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quinta-feira, fevereiro 09, 2017

Como encaixar Diego, Conca e Berrío?

Mancuello tem jogado a partir da direita neste início de temporada. No 4-2-3-1 de Zé Ricardo, Rômulo e Arão são os volantes e Diego atua como "10", atrás de Guerrero, com Mancuello e Everton nas beiradas. Pelo fato de ser canhoto (e de ser mais meia do que ponta), o argentino tende a transitar pela faixa central com naturalidade, onde soma esforços criativos com Diego, deixando o flanco para o lateral Pará. Sem dúvida a ideia é boa e pelo visto está dando certo. Porém, fica a pergunta: onde entra Berrío? E Conca?

Bom. Antes de qualquer coisa é preciso questionar essa obsessão que nós temos em querer encaixar todos os reforços no mesmo XI. Como diz o próprio nome, apenas onze jogadores começam a partida, e inevitavelmente alguns atletas com estirpe de titular acabam ficando de fora. Por essas e outras é fundamental saber rodar o elenco. Dito isso, no entanto, é preciso sim ter em mente o chamado "XI ideal", a chamada "força máxima", para quando se tem todos os jogadores à disposição - embora isso seja meio raro no futebol brasileiro. Por isso fica a pergunta: e Conca? E Berrío?

Uma coisa me parece evidente: Berrío é extremo-direito e chegou para ser titular. Seu lugar, portanto, em tese, é a ponta direita, lugar preenchido hoje por Mancuello. Ou seja, se a ideia do treinador é seguir com o 4-2-3-1, de duas, uma: ou ele mantém o canhoto Mancuello à direita e joga Berrío para o lado esquerdo, ou ele faz o contrário (põe Berrío na direita e Mancuello na esquerda). O xis da questão aí passa pelas características dos envolvidos. Uma coisa é jogar com o "meia" canhoto criativo à direita e outra é jogar com o típico "winger", destro, mais físico. Com um a tendência é a circulação pela faixa central visando a elaboração das jogadas. Com o outro, a tendência é a chegada forte, velocidade, explosão. Surge então outra pergunta: é melhor ter o "meia" canhoto Mancuello a partir da direita ou o "winger" destro Berrío?



Talvez a saída seja mesmo passar Mancuello para a esquerda, para deixar Berrío na sua praia (a extrema direita). Embora seja mais fácil para o canhoto argentino transitar pela faixa central a partir da direita, ele tem mais condições de atuar a partir da esquerda do que Berrío (ainda que isso possa alterar o funcionamento do time). E isso serve para o outro meia argentino canhoto do elenco: Conca. Com Diego e Berrío no mesmo XI, no 4-2-3-1, o que sobra para Conca? A beirada esquerda (e para Mancuello, a reserva). No fim das contas, independente do esquema tático, o fato é que está se desenhando uma briga entre Conca e Mancuello por uma vaga. E para o Flamengo isso é ótimo, pois revela a qualidade do plantel. Resta saber como Zé Ricardo vai administrar isso.

O cenário, então, é este: um 4-2-3-1 com Rômulo e Arão volantes, Diego atrás de Guerrero, Berrío na direita e, na esquerda, Conca ou Mancuello (ou Everton). Convenhamos, um senhor XI, que tem tudo para dar certo e brigar por títulos graúdos. Ainda penso, entretanto, que há outra alternativa que poderia deixar o time um pouco mais equilibrado, uma vez que a ideia de ter Mancuello fechando o lado do campo na fase defensiva não me parece a mais indicada. Na verdade, mais Conca do que Mancuello. Mancuello nem tanto. Mais Conca mesmo. Confesso que tenho dificuldade de imaginá-lo fechando o lado do campo na fase defensiva. Posso estar errado, mas tenho a impressão de que estouraria no lateral com frequência. Qual a alternativa, então? Para mim, mudar a estrutura tática. Passar para um 3-4-2-1, com Berrío na ala direita e os meias Conca e Diego próximos ao centroavante (prancheta abaixo). Dessa forma, Conca seria menos exigido sem a bola, de modo que o equilírio do time seria mantido.



Enfim. De qualquer maneira, acho que Zé Ricardo faz bem em tentar encaixar seus principais jogadores no esquema que é adotado desde o ano passado (4-2-3-1). Trata-se da manutenção de uma ideia que deu/está dando certo - e que tende a dar mais certo com Mancuello do que com Conca. Só espero que ele esteja aberto a novas ideias e variações, como, por exemplo, um 3-4-2-1 (ou 3-4-3, se preferir) onde o veterano Conca - especialmente ele - se sinta mais confortável, sem que maiores sacrifícios sejam necessários.

