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domingo, agosto 21, 2016

O reforçado Barcelona 2016/17

Com as chegadas de Umtiti, Digne, André Gomes e Denis Suárez, Luis Enrique tem agora em mãos peças de qualidade para rodar o elenco. Não que o elenco da temporada passada fosse ruim, mas o acréscimo desses quatro atletas (saíram Daniel Alves, Adriano, Vermaelen, Bartra) coloca o plantel em outro patamar. Se na temporada 2015/16 o treinador não rodou o elenco como deveria ou poderia, nesta não há desculpas para não fazê-lo, pois os "reservas" de alto nível chegaram nesta janela.

Soma-se a essas contratações o atual desempenho de Arda Turan, que foi julgado e condenado por muita gente precipitadamente, uma vez que não pôde jogar a metade inicial da temporada passada e sofreu para se adaptar ao estilo do novo time. Mas que agora, em 2016/17, tendo participado da pré-temporada e tudo mais, tem se mostrado uma opção muito interessante. Claro. Não tem vaga no "XI de gala", contudo pode atuar em quatro posições do 4-3-3 (nas duas meias e nas duas pontas) e isso é ótimo para ele e para o treinador (e para a equipe). Diante do Betis, no sábado, na primeira rodada da Liga, no Camp Nou, por exemplo, ele foi o substituto do campeão olímpico Neymar.



Com o canhoto Umtiti na zaga ao lado de Piqué, Sergi Roberto na lateral direita e Denis na do Iniesta, na meia esquerda, o Barça atropelou a equipe de Sevilha por 6 a 2, com direito a hat-trick de Suárez (com direito a gol de falta), dois de Messi e um de Arda, que abriu o placar após receber um passe de Alba, que havia se projetado na linha de fundo para receber aquele passe na diagonal clássico de Messi, aquele fatal, que geralmente encontra o ponta-esquerda ou o lateral-esquerdo no espaço (nesse caso, encontrou o lateral-esquerdo, pois o ponta-esquerda já estava dentro da área, numa região mais centralizada, à espera da assistência de Alba, que veio).

Além de Arda, outra grata surpresa do início desta temporada tem sido Denis Suárez, jogador que inicialmente eu havia pensado que fosse jogar na ponta esquerda, que seria o primeiro reserva de Neymar, porém que tem atuado na meia esquerda, com a camisa 6 (ex-Dani Alves e, claro, ex-Xavi), enquanto Turan tem se mostrado o primeiro reserva de Neymar. Soma-se ao ex-jogador do Villarreal o português André Gomes, e chegamos a cinco opções para as duas meias: Iniesta, Rakitic, Denis, André e Rafinha; de modo que as duas pontas ficam para Messi, Neymar, Arda e Munir (sem falar em Busquets e Samper para pivote). Ou seja, do meio para frente, todos têm um substituto imediato. Todos, menos Luis Suárez. A janela se fecha dia 31 de agosto e fala-se muito em Paco Alcácer, do Valencia. Mas a verdade é que, mesmo se o Barcelona não trouxer ninguém para a posição, quando Luis Enrique quiser rodar o elenco e descansar o uruguaio, Messi, Neymar ou Munir pode jogar como centroavante, com Arda numa das pontas (o problema é se Suárez se lesionar).

Em relação à linha defensiva, também são dois atletas por posição: Sergi Roberto e Aleix Vidal para a lateral direita, Alba e Digne para a esquerda, e Mascherano, Piqué, Umtiti e Mathieu para a dupla de zaga. Resta saber se chega alguém para a reserva de ter Stegen, já que a ida de Bravo para o Manchester City está acontecendo neste exato momento, enquanto termino este texto. Enfim. O fato é que agora Luis Enrique tem peças de qualidade no banco para girar o elenco. Se não girar, o time pode sentir fisicamente na reta final da temporada, como sentiu na anterior. Cabe ao treinador convencer os "titulares", em especial o trio MSN, de que rodar o elenco é preciso, de que eles não podem jogar os 90 minutos de todas as partidas.

domingo, junho 07, 2015

A primeira de muitas

Até onde o trio MSN pode levar o Barcelona? Na verdade, no quesito troféus, já levou ao topo, com a conquista da Tríplice Coroa (Champions League, La Liga e Copa do Rei). Portanto, no que diz respeito aos títulos, a pergunta é: por quanto tempo o trio MSN pode manter o Barcelona no topo? Porque nada além da Tríplice Coroa na próxima temporada será satisfatório – pergunte a Guardiola, que sofre com isso no Bayern até hoje. Já em relação ao campo e bola propriamente ditos, aí sim a pergunta cabe: até onde o MSN pode ir? Porque, lembre-se, 2014/15 foi apenas a primeira temporada dos três juntos, a segunda de Neymar no clube – sem falar que Suárez estreou somente em outubro, por causa da punição da FIFA, pela mordida em Chiellini. Por essas e outras, tudo me leva a crer que o desempenho deles será ainda melhor em 2015/16.



O que significa desempenho? Não necessariamente títulos. Pode ser que o Barcelona não conquiste a UCL, a Liga e a Copa do Rei na temporada que vem, e ainda assim o desempenho de Messi, Suárez e Neymar seja superior ao da temporada 2014/15 (gols, assistências, passes, dribles, entrosamento, etc). Por que acredito nisso? Primeiro porque sou otimista. E segundo porque estamos falando do melhor ponta-direita do mundo (diga-se, o único gênio em atividade no planeta), do melhor ponta-esquerda do mundo (futuro Bola de Ouro; diria que um dos três finalistas neste ano) e do melhor centroavante do mundo. Lembrando que Messi tem 27 anos, Neymar 23 e Suárez 28. Ou seja, o auge de Neymar ainda está lá na frente, enquanto Messi e Suárez o vivem hoje (ainda na ascendente). Logo, a tendência é que na próxima temporada o trio MSN renda ainda mais (e na próxima, e na próxima...).



Seja como for, o fato é que esse Barcelona, campeão da Copa do Rei, da Liga e da Champions League, será lembrado como o time de Messi, Suárez e Neymar. Será lembrado como o primeiro com os três juntos. Rakitic e Iniesta, os meias do 4-3-3, também serão lembrados, claro. Daniel Alves e Alba, os laterais da equipe, também serão lembrados. O cabeça de área Busquets também será lembrado. A exemplo dos zagueiros Mascherano e Piqué. Os goleiros Ter Stegen e Bravo, idem. Assim como Pedro, Rafinha, Mathieu e etc. Até Douglas será lembrado! Além do treinador Luis Enrique, claro. Mas sem dúvida alguma, a temporada 2014/15 entra para a história como a primeira que reuniu os três atacantes sul-americanos. A primeira repleta de grandes golaços, de lindas assistências, de dribles desmoralizantes e de troféus na prateleira. A primeira de muitas. Já que a tendência é o rendimento só aumentar – individual e coletivamente.

PS: Veja aqui os números e todos os gols do trio MSN.

sábado, junho 06, 2015

O melhor ataque do mundo

Na primeira temporada com os três em campo, o Barcelona foi campeão da Champions League, da Liga Espanhola e da Copa do Rei. Só isso. Agora, que venha a temporada 2015/16! Mas antes, veja abaixo todos os 122 gols do trio em 2014/15.

Messi (27 anos): 58 gols (e 27 assistências) em 57 jogos.



Neymar (23 anos): 39 gols (e 8 assistências) em 51 jogos.



Suárez (28 anos): 25 gols (e 21 assistências) em 43 jogos.

sábado, maio 09, 2015

Antoine Griezmann, a bola da vez

Se você pensar no futebol jogado dentro de campo, logo em sua primeira temporada pelo clube, no retorno "imediato", nos números, na idade do jogador, no preço pago por ele e no seu potencial de mercado, não tenho dúvida de que a melhor contratação da última janela do verão europeu foi feita pelo Atlético de Madrid e atende pelo nome de Antoine Griezmann.



Salvo engano, embora canhoto, ele sempre jogou pela ponta esquerda (digo embora porque é comum o canhoto jogar na direita e o destro na esquerda, para trazer a bola para dentro com mais facilidade e ampliar o campo de jogo para o passe, o drible, a finalização). Foi atuando na ponta esquerda da Real Sociedad (veja aqui uma prancheta no Zonal Marking e aqui um vídeo no ScoutNation) que ele chamou a atenção dos olhos atentos da Europa, e não à toa acabou no Atlético.

Não quero dizer que ele renda apenas na ponta esquerda. Pelo contrário. É versátil. Joga também na direita e pela faixa central. E até mesmo no ataque, como aconteceu nesta temporada, pois no 4-4-2 em linha de Simeone, foi escalado próximo ao nove. Quando ele foi contratado, diga-se de passagem, confesso que o imaginei aberto à esquerda, com Koke por dentro e Arda à direita, num 4-2-3-1. O que se viu na prática, no entanto, foi a manutenção do bom e velho 4-4-2 em linha, com Griezmann e Mandzukic formando a dupla de frente.

E ele se encaixou à perfeição no time de Simeone nesse papel (méritos do jogador e do treinador). Caiu como uma luva. Tanto é que hoje, sábado, neste exato momento, a poucas horas da 36ª rodada da Liga começar, Griezmann soma 22 gols em 34 jogos na competição. Detalhe: nenhum de pênalti. Acima dele na tabela dos artilheiros, somente Messi e Cristiano Ronaldo. Tá bom ou quer mais?



Na verdade seu faro de gol já havia se revelado aguçado na temporada passada, quando, para um ponta com característica de meia, digamos assim, ele balançara as redes várias vezes no campeonato espanhol: 16 gols em 35 jogos. Bela marca. Ainda assim, creio que em sua primeira temporada com a camisa do Atlético ele superou a expectativa, que já era positiva, da maioria das pessoas, inclusive a minha. Insisto: 22 gols em 34 jogos (a três rodadas do fim do torneio), aos 24 anos de idade, atrás apenas de Messi e Cristiano Ronaldo, não é pouca coisa.

É bom lembrar isto. Griezmann é relativamente novo. Partindo do princípio de que hoje em dia o jogador profissional de alto nível atinge seu auge lá pelos 28, 29, 30 anos, Griezmann ainda tem muito a crescer. E isso significa, entre outras coisas, que o Atlético fez um ótimo negócio (para variar). Pois pagou € 30 milhões por ele, teve seus excelentes serviços prestados, e deve vendê-lo, se não na próxima janela de verão, talvez na seguinte, por, sei lá, no mínimo € 50 milhões.

Na verdade sua multa rescisória é de € 65 milhões. E pelo visto o Chelsea já está na jogada. Se você lembrar que na última janela de verão, na mesma tacada, Courtois, que estava emprestado, Filipe Luís e Diego Costa trocaram o Vicente Calderón pelo Stamford Bridge, não fica difícil visualizar Griezmann no Chelsea 2015/16 ou 2016/17, né? Por sinal, tem se falado que Godín e Koke também estão na reta. Enfim. Seja como for, indo para o Chelsea, para outro clube ou permanecendo no Atlético, o fato é que em 2014/15 Antoine Griezmann se firma como um dos grandes jogadores do futebol mundial.

Confira lances dele na temporada: 

sábado, março 21, 2015

Prévia de Barcelona vs Real Madrid

Luis Enrique deve repetir o XI que recebeu o Manchester City no meio da semana, pelas oitavas de final da Champions League. Sem Busquets, o time catalão deve ter Mascherano à frente da dupla de zaga, formada por Piqué e Mathieu, de modo que as meias direita e esquerda devem ser ocupadas por Rakitic e Iniesta, respectivamente. No ataque, nada menos que Messi, Suárez e Neymar. Ou seja, o 4-3-3 que engrenou na temporada (depois de muito Luis Enrique bater cabeça, diga-se). Do outro lado, Ancelotti deve adotar o XI da última rodada da Liga, diante do Levante, agora com Kroos na vaga de Lucas Silva. Kroos e Modric, por sinal, devem formar a dupla de volantes do 4-4-2 em linha, e consequentemente devem bater de frente com Rakitic e Iniesta. O outro confronto individual do meio campo não parece estar bem definido, mas me parece que Mascherano deve duelar bastante com Cristiano Ronaldo e/ou Benzema.

Acredito no Real Madrid postado num compactado 4-4-2 em linha, marcando por zona lá atrás, voltado para o contra ataque. Embora a equipe de Ancelotti tenha qualidade para trabalhar a posse, em especial agora com o retorno de Modric, o pé pensante e acelerador pela faixa central, a tendência é a de que, no Camp Nou, o Barcelona fique mais tempo com a bola, o que naturalmente irá gerar espaços para o contra golpe blanco – em especial com a dupla de avançados composta por CR7 e Benzema, e com os wingers Bale e Isco. Ou seja, peças para encaixar um contra ataque que resulte em gol, o Madrid tem. Resta saber se terá consistência defensiva para não sofrer gol, em especial do trio MSN. Independente do adversário, hoje está difícil o trio de frente do Barça passar em branco. Ainda mais no Camp Nou. E uma vez aberto o placar, o panorama da partida pode mudar.



Pelas beiradas os duelos individuais devem ficar definidos por Daniel Alves vs Isco, Alba vs Bale, Messi vs Marcelo e Neymar vs Carvajal. Em tese, vantagem nítida dos quatro pontas sobre os quatro laterais. Como a marcação não é individual, todavia, quando os pontas entrarem em diagonal, outros jogadores terão de marcá-los. No caso de Messi, por exemplo, além de Marcelo, Sergio Ramos, Toni Kroos e até mesmo Isco devem enfrentá-lo com frequência. O mesmo se aplica a Pepe, Modric, até mesmo Bale, e Carvajal, em relação a Neymar. Já do outro lado, nos momentos em que o Madrid estiver trabalhando a posse, sem espaços para contra atacar, Rakitic e Iniesta terão de auxiliar os flancos na fase defensiva, senão Bale e Isco podem ficar no mano a mano, ou fazer dobradinhas e triangulações para cima de Alba e Daniel. Com espaços, na hora do contra ataque madrilenho, Mascherano terá de se desdobrar.

Talvez hoje a grande diferença entre Barcelona e Real Madrid é que um consegue ser altamente eficiente com a posse e no contra ataque, enquanto o outro não. Hoje o Barcelona consegue mesclar com altíssima eficiência as duas filosofias de jogo, os dois cenários que o jogo oferece, com espaços (contra ataque) e sem espaços (posse de bola). Independente da estratégia, da força do adversário e do contexto da partida, hoje o Barcelona consegue se adaptar e jogar em alto nível das duas maneiras. Já o Madrid, não. Hoje, não. Talvez a situação melhore com a volta de Modric, o cara que aumenta o volume pela faixa central, o cara que faz a diferença no passe e na conexão. Ainda assim, não. O croata está longe da melhor forma. Hoje, portanto, dá para dizer que o Madrid não consegue ser tão eficiente com a posse da bola como é no contra ataque. Por essas e outras, essa – o contra ataque – deve ser a arma de Ancelotti para tentar superar o favorito Barcelona no clássico deste domingo, válido pela 28ª rodada. No momento o Barcelona lidera com 65 pontos, seguido pelo Real Madrid, com 64 pontos. Em outras palavras, trata-se de um confronto direto pelo título da Liga. Para variar.

domingo, novembro 23, 2014

Os gols do maior artilheiro da Liga

Lionel Messi é o único gênio da bola em atividade, na minha opinião. O único. Há outros projetos de gênios por aí, mas hoje nada nem ninguém se aproxima do argentino nesse quesito.

Costumo dizer que seu futebol consegue superar seus números. Que a beleza de seu jogo consegue se destacar mais que seus impressionantes dados estatísticos (é o maior artilheiro do Espanhol, da Champions League, do clássico Barça-Madrid, e do FC Barcelona).

Em La Liga, com o hat-trick de ontem sobre o Sevilla, agora ele chegou a 253 gols em 289 jogos (confira a lista dos maiores goleadores). E confira todos eles no vídeo abaixo.



Ah, e lembre-se: Messi tem 27 anos.

quinta-feira, outubro 23, 2014

Os goleadores do grande clássico

Veja todos os gols dos últimos 30 anos de Barcelona vs Real Madrid.



Messi é o maior artilheiro do confronto. Cristiano Ronaldo é o quinto.



Neste sábado tem El Clásico, no Santiago Bernabéu, por La Liga.

Lista via Football Citizens.

terça-feira, outubro 07, 2014

Os números dizem o quê?

Esse post no Facebook me gerou uma dúvida: a média de gols dos artilheiros do Brasileirão é realmente muito mais baixa do que a média dos goleadores das principais ligas da Europa? Resolvi chutar o achismo para escanteio e dei uma vasculhada nos números das últimas cinco temporadas.



Eu sei que a comparação seria mais precisa se eu pegasse a relação entre gols e partidas jogadas por cada artilheiro em cada campeonato. No entanto, peguei os números absolutos mesmo. Outra coisa, é preciso lembrar que as ligas alemã e portuguesa têm 18 clubes, logo, 34 rodadas, e não 38 como as demais, o que sem dúvida compromete um pouco o resultado final do cálculo. Dito isso, vamos lá.

A média mais alta, evidentemente, é a da liga espanhola (38 rodadas): 40.2 gols. Nas últimas cinco temporadas, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi se revezaram no topo da artilharia. Em 2013/14, Ronaldo marcou 31 gols; em 2012/13, Messi marcou 46; em 2011/12, Messi marcou 50; em 2010/11, Ronaldo marcou 40; e em 2009/10, Messi marcou 34.

