Em São Paulo não se pode dizer que há uma hegemonia corintiana. São Paulo e Palmeiras estão nas oitavas da Libertadores, e o Santos de Vagner Mancini - que assumiu o Peixe nesta temporada, diga-se - vem forte para o Brasileirão (apesar da eliminação precoce na Copa do Brasil).

A conquista do Paulistão de maneira invicta, portanto, é reflexo também do excelente trabalho de Mano Menezes. É raro ver o Corinthians do Mano perder. Raríssimo. E para quem se queixava do excesso de empates, no mata-mata o Timão mostrou sua eficiência (boa parte graças ao seu camisa 9).
Já em Belo Horizonte, não é de hoje que o Cruzeiro domina o terreiro. Nesta tarde a Raposa papou o bicampeonato mineiro. Só para registro: nos últimos doze clássicos diante do Galo, foram dois empates e dez vitórias celestes.
Enquanto o Cruzeiro de uns anos para cá está sempre na disputa por títulos graúdos, o Atlético, infelizmente, não tem mais assustado os adversários no cenário nacional.

Se em Minas a supremacia é azul, em Pernambuco é vermelha e negra. Além de ganhar o tetracampeonato regional à moda antiga, o Leão da Ilha faz um ótimo papel na principal competição do continente (enquanto o Náutico, ao que parece, vai brigar do meio para baixo na tabela da Série A; e o Santa Cruz, então, nem se fala).
E no Rio Grande, apesar do bicampeonato e dos três triunfos consecutivos sobre o rival, dizer que o Inter é único no sul é uma temeridade. Embora o elenco colorado seja um dos mais qualificados do país, a campanha do Grêmio na Libertadores é um claro indício do equilíbrio existente entre os dois. Pode-se afirmar com certeza, ao contrário dos grandes pernambucanos e mineiros, que a fase da dupla gaúcha é gloriosa.