PS: Para entender melhor o funcionamento do 3-4-3, leia aqui a análise feita por Eduardo Cecconi em seu blog. Vale muito a pena.

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Top 10 elencos do Brasil 2016

A discordância é livre.

1. Sociedade Esportiva Palmeiras



2. Clube Atlético Mineiro



3. Cruzeiro Esporte Clube



4. Sport Club Corinthians Paulista



5. Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense



6. São Paulo Futebol Clube



7. Clube de Regatas do Flamengo



8. Fluminense Football Club



9. Sport Club Internacional



10. Santos Futebol Clube



PS: Os esquemas táticos das pranchetas acima, as ordens de titularidade e as distribuições dos jogadores naturalmente não devem estar 100% corretas. Sem falar em um ou outro atleta que possa ter ficado de fora.

quinta-feira, outubro 23, 2014

Reconhecimento ao Fla de Luxa

Vanderlei Luxemburgo pode conquistar a Champions League, pode pegar a Scarlett Johansson, pode descobrir a cura do Ebola, e ainda assim terá gente o criticando. Fazer o que, né? Se há quem prefira julgar coisas e pessoas a partir do rótulo, só lamento. Não é o meu caso. Ou ao menos eu me esforço ao máximo para não cair nessa tentação às vezes inevitável. Para não cair nesse misto de preguiça intelectual e intolerância ao pensamento e ao sucesso alheio.

Dito isso, convenhamos: é digna de nota e elogios a campanha do Flamengo sob o comando de Luxemburgo na temporada 2014. Ou em parte dela. Para ser mais preciso, em metade dela, já que ele chegou ao clube da Gávea no fim de julho (contrato até dezembro 2015). Basta analisar o aproveitamento do time desde sua chegada para reconhecer isso, não precisa ser gênio (os analistas de resultados piram!). Contudo como analisar a tabela é para os fracos, então, basta ver o aproveitamento dentro das quatro linhas, onde os fracos não têm vez, para perceber isso.



Na partida desta quarta-feira, diante do Internacional, no Maracanã, pela 30ª rodada, por exemplo, foi nítido o chamado dedo do treinador. Bom. Talvez não tenha sido tão nítido assim, pois confesso que só me dei conta de verdade quando Tim Vickery, na manhã desta quinta, no Redação SporTV, destacou a mudança feita por Luxemburgo, ao tirar Márcio Araújo da direita e colocá-lo no meio, para marcar Aránguiz. De fato, o time começou com Márcio Araújo à direita, Éverton à esquerda, Cáceres e Canteros volantes, e Gabriel pela faixa central, atrás de Eduardo, numa espécie de 4-4-1-1 (wingers alinhados aos volantes sem a bola). Mas logo apareceu o famoso dedo do treinador (não, não sou fã dessa expressão).

Por volta dos 15 do primeiro tempo, veio a mudança. Testemunha ocular e vítima do controle colorado nos minutos iniciais do confronto em pleno Rio de Janeiro, Luxemburgo preencheu o miolo da meia cancha ao passar Márcio Araújo para o corredor central e puxar Gabriel para a ponta direita. Dessa forma, a meiuca que tinha Cáceres, Canteros e Gabriel batalhando no setor com Willians, Aránguiz e Alex, agora tinha Cáceres, Canteros e Márcio Araújo. Mais poder de marcação. E pelas beiradas, agora o Flamengo tinha Gabriel e Éverton, além de Eduardo no ataque, numa espécie de 4-1-4-1. De fato, a equipe melhorou.

É óbvio que a vitória rubro-negra por 2 a 0 (dois gols de Gabriel) não foi fruto exclusivamente dessa mudança tática por parte do treinador. Claro. A vitória rubro-negra foi uma soma de fatores. Como tudo na vida. Tudo na vida é uma soma de fatores. Assim como a boa campanha do Flamengo nesse segundo semestre de 2014. É o resultado de uma soma de fatores. Sem se esquecer das limitações técnicas do elenco e das possibilidades que o campeonato oferece, portanto, é digno de reconhecimento o trabalho feito pela comissão técnica e pelos atletas. Aparentemente estão todos focados e fazendo o seu melhor. Porque no fim das contas o que conta é isso. Ninguém tem obrigação de ganhar nada. Ninguém tem obrigação de se classificar para nada. A obrigação, essa sim, é de fazer o seu melhor. E isso, me parece, o Fla de Luxa está fazendo.

sexta-feira, novembro 29, 2013

Adidas parabeniza Flamengo

A homenagem abaixo ficou demais. O problema é que, na foto da taça, no momento eternizado, o time está com a camisetinha do marketing da Adidas, e não com o chamado manto sagrado rubronegro.