A Premier League e a Serie A (38 rodadas) estão empatadas com a segunda melhor média: 27.2 gols. Nas últimas cinco temporadas do Inglês, estes foram os números: em 2013/14, Suárez fez 31 gols; em 2012/13, Van Persie fez 26; em 2011/12, Van Persie fez 30; em 2010/11, Tevez fez 20; e em 2009/10, Drogba fez 29. Já nas últimas cinco temporadas do Italiano, estes foram os números: em 2013/14, Immobile fez 22 gols; em 2012/13, Cavani fez 29; em 2011/12, Ibrahimovic fez 28; em 2010/11, Di Natale fez 28; e em 2009/10, Di Natale fez 29.

A terceira média mais alta é a da Bundesliga, com 24.8 gols (34 rodadas). Detalhe: nas últimas cinco temporadas, o artilheiro não se repetiu. Em 2013/14, Lewandowski marcou 20 gols; em 2012/13, Kießling marcou 25; em 2011/12, Huntelaar marcou 29; em 2010/11, Mario Gomez marcou 28; e em 2009/10, Dzeko marcou 22.

A quarta média mais alta, nessas últimas cinco temporadas, é a da Ligue 1 (38 rodadas): 24 gols. Em 2013/14, Ibrahimovic fez 26 gols; em 2012/13, Ibrahimovic fez 30; em 2011/12, Giroud fez 21; em 2010/11, Sow fez 25; e em 2009/10, Niang fez 18.

A quinta melhor média é a da liga portuguesa, com 22.8 gols (34 rodadas). Nas últimas cinco épocas, estes foram os números: em 2013/14, Jackson marcou 20 gols; em 2012/13, Jackson marcou 26; em 2011/12, Lima e Cardozo marcaram 20 cada; em 2010/11, Hulk marcou 23; e em 2009/10, Falcao e Cardozo marcaram 25 cada.

Por fim, a sexta melhor média, ou a pior entre elas, é a do Brasileirão (38 rodadas): 21.2 gols. A exemplo da Bundesliga, nas últimas cinco temporadas o goleador não se repetiu: em 2013, Éderson fez 21 gols; em 2012, Fred fez 20; em 2011, Borges fez 23; em 2010; Jonas fez 23; e em 2009, Adriano e Tardelli fizeram 19 cada.

Enfim. Não sei até que ponto esses dados estatísticos e essa conta talvez um pouco mal feita podem dizer alguma coisa (se é que podem, pois futebol é um esporte coletivo, que vai muito além dos números). Só sei que, por uma série de fatores que renderiam um livro, de uns tempos para cá, os artilheiros do Brasileirão têm ficado bem aquém dos artilheiros da grandes ligas da Europa, não só em relação à questão técnica, mas também quanto ao número de gols propriamente dito.

quarta-feira, maio 07, 2014

Os golaços da temporada europeia

Courtois; Ivanovic, Pepe, Miranda e Alaba; Bale, Modric, Touré e Ronaldo; Suárez e Diego Costa. No 4-4-2 em linha. Acho que esse é meu XI da Europa 2013/14. Mas ainda não tenho certeza. Por enquanto, então, fico com os melhores gols da temporada, divididos em quatro vídeos (1080p HD).







segunda-feira, março 24, 2014

Neymar paga o pato pelo coletivo

Às vezes procuramos chifre em cabeça de cavalo para tentar justificar certas teorias que criamos na nossa cabeça. Não gostamos de dar o braço a torcer, por isso às vezes procuramos pelo em ovo para tentar concretizar certos (pre)conceitos que construímos.

Desde 2010 (fevereiro de 2010, para ser mais preciso) eu vislumbrava a possibilidade de Neymar no Barcelona. Quando ele surgiu para o futebol brasileiro naquele ano, deitando e rolando na ponta esquerda daquele Santos que tinha Robinho na direita, Ganso por dentro e André na frente (além dos volantes Arouca e Wesley), foi inevitável a associação com o clube catalão, em especial por causa da "necessidade" azulgrená, vide esse post intitulado Pep e o ponta ideal. No fim das contas, três anos depois, Neymar foi contratado pelo Barcelona.

Foi contratado pelo Barcelona em tese para assumir a ponta esquerda da equipe, e até outro dia foi assim. Nessa temporada foi por ali que ele jogou e, sim, se destacou. Lembre-se: enquanto Messi esteve cerca de dois meses afastado dos gramados (novembro e dezembro de 2013, basicamente), o ex-santista foi o melhor jogador do time (eventualmente jogando, e bem, até como falso nove). Hoje, porém, a julgar pela partida contra o Manchester City e por El Clásico de domingo, pode ser que minha previsão de 2010 não se confirme, pode ser que Neymar não seja "o novo Ronaldinho do Barça" como eu havia pensado, e aí terei de dar o braço a torcer.



A exemplo do que fez Vilanova em 2012/13, me parece que nessa reta final de temporada Martino irá recorrer a umas das invenções de Guardiola: Iniesta na ponta esquerda. Não foi uma sacada tão genial quanto Messi falso nove, mas foi uma inovação importante feita por Pep, na temporada 2011/12 (aqui e aqui), refletida até hoje. Em prol da segurança e do consagrado estilo de jogo baseado na posse da bola, a impressão é de que, na hora do vâmo vê, o treinador argentino vai mesmo optar por Iniesta na esquerda e, consequentemente, deslocar Neymar à direita.

Evidente, Neymar rende mais quando joga na ponta esquerda. Trata-se de um dos melhores pontas-esquerdas do mundo. Está no Top 5 da posição na atualidade ao lado de Cristiano Ronaldo, Ribéry, Hazard e Reus, eu diria. É partindo daquele canto do campo que ele se torna letal com sua velocidade, seus dribles e seus arremates, independente de quem seja o adversário. Apesar disso, ao que parece Martino se convenceu de que a alternativa mais indicada, no fim das contas, é ter Iniesta à esquerda e Neymar "sacrificado" à direita (sacrificado entre aspas, não é o fim do mundo, Neymar se adapta).

