sexta-feira, setembro 07, 2007

Sábado sensacional

VASCO X SÃO PAULO

É o jogos dos invencíveis. O Vasco da Gama não perde, em São Januário, há um ano. No Brasileirão, é o único mandante que não perdeu (2 empates e 9 vitórias). É mandante mandate. Falar mais o quê?

O São Paulo está há 12 jogos sem perder. Não sofre um gol há 8 partidas. Tem a melhor defesa: 7 gols em 24 jogos. É o visitante mais indigesto (1 derrota, 4 empates e 7 Vitórias). Falar mais o quê?.

INTERNACIONAL x FLAMENGO

Ao contrário do dono da casa, o rubronegro carioca está em ascensão. O Flamengo vem de vitória sobre o Figueira no Maraca (4 a 1), e, se vencer o Inter no Beira-rio, chega aos mesmos 32 pontos do Colorado.

O Inter vem de derrota para o Santos na Vila (2 a 1). E vende vontade. O time jogou bem contra o Peixe, merecia no mínimo a vitória, que não veio. Adriano está mais titular do que nunca. Pode voltar Fernandão, Iarley, Pato ou Claudiomiro, que Adriano não sai do time. Joga bem mais que Afonso e Vágner Love, por exemplo.

FIGUEIRENSE x ATLÉTICO-MG

O alvinegro praiano de Santa Catarina está com um pé na zona de rebaixamento e o outro na casca de banana. Para piorar, está sem o treinador Mário Sérgio, demitido. Para piorar ainda mais, o melhor jogador do time, Felipe Santana, está suspenso pelo terceiro amarelo e não entra em campo.

O alvinegro mineiro vai à Floripa a trabalho, não a passeio. E pega o Figueira, sem querer querendo, com um olho na Raposa, próximo adversário do Galo. Um vitória dará moral para o clássico no Mineirão.

SANTOS x JUVENTUDE

O alvinegro praiano, legítimo, ganhou do Inter na rodada anterior com bela atuação de Kléber e péssima de Petkovic. O lateral, que está nos EUA, será substituído por Carlinhos. O sérvio Pet joga. Mas nem Pet, nem Kléber nem Luxa são os destaques do Santos. Kléber Pereira está jogando o fino. Centro-avante nato. Dos bons. Joga bem mais que Afonso e Vágner Love, por exemplo.

O alviverde de Caxias vem de três vitórias seguidas (Goiás, América e Cruzeiro). Vai ser difícil emplacar a quarta, pois o jogo é na Vila. O time ainda está na zona de rebaixamento, e empate não é bom para ninguém. Mas um pontinho contra o Peixe, em Santos, não seria de todo mal.

CRUZEIRO x GRÊMIO

Para apagar de vez a derrota em Caxias do Sul, nada como vencer o tricolor gaúcho para ganhar três pontos e moral para o clássico contra o Galo. Mas fácil não será. Apesar do Grêmio ter um aproveitamento como visitante que deixa a desejar, o time de Mano, mesmo sem a dupla de laterais Bustos e Hidalgo (cedida às seleções de seus países), vai fazer jogo duro, não há dúvida. E, se ganhar, virá com tudo para cima do Inter, no Grenal da 26ª rodada. Se perder também. Grenal é Grenal.

Do outro lado, Júnior, que não gosta de ser chamado de Dorival (é compreensível), ainda está suspenso e verá o jogo das arquibancadas. O melhor ataque do campeonato, com seu forte meio campo e sua rápida dupla de ataque (com Alecsandro, que joga mais que Afonso e Vágner Love, por exemplo), promete infernizar os visitantes. E, claro, um olho no Grêmio, outro no Galo. Vitória aumentará a confiança para o clássico contra o rival.

Gol de Pato e de Renato

No link abaixo você verá dois gols. Um de Pato, outro de Renato Maurício Prado.

O primeiro gol de Alexandre Pato com a camisa do Milan você ve aqui. Na seqüência, RMP, com todo respeito, pergunta o óbvio do óbvio (ainda mais para mim, defensor ferrenho pela presença de Pato na Seleção, desde antes da Copa América. E como titular).

Qual seria a desculpa para esta, hein Dunga?

quinta-feira, setembro 06, 2007

Tuta e Finazzi são Seleção!

Nos dias 9 e 12 deste mês, o Brasil tem marcado em sua agenda dois compromissos a milhares de milhas do Brasil, é claro.

Você lembra quando foi a última partida da Seleção em território nacional?

Eu também não, mas não vem ao caso. O foco aqui não é a prostituição do escrete brasileiro, e sim a convocação, sem vocação, do ex-jogador em atividade Dunga.

Não vamos discutir sobre a defesa, com seus Gladstones e Edus Dracenas. Não vamos perder tempo falando do meio-campo, com seus Fernandos e Elanos. Muito menos sobre os Donis da vida.

Vamos avante. Aos avantes. Aos centro-avantes.

Qualquer entendedor de rugbi percebe que Afonso e Vágner Love não podem usar a camisa da Seleção. Qualquer ateu de meia-tigela que se preste sabe que é um pecado mortal. Qualquer ser irracional pensa duas vezes antes de convocar Afonso e Vágner Love. Menos Dunga.

Afonso jogou tão pouco tempo no Brasil, que ninguém sabe, ninguém viu. Não se pode convocar um jogador baseado num vídeo do Youtube com um compacto de seus melhores momentos. Tem de se analisar o dos piores também.

E Vágner Love? Baita jogador, surgiu como grande promessa, era um craque na encubadora. Foi muito bem no Palmeiras. É, foi. Na segunda divisão. O Zé Pequeno dos gramados nunca jogou uma Série A. Quando jogou, jogou na Rússia. E, cá entre nós, o futebol Russo é semelhante ao beisebol brasileiro. Além do que, no CSKA, Jô se sai melhor que Love.

Então, por que Diabos, meu Deus do céu, Afonso e Vágner ainda são convocados?

Estas convocações só dão margem a pensamentos pra lá de desconfiados em relação à ética e ao caráter do pseudo-treinador do selecionado nacional. Ou à inteligência futebolística mesmo.

Por que Afonso e Vágner? Por quê?

Por quê, se no Brasil temos Kléber Pereira e Leandro Amaral?

Temos também Dodô, Aloísio e Alecsandro.

Temos, que saber!?, Tuta e Finazzi.

Sim! Temos Tuta e Finazzi!

Poderíamos até lançar a campanha "Tuta e Finazzi são Seleção!".

Mas não adiantaria, seria em vão. Além de ser teimoso, Dunga não tem olhos para o Brasil.

Esta medida adianta

Não adianta, por mais que a torcida adversária sempre reclame, na hora do pênalti, o goleiro sempre vai se adiantar.

Ontem foi a vez de Rogério Ceni, que deu um representativo passo à frente para defender a penalidade cobraba por Coelho.

Sabe-se que critério é uma palavra que não habita o dicionário dos árbitros de futebol. Não só no Brasil, mas onde quer que o esporte seja praticado. Alguns toleram o adiantamento e ponto. Outro não.

Vamos aos fatos.

É impossível um goleiro (ou qualquer pessoa) saltar para o lado sem colocar um dos pés na frente da linha do corpo, o pé que impulsiona. Não dá para pular com os dois pés na mesma linha. Na verdade, até dá, mas é salto tosco, insignificante.

A regra dita que o arqueiro deve ficar em cima da linha da meta na hora da cobrança. E ela, a regra, está equivocada.

Eles, os goleiros, sempre se adiantam e sempre vão se adiantar. Uns se adiantam mais, outros menos, é verdade. Mas se adiatam.

Duas alternativas poderiam solucionar o problema. A primeira, desumana, seria anular todo e qualquer antecipação do goleiro, seja por cinco ou cinqüenta centímetros. Repita-se: é desumano. A segunda, mais sensata, é estabelecer um limite claro e visível. Não custa nada, nem atrapalharia em nada, acrescentar uma linha detro da pequena área, a, por exemplo, meio metro da linha de fundo. Até a dita risca, o goleiro poderia se movimentar. Passou da linha, volta a cobrança. Simples assim. Sem dúvida a medida adiantaria, e as discussões sobre o adiantamento ou não do camisa 1 cessariam para sempre.

Os primeiros grandes gênios

Para os saudosos torcedores do futebol, 6 de setembro é uma data histórica.

Foi num 6 de setembro que morreu Arthur Friedenreich.

Foi num 6 de setembro que nasceu Leônidas da Silva.

Filho de pai alemão e mãe negra brasileira, nascido em São Paulo a 18 de julho de 1892, pele mulata e olhos verdes, Friedenreich foi maior ídolo na era do futebol amador brasileiro.

Futebol, que no começo do século XX, era esporte da elite, esporte para brancos. Para disfaçar sua negritude, Fried alisava seus cabelos à base de muita gomalina e toalha quente, e pó de arroz no rosto.

Aos dezessete anos, Friedenreich começou a jogar futebol no Sport Clube Germânia (futuro Esporte Clube Pinheiro), da cidade de São Paulo, em 1909. Em 1912, foi artilheiro do campeonato paulista defendendo as cores do Mackenzie. Em 1914 e 1917, foi o goleador atuando pelo Ypiranga e Paysandu. No Paulistano, foi seis vezes campeão paulista (1918, 1919, 1921, 1926, 1927 e 1929). Foi artilheiro do certame em 1918, 1919, 1921, 1927, 1928 e 1929, se tornando o maior goleador do Paulistano, marcando 291 gols. Ainda jogou no São Paulo da Floresta e Santos.

Fried, em 1914, conquistou o primeiro título com a Seleção Brasileira, a Copa Roca, disputada na Argentina, 1 a 0 sobre os anfitriões, em Buenos Aires. No Campeonato Sul-Americano de 1916, os uruguaios apelidaram o centro-avante de El Tigre, devido seu espírito de luta e agilidade. Em 1919, faturou o Campeonato Sul-Americano (atual Copa América).

El Tigre pendurou as chuteiras no Flamengo, em 1935, então com 43 anos de idade.

A lenda diz que o craque marcou 1239 gols. Alexandre da Costa, adotou em "O Tigre do Futebol", biografia de Arthur, nada menos que 556 gols em nada mais que 561 jogos, média de 0,99 por jogo (superior aos 0,93 de Pelé).

El Tigre morreu em 6 de setembro de 1969.

Se Arthur Friedenreich foi o maior ídolo na era do amadorismo, Leônidas da Silva foi o primeiro grande ídolo na era do profissionalismo (que começa em 1933).

No dia 6 de setembro de 1913, no subúrbio carioca, nasceu Leônidas. Jogou no Sírio Libanês, Bonsucesso, São Cristovão, Peñarol, Vasco, Botafogo, Flamengo e São Paulo. Nestes dois últimos, permaneceu por mais tempo. Virou grande ídolo da torcida rubronegra, mas acabou saindo brigado com dirigentes do Mengão, transferindo-se para o SPFC, em 1942, naquela que foi a maior transação vista até então (200 contos de réis).

No time da Gávea, marcou 142 gols em 179 jogos. No tricolor paulista, foram 140 tentos anotados em 211 partidas.

Foi campeão da Copa Rio Branco pela Seleção Brasileira (1932), campeão carioca pelo Vasco (1934), Botafogo (1935), Flamengo (1939), e pentacampeão paulista pelo São Paulo (1943, 1945, 1946, 1948 e 1949).

