Mostrando postagens com marcador Botafogo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Botafogo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, maio 02, 2014

Sem continuidade não há êxito

Entre os times brasileiros da Copa Libertadores 2014, Flamengo à parte, o único que tem o mesmo treinador desde o início do ano passado é o Cruzeiro. Não à toa, a equipe treinada por Marcelo Oliveira é a única sobrevivente do mata-mata das oitavas de final.

Não. Não é uma mera coincidência.



Lembre-se: na virada da temporada, Manuel Ángel Portugal assumiu o lugar de Vagner Mancini no Atlético-PR, Enderson Moreira assumiu a vaga de Renato Gaúcho no Grêmio (que havia assumido na metade de 2013 a de Luxemburgo), Paulo Autuori assumiu a de Cuca no Atlético-MG (e já foi demitido, com quatro meses de trabalho), e Eduardo Hungaro assumiu o cargo de Oswaldo Oliveira no Botafogo (e já foi demitido, com menos de quatro meses de trabalho).

"E está claro que, nos dias de hoje, o segredo do sucesso, no futebol brasileiro, é a continuidade do trabalho." Escrevi isso em janeiro de 2007, num post a respeito de Mano Menezes no Grêmio (veja aqui). Janeiro de dois mil e sete. Ou seja: há anos se bate nessa tecla, e ainda assim a maioria dos presidentes de clubes de futebol segue batendo a cabeça na parede, dando murro em ponta de faca. E por que eles fazem isso? Na minha interpretação, fazem porque não entendem nada de futebol (campo e bola), logo não têm conhecimento, nem convicção, para trocar argumentos, sobre campo e bola, com os técnicos. Em regra nossos presidentes não entendem de campo e bola o suficiente para concluírem: "Hm, esse cara tá atrasadíssimo, parou no tempo, não vou contratá-lo para treinar o meu time nem a pau, não por esse preço."

Por essas e outras o conceito de custo-benefício praticamente inexiste entre nossa cartolagem. Paga-se salários de Guardiolas para Joéis Santantas, paga-se salários de Messis para, sei lá, Carlos Eduardos da vida. Veja bem: só para deixar claro, não compartilho da tese de que jogador (e treinador) de futebol ganha muito. O futebol gira muito dinheiro em todas as esferas a seu redor, e as principais peças desse entretenimento bilionário ganham dinheiro dentro dessa proporção. Aqui no Brasil, no entanto, paga-se por uma coisa, mas recebe-se outra muito inferior (até parece nossos impostos, não vemos um retorno à altura).

quarta-feira, dezembro 11, 2013

Seedorf, mais que um jogador

Nascido no Suriname, o holandês de 37 anos tem contrato com o Alvinegro do Rio até o fim de junho do ano que vem. Apesar da queda de rendimento no segundo semestre, por uma questão física, também causada pelo excesso de jogos na temporada, trata-se sem dúvida do maior jogador do Botafogo em 2013. Tanto dentro quanto fora de campo.

quarta-feira, setembro 04, 2013

Para refletir

Não quero tirar os méritos do Atlético-PR. Longe de mim. Palmas para a comissão técnica, que desde que assumiu está invicta (8 vitórias e 3 empates), e palmas para os jogadores, que têm mostrado seu talento e seu valor dentro de campo (além da torcida, que tem lotado a Vila Capanema).

No entanto confesso que tenho me feito uma pergunta ultimamente, e ainda não achei a resposta: até que ponto ter jogado o Campeonato Paranaense com o sub-23 tem pesado nessa brilhante campanha do Furacão?

Eu sei, tem atletas sub-23 na equipe de cima do Atlético. E é evidente que ao longo da temporada vários treinadores pouparam vários titulares aqui e ali, por vários motivos. Contudo, repare no número de partidas feitas até aqui pelos cinco primeiros colocados do Brasileirão, com seus times ditos principais, no ano de 2013.



Veja bem, não pretendo tirar uma conclusão definitiva com essa comparação. Seria precipitado afirmar isso ou aquilo. Trata-se de apenas uma temporada (que ainda não acabou), de uma amostra irrelevante para qualquer tentativa de comprovação. E antes de qualquer tipo de acusação, obviamente não estou defendendo a extinção dos estaduais nesse post.

