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quinta-feira, outubro 14, 2010

Camisa 5: Jucilei corre por fora

No Grêmio de 2007, treinado por Mano Menezes, Lucas era o volante de saída, enquanto Sandro Goiano era o de contenção.

Ao se transferir para o Liverpool, o sobrinho do Leivinha mostrou sua versatilidade e passou a atuar nas duas posições: como primeiro volante, quando Mascherano não estava no time, e como segundo, quando o argentino estava entre os onze.

Na Seleção de Mano, Lucas é o primeiro homem do meio-campo. Quem sai para o jogo, inegável dono da 8, é Ramires.



Não menos polivalente, também sob a batuta do atual técnico do Brasil, no Corinthians Jucilei atuou tanto de primeiro volante (com Elias de segundo) quanto de segundo (com Ralf de primeiro).

Na minha visão, porém, apesar da multivalência de ambos, os dois são primeiros volantes por essência (o que, rigorosamente, não quer dizer que eles não sabem nem devem aparecer na frente).

Na enquete que perguntava 'quem joga mais', deu Lucas. Dos 45 votos computados, 70% foram para o atleta do Liverpool e 30% para o do Timão.

Eu discordo. Para mim Jucilei joga mais que Lucas. Tem melhor passe, melhor domínio de bola, melhor drible, melhor visão de jogo, melhor presença física... enfim, melhor tudo. Só não tem a experiência, por uma questão natural.

O fato é que há três candidatos à camisa 5 da Seleção: Lucas, Sandro e Jucilei. Se dependesse de mim, ela seria do corintiano. Mas pelo visto, nesse momento, Lucas está em larga vantagem.

terça-feira, agosto 04, 2009

Sem Alonso, Lucas tem caminho livre

Lucas é o 12º jogador do Liverpool. Quando um dos volantes do 4-2-3-1 de Benitez não pode jogar, lá está ele pronto para ajudar.



Com a ida de Xabi Alonso para o Real Madrid, tudo indica que o brasileiro fomará a dupla com Mascherano. Bela dupla, aliás (noves fora o terceiro membro deste meio-de-campo: Steven Gerrard).

Quem pode se dar mal com esta negociação é o Corinthians, que queria ou ainda quer o volante.

No Timão Lucas estaria mais próximo da Copa do Mundo. No entanto agora, com o caminho livre no clube inglês, ele terá sequência para mostrar seu futebol para Dunga e Jorginho. E tem mais: Rafael Benitez já não queria emprestá-lo. Com a saída de Alonso, então, nem se fala.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Talento em dose dupla

Para a tristeza do Liverpool, do Man. United e dos telespectadores, Lucas e Anderson provavelmente não entrarão em campo no clássico de amanhã cedo.

Mas para a felicidade da nação, caiu-me a ficha hoje, os volantes* desenvolvidos pelo Grêmio podem formar futuramente uma talentosa dupla na Seleção. Lucas como cabeça-de-área, mais fixo, e Anderson como segundo volante, mais solto, podem ser o 2 do 4-2-3-1 de Dunga.


Que o Brasil ganharia em qualidade técnica não se discute. Mas há quem dirá que o time ficaria frágil defensivamente com um meio-de-campo formado por Lucas e Anderson mais a linha de três meias (Ronaldinho, Diego e Robinho). Que nada. Os dois aprenderam a marcar na Europa. Anderson, para se encaixar no todo-poderoso Manchester United de Giggs, Rooney, Cristiano Ronaldo e Tevez, teve de se adaptar e se acostumar a autar mais recuado. Lucas, no Liverpool de Gerrard, é mais primeiro volante do que nunca. Lá ele não sai para o jogo como nos tempos de Grêmio.

Se efetivamente daria certo os dois juntos neste esquema (eu aposto que sim), basta treinar e colocar para jogar para descobrir.

*Anderson começou como atacante, mas hoje no United é segundo, vez em quando terceiro homem de meio-campo.

terça-feira, setembro 25, 2007

Lucas estréia entre os titulares

O ex-volante do Grêmio estreou hoje pelo Liverpool, como titular em uma partida oficial. O jogo foi pela Copa da Liga Inglesa, a Carling Cup, contra o Reading. E Lucas não lembrou, nem de longe, o volante do Tricolor.

Aqui no Brasil estávamos acostumados a ver em Lucas os atributos de um grande volante: além de defender e desarmar, lançar, tabelar, partir para cima, aparecer na área, finalizar. Suas virtudes defensivas são grandes, mas não maiores que as ofensivas.

Hoje só aflorou a força defensiva, e olhe lá. Lucas estava nitidamente inseguro, com medo de errar, com medo de arriscar. Apenas deu toques de lado. Seus avanços, tão característicos, tão eficientes e tão aguardados, ficaram guardados para as próximas partidas. A estréia entre os onze foi pra lá de discreta.

Entretanto, é compreensível a tímida atitude do atleta de 20 anos. Seu contrato é de cinco anos, e chances não faltarão. Cabe ao volante jogar como jogava no Grêmio nas oportunidades que tiver, para, aos poucos, assumir de vez a titularidade no time de Rafa Benitez.

Estréia do sobrinho de Leivinha à parte, o jogo em si foi um jogaço! Eletrizante. Foi cá e lá, lá e cá. Ao final, 4 a 2 para os vermelhos, com show de Fernando Torres, autor de três gols.