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terça-feira, junho 10, 2014

Portugal goleia às vésperas da estreia

Dois em um. No 5 a 1 sobre a Irlanda, nesta terça-feira, o camisa 9 não foi apenas o camisa 9. Foi dois em um. Não foi apenas o centroavante do time, autor de dois gols típicos de centroavante, no primeiro tempo. Foi também o cara responsável pelo trabalho sujo pelo lado esquerdo do campo. Sem a bola, para liberar Cristiano Ronaldo, em regra era ele quem fechava o flanco e eventualmente acompanhava o lateral-direito adversário.

Com a bola, claro, Hugo Almeida trabalhou na referência do 4-3-3 lusitano, enquanto Cristiano Ronaldo circulou por uma extensa faixa, geralmente priorizando a origem das jogadas pelo lado esquerdo, onde notoriamente rende mais (espaço também ocupado por Coentrão, vide o lance do gol contra e o gol do próprio lateral, após passe de Nani, no segundo tempo); Varela preencheu o lado direito. Sem a bola, no entanto, talvez até por uma questão física (CR7 estava voltando agora), ou por uma mera visão tática mesmo, Hugo Almeida cumpriu o papel chato de fechar a beirada do campo.



Taticamente falando, não sei até que ponto isso é positivo. Na verdade não sei até que ponto esse comportamento ocorrerá na Copa. De repente o que se viu hoje foi exceção, em função de Ronaldo estar voltando dum período inativo. Mas se na Copa a regra for essa, confesso que não sei até que ponto vai a eficiência de Hugo Almeida cumprindo essa função, de marcar por zona lá atrás (quando a marcação é por pressão, lá em cima, aí sim Hugo Almeida é o último homem, ou o primeiro a apertar a linha defensiva adversária, se preferir). A vantagem de tê-lo marcando lá atrás, pelo lado esquerdo, claro, é ter Cristiano Ronaldo descansado lá na frente, à espera da bola para puxar o contra golpe, seja conduzindo-a, ou via lançamento.

O cenário da estreia, por exemplo, pode ter a Alemanha trabalhando a posse da bola no campo ofensivo, e Portugal fechado lá atrás, com Hugo Almeida vigiando Lahm, e CR7 mais adiantado, preservando as pernas e os pulmões, para fazer a transição rápida e pegar os, digamos, lentos zagueiros alemães com muito espaço à frente. Outra opção é o bom e velho esquema com duas linhas de quatro, com Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida no ataque, e Raul Meireles dobrando a marcação do lado esquerdo (foi assim boa parte da segunda etapa contra a Irlanda). Nessa situação, porém, vale ressaltar a exposição do miolo da meia cancha, com dois jogadores apenas (William Carvalho/Miguel Veloso e João Moutinho). No confronto contra a Alemanha, por exemplo, eles ficariam em desvantagem numérica (e técnica) diante de Khedira/Kroos, Schweinsteiger e Özil.

Seja como for, a boa notícia é que o Bola de Ouro jogou uns 60 minutos nesta terça, e aparentemente terá condições de jogar os 90 contra a Alemanha, dia 16, às 13h, na Fonte Nova, em Salvador. Se ainda não está nem estará 100% fisicamente, o desempenho no amistoso com os irlandeses pelo menos indica que Cristiano Ronaldo deve atuar o jogo todo (sempre lembrando que sua bola parada pode decidir). Caso eu esteja enganado e ele não consiga jogar os 90 minutos, entretanto, Nani mostrou que pode substituí-lo no segundo tempo, à esquerda, e botar fogo na partida.

segunda-feira, outubro 21, 2013

Quem você quer na Copa?

Honestamente? Por mais que Cristiano Ronaldo seja bonitão e tal, prefiro ver Ibrahimovic em ação. O futebol do sueco é mais colírio para meus olhos do que o futebol do português.



quarta-feira, junho 30, 2010

A pisada na bola de Queiroz

Quando perguntado por explicações para a eliminação ainda na zona mista, Cristiano Ronaldo mandou que falasse com Carlos Queiroz. Quando questionado sobre o clima do grupo, Deco disse que é bom, entre os jogadores.

Fiquei com a impressão de que atletas e treinador não estavam falando a mesma língua. Posso estar viajando, mas fiquei com a sensação de que eles estavam contrariados com alguma coisa. Pode ser algo extra-campo, pode ser algo pessoal, ou posso estar procurando pêlo em ovo. Mas os duelos diante de Brasil e Espanha me fazem pensar que Queiroz pisou na bola nas estratégias traçadas para estes confrontos.



Contra a Seleção, jurava que o técnico moçambicano iria no 4-3-3 habitual, com um volantes, dois meias, dois ponteiros e um centroavante. No entanto entrou num 4-1-4-1 com Duda na beirada esquerda e Cristiano Ronaldo de 9. Ou seja: não entrou com ambição para ganhar do Brasil e muito provavelmente evitar a Fúria na fase seguinte. Estava satisfeito com a segunda colocação do grupo.

Nas oitavas de final, manteve o 4-1-4-1, desta vez com Hugo Almeida na frente, Simão e Cristiano Ronaldo nas pontas. Menos mal. Normal que o 7 e o 11 fechassem os lados do gramado. Até aí, tudo bem. O problema foi a atitude da equipe. Mesmo perdendo por 1 a 0, o time parecia apático, jogou a toalha em pleno andamento do segundo round.

É evidente que a Espanha é muito mais bola, coletiva e individualmente. Seria estranho se os lusos tivessem passado. Todavida a maneira como Portugal vendeu a derrota, também foi esquisita. Contudo, na minha visão, entre a duas partidas, o maior pecado que Carlos Queiroz cometeu na Copa foi frente o Brasil.

quinta-feira, junho 24, 2010

Pré-jogo: Brasil x Portugal

Graças aos esquemas táticos adotados por Dunga e Queiroz, os duelos individuais ficarão bem nítidos. No meio-campo, Gilberto Silva e Felipe Melo marcarão Raul Meireles e Tiago, enquanto Júlio Baptista terá no cangote Pedro Mendes.

Simão e Cristiano Ronaldo baterão de frente com Maicon e Michel Bastos, do mesmo modo que Robinho e Daniel Alves serão marcados por Miguel e Coentrão. Já as duplas de zaga serão encarregadas pelos centroavantes adversários.



Claro que o posicionamento dos atletas não é rígido, em especial de Robinho e Cristiano Ronaldo. Tanto o 11 brasileiro quanto o 7 português devem flutuar por uma extensa faixa do gramado ofensivo. No entanto, ao que tudo indica, o craque luso irá cair com maior frequência pelo lado do lateral mais fraco do Brasil.

Terá bastante trabalho também a dupla de volantes da Seleção. Cheios de confiança por causa do jogo contra a Coreia do Norte, os meias Tiago e Raul Meireles serão, em tese, os responsáveis pela criação no corredor central.

segunda-feira, junho 21, 2010

Tem dia que a bola entra

Todo time tem dificuldades para fazer seu jogo fluir diante de um adversário retrancado. Até o primeiro gol.

Para perfurar o bloqueio é preciso tentar de tudo: jogadas individuais, tabelinhas e enfiadas pelo corredor central, tiros de fora da área. É preciso também ter paciência, fazer a bola girar para que os membros das linhas defensivas se desloquem e os espaços apareçam. Depois do nascimento do primeiro gol, tudo fica mais fácil.



Tome Portugal como modelo. Só marcou aos 30 do primeiro tempo. No segundo a Coreia do Norte abriu as pernas e as oportunidades que surgiram foram convertidas. A Espanha, por exemplo, também criou inúmeras chances contra Honduras. Mas a bola não entrou, por falta de competência, por falta de sorte ou pura e simplesmente por se tratar de futebol. Acontece: tem dia que a bola entra, tem dia que não entra. E que o digam as seleções ibéricas sobre esta segunda-feira.

terça-feira, junho 01, 2010

Presunção de Brasil x Portugal

No amistoso diante de Camarões, nesta terça, Carlos Queiroz escalou Portugal no esquema tático habitual: o 4-3-3 com um cabeça-de-área, dois meias, dois pontas e um centroavante.



Se estes forem os times no útimo jogo da fase de grupos, os embates individuais serão nítidos: Maicon x Cristiano Ronaldo, Lúcio e Juan x Liedson, Michel Bastos x Simão, Gilberto Silva x Raul Meireles, Felipe Melo x Deco, Kaká x Pedro Mendes, Elano x Duda, Robinho x Paulo Ferreira, e Luís Fabiano x Bruno Alves e Ricardo Carvalho.

É possível que ocorra a inversão dos ponteiros lusitanos, para o camisa 7 jogar em cima do lateral mais fraco do Brasil, em especial no quesito defensivo.

segunda-feira, maio 31, 2010

Os homens da bola parada

Não sei ao certo quem são os batedores ditos oficiais das seleções. Nem mesmo a lista abaixo com os principais nomes (sem Alemanha) é 100% segura.

Mas, em tese, a Seleção está a alguns passos atrás das demais, pelo menos nos lances de tiro direto da entrada da área (se Daniel Alves estiver no banco, diga-se).



Argentina: Verón, Messi; Brasil: Elano, Michel Bastos; Espanha: Xavi, Fabregas; França: Gourcuff, Henry; Holanda: Sneijder, Van Persie; Inglaterra: Gerrard, Lampard; Itália: Pirlo, De Rossi; Portugal: Deco, Cristiano Ronaldo.

Em tempos de Zico borbulhando no noticiário, a reclamação por Ronaldinho, no sentido da cobrança de falta, tem fundamento.