Sempre lembrando dos méritos do Atlético dentro das quatro linhas, porém, apenas penso que cabe uma reflexão a respeito do nosso calendário, a respeito da nossa pré-temporada, a respeito do inchaço dos estaduais, a respeito das datas FIFA... Enfim, em respeito ao glorioso futebol brasileiro, cabe uma reflexão.

terça-feira, agosto 27, 2013

A realidade alvinegra

Esse é do ramo. Foi o que pensei quando vi Vitinho em ação pelas primeiras vezes. Velocidade e drible de nascença. Características típicas do ponteiro do chamado futebol moderno. Destro, em regra atuando pela beirada esquerda do 4-2-3-1 de Oswaldo de Oliveira, foi pela velocidade e pelos dribles em velocidade que ele se destacou.

No início do Campeonato Brasileiro Vitinho pecava em alguns fundamentos. Erros de passe e finalizações bisonhas não eram raros, ocorriam com frequência. É verdade que jovens dessa idade oscilam. Tem isso. Porém o passe e o arremate dele não estavam à altura de suas arrancadas e seus driles. Rodada a após rodada, jogo após jogo, no entanto, a evolução foi nítida em ambos aspectos. Os gols e até as assistências começaram a aparecer. Menos individualista e mais coletivo, menos afoito e mais pensativo, Vitinho amadureceu e (aparentemente) passou de promessa à realidade.



Difícil julgar sua decisão. Difícil e injusto. Quem sou eu para julgá-la? Não sei quanto ele ganhava no Botafogo nem quanto vai ganhar no CSKA, não me interessa. Mas parece que no clube russo sua remuneração mensal será não sei quantas vezes maior. Em qualquer atividade profissional o aumento no salário pesa, independente da origem pobre do atleta ou não, independente se ele vem do Complexo do Alemão ou do Leblon. E com Vitinho não é diferente.

Esportivamente, permanecer no Brasil seria o ideal. Vitinho tem apenas 19 anos, muito a evoluir, e nada como o Brasileirão, a Copa do Brasil e a possível Libertadores para ganhar rodagem. Não sei como vai ser sem ele, mas com ele a vaga na Libertadores do ano que vem estava encaminhada. Honestamente não via nem vejo o Botafogo brigando pelo título até a última rodada. Já uma vaga no torneio continental me parece bastante provável (vaga que pode vir também através da Copa do Brasil). Parece ou parecia, né. Porque além da tremenda perda técnica (Seedorf à parte, talvez o melhor do time), a saída de Vitinho pode culminar num baita baque emocional, num desânimo em demasia no elenco (que, lembre-se, não tem recebido em dia).

domingo, agosto 04, 2013

Por que Cruzeiro, Inter e Corinthians

Torneio de pontos corridos se ganha com elenco. Há exceções como o Flamengo de 2009, de Petkovic e Adriano, mas elas são raras. Em regra, sem um plantel qualificado e equilibrado, não se briga pelo título até o fim. Outro ponto um pouco menos relevante, porém fundamental, é a comissão técnica. Por essas e outras, passadas onze rodadas, Cruzeiro, Internacional e Corinthians são meus favoritos ao Brasileirão.

No caso do clube de Belo Horizonte, a força do elenco já foi testada e aprovada - graças também ao trabalho de Marcelo Oliveira. Em tese titulares na temporada, Ceará, Henrique (nem chegou a estrear, né?), Dagoberto e Borges ficaram no estaleiro (alguns ainda estão, não?) por um longo período, e mesmo assim o Cruzeiro se manteve no topo da tabela, com Mayke na lateral direita, Souza no meio campo, Luan na ponta esquerda e Vinícius Araújo na referência. Borges já jogou no sábado. Dagoberto também deve voltar logo, logo. E ainda tem o Júlio Baptista.

No caso do time de Porto Alegre, confesso que não morro de amores pelo trabalho de Dunga. No entanto o elenco colorado oferece várias possibilidades e permite altas expectativas. As chegadas de Alex e Scocco, dois titulares, colocam o Inter em outro patamar. Dois caras decisivos. E somam-se a esses dois quase craques nomes como D’Alessandro e Forlán, Juan, Muriel, os polivalentes Fabrício e Jorge Henrique, os volantes Ygor, Airton, Willians e Josimar, além de garotos como Otávio, Alan Patrick, Caio... Ah, e, se ficar, tem o Damião, né.

Já no caso do Alvinegro da capital paulista, reúne-se o crème de la crème. Porque, a meu ver, o Corinthians conta com o melhor elenco e o melhor treinador do campeonato. (Na verdade para mim o melhor treinador chama-se Mano Menezes, contudo Tite tem bem mais tempo de casa e isso faz diferença.) Apesar da saída de seu principal jogador (Paulinho), a equipe do Parque São Jorge deve brigar até a última rodada pela taça, basicamente porque tem um grupo experiente, entrosado, farto em quantidade e qualidade. Se os titulares forem esses que têm jogado (Ralf, Guilherme, Romarinho, Danilo, Emerson e Guerrero), na reserva tem apenas Pato e Renato Augusto, por exemplo.

E o Botafogo? Por que não entra nessa lista de três? E o Coritiba? Bom, primeiro porque para um deles entrar alguém tem de sair (sai quem?). E segundo porque, no quesito elenco, entendo que estão abaixo de Cruzeiro, Inter e Corinthians. Têm a cereja do bolo, cada um a sua: Seedorf de um lado, Alex do outro. Até o momento, talvez, não por acaso, os dois grandes destaques da competição. Entretanto com tantos jogos por vir, com as maratonas de quarta e domingo, e com a disputa paralela da Copa do Brasil e eventualmente da Sul-Americana, imagino que Botafogo e Coritiba percam o fôlego e acabem brigando seriamente "apenas" por vaga na Libertadores. Quanto ao Alvinegro Carioca ainda tem o agravante dos salários atrasados e a ausência de um lugar para chamar de seu (Maracanã?).

domingo, julho 28, 2013

Até onde pode ir o Botafogo?

"Um empate justo", disse Seedorf após o clássico deste domingo, no Maracanã. Concordo. Não tanto pelos gols anulados do Elias (um corretamente, o outro aparentemente não), mas sim pelo futebol exibido pelas duas equipes na segunda etapa. O domínio alvinegro do primeiro tempo (11 a 2 em finalizações) não se repetiu no segundo, e o Flamengo fez por merecer o placar de 1 a 1.

Nos primeiros 45 minutos, ficou evidente a natural superioridade do Botafogo, um time mais entrosado, mais rodado, com mais tempo de trabalho. Com mais conjunto. E com melhores valores individuais em várias posições, vide a chamada linha de três. Como ambos jogam no 4-2-3-1, fica mais fácil e pertinente a comparação: Lodeiro, Seedorf e Vitinho de um lado, Carlos Eduardo, Gabriel e Paulinho do outro. Nome a nome, clara vantagem botafoguense.



Sem dúvida Seedorf é a cereja do bolo, merece um post à parte. Porém outros nomes se destacam nessa campanha, a começar lá de trás, por Jefferson, passando por Dória, pelo volante Gabriel, pelos pontas Lodeiro e Vitinho, até chegar ao subestimado centroavante Rafael Marques, que tem se mostrado mais que um centroavante, com bastante mobilidade e considerável qualidade técnica para um nove. No entanto, apesar dos talentos individuais, o ponto forte do Glorioso é o coletivo. Até me arrisco a dizer que hoje, coletivamente, é o melhor time do campeonato. A questão que me faço, contudo, é: até onde esse time pode ir?

Não vou cair nessa armadilha. Já caí em outros carnavais. Vou me permitir ficar em cima do muro e não responder essa pergunta. Entretanto, apesar dos méritos e dos 17 pontos somados em 9 rodadas (e da terceira colocação na tabela), nas próximas semanas ficará visível qual será o papel do Botafogo no Brasileirão, já que daqui pra frente tem jogo quarta e domingo, quarta e domingo, quarta e domingo... Ou seja: a partir de agora o elenco será altamente exigido (não só o do Botafogo, mas de todos participantes da Série A).

segunda-feira, julho 15, 2013

Botafogo, passo a passo

Parece mentira, mas no último 1º de abril, Seedorf completou 37 anos. Trinta e sete! Não são os trinta e nove do Zé Roberto, mas ainda assim é bastante coisa para um jogador, quase quarenta. E, ainda assim, mesmo veteraníssimo, o holandês deita e rola no futebol brasileiro. Por quê? Entre outros motivos, porque aqui o tempo e o espaço jogam a favor do craque (leia mais aqui).

No Botafogo, Seedorf é líder em quase todos os sentidos. Líder técnico, líder tático, líder emocional... Só físico que nem tanto, em função de sua idade e de seu estilo de jogo. Mas tem quem corra por ele, por sinal. Vide Vitinho. Destro, em regra na ponta esquerda do 4-2-3-1, o camisa 31 tem na habilidade e na condução da bola em alta velocidade seus pontos fortes - noves fora que finaliza melhor que muito nove por aí.



Do outro lado da linha de três treinada por Oswaldo de Oliveira, encontra-se o canhoto Lodeiro. Essa opção por ponteiros de pés opostos, aliás (canhoto à direita, destro à esquerda), me agrada demais (como faz, por exemplo, Felipão com Hulk e Neymar na Seleção). Além de criar um melhor ângulo para o arremate de média e longa distância, o corte para dentro arrasta o marcador e abre o corredor para o lateral.

Dito isso, outra característica interessante do ataque alvinegro são as opções de jogadas proporcionadas pela mobilidade de Rafael Marques. Dono de relativo bom trato com a bola longe da área, o camisa 20 cai pelos lados com frequência (movimentação que, por exemplo, Ibrahimovic costuma fazer no PSG) para trabalhar com os pontas e até mesmo com os laterais, para confundir a marcação e abrir espaços para a infiltração do meia - no caso, nada menos que Seedorf.

O Botafogo é candidato ao título do Brasileirão 2013? Posso me enganar, mas não creio. Não que o plantel seja fraco, longe disso. Entretanto, em regra, sem elenco não se ganha torneio de pontos corridos. O onze inicial, justiça seja feita, talvez seja o melhor do país nesse momento (desempenho). Atlético-MG à parte, talvez nenhuma equipe esteja jogando tão bem quanto o Botafogo. Talvez. Contudo, quando começar a série quarta e domingo, quarta e domingo de jogos, o cinto vai apertar, e não sei se o banco vai dar conta. É Botafogo de palha, então? Também não creio. Claro que se rolar o caneco, se rolar a faixa de campeão, legal, maneiro. Porém toda reconstrução é feita tijolo a tijolo, e uma vaga na Libertadores 2014 seria um belo passo (vaga que, a meu ver, tem no Botafogo um de seus principais candidatos).

No Twitter. No Facebook.

domingo, outubro 07, 2012

Seedorf mais que improvisado

Oswaldo de Oliveira me lembrou Tite. No clássico deste sábado, no Engenhão, o treinador do Botafogo estruturou um time semelhante ao do Corinthians nas fases decisivas da Libertadores. Mal comparando, contra o Fluminense, Andrezinho e Seedorf cumpriram os papéis de Danilo e Alex.

Elkeson vem jogando como centroavante na equipe alvinegra há dias. Mas ontem foi escalado na extrema direita, com Fellype Gabriel no lado oposto. Imagino eu que a intenção em botar o camisa 9 numa das beiradas tenha sido a marcação aos ofensivos laterais do Tricolor. Elkeson tem, em tese, mais perna e pulmão para a função. Já na meia cancha defensiva, Gabriel e Jadson formaram a dupla de volantes, sendo o 5, durante grande parte da partida, o marcador individual de Deco.



Vale registrar que, sem a bola, muitas vezes os pontas se alinhavam aos volantes, alternando o esquema tático para o 4-4-2 em linha, com Andrezinho e Seedorf na frente. O posicionamento e a movimentação deles, aliás, foram as coisas que mais me intrigaram. Não é exagero dizer que o holandês foi o (falso) nove do Botafogo.

Entendo a ideia inicial de Oswaldo. Mas discordo. Não que Seedorf não tenha qualidade para ser improvisado por ali. Até tem. Contudo é um desperdício. Pelo seguinte: são nos passes e nos lançamentos que o camisa 10 é diferente. Com ele na frente, não há quem pare e pense o jogo mais atrás. Verdade que vez ou outra ele revezava com Andrezinho, voltava um pouco mais para tentar armar, com ambos flutuando entre os zagueiros e os volantes adversários. Mas ainda assim, para mim, um desperdício.

No Twitter. No Facebook.

quinta-feira, agosto 30, 2012

Tricolor bota Fogão no bolso

Dizer que ficou barato é exagero, mas o 4 a 0 do São Paulo sobre o Botafogo, nesta quinta, no Morumbi, foi construído passo a passo, passe a passe, tijolo a tijolo. No fim das contas, a goleada ficou de bom tamanho, já que o mandante mandou e desmandou do primeiro ao último minuto. Supremacia total tricolor.

É pertinente registrar, no entanto, os intermináveis desfalques dos visitantes. Sem Andrezinho, Fellype Gabriel e Vitor Júnior, Oswaldo de Oliveira montou sua linha de três com Lodeiro e Cidinho nas beiradas, e Seedorf por dentro, mais adiantado do que de costume, mais à frente da região onde rende seu máximo.

Luis Fabiano deitou e rolou em cima de Brinner, o substituto de Antônio Carlos. A exemplo de Jadson, que, marcado por Amaral, fez outra grande partida, adicionando outra assistência para sua coleção. Quanto aos ponteiros, Lucas infernizou a vida de Márcio Azevedo. Em contrapartida Maicon mais marcou Lennon do que o contrário.



Se por um lado Luis Fabiano foi a referência do ataque, tendo aberto o placar com um golaço, do outro Elkeson se esforçou, bem que tentou, mas pouco conseguiu fazer, meio que isolado perto das duas torres da defesa são-paulina. Cidinho encostou várias vezes, levou perigo à área, todavia Lodeiro e Seedorf pouco se aproximaram - também em função da eficiência do sistema defensivo adversário.

No segundo tempo, com o Botafogo praticamente nocauteado em pé, Ney Franco sacou Paulo Assunção e colocou Osvaldo, que entrou na ponta esquerda (ora invertendo com Lucas). Maicon, então, formou a dupla de volantes com Denilson. Mais tarde, Cícero e Wellington também entraram, sempre no 4-2-3-1 - Cícero como centroavante.

Julgar por um jogo apenas é complicado. Não é honesto. Contudo, aliado ao excelente desempenho diante do Botafogo, a perspectiva do São Paulo é otimista. Baseado no elenco, na comissão técnica, nas opções do treinador e no rendimento dos atletas, é fácil visualizar a equipe paulistana dentro do G4. Hoje, é quinto colocado, a um ponto do Vasco, que vem ladeira abaixo. Já o Botafogo, por uma série de motivos, não inspira capacidade para brigar por vaga na Libertadores. Hoje, é oitavo.

No Twitter. No Facebook.

terça-feira, julho 24, 2012

Andrezinho pede carona

Duas boas novas para o Botafogo. A primeira é que o camisa 17 deve estender o contrato e permanecer no clube. A outra é que ele treinou entre os titulares nesta terça-feira. Quem perdeu a posição em relação à partida contra o Grêmio foi Fellype Gabriel. Só não sei se Oswaldo de Oliveira mudou o esquema tático ou manteve o 4-2-3-1.



A tendência é que Andrezinho jogue aberto na esquerda, com o canhoto Vitor Júnior na direita e Elkeson na frente, dando bastante mobilidade à referência. Não acredito que o treinador abrirá mão de atuar com dois homens pelas beiradas. Quanto à manutenção da estrutura, porém, não tenho tanta certeza.

Nitidamente desconfortável numa faixa alta e central do campo, Seedorf foi o armador central do 4-2-3-1 alvinegro no domingo. E por ali não rendeu nem deve render o que pode. Não é muito a dele exercer essa dupla função de armar e também se apresentar na área, enconstar no centroavante, arrematar. A dele é mais armar. Em sua última temporada no Milan, inclusive, no 4-4-2 em losango de Allegri, ele era o apoiador pelo lado esquerdo. Veja aqui.

Em tese as duas buchas que Oswaldo tem para resolver são encontrar o posicionamento dito ideal de Seedorf, e encaixar Andrezinho numa das pontas (a esquerda). Não descartaria a possibilidade de um 4-4-2 em losango semelhante ao do Milan, com Andrezinho de enganche e Elkeson e Vitor Júnior no ataque. Contudo, como disse, não creio que o técnico irá abrir mão de jogar com dois atletas fechando os flancos sem a bola. Logo, parece-me que a alternativa indicada seja o 4-3-3.



Na teoria Andrezinho não é jogador de beirada. Tanto é que, se for mesmo escalado por ali, deve se agrupar à faixa central quando a equipe possui a bola. Deve auxiliar Seedorf na criação, sem abdicar de se infiltrar na área, de se aproximar do nove, de tabelar, finalizar, etc. E sem a posse, deve preencher o corredor lateral. Na prática, pode dar certo.

Resta-nos aguardar para ver qual Botafogo se apresenta no clássico com o Vasco, nesta quarta-feira: Andrezinho aberto num 4-3-3 com Seedorf na meia esquerda, Andrezinho aberto num 4-2-3-1 com Seedorf centralizado, ou Andrezinho na conexão dum 4-4-2 em losango. Ou em alguma outra opção aqui não citada.

No Twitter. No Facebook.

domingo, julho 15, 2012

Tudo igual no Clássico Vovô

Vitor Júnior e Cidinho pelas beiradas. Essa foi a opção de Oswaldo de Oliveira para o clássico deste domingo disputado no Engenhão. Do outro lado, também no 4-2-3-1, Abel Braga escalou Thiago Neves e Samuel nas pontas. Detalhe: ambos com pés opostos (destros na esquerda, canhotos na direita).

No meio campo os duelos individuais ficaram definidos entre Lucas Zen e Wagner, Renato e Jean, e Andrezinho e Edinho. Entre os meias, aliás, Andrezinho foi muito mais participativo e efetivo que Wagner, não somente pelo gol anotado no segundo tempo, mas pela maneira como o camisa 17 alvinegro se movimentou e arquitetou o jogo, incluindo no repertório os passes verticais que o substituto de Deco não conseguiu efetuar.



Na primeira etapa Cidinho deixou a desejar. O flanco esquerdo dos donos da casa praticamente inexistiu, tanto é que Fellype Gabriel voltou em seu lugar após o intervalo. Com a substituição o futebol de Márcio Azevedo cresceu, resultando na forte presença ofensiva e no cruzamento para o gol de empate. Só para registro, porém, houve a inversão de posicionamento entre Vitor Júnior e Fellype Gabriel ao longo do segundo tempo.

No frigir dos ovos, apesar da relativa superioridade do Botafogo, o 1 a 1 ficou de bom tamanho. Quanto ao restante da competição, não tenho dúvidas que os clubes cariocas vão brigar na parte de cima da tabela, pelo G4 e pelo título - apesar de entender que o Flu tem mais lenha para queimar que o Bota.

Outra questão para o decorrer do torneio é o que vai ser da equipe de Oswaldo reforçada por Seedorf e Rafael Marques. Se forem titulares ao lado de Andrezinho e Vitor Júnior, o banco do Glorioso terá nomes como Fellype Gabriel, Cidinho e Elkeson. Em relação ao elenco do Fluminense, não é preciso apresentações, correto?

No Twitter. No Facebook.

domingo, julho 01, 2012

O que esperar de Seedorf

No Brasil, o tempo e o espaço jogam a favor do craque. Se na Europa o jogo é mais rápido e encurtado, por aqui é mais lento e espaçoso. Lá não há tempo para pensar. Aqui, sobram segundos. Em outras palavras, lá o jogo é mais "tático".

Por isso imagino que Seedorf irá deitar e rolar no Brasileirão. Aos 36 anos de idade, o meio-campista terá no passe, nos lançamentos e na distribuição de jogadas seus pontos fortes. Aos 36 anos, o holandês não precisará de pernas e pulmões de vinte e poucos para desequilibrar.



Outro fator positivo da contratação do Botafogo é que, ao contrário de outros atletas brasileiros, Seedorf tem conduta de atleta. Profissional dentro e fora de campo, o ex-Milan, fluente em português, casado com brasileira, ao que tudo indica, não cairá nas tentações que o Rio de Janeiro oferece.

Quanto ao time em si, não tenho dúvida que irá se adaptar com rapidez. Seja no habitual 4-2-3-1 alvinegro, num possível 4-4-2, ou até mesmo no 4-3-3, creio que Seedorf será o dono da bola. Para que a equipe engrene, porém, é preciso treinamento, entrosamento, ajuda dos companheiros, e, claro, condições de trabalho concedidas pelo clube - entre elas, salário em dia.

No Twitter. No Facebook.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Botafogo de palha?

Um goleiro de seleção, um zagueiro artilheiro, dois laterais ofensivos, uma senhora dupla de volantes, dois meias talentosos, dois atacantes raçudos e um treinador competente. Além do comprometimento, essa é a receita da campanha alvinegra.

Até onde vai o Botafogo? Vai brigar pelo título do Brasileirão até a última rodada ou vai disputar "apenas" uma vaga na Libertadores? Tem gás e banco de reservas para erguer a taça ou vai se contentar com a presença no torneio continental?

É claro que um time vencedor não se faz somente de elenco, mas não há dúvida de que um plantel com boas peças de reposição é essencial para se alcançar o objetivo. É aí que pode ser o Calcanhar de Aquiles. Pode.



Não há dúvida também que a equipe titular está redondinha. No 4-2-3-1 implantado por Caio Júnior, Lucas e Bruno Cortês são os laterais, Marcelo Mattos e Renato os volantes, Elkeson o meia por dentro, Maicosuel e Herrera os homens das beiradas e Loco Abreu o da referência. (Vale destacar a flexibilidade de Elkeson, que também pode atuar na ponta quando preciso, com Felipe Menezes na articulação central, como no 1 a 0 sobre o Galo.)

Que o time titular está redondinho, está. Talvez o melhor e mais entrosado do campeonato até o momento. No entanto, há elenco suficiente para manter o ritmo até o fim? Será que as suspensões e lesões, processos naturais do caminho, serão capazes de apagar a chama do Fogão? Ou será que o Bota vai superar os obstáculos e prognósticos pessimistas e se tornar campeão?

A diretoria, o treinador, os atletas e a torcida estão de parabéns. Todos parecem estar focados na mesma meta. Entretanto, confesso, não compartilho da empolgação atual e ainda me considero cético quanto à possibilidade de título.

sexta-feira, agosto 26, 2011

Pré-jogo: Fluminense x Botafogo

Embora o Botafogo jogue no 4-5-1 com os chamados três meias ofensivos à frente dos dois volantes, a superioridade numérica no miolo do meio campo é do Fluminense, que atua no 4-4-2 em losango.

É provável que Elkeson e Maicosuel batam com Carlinhos e Mariano, Felipe Menezes com Edinho, Valencia com Renato (ou Marcelo Mattos), e Lanzini com Marcelo Mattos (ou Renato). Já Souza (se substituir Marquinho), em tese, terá caminho livre para avançar.

E se caso o camisa 9 alvinegro fechar por dentro para cercar o 21 tricolor, Carlinhos pode ganhar o corredor e ficar no um contra um com Lucas, auxiliado por Lanzini e Rafael Moura.



Pelo lado do Bota, em contrapartida, tanto Elkeson quanto Maicosuel devem encontrar espaços às costas dos laterais adversários. Os dois devem ser peças-chave no contra-ataque, possivelmente alimentado por Felipe Menezes e Renato.

Se a jogada se desenvolver pela esquerda, Felipe Menezes deve encostar em Maicosuel, e Elkeson em Herrera, não apenas visando o cruzamento. Se se desenvolver pela direita, quem deve aparecer na área para se aproximar do centroavante é Maicosuel.

Teorias à parte, a bola rola na prática neste sábado às 18h, horário de Brasília, no Engenhão, pela 19ª rodada do Brasileirão.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Elenco alvinegro: fato ou mito?

Ao lado de Neymar, o elenco do Botafogo é o assunto mais comentado desta segunda-feira, e eu não vou ficar de fora.

Sob a trave, o alvinegro carioca conta com um dos três melhores goleiros do país, próximo de Victor e Fábio (a temporada de Rogério Ceni também merece menção). Jefferson tem decidido partidas. O exemplo mais recente foi no 1 a 0 sobre o Santos no Pacaembu.

Nas laterais - ou alas, se preferir - o Bota possui dois jogadores medianos que não possuem reservas de ofício: Alessandro e Marcelo Cordeiro. Já na zaga, Antônio Carlos e Fábio Ferreira completam o trio com o polivalente Leandro Guerreiro. A alternativa imediata é Danny Morais.

Goleiro à parte, convenhamos que o setor defensivo do clube de General Severiano não é dos mais brilhantes da competição.

Para o meio-campo, Joel tem em mãos Fahel e Marcelo Mattos, além de Somália e Tulio Souza. Para as meias, Lucio Flavio, Edno, Renato Cajá e Maicosuel (embora, no 2 a 0 em cima do São Paulo, este último atuou como atacante de movimentação de um 3-5-2 que alinhou Jefferson; Fábio F., Leandro G. e Antônio C.; Alessandro, Marcelo M., Fahel , Marcelo C. e Renato Cajá; Maicosuel e Abreu).

Por fim, para o ataque o atual terceiro colocado do Brasileiro tem Herrera, Loco Abreu, Caio e o diferenciado Jobson (Edno e Maicosuel também podem ser "improvisados").

O plantel é bom. Contudo se pensarmos nos três setores, na minha modesta opinião é inferior ao de Fluminense, Corinthians, Cruzeiro, Inter, Santos, São Paulo e Grêmio.

A tabela mostra, porém, que uma campanha não é feita apenas de elenco. O ambiente e a comissão técnica têm sim grande parcela no sucesso. Resta saber se o Fogo tem lenha para queimar pelas próximas 16 rodadas.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Botafogo de palha?

Alguns alvinegros dizem que muito se fala do Inter, do Santos, do Cruzeiro, do Corinthians, do Fluminense, mas pouco se fala do Bota. É verdade.

Contudo, entre os seis clubes citados, a meu ver o elenco menos forte é o que Joel tem em mãos. E num torneio de pontos corridos, em regra, isso faz diferença.



O feito obtido nesta quinta-feira, no Pacaembu, é digno de nota. Raros serão os times que vão conquistar uma vitória fora de casa em cima do Peixe. No entanto pensar em título é demais. Não é proibido, mas é demais.

