendente é que o Boca vença na Bombonera, e o Grêmio ganhe no Olímpico Monumental.
Ambos, fora de casa, parecem entregar o filé mignon sem oferecer muita resistência ao adversário.
Em casa, ambos são osso duro.
Os dois se impõe de tal maneira, jogando em seu território, que fica difícil para o oponete, seja ele quem for, esboçar alguma reação.
O Boca é assim na Bombonera.
O Grêmio é assim no Olímpico.
A final mais digna da Libertadores dos últimos tempos - senão da história -, não tem favorito.
Pelo fato de o gol fora de casa não ser critério de desempate, o Grêmio tem uma leve vantagem por jogar a partida decisiva em Porto Alegre. Leve.
O mais possível, provável e nada surpreendente é que o Boca vença na Bombonera, e o Grêmio ganhe no Olímpico Monumental.
segunda-feira, junho 11, 2007
Libertadores 2007
Grêmio, na fase de grupos:Cerro 0 x 1 Grêmio
Grêmio 0 x 0 Cúcuta
Tolima 1 x 0 Grêmio
Grêmio 1 x 0 Tolima
Cúcuta 3 x 1 Grêmio
Grêmio 1 x 0 Cerro
Grêmio, no mata-mata:
São Paulo 1 x 0 Grêmio
Grêmio 2 x 0 São Paulo
Defensor 2 x 0 Grêmio
Grêmio 2 (4) x (2) 0 Defensor
Grêmio 2 x 0 Santos
Santos 3 x 1 Grêmio
Boca, na fase de grupos:
Bolívar 0 x 0 Boca
Boca 1 x 0 Cienciano
Toluca 2 x 0 Boca
Boca 3 x 0 Toluca
Cienciano 3 x 0 Boca
Boca 7 x 0 Bolívar
Boca, no mata-mata:
Boca 3 x 0 Vélez
Vélez 3 x 1 Boca
Boca 1 x 1 Libertad
Libertad 0 x 2 Boca
Cúcuta 3 x 1 Boca
Boca 3 x 0 Cúcuta
Um bom volante
Dizem que um bom time começa por um bom goleiro.Para mim, um bom time começa por um bom volante. (com um bom volante, a bola nem chega no goleiro)
Aquele cara que tem alto poder de marcação, muita raça, corre sem parar e é o pesadelo dos meias adversários.
Um bom volante também é o pesadelo do volante adversário.
Sabe sair jogando, tem habilidade, tem bom passe, bom senso tático e sabe atacar. O bom volante é até escalado na meia por alguns treinadores rotulados de retranqueiros.
É o que mescla a pegada, a garra e o poderio defensivo dos bons zagueiros, com a técnica, visão de jogo e o passe refinado dos grandes meias.
Soma-se isso, e terá um grande volante.
A partir do grande volante, o time se estabiliza.
A partir dele, as jogadas (do time) nascem.
A partir dele, as jogadas (dos adversários) morrem.
Se possível ter dois destes (volantes), melhor.
Igual ao São Paulo, durante os gloriosos anos (para os são paulinos) de 2005 e 2006.
O time rodava a partir de Josué e Mineiro.
Hoje, nem rodar roda.
A equipe não fez uma única boa apresentação neste ano, foi eliminado precocemente do Paulistão e da Libertadores. No Brasileirão, 5 jogos, 2 gols sofridos, 3 (três) gols marcados.
Fraco desempenho.
Há de se culpar os atacantes. "Se Dodô não faz gols feios, Aloísio não faz gols.", "Borges não é o que imaginávamos.", "Marcel? Não imaginávamos nada!".
O São Paulo, neste histórico recente, nunca teve um goleador. Sempre fez bastante gols, sempre bem distribuidos entre seus jogadores, do goleiro ao ponta-esquerda.
Hoje não é mais assim.
E, acredite se quiser, isto acontece graças à ausência de Mineiro.
domingo, junho 10, 2007
Galo, à mineira
O Tricolor teve as rédeas da situação em mãos durante todo o jogo.Só não soube conduzir a carruagem.
O São Paulo teve mais posse de bola, chegou mais que o Atlético, dominou a partida, mas nada conseguiu.
O time do Morumbi apresenta um quadro crônico de falta de criatividade na saída de bola, e este é o ponto mais fraco do Tricolor.
Acredite ou não, são - ainda - as seqüelas da ausência de Mineiro.
Por outro lado, o Galo, mineiro que é, veio comendo quieto, não necessariamente pelas beiradas.
O Atlético jogou toda a partida no contra-ataque. Alguns lentos, outros muito velozes. Todos em vão.
Entretanto, o Galo - forte e vingador - não baixou a crista e marcou o gol solitário e da vitória, com Paulo Henrique, aos 36 do segundo, numa sobra de cruzamento.
O Atlético é 8. Oitavo colocado, com oito pontos.
O São Paulo, com 7 pontos, cai para a nona colocação.
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