Uma temporada não se faz com onze jogadores, nem com trinta. Além do chamado time titular, o segredo é ter no banco de reservas umas quatro ou cinco peças que joguem com frequência, sem que o nível da equipe caia muito. Ou seja, uma temporada se faz com cerca de 15 ou 16 jogadores (e um pouco de sorte, pois uma lesão grave de um jogador chave pode comprometer o desempenho no ano).
No caso do futebol brasileiro, o calendário é uma barreira a mais (talvez a pior). Em função da existência dos estaduais - essa coisa do século passado - os jogos são pouco espaçados e o desgaste é maior. Enquanto as principais ligas da Europa com 20 clubes (38 rodadas) são disputadas em 40 semanas, por exemplo, o Brasileirão é disputado em 30. Faça as contas. Não precisa ser um gênio para entender o malefício que isso traz. Portanto, sim, essa bizarrice que é o calendário brasileiro precisa sempre ser levada em conta nas análises, ainda mais quando a intenção é falar sobre elenco. Agora, dito isso, diria que o segredo é ter 15 ou 16 jogadores dividindo os minutos da temporada.
No caso do Grêmio, essas peças regulares devem ser Jailson, Cícero, Alisson e Jael. Jailson pode dar uma folga para a dupla de volantes Maicon e Arthur, Cícero é o cara ideal para ocupar a posição de Luan entre linhas, Alisson pode dar descanso tanto para Everton quanto para Ramiro (ele faz as duas beiradas) e Jael é a sombra de André (lembrando que Ramiro e até Cícero podem operar na linha dos volantes). Evidentemente que outras posições também precisam de revezamento, em especial as laterais, mas esses quatro devem ser o "12º jogador" e devem entrar com mais frequência que os outros.
O que não pode acontecer é 100% do time titular ser poupado. O rodízio é necessário para se chegar, na medida do possível, bem física e mentalmente ao final da temporada, porém ele precisa ser feito de maneira equilibrada. Dependendo da exigência da próxima partida e do desgaste no momento, poupa-se dois aqui, três ali, e assim vai se administrando a temporada. O que não pode é 100% dos titulares serem eventualmente poupados. Assim como não é aconselhavél colocar o "12º jogador" somente no segundo tempo dos jogos, porque dessa maneira ele não se sente importante. Ele tem que ser titular eventualmente num time composto por, sei lá, 70% dos titulares. Ele não quer ter 90 minutos apenas naqueles jogos onde o time em campo é o dito reserva na sua totalidade. Para se sentir importante e manter um bom nível de competitividade mesmo sendo um "reserva", às vezes é preciso começar a partida com os melhores.
Se Arthur ficar até dezembro e Renato aprender a rodar o elenco, o Grêmio pode sim conquistar o triplete em 2018. O entrosamento, a continuidade do trabalho, o comando, a experiência, a qualidade dos principais jogadores, o estilo de jogo e o encaixe da equipe são fatores que permitem sim ao Grêmio mirar os títulos do Brasileirão, da Libertadores e da Copa do Brasil. É difícil, claro, mas não impossível, pois o time joga o futebol mais eficiente e atraente do país. Para que isso possa se tornar realidade, contudo, Renato tem que rodar o elenco com mais equilíbrio.
PS: Um clube do sul jamais foi campeão brasileiro na era dos pontos corridos (veja aqui a lista dos vencedores desde 2003). Por essas e outras, na minha visão esse deveria ser o foco do Grêmio neste ano.
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segunda-feira, maio 07, 2018
quarta-feira, fevereiro 17, 2016
Top 10 elencos do Brasil 2016
A discordância é livre.
1. Sociedade Esportiva Palmeiras

2. Clube Atlético Mineiro

3. Cruzeiro Esporte Clube

4. Sport Club Corinthians Paulista

5. Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

6. São Paulo Futebol Clube

7. Clube de Regatas do Flamengo

8. Fluminense Football Club

9. Sport Club Internacional

10. Santos Futebol Clube

PS: Os esquemas táticos das pranchetas acima, as ordens de titularidade e as distribuições dos jogadores naturalmente não devem estar 100% corretas. Sem falar em um ou outro atleta que possa ter ficado de fora.
1. Sociedade Esportiva Palmeiras

2. Clube Atlético Mineiro

3. Cruzeiro Esporte Clube

4. Sport Club Corinthians Paulista

5. Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

6. São Paulo Futebol Clube

7. Clube de Regatas do Flamengo

8. Fluminense Football Club

9. Sport Club Internacional

10. Santos Futebol Clube

PS: Os esquemas táticos das pranchetas acima, as ordens de titularidade e as distribuições dos jogadores naturalmente não devem estar 100% corretas. Sem falar em um ou outro atleta que possa ter ficado de fora.
sexta-feira, outubro 03, 2014
Inter favoritaço à vaga na Libertadores
Às vésperas da rodada 26, faço questão de registrar o resultado dessa enquete. Só para comparar com o que vai acontecer ao término da 38ª rodada.
No exato momento o "G7" está assim (25 jogos cada): Cruzeiro 53 pontos, Internacional 47, São Paulo 43, Atlético-MG 43, Grêmio 43, Fluminense 40 e Corinthians 40.

O voto é secreto, mas faço questão de abri-lo: votei em Internacional, São Paulo e Fluminense, não necessariamente pela ordem.
Ah, e é importante lembrar que, se um time brasileiro vencer a Sul-Americana (Bahia, Vitória, São Paulo ou Goiás), o Brasileirão 2014 passa a oferecer três vagas à Libertadores 2015, e não quatro.
No exato momento o "G7" está assim (25 jogos cada): Cruzeiro 53 pontos, Internacional 47, São Paulo 43, Atlético-MG 43, Grêmio 43, Fluminense 40 e Corinthians 40.

O voto é secreto, mas faço questão de abri-lo: votei em Internacional, São Paulo e Fluminense, não necessariamente pela ordem.
Ah, e é importante lembrar que, se um time brasileiro vencer a Sul-Americana (Bahia, Vitória, São Paulo ou Goiás), o Brasileirão 2014 passa a oferecer três vagas à Libertadores 2015, e não quatro.
sexta-feira, maio 02, 2014
Sem continuidade não há êxito
Entre os times brasileiros da Copa Libertadores 2014, Flamengo à parte, o único que tem o mesmo treinador desde o início do ano passado é o Cruzeiro. Não à toa, a equipe treinada por Marcelo Oliveira é a única sobrevivente do mata-mata das oitavas de final.
Não. Não é uma mera coincidência.

Lembre-se: na virada da temporada, Manuel Ángel Portugal assumiu o lugar de Vagner Mancini no Atlético-PR, Enderson Moreira assumiu a vaga de Renato Gaúcho no Grêmio (que havia assumido na metade de 2013 a de Luxemburgo), Paulo Autuori assumiu a de Cuca no Atlético-MG (e já foi demitido, com quatro meses de trabalho), e Eduardo Hungaro assumiu o cargo de Oswaldo Oliveira no Botafogo (e já foi demitido, com menos de quatro meses de trabalho).
"E está claro que, nos dias de hoje, o segredo do sucesso, no futebol brasileiro, é a continuidade do trabalho." Escrevi isso em janeiro de 2007, num post a respeito de Mano Menezes no Grêmio (veja aqui). Janeiro de dois mil e sete. Ou seja: há anos se bate nessa tecla, e ainda assim a maioria dos presidentes de clubes de futebol segue batendo a cabeça na parede, dando murro em ponta de faca. E por que eles fazem isso? Na minha interpretação, fazem porque não entendem nada de futebol (campo e bola), logo não têm conhecimento, nem convicção, para trocar argumentos, sobre campo e bola, com os técnicos. Em regra nossos presidentes não entendem de campo e bola o suficiente para concluírem: "Hm, esse cara tá atrasadíssimo, parou no tempo, não vou contratá-lo para treinar o meu time nem a pau, não por esse preço."
Por essas e outras o conceito de custo-benefício praticamente inexiste entre nossa cartolagem. Paga-se salários de Guardiolas para Joéis Santantas, paga-se salários de Messis para, sei lá, Carlos Eduardos da vida. Veja bem: só para deixar claro, não compartilho da tese de que jogador (e treinador) de futebol ganha muito. O futebol gira muito dinheiro em todas as esferas a seu redor, e as principais peças desse entretenimento bilionário ganham dinheiro dentro dessa proporção. Aqui no Brasil, no entanto, paga-se por uma coisa, mas recebe-se outra muito inferior (até parece nossos impostos, não vemos um retorno à altura).
Não. Não é uma mera coincidência.