Na Seleção, foram 37 jogos e 37 gols. Foi goleador da Copa da França, em 1938, com 8 gols, quando foi considerado o melhor jogador do mundo. Apresentou aos europeus sua maior invenção: a bicicleta. Acabou ganhando o apelido de Diamante Negro e Homem de Borracha. Também participou da Copa de 1934.

Sempre polêmico, era um gênio da bola e tinha um gênio muito forte. Foi taxado de mercenário e mascarado por muitos. Digamos que ele tinha consciência dos acontecimentos nos bastidores do futebol.

Com o time perdendo por 2 a 0, os jogadores iam para o vestiário no intervalo, na volta para o segundo tempo, Leônidas marcava 3 gols, virava o jogo, ia em direção a sua defesa e dizia: "Agora não tomem mais gols senão terei de marcar outro!". Esse era Leônidas.

Deixou de lado os gramados no começo dos anos 50 e se tornou comentarista esportivo. Foi tão bem atrás dos microfones quanto à frente dos times por onde passou. Ganhou sete importantes prêmios comentando futebol.

Faleceu em 24 de janeiro de 2004.

Luís Mendes afirma: "Leônidas não foi melhor que Pelé. Pior ele não foi."
Para conhecer melhor, leia as biografias dos primeiros gigantes do nosso futebol: "O Tigre do Futebol", de Alexandre da Costa, e "O Diamante Eterno", de André Riberio.

quarta-feira, setembro 05, 2007

É hora de botar as asas pra fora

Agora maior de idade, Alexandre Pato vai estrear com a camisa do Milan nesta quinta-feira, no amistoso contra o Dínamo de Kiev, na Ucrânia. O centro-avante fez seu primeiro treinamento no CT de Milanello, nesta terça-feira, e está confirmado com a camisa 7 (ex-Shevchenko).

A temporada passada mostrou que Carlos Ancelotti não escala dois atacantes nem com ordem de Berlusconi. Suas alterações são mais previsíveis que a de Carlos Parreira. É sempre a mesma: sai Gilardino, entra Inzaghi, sai Inzaghi, entra Gilardino. O meio-campo é povoado por três volantes (Pirlo, Gattuso e Ambrosini), com Seedorf e Kaká à frente, além do isolado centro-avante.

Ultimamente a briga pela solitária vaga no ataque está sendo travada entre dois jogadores medíocres: Inzaghi e Gilardinho. Os dois juntos não dão um Leandro Amaral, por exemplo. O terceiro para a posição é Ronaldo. Este sim sabe, nós sabemos, mas está sumido, não sei porquê. Por fim, o quarto centro-avante é Alexandre Pato. O garoto de Pato Branco, com uma perna amarrada nas costas, joga mais que Gilardino e Inzaghi juntos.

Pato tem tudo para se tornar, mesmo com a 7, o camisa 9 do rubronegro de Milão. Vai disputar posição com Ronaldo. E, pelo menos neste momento, leva alguma vantagem.

Por outro lado, Ancelotti pode escalá-lo em outro lugar no campo, pois chegou a cogitar, segundo o globoesporte.com, em colocar o ex-colorado na lateral (lateral!), para a estréia contra o Dínamo. Caso o treinador do Milan não atrapalhe, Pato tem tudo para engrenar, virar a referência no ataque do seu clube, virar ídolo da torcida, e, em 2010, ser o centro-avante da Seleção Brasileira. Na verdade, se Dunga não atrapalhar, ser o centro-avante nas eliminatórias para 2010.

E, por favor, não venham com o papo covarde de que ainda não está na hora de Pato.

Rodada-chave

O jogo entre Corinthians e América, às 19h30 (horário de Brasília), no Pacaembu, pode acabar de vez com a pseudocrise do Timão.

Após a vitória sobre o ex-favorito Santos, nada como um América para ressuscitar o time do Parque São Jorge no Brasileirão.

