quinta-feira, maio 13, 2010

Toque de qualidade no ataque

Washington é mais goleador que Fernandão. Contudo, um centroavante não vive apenas de gols.

As diferenças básicas e brutais entre eles são a qualidade técnica e a visão de jogo. Na época de Inter, inclusive, Fernando era o camisa 10, o meia cerebral, o pé pensante.



O passe, talvez o principal fundamento do futebol, é indispensável até mesmo para os atacantes. Até mesmo para o centroavante.

Não apenas individual, mas também coletivamente, Fernandão é muito mais jogador que Washington. É infinatamente mais produtivo para o time, noves fora a inteligência tática.

6 comentários:

mArcelo - www.myspace.com/ativarock disse...

W9 é muito bom finalizador, mas ele só dá certo em times que tem bons meias, como Thiago Neves e Conca, na época de Fluminense, pois assim, ele não precisa participar muito das jogadas, apenas finalizar.

E o SPFC, pelo estilo de jogo e característica de seus jogadores, precisa de um centro-avante que saiba trocar passes e que participe da elaboração das jogadas, ou seja, contratação muito promissora!

Vinicius Duarte disse...

Não basta ser goleador, Carlão. Centroavante que não segura a bola na frente sobrecarrega todo o time, pois perde a bola exatamente quando o time todo está se armando pra atacar.

Ontem, foi só ele entrar que o SPFC tomou sufoco. O lance "dupla trave" do Roger nasceu de uma bola perdida pelo rapaz no ataque. Aos 34 anos, ele não sabe dominar nem proteger a bola, mesmo sendo daquele tamanhão todo. Sem contar que, com toda a bagagem dele, é o único centroavante que eu vejo que fica impedido e, mesmo assim, ainda pede a bola (!), induzindo os companheiros ao erro.

Veja como até o Rodrigo Souto jogou melhor ontem. Não é de hoje que eu digo que o Washington é um dos grandes problemas do SPFC. Mas o pessoal só vê os gols do fantástico, aí fica difícil...

@johnnymaxcar disse...

Fernandão era centroavante do Inter na Libertadores 2006. Camisa 9. Fazia dupla com Rafael Sóbis. Passou a atuar como meia no campeonato brasileiro, por necessidade de Abel Braga que preparava a equipe para o Mundial, no qual o Inter venceu o Barça. Fernandão era o meia, o cérebro desse time, camisa 9. No ataque, Iarley, 10 e Pato, 11.

Carlos Pizzatto disse...

Bem lembrado, Johnny. Alex era o meia. Mas Fernandão sempre foi bem como camisa 10.

Thiago disse...

quem segura o Tricolor agora??
ainda não tomamos gol na libertadores ahuehaueahuehauehaue

ta facil demais !

Quini disse...

Não sei se fui o único a ver, mas no começo da partida, jogando mais próximo da área, assim como o Washington, Fernandão não estava bem. Então o camisa 15 resolveu buscar o jogo e, ao contrário do nove tricolor, com sua técnica conseguiu melhorar e "ganhar" o jogo.