Lembre-se: na virada da temporada, Manuel Ángel Portugal assumiu o lugar de Vagner Mancini no Atlético-PR, Enderson Moreira assumiu a vaga de Renato Gaúcho no Grêmio (que havia assumido na metade de 2013 a de Luxemburgo), Paulo Autuori assumiu a de Cuca no Atlético-MG (e já foi demitido, com quatro meses de trabalho), e Eduardo Hungaro assumiu o cargo de Oswaldo Oliveira no Botafogo (e já foi demitido, com menos de quatro meses de trabalho).
"E está claro que, nos dias de hoje, o segredo do sucesso, no futebol brasileiro, é a continuidade do trabalho." Escrevi isso em janeiro de 2007, num post a respeito de Mano Menezes no Grêmio (veja aqui). Janeiro de dois mil e sete. Ou seja: há anos se bate nessa tecla, e ainda assim a maioria dos presidentes de clubes de futebol segue batendo a cabeça na parede, dando murro em ponta de faca. E por que eles fazem isso? Na minha interpretação, fazem porque não entendem nada de futebol (campo e bola), logo não têm conhecimento, nem convicção, para trocar argumentos, sobre campo e bola, com os técnicos. Em regra nossos presidentes não entendem de campo e bola o suficiente para concluírem: "Hm, esse cara tá atrasadíssimo, parou no tempo, não vou contratá-lo para treinar o meu time nem a pau, não por esse preço."
Por essas e outras o conceito de custo-benefício praticamente inexiste entre nossa cartolagem. Paga-se salários de Guardiolas para Joéis Santantas, paga-se salários de Messis para, sei lá, Carlos Eduardos da vida. Veja bem: só para deixar claro, não compartilho da tese de que jogador (e treinador) de futebol ganha muito. O futebol gira muito dinheiro em todas as esferas a seu redor, e as principais peças desse entretenimento bilionário ganham dinheiro dentro dessa proporção. Aqui no Brasil, no entanto, paga-se por uma coisa, mas recebe-se outra muito inferior (até parece nossos impostos, não vemos um retorno à altura).
quinta-feira, abril 10, 2014
Qual brasileiro vai mais longe?
Os outros jogadores do Atlético inscritos na Libertadores: Giovanni, Lee, Réver, Edcarlos, Jemerson, Lucas Cândido, Pedro Botelho, Alex, Claudinei, Fillipe Soutto, Josué, Rosinei, Renan Oliveira, Guilherme, André, Marion, Carlos, Neto Berola, Leonardo (Anelka?).

Os outros jogadores do Cruzeiro inscritos na Libertadores: Elisson, Alan, Alex, Léo, Wallace, Mayke, Egídio, Souza, Tinga, Rodrigo Souza, Nilton, Elber, Alisson, Marlone, Martinuccio, Willian, Borges, Luan, Marcelo Moreno.

Os outros jogadores do Grêmio inscritos na Libertadores: Busatto, Tiago, Bressan, Saimon, Pedro Geromel, Breno, Moisés, Tinga, Léo Gago, Adriano, Matheus Biteco, Jean Deretti, Alán Ruiz, Zé Roberto, Maxi Rodríguez, Everton, Everaldo, Lucas Coelho, Kleber.

CORREÇÃO: Renan Oliveira e Leonardo estão no Sport, e não no Atlético.

Os outros jogadores do Cruzeiro inscritos na Libertadores: Elisson, Alan, Alex, Léo, Wallace, Mayke, Egídio, Souza, Tinga, Rodrigo Souza, Nilton, Elber, Alisson, Marlone, Martinuccio, Willian, Borges, Luan, Marcelo Moreno.

Os outros jogadores do Grêmio inscritos na Libertadores: Busatto, Tiago, Bressan, Saimon, Pedro Geromel, Breno, Moisés, Tinga, Léo Gago, Adriano, Matheus Biteco, Jean Deretti, Alán Ruiz, Zé Roberto, Maxi Rodríguez, Everton, Everaldo, Lucas Coelho, Kleber.

CORREÇÃO: Renan Oliveira e Leonardo estão no Sport, e não no Atlético.
quarta-feira, fevereiro 26, 2014
Grêmio caminha para frente
Candidato é uma coisa, favorito é outra. Favorito só tem um, candidatos têm vários. O favorito, para mim, é o Cruzeiro. Já o Grêmio, para mim, é um dos candidatos (talvez um dos principais candidatos). Dito isso, a vitória por 3 a 0 sobre o Atlético Nacional, nesta terça-feira, na Arena, pela 2ª rodada do grupo 6, é digna de elogios e reflexões de uma maneira geral.
O primeiro elogio é para os jovens Wendell e Luan, nascidos em 1993. De fato, além de dinamismo, ambos dão habilidade ao time. Agregam qualidade individual ao coletivo, com velocidade, dribles e ousadia. Sem dúvida o lado esquerdo fica arisco com eles por ali. Embora não abandone a ponta, o destro Luan busca a faixa central, arrasta o marcador, circula, cola no nove, vira segundo atacante - movimentação que abre o corredor para Wendell chegar à linha de fundo. Quando entrosarem de vez, sai de baixo.

O segundo elogio pertence à dupla Ramiro e Riveros. Com Edinho à frente da zaga, centralizado, Ramiro (direita) e Riveros (esquerda) têm executado com precisão suas funções. São os chamados carrilleros, os caras do apoio, os caras que geram volume de jogo pela faixa central do gramado. Contam com qualidade no passe, na infiltração na área e na finalização. Não à toa eles têm feito gols nesse início de temporada. São peças crucias e complementares no esquema de Enderson Moreira.
A única coisa que me chamou a atenção negativamente (e confesso não saber até que ponto é uma coisa de fato negativa) foi um certo desequilíbrio gerado pela falta de poder de fogo pelo lado direito. Porque, apesar de Zé Roberto fechar aquele flanco sem a bola, com a posse, até por ser um meia canhoto, veterano, pelos atalhos, ele flutua pelo corredor central, enquanto o corredor direito fica somente para Pará. É suficiente atacar pela direita só com Pará? Não sei. Pode ser que seja. Ou pode ser que esse desequilíbrio, essa falta de contundência pela direita, não seja algo grave. Pode ser algo pontual. Enfim, só sei que as expectativas tricolores devem melhorar a cada dia em relação à Copa Libertadores 2014.
O primeiro elogio é para os jovens Wendell e Luan, nascidos em 1993. De fato, além de dinamismo, ambos dão habilidade ao time. Agregam qualidade individual ao coletivo, com velocidade, dribles e ousadia. Sem dúvida o lado esquerdo fica arisco com eles por ali. Embora não abandone a ponta, o destro Luan busca a faixa central, arrasta o marcador, circula, cola no nove, vira segundo atacante - movimentação que abre o corredor para Wendell chegar à linha de fundo. Quando entrosarem de vez, sai de baixo.

O segundo elogio pertence à dupla Ramiro e Riveros. Com Edinho à frente da zaga, centralizado, Ramiro (direita) e Riveros (esquerda) têm executado com precisão suas funções. São os chamados carrilleros, os caras do apoio, os caras que geram volume de jogo pela faixa central do gramado. Contam com qualidade no passe, na infiltração na área e na finalização. Não à toa eles têm feito gols nesse início de temporada. São peças crucias e complementares no esquema de Enderson Moreira.
A única coisa que me chamou a atenção negativamente (e confesso não saber até que ponto é uma coisa de fato negativa) foi um certo desequilíbrio gerado pela falta de poder de fogo pelo lado direito. Porque, apesar de Zé Roberto fechar aquele flanco sem a bola, com a posse, até por ser um meia canhoto, veterano, pelos atalhos, ele flutua pelo corredor central, enquanto o corredor direito fica somente para Pará. É suficiente atacar pela direita só com Pará? Não sei. Pode ser que seja. Ou pode ser que esse desequilíbrio, essa falta de contundência pela direita, não seja algo grave. Pode ser algo pontual. Enfim, só sei que as expectativas tricolores devem melhorar a cada dia em relação à Copa Libertadores 2014.
domingo, outubro 20, 2013
Tudo igual no Gre-Nal
No começo o Inter teve Jorge Henrique aberto à esquerda. Mas logo após o gol de Willians aos 3 minutos e pouco, quem abriu para duelar com Pará foi Otávio. Dessa maneira o camisa 23 passou para dentro e bateu de frente com Souza, de modo que o 8 duelou com Riveros. Já da direita partia o canhoto D’Alessandro, enquanto Damião ficava na referência e João Afonso cercava o atacante Kleber.
Quando saiu a escalação do Grêmio, pensei no 4-4-2 em linha com Vargas e Riveros ou Ramiro nas extremas. Embora alguns cantem no 4-3-3, não deu outra: o chileno atuou à esquerda, com o baixinho Ramiro à direita. Durante alguns momentos da primeira etapa, aliás, Ramiro flutuou pela faixa central, posicionamento que deu liberdade ao lateral-esquerdo colorado. No frigir dos ovos, porém, o 36 tricolor fechou o lado direito.

A estratégia do visitante me pareceu clara: o contra ataque. No entanto, em função da abertura do placar tão cedo, quem passou a adotar o contra golpe foi o mandante, muitas vezes com até Leandro Damião atrás da linha da bola no compacto 4-1-4-1 de Clemer. Apesar das poucas chances criadas, nesse panorama o Inter foi superior ao Grêmio, pelo menos até o golaço contra de Jackson ainda no primeiro tempo. No segundo, com ambas as equipes saindo para o jogo, mais espaços surgiram e o confronto ficou lá e cá.
Pelo lado do Internacional, em desvantagem por 2 a 1 (Vargas virou no início da etapa final), Forlán entrou na vaga de Jorge Henrique e o time passou para o 4-2-3-1, com D’Ale por dentro, o uruguaio em cima de Alex Telles e Otávio na mesma, o flanco esquerdo. Mais tarde Otávio saiu para a entrada de Caio, que entrou para jogar também em cima de Telles, de modo que Forlán inverteu de lado. Já Renato Gaúcho teve de colocar Saimon no lugar de Werley (lesão), e bem mais além, talvez para segurar o empate, colocou Mamute e Wendell nas vagas de Barcos e Vargas.
No fim das contas, o clássico foi bem jogado no Centenário. Tradicionalmente feito de embates amarrados, o Gre-Nal deste domingo apresentou equipes, aos seus estilos, até certo ponto ofensivas, à procura do gol a todo instante. Apesar da superioridade colorada no primeiro tempo, a meu ver o 2 a 2 (D’Alessandro descontou de pênalti) ficou de bom tamanho, em especial por causa dos 45 minutos finais.
Quando saiu a escalação do Grêmio, pensei no 4-4-2 em linha com Vargas e Riveros ou Ramiro nas extremas. Embora alguns cantem no 4-3-3, não deu outra: o chileno atuou à esquerda, com o baixinho Ramiro à direita. Durante alguns momentos da primeira etapa, aliás, Ramiro flutuou pela faixa central, posicionamento que deu liberdade ao lateral-esquerdo colorado. No frigir dos ovos, porém, o 36 tricolor fechou o lado direito.

A estratégia do visitante me pareceu clara: o contra ataque. No entanto, em função da abertura do placar tão cedo, quem passou a adotar o contra golpe foi o mandante, muitas vezes com até Leandro Damião atrás da linha da bola no compacto 4-1-4-1 de Clemer. Apesar das poucas chances criadas, nesse panorama o Inter foi superior ao Grêmio, pelo menos até o golaço contra de Jackson ainda no primeiro tempo. No segundo, com ambas as equipes saindo para o jogo, mais espaços surgiram e o confronto ficou lá e cá.
Pelo lado do Internacional, em desvantagem por 2 a 1 (Vargas virou no início da etapa final), Forlán entrou na vaga de Jorge Henrique e o time passou para o 4-2-3-1, com D’Ale por dentro, o uruguaio em cima de Alex Telles e Otávio na mesma, o flanco esquerdo. Mais tarde Otávio saiu para a entrada de Caio, que entrou para jogar também em cima de Telles, de modo que Forlán inverteu de lado. Já Renato Gaúcho teve de colocar Saimon no lugar de Werley (lesão), e bem mais além, talvez para segurar o empate, colocou Mamute e Wendell nas vagas de Barcos e Vargas.
No fim das contas, o clássico foi bem jogado no Centenário. Tradicionalmente feito de embates amarrados, o Gre-Nal deste domingo apresentou equipes, aos seus estilos, até certo ponto ofensivas, à procura do gol a todo instante. Apesar da superioridade colorada no primeiro tempo, a meu ver o 2 a 2 (D’Alessandro descontou de pênalti) ficou de bom tamanho, em especial por causa dos 45 minutos finais.
quarta-feira, setembro 04, 2013
Para refletir
Não quero tirar os méritos do Atlético-PR. Longe de mim. Palmas para a comissão técnica, que desde que assumiu está invicta (8 vitórias e 3 empates), e palmas para os jogadores, que têm mostrado seu talento e seu valor dentro de campo (além da torcida, que tem lotado a Vila Capanema).
No entanto confesso que tenho me feito uma pergunta ultimamente, e ainda não achei a resposta: até que ponto ter jogado o Campeonato Paranaense com o sub-23 tem pesado nessa brilhante campanha do Furacão?
Eu sei, tem atletas sub-23 na equipe de cima do Atlético. E é evidente que ao longo da temporada vários treinadores pouparam vários titulares aqui e ali, por vários motivos. Contudo, repare no número de partidas feitas até aqui pelos cinco primeiros colocados do Brasileirão, com seus times ditos principais, no ano de 2013.

Veja bem, não pretendo tirar uma conclusão definitiva com essa comparação. Seria precipitado afirmar isso ou aquilo. Trata-se de apenas uma temporada (que ainda não acabou), de uma amostra irrelevante para qualquer tentativa de comprovação. E antes de qualquer tipo de acusação, obviamente não estou defendendo a extinção dos estaduais nesse post.
Sempre lembrando dos méritos do Atlético dentro das quatro linhas, porém, apenas penso que cabe uma reflexão a respeito do nosso calendário, a respeito da nossa pré-temporada, a respeito do inchaço dos estaduais, a respeito das datas FIFA... Enfim, em respeito ao glorioso futebol brasileiro, cabe uma reflexão.
No entanto confesso que tenho me feito uma pergunta ultimamente, e ainda não achei a resposta: até que ponto ter jogado o Campeonato Paranaense com o sub-23 tem pesado nessa brilhante campanha do Furacão?
Eu sei, tem atletas sub-23 na equipe de cima do Atlético. E é evidente que ao longo da temporada vários treinadores pouparam vários titulares aqui e ali, por vários motivos. Contudo, repare no número de partidas feitas até aqui pelos cinco primeiros colocados do Brasileirão, com seus times ditos principais, no ano de 2013.

Veja bem, não pretendo tirar uma conclusão definitiva com essa comparação. Seria precipitado afirmar isso ou aquilo. Trata-se de apenas uma temporada (que ainda não acabou), de uma amostra irrelevante para qualquer tentativa de comprovação. E antes de qualquer tipo de acusação, obviamente não estou defendendo a extinção dos estaduais nesse post.
Sempre lembrando dos méritos do Atlético dentro das quatro linhas, porém, apenas penso que cabe uma reflexão a respeito do nosso calendário, a respeito da nossa pré-temporada, a respeito do inchaço dos estaduais, a respeito das datas FIFA... Enfim, em respeito ao glorioso futebol brasileiro, cabe uma reflexão.
domingo, agosto 18, 2013
Vida longa ao 3-5-2?
Hoje você até vê alguns times na Argentina, outros na Itália, mas esquemas com linha de quatro são imensa maioria se comparados aos esquemas com três zagueiros. Convenhamos, não é à toa que isso acontece, não é por acaso que quase ninguém joga no 3-5-2 ou no 3-6-1. Não há como negar, porém, que jogando dessa maneira, o Grêmio de Renato Gaúcho engatou três vitórias seguidas no Brasileirão. No curto prazo, uma medida que tem funcionado. No longo, no entanto, tenho minhas dúvidas, pois a equipe pode com o tempo se tornar previsível e facilmente anulada.

Basicamente existem duas variações no 3-5-2: dois volantes e um meia, ou um volante (cabeça de área) e dois meias. Esse papo de "três volantes" é relativo. Não se pode se prender à posição de origem do atleta e ignorar as funções que ele desempenha na determinada partida. É verdade que neste sábado, no 3 a 2 sobre o Vasco, os meio campistas (Ramiro, Souza e Riveros) atuaram praticamente em linha. Mas nesse caso a estratégia foi nítida: se defender e matar no contra ataque. Em jogos na Arena, todavia, a tendência é o Tricolor manter a posse e se impor. E justamente por isso penso que Zé Roberto (óbvio) e Elano serão titulares.
Partindo do princípio de que daqui pra frente Renato vai mesmo no 3-5-2, com Werley, Rhodolfo e Bressan na zaga, Pará e Alex Telles nas alas e Kleber e Barcos na frente, sobram três vagas na meia cancha, sendo que duas delas têm dono: Souza e Zé Roberto. Logo, a terceira fica entre Elano, Riveros, Ramiro, Maxi, Adriano. E partindo do princípio de que o Grêmio tem duas variações para trabalhar nesse 3-5-2, entendo que Elano seja titular em uma (prancheta abaixo) e banco na outra.