Ou seja: nota dez pelo vídeo, e nota zero pela camisetinha.

quinta-feira, novembro 28, 2013

Defensores na marca do pênalti

Antes de botar Deivid a ver navios, quando Paulinho recebe a bola do Broca do Maraca, Cleberson está vigiando Elias (frame 1). O 4 do Atlético dá até uma olhadinha para conferir a distância do 8 do Flamengo (repare no vídeo). Quando Paulinho deixa Deivid na saudade e chega ao fundo, no entanto, Cleberson, que vinha corretamente acompanhando Elias, se desespera e comete o pecado da marca do pênalti (frame 2).



Ninguém marca a marca do pênalti. Tuitei isso, o gancho para esse post, inclusive. Quando a bola chega ao fundo, dominada, dentro da área, ninguém marca a marca do pênalti. Praxe. Sabedor disso, ao passo que Paulinho passa por Deivid, Elias para de avançar e fica uns três metros ao lado da marca do pênalti, à espera da assistência, livre para marcar, porque seu marcador só teve olhos pra bola e pra meta e se mandou pra pequena área. Paulinho, sabedor disso, rolou para trás com mamão, açúcar e afeto.

Veja bem, não estou pegando no pé de Cleberson, tampouco querendo pegá-lo pra cristo, muito menos pensando em tirar o mérito da jogada da equipe treinada por Jayme. É apenas um fato curioso e recorrente no Brasil e no mundo. Não é apenas uma falha tática. Vai além. Acho que tá no instinto. Quando a bola chega ao fundo da sua área, nas proximidades da meta, o jogador na defensiva sente o perigo, sente a iminente ameaça imposta pelo adversário e quer a todo custo proteger a sua meta, mantê-la intocada, pura, virgem. E, inconscientemente, se atira na frente e esquece a marca da cal.

terça-feira, outubro 15, 2013

Três pontos sobre o 3º uniforme

Primeiro ponto: deve ser lançado na pré-temporada e utilizado ao longo de toda temporada. Não pode ser abandonado porque "deu azar" ou porque não vendeu o esperado entre a torcida.

Segundo ponto: deve ser utilizado apenas em partidas como visitante, e quando necessário. Porque às vezes é desnecessário. Quando o uniforme do mandante não interfere na configuração do seu uniforme titular, não é preciso usar o terceiro.

Terceiro e último ponto: o terceiro uniforme deve ter cores distintas do primeiro, de preferência com a camisa, o calção e o meião no mesmo tom. Porque dessa maneira você praticamente nunca vai precisar mexer no conjunto e vai evitar ter de usar numa eventualidade o calção do primeiro com a camisa do segundo ou do terceiro; ou o meião do terceiro com a camisa do primeiro e o calção do segundo; e por aí vai.

Só para ficar no exemplo mais recente, o Flamengo lançou nesta terça-feira seu terceiro uniforme (veja aqui), às vésperas da 29ª rodada do Brasileirão. Erro um. O erro dois foi optar pelo preto predominante. Pois quando o Flamengo for jogar, por exemplo, contra o Atlético-PR, em Curitiba, não poderá usar nem o primeiro, nem o terceiro uniforme. Terá de misturar as peças (provavelmente camisa e calção brancos e meias pretas ou rubronegras). Já o erro três é utilizá-lo nos confrontos do Maracanã, como em sua estreia contra o Bahia, nesta quarta-feira.

quarta-feira, agosto 14, 2013

Matemática rubronegra

"Se" não entra em campo, mas...



Se o Vasco empatar ou perder para o Santos na Vila Belmiro, se o Bahia empatar ou perder para o Atlético-MG no Independência, se o Vitória empatar ou perder para a Ponte Preta no Barradão, se o Grêmio empatar ou perder para o Cruzeiro na Arena, se o Inter perder para o Botafogo no Maracanã, se o Atlético-PR perder para o São Paulo no Morumbi, e se o Flamengo ganhar do Goiás no Serra Dourada, o time treinado por Mano Menezes salta da 11ª para a 5ª colocação na tabela.