O que muda? Bom, Iniesta é craque é consegue cumprir diferentes funções com excelência semelhante. Logo, ele é capaz de fazer o que um ponta faz, de abrir a defesa, de dar profundidade, de entrar na área, de fazer gol, como fez ontem contra o Madrid, após o passe de Messi (esse passe é uma prática do camisa 10, inclusive). Com a posse da bola (ou seja, na maior parte do tempo), no entanto, Iniesta tende a se integrar à meia cancha para qualificar o Tiki-Taka (algo que Neymar, por exemplo, tem dificuldade em fazer, por uma questão de característica). Para ditar o ritmo e dominar o jogo, fica mais fácil para o Barcelona se Xavi, Fàbregas e Iniesta estiverem em campo, e não apenas dois deles. E por que não escalar Iniesta na ponta direita, em vez de Neymar? Bom, me parece que ambos os dois rendem mais pela esquerda, e que, por uma série de motivos, Iniesta tem a preferência.

Enfim. É uma questão de comparação, de custo-benefício, como tudo na vida. E pode ser que Martino tenha chegado à conclusão de que, sim, vale a pena "sacrificar" Neymar na ponta direita para que o time, coletivamente, com Iniesta na ponta esquerda (e Busquets, Xavi e Fàbregas no meio), atinja um nível mais satisfatório. Ou ao menos se torne mais competitivo nessa reta final de temporada, principalmente na Champions, já que a Liga permite um rodízio de elenco mais efetivo. Seja como for, independente da formação utilizada, os culés estão na briga pelo título nacional e são, na minha visão, favoritos diante do Atlético nas quartas da UCL.

PS: Confira aqui os lances de Iniesta contra o Real Madrid.

sábado, março 22, 2014

Prévia de Real Madrid vs Barcelona

Ponta é ponta e ponto final. Nesse sentido sou meio tradicional. Não no sentido do ponta clássico, aquele dos anos 50 e 60, que chega à linha de fundo para cruzar ou bater em gol sem ângulo, que nem eu nem você vimos e que praticamente não existe mais (hoje em dia os pontas de pés opostos comandam). Sou meio tradicional no sentido do ponta ser mais atacante do que meia, no sentido do ponta ter na velocidade, no drible e no arremate suas maiores virtudes (características de atacante), e não no passe, na visão de jogo e na cadência (características de meia).

Claro, não há apenas um jeito de se jogar. Existem exemplos de times bem sucedidos com meias e/ou atacantes escalados nas beiradas. O Real Madrid, por exemplo, representa o time de pontas de ofício. Bale e Cristiano Ronaldo são jogadores incisivos, objetivos, que têm na explosão física, no drible e na finalização seus pontos fortes. Já o Barcelona pode ser considerado uma equipe que joga com meia na beirada.

Concebida por Pep Guardiola, a ideia surgiu como exceção e era adotada por ele com parcimônia, mas virou regra nos tempos de Tito Vilanova e agora aparentemente está em voga com Tata Martino. Me refiro a Iniesta na ponta esquerda (algo que ocorre na Roja, diga-se). Veja bem, digo pode ser e não é porque, na maioria das vezes, Martino não jogou assim. Na maior parte da temporada o Barcelona atuou com três atacantes legítimos. Além de Messi, a lógica sempre foi Neymar, Alexis e Pedro brigando por duas vagas no ataque. As semanas recentes, porém, indicam que essa lógica pode estar alterada, e que Neymar, Alexis e Pedro podem estar disputando, em vez de duas vagas no ataque, apenas uma. Ou será que não?



Para o clássico deste domingo, no Santiago Bernabéu, a dúvida pré-jogo, pelo menos na minha cabeça, é essa. Martino vai com um meia numa das pontas ou vai com dois atacantes de verdade nas extremas? No 2 a 1 sobre o Manchester City, no Camp Nou, por exemplo, Iniesta foi escalado à esquerda e Neymar à direita (confira aqui). Já no 7 a 0 sobre o Osasuna, também no Camp Nou, no fim de semana passado, Pedro, Alexis e Messi foram titulares, com Iniesta no meio campo, ao lado de Xavi e Busquets (Neymar e Fàbregas ficaram no banco). Há ainda uma terceira opção, vide El Clásico do primeiro turno, quando Fàbregas e Messi ocuparam o centro e a direita (veja aqui). Por essas e outras, pelo menos na minha cabeça, paira essa dúvida: quem serão os dois parceiros de Messi no setor ofensivo?

Embora faça sentido Iniesta na ponta (na ponta até a página dois, pois com a posse da bola ele costuma ocupar a faixa central e colocar o Barcelona em superioridade numérica na meia cancha), na minha prancheta prévia (acima) estou apostando na segunda opção, três atacantes de ofício (no caso, em Alexis, Messi e Neymar), por alguns motivos. Primeiro porque prefiro pontas mais atacantes do que meias e tenho fé - não informação - de que Martino compartilha desse pensamento. Segundo porque, inevitavelmente, no Bernabéu, Marcelo deverá atacar horrores, e será preciso um ponta com poder de marcação para tentar neutralizá-lo. Sob esse ponto de vista me parece mais pertinente, para cumprir essa função de duelar com Marcelo, um ponta-direita de pernas e pulmões intermináveis (Sánchez). E terceiro porque Neymar é um dos melhores pontas-esquerdas do planeta, simples assim. É bem possível, entretanto, que a primeira opção entre em campo (Iniesta na ponta, Busquets, Xavi e Fàbregas no meio).

Em relação aos donos da casa, não há muito mistério. Na verdade, não há mistério algum. A fase merengue é excelente, e o favoritismo é todo blanco. Recuperado, Benzema deve ser a referência, com Bale na ponta direita e Cristiano Ronaldo na ponta esquerda, noves fora Alonso, Modric e Di María no meio campo (ou seja, a formação rotineira do Real Madrid 2013/14). Se minha prévia da prancheta se confirmar, o croata deve bater de frente com Iniesta e Di María com Fàbregas (ou Xavi). A conferir. Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 17h deste domingo, horário de Brasília, na ESPN Brasil.