Titular em uma variação e banco na outra porque Elano é o cara ideal para jogar ao lado de Zé Roberto, com Souza mais atrás, centralizado, no chamado triângulo de base alta (um cabeça de área e dois meias). Em contrapartida, se for para atuar com esse triângulo invertido (dois volantes e um meia), é mais pertinente ter Riveros ou Ramiro ao lado de Souza, Zé Roberto mais à frente, centralizado, mais próximo dos atacantes, e Elano na reserva (se Vargas tá no banco, Elano também pode). Seja como for, com dois volantes e um meia ou um volante e dois meias, tudo indica que essa será a estrutura tática do Grêmio daqui pra frente (estrutura que para mim tem prazo de validade).

Basicamente existem duas variações no 3-5-2: dois volantes e um meia, ou um volante (cabeça de área) e dois meias. Esse papo de "três volantes" é relativo. Não se pode se prender à posição de origem do atleta e ignorar as funções que ele desempenha na determinada partida. É verdade que neste sábado, no 3 a 2 sobre o Vasco, os meio campistas (Ramiro, Souza e Riveros) atuaram praticamente em linha. Mas nesse caso a estratégia foi nítida: se defender e matar no contra ataque. Em jogos na Arena, todavia, a tendência é o Tricolor manter a posse e se impor. E justamente por isso penso que Zé Roberto (óbvio) e Elano serão titulares.
Partindo do princípio de que daqui pra frente Renato vai mesmo no 3-5-2, com Werley, Rhodolfo e Bressan na zaga, Pará e Alex Telles nas alas e Kleber e Barcos na frente, sobram três vagas na meia cancha, sendo que duas delas têm dono: Souza e Zé Roberto. Logo, a terceira fica entre Elano, Riveros, Ramiro, Maxi, Adriano. E partindo do princípio de que o Grêmio tem duas variações para trabalhar nesse 3-5-2, entendo que Elano seja titular em uma (prancheta abaixo) e banco na outra.

Titular em uma variação e banco na outra porque Elano é o cara ideal para jogar ao lado de Zé Roberto, com Souza mais atrás, centralizado, no chamado triângulo de base alta (um cabeça de área e dois meias). Em contrapartida, se for para atuar com esse triângulo invertido (dois volantes e um meia), é mais pertinente ter Riveros ou Ramiro ao lado de Souza, Zé Roberto mais à frente, centralizado, mais próximo dos atacantes, e Elano na reserva (se Vargas tá no banco, Elano também pode). Seja como for, com dois volantes e um meia ou um volante e dois meias, tudo indica que essa será a estrutura tática do Grêmio daqui pra frente (estrutura que para mim tem prazo de validade).
terça-feira, junho 04, 2013
Mais um para a legião brasileira
Tá no site do Globo Esporte: Fernando é do Shakhtar Donetsk por € 13 milhões. Além de se juntar a Luiz Adriano, Douglas Costa, Alex Teixeira, Taison, Ilsinho e Maicon, ele tem tudo para assumir a posição e jogar ao lado do xará Fernandinho, o chamado segundo volante da equipe (claro, desde que Fernandinho permaneça, pois parece que propostas tentadoras não faltam). Veja a prancheta do Zonal Marking.

Pelos valores atuais do mercado internacional, pela bola que joga e pela idade (21 anos), € 13 milhões é um preço justo. Do potencial de Fernando ninguém duvida (exceto Luxemburgo, que escalou Adriano naquele jogo da Libertadores na Arena, lembra?). Portanto é bem possível que daqui, sei lá, três anos, algum gigante da Europa o leve do Shakhtar por, vá lá, uns € 20 milhões. Assim como os portugueses, os ucranianos são excelentes middle men.
Pensando em jogadores brasileiros de nível semelhante e da posição, para efeito de comparação, por exemplo, em 2011, aos 22 anos, o corintiano Jucilei, outro brilhante volante da nova geração, custou aos cofres do Anzhi € 10 milhões. E quatro anos antes, em 2007, o também tricolor Lucas, então com 20 anos de idade, foi vendido ao Liverpool por € 9 milhões.
Sem dúvida, é um desfalque desastroso para o Grêmio. E um reforço de peso para o Shakhtar e sua legião verde e amarela. Perde o futebol jogado por aqui no nosso país e no nosso continente, porém ganha o futebol europeu e, quer queira ou não, por conseguinte, a seleção brasileira.
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Pelos valores atuais do mercado internacional, pela bola que joga e pela idade (21 anos), € 13 milhões é um preço justo. Do potencial de Fernando ninguém duvida (exceto Luxemburgo, que escalou Adriano naquele jogo da Libertadores na Arena, lembra?). Portanto é bem possível que daqui, sei lá, três anos, algum gigante da Europa o leve do Shakhtar por, vá lá, uns € 20 milhões. Assim como os portugueses, os ucranianos são excelentes middle men.
Pensando em jogadores brasileiros de nível semelhante e da posição, para efeito de comparação, por exemplo, em 2011, aos 22 anos, o corintiano Jucilei, outro brilhante volante da nova geração, custou aos cofres do Anzhi € 10 milhões. E quatro anos antes, em 2007, o também tricolor Lucas, então com 20 anos de idade, foi vendido ao Liverpool por € 9 milhões.
Sem dúvida, é um desfalque desastroso para o Grêmio. E um reforço de peso para o Shakhtar e sua legião verde e amarela. Perde o futebol jogado por aqui no nosso país e no nosso continente, porém ganha o futebol europeu e, quer queira ou não, por conseguinte, a seleção brasileira.
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sexta-feira, maio 17, 2013
Luxa assume alto risco e paga caro
Aos 37 minutos do segundo tempo. Foi somente aos 37 minutos do segundo tempo que ocorreu a primeira substituição do Grêmio, logo depois (ou por causa) do gol do Santa Fé. Isso na altitude de Bogotá, onde um novo par de pulmões não faz mal a ninguém. Se o time treinado por Luxemburgo estivesse fazendo uma boa partida, vá lá, poderia se compreender essa demora por uma alteração. Mas não foi o caso. Pelo contrário.

A estratégia da comissão técnica para esse jogo foi equivocada, a meu ver. Nos 2600 metros de altitude da capital colombiana, o Grêmio se compactou com as duas linhas de quatro habituais e buscou o contra golpe com a dupla de ataque. No entanto nem meias, nem volantes, nem laterais se aproximaram com frequência dos isolados Barcos e Vargas. Barcos e Vargas que, por suas vezes, sem a posse da bola, recuavam demais, e quando a retomavam, tinham quilômetros e quilômetros de grama pela frente até a área adversária (correria individual em demasia, que resultou em muito cansaço e pouca produtividade).
Posso estar enganado, contudo fiquei com a impressão de que o Grêmio entrou em campo com o resultado do jogo de ida embaixo do braço, pensando no empate, talvez no zero a zero. Queria achar um gol, jogar por uma bola, queria vencer, claro. Porém sem discriminar a possibilidade de classificação com um zero a zero. O problema é que, no mata-mata, o gol fora de casa é meio caminho andado. E o gol sofrido na Arena não permitiria que a postura tricolor em Bogotá fosse do jeito que foi. Ou seja: o Grêmio entrou com o resultado da partida de ida (vitória) embaixo do braço, mas não deu tanta importância ao placar dela (2 a 1). Luxemburgo sabia disso, assumiu o risco desde o início, e pagou caro por isso.
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A estratégia da comissão técnica para esse jogo foi equivocada, a meu ver. Nos 2600 metros de altitude da capital colombiana, o Grêmio se compactou com as duas linhas de quatro habituais e buscou o contra golpe com a dupla de ataque. No entanto nem meias, nem volantes, nem laterais se aproximaram com frequência dos isolados Barcos e Vargas. Barcos e Vargas que, por suas vezes, sem a posse da bola, recuavam demais, e quando a retomavam, tinham quilômetros e quilômetros de grama pela frente até a área adversária (correria individual em demasia, que resultou em muito cansaço e pouca produtividade).
Posso estar enganado, contudo fiquei com a impressão de que o Grêmio entrou em campo com o resultado do jogo de ida embaixo do braço, pensando no empate, talvez no zero a zero. Queria achar um gol, jogar por uma bola, queria vencer, claro. Porém sem discriminar a possibilidade de classificação com um zero a zero. O problema é que, no mata-mata, o gol fora de casa é meio caminho andado. E o gol sofrido na Arena não permitiria que a postura tricolor em Bogotá fosse do jeito que foi. Ou seja: o Grêmio entrou com o resultado da partida de ida (vitória) embaixo do braço, mas não deu tanta importância ao placar dela (2 a 1). Luxemburgo sabia disso, assumiu o risco desde o início, e pagou caro por isso.
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quinta-feira, abril 11, 2013
Sem a flecha, Grêmio fica no zero
Se Vargas não sentiu nenhuma lesão ou algo do tipo, para mim Luxemburgo mexeu mal na partida contra o Fluminense, na Arena, nesta quarta-feira. Pelo seguinte: o chileno é peça-chave para o contra ataque, e com um homem a menos (Cris expulso no fim do primeiro tempo), o contra ataque é uma estratégia pertinente.

