
Sou da tese de que, se o futebol fosse tradicional nos EUA, eles seriam, no mínimo, tetra ou pentacampeões do mundo. Claro que o sucesso ou não de uma seleção não se mede por esse dado estatístico, mas ele é bastante relevante.
Tomemos como exemplos os países que já ergueram a Copa. Hoje a Inglaterra tem cerca de 50 milhões de habitantes; a França tem cerca de 65 milhões; a Argentina possui 40; o Uruguai, coitado, conta com apenas 4 mi; a Alemanha tem 80; a Itália, 60; e o Brasil, 190.
Agora pense nos Estados Unidos: são mais de 300 milhões de pessoas. Este número impressionante de habitantes, aliado à potência econômica e à cultura esportiva daquele país, resultaria em muitos títulos mundias para os norte-americanos. Claro, se o soccer fosse a principal, ou uma das principais modalidades por lá.
Para a sorte dos sul-americanos e dos europeus, o basquete, o futebol americano, o beisebol e tantos outros estão milhas à frente do esporte de placar baixo jogado com a bola no pé.