ATUALIZAÇÃO: Troquei Varane por Pepe.

sábado, novembro 02, 2013

Pontas de ponta

Gareth Bale, o ponta-direita do Real Madrid. O CR7 canhoto.



Cristiano Ronaldo, o ponta-esquerda do Real Madrid. O Bale destro.

quarta-feira, outubro 30, 2013

Ancelotti próximo do XI ideal?

Isco é mais winger do que meia. Não é tão pé pensante assim para assumir o papel do clássico camisa 10. Rende mais partindo do lado esquerdo do que da faixa central. Por isso não consigo imaginar o Real Madrid 2013/14, por exemplo, no 4-2-3-1 com ele por dentro. Particularmente, aliás, entendo que esse esquema não engrenará/ria nessa temporada porque sua peça-chave foi vendida para o Arsenal.

Talvez a melhor alternativa tática para encaixar o ex-Málaga na equipe foi a apresentada nesta quarta-feira, no Santiago Bernabéu, na vitória por 7 a 3 sobre o Sevilla: o 4-3-3. No 4-3-3, Isco trabalha mais próximo ao seu habitat natural – a faixa esquerda – sem que Cristiano Ronaldo seja adiantado ou deslocado mais para o centro. O 4-4-2 até entrou em vigor algumas vezes, como no 6 a 1 em cima do Galatasaray (veja aqui). Eu mesmo jurava que o treinador italiano já tinha definido as duas linhas de quatro como estrutura padrão, vide esse convicto post. Porém, ainda mais com o retorno de Alonso aos gramados, parece-me que esse 4-3-3 está se firmando.



Esse sistema favorece as pequenas sociedades, principalmente pelo lado esquerdo, no caso do Madrid, com Marcelo, Isco e Ronaldo. O entrosamento do brasileiro com o português vem de longa data, e aos poucos o espanhol deve se inserir nesse talentoso triângulo. Para isso, no entanto, é preciso repetir o time, pois sem repetição não se atinge a sintonia. Pelo lado direito, em contrapartida, Bale não tem companheiros à altura (Arbeloa e Khedira). Claro que o galês corta para dentro quase sempre, busca o centroavante, o arremate, o passe para o outro ponta, a jogada individual... Se comparado ao flanco oposto, no entanto, o direito fica em desvantagem. Por essas e outras, Carvajal na lateral direita é a pedida.

Assim como no PSG, demorou um pouco, mas agora parece que Ancelotti está realmente encontrando o chamado XI ideal. Naturalmente, Illarra deve voltar para o banco e Alonso virar o cabeça de área desse 4-3-3. Mas essa é mole, né. O duro é saber onde entra Di María. Pois, CR7 à parte, trata-se do melhor jogador merengue na temporada. O problema é que ele joga na do Bale, e, convenhamos, Bale não será reserva. A versatilidade do argentino, contudo, pode jogar a seu favor, e a solução pode ser a meia direita (dessa maneira Di María jogaria ao lado de Isco, Xabi mais atrás, plantado, Bale e Ronaldo nas pontas, além de Benzema). Será que funcionaria?

sexta-feira, outubro 25, 2013

Prévia de Barcelona vs Real Madrid

Não queria deixar me influenciar por uma vontade pessoal, porém vou me permitir isso. No Clásico deste sábado, provavelmente Gareth Bale começará no banco, mas na prancheta pré-jogo optei pelo galês no XI inicial por dois motivos: primeiro, por uma vontade pessoal; e segundo, por uma questão de estratégia.

Quando digo vontade pessoal, não me refiro simplesmente à titularidade do jogador mais caro do mundo. Me refiro também à parte estrutural da equipe. Ancelotti tem utilizado dois esquemas no Real Madrid, o 4-4-2 em linha e o 4-3-3. Contra a Juventus, por exemplo, atuou com três atacantes. Já contra o Galatasaray, na Turquia, jogou com duas linhas de quatro (Di María e Isco wingers, Benzema e Cristiano Ronaldo no ataque). Di María e Isco, aliás, me parecem titulares absolutos em 2013/14. Se forem, a briga de Bale deve ser com Benzema. E no caso específico dessa partida contra o Barcelona no Camp Nou, entendo que ele pode ser mais útil que o francês.



Eu sei, Bale não é centroavante. Nesse 4-4-2, todavia, ele não trabalharia como tal. Nem ele, nem CR7. Embora a posse de bola sob o comando de Tata não seja tão predominante como nos tempos de Pep, a bola ainda fica mais tempo com o Barça, ainda mais em casa. Logo, imagina-se um Real Madrid fechado, voltado para o contra ataque. E é aí que entra Bale. Nesse jogo especificamente os atacantes merengues, em tese, não precisarão jogar de costas para o gol, tampouco fazer o papel da referência lá em cima. Em regra as oportunidades devem surgir em velocidade, com espaços à frente. Por essas e outras, apostaria no camisa 11 entre os onze. Contudo, acredito que Carlo inicie com Benzema ou Morata.

Quanto ao Barcelona a dúvida é, pelo menos a minha, Fàbregas ou Alexis. Justamente por se tratar de um confronto de posse de bola vs contra ataque (se é que assim será), talvez fosse pertinente entrar com Cesc. O 4 poderia se revezar com Messi como falso nove, deslocando o gênio argentino para a ponta direita, região de Marcelo (ou Coentrão). Ainda assim, pela confiança que Martino tem depositado no chileno e pela fase que ele atravessa, creio no trio sul-americano no ataque azulgrená (ah, tem também a possibilidade de Pedro na vaga de Sánchez).

Seja como for, com Bale ou sem Bale titular, com Fàbregas, Pedro ou Alexis, espera-se muito do clássico espanhol e principalmente de Neymar, pois será seu primeiro (Bale idem). No último jogo grande, contra o Milan, no meio de semana, o desempenho do brasileiro ficou aquém. Vamos ver diante do maior rival, no embate válido pela 10ª rodada da Liga.

sexta-feira, outubro 05, 2012

Pré-jogo: Barcelona vs Real Madrid

De uns tempos para cá houve poucas novidades no que diz respeito aos esquemas táticos. Tirando uma vez ou outra Pepe no meio campo naquele 4-1-4-1, em regra quando Barcelona e Real Madrid duelam ocorre o encaixe: 4-3-3 vs 4-2-3-1.