Se o Fluminense iria cair na armadilha ou não são outros quinhentos. Contudo, com um homem a menos, o Grêmio poderia ter se fechado com duas linhas de quatro – mais Barcos na frente –, abdicado da posse da bola, atraído o adversário para seu campo e explorado o contra golpe com seu arco e sua flecha.
Quem são o arco e a flecha gremistas? Respectivamente, Barcos e Vargas. Teria dado certo? Se não tivesse sido substituído no intervalo, o camisa 8 poderia ter decidido o jogo a favor dos donos da casa? Não sei. Jamais saberemos. Até porque a primeira etapa de Vargas foi ruim. Ainda assim, não tenho dúvidas de que a melhor opção era tê-lo deixado no gramado.
Insisto: se Vargas sentiu alguma coisa, esse post se torna inválido. Mas se não, a meu ver, Luxemburgo mexeu mal. Porque entre os membros do elenco, ele é quem melhor reúne as características do contra ataque (velocidade, habilidade, condução) – municiado por Barcos, atacante de mobilidade, visão de jogo, qualidade no passe e no lançamento.
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Se o Fluminense iria cair na armadilha ou não são outros quinhentos. Contudo, com um homem a menos, o Grêmio poderia ter se fechado com duas linhas de quatro – mais Barcos na frente –, abdicado da posse da bola, atraído o adversário para seu campo e explorado o contra golpe com seu arco e sua flecha.
Quem são o arco e a flecha gremistas? Respectivamente, Barcos e Vargas. Teria dado certo? Se não tivesse sido substituído no intervalo, o camisa 8 poderia ter decidido o jogo a favor dos donos da casa? Não sei. Jamais saberemos. Até porque a primeira etapa de Vargas foi ruim. Ainda assim, não tenho dúvidas de que a melhor opção era tê-lo deixado no gramado.
Insisto: se Vargas sentiu alguma coisa, esse post se torna inválido. Mas se não, a meu ver, Luxemburgo mexeu mal. Porque entre os membros do elenco, ele é quem melhor reúne as características do contra ataque (velocidade, habilidade, condução) – municiado por Barcos, atacante de mobilidade, visão de jogo, qualidade no passe e no lançamento.
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sexta-feira, abril 05, 2013
Como vai ser sem Elano?
Não vi o jogo, logo não posso avaliar o desempenho do time. Mas o fato é que depois daquela partida contra o Cruzeiro pelo Gauchão, criticou-se em peso o esquema com três atacantes (não sei se com razão, pois é prematuro afirmar isso ou aquilo baseado apenas em 90 minutos). Como disse, não vi o jogo, contudo tenho convicção de que um esquema com três atacantes jamais vai dar certo se Kleber foi um deles, por causa de suas características. Já com Welliton são outros quinhentos.
Na temporada 2013 Luxemburgo encaixou a equipe no 4-4-2 em linha com Fernando e Souza por dentro, Elano e Zé Roberto fechando os lados do campo sem a posse da bola, e Barcos e Vargas no ataque. Deu e está dando muito certo, não há como negar. No entanto, em função da lesão de Elano (fora por cerca de um mês), vejo com bons olhos a oportunidade de alteração na estrutura tática do Grêmio - no caso para um 4-3-3 com Vargas na ponta direita e Welliton na ponta esquerda (ou até mesmo para um 4-2-3-1 com Vargas, Zé Roberto e Welliton na linha de três).

Veja bem: essa é apenas uma opção. Uma opção que me agrada bastante, por sinal, mas que tenho dúvidas se Luxa irá adotar. O mais provável é uma troca feijão com arroz mesmo, seis por meia dúzia... Ou seja: Marco Antonio no lugar de Elano - guardadas as devidas proporções técnicas e emocionais (experiência) dos dois. Outra alternativa pode ser o volante Adriano. Não sei. Colocá-lo ao lado de Fernando e atribuir funções ofensivas a Souza, meio-campista super qualificado no apoio. Pode ser.
Seja como for, com Welliton, Marco Antonio ou Adriano, no 4-4-2, no 4-3-3 ou no 4-2-3-1, o clássico decisivo com o Fluminense tem data e local definidos: quarta-feira que vem na Arena. Se vencer, o tricolor gaúcho assume a liderança do Grupo 8 com 9 pontos, deixando o tricolor de Laranjeiras e o Huachipato com 7. Para registro, na última rodada os confrontos são Huachipato vs Grêmio e Fluminense vs Caracas, no dia 18 de abril.
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Na temporada 2013 Luxemburgo encaixou a equipe no 4-4-2 em linha com Fernando e Souza por dentro, Elano e Zé Roberto fechando os lados do campo sem a posse da bola, e Barcos e Vargas no ataque. Deu e está dando muito certo, não há como negar. No entanto, em função da lesão de Elano (fora por cerca de um mês), vejo com bons olhos a oportunidade de alteração na estrutura tática do Grêmio - no caso para um 4-3-3 com Vargas na ponta direita e Welliton na ponta esquerda (ou até mesmo para um 4-2-3-1 com Vargas, Zé Roberto e Welliton na linha de três).

Veja bem: essa é apenas uma opção. Uma opção que me agrada bastante, por sinal, mas que tenho dúvidas se Luxa irá adotar. O mais provável é uma troca feijão com arroz mesmo, seis por meia dúzia... Ou seja: Marco Antonio no lugar de Elano - guardadas as devidas proporções técnicas e emocionais (experiência) dos dois. Outra alternativa pode ser o volante Adriano. Não sei. Colocá-lo ao lado de Fernando e atribuir funções ofensivas a Souza, meio-campista super qualificado no apoio. Pode ser.
Seja como for, com Welliton, Marco Antonio ou Adriano, no 4-4-2, no 4-3-3 ou no 4-2-3-1, o clássico decisivo com o Fluminense tem data e local definidos: quarta-feira que vem na Arena. Se vencer, o tricolor gaúcho assume a liderança do Grupo 8 com 9 pontos, deixando o tricolor de Laranjeiras e o Huachipato com 7. Para registro, na última rodada os confrontos são Huachipato vs Grêmio e Fluminense vs Caracas, no dia 18 de abril.
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quinta-feira, março 07, 2013
Quem melhor se reforçou?
Não quero brincar de oportunista por causa do resultado desta quarta-feira, no Engenhão (não vi o jogo). Mas me ocorreu que, ao contrário dos rivais brasileiros na competição, o Fluminense não contratou nenhum titular de ofício.
Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Deco e Jean; Wellington Nem, Fred e Thiago Neves. Apesar das variações táticas (4-2-3-1, 4-3-3, 4-4-2), no fim das contas é esse o onze inicial do campeão brasileiro de 2012 na Libertadores de 2013.
Quanto ao vice-campeão brasileiro, um novo nome de peso, velho conhecido da torcida: Diego Tardelli. Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Júnior César; Pierre, Leandro Donizete; Diego Tardelli, Ronaldinho, Bernard; e Jô. Em regra, distribuídos no 4-2-3-1.