A briga do Fogão é por vaga na Libertadores (o que seria exuberante se acontecesse), e para chegar lá é preciso, mais do que outros, vencer os confrontos direitos. Como o da próxima rodada, contra o embalado São Paulo, no Engenhão.

quinta-feira, junho 03, 2010

Espelho tático na Arena da Baixada

Tanto Atlético quanto Botafogo atuaram no 3-5-2 em triângulo (dois volantes e um meia), no 3 a 2 para o time da casa disputado nesta quarta-feira.

Pelo lado rubro-negro, Manoel e Rodolpho foram os zagueiros da caça, Leandro o da sobra, Chico o primeiro e Alan Bahia o segundo volante, Paulo Baier o articulador central, e Bruno Mineiro e Maikon Leite formaram a dupla de ataque.

Pelo lado alvinegro, Túlio Souza sentiu o ombro logo aos 3 minutos da primeira etapa e foi substituído por Sandro Silva, que entrou para executar a função de segundo homem da meia-cancha.



Ainda no primeiro tempo, com 1 a 0 em desvantagem no placar, Carpegiani sacou Leandro e colocou o meia Branquinho, ex-Santo André. O esquema foi mantido, com Chico recuado à zaga, e o camisa 10 funcionando como um segundo volante, fazendo o vai-e-vem. Desta maneira Paulo Baier se distanciou um pouco da forte marcação de Leandro Guerreiro.

sábado, maio 08, 2010

Joel muda o esquema no intervalo

Na partida contra o Santos, Joel Santana escalou o Botafogo no 3-5-2 em triângulo invertido (um volante e dois meias), com Fahel e Fábio Ferreira no combate, Antônio Carlos na sobra, Leandro Guerreiro de volante único, e Renato Cajá e Túlio Souza nas meias.



No primeiro tempo o meio-campo do Botafogo não funcionou. Os camisas 7 e 10 fizeram um jogo abaixo da crítica, e as raras ações ofensivas se concentraram nos alas Somália e Alessandro.

Na segunda etapa Joel trocou o 3-5-2 pelo 4-3-3. Sacou Renato Cajá e Túlio Souza no intervalo e colocou Caio na ponta direita, Edno na armação, Herrera na ponta esquerda, e trouxe Fahel para o meio-campo, para atuar ao lado de Leandro Guerreiro.

Mais de Botafogo 3 x 3 Santos em Goal.

segunda-feira, abril 19, 2010

Fogo de palha?

Baseado nos atuais elencos, pergunto: qual seria a campanha do Botafogo na Série A deste ano?



O título do Carioca é indiscutível. Com todos os méritos, a equipe de Joel Santana conseguiu a proeza de vencer os dois turnos e sagrar-se campeã. No entanto o que mais se ouve é 'o elenco do Bota é o pior do Rio'. Pode até ser. Mas um torneio de tiro curto com jogos eliminatórios não é parâmetro. Nem para o mal, nem para o bem.

Na tentativa de projetar o Brasileirão, baseado nos atuais elencos, na minha visão há uns sete, oito times com mais força que o Botafogo.

Confesso que nos longos oito meses dos pontos corridos, vejo clubes como Inter, Grêmio, Santos, São Paulo, Corinthians, Cruzeiro e Flamengo à frente do Fogão. E se ainda considerarmos o Atlético-MG, o Palmeiras e os próprios Vasco e Fluminense, fica difícil imaginar o Alvi-Negro em outra região da tabela que não a da Sul-Americana.

O caneco do Carioca tem de ser mais do que comemorado, principalmente pelo que aconteceu nos últimos três anos. Contudo o triunfo no estadual não pode, a meu ver, iludir a torcida, a comissão técnica e os dirigentes, no que diz respeito ao restante da temporada.

segunda-feira, março 01, 2010

Reforço de respeito no Botafogo

Sou fã do futebol do Edno desde os tempos de Noroeste. A meu ver ele só não conquistou a titularidade no Corinthians porque o time está, em tese, fechado.

No 3-5-2 em triângulo do Botafogo (dois volantes e um meia), o recém-contratado chega para tomar o lugar de Lúcio Flávio, na minha opinião. Pode jogar no ataque também. Mas penso que atrás de Herrera e Loco Abreu, vai deslanchar (sem abdicar de entrar na área, evidentemente).



Meia-atacante canhoto, alto, com boa visão de jogo e relevante qualidade técnica, além de saber servir os companheiros, Edno conta com um poder de finalização notável.

O vídeo abaixo foi produzido à época da contratação pelo Corinthians. Entre outros, tem golaço no Maracanã sobre o Fluminense. E o próprio Bota também foi vítima do jogador.