Pontas duelando com laterais, meias duelando com volantes. Na meia cancha, três contra três. Cabeça de área vs meia-central, meia-direita vs volante à esquerda, e meia-esquerda vs volante à direita. Em tese são essas as pelejas individuais.

Se taticamente não deve fugir muito disso, na parte técnica existem algumas dúvidas - mais pelo lado dos visitantes. Na equipe de Tito Vilanova, alguém deve sair para Cesc Fàbregas permanecer. Pode ser Pedro, pode ser Villa, pode ser Alexis. Já na de José Mourinho, a vaga disputada é pela faixa central, e seus candidatos são Modric, Özil e Kaká. Para descer do muro, na prévia aqui do blog aposto em Alexis e Modric entre os onze.



Devido à polivalência do elenco azulgrená, Tito conta com uma gama grande de variações, sem mexer na estrutura tática. Mas entre elas, creio em Fàbregas jogando no meio campo, com Iniesta na ponta esquerda, por onde está habituado. E na direita, acredito em Alexis, para explorar o drible e a velocidade em cima de Marcelo - noves fora as tramas com Daniel Alves, na teoria, marcado por Cristiano Ronaldo.

O panorama da partida não deve ser diferente do de outros carnavais: Barcelona com o time todo adiantado, valorizando a posse de bola a toques curtos, à espera da infiltração e da finalização; e sem abdicar de jogar, o Real Madrid engatilhado para contra atacar.

Tentativas de previsão à parte, o apito inicial será dado no Camp Nou neste domingo às 14h50, horário de Brasília. "El Clásico" é válido pela 7ª rodada da Liga. O Barça lidera com 18 pontos (100%), e o Madrid é sexto, com 10.

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quinta-feira, outubro 04, 2012

Kaká cresce na corrida pelo clássico

Cristiano Ronaldo na ponta esquerda e Benzema (Higuaín?) na frente. A questão é: quem vai pela faixa central e quem vai pela ponta direita? Em tese, quatro jogadores brigam por duas vagas para o clássico de domingo, contra o Barcelona, no Camp Nou.

Os candidatos são Modric, Özil, Di María e Kaká.



Até outro dia o brasileiro corria muito por fora. Mas depois de ontem, da empolgante apresentação diante do Ajax, pode ser que ele tenha encurtado a distância para os demais. Lidera essa corrida, imagino eu, o croata recém-contratado. E disputam a segunda colocação Özil e Di María. Contudo, como disse, Kaká pode ter encurtado a distância.

Há também a questão tática. No 4-2-3-1 de José Mourinho, qualquer um deles pode jogar por dentro - até mesmo Di María, que sob a batuta do treinador português, já atuou nessa posição. Entretanto a peleja pela faixa central deve ficar entre Modric e Kaká, enquanto a ponta direita deve se restringir aos canhotos Di María e Özil.

Palpite? Mourinho vai de Di María, Modric e Cristiano Ronaldo, com Benzema na frente. Se Kaká começar, confesso que ficarei surpreso. Porém com a volta à Seleção e com apresentações como a desta quarta-feira em Amsterdã, o brasileiro assume outro patamar no elenco merengue e na cabeça da comissão técnica.

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sábado, abril 21, 2012

Iniesta: meia, ponta ou banco?

É tudo ou nada para o Barcelona. O próprio Guardiola admitiu - e não poderia ser diferente - que "La Liga está en manos del Madrid". Logo, penso que ele mandará a campo uma formação mais atrevida - se é que podemos usar esse adjetivo, já que a equipe é praticamente sempre a mesma (não necessariamente nos nomes e na estrutura tática, mas sim na essência).

Faz tempo que Pep vem escalando Iniesta na ponta esquerda, com Busquets, Xavi e Fàbregas no meio campo do tradicional 4-3-3 azulgrená (confira aqui). Com essas peças distribuídas nesse esquema, a tendência é a posse de bola crescer em qualidade e longevidade. Em contrapartida, na minha opinião, diminui, mesmo quase que insignificantemente, a capacidade goleadora do time.



Iniesta, salvo engano, tem 7 ou 8 gols na temporada 2011/2012. Convenhamos, é pouco. Tudo bem que Messi compensa com seus caminhões de gols. Mas para Iniesta, o ponta-esquerda, é pouco. Não que o camisa 8 seja ruim ou tenha o pé descalibrado. Não é nada disso. Apenas entendo que com Cuenca, Pedro ou Tello por ali, a chance da rede ser balançada é maior. É uma questão de característica.

Visto que Alexis é dúvida e dificilmente será relacionado para a partida, e que ao Barça só interessa o resultado positivo, estou apostando em Cuenca e Pedro pelas pontas e Messi na dele, de falso 9. Claro que Guardiola pode seguir com Iniesta na ponta e afundar minha hipótese. Ou quem sabe escalar Fàbregas aberto, recuando Iniesta à meia esquerda (Cesc, aliás, tem o faro de gol bem mais apurado que Andrés). São várias as possibilidades.

Entretanto teimo em tentar prever que os donos da casa irão com dois atacantes de ofício pelas pontas, Messi por dentro (sempre caindo para a direita e voltando à meia-cancha), Busquets na cabeça de área e, nas meias... Bem, nas meias, se minha hipótese for concretizada, são duas vagas para três (ou quatro) jogadores (Xavi, Iniesta e Fàbregas. E Thiago).

Quanto aos visitantes, a previsão é menos difícil. Pelo seguinte: o contra-ataque será fundamental, e a melhor maneira para isso é com Cristiano Ronaldo, Özil, Di María e Benzema no gramado. Ah, e claro, com Marcelo. Depois do ocorrido na terça-feira passada na Allianz Arena, imagino que Coentrão irá amargar o banco em banho-maria.

