Com dois golaços de Wesley Sneijder no finzinho do clássico, o Galatasaray derrotou o Fenerbahçe por 2 a 1, neste sábado, em casa, pela 6ª rodada da Liga Turca. O primeiro, que abriu o placar, aos 43 do segundo tempo. E o segundo, dois minutos depois.
Os visitantes ainda descontaram nos acréscimos com Potuk.
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sábado, outubro 18, 2014
quarta-feira, abril 03, 2013
Muita ousadia, pouca alegria
Até que ponto é preciso respeitar o adversário? Talvez respeito não seja o termo certo, mas até que ponto o treinador precisa mexer no seu time em função da superioridade do adversário? Nos jogos de ida das quartas de final da Champions League, por exemplo, os técnicos das equipes consideradas mais fracas mantiveram suas estruturas táticas habituais, não "respeitaram". E alguns deles pagaram o pato, como no caso do Galatasaray.
Até pensei que no Santiago Bernabéu Fatih Terim fosse utilizar um 4-4-2 com linhas compactadas, marcando por zona, preenchendo os espaços da entrada da área e da intermediária com oito homens, visando o contra ataque. No entanto o Galatasaray atuou, digamos assim, de peito aberto, no rotineiro 4-3-1-2, com Sneijder enganche. Não houve mudança tática, nenhum elemento novo, e no intervalo a vantagem merengue era de dois gols. Na segunda etapa, com Zan na vaga do holandês, Terim tentou corrigir ao modificar a estrutura para o 3-5-2 (veja aqui a prancheta) e de certa forma conseguiu. Mas até a página dois, pois não evitou a derrota por 3 a 0.

A visita da Juventus ao favorito Bayern de Munique também serve de exemplo. Apesar do equilíbrio e do peso das camisas envolvidas no duelo, era bem-vinda alguma alteração, alguma surpresa de ordem tática por parte de Antonio Conte, no enfrentamento da Allianz Arena. A surpresa não ocorreu, a Velha Senhora jogou no velho 3-5-2, e no fim das contas perdeu por 2 a 0.
Quem fugiu um pouco dessa regra, em matéria de resultado, foi o Paris Saint-Germain de Carlo Ancelotti, que manteve o 4-4-2 em linha de praxe, no Parc des Princes. Não mexeu no time em função do todo-poderoso Barcelona. Jogando em casa, é verdade, o PSG, até sofrer o gol aos 38 minutos, combateu os visitantes de igual para e igual. Aliás me atrevo a dizer que, até sofrer o gol de Lionel Messi, os mandantes anularam o poderio ofensivo azulgrená. No frigir dos ovos o 2 a 2 não foi ruim. É pertinente lembrar, porém, que o gênio argentino não atuou no segundo tempo.
Eu sei. É verdade. Não quer dizer que se Galatasaray, Juventus e PSG tivessem alterados seus esquemas, optados por sistemas táticos mais cautelosos, conservadores, os resultados teriam sido diferentes. Não havia garantia de nada. Qualquer um deles poderia ter jogado assim ou assado, e os resultados poderiam ter sido idênticos. Contudo é curioso constatar que, diante de oponentes nitidamente superiores, Terim, Conte e Ancelotti foram ousados e mantiveram suas formações de fé. No caso de Ancelotti, com ressalvas, deu certo. Nos casos de Terim e Conte, nem tanto.
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Até pensei que no Santiago Bernabéu Fatih Terim fosse utilizar um 4-4-2 com linhas compactadas, marcando por zona, preenchendo os espaços da entrada da área e da intermediária com oito homens, visando o contra ataque. No entanto o Galatasaray atuou, digamos assim, de peito aberto, no rotineiro 4-3-1-2, com Sneijder enganche. Não houve mudança tática, nenhum elemento novo, e no intervalo a vantagem merengue era de dois gols. Na segunda etapa, com Zan na vaga do holandês, Terim tentou corrigir ao modificar a estrutura para o 3-5-2 (veja aqui a prancheta) e de certa forma conseguiu. Mas até a página dois, pois não evitou a derrota por 3 a 0.