Quando pensamos no São Paulo, entra em campo um asterisco: Paulo Henrique Ganso. Praticamente não jogou no ano passado, porém foi contratado em 2012, acabou estreando em novembro contra o Náutico. Hoje, encontra-se no banco, por decisão de Ney Franco. Portanto, pode-se dizer que somente Lúcio (e Aloísio?) entram na categoria "novos titulares". Que no caso do tricolor paulista, no 4-2-3-1, são Rogério Ceni; Douglas, Lúcio, Toloi e Cortez; Wellington, Denilson; Aloísio, Jadson, Osvaldo; e Luis Fabiano.
Já o alvinegro da mesma cidade, dono dos cinturões do continente e do planeta, investiu alto (e certeiro). Renato Augusto, Alexandre Pato e Gil. Gil, aliás, deu sorte porque Chicão se machucou e ele logo entrou na equipe. Renato e Pato tiveram de esperar um pouco mais, mas hoje ("demorou") já são considerados titulares. No 4-4-2 em linha o Corinthians alinha Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Renato Augusto, Paulinho, Ralf e Danilo; Guerrero e Pato.
Fluminense contratou nem um titular, Atlético um, São Paulo dois (com Aloísio), Corinthians três, e Grêmio... cinco. Nada menos que cinco atletas chegaram a Porto Alegre com vagas garantidas, nem precisou de flanelinha. São eles: Dida, Cris, André Santos, Vargas e Barcos. A força máxima que bateu o Flu e o Caracas com muita autoridade, e que tem tudo para crescer no torneio, atende por Dida; Pará, Werley, Cris e André Santos; Elano, Fernando, Souza e Zé Roberto; Vargas e Barcos (4-4-2 em linha).
Com todo respeito à entidade, à torcida, à comissão técnica, aos jogadores e aos cartolas, nessa Libertadores o Palmeiras é meio que café com leite - pura e simplesmente em função do processo delicado de transição pelo qual tem atravessado (rebaixamento, reformulção dentro e fora das quatro linhas, etc). Ainda assim, para registro, cinco (e Souza?) são os novos titulares: Fernando Prass, Weldinho, Marcelo Oliveira, Vilson e Kleber. No 4-2-3-1 'torto', como define André Rocha (valeu pelos links!), Prass; Weldinho, Henrique, Maurício Ramos e Marcelo Oliveira; Vilson, Márcio Araújo; Welsey, Valdivia, Vinicius; e Kleber.
É pretensão demais querer afirmar que esse é o onze desse, aquele é o onze daquele, que fulano é banco e beltrano é titular absoluto. Eu sei. Contudo a essa altura do campeonato (estamos na 3ª rodada da fase de grupos) talvez já seja possível identificar a preferência dos treinadores.
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Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Deco e Jean; Wellington Nem, Fred e Thiago Neves. Apesar das variações táticas (4-2-3-1, 4-3-3, 4-4-2), no fim das contas é esse o onze inicial do campeão brasileiro de 2012 na Libertadores de 2013.
Quanto ao vice-campeão brasileiro, um novo nome de peso, velho conhecido da torcida: Diego Tardelli. Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Júnior César; Pierre, Leandro Donizete; Diego Tardelli, Ronaldinho, Bernard; e Jô. Em regra, distribuídos no 4-2-3-1.

Quando pensamos no São Paulo, entra em campo um asterisco: Paulo Henrique Ganso. Praticamente não jogou no ano passado, porém foi contratado em 2012, acabou estreando em novembro contra o Náutico. Hoje, encontra-se no banco, por decisão de Ney Franco. Portanto, pode-se dizer que somente Lúcio (e Aloísio?) entram na categoria "novos titulares". Que no caso do tricolor paulista, no 4-2-3-1, são Rogério Ceni; Douglas, Lúcio, Toloi e Cortez; Wellington, Denilson; Aloísio, Jadson, Osvaldo; e Luis Fabiano.
Já o alvinegro da mesma cidade, dono dos cinturões do continente e do planeta, investiu alto (e certeiro). Renato Augusto, Alexandre Pato e Gil. Gil, aliás, deu sorte porque Chicão se machucou e ele logo entrou na equipe. Renato e Pato tiveram de esperar um pouco mais, mas hoje ("demorou") já são considerados titulares. No 4-4-2 em linha o Corinthians alinha Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Renato Augusto, Paulinho, Ralf e Danilo; Guerrero e Pato.
Fluminense contratou nem um titular, Atlético um, São Paulo dois (com Aloísio), Corinthians três, e Grêmio... cinco. Nada menos que cinco atletas chegaram a Porto Alegre com vagas garantidas, nem precisou de flanelinha. São eles: Dida, Cris, André Santos, Vargas e Barcos. A força máxima que bateu o Flu e o Caracas com muita autoridade, e que tem tudo para crescer no torneio, atende por Dida; Pará, Werley, Cris e André Santos; Elano, Fernando, Souza e Zé Roberto; Vargas e Barcos (4-4-2 em linha).
Com todo respeito à entidade, à torcida, à comissão técnica, aos jogadores e aos cartolas, nessa Libertadores o Palmeiras é meio que café com leite - pura e simplesmente em função do processo delicado de transição pelo qual tem atravessado (rebaixamento, reformulção dentro e fora das quatro linhas, etc). Ainda assim, para registro, cinco (e Souza?) são os novos titulares: Fernando Prass, Weldinho, Marcelo Oliveira, Vilson e Kleber. No 4-2-3-1 'torto', como define André Rocha (valeu pelos links!), Prass; Weldinho, Henrique, Maurício Ramos e Marcelo Oliveira; Vilson, Márcio Araújo; Welsey, Valdivia, Vinicius; e Kleber.
É pretensão demais querer afirmar que esse é o onze desse, aquele é o onze daquele, que fulano é banco e beltrano é titular absoluto. Eu sei. Contudo a essa altura do campeonato (estamos na 3ª rodada da fase de grupos) talvez já seja possível identificar a preferência dos treinadores.
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quarta-feira, março 06, 2013
Mergulhado na Libertadores
Zé Roberto. O nome do jogo. Sem dó nem piedade afundou o Caracas com dois gols, nesta terça, na Arena. Werley, o zagueiro-artilheiro, e Barcos, o capitão da tripulação tricolor dentro das quatro linhas, também balançaram as redes (4 a 1).
Tenho consciência de que seja prematuro, imediatista e irresponsável afirmar isso a essa altura do campeonato. E de que a probabilidade de eu queimar a língua é bastante alta. Contudo, baseado nos elencos – quantidade e qualidade – e nas comissões técnicas, hoje vejo apenas um time capaz de bater o Corinthians no mata-mata: o Grêmio.

O que pode pesar contra os comandados de Luxemburgo é o curto tempo de vida. É a falta de entrosamento. Dida, Cris, André Santos, Vargas e Bacos chegaram nessa temporada. Estamos falando de cinco titulares. Sincronia não se adquire da noite pro dia. Porém não há como negar que as exibições contra o Fluminense, no Rio de Janeiro, e contra o Caracas, em Porto Alegre, lavaram a alma dos tricolores gaúchos (noves fora o balde de água fria nos concorrentes).
Experiência de sobra sob a trave, um zagueiro forte na jogada aérea (Cris nem tanto), um lateral agudo no apoio (Pará nem tanto), dois volantes que transbordam fôlego, que defendem e atacam com a mesma eficiência, dois meias (em ótima fase) rodados e dotados tecnicamente, um atacante veloz e habilidoso, outro completo e goleador. Some a esse onze um banco de reservas de respeito e um treinador sedento pelo título que lhe falta, e está composta a receita duma bela campanha.
Claro que qualquer um pode morrer no mata-mata. Estamos falando de futebol. Em 180 minutos tudo pode acontecer, independente de quem esteja do outro lado do campo. Entre os integrantes brasileiros, no entanto, a evolução gremista dentro da competição está nitidamente à vista - a exemplo da alvinegra liderada por Alexandre Pato e Renato Augusto. O que não quer dizer que Fluminense, Atlético, São Paulo e Palmeiras irão morrer na praia, pois ainda há muita água para passar debaixo da ponte.
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Tenho consciência de que seja prematuro, imediatista e irresponsável afirmar isso a essa altura do campeonato. E de que a probabilidade de eu queimar a língua é bastante alta. Contudo, baseado nos elencos – quantidade e qualidade – e nas comissões técnicas, hoje vejo apenas um time capaz de bater o Corinthians no mata-mata: o Grêmio.

