sexta-feira, novembro 02, 2007

Os heróis tricolores de 2007

Se alguém tinha dúvidas a respeito da qualidade de Rogério Ceni sob a baliza, neste Brasileirão, estas dúvidas foram sanadas.

Se este alguém continua a questionar a eficiência do arqueiro sob o arco, não passa de implicância. Ou inveja.

Rogério Ceni é, há - no mínimo - três anos, o melhor golquíper brasilieiro.

O melhor com os pés e com as mãos. E com a cabeça.

Pirulito ainda é o irmão de Luizão, e não o inverso.

O biotipo exótico agrega simpatia a sua imagem.

Tem boa presença aérea, e está longe de ser um perna-de-pau com a redonda nos pés. Por incrível que pareça, Alex Silva tem intimidade com a menina.

Mas está (não muito) longe de ser um zagueiro convocável à Seleção. Por enquanto.

Chutemos a hipocrisia para escanteio.

Breno é o melhor zagueiro do Brasil.

O fato de recém ter se tornado maior de idade, e de recém ter estreado no time profissional, não o impede de ser considerado o melhor na posição - se merecedor for.

E merecedor é.

Calma de veterano, vigor físico de adolescente, classe de Domingos.

É o segundo melhor zagueiro do Brasil.

Está atrás de Breno, e à frente de Thiago Silva.

Seguro, regular, sempre presente.

Não chega a ter a habilidade da jóia revelada pelo Tricolor, mas está a milhas de ser um zagueiro zagueiro.

E, se Alex Silva está na Seleção, Miranda merece uma chance.

Para registro, ao lado de Alex Silva e Breno, formou-se a melhor zaga nos 17 anos de Rogério Ceni no São Paulo (palavras do próprio).

O substituto de Josué.

Richarlyson é o mais polivalente dos jogadores do São Paulo, e substituiu Josué à altura.

Zaga, ala, cabeça de área, meia. Só não foi para baixo do pau (sem trocadilho).

Defende melhor que muito zagueiro, cria melhor que muito meia, finaliza melhor que muito atacante.

Ambidestro, meia de origem, volante por necessidade, é o substituto do insubstituível.

Hernanes fez a torcida não sentir saudades de Mineiro.

Ao lado de Richarlyson (primeiro volante), foi o melhor segundo homem de meio-campo do campeonato.

Habilidoso, com poder de drible e chute de longa distância, é uma das, se não a principal peça do time campeão.

Com todo respeito a Rogério Ceni, um grande time começa por um grande volante, e não um grande goleiro.

E Hernanes é este grande volante.

E se ele tinha interrogação sobre qual posição atuar, esta não existe mais.

Com a bola, vira um meia.

Sem a bola, vira um ala.

Deixou Júnior e Jadílson no banco.

Fundamental na campanha do São Paulo, Jorge Wagner é um dos jogadores que mais a trata com carinho.

Se não é um tremendo marcador, é um grande apoiador.

Desde a contusão de Reasco, fixou-se, como em outros carnavais, na ala-direita são-paulina.

Ora ou outra, como ele mesmo diz, teve "relâmpagos" de Zico, como no gol contra o Paraná.

Mas em regra, faz seu feijão-com-arroz - bem temperado.

Não é o camisa 10 dos sonhos do torcedor, mas cumpri bem seu papel.

Não é grosso, mas compensa a falta de refinada técnica com a força de vontade.

Leandro é a raça de meião e chuteiras.

Corre mais que as próprias pernas.

Nesta temporada, jogou mais recuado, como meia-atacante. E foi bem. Se não foi brilhante, assim como outros, atendeu o determinado pelo chefe.

Ainda não apresentou o futebol do Atlético-PR. Ainda.

Atacante de velocidade, hábil e ágil.

Cai pelas duas pontas, com uma leve tendência marxista de cair pela esquerda.

Suas entradas em diagonal, carregando a bola, visando soltar o petardo da entrada da área, são pra lá de contundentes.

Dagoberto é craque, mas seu potencial ainda não foi aflorado ao máximo.

E quando o craque sair da encubadora, ninguém vai segurá-lo. Nem o São Paulo.

Aloísio é grande jogador, e grande pessoa - nos dois sentidos -, dentro e fora do campo. Poucos são como ele.

Não há zagueiro que ganhe de camisa 14 na dividida.

Entretanto, o grandalhão não é brucutu. Pelo contrário. O tamanho esconde o fino trato com a bola.

Não é nenhum Careca, mas não chega a ser maldoso com a criança.

Sua presença na área intimida os adversários. E esperança de gol dá à torcida são-paulina.

Dados observados por PVC (para variar).

Muricy foi campeão pernambucano pelo Náutico em 2001 e 2002. Em 2003, campeão paulista pelo São Caetano. Em 2004, campeão gaúcho pelo Inter. Em 2005, novamente campeão gaúcho e vice-campeão brasileiro (ou quase campeão, como preferir). Em 2006 e 2007, campeão brasileiro pelo São Paulo.

Falar mais o quê?

Muricy é perfeccionista.

É vencedor.

É o craque do time.

É o melhor treinador do Brasil.

*Outros jogadores foram essenciais, pela ordem: Borges, André Dias, Júnior, Diego Tardelli, Jadílson...

4 comentários:

Bruno Silva disse...

Ótimo post, Carlão. Eu sempre critico quem enche muito a bola do time do São Paulo, mas suas análises foram muito bem feitas e dispensa qualquer crítica. Parabéns!

http://pandegosepatuscos.blogspot.com

Net Esportes disse...

Sensacional, é o melhor time do Brasil.....

Filipe Araújo disse...

amigo carlão. Não tenho inveja, muito menos má vontade...

mas o rogério ceni, se não fosse excepcional com a bola nos pés (e tão bom com as palavras) não chegaria à seleção brasileira. talvez hoje em dia sim, tempos de doni, hélton, etc, mas se a seleção fosse levadaa sério, não o vejo com qualidade para tal.

ahh...e sobre a torcida mais "bem acostumada" a idéia é justamente esta. o time ganha tudo! é fácil torcer para o Tricolor! jeje

abrazo!!

Nereu disse...

Não é porque sou são paulino... mas esse é o melhor time em atividade no Brasil hoje... e não tem como falar do são paulo sem puxar o saco... porque o time foi brilhante...
curti os comentarios sobre o time... ficaram bem feitos ;D

abraçosss