Convenhamos, na teoria os resultados mais difíceis de acontecer, pela ordem, são Vitória não ganhar da Ponte em Salvador, depois os jogos envolvendo Atlético-PR (vitória do São Paulo?) e Grêmio. De resto, todos resultados "normais". Mas sabemos que na prática a teoria é outra. A conferiar a 14ª rodada.

quinta-feira, março 28, 2013

Quem será o "10" do Flamengo?

Carlos Eduardo precisa de tempo. Vem de um longuíssimo período de inatividade, vai demorar para engrenar. Que vai engrenar, vai. Não tenho dúvida. Só tenho dúvida se a meia central é o melhor posicionamento para ele. No primeiro tempo da partida contra o Bangu, nesta quarta-feira, por exemplo, o camisa 10 atuou centralizado no 4-2-3-1 escalado por Jorginho. E foi mal, a ponto de ser substituído no intervalo (por Rodolfo, 19 anos, autor do gol que iniciou a virada por 2 a 1).

Veja aqui a prancheta.



Carlos Eduardo está jogando mal não pura e simplesmente por causa de seu posicionamento. Está jogando mal porque está longe de seu condicionamento físico e emocional (confiança) ideais. Teve problemas sérios no joelho no passado recente. No Rubin Kazan foram apenas 13 jogos (2 gols) em 2 anos. 13 jogos em 2 anos! Portanto a torcida, o elenco e a comissão técnica terão de ter paciência, porque cedo ou tarde seu futebol vai encaixar. Só não sei se pela faixa central.

Quando brilhou no Grêmio, voando fisicamente, Cadu jogava pela beirada. Na campanha vice-campeã da Libertadores em 2007, ele era o ponta-esquerda daquele 4-2-3-1 de Mano Menezes, ao lado de Tcheco e Diego Souza. No clube seguinte, o Hoffenheim, também: era o ponta-direita dum 4-3-3. Igualmente na Seleção, novamente sob o comando de Mano. Logo, não há como negar: seu histórico e suas características (velocidade, habilidade) mostram que ele é jogador de lado de campo, que num esquema com dois homens abertos, ele rende mais numa dessas vagas.

No Flamengo - e creio que essa seja mesmo a melhor opção - a linha de três do 4-2-3-1 é composta por Rafinha, Carlos Eduardo e Gabriel. Sempre lembrando que Cadu está longe do ideal físicio, são atletas leves, baixinhos, velozes e dribladores - peculiaridades das quais Jorginho pode tirar proveito. Precisam aprimorar as finalizações, é verdade. Mas o fato é que no momento o desafio é descobrir quem consegue ser mais produtivo ao time jogando pela faixa central, já que os três são mais caras de beirada do que meias.

Opinião? Analisando de longe, sem acompanhar os treinamentos, tenho a impressão de que hoje Gabriel é o mais qualificado para assumir esse papel. Sem abdicar do revezamento e as dinversões entre eles, hoje o ex-Bahia me parece o nome mais indicado para “assumir a 10”, deixando Rafinha e Carlos Eduardo pelas pontas.

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quarta-feira, janeiro 30, 2013

A sombra de Dorival Júnior

Depois que Mano Menezes foi apunhalado nas costas por Marin e seus blue caps, falou-se do interesse do Flamengo. A conversa esfriou, Pelaipe mostrou confiança em Dorival Júnior, mas há quem diga que Carlos Leite, empresário do ex-treinador da Seleção, prepara a volta de Mano ao futebol. Li no Blog do Bruno Voloch.



Não quero questionar o papel do atual técnico rubronegro. Entendo que, dentro das limitações do elenco, Dorival faz um belo trabalho. No entanto que faz sentido essa sombra de Mano Menezes, faz. Até porque Carlos Leite foi o responsável pelas principais contratações do clube da Gávea, e porque Elias e Carlos Eduardo jogaram muito sob a batuta de Mano no Corinthians e no Grêmio.

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sexta-feira, maio 25, 2012

Prévia de Flamengo vs Internacional

Se Joel Santana e Dorival Júnior confirmarem os times nos esquemas habituais (4-4-2 em losango e 4-2-3-1), a superioridade numérica no meio campo será rubronegra. Se esses forem os titulares, Airton deverá marcar Josimar, enquanto Luiz Antonio, Kleberson e Ibson devem ser vigiados por Elton e Guiñazu (três contra dois). Para compensar, Fabrício tem tudo para auxiliar o setor, batendo de frente com Luiz Antonio.

