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terça-feira, fevereiro 25, 2014

Meia-entrada pra quem?

No Brasil ser honesto é ser otário. Por isso a meia-entrada não funciona (e até onde sei, essa política só existe no Brasil). Ou melhor, funciona na teoria. No campo das ideias é bacana. Agrega, inclui. Na prática, porém, prejudica os promotores e principalmente os consumidores do evento.

Claro, se você tem direito à meia-entrada, legal. O estudante, por exemplo, é beneficiado. O problema é o número enorme de não estudantes e de pessoas sem esse direito que dão um jeito de conseguir entrar no espetáculo dessa maneira, enquanto o cidadão dito de bem, que honestamente paga inteira, é considerado otário pelos malandros (e pela sociedade como um todo). E tem outra: também por causa disso, do uso irregular da meia-entrada com a maior naturalidade, os dirigentes jogam o preço do ingresso lá em cima.

Ah, o jeitinho brasileiro. Fodendo o país há 500 anos. Visto com graça por alguns, eu abomino, do fundo do coração, com unhas e dentes, o jeitinho brasileiro, da fila furada à carteirinha de estudante falsificada, passando pelo corruptor e pelo corrompido. É um dos motivos pelos quais o Brasil não anda, não só fora mas também dentro dos gramados, já que o futebol é reflexo da sociedade.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Futebol é de nascença

Vi este vídeo no Blog do Massi. É uma propaganda da Nike, de 6 minutos, estrelada por Robinho, Maicon, Luís Fabiano e a nova camisa azul da Seleção.

Mas particularmente me chama a atenção quando o narrador diz: "Às vezes até parece, que é por isso... que a barriga que a gente vive antes de nascer é redonda".



Tô de acordo com o trecho citado. E vou um pouco além, vide o post aqui publicado no dia 28 e julho do ano passado:

PONTAPÉ INICIAL

O primeiro movimento da vida é o chute.

Na barriga da mãe.

Que tem a forma de uma bola.

Por essas e outras o futebol é popular e fascinante.

terça-feira, julho 28, 2009

Pontapé inicial

O primeiro movimento da vida é o chute.

Na barriga da mãe.

Que tem a forma de uma bola.

Por essas e outras o futebol é popular e fascinante.

terça-feira, junho 09, 2009

Primeiro mundo é outra história

Vi na lista dos jogadores mais caros da história no Blog do PVC que Rio Ferdinand, o bom zagueiro do Manchester United, custou 47 milhões de dólares, cerca de 30 milhões de euros.

Nada como uma transação entre clubes europeus.

E a gente aqui, na América Latina, com as veias abertas.

segunda-feira, maio 25, 2009

Uns poupam, outros aproveitam

Dos sete clubes envolvidos em competições paralelas, Corinthians e Inter foram os que mais pouparam na 3ª rodada. Contra o fraco Barueri em casa o Timão venceu pela primeira vez no campeonato, com cinco titulares. E na vitória sobre o forte Goiás em Goiânia, o Internacional iniciou com apenas quatro.

Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras, São Paulo e Coritiba usaram o que tinham de melhor. Os dois primeiros somaram três pontos, e os outros empataram.

A tabela mostra que o Inter, graças ao seu elenco, tem conseguido melhor administrar a situação.

Na próxima rodada provavelmente os times envolvidos na Copa do Brasil irão poupar. Aí quem vai tirar proveito é o embalado Santos, que receberá o Corinthians na Vila Belmiro. E o sempre perigoso Goiás, que enfrentará o Coxa no Couto Pereira (vale lembrar que com quase todos os reservas a equipe paranaense levou quatro do Santo André em Curitiba). Só não se pode dizer que o Avaí irá gozar deste contexto porque o compromisso catarinense é mais embaixo: o líder no Beira-Rio.

Já os participantes da Libertadores, imagino eu, usarão os titulares no fim de semana que vem porque as partidas de volta das quartas-de-final acontecem somente nos dias 17 e 18 de junho.

sábado, maio 16, 2009

A Inglaterra ficou pequena

Pela terceira vez consecutiva o Manchester United ergue o caneco da Premier League. Com o 0 a 0 de hoje, diante do Arsenal, os Diabos Vermelhos chegaram a 87 pontos e não podem mais ser alcançados pelo Liverpool.



Sem dúvida quem manda na terra da rainha é o time de Alex Ferguson. Resta-nos aguardar o dia 27, quando saberemos, na finalíssima de Roma, quem será coroado o rei da Europa: se novamente o Manchester United de Rooney e Cristiano Ronaldo, ou se o Barcelona de Messi, Henry e Eto'o.

quarta-feira, maio 13, 2009

Paradinha é malandragem

Antes de Sport e Palmeiras começarem a cobrar os pênaltis, o juíz Carlos Chandia chamou os capitães e avisou: não vale paradinha. Por isso não houve nenhuma.

Perfeito.

A paradinha existe somente no Brasil porque somente no Brasil existe o glorioso jeitinho brasileiro.

Bater pênalti com paradinha é bater com jeitinho.

Este artifício, que se disceminou pelo país de uns anos para cá, é um indicador típico de como a sociedade reflete no futebol.

A paradinha é uma tentativa explícita de lograr, de enganar, de trapacear. Ou seja: é a malandragem brasileira.

E quem a defende sob o argumento de que ela é legal, interpreta a lei com cabeça de brasileiro.

segunda-feira, maio 11, 2009

Corinthians e Inter têm ambições distintas

Algumas pessoas se perguntaram por que só o Corinthians poupou os titulares na partida de ontem, e o Internacional não, sendo que os dois jogam no mesmo dia e horário (quarta-feira depois da novela).

Hoje me dei conta do seguinte: as prioridades são diferentes.

O objetivo maior do Corinthians é ser campeão da Copa do Brasil. Sabidamente o sonho de consumo corintiano é o título da Libertadores. E materializá-lo no ano do centenário alvinegro seria a cereja no bolo. E para chegar lá, como diz o próprio slogan, o caminho mais curto é a Copa do Brasil.

Já o Inter cobiça outro troféu.

É claro que o time gaúcho quer ganhar a Copa do Brasil (até porque este é o ano do centenário colorado, e quanto mais canecos erguidos, melhor). Mas o Internacional não fatura o Brasileirão há exatos 30 anos! Por isso a meta maior nesta temporada é ser campeão brasileiro (e consequentemente participar da Libertadores em 2010).

quarta-feira, maio 06, 2009

Por um fio Chelsea não chega à final

No Camp Nou os comandados de Guus Hiddink abdicaram de atacar. O Chelsea implantou uma retranca exagerada e assