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sexta-feira, agosto 10, 2012

Prévia da final olímpica

Rômulo e Thiago Silva pela direita, Sandro e Juan pela esquerda. Em tese estes são os atletas brasileiros que deverão cobrir as investidas de Rafael e Marcelo. Isso porque uma das jogadas fortes do México é a projeção de seus extremos às costas dos laterais adversários.

Se a expectativa for confirmada, as duas equipes devem atuar no 4-4-2 em linha, com variação para o 4-2-3-1. Os atacantes de movimentação Neymar e Cortes (ou Fabian), sem a bola, devem cercar os primeiros volantes. O camisa 11 verde e amarelo tende a voltar para buscar o jogo, e deve ser vigiado de perto por Enriquez (ou Salcido).



Com a inserção de Oscar pela faixa central, quando o Brasil tiver a posse, é provável, como visto em outras partidas, que o flanco esquerdo do time treinado por Mano Menezes seja mais agudo, em função das subidas de Marcelo e Alex Sandro. O risco é, a exemplo de outros duelos, deixar Rafael abandonado.

Na teoria, a Seleção é melhor. Todavia não será surpresa se a posse do México for superior, e se o Brasil adotar o contra-ataque como estratégia. Foi assim diante da Coreia do Sul, por exemplo.

Tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática, em Wembley, às 11h, horário de Brasília. Vale a cobiçada e desejada medalha de ouro.

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quarta-feira, agosto 01, 2012

Que venha Honduras!

O jogo era para cumprir tabela, o adversário era fraco, e cinco titulares foram poupados. Ainda assim pode-se tirar um saldo da vitória por 3 a 0 sobre a Nova Zelândia nesta quarta-feira.

Individualmente, para mim o principal destaque foi Danilo, não somente pelo gol marcado. Oriundo da lateral, é no meio-campo onde ele se sente mais à vontade - já deu declarações nesse sentido, inclusive. Atuando como segundo volante, deu mais agressividade à saída de bola e mais contundência à chegada à frente. Não será surpresa se, nas quartas de final, o jogador do Porto ganhar a vaga de Rômulo, que não compromente, mas também não brilha.

Coletivamente, a equipe treinada por Mano Menezes postou-se no 4-4-2 em linha, com o lateral de origem Alex Sandro na extrema esquerda e Lucas na direita. Por dentro, o atacante de movimentação Neymar flutuou por uma extensa faixa do gramado. Foi ele o grande responsável em voltar para buscar a bola e a partir dali armar o jogo.



Defensivamente é impossível fazer uma avaliação fiel porque o Brasil não foi exigido. Ofensivamente, porém, a Seleção foi desequilibrada. Ocupou e atacou muito (bem) pelo corredor esquerdo, com Marcelo, Alex Sandro e o próprio Neymar. Em contrapartida, do outro lado, em especial no primeiro tempo, Rafael e Lucas foram abandonados. Não sei se por estratégia ou por equívoco, o corredor destro ficou às traças.

No sábado, diante de Honduras, é provável que o camisa 11 seja deslocado à ponta esquerda, com Oscar por dentro e Hulk à direita do 4-2-3-1 verde e amarelo. E na frente Pato deve retomar a titularidade, apesar do gol de Damião contra os All Whites.

O fato é que os comandados de Mano caminham a passos largos e firmes em direção ao sonhado ouro olímpico.

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sexta-feira, julho 20, 2012

Planos A e B do Brasil

Para minha surpresa, a seleção olímpica jogou com Neymar pela faixa central, no primeiro tempo do amistoso contra a Grã-Bretanha, nesta sexta, em Middlesbrough. A movimentação do camisa 11, aliada ao comportamento dos extremos, permite a interpretação do 4-4-2 em linha.

Curiosamente, Oscar e Hulk foram os atletas das beiradas. Houve a inversão de lado entre eles ao longo do confronto, contudo na maior parte do tempo o 10 atuou pela direita e o 12 pela esquerda. É verdade que, com a bola, o colorado aparece por dentro para se aproximar dos outros. Sem ela, porém, fecha o flanco do campo.



Confesso uma certa relutância em relação a essa distribuição no começo da partida, mas depois me dei conta que pode se tratar de uma variação, um plano B, algo essencial num time de futebol.

Digo plano B porque parece-me claro que o A é o 4-2-3-1. A impressão que tenho é que Mano utilizou esses últimos amistosos para testar variações táticas. Posso estar escrevendo uma tremenda bobagem, todavia entendo que esse 4-4-2, com Neymar pelo centro, é a alternativa imediata ao 4-2-3-1.

Tanto é que na segunda etapa contra os anfitriões das Olimpíadas, o esquema que interpreto titular voltou ao gramado, com Ganso pela faixa central, Lucas aberto à direita, Neymar na dele, aberto à esquerda, e Pato mais avançado.



Complicado avaliar a diferença dos dois no mesmo jogo, até porque quando Ganso, Lucas e Pato entraram o duelo já estava definido, e muitas alterações pelo lado britânico já haviam sido feitas. Que o desempenho individual e coletivo dos três foi satisfatório, foi, no entanto, como disse, é difícil uma avaliação mais fiel.

O saldo que tiro deste jogo é a solidificação de um plano B. As I said, posso estar enganado. Quem sabe o 4-4-2 em linha seja o plano A do treinador. Mas na estreia diante do Egito, dia 26, imagino que Oscar será o armador, e Hulk e Neymar os ponteiros do 4-2-3-1.

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sexta-feira, julho 13, 2012

Oscar sai na frente de Ganso

Ganso e Oscar têm vaga entre os onze no 4-2-3-1 de Mano Menezes?

Essa foi a pergunta da enquete que ficou no ar nos últimos dias aqui no blog. E dos 54 votos computados, 13% foram para "Não, Oscar é banco de Ganso", 28% para "Sim, ambos jogam juntos", e 59% para "Não, Ganso é banco de Oscar".

Inicialmente, fico com a maioria. Baseado no atual cenário e nas exibições de Oscar nos amistosos, acredito que Mano estreia contra o Egito, no dia 26, com o camisa 10 centralizado, atrás de Damião, entre os ponteiros Hulk e Neymar.



Devem completar o 4-2-3-1 verde e amarelo Rafael do Santos no gol, Rafael do United e Marcelo nas laterais, Juan e Thiago Silva na zaga, Sandro de primeiro e Rômulo de segundo volante. Todavia, as ideias que o treinador tem na cabeça ficarão mais claras no jogo contra a Grã-Bretanha, dia 20.

Que Oscar e Neymar são titularíssimos, parece-me evidente. Assim como Pato é a sombra de Damião, e Lucas a de Hulk. No entanto Mano pode sim escalar os meias santista e o colorado sem alterar o esquema tático.

Acostumado a jogar pela direita no Inter (veja aqui), Oscar pode atuar numa das beiradas (Neymar na outra), com Ganso pela faixa central. Dessa maneira, Hulk (e Lucas) acabariam no banco. É outra opção. Mas somente os treinamentos e as partidas irão mostrar quem vai ficar com a titularidade.

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quarta-feira, abril 18, 2012

A 100 dias, o possível 11 do Brasil

A galera está atenta e antenada. Após 60 mil votos computados, esse foi o resultado da enquete feita pelo Blog Pop Up: Rafael; Daniel Alves, Thiago Silva, Bruno Uvini e Marcelo; Sandro, Casemiro, PH Ganso e Lucas; Neymar e Damião. Na verdade o time joga no 4-2-3-1, e não no 4-4-2 em quadrado, mas isso é detalhe.

O onze que penso ser o ideal e que imagino que Mano tem em mente é bastante parecido. Apenas duas trocas: Daniel Alves e Bruno Uvini por Rafael, do United, e David Luiz. Ainda está longe, estamos a exatos 100 dias da estreia das Olimpíadas, mas se os Jogos começassem hoje, creio que essa abaixo seria a equipe titular.