O que pode pesar contra os comandados de Luxemburgo é o curto tempo de vida. É a falta de entrosamento. Dida, Cris, André Santos, Vargas e Bacos chegaram nessa temporada. Estamos falando de cinco titulares. Sincronia não se adquire da noite pro dia. Porém não há como negar que as exibições contra o Fluminense, no Rio de Janeiro, e contra o Caracas, em Porto Alegre, lavaram a alma dos tricolores gaúchos (noves fora o balde de água fria nos concorrentes).
Experiência de sobra sob a trave, um zagueiro forte na jogada aérea (Cris nem tanto), um lateral agudo no apoio (Pará nem tanto), dois volantes que transbordam fôlego, que defendem e atacam com a mesma eficiência, dois meias (em ótima fase) rodados e dotados tecnicamente, um atacante veloz e habilidoso, outro completo e goleador. Some a esse onze um banco de reservas de respeito e um treinador sedento pelo título que lhe falta, e está composta a receita duma bela campanha.
Claro que qualquer um pode morrer no mata-mata. Estamos falando de futebol. Em 180 minutos tudo pode acontecer, independente de quem esteja do outro lado do campo. Entre os integrantes brasileiros, no entanto, a evolução gremista dentro da competição está nitidamente à vista - a exemplo da alvinegra liderada por Alexandre Pato e Renato Augusto. O que não quer dizer que Fluminense, Atlético, São Paulo e Palmeiras irão morrer na praia, pois ainda há muita água para passar debaixo da ponte.
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quinta-feira, fevereiro 21, 2013
A dupla da meia cancha
Hoje a dupla é Vilson e Márcio Araújo. Mas Léo Gago pode em breve se tornar titular do Palmeiras. Já as outras são Wellington e Denilson, Edinho e Jean, Pierre e Leandro Donizete, Ralf e Paulinho, e Fernando e Souza.
Essas são as duplas de volantes dos participantes brasileiros da Libertadores. Com exceção feita à do Palmeiras, que talvez esteja um degrau abaixo das demais, todas excelentes. E entre elas, talvez, a do Corithians seja unanimidade. Na minha visão, contudo, a do Grêmio não fica muito atrás.

Prestes a completar 21 anos, nesta quarta-feira Fernando mostrou ao mundo e ao seu comandante que é infinitamente superior a Adriano em todos aspectos (defensivos e ofensivos), e que a escolha feita por Luxemburgo contra o Huachipato foi equivocada, inexplicável e injustificável.
Quanto a Souza e seus 24 anos, têm comprovado o que se viu na temporada passada: força física e qualidade técnica aliadas a favor do time. Inteligência e sabedoria na hora de decidir se soube ou se fica, se fica ou se vai. E nas duas funções, vai bem.
Se você me perguntar hoje, vou preferir Ralf e Paulinho - até pelo entrosamento de longa data. Porém se a pergunta for feita daqui, sei lá, três meses, é provável que eu mude de opinião e opte por Fernando e Souza, porque tenho a impressão de que a dupla alvinegra já atingiu seu "limite", enquanto a tricolor só tende a crescer - até pela juventude.
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Essas são as duplas de volantes dos participantes brasileiros da Libertadores. Com exceção feita à do Palmeiras, que talvez esteja um degrau abaixo das demais, todas excelentes. E entre elas, talvez, a do Corithians seja unanimidade. Na minha visão, contudo, a do Grêmio não fica muito atrás.

Prestes a completar 21 anos, nesta quarta-feira Fernando mostrou ao mundo e ao seu comandante que é infinitamente superior a Adriano em todos aspectos (defensivos e ofensivos), e que a escolha feita por Luxemburgo contra o Huachipato foi equivocada, inexplicável e injustificável.
Quanto a Souza e seus 24 anos, têm comprovado o que se viu na temporada passada: força física e qualidade técnica aliadas a favor do time. Inteligência e sabedoria na hora de decidir se soube ou se fica, se fica ou se vai. E nas duas funções, vai bem.
Se você me perguntar hoje, vou preferir Ralf e Paulinho - até pelo entrosamento de longa data. Porém se a pergunta for feita daqui, sei lá, três meses, é provável que eu mude de opinião e opte por Fernando e Souza, porque tenho a impressão de que a dupla alvinegra já atingiu seu "limite", enquanto a tricolor só tende a crescer - até pela juventude.
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O arco e a flecha tricolores
Quando se pensa na dupla Barcos e Vargas a obviedade pode ser cruel e traiçoeira. Logo de cara, imagine-se: Barcos é a referência e Vargas o segundo atacante, o cara da movimentação e da preparação. Durante boa parte é assim mesmo. Essa é a regra. Mas como toda, existe exceção.

O segundo tempo do massacre do Engenhão, nesta quarta, mostrou isso. Em vantagem no placar, engatilhada para contra atacar, a equipe treinada por Luxemburgo se armou com Barcos mais recuado, para arquitetar e ditar o ritmo do jogo, enquanto Vargas trabalhou como último homem, no limite da linha da zaga do Fluminense.
Houve outros lances. É só pinçar. Porém para exemplificar essa versatilidade em alto nível do jogador argentino, essa variação no setor ofensivo, esse arco e flecha, nada melhor que o terceiro gol.
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O segundo tempo do massacre do Engenhão, nesta quarta, mostrou isso. Em vantagem no placar, engatilhada para contra atacar, a equipe treinada por Luxemburgo se armou com Barcos mais recuado, para arquitetar e ditar o ritmo do jogo, enquanto Vargas trabalhou como último homem, no limite da linha da zaga do Fluminense.
Houve outros lances. É só pinçar. Porém para exemplificar essa versatilidade em alto nível do jogador argentino, essa variação no setor ofensivo, esse arco e flecha, nada melhor que o terceiro gol.
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quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Pré-jogo do choque tricolor
Terá Luxemburgo a audácia de iniciar com Vargas, Barcos e Welliton? Particularmente entendo que seja a melhor alternativa para o Grêmio, não somente para encarar o Fluminense no Engenhão, nesta quarta-feira, mas também para o desenrolar da temporada. Na minha primeira prévia, quando Barcos estava sendo contratado, inclusive, essa foi a opção mais pertinente que me veio à cabeça, no 4-3-3 (confira aqui).
As interrogações que cercam esse clássico pairam apenas sobre a Azenha. Se por um lado o desentrosamento transborda, e ainda não se sabe ao certo quem é quem no time, do outro existem certezas e mais certezas, afinal, a equipe de Laranjeiras é a mesma do ano passado, que conquistou o Brasileirão.
Se Luxemburgo ousar, escalando o trio na frente, provavelmente os duelos da meia cancha ficarão estabelecidos entre Edinho e Zé Roberto, Jean e Elano, e Deco e Souza. Evidente que a marcação não é individual, porém na maior parte do tempo devem ser estes os confrontos. Já pelas beiradas, Bruno e Carlinhos bateriam de frente com Welliton e Vargas, enquanto Wellington Nem e Thiago Neves pegariam André Santos e Pará. As investidas do ligeiro e habilidoso Nem em cima e às costas de André Santos, aliás, podem ser perigosas. Essa pode ser a batalha-chave.

Honestamente, acho difícil Luxa iniciar dessa maneira. É mais provável que Welliton comece no banco e Fernando no campo. (Não creio que ele cometerá novamente o erro bizarro de começar com Adriano na vaga de Fernando, como fez contra o Huachipato.) Logo, se assim for, o Grêmio deve manter o esquema do primeiro tempo da partida da semana passada: um 4-2-3-1 com Vargas, Elano e Zé Roberto na linha de três, e a dupla de volantes composta por Souza e Fernando.
Outra possibilidade, ainda com Welliton na reserva e Fernando no gramado, é o povoamento do meio de campo por parte do Grêmio. Ao invés de atuar aberto à esquerda, Zé Roberto flutuaria mais pelo corredor central, transformando a estrutura num 4-4-2. Caso isso ocorra, pode ser que Abel faça o mesmo, para igualar numericamente o setor, passando Thiago Neves para a faixa central, espelhando taticamente a peleja.
Não são poucas as opções. Com certeza existem outras, que sequer passaram pela minha mente no momento, e que por uma série de detalhes deixei de fora desse post. Por isso nesse início de temporada podemos dizer que, talvez esse Fluminense vs Grêmio seja o jogo onde o xadrez pré-partida tenha tomado dimensões maiores do que em outros carnavais - claro, também em função de sua importância, em especial graças à derrota do Grêmio na Arena na estreia da fase de grupos. Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 22h (horário de Brasília).
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As interrogações que cercam esse clássico pairam apenas sobre a Azenha. Se por um lado o desentrosamento transborda, e ainda não se sabe ao certo quem é quem no time, do outro existem certezas e mais certezas, afinal, a equipe de Laranjeiras é a mesma do ano passado, que conquistou o Brasileirão.
Se Luxemburgo ousar, escalando o trio na frente, provavelmente os duelos da meia cancha ficarão estabelecidos entre Edinho e Zé Roberto, Jean e Elano, e Deco e Souza. Evidente que a marcação não é individual, porém na maior parte do tempo devem ser estes os confrontos. Já pelas beiradas, Bruno e Carlinhos bateriam de frente com Welliton e Vargas, enquanto Wellington Nem e Thiago Neves pegariam André Santos e Pará. As investidas do ligeiro e habilidoso Nem em cima e às costas de André Santos, aliás, podem ser perigosas. Essa pode ser a batalha-chave.

