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quarta-feira, junho 23, 2010

Gigante adormecido

Donovan marcou aos 45 do segundo tempo e os Estados Unidos se classificaram às oitavas de final em primeiro lugar no Grupo C, acima da toda poderosa Inglaterra, inventora do esporte.



Sou da tese de que, se o futebol fosse tradicional nos EUA, eles seriam, no mínimo, tetra ou pentacampeões do mundo. Claro que o sucesso ou não de uma seleção não se mede por esse dado estatístico, mas ele é bastante relevante.

Tomemos como exemplos os países que já ergueram a Copa. Hoje a Inglaterra tem cerca de 50 milhões de habitantes; a França tem cerca de 65 milhões; a Argentina possui 40; o Uruguai, coitado, conta com apenas 4 mi; a Alemanha tem 80; a Itália, 60; e o Brasil, 190.

Agora pense nos Estados Unidos: são mais de 300 milhões de pessoas. Este número impressionante de habitantes, aliado à potência econômica e à cultura esportiva daquele país, resultaria em muitos títulos mundias para os norte-americanos. Claro, se o soccer fosse a principal, ou uma das principais modalidades por lá.

Para a sorte dos sul-americanos e dos europeus, o basquete, o futebol americano, o beisebol e tantos outros estão milhas à frente do esporte de placar baixo jogado com a bola no pé.

sábado, junho 12, 2010

Espelho tático em Rustemburgo

Inglaterra e Estados Unidos atuaram no 4-4-2 em linha.

Capello escalou Milner (depois Wright-Phillips) e Lennon nas beiradas, Gerrard e Lampard por dentro, Rooney na movimentação e Heskey na referência do ataque. Do outro lado Bradley abriu Donovan e Dempsey, e formou a dupla de frente com Findley e Altidore.



Desta forma os duelos individuais ficaram bem definidos: os quatro asas bateram de frente com os quatro laterais, os quatro atacantes foram marcados pelos quatro zagueiros, e os quatro meio-campistas se enfrentaram no miolo da meia-cancha.

quarta-feira, junho 24, 2009

Quem diria: EUA eliminam Espanha

Na terra da zebra não poderia ser diferente. Cedo ou tarde ela teria de pintar. E foi logo contra a melhor seleção do mundo que ela deu as cores.

Bem fechados com duas linhas de quatro, os americanos ousada e surpreendentemente adotaram a estratégia de adiantar a marcação para roubar a bola na intermediária espanhola e tentar chegar à rede. Deu certo.



Do gol do camisa 17 em diante os Estados Unidos provaram do próprio veneno: foram bombardeados sem piedade. Pela esquerda, pelo centro, pela direita. No entanto as blindadas barreiras se mantiveram intransponíveis. Méritos da comissão técnica e dos aplicados jogadores, que souberam minimizar o poder de fogo da Fúria.

O futebol horizontal, paciente, pensante, de posse e de toque de bola nem sempre vence. Mesmo sem grandes talentos, baseados na aplicação tática defensiva e na verticalização ofensiva, os Estados Unidos triunfaram.

quinta-feira, junho 18, 2009

A força do elenco canarinho

Maicon ou Daniel Alves? Elano ou Ramires? Kleber ou André Santos? Estes devem ser os pontos de interrogação que pairam sobre a cabeça da comissão técnica, se é que Dunga e Jorginho têm dúvidas sobre estas posições.



No 3 a 0 desta quinta-feira André Santos não foi o do Corinthians mas foi bem, cumpriu seu papel; Ramires participou diretamente de dois gols; e Maicon deu passe para um, marcou outro e foi eleito pela FIFA o melhor em campo.

Sinal de que o elenco é bom. É ótimo.

No entanto é preciso ponderar que perto do Egito os EUA são um time de múmias (com todo respeito às múmias). E não bastasse ser fraco tecnicamente, tiveram um atleta expulso aos 12 da segunda etapa. A partir daí os norte-americanos abdicaram de atacar e só pensavam em não levar o quarto.