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sexta-feira, maio 02, 2014

Sem continuidade não há êxito

Entre os times brasileiros da Copa Libertadores 2014, Flamengo à parte, o único que tem o mesmo treinador desde o início do ano passado é o Cruzeiro. Não à toa, a equipe treinada por Marcelo Oliveira é a única sobrevivente do mata-mata das oitavas de final.

Não. Não é uma mera coincidência.



Lembre-se: na virada da temporada, Manuel Ángel Portugal assumiu o lugar de Vagner Mancini no Atlético-PR, Enderson Moreira assumiu a vaga de Renato Gaúcho no Grêmio (que havia assumido na metade de 2013 a de Luxemburgo), Paulo Autuori assumiu a de Cuca no Atlético-MG (e já foi demitido, com quatro meses de trabalho), e Eduardo Hungaro assumiu o cargo de Oswaldo Oliveira no Botafogo (e já foi demitido, com menos de quatro meses de trabalho).

"E está claro que, nos dias de hoje, o segredo do sucesso, no futebol brasileiro, é a continuidade do trabalho." Escrevi isso em janeiro de 2007, num post a respeito de Mano Menezes no Grêmio (veja aqui). Janeiro de dois mil e sete. Ou seja: há anos se bate nessa tecla, e ainda assim a maioria dos presidentes de clubes de futebol segue batendo a cabeça na parede, dando murro em ponta de faca. E por que eles fazem isso? Na minha interpretação, fazem porque não entendem nada de futebol (campo e bola), logo não têm conhecimento, nem convicção, para trocar argumentos, sobre campo e bola, com os técnicos. Em regra nossos presidentes não entendem de campo e bola o suficiente para concluírem: "Hm, esse cara tá atrasadíssimo, parou no tempo, não vou contratá-lo para treinar o meu time nem a pau, não por esse preço."

Por essas e outras o conceito de custo-benefício praticamente inexiste entre nossa cartolagem. Paga-se salários de Guardiolas para Joéis Santantas, paga-se salários de Messis para, sei lá, Carlos Eduardos da vida. Veja bem: só para deixar claro, não compartilho da tese de que jogador (e treinador) de futebol ganha muito. O futebol gira muito dinheiro em todas as esferas a seu redor, e as principais peças desse entretenimento bilionário ganham dinheiro dentro dessa proporção. Aqui no Brasil, no entanto, paga-se por uma coisa, mas recebe-se outra muito inferior (até parece nossos impostos, não vemos um retorno à altura).

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Fechado com o Adriano

Sem falso moralismo. Quem não gosta do Adriano, bom sujeito não é.



Não conheço Adriano pessoalmente, por isso não me dou o direito de julgá-lo. Ou melhor, quem sou eu para querer julgá-lo? Quem sou eu para chamá-lo de dependente químico ou cachaceiro? Quem sou eu para me esconder atrás do anonimato da Internet para teclar besteiras sobre o Imperador? Se Adriano tem mesmo problema com álcool, o problema é dele. Não cabe a mim, nem a você, dizer o que é certo e o que é errado, até porque o que é certo para você pode ser errado para mim, e vice-versa. Na comodidade da poltrona, no friozinho do ar condicionado, atrás do computador, é fácil, é mole, é lindo.

Torço por Adriano. Não pelo ser humano. Não pelo homem. Ele é grandinho e sabe se cuidar, ou ao menos sabe o caminho. Torço pelo Adriano jogador. Se não para vestir a camisa 9 da Seleção na Copa do Mundo, torço por seus gols na Libertadores, no Brasileirão e na Copa do Brasil, vestindo a camisa 30 do Atlético. Na noite de ontem para hoje, aliás, sonhei que ele tinha feito um gol de cabeça, em sua estreia, contra o Strongest (diga-se, uma senhora cabeçada que quase furou a rede, após cruzamento da direita). Foi só um sonho, mas tenho fé que irá se realizar e se repetir ao longo da temporada.

Deixe de falso moralismo, meu caro. Se Adriano tem fotos com armas, tem amigos traficantes, Comando Vermelho e o caralho a quatro, dane-se. Nem eu nem você temos a ver com isso. Não conhecemos sua história tampouco sentimos na pele o que ele sentiu, tanto para o bem quanto para o mal. Se o problema é com a bebida, como disse, o problema é dele. Se de fato o álcool o atrapalha, pode ter certeza de que ele sabe disso melhor do que eu ou você. Se de fato isso ocorre, pode ter certeza de que, melhor do que ninguém, ele sabe o que é preciso fazer.

Não torço para que você vire santo, Adriano. Não torço para que você troque a cerveja pelo suco verde (eu jamais trocaria). Torço, até em sonho, para que você meta gol. Torço para que você seja o artilheiro da Libertadores, do Brasileirão, da Copa do Brasil. E, acima de tudo, torço para que os falsos moralistas de plantão deem o braço a torcer a cada gol que você marcar. Mesmo de longe, sem te conhecer pessoalmente, saiba que estou fechado contigo.

quinta-feira, novembro 28, 2013

Defensores na marca do pênalti

Antes de botar Deivid a ver navios, quando Paulinho recebe a bola do Broca do Maraca, Cleberson está vigiando Elias (frame 1). O 4 do Atlético dá até uma olhadinha para conferir a distância do 8 do Flamengo (repare no vídeo). Quando Paulinho deixa Deivid na saudade e chega ao fundo, no entanto, Cleberson, que vinha corretamente acompanhando Elias, se desespera e comete o pecado da marca do pênalti (frame 2).



Ninguém marca a marca do pênalti. Tuitei isso, o gancho para esse post, inclusive. Quando a bola chega ao fundo, dominada, dentro da área, ninguém marca a marca do pênalti. Praxe. Sabedor disso, ao passo que Paulinho passa por Deivid, Elias para de avançar e fica uns três metros ao lado da marca do pênalti, à espera da assistência, livre para marcar, porque seu marcador só teve olhos pra bola e pra meta e se mandou pra pequena área. Paulinho, sabedor disso, rolou para trás com mamão, açúcar e afeto.

Veja bem, não estou pegando no pé de Cleberson, tampouco querendo pegá-lo pra cristo, muito menos pensando em tirar o mérito da jogada da equipe treinada por Jayme. É apenas um fato curioso e recorrente no Brasil e no mundo. Não é apenas uma falha tática. Vai além. Acho que tá no instinto. Quando a bola chega ao fundo da sua área, nas proximidades da meta, o jogador na defensiva sente o perigo, sente a iminente ameaça imposta pelo adversário e quer a todo custo proteger a sua meta, mantê-la intocada, pura, virgem. E, inconscientemente, se atira na frente e esquece a marca da cal.

quarta-feira, setembro 04, 2013

Para refletir

Não quero tirar os méritos do Atlético-PR. Longe de mim. Palmas para a comissão técnica, que desde que assumiu está invicta (8 vitórias e 3 empates), e palmas para os jogadores, que têm mostrado seu talento e seu valor dentro de campo (além da torcida, que tem lotado a Vila Capanema).

No entanto confesso que tenho me feito uma pergunta ultimamente, e ainda não achei a resposta: até que ponto ter jogado o Campeonato Paranaense com o sub-23 tem pesado nessa brilhante campanha do Furacão?

Eu sei, tem atletas sub-23 na equipe de cima do Atlético. E é evidente que ao longo da temporada vários treinadores pouparam vários titulares aqui e ali, por vários motivos. Contudo, repare no número de partidas feitas até aqui pelos cinco primeiros colocados do Brasileirão, com seus times ditos principais, no ano de 2013.



Veja bem, não pretendo tirar uma conclusão definitiva com essa comparação. Seria precipitado afirmar isso ou aquilo. Trata-se de apenas uma temporada (que ainda não acabou), de uma amostra irrelevante para qualquer tentativa de comprovação. E antes de qualquer tipo de acusação, obviamente não estou defendendo a extinção dos estaduais nesse post.

Sempre lembrando dos méritos do Atlético dentro das quatro linhas, porém, apenas penso que cabe uma reflexão a respeito do nosso calendário, a respeito da nossa pré-temporada, a respeito do inchaço dos estaduais, a respeito das datas FIFA... Enfim, em respeito ao glorioso futebol brasileiro, cabe uma reflexão.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Pré-jogo do clássico paranaense

Os times treinados por Antônio Lopes e Marcelo Oliveira, a exemplo de tantos outros na Série A, jogam no 4-2-3-1. Foi preciso a Copa de 2010, aliás, para que esse esquema se difundisse pelo país. Mas isso é outro assunto, merece um post à parte. Voltemos a Curitiba, que é o que interessa aqui.

A linha de três, dos dois lados, conta com dois homens velozes, habilidosos, e um armador, mais técnico, e mais lento. A diferença é que Paulo Baier atua centralizado, e Tcheco aberto na direita. Como o camisa 8 do Coxa não tem as pernas nem os pulmões de Rafinha, é provável que Heracles seja mais acionado que Wendel no apoio ao ataque. O lateral-esquerdo rubronegro deve buscar o corredor, e Marcinho a diagonal.

Já Guerrón vai dar trabalho a Lucas Mendes, principalmente nos 10, 15 minutos iniciais, quando, ao que tudo indica, os donos da casa irão pressionar com força. E Paulo Baier, além de distribuir o jogo, e cadenciá-lo quando necessário, deve entrar na área com frequência visando a finalização.



Pelo lado dos visitantes, aposta boa é Rafinha nas costas de Wendel em contra-ataque. Não acredito que o Coritiba irá abrir mão da posse de bola, porém pelo fato do clássico ser na Arena da Baixada, o contra-golpe pode ser a principal arma alviverde.

Outra também pode ser a chegada de um dos volantes. Se Tcheco cai por dentro, Heracles não acompanha, obviamente. Sobra para Marcelo Oliveira. Deivid marca Marcos Aurélio, e Paulo Baier vigia um dos volantes. Só que se cola em Willian, Léo Gago fica livre (bom tiro de longa distância). Se cola em Léo Gago, Willian tem espaço.

Teorias à parte, a bola rola para valer neste domingo às 17h, horário de Brasília. Para permanecer na Série A, o Furacão precisa vencer e torcer para tropeços de Ceará e/ou Cruzeiro. Para garantir vaga na Libertadores, o Coxa depende só de si.

domingo, novembro 21, 2010

4-2-3-1 no Furacão

Naquele time vice-campeão paulista deste ano, Branquinho era o meia-direita de um 4-4-2 em quadrado. No Atlético-PR, hoje treinado pelo mesmo Sérgio Soares, o camisa 11 é ponta-esquerda.

No entanto, em função de sua característica, ele tende a se infiltrar pela faixa central do gramado, e em raros momentos até inverter de posição com Paulo Baier, como ocorreu na derrota por 3 a 1 para o Grêmio neste sábado.



Do lado oposto, o direito, o equatoriano Guerrón quase sempre busca a linha de fundo, dificilmente entra em diagonal. O que o atrapalha, porém, é a falta de qualidade nos cruzamentos, fundamento essencial para quem parte pelo corredor até o final.

Já os laterais, pelo menos no jogo do Olímpico, pouco apoiaram, o que por conseguinte permitiu que a dupla de volantes atuasse mais pelo meio e cobrisse menos os flancos, a exemplo dos zagueiros.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Treinadores rubro-negros

Salário dos outros é algo que não me interessa. Nunca me interessou. Não apenas no mundo do futebol, mas em geral. Contudo quando um clube contrata um treinador em flagrante decadência por mais de meio milhão de reais por mês, há alguma coisa de errado. Não é de hoje que, para mim, o custo/benefício de Luxemburgo não vale a pena nem aqui, nem na China.

Bem fez o outro rubro-negro, o de Curitiba, ao contratar o promissor Sérgio Soares. Quem o acusa de deixar o Santo André na briga contra o rebaixamento para a Série C, se esquece que a equipe vice-campeã paulista deste ano perdeu Cesinha e Nunes para o Vasco, Carlinhos e Rodriguinho para o Fluminense, Bruno César para o Corinthians, Branquinho para o próprio Atlético-PR, e por aí vai.

A obrigação de um é vaga na Sul-Americana, pois o elenco do Fla é superior ao de Avaí, Vitória, Ceará, Guarani. O sonho do outro é Libertadores, que se não for alcançado, não irá representar nada demais. Se terminar em quinto, sexto ou sétimo, por exemplo, a campanha do Furacão será exemplar. Ou melhor: já é.

quinta-feira, junho 03, 2010

Espelho tático na Arena da Baixada

Tanto Atlético quanto Botafogo atuaram no 3-5-2 em triângulo (dois volantes e um meia), no 3 a 2 para o time da casa disputado nesta quarta-feira.

Pelo lado rubro-negro, Manoel e Rodolpho foram os zagueiros da caça, Leandro o da sobra, Chico o primeiro e Alan Bahia o segundo volante, Paulo Baier o articulador central, e Bruno Mineiro e Maikon Leite formaram a dupla de ataque.

Pelo lado alvinegro, Túlio Souza sentiu o ombro logo aos 3 minutos da primeira etapa e foi substituído por Sandro Silva, que entrou para executar a função de segundo homem da meia-cancha.



Ainda no primeiro tempo, com 1 a 0 em desvantagem no placar, Carpegiani sacou Leandro e colocou o meia Branquinho, ex-Santo André. O esquema foi mantido, com Chico recuado à zaga, e o camisa 10 funcionando como um segundo volante, fazendo o vai-e-vem. Desta maneira Paulo Baier se distanciou um pouco da forte marcação de Leandro Guerreiro.

sábado, novembro 21, 2009

Empate sem sal na Arena da Baixada

Nem mais atrás, nem mais à frente. Gilberto mostrou desconhecer a regra. O tiro livre, direto e indireto, deve ser cobrado no local onde ocorreu a falta.

A expulsão do 10 do Cruzeiro foi consequência de uma discussão com o juiz numa cobrança de infração. Gilberto queria cobrar mais atrás, mas Paulo César de Oliveira não deixou. A troca de elogios prosseguiu e, minutos depois, o jogador recebeu o vermelho.

Isso posto, não há muito o que se falar do jogo. Como em qualquer lugar, por aqui há jogos bons e ruins, e Atlético-PR 1 x 1 Cruzeiro se enquadra na segunda categoria.

Empatar no finzinho é bom para o emocional, mas em matéria de classificação, o empate foi ruim até mesmo para o Cruzeiro, na minha opinião. Contudo, foi justo. Nenhuma equipe fez por merecer a vitória, a meu ver.

sábado, agosto 08, 2009

Furacão ladeira acima

Avaí, Goiás e São Paulo conseguiram uma bela sequência de resultados e isto se refletiu na tabela. O quarto time que ensaia uma reação semelhante é o Atlético-PR. Neste sábado o rubro-negro bateu o Botafogo por 1 a 0 no Rio e chegou ao seu terceiro triunfo seguido.



Qualidade técnica para ficar fora do G4 de baixo e acampar na zona da Sul-Americana o time tem. Parece que o que estava atrapalhando o Furacão eram algumas divergências entre alguns atletas, problema aparentemente solucionado por Antônio Lopes, que afastou Rafael Moura, Antônio Carlos e mais uns três.

Preocupante é a situação do Botafogo, não só pela classificação mas pelo material humano que Ney Franco tem à disposição. Lúcio Flávio, que em tese é quem pode fazer algo de diferente, na derrota para o Atlético, por exemplo, se omitiu totalmente.