Já do outro lado, o esquerdo do ataque flamenguista, um duelo individual me intriga: Ronaldinho vs Nei. Pelo posicionamento do camisa 10 da Gávea, o lateral-direto colorado será um carrapato; e pela fase dos dois, acredito em Nei levando vantagem na grande maioria das disputas.



Caso Dagoberto seja mesmo escalado na ponta esquerda, Joel pode tirar proveito com a dobradinha Léo Moura-Luiz Antonio pelo corredor direito. Já que Dagoberto não é nenhum Jorge Henrique (no sentido de marcar o lateral adversário), essa região do gramado pode ser bastante produtiva, além de poder contar com Ibson caindo por ali.

Quanto aos visitantes, canhoto, Dátolo tende a se infiltrar por dentro em parceria com Josimar, enquanto Dagoberto tende a se aproximar do centroavante, atuando mais próximo à área. Caberá ao camisa 20, também, contra-atacar às costas de Léo Moura.

Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 18h30 (horário de Brasília), no Engenhão, neste sábado, pela segunda rodada do Brasileirão 2012.

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quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Clássico histórico no Engenhão

Foi o melhor primeiro tempo do ano. Posso estar sendo injusto porque não vi nem metade da metade dos jogos transmitidos pela TV em 2012. Mas os primeiros 45 minutos da partida disputada no Engenhão foram homéricos.

Jogo aberto, lá e cá, rico em ingredientes que fazem do futebol o esporte mais popular do mundo. Tensão de um dérbi, aflição de um embate eliminatório. O golaço de Vagner Love logo no começo, a falha de Felipe no disparo de Juninho e o tento perdido por Deivid são capítulos à parte dessa história.



Taticamente, os dois times atuaram com a mesma estrutura: 4-3-3. De um lado Diego Souza e Barbio abertos, duelando com os laterais Léo Moura e Junior Cesar. Do outro Ronaldinho e Deivid, em cima de Fagner e Thiago Feltri - embora o 10 rubronegro buscasse bastante a faixa central, onde encontrava Nilton.

Na meia-cancha, Juninho bateu de frente com Renato e Fellipe Bastos com Willians. Já os cabeças de área ficaram "livres", marcando quem se aproximasse de sua zona. Na referência do ataque, Vagner Love enfrentou a dupla de zaga vascaína, em especial Dedé. Assim como Alecsandro confrontou Welinton e Gustavo.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Falta confiança ou sobra acomodação?

Não vi o segundo tempo de Flamengo e Potosí. Logo não posso analisar o que Ronaldinho fez nele. Se bem que nunca se pode julgar um jogador por um só jogo. Por isso a intenção aqui é falar do Ronaldinho dos últimos dois anos, e não do que enfrentou o time boliviano nesta quarta-feira pela pré-Libertadores.



Entendo que o craque gaúcho há algumas temporadas se suporta nos passes e lançamentos diagonais oriundos da ponta esquerda, região do campo onde passa a maior parte do tempo. Dali ele inverte o lance, lança Luiz Antonio, lança Léo Moura, coloca alguém na cara do gol. Uma bela arma. Sem querer tirar o mérito da jogada e do jogador, porém, para a qualidade de Ronaldinho, é pouco.

Repito: não vi a segunda etapa contra o Potosí, não sei qual foi o comportamento e o posicionamento do atleta na noite passada. Mas me parece que falta a Ronaldinho participar mais pela faixa central do gramado. Sem abdicar dos passes e lançamentos diagonais, sinto falta dele caindo mais pelo meio, executando o passe vertical, o chamado último passe, pelo meio da zaga, que deixa o atacante de frente com o goleiro. Ainda mais com Vagner Love no time, essa jogada terá de ser mais aproveitada.

Outro ponto que me intriga é a ausência dos tiros de média distância. Ronaldinho tem e sempre teve bom chute, sabe e sempre soube chutar. No entanto é raro ver ele arriscar. É difícil vê-lo tentando de fora da área. Seria confiança? Ou melhor: a falta dela? Talvez não tenha mais confiança para executar algumas jogadas como o tiro de média distância ou o drible com maior frequência, por exemplo. Ou seria acomodação? Falta confiança ou sobra acomodação? E quanto ao componente idade? A questão física? E ao detalhe do salário atrasado?

