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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Fluminense bate na trave

Na minha interpretação De La Cruz merecia o amarelo, e não o vermelho, no lance aos 17 do primeiro tempo. O Flu, que nada tem a ver com isso, aproveitou-se da superioridade numérica.

Escrevi no Twitter algo óbvio, que momentos depois Cuca comentou com Victorino Chermont, na transmissão do SporTV, a instantes do início do segundo tempo: era preciso fazer a bola girar, inverter de lado com rapidez, que os espaços iriam aparecer.



O que me chamou a atenção foi a distribuição tática da LDU, com um a menos. Sou da teoria de que, quando se tem nove homens na linha (ainda mais com uma vantagem daquelas no placar agregado), o esquema mais aconselhável são as duas linhas de quatro e um atacante veloz. Desta forma o sistema defensivo fica compactado, sem abrir mão do contra-ataque. No entanto Fossatti manteve os três zagueiros. Correu riscos, mas deu certo.

De qualquer forma, o Fluminense está de parabéns. Se o título não veio, em função da sapecada em Quito, o 3 a 0 no Maracanã dá mais confiança ao time, se é que isso é possível, para a rodada derradeira contra o Coxa, em Curitiba.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Déjà Flu

Os jogadores do Fluminense morreram no segundo tempo porque, não bastasse o ar rarefeito, a única coisa que fizeram na primeira etapa foi correr atrás do adversário.



É preciso ponderar, acima de tudo, que a LDU tem um belo time. Na minha opinião, melhor que o do Flu. No entanto o desempenho na altitude poderia ter sido menos pior.

Entendo que faltou à equipe de Laranjeiras, principalmente nos 45 minutos iniciais, manter a posse de bola, trocar passes, fazê-la girar. Mas como somente os donos da casa ficavam com ela nos pés, os tricolores não tinham tempo para respirar.

LDU x FLU

Bola no pé, não no ponto futuro. Altitude é lugar para fazê-la correr, e não para correr atrás dela.

Evidentemente que o contra-ataque é bem-vindo até no Everest. Contudo é preciso saber administrar as pernas e os pulmões, com paciência, durante os 90 minutos.

Claro que do outro lado há o dono da casa, um time forte, acostumado a vencer em Quito, e prestes a fazer do Fluminense a próxima vítima.

No entanto Cuca tem uma dupla de ases na manga que me passa esperança: Conca e Fred. Enquanto um faz a bola girar, cadencia o jogo e vai bem nas cobranças de falta, o outro faz gol de mil e uma maneiras.

Por isso creio que o êxito nas alturas passe por eles.

terça-feira, abril 21, 2009

Belo desfalque para o Palmeiras

Lesionado - segundo o Globoesporte.com - o principal jogador da LDU não atuará contra o Palmeiras na noite desta terça.



Sem o argentino Manso, a Liga não é tão arisca. O canhotinho é o pé pensante do time. A maioria das jogadas da equipe equatoriana são articuladas por ele. Na sua ausência, a atual campeã da Libertadores perde e muito em criatividade.

Claro que dentro de campo são onze contra onze, uma andorinha só não faz verão. Mas que este desfalque é uma mão na roda, é.

quarta-feira, março 04, 2009

Manso é o cara a ser parado

No fim de semana passado a LDU goleou seu rival local, o Deportivo Quito, por 4 a 0. No clássico a Liga atuou com três zagueiros. Hoje à noite contra o Sport, ao que tudo indica, a escalação se repetirá.

Sob a pressão do Leão na Ilha, os alas Reasco e Ambrossi recuarão para formar uma linha de cinco na defesa. Quando a bola for retomada, todos irão procurar Manso, o craque do time. É do pé esquerdo do camisa 21 que nascem as jogadas da LDU. Ele passa e lança como poucos.



O Sport vai pra cima desde o apito inicial, e inevitavelmente vai deixar espaços para o contra-ataque adversário. Portanto todo cuidado é pouco com Manso. Se for anulado, o poderio criativo da equipe equatoriana será drasticamente reduzido.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

LDU acaba com invencibilidade palestrina

Luxemburgo não deve ter visto a LDU no Mundial de Clubes do ano passado. Tivesse ele assistido àquela competição, teria identificado que Manso, o principal jogador da Liga, merece atenção especial. É do pé esquerdo do argentino que saem as boas jogadas da equipe equatoriana.



O Palmeiras esteve melhor que os donos da casa na primeira etapa, apesar de ter sofrido o primeiro gol. Logo em seguida Willians foi às redes, após bela contribuição de Diego Souza. E poucos minutos depois a LDU voltou a marcar: 2 a 1.

Sempre ousado, o técnico do Verdão tirou o zagueiro Maurício Ramos no intervalo e colocou Marquinhos. O entrosado 3-5-2 alviverde deu lugar ao 4-4-2 com Edmílson e Danilo formando a dupla de zaga, Pierre e Cleiton Xavier a de volantes, Marquinhos e Diego Souza a de meias, e Keirrison e Willians a de ataque.

Não deu certo, embora o time do Palestra Itália tenha empatado aos 2 minutos do segundo tempo. Aos poucos a consciente LDU controlou a situação, e bateu por 3 a 2 o até então invicto Palmeiras 2009.

Libertadores é isso, não tem moleza, ainda mais quando se trata da atual campeã. No entanto vale frisar que o Palmeiras tem talentos coletivos e individuais invejáveis, que permitem ao torcedor sonhar acordado com o bicampeonato.

Terça, quarta e quinta de primeira

O Palmeiras e seus 100% serão efetivamente testados hoje. Keirrison e companhia enfrentam a atual campeã da Libertadores, a LDU, em Quito, às 19h00, horário de Brasília.

Vinte e um anos depois o Leão da Ilha volta a disputar a Taça mais desejada do continente. O rubronegro do Recife pega o Colo-Colo em Santiago amanhã, às 21h50.

No mesmo dia e horário o São Paulo, sem Rogério Ceni, faz frente ao Independiente Medellín do ótimo Jackson Martinez, no Morumbi.

E na quinta-feira, para lavar a alma das desgraças do fim de semana, o embalado Cruzeiro recebe nada menos que o Estudiantes, no Mineirão, às 19h15. Promessa de jogaço.

Para deleite dos dependentes do futebol, finalmente a Libertadores começou.

sábado, dezembro 20, 2008

LDU, a possível pedra na chuteira do Manchester

Discordo do favoritismo exacerbado creditado ao Manchester United. Primeiro porque a LDU tem um time alto e forte se comparado ao Gamba Osaka, portanto o mamão com açúcar na bola aérea não vai ocorrer; e segundo porque a equipe sul-americana e suas compactas duas linhas de quatro vão jogar, acredito, no contra-ataque, explorando a rapidez e principalmente o bom passe de Manso.

O 21 pode fazer a diferença lançando seus companheiros Reasco, Bolaños e Bieler, ou progredindo ele mesmo em velocidade. Como Evra vai bastante ao ataque (ao contrário de G. Neville) o flanco esquerdo defensivo do Manchester pode ser o caminho.



Por outro lado, para perfurar a barreira equatoriana, Nani, Tevez e Evra vão triangular pela esquerda, e Rooney, Tevez e C. Ronaldo pela direita. O miolo do meio-de-campo, imagino, vai se anular: Urrutia e William Araújo x Anderson e Scholes.

Evidentemente que futebol é imprevisível. Mas ao meu ver o jogo da manhã deste domingo será equilibrado, onde quem conseguir aproveitar o espaço deixado pelo oponente, vai vencer.

OBS.: As escalações na prancheta são supostas. E, não me surpreenderá se Bolaños, que tem muito mais qualidade que Reasco, atuar na direita para jogar nas costas de Evra.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

LDU, de Manso, chega à final do Mundial

Teve muita sorte a LDU ao abrir o placar logo no começo da partida contra o Pachuca. O time se fechou muito bem com duas linhas de quatro e anulou qualquer alternativa ofensiva do adversário.

O cabeça pensante da equipe é o baixinho Manso. Ele e o argentino Bieler formam uma dupla de ataque que não tem posicionamento fixo, ambos se movimentam muito. No entanto é o camisa 21 o encarregado de distribuir o jogo.



Manso consegue aliar velocidade e técnica. Além de ser uma arma para puxar contra-ataque na corrida, ele tem facilidade para efetuar passes de média e longa distância - muitas vezes de primeira, sem olhar, lançando no ponto futuro -, e também sabe driblar.

Já que os laterais são obedientes e vão pouco à frente, cabe a Reasco e Bolaños chegarem à linha de fundo. Bolaños é habilidoso, vai bem (também por dentro). O problema é Reasco. Não acerta um cruzamento, não conclui um passe. Só tem força. E, para jogar nesta posição específica da linha de quatro, é preciso ter velocidade, drible, e/ou passe. Reasco não tem nenhum.



Baseada no futebol de Manso, a Liga Deportiva Universitária fez 2 a 0 no Pachuca (gols de Bieler e Bolaños) e chegou fácil e justamente à final do Mundial, e agora espera, esperamos, pelo Manchester United.