Vamos por partes, como fazia Hildebrando e a sua serra. Primeiro, os três acima dos 23. Antes de qualquer coisa é preciso saber se os clubes irão liberar seus atletas. Antes de julgar as escolhas do treinador, é preciso apurar se a liberação foi concedida ou não. Se essa barreira for superada e se Mano puder contar com quem ele quiser, aí sim aposto em três nomes: Thiago Silva, David Luiz e Marcelo. E explico por quê.

Thiago Silva é hour concours, o melhor do mundo na posição e não precisa de explicações. Quanto a David, apesar de ser contestado pelo público brasileiro de uma forma geral, é um senhor zagueiro. É forte, veloz, preciso na cobertura, tem bom tempo de bola, passa e se apresenta à frente como poucos. (Sou o único a achar isso?) Outro argumento a favor do Sideshow Bob tupiniquim é que os beques sub-23 (Bruno Uvini, Juan, etc) não são nenhum Domingos da Guia.

Se a dupla for mesmo Thiago e David, sobra uma vaga de "veterano". Em tese disputada por Marcelo e Daniel Alves. E nessa briga acredito que o merengue leva vantagem pelo seguinte: "salvou" Mano em várias oportunidades, marcando gols em diversos amistosos pela seleção principal. Trata-se de um "homem de confiança" do técnico. Outro ponto a favor da presença de Marcelo e da ausência de Daniel na lista é que a lateral direita está bem servida. Rafael é seguro, agressivo e titular do Manchester United, feitos que o credenciam a ser o dono da camisa 2 (além do polivalente Danilo, ex-Santos e atualmente no Porto, que joga nas duas laterais).

A polivalência, por sinal, será essencial ao grupo, já que há apenas 18 assentos no avião para Londres. Portanto é necessário contar com jogadores que atuam em mais de uma posição, como Danilo, por exemplo, que trabalha pelas duas laterais. Também é o caso de Oscar e de Giuliano, que jogam nas três posições da linha de três. E de Rômulo, que pode ser tanto o primeiro quanto o segundo volante. Minha aposta para os 7 reservas, aliás, são o goleiro Neto, a dupla do Mundial Sub-20 do ano passado (Bruno Uvini e Juan), e o quarteto citado (Danilo, Rômulo, Oscar e Giuliano). Giuliano, Carlão? É. Em função das lesões de Pato, Giuliano pode ser beneficiado. Entenda minha opinião aqui e diga se concorda ou não.

Quanto aos titulares, do meio para frente, talvez não exista dúvida: Sandro, Casemiro; Lucas, Ganso e Neymar; na referência, Leandro Damião. Quem sabe o segundo volante não esteja assim tão certo. Mas de resto, é isso. Sandro é alto, forte e experiente (campeão da Libertadores pelo Inter - assim como Rafael pelo Santos - e está há 2 temporadas no Tottenham). Em relação a Ganso, Neymar, Lucas e Damião, não é preciso apresentação. Unanimidade. O único pecado é deixar Oscar no banco. Contudo é bem possível que ele ganhe uma vaga ao longo da competição - se é que Mano já não o enxerga entre os onze.

Ainda está longe e tudo pode acontencer. Entretanto, a 100 dias da estreia dos Jogos Olímpicos, a previsão é pra lá de otimista. Pelo menos é assim que encaro a situação. Por dois motivos: primeiro porque o material humano que Mano dispõe é excelente; e segundo porque confio de olhos fechados na comissão técnica.

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quinta-feira, abril 05, 2012

Pato pode "ajudar" Giuliano

Problema à vista para Mano. O site do Fox Sports reproduziu a notícia publicada na Gazzetta dello Sport, revelando o seguinte: Pato não joga mais nesta temporada. Logo, o camisa 7 do Milan está praticamente fora dos Jogos Olímpicos. E por conseguinte, abre-se uma vaga na lista dos 18 atletas que vão para Londres.

Na lista dos 52, divulgada há três semanas, existem apenas dois centroavantes de ofício, além de Pato e Damião: André e Willian José. Portanto se o treinador optar por levar dois noves, o reserva imediato de Damião deve ser ou o jogador do Atlético-MG, ou o do São Paulo.

