No amistoso contra a Rússia, nesta segunda-feira, por exemplo, o troca-troca entre Oscar, Kaká e Neymar foi intenso demais pro meu gosto. Nos primeiros 10 minutos a linha de três do 4-2-3-1 verde e amarelo teve Oscar à direita, Neymar por dentro e Kaká à esquerda. Mais além, no “resto” do primeiro tempo, alinhou, da direita pra esquerda, Oscar, Kaká e Neymar.
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A boa nova naquele momento foi a volta de Neymar à ponta esquerda. Apesar do desempenho aquém no primeiro tempo, por mais que se tente “inventar”, o melhor posicionamento para o craque da Vila é a beirada esquerda. Não adianta. Joga bem também pela faixa central porque é craque e se adapta facilmente. Mas no fim das contas, a praia dele é a ponta. Tenho batido nessa tecla, inclusive (confira aqui). E o mesmo se aplica a Oscar, que tem jogado mais pelas beiradas, quando é sabido que ele é mais produtivo individual e coletivamente quando atua por dentro.
Na segunda etapa, justiça seja feita, Scolari bem que tentou. Escalou Oscar pelo centro. Voltou do intervalo com o camisa 7 em seu habitat natural, entre os ponteiros, atrás do centroavante (detalhe: terceira formação na partida). Foi a notícia boa naquele momento. Na contra mão, ainda no 4-2-3-1, deslocou Neymar para a direita e Kaká para a esquerda. E uns 10 minutos depois, retornou ao posicionamento inicial (Oscar, Neymar e Kaká), até promover a primeira alteração (Hulk por Oscar).
Alguns veem com bons olhos esse troca-troca de posições. Confunde a marcação adversária. Pode ser. Num time bem entrosado, talvez. Mas no caso do Brasil, no caso de Felipão, que pegou o barco andando, a um ano e três meses da Copa do Mundo, vejo incertezas. Natural e compreensivelmente, ele ainda não encontrou a formação dita ideal. Foram apenas três jogos. Contudo, não há tanto tempo ficar testando uma formação aqui, outra ali. É preciso definir a formação dita ideal o quanto antes, para que ela possa ser repetida e ganhar corpo daqui até juhno de 2014.
Qual a formação ideal? Se é que ela existe, para mim, é um 4-2-3-1 com Lucas à direita, Oscar pela faixa central e Neymar à esquerda. Já escrevi sobre isso, por sinal (aqui). Quanto a Kaká e Ronaldinho, que brigem por uma vaga no banco de reservas.
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