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quarta-feira, abril 11, 2012

Atlético sucumbe ao Madrid

A vitória foi do Real Madrid. Quatro a um, com direito a hat-trick e golaço de Cristiano Ronaldo. Eu sei. Mas como estamos careca de saber como joga o time treinado por José Mourinho, resolvi publicar um post sobre o "primo pobre" da cidade.

No dérbi desta quarta-feira, no Vicente Calderón, a equipe de Diego Simeone tentou vender caro a derrota. E conseguiu, pelo menos até a página dois. Verdade que los blancos, no frigir dos ovos, foram muito superiores e mereceram os três pontos. Entretanto, dentro de suas limitações e da qualidade do rival, los colchoneros fizeram uma boa partida. Pelo menos até a metade do segundo tempo.



No 4-4-2 atleticano, sem a posse da bola, o brasileiro Diego fecha o lado direito do campo, alinhando-se a Gabi, Tiago e Arda. Com a bola, porém, o camisa 22 busca sempre a faixa central do gramado, para articular as jogadas. Ou seja: em nada lembra o chamado winger (ao contrário de Arda, que em vários momentos progrediu pelo corredor).

Em relação à dulpa de frente, Falcao trabalha na referência e Adrián na movimentação. O 7 busca o jogo atrás, cai pelos lados e encosta no centroavante, como manda a cartilha. Foi dele, aliás, o cruzamento para o gol de cabeça de Falcao. Já os laterais, responsáveis por Di María e Cristiano Ronaldo, foram acionados quando podiam ser.

Com a derrota para o Madrid, o Atlético se manteve na modesta 9ª colocação da Liga Espanhola, enquanto o líder merengue voltou a abrir 4 pontos de vantagem sobre o Barcelona.

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terça-feira, abril 10, 2012

Outra cartada de Pep Guardiola

Tirar Messi da ponta direita para transformá-lo em falso 9, após a saída de Ibrahimovic rumo ao Milan, foi a maior sacada de Guardiola no comando do Barcelona. A segunda maior, para mim, foi o 3-4-3.

Pode-se pensar que a chegada de Fàbregas foi essencial para o surgimento desse "plano B". E até certo ponto, foi. Graças ao retorno do camisa 4, o técnico se viu forçado a encontrar uma estrutura diferente do tradicional 4-3-3 para encaixar o ex-capitão do Arsenal (embora Fàbregas também jogue no 4-3-3, com Iniesta na beirada).

Contudo, em regra o jogador-chave que faz o time mudar ou não de esquema é Daniel Alves. Sem ele à disposição, as chances de Guardiola escalar a equipe no 3-4-3 são sempre grandes. Com ele disponível, a probabilidade maior é o 4-3-3. Daniel Alves também joga no 3-4-3, é verdade. Mas como ponta-direita, e não fechando o lado na linha de três.

Na vitória por 4 a 0 sobre o Getafe, nesta terça-feira, no Camp Nou, sem Fàbregas e Daniel, o "plano B" entrou em vigor novamente. Dessa vez com Mascherano na sobra, Cuenca e Pedro nas pontas, Alexis centralizado e Messi na ponta superior do losango da meia-cancha.



Entre o trio de "zagueiros", Adriano e Puyol foram relativamente ativos no apoio. E quando apoiavam, alternadamente, Busquets guardava a posição. Ou seja: sempre havia três jogadores culés para dois atacantes do Getafe - quandos estes não estavam recuados.

No setor ofensivo, como de praxe no 3-4-3 de Guardiola, os ponteiros (Cuenca e Pedro) atuaram bem abertos, próximos às linhas laterais do gramado, buscando a diagonal e a linha de fundo. Essa estratégia, como gosta de ressaltar Paulo Calçade nas transmissões dos canais ESPN, distancia os membros da linha defensiva do adversário e, por conseguinte, abre espaços para o centroavante e para quem vem de trás, para quem vem do meio-campo.

E é justamente no meio-campo que está o coração do jogo azulgrená. E o cérebro. Nesta terça-feira, por exemplo, o setor foi ocupado por Busquets, Xavi, Iniesta e Messi, atletas de muita qualidade no passe - fundamento crucial para a manutenção da posse de bola. São quatro jogadores para pensar pacientemente a partida pela faixa central. E às vezes são cinco, quando Fàbregas é titular e Messi o falso 9.

A maior sacada no comando do Barcelona, para mim, foi centralizar Messi. Entretanto reconheço que esse 3-4-3 retirado da cartola de Guardiola merece menção honrosa. Por originar, insistir e desenvolver a ideia, mais uma vez Pep merece palmas.

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sábado, dezembro 17, 2011

Kaká e Özil podem pagar o pato

Lembro que logo após voltar de lesão, em fevereiro deste ano, Kaká foi escalado na meia do 4-2-3-1, com Ronaldo e Özil nas extremas. À época publiquei o post "Di María pode pagar o pato". Veja aqui.

Eis que hoje, mais de dez meses depois, quem parece correr risco são justamente Kaká e Özil. No 6 a 2 sobre o Sevilla, neste sábado, o argentino foi o armador central do time. O brasileiro e o alemão ficaram no banco os 90 minutos.



Di María sempre foi homem de beirada. Confesso que foi a primeira vez que o vi jogando nessa posição com a camisa merengue. E nessa posição, ele foi o dono da partida. Se movimentou com maestria, distribuiu bem o jogo e emplacou duas assistências, além de deixar o dele.

É verdade que seu gol foi marcado quando os visitantes estavam com um a menos em campo (Pepe foi expulso). O esquema tático tinha sido alterado para o 4-4-1 em linha. Mas ainda assim, apresentação de gala do 22.

O fato é que, na posição de Kaká e Özil, Di María deitou e rolou diante do Sevilla. Agora nos resta aguardar para ver se Mourinho vai efetivá-lo ao cargo de meia-central, ou se foi algo ocasional. De qualquer maneira, o 8 e o 10 que se cuidem.