Contudo, há outra possibilidade: deixar Damião sem reserva. Em entrevista ao Arena SporTV esses dias, aliás, Mano chegou a cogitar essa alternativa, justamente quando o assunto na roda era Alexandre Pato e suas lesões. Lembro-me que o técnico disse que a seleção olímpica poderia jogar sem o homem de referência, no 4-4-2, com dois atacantes de movimentação.

Ou seja: caso Damião se machuque no torneio, ou até mesmo por opção do treinador em função das características de um ou outro adversário, o Brasil poderia atuar com Neymar e Lucas na frente, meio abertos, com um losango no meio-campo. Para isso, porém, como explicou Mano no Arena, seria preciso um enganche - o cara da ponta de cima do losango - que chegue bem à frente, que encoste bem nos atacantes, que entre na área e finalize.

Convenhamos, Ganso não é esse jogador. Ganso é mais Gerson do que Zico. É mais lançador do que condutor. Por essas e outras, por causa da situação do Pato, do número limitado de jogadores inscritos (dezoito), e por causa do estilo de jogo do Ganso, imagino que um nome que anda meio sumido dos noticiários vai acabar ganhando força: Giuliano. Pelo seguinte: além de poder jogar nas três posições da chamada "linha de três" do 4-2-3-1 (polivalência é essencial nessas circunstâncias), o ex-Colorado pode ser o cara ideal para atuar como enganche no 4-4-2 em losango. Porque, pelo menos na minha visão, Giuliano é mais agudo que Ganso, que Oscar, que Coutinho... E que Ronaldinho, evidentemente.

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quinta-feira, março 15, 2012

Oscar, o curinga na manga de Mano

Treinador das seleções principal e olímpica do Brasil, Mano Menezes divulgou nesta quarta-feira uma lista com 52 nomes, da qual separei 18, número de atletas que serão inscritos nos Jogos Olímpicos de Londres, para brincar um pouco com futurologia.

O elenco final só será divulgado no dia 6 de julho, mas baseado no cenário atual e na projeção dos próximos três meses e meio, pode-se pensar nesses jogadores abaixo, já distribuídos no provável 4-2-3-1 verde e amarelo.



Primeiro é preciso debater sobre os três acima dos 23. Na minha relação optei por Thiago Silva, Davild Luiz e Marcelo. Não tenho tanta convicção a respeito de David Luiz, a fase que Dedé atravessa é mais favorável. Porém aposto alto em Thiago Silva e Marcelo. Na verdade o zagueiro do Milan só não vai se se machucar. Quanto ao lateral do Real Madrid, sempre marca gols pela principal e ajudou a "salvar" Mano em várias oportunidades. Por essas e outras creio que ele acabará indo.

Em segundo, é preciso discutir a lista final. Pelo fato de só poder contar com 18 nomes, o técnico deverá escolher jogadores polivalentes, que jogam em mais de uma posição. Caso, por exemplo, de Oscar, que pode render bem nas três alternativas da linha de três (desde que balanceada), e até como segundo volante. O duro é deixar de fora caras como Coutinho, Giuliano, Douglas Costa, Fernando, entre outros. Inevitavelmente, por causa do número reduzido de vagas no avião (18!), muita gente boa vai acompanhar pela tevê.

E em terceiro, trocar ideias sobre o time titular. Sei que é cedo para isso, mas não custa nada dar uma rascunhada. Imaginando que Mano irá mesmo armar a equipe no 4-2-3-1, penso que sua intenção seja atuar com dois ponteiros de velocidade (Neymar e Lucas) e um armador principal (Ganso). No entanto, ao analisar hoje, fica difícil visualizar Oscar no banco de reservas. Não há dúvida de que hoje ele faz por merecer a titularidade - ao contrário de, sei lá, Casemiro. Aliás, foi na hora de escolher o segundo volante que tive mais dificuldade e que posso estar cometendo o maior pecado.

Evidente que falta muito tempo, muita coisa pode e deve acontencer daqui até lá. Contudo um esboço do que pode ocorrer no meio do ano se faz necessário, mesmo a essa altura do campeonato, ainda em março.

quarta-feira, agosto 13, 2008

É a vez de Ilsinho

Assim como os milhares de internautas que votaram a favor de Ilsinho na enquete "Rafinha x Ilsinho", eu também apostaria no jogador do Shakhtar Donetsk.

Ilsinho é infinitamente mais incisivo na frente do que Rafinha. Mas atrás...

Bem, na defesa Rafinha não tem sido lá essas coisas mesmo (que o diga no ataque). Portanto Ilsinho deve ser testado nos Jogos - como possivelmente será, na partida de logo mais entre Brasil e China.

domingo, agosto 10, 2008

Seleção em evolução

Ronaldinho está jogando na Seleção Olímpica como segundo atacante, e como tal ele deve cair pelos dois lados do campo, e não ficar fixado à ponta-esquerda.

Evidente que por ali ele rende bem, mas se o camisa 10 caisse também pela direita, a equipe criaria mais alternativas de ataque.

No jogo contra a Nova Zelândia os laterais apoiaram bastante, principalmente pela esquerda, com Marcelo. Por causa de Ronaldinho, o melhor em campo.


Pelo flanco canhoto as jogadas são tramadas por Marcelo, Anderson e Ronaldinho. Já pelo destro, Rafinha só tem Diego para jogar junto. O lado direito está carente de um atacante justamente porque Ronaldinho não cai por lá para jogar com Diego e Rafinha.


As trincas ofensivas devem ser formadas por Marcelo, Anderson e Ronaldinho pela esquerda, e por Rafinha, Diego e Ronaldinho pela direita.

Se Ronaldinho fizer o papel de segundo atacante de verdade, daqueles que joga pelos dois lados, o Brasil ganhará e muito.

Dito isso, o 5 a 0 na Nova Zelândia foi ótimo não só pelo placar, mas pelo futebol apresentado. Pela primeira vez em quatro jogos esse Brasil não pareceu um bando em campo. Pareceu um time de verdade. Uma seleção de verdade.

A equipe de Dunga está em evolução. E se assim continuar, vai longe.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Dupla Gre-Nal na China

Dos onze titulares da Seleção Olímpica masculina, cinco foram revelados pelos clubes de Porto Alegre: Renan e Pato, pelo Inter; e Ronaldinho, Anderson e Lucas, pelo Grêmio.

O lugar do Brasil é no ataque!

Ousadia e liberdade: estas palavras não constam no dicionário da Seleção Olímpica de Dunga.

Está nítido que os jogadores se preocupam mais em defender do que atacar. O time mantém-se retraído no meio-de-campo a maior parte do tempo, e quando tenta atacar, avança com poucos jogadores. A maior preocupação da Seleção está em defender, e não em atacar. Não se vê uma jogada individual, um improviso, um drible, um tiro de longe...


Falta ousadia e liberdade à Seleção. Não pode o futebol brasileiro, pentacampeão do mundo, ser representado nas Olimpíadas por um timeco que tem medo de ir para cima, quando quem tem de ter medo de atacar são os adversários, e não o Brasil. Está ocorrendo uma inversão de valores na equipe brasileira.

Os piores em campo na estréia foram Ronaldinho, que ficou plantado na ponta-esquerda o jogo todo, não sei se por vontade própria ou se por orientação de Dunga, e Anderson, que esteve sumido durante os minutos que permaneceu em campo. O resto até que se esforçou, mas nada criou. O Brasil só chegou ao gol e venceu por 1 a 0 porque Hernanes resolveu ir para cima para resolver a parada, e porque um jogador da Bélgica havia sido expulso uns 5 minutos antes.

A exemplo dos amistosos contra Cingapura e Vietnã, o Brasil não jogou nada. E se continuar com esse futebol, a Seleção terá vida curta na China. Com esse futebol, o Brasil não chega perto nem do bronze.

sábado, agosto 02, 2008

A Seleção Olímpica no campo

Quem acompanha o Blog do Carlão lembra que, à época do anúncio da convocação dos jogadores, coloquei no Futebol de Botão esse time:


Eu apostava em Diego, o goleiro, por ter, teoricamente, mais experiência que Renan. Mas Dunga conhece muito bem o goleiro do Inter, e o Inter, e fez sua escolha. Muito boa, por sinal. A meta brasileira está em boas mãos, sem dúvida.