O alvinegro, que tem mais volantes que a Seleção de Dunga (Nilton, Carlão, Vampeta, Bruno Otávio, Carlos Alberto), tem tudo para vencer o lanterna (3 vitórias, 1 empate e 19 derrotas), e descobrir a direção certa para rumar ao norte. Ou à parte de cima da tabela.

Às 21h45 (horário de Brasília), a bola rola para outras três partidas pela 24ª rodada.

No Olímpico, confronto direto por vaga na Libertadores, e por que não?, pelo título: Grêmio x Vasco. Mais três de Tuta? Quem sabe. Algum gol espírita de Alan Kardec. Quem sabe.

Na Vila Belmiro, o Peixe vai fazer de tudo para esquecer a derrota no clássico contra o Corinthians. Nada como uma vitória para cima do campeão mundial, que está no humilde 10º lugar, para trazer novos ares à Vila. Mas, se o Colorado vencer, empata no número de pontos com o time de Luxemburgo. É jogo de 6 pontos.

No Mineirão, todos contra o São Paulo. O Galo vai tentar furar a quase impenetrável defesa são-paulina, e procurar parar o ataque dos 11 gols em dois jogos do Tricolor. Dizem que até cruzeirense vai torcer para o Atlético ganhar. Jamais. Apenas vai torcer para o São Paulo perder.

terça-feira, setembro 04, 2007

Corrida por Nilmar

Santos, São Paulo, Flamengo, Grêmio e Inter estão na corrida por Nilmar.

O rubronegro da Gávea e o tricolor da Azenha estão alguns metros atrás.

São Paulo e Santos disputam o segundo lugar, enquanto o Colorado está na dianteira.

Nesta quarta-feira, Giovanni Luigi, dirigente do Internacional, deverá se reunir com Orlando da Hora, empresário do atacante, em São Paulo.

Segundo o cartola colorado, os preços que o jogador/empresário pedem são "fora da realidade". Orlando, que não é bobo nem nada, quer €$ 4 milhões por 50% do passe de Nilmar. O salário gira em torno de míseros R$250 mil.

O craque (sim, Nilmar é craque) vem se preparando fisicamente numa requintada academia na capital paulista e nas dependências do Sport Clube Pinheiros. Segundo José Roberto Portella, preparador físico, Nilmar terá condições de jogo em menos de duas semanas.

Seja qual for, o destino parece estar perto. Para 2007, o tempo é curto. Faltam apenas 15 rodadas para o fim do Brasileirão. O projeto de Nilmar, provavelmente, deve se desenvolver na temporada de 2008, fazendo do ano que vem vitrine, para valorizar-se e rumar à Europa.

Valorização e exposição, sem dúvida, existe em maior escala na Libertadores do que no Brasileirão. Este fato pode ser decisivo na escolha do atacante, caso os clubes interessados não se proponham a escancarar os cofres (dos cinco, é mais possível que Santos e/ou Inter coloquem a mão no bolso).

Ou seja, se nenhum clube se dispor a meter a mão no bolso, os que provavelmente disputarão a Copa Libertadores de 2008 estão na poli position.

São Paulo, Santos, Grêmio e Inter podem chegar ao torneio Internacional. Já o Flamengo...

segunda-feira, setembro 03, 2007

Parabéns, Dirceu Lopes

Um dos maiores ídolos do Cruzeiro Esporte Clube completa hoje 61 anos.

Dirceu Lopes formou, ao lado de Piazza e Tostão, o fabuloso Cruzeiro da década de 60, que foi nada menos que pentacampeão mineiro (1965, 1966, 1967, 1968, 1969), além de ser tetracampeão de 1972 a 1975.

O craque esteve na Raposa de 1964 a 1977. Foram, segundo a fonte nada segura do Wikipédia, 223 gols com a camisa celeste, em cerca de 600 jogos.

Em 1966, Dirceu Lopes e companhia arrasaram o Santos de Pelé, na final da Taça Brasil. No Pacaembu, 3 a 2, de virada. No Mineirão, 6 a 2 para o time de BH, com 4 gols (um contra) do baixinho Dirceu Lopes.