Às vezes falta ao 10 alvi-negro ânimo, liderança, força de vontade, ou quem sabe categoria mesmo, para chamar o jogo, pôr a bola no chão, erguer a cabeça e fazer a equipe jogar.

A próxima rodada é boa para o clube curitibano: Barueri na Baixada. Duelo fácil se comparado ao do Botafogo: Palmeiras no Palestra.

sábado, junho 20, 2009

Esperança até o último minuto

Dos seis jogos deste sábado pelo Brasileiro, cinco foram decididos no finzinho.

Vitória e Botafogo iam ficar no 3 a 3, no Barradão, até Apodi marcar o quarto do rubro-negro aos 45 do segundo tempo: 4 a 3.

Em Floripa, Avaí e Fluminense também caminhavam para o empate, não fosse o golaço de Léo Gago aos 47 da segunda etapa: 3 a 2.

Em Santo André o Ramalhão e o Leão igualmente iriam somar um pontinho cada, mas Marcel tratou de dar a vitória aos anfitriões aos 48 minutos: 2 a 1.

E as partidas de Curitiba e Porto Alegre terminaram em 2 a 2 graças a Keirrison e a Maxi López, que, nos acréscimos, evitaram as derrotas do Palmeiras diante do Atlético-PR, e do Grêmio perante o Goiás.

Prova de que o jogo só acaba quando o juiz apita.

domingo, junho 07, 2009

Furacão perde e Geninho sai

Jogador derruba técnico?



Não tenho a informação e longe de mim querer acusar alguém de alguma coisa. No entanto os resultados recentes são muito estranhos. Neste domingo o Atlético-PR perdeu a terceira partida que fez na Arena da Baixada. Desta vez para o Galo, por 4 a 0. De quebra ainda assumiu a lanterna isolada do Brasileirão, e o treinador pediu demissão.

Cá entre a gente, o time paranaense não é ruim ao ponto de estar nesta posição. Uma equipe que tem Marcinho no meio, Raul e Márcio Azevedo nas alas, Wallyson e Rafael Moura na frente, Antônio Carlos e Rodolpho na zaga, se não vai brigar pelo título, lutar para fugir do rebaixamento é que não vai.

Repito: não estou afirmando que os atletas derrubaram Geninho, pois não tenho base para isso. Mas se o Furacão retomar o bom futebol e as vitórias, principalmente em casa, vou ficar com esta pulga atrás da orelha.

quinta-feira, abril 30, 2009

Derrota com gosto de vitória

A última impressão é a que fica.

Em noite inspirada de Rafael Moura, Wallyson, Raul e companhia limitada, o Atlético fez uma partida memorável contra o Corinthians em Curitiba. O primeiro tempo, então, foi irretocável: 2 a 0, fora o banho.



Na segunda etapa, apesar de o Furacão ter feito mais um logo no início, o Timão deu uma relativa equilibrada. No entanto o Atlético dominava o confronto, o 3 a 0 parecia certo, e a classificação rubronegra para as quartas-de-final estava bem encaminhada.

Eis que aos 42 Cristian diminuiu de falta: 3 a 1. E aos 47 do segundo tempo, Dentinho marcou o segundo: 3 x 2. A recuperação à corintiana, sofrida, no finzinho, caiu como uma balde de água gelada para os paranaenses.

Embora a vantagem no placar tenha sido dos anfitriões, na prática, a situação do Atlético tornou-se delicada, principalmente porque o gol fora de casa é critério de desempate. Basta um 1 a 0 ao Coringão no Pacaembu, e o alvinegro paulista segue na competição. Além disso, o zagueirão William e o meia-atacante Jorge Henrique (peça essencial na marcação) devem voltar. Ou seja: defensivamente o Corinthians vai voltar a ter força máxima.