Apostava eu também em Breno, por simplesmente achá-lo craque. Mas o fato de não estar jogando, ao contrário de Thiago e Alex, pode ter pesado.

A outra alteração, claro, é a de Robinho. Adiantar Ronaldinho talvez seja mesmo a melhor alternativa.

Nomes à parte, a diferença entre as equipes das pranchetas - a de cima, que imaginava como seria, e a de baixo, que começou o jogo contra o Vietnã - é o posicionamento do meio-campo:


Dunga abandonou o losango na meia-cancha. Lucas joga pela direita e Hernanes pela centro-esquerda, e Anderson fica mais avançado. Ele é terceiro homem de meio campo, com liberdade para cair também pela direita, trocar de lugar com Diego (ou Thiago Neves, se for o caso), e atuar como meia. Anderson tem participado bastante do setor criativo da equipe, sem perder seu poder de marcação. Quando é preciso voltar, ele volta. Quando é preciso avançar, ele avança, livre, por todos os cantos do campo.

Seja qual for o esquema, com ou sem losango, dois ou três volantes, um ou dois meias, a Seleção Olímpica é um timaço. Pelo menos na prancheta.

Esse é o problema: ao menos na prancheta. E no campo?

sexta-feira, agosto 01, 2008

Seleção Olímpica: vida curta na China?

Até a Bélgica tem o ouro olímpico, e o Brasil não.

Até a Bélgica tem!

E a julgar pela "preparação" da seleção para os Jogos Olímpicos, não é nada fácil conseguir visualizar as medalhas de ouro no peito dos jogadores brasileiros.

O prognóstico não pode ser positivo porque não há time. Há, sim, um bando de belíssimos atletas. Mas conjunto, nenhum.

Estamos falando aqui de Renan, Rafinha, Alex Silva, Thiago Silva, Marcelo, Lucas, Hernanes, Anderson, Diego, Ronaldinho, Pato... Ora, jogadoraços! Ganha-se a Liga dos Campeões com um time destes!

Ganha-se, desde que este esteja entrosado. O que, por vez, não acontece.

A grande chance do Brasil trazer o cobiçado (nem sei mais se é tão cobiçado assim) ouro olímpico da China é a equipe se acertar durante a competição, porque apenas dos talentos individuais, das jogadas de efeito isoladas e dos lampejos de um ou outro craque, um time não sobrevive. Sem o coletivo afinado, o time tem vida curta.

segunda-feira, julho 21, 2008

Robinho por Ramires

Dunga convocou o cruzeirense Ramires para a vaga de Robinho. Agora a seleção olímpica conta com quatro volantes (Anderson, Lucas, Hernanes e Ramires), e três atacantes (Jô, Pato e Sóbis).

Particularmente preferiria outro atacante, como escrito no post anterior.

Robinho fora das Olimpíadas. E agora?

O Real Madri não liberou, e Robinho está fora dos Jogos de Pequim.

Não é hora para lamentar, e sim para pensar em seu substituto.

De bate-pronto, acima de 23 anos, lembro de Nilmar, do Inter.

Acima de 23, tem de ser alguém que joga no Brasil, porque é mais fácil desfalcar um dos nossos times, com o Brasileirão a todo vapor, do que um dos poderosos europeus em suas pré-temporadas.

Acima de 23, lembro só de Nilmar. Abaixo, penso em Guilherme, do Cruzeiro.

terça-feira, novembro 27, 2007

Seleção Olímpica

Apenas uma nota: Pato.

O garoto prodígio não era convocado à Seleção principal por não estar jogando no Milan.

Este era o argumento, correto?

Então, por que foi convocado?

Dunga, que diz ser tão coerente (e sabe-se que, às vezes, a coerência é um demérito), contrariou seus próprios princípios (se é que eles existem).