segunda-feira, setembro 05, 2011

Ronaldinho faz Neymar mudar de posição

Assim que perdeu Ganso aos 9 minutos da primeira etapa, Mano Menezes trocou o 4-2-3-1 (previsto aqui) pelo 4-3-3 (um volante e dois meias), com a entrada de Elias.

O esquema não é novidade. Quando não pôde contar com o camisa 10 santista, o treinador optou pela mesma estrutura tática, vide os amistosos contra Romênia e Holanda e outros não registrados no blog. Se não me engano, ocorreu o mesmo contra a França.



Quando Ganso não está apto, a alternativa é pertinente. Porém as peças poderiam ser diferentes. Como por exemplo, Hernanes, que preenche todos os requisitos para a posição: poder de marcação, visão, qualidade no passe, no cruzamento e arremate de fora da área. Não tem a velocidade de Elias ou Fernandinho, mas tem bola para cumprir o papel, além de poder fazer o segundo volante no 4-2-3-1.

No intervalo, com um a mais em campo e no placar, Mano sacou Fernandinho, autor da assistência no gol de Leandro Damião, e colocou o canhoto Hulk. O número 20 entrou bem na partida e criou boas oportunidades de ataque. Não foi genial, mas mostrou por que deve continuar sendo chamado. Sem dúvida pode render mais pela ponta direita do que Robinho.



Com o jogador do Porto no gramado, o técnico do Brasil voltou ao 4-2-3-1, só que desta vez, para minha surpresa, com Neymar por dentro. Ou seja: para acomodar Ronaldinho, tanto no primeiro quanto no segundo tempo, Mano mudou o posicionamento do craque da Vila. Será que vale a pena?

Falando em Ronaldinho, aliás, não vi toda essa bola que muita gente viu diante de Gana. Para mim foi comum, suportado pelas cobranças de falta, escanteios e lançamentos. Na minha opinião, pouco para retornar a vester a amarelinha. Os argumentos "experiência" e "referência" para trazê-lo de volta soam estranhos aos meus ouvidos.

A nota boa fica por parte de Leandro Damião, que aproveitou a chance com unhas e dentes e mostrou ao comandante por qual motivo deveria ter ido à Copa América. Pato vai ter que comer muita grama para reconquistar a 9. Condições ele tem.

2 comentários:

Fernando disse...

Carlão, excelente análise tática do jogo. Não enxergo tática tão facilmente assim não...

Na parte técnica, também não vi e nem tenho visto essas maravilhas todas do Ronaldinho Gaúcho.
Pra mim, seu futebol é cada vez mais parecido com o do Beckham: bolas alçadas na área, faltas e escanteios. A genialidade do "Ronaldinho do Barcelona" parece que morreu mesmo, salvo raros lampejos como na partidaça contra o Santos.

Walter Azevedo disse...

Respeito, mas acho precipitado o seu comentário sobre R10. Ele está voltando agora à seleção. Pelo menos se apresentou pro jogo. A bola invariavelmente passava por ele, dando cadência ao time. Com entrosamento, as coisas devem melhorar, até porque tem um excelente controavante para usar como referência. Um abraço!