Honestamente, acho difícil Luxa iniciar dessa maneira. É mais provável que Welliton comece no banco e Fernando no campo. (Não creio que ele cometerá novamente o erro bizarro de começar com Adriano na vaga de Fernando, como fez contra o Huachipato.) Logo, se assim for, o Grêmio deve manter o esquema do primeiro tempo da partida da semana passada: um 4-2-3-1 com Vargas, Elano e Zé Roberto na linha de três, e a dupla de volantes composta por Souza e Fernando.
Outra possibilidade, ainda com Welliton na reserva e Fernando no gramado, é o povoamento do meio de campo por parte do Grêmio. Ao invés de atuar aberto à esquerda, Zé Roberto flutuaria mais pelo corredor central, transformando a estrutura num 4-4-2. Caso isso ocorra, pode ser que Abel faça o mesmo, para igualar numericamente o setor, passando Thiago Neves para a faixa central, espelhando taticamente a peleja.
Não são poucas as opções. Com certeza existem outras, que sequer passaram pela minha mente no momento, e que por uma série de detalhes deixei de fora desse post. Por isso nesse início de temporada podemos dizer que, talvez esse Fluminense vs Grêmio seja o jogo onde o xadrez pré-partida tenha tomado dimensões maiores do que em outros carnavais - claro, também em função de sua importância, em especial graças à derrota do Grêmio na Arena na estreia da fase de grupos. Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 22h (horário de Brasília).
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quinta-feira, fevereiro 14, 2013
Grêmio corre contra o tempo
Sem tirar os méritos do Huachipato, o Grêmio pagou o pato pela falta de entrosamento. Com cinco titulares que chegaram nessa temporada (Cris, André Santos, Adriano, Vargas e Barcos), o time treinado por Luxemburgo esteve perdidinho em campo, espalhado pelo gramado.
Postado num 4-2-3-1 confuso, as chamadas pequenas sociedades praticamente inexistiram. Os laterais pouco conversaram com os pontas, os volantes não saíram para o jogo, e a troca constante de posição entre os membros da linha de três (Vargas, Zé Roberto e Elano), a meu ver, não ajudou em nada.
Barcos e André Santos desde o início dá para entender. A escolha por Adriano, todavia, é injustificável. É verdade que foi sua estreia, mas o fato é que o ex-santista ficou mais perdido que peido em bombacha. Fernando na reserva foi um equívoco grotesco.
Na segunda etapa o Tricolor melhorou, com Moreno na vaga de Adriano, estruturado no 4-3-3, com Elano na meia direita, Zé Roberto na meia esquerda, Vargas na ponta direita, e Barcos e Marcelo Moreno se revezando na referência do ataque. A diferença é que o argentino sabe jogar longe da área, enquanto o boliviano é "apenas" um finalizador.
Na segunda etapa o Tricolor melhorou, mas não conseguiu evitar a derrota por 2 a 1; e o próximo confronto é contra o Fluminense no Engenhão. Não há motivos para se desesperar. No entanto Luxa precisa encontrar o onze ideal o quanto antes - onze que, para mim, deveria ter Vargas, Barcos e Welliton na frente, no mesmo 4-3-3 do segundo tempo desta quinta-feira.
Quanto ao entrosamento, virá com a definição da equipe titular, com os treinamentos e os jogos - em especial do Gauchão. Só espero que não seja tarde.
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Postado num 4-2-3-1 confuso, as chamadas pequenas sociedades praticamente inexistiram. Os laterais pouco conversaram com os pontas, os volantes não saíram para o jogo, e a troca constante de posição entre os membros da linha de três (Vargas, Zé Roberto e Elano), a meu ver, não ajudou em nada.
Barcos e André Santos desde o início dá para entender. A escolha por Adriano, todavia, é injustificável. É verdade que foi sua estreia, mas o fato é que o ex-santista ficou mais perdido que peido em bombacha. Fernando na reserva foi um equívoco grotesco.
Na segunda etapa o Tricolor melhorou, com Moreno na vaga de Adriano, estruturado no 4-3-3, com Elano na meia direita, Zé Roberto na meia esquerda, Vargas na ponta direita, e Barcos e Marcelo Moreno se revezando na referência do ataque. A diferença é que o argentino sabe jogar longe da área, enquanto o boliviano é "apenas" um finalizador.
Na segunda etapa o Tricolor melhorou, mas não conseguiu evitar a derrota por 2 a 1; e o próximo confronto é contra o Fluminense no Engenhão. Não há motivos para se desesperar. No entanto Luxa precisa encontrar o onze ideal o quanto antes - onze que, para mim, deveria ter Vargas, Barcos e Welliton na frente, no mesmo 4-3-3 do segundo tempo desta quinta-feira.
Quanto ao entrosamento, virá com a definição da equipe titular, com os treinamentos e os jogos - em especial do Gauchão. Só espero que não seja tarde.
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sexta-feira, novembro 30, 2012
Qual a melhor opção para Robinho?
Parece que Robinho pretende voltar ao Brasil. Seria uma boa para ele, pessoal e profissionalmente, me parece. E imagino, salário à parte, que a vaga na Libertadores 2013 poderia pesar em sua decisão. Logo, se assim for, Grêmio, Atlético, São Paulo ou Fluminense seria seu destino. Palmeiras ou Corinthians, honestamente, soa-me improvável.
Salário à parte, qual seria, entre os quatro candidatos citados, a opção mais interessante ao jogador: Fluminense, Grêmio, Atlético ou São Paulo? Claro que quem sabe o que é melhor para ele é ele mesmo e sua família. Contudo, analisando de longe, em matéria de time e de força na competição continental, o campeão brasileiro de 2012 largaria na frente, na minha visão.

Eu sei, estou apenas especulando, sequer existe uma informação que indique a vontade do clube carioca em contratar Robinho. E vice-versa. No entanto, dentro das quatro linhas, o atacante cairia como uma luva na equipe de Abelão. Assumiria a ponta esquerda sem cerimônias. Com Wellington Nem por um lado e Robinho pelo outro, o Flu ficaria mais equilibrado e contundente ofensivamente. No São Paulo, a ideia seria semelhante. Sem Lucas, Ney Franco teria Osvaldo (se ficar) e Robinho pelas pontas. Interesse concreto, porém, segundo o Blog Primeira Mão, existe apenas por parte de Grêmio e Atlético.
O raciocínio aplicado ao Fluminense e ao São Paulo se aplicaria ao Atlético. Também estruturado no 4-2-3-1, o time de Cuca teria Robinho e Bernard pelas beiradas, com Ronaldinho por dentro, além do nove. Claro, desde que Bernard permaneça no Galo. Cá entre nós, daria samba.
Quanto ao Grêmio, entendo que haveria mais dúvidas do que certezas, no que diz respeito a campo e bola. A dupla Kleber-Marcelo Moreno é meio que uma incógnita. Gera mais interrogação do que exclamação. Taticamente, a meu ver, seria complicado encaixar os três. Alguém (Kleber?) teria de ficar de fora - o que não chegaria a ser uma heresia. Problema para Luxemburgo. Seja como for, e seja para onde for, Robinho seria muito bem-vindo de volta. E não tenho dúvida de que iria render acima da média.
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Eu sei, estou apenas especulando, sequer existe uma informação que indique a vontade do clube carioca em contratar Robinho. E vice-versa. No entanto, dentro das quatro linhas, o atacante cairia como uma luva na equipe de Abelão. Assumiria a ponta esquerda sem cerimônias. Com Wellington Nem por um lado e Robinho pelo outro, o Flu ficaria mais equilibrado e contundente ofensivamente. No São Paulo, a ideia seria semelhante. Sem Lucas, Ney Franco teria Osvaldo (se ficar) e Robinho pelas pontas. Interesse concreto, porém, segundo o Blog Primeira Mão, existe apenas por parte de Grêmio e Atlético.
O raciocínio aplicado ao Fluminense e ao São Paulo se aplicaria ao Atlético. Também estruturado no 4-2-3-1, o time de Cuca teria Robinho e Bernard pelas beiradas, com Ronaldinho por dentro, além do nove. Claro, desde que Bernard permaneça no Galo. Cá entre nós, daria samba.
Quanto ao Grêmio, entendo que haveria mais dúvidas do que certezas, no que diz respeito a campo e bola. A dupla Kleber-Marcelo Moreno é meio que uma incógnita. Gera mais interrogação do que exclamação. Taticamente, a meu ver, seria complicado encaixar os três. Alguém (Kleber?) teria de ficar de fora - o que não chegaria a ser uma heresia. Problema para Luxemburgo. Seja como for, e seja para onde for, Robinho seria muito bem-vindo de volta. E não tenho dúvida de que iria render acima da média.
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