Quem viu, viu. Quem infelizmente não viu, como eu, imagina.

Abraços e felicidades a mais um dos eternos personagens do nosso futebol.

Pitacos de domingo

O clássico entre Corinthians e Santos só confirmou a teoria de que clássico é clássico e vice-versa. Ou alguém achava, tirando o mais otimista dos corintianos (ou seja, todos corintianos), que Betão, Carlão e companhia ganhariam do embalado Peixe, do goleador Kléber Pereria?

Pois bem. O Timão embalou o Peixe no jornal e ganhou por 2 a 0, comprovando que clássico não tem favorito.

Já no Mineirão, o Palmeiras levou uma surra do Cruzeiro. É verdade que Wilson de Mendonça expulsou Pierre equivocadamente. O volante alviverde de um lindo carrinho, mais bonito que muita pedalada e drible da vaca que a gente vê por aí, limpo, só na bola. Mesmo assim, o juizão deu o segundo amarelo para Pierre. E foi antes dos 20 minutos do primeiro tempo. O time do Palestra Itália abriu as pernas. O Cruzeiro entrou com bola e tudo. 5 a 0. Vale lembrar que o Verdão jogou sem Valdívia. Com o chileno, o alviverde briga pela Libertadores. Sem o camisa 10, não passa da Sul-Americana.

No Olímpico, o nome da partida não poderia ser outro: Tuta. O questionado centroavante marcou os três na vitória do Tricolor por 3 a 0 sobre o Botafogo. Dois de cabeça, e no terceiro, tirou o goleiro com um toquinho sutil, o que, convenhamos, não é do feitio de Tuta.

Nos Aflitos, o Colorado deixou de ganhar dois pontos, pois Cristian perdeu um pênalti (por que Alex não cobras as penalidades?). O Náutico, mesmo com um jogador a menos, buscou o empate, e quase virou o jogo. Ao apito final, 1 a 1. Para o Inter, empate com gosto de derrota. Para os donos da casa, com um leve gosto de vitória.

Com o mesmo placar, 1 a 1, Fluminense e Vasco fecharam a rododa no Maraca. Conca, de muito longe, de canhota, fez o primeiro. Soares, de cabeça, deixou tudo igual. Resultado ruím para o Vasco, pois Cruzeiro e São Paulo ganharam (e como ganharam).

sábado, setembro 01, 2007

Tem que saber ganhar

O São Paulo aplicou, na partida deste sábado, a maior goleada do campeonato: 6 a 0.

A vítima da artilharia do time do Morumbi foi o Paraná Clube, que, mesmo levando todos esses gols, manteve a cabeça no lugar. Cabeça que até poderia estar quente, porque perder não é nada animador. Perder de 6, então, não deixa ninguém de bom humor. Mesmo assim, os jogadores do Tricolor do Paraná assimilaram a derrota como verdadeiros cavalheiros, continuaram jogando (ou tentando) na bola, sem apelar, sem quebrar ou cuspir em ninguém. O time visitante soube perder.

Já Hugo não soube ganhar.

Inteligente e educadamente, o camisa 11 do SPFC, que sabe que o STJD ultimamente está muito passivo diante dos fatos que ocorrem nos gramados brasileiros, e que sabe que os jogos de futebol não são filmados por dezenas de câmeras, simplesmente cuspiu na cara de Goiano, jogador paranista, e foi expulso.

Relatado o cordial fato, fica a pergunta: O que passa na cabeça de um jogador, que, mesmo ganhando de 6 a 0, a poucos minutos do fim da partida, cospe na cara de um companheiro de profissão?

Melhor nem saber.

Fato é que Hugo merece ser punido. E em doze dupla. Deve ser punido pelo clube onde trabalha, e deve ser punido pela incoerente justiça desportiva.