A expressão 'empate com gosto de vitória' é comum no futebol. Porém, em função do contexto de ontem, é legítimo dizer que a derrota teve gosto de vitória para os corintianos.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Porco tem osso duro. Raposa nem tanto

Das seis partidas deste sábado, duas, que envolvem diretamente os extremos da tabela, merecem destaque: Fluminense x Palmeiras, e Atlético-PR x Cruzeiro.

Enquanto Grêmio, São Paulo e Flamengo (e Vasco) assistem aos jogos de braços cruzados e secadores à mão, o Porco e a Raposa não terão vida fácil amanhã como visitantes. (Na verdade dizer que um time não terá vida fácil é redundância, já que, neste campeonato, todo jogo é carne de pescoço. Mais ainda quando se joga fora de casa contra uma equipe que luta para não cair.)

No entanto, na teoria, a tarefa do Palmeiras é bem mais osso duro que a do Cruzeiro. Simplesmente porque o Flu, no Maraca, é bem mais forte que o Furacão, na Baixada. E soma-se à esta constatação os inúmeros e importantes desfalques de Atlético e Palmeiras.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Chivas deixa Furacão de ressaca

Na partida de ida, em Guadalajara, o Chivas mais parecia paraguaio que mexicano. Entretanto nesta terça-feira, em Curitiba, ele mostrou sua legitimidade.

No jogo da volta, ontem, os brasileiros bem que tentaram controlar a partida no primeiro tempo, e até certo ponto tiveram o domínio nas mãos e a posse de bola nos pés. Mas devido a defeitos táticos e técnicos, não conseguiram levar perigo ao gol do oponente. E estes defeitos têm muito a ver com a dupla ofensiva.

O problema de se jogar com dois centro-avantes de ofício é que, ora um, ora o outro, tem que sair da área para participar mais do jogo, para dar mais opções aos companheiros, para criar mais jogadas.

No 3-5-2 rubronegro (imagem), a dupla de ataque é composta por Rafael Moura e Pedro Oldoni, dois verdadeiros pilares. E como tais, são limitados a ficarem dentro da área para esperar que a bola bata num deles e entre no gol. O resto do time é esforçado e dá pro gasto. Mas a flagrante deficiência que o Furacão tem em seu setor ofensivo é esta: nenhum dos dois têm intimidade suficiente com a redodanda para poderem jogar afastados da área. Por isso o Altético não chegou às redes. E como diriam os filósofos do futebol, quem não faz, leva.

Ainda no final da primeira etapa, aos 42, os mexicanos abriram o placar. Não perderam tempo e logo no começo da segunda marcaram o segundo. Geninho mexeu no time, o Atlético se abriu, foi pra cima e diminuiu. E levou o terceiro. Se desesperou, apelou para o chuveirinho e deixou espaços para o adversário. E tomou o quarto, aos 21 do segundo tempo. 4 a 1 em plena Arena da Baixada!

No abafa, o Atlético ainda conseguiu dar um pouco de honra à derrota ao fazer mais dois. Final: Atlético, eliminado nas oitavas da Sul-Americana, 3, Chivas, classificado, 4.

sábado, março 15, 2008

O reforço do Furacão

Não à toa, o Noroeste tem feito uma bela campanha no Paulistão 2008. E um de seus destaques é o meia Edno.

Alto, forte e habilidoso, o camisa 10 da equipe de Bauru compõe defensivamente o meio-campo com aplicação, joga por todos os lados do campo, enxerga bem a partida, protege bem a bola, sabe distribuir o jogo, tem bom passe, boa finalização, e é canhoto.

No ano passado, atuando na lateral-esquerda (sua posição de origem), fez um belo Paulistão, pelo mesmo Noroeste, e acabou contratado pelo Atlético-PR (foto). No rubronegro paranaense, fez 20 partidas e 2 gols. Na lateral-esquerda.

Nesta temporada, o jogador de 24 anos voltou ao Norusca, onde tem atuado, com grande desempenho, como meia. Está emprestado até fim do campeonato estadual, e deve reforçar o Furacão ao término do Paulistão.

Mas, Ney, atenção: no meio-campo, e não na lateral!