A visita da Juventus ao favorito Bayern de Munique também serve de exemplo. Apesar do equilíbrio e do peso das camisas envolvidas no duelo, era bem-vinda alguma alteração, alguma surpresa de ordem tática por parte de Antonio Conte, no enfrentamento da Allianz Arena. A surpresa não ocorreu, a Velha Senhora jogou no velho 3-5-2, e no fim das contas perdeu por 2 a 0.
Quem fugiu um pouco dessa regra, em matéria de resultado, foi o Paris Saint-Germain de Carlo Ancelotti, que manteve o 4-4-2 em linha de praxe, no Parc des Princes. Não mexeu no time em função do todo-poderoso Barcelona. Jogando em casa, é verdade, o PSG, até sofrer o gol aos 38 minutos, combateu os visitantes de igual para e igual. Aliás me atrevo a dizer que, até sofrer o gol de Lionel Messi, os mandantes anularam o poderio ofensivo azulgrená. No frigir dos ovos o 2 a 2 não foi ruim. É pertinente lembrar, porém, que o gênio argentino não atuou no segundo tempo.
Eu sei. É verdade. Não quer dizer que se Galatasaray, Juventus e PSG tivessem alterados seus esquemas, optados por sistemas táticos mais cautelosos, conservadores, os resultados teriam sido diferentes. Não havia garantia de nada. Qualquer um deles poderia ter jogado assim ou assado, e os resultados poderiam ter sido idênticos. Contudo é curioso constatar que, diante de oponentes nitidamente superiores, Terim, Conte e Ancelotti foram ousados e mantiveram suas formações de fé. No caso de Ancelotti, com ressalvas, deu certo. Nos casos de Terim e Conte, nem tanto.
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Ronaldo vs Burak
Cristiano Ronaldo, 28 anos, português, 8 gols em 8 jogos pelo Real Madrid nessa Champions League (57 finalizações).
Burak Yilmaz, 27 anos, turco, 8 gols em 8 jogos pelo Galatasaray nessa Champions League (31 finalizações).
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Burak Yilmaz, 27 anos, turco, 8 gols em 8 jogos pelo Galatasaray nessa Champions League (31 finalizações).
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segunda-feira, fevereiro 25, 2013
Felipe Melo no xis da questão
Há cerca de uma semana, diante do Schalke 04, o Galatasaray se armou no 4-4-2 em linha, com Felipe Melo e Selçuk Ínan por dentro, Yilmaz e Drogba na frente, Altintop e Sneijder pelas extremas (veja aqui).
Nesta segunda, contra o Orduspor, pelo campeonato turco, sem Felipe Melo (suspenso), Fatih Terim alterou sutilmente o esquema tático ao aproximar os camisas 4 e 14 pela faixa central - região do gramado onde o holandês rende mais, penso eu.

Nesse 4-3-3 Yilmaz foi o ponta-direita (apesar do revezamento na referência com Drogba) e Amrabat, mais cauteloso, guardando posição, o ponta-esquerda. Dessa forma o time se comportou relativamente bem, contudo não conseguiu ser contundente e ficou nervoso. Resultado: em dois lances isolados os visitantes fizeram 2 a 0 na primeira etapa (o primeiro com uma mãozinha do Muslera).
Sem abdicar das tramas por dentro, no segundo tempo Altintop bem que tentou procurar mais sua praia (o flanco direito) para modificar o panorama do confronto. Ainda assim, os donos da casa pouco criaram e foram pouco eficientes. Mas isso mudou com Sneijder e seu golaço aos 13 minutos. A partir do gol o Galatasaray se acalmou, cresceu, dominou o adversário e virou com estilo. Mais centroavante do que na primeira metade da partida, Yilmaz fez dois, e Ínan fechou a conta (outra pintura). 4 a 2.
A empolgante virada sobre o Orduspor tem de ser comemorada e exaltada, sem dúvida. Entretanto a questão que fica, pelo menos para mim, é: com Felipe Melo em campo a ideia é manter Sneijder pelo corredor central, ou retorná-lo à esquerda? Como disse, prefiro-o pelo meio. Resta saber se o treinador também. Se sim, o 4-3-3 pode ser mantido, com Felipe Melo, Ínan e Sneijder na meia cancha, Drogba enfiado, Yilmaz e Altintop nas beiradas (lembrando que o 17 sempre visa a área).
Torneio nacional à parte, onde é líder com seis pontos a mais que o vice Fenerbahçe, no dia 12 de março, terça-feira, a equipe turca encara o Schalke na Alemanha, pela volta das oitavas de final da Champions League. Na ida, 1 a 1.
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Nesta segunda, contra o Orduspor, pelo campeonato turco, sem Felipe Melo (suspenso), Fatih Terim alterou sutilmente o esquema tático ao aproximar os camisas 4 e 14 pela faixa central - região do gramado onde o holandês rende mais, penso eu.

Nesse 4-3-3 Yilmaz foi o ponta-direita (apesar do revezamento na referência com Drogba) e Amrabat, mais cauteloso, guardando posição, o ponta-esquerda. Dessa forma o time se comportou relativamente bem, contudo não conseguiu ser contundente e ficou nervoso. Resultado: em dois lances isolados os visitantes fizeram 2 a 0 na primeira etapa (o primeiro com uma mãozinha do Muslera).
Sem abdicar das tramas por dentro, no segundo tempo Altintop bem que tentou procurar mais sua praia (o flanco direito) para modificar o panorama do confronto. Ainda assim, os donos da casa pouco criaram e foram pouco eficientes. Mas isso mudou com Sneijder e seu golaço aos 13 minutos. A partir do gol o Galatasaray se acalmou, cresceu, dominou o adversário e virou com estilo. Mais centroavante do que na primeira metade da partida, Yilmaz fez dois, e Ínan fechou a conta (outra pintura). 4 a 2.
A empolgante virada sobre o Orduspor tem de ser comemorada e exaltada, sem dúvida. Entretanto a questão que fica, pelo menos para mim, é: com Felipe Melo em campo a ideia é manter Sneijder pelo corredor central, ou retorná-lo à esquerda? Como disse, prefiro-o pelo meio. Resta saber se o treinador também. Se sim, o 4-3-3 pode ser mantido, com Felipe Melo, Ínan e Sneijder na meia cancha, Drogba enfiado, Yilmaz e Altintop nas beiradas (lembrando que o 17 sempre visa a área).
Torneio nacional à parte, onde é líder com seis pontos a mais que o vice Fenerbahçe, no dia 12 de março, terça-feira, a equipe turca encara o Schalke na Alemanha, pela volta das oitavas de final da Champions League. Na ida, 1 a 1.
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