Se fosse para escolher um fator, optaria por dois: confiança danificada e acomodação em excesso.

Eu sei que Ronaldinho treina sob sol, joga duas vezes por semana, rala pra caramba como todo jogador profissional, e é fácil taxá-lo de acomodado sentado aqui na cadeira do meu computador com sombra e água fresca. Mas também sei que, atuando no futebol brasileiro e sul-americano, Ronaldinho pode fazer muito mais. Basta ele querer.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Possível Flamengo com Vagner Love

Para muitos Ronaldinho não rende pela faixa central do gramado. O lugar do craque, para muitos, é na ponta esquerda, e somente na ponta esquerda - embora a explosão dos tempos de Barcelona tenha ficado na saudade.

Teimoso, porém, acredito que Ronaldinho é sim produtivo pelo meio. Escoltado por três meio-campistas, o camisa 10 pode distribuir a bola, alimentar a dupla de ataque, lançar os laterais, virar o jogo... Enfim: basear-se na qualidade do passe (principalmente vertical). Contudo, sem abdicar de se aproximar dos companheiros, de arrematar de longe, de se infiltrar na área.

Para isso o esquema mais indicado, para mim, é o 4-4-2 em losango. Logo Luxemburgo pode escalar Airton como primeiro volante, Willians (Luiz Antonio) e Bottinelli (Luiz Antonio) nos vértices laterais, e Ronaldinho à frente.



Agora, caso fique comprovado que o gaúcho não rende por dentro (para muitos já ficou), a alternativa seria abri-lo na esquerda num 4-2-3-1, com Bottinelli por dentro, Airton e Willians formando a dupla de volantes, Vagner Love na referência do ataque, e Diego Maurício aberto na direita.

Nesse caso penso que Deivid iria para o banco, pois não tem característica de jogador de beirada de campo. No atual elenco quem melhor preenche os requisitos para a posição é "Drogbinha". Por ali, aliás, ele foi bem na Seleção de base com Ney Franco.



Embora aberto pela esquerda, Ronaldinho continuaria sendo o principal armador da equipe. Se por um lado ele pode não dar a profundidade que o Flamengo precisa, do outro Diego Maurício em tese cumpre esse papel.

Atenção redobrada teria de ter Airton, responsável pela cobertura de Junior Cesar e pelo auxílio a Ronaldinho na marcação. Já Willians (Luiz Antonio) seria encarregado do apoio quando o time tivesse a posse.

Outra opção que me ocorre, também, é o 4-4-2 em losango com Ronaldinho e Vagner Love no ataque, e o meio-campo composto por Airton, Willians, Luiz Antonio e Bottinelli. Resta-nos aguardar para ver o que Luxa tem em mente.

sábado, agosto 27, 2011

Pré-jogo: Flamengo x Vasco

A marcação não é individual, mas o duelo vai ser bonito: Ronaldinho x Dedé. Como o craque do Flamengo joga aberto na esquerda e o ídolo vascaíno na direita, o enfrentamento entre eles vai ser inevitável e admirável.

Em relação ao meio campo, é possível que Bottinelli por vezes feche por dentro para que Rômulo não tenha liberdade para avançar. Se assim for, o confronto tático ficará espelhado, com ambos times no 4-4-2 em losango.



Sem Aírton, é provável que Willians assuma a cabeça da área, região por onde Diego Souza atua. Por isso o camisa 10 cruzmaltino deverá buscar os lados do campo, em especial o esquerdo, para fugir da marcação cerrada do rubronegro.

A válvula de escape pelo lado do Fla deve ser Luiz Antonio, que cumpriu esse papel com maestria em outras oportunidades. Caberá, aparentemente, a Jumar impedi-lo.

Tentativa de previsão à parte, o pontapé inicial será dado neste domingo às 16h, horário de Brasília, no Engenhão.

segunda-feira, junho 06, 2011

O que esperar de Mengão e Timão?

Ao contrário de alguns, gostei do 1 a 1 deste domingo, no Engenhão. Tanto Flamengo quanto Corinthians se empenharam o suficiente e proporcionaram um belo jogo. No fim das contas, o empate ficou de bom tamanho.

Mas, o que pensar em relação ao futuro? O que esperar dos clubes de maiores torcidas do país neste Brasileirão? Título? Vaga na Libertadores? Apenas vaga na Sul-Americana?

Baseado nos atuais elencos e treinadores, vejo a equipe paulistana em vantagem. E a comparação se torna mais pertinente, pelo menos entre os ditos titulares, porque ambos atuam no mesmo esquema tático, o 4-2-3-1.



No gol e na lateral direita, o Fla sai na frente. Felipe e Léo Moura são mais jogadores que Júlio César e Alessandro. Já na esquerda, é preciso ver como Junior Cesar vai reagir, para traçar um paralelo com Fábio Santos. Quanto à dupla de zaga, sem convicção, prefiro a alvinegra. Repito: sem convicção.

No meio-campo, a briga de volantes é boa: Ralf e Paulinho de um lado, Willians e Renato do outro. Porém é na "linha de três" que o bicho pega: Thiago Neves, Ronaldinho e Bottinelli de um lado, Willian, Danilo e Jorge Henrique do outro.

Hoje, claro, a "linha de três" rubronegra é superior. Contudo, mais para frente, é provável que Tite escale Alex na armação central, e Liédson e Emerson nas pontas. Aí a história muda. Até porque, com essa formação, o time do Parque São Jorge se torna mais incisivo. Com essa formação o Corinthians tem dois atacantes nas beiradas, enquanto o Flamengo tem dois meias. O poderio ofensivo é bem maior.

No comando do ataque, na posição de centroavante, não dá para comparar Adriano a Wanderley, correto? Resta apenas saber quando, e como, o Imperador vai jogar.

Para mim, o favorito ao título é o Santos (com Neymar, com ou sem Ganso). Disparado. O que evidentemente não significa que o Peixe será o campeão. Não tenho dúvida, no entanto, que Corinthians e Flamengo vão disputar o topo da tabela, ao lado de Cruzeiro, São Paulo, Fluminense...

segunda-feira, março 14, 2011

Falta de um 9 não é o x da questão no Fla

Assisti ao clássico carioca deste domingo, mas não consegui decifrar qual esquema tático o Flamengo adotou.

Sem convicção, fiquei com a impressão de um 4-2-3-1 com Maldonado e Willians de volantes, Renato, Thiago Neves e Ronaldinho na "linha de três", e Negueba na frente. No entanto isso não importa. Não nesse post.

Porque o intuito aqui é questionar a (falta de) profundidade no setor ofensivo de um time que conta com Ronaldinho, Thiago Neves e Renato (ou Bottinelli) ao mesmo tempo.

Criticado pela ausência de um centroavante de ofício, Luxemburgo, segundo o globoesporte.com, se defende citando o Barcelona. O que, para mim, é surreal. Afinal, as características de Pedro e Villa são muito mais de atacantes do que as de Ronaldinho, Thiago Neves e Renato (e Bottinelli). Quanto a Messi... bom, esse é gênio, nem precisa comentar.



Basta um 9 de verdade na equipe para o problema ser resolvido? Acredito que não. Pelo seguinte: Ronaldinho, Thiago Neves e Renato (e Bottinelli) não são atacantes. Aquele Ronaldinho do Barcelona, sim. Mas o do Milan pra cá, convenhamos, não. Mesmo com, sei lá, Didier Drogba na referência, creio que o jogo não iria fluir, por causa da "linha de três meias".

Não adianta querer tapar o sol com a peneira: Ronaldinho não é mais aquela ponta-esquerda infernal há tempos. Muito menos Renato Abreu (ou Thiago Neves/Bottinelli) pode desempenhar um papel digno de ponteiro.

Qual a melhor alternativa, então?

Na minha opinião, um 4-2-3-1 com Diego Maurício na ponta direita e Deivid na frente. Somados a eles, Thiago Neves no centro e Ronaldinho aberto na esquerda. Ou quem sabe um 4-4-2 em quadrado, com os camisas 10 e 7 lado a lado, mais dois atacantes (Deivid e Diego Maurício/Negueba). Mas jamais um time com Ronaldinho, Thiago Neves e Renato (ou Bottinelli) juntos.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Profundidade pode ser um problema no Fla

Não vi o jogo do Flamengo, mas li no blog do colega André Rocha que o esquema base utilizado foi o 4-2-3-1, ora com Thiago Neves, Vander e Ronaldinho na 'linha de três', ora com Bottinelli, Thiago Neves e Ronaldinho.

Como disse, não vi a partida. E mesmo se tivesse visto seria prematuro querer julgar, criticar ou elogiar os jogadores e a equipe, pois trata-se apenas de uma partida.



Contudo tenho a sensação, e é apenas uma impressão, de que com essas peças essa estrutura tática irá penar para engrenar. Pelo seguinte: Thiago Neves, Bottinelli e Ronaldinho não são atacantes natos (o Ronaldinho do Barcelona, sim, mas o do Milan em diante, não).

Ou seja: é bem provável que falte profundidade ao ataque rubro-negro. Me parece que nenhum dos três tem, por característica, a agressividade, a velocidade, a verticalidade necessária para penetrar na área, servir de opção e fazer gols.

Para traçar um paralelo, depois que Taison foi embora (completavam a 'linha de três' Tinga e D'Alessandro), o Inter sofreu no setor ofensivo. Sem ele, o Colorado perdeu as jogadas agudas. Se olharmos o 4-2-3-1, sei lá, do Santos do ano passado, veremos que os ponteiros eram Neymar e Robinho, atletas bem mais incisivos. Inter de Milão e Real Madrid são outros exemplos, já que contam com Cristiano Ronaldo e Eto'o nas beiradas, jogadores que se aproximam do gol com frequência e eficiência.

O 4-2-3-1 com Thiago Neves, Bottinelli e Ronaldinho não vai dar certo no Flamengo? Não sei. Honestamente torço para que dê. Não estou querendo cravar aqui nem que sim, nem que não. Não tenho essa pretensão. Apenas imagino que, em tese, vai faltar profundidade ao time. E, em tese, quem pode ajudar nesse aspecto é Diego Maurício, que vem atuando, e muito bem, como ponta no Sul-Americano Sub-20.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Treinadores rubro-negros

Salário dos outros é algo que não me interessa. Nunca me interessou. Não apenas no mundo do futebol, mas em geral. Contudo quando um clube contrata um treinador em flagrante decadência por mais de meio milhão de reais por mês, há alguma coisa de errado. Não é de hoje que, para mim, o custo/benefício de Luxemburgo não vale a pena nem aqui, nem na China.

Bem fez o outro rubro-negro, o de Curitiba, ao contratar o promissor Sérgio Soares. Quem o acusa de deixar o Santo André na briga contra o rebaixamento para a Série C, se esquece que a equipe vice-campeã paulista deste ano perdeu Cesinha e Nunes para o Vasco, Carlinhos e Rodriguinho para o Fluminense, Bruno César para o Corinthians, Branquinho para o próprio Atlético-PR, e por aí vai.

A obrigação de um é vaga na Sul-Americana, pois o elenco do Fla é superior ao de Avaí, Vitória, Ceará, Guarani. O sonho do outro é Libertadores, que se não for alcançado, não irá representar nada demais. Se terminar em quinto, sexto ou sétimo, por exemplo, a campanha do Furacão será exemplar. Ou melhor: já é.

segunda-feira, setembro 06, 2010

Willians: a válvula de escape

Silas escalou o Flamengo com dois volantes e dois meias, no 0 a 0 diante do Santos, na despedida do Maracanã, neste domingo.

Embora o papel de articulador tenha sido atribuído a Renato Abreu, foi pelo corredor da direita, com Willians e Léo Moura, que o time da casa mais criou. O camisa 8, aliás, para mim, foi o melhor em campo, em especial na hora de atacar.



Na frente, Deivid e Diogo dividiram os espaços meio a meio. Não houve um atacante específico de referência e um de movimentação. Quando um caía pelo lado, o outro fechava na área, e vice-versa.

Aos poucos o novo treinador vai conhecer o elenco e montar a equipe que julga a ideal. Só não faço ideia de onde o Fla pode chegar com essa formação. Pensar em vaga na Libertadores é ousadia demais? Acredito que sim.

quarta-feira, agosto 18, 2010

Seis por meia dúzia?

Love a Adriano por Deivid e Diogo? Boa, Flamengo!

Escrevi essa frase no Twitter e pensei que alguém pudesse interpretá-la como irônica. No way! Ela é sinceríssima.

Na minha opinião é uma reposição à altura.



Deivid e Love praticamente se equivalem, e Diogo tem um potencial extraordinário. É verdade que Adriano é - ou melhor, foi - jogador de Seleção. Contudo pode ter certeza que o atacante emprestado pelo Olympiacos não irá faltar aos treinos a granel, nem irá aparecer em fotos empunhando fuzis e afins. E provavelmente nenhum deles vai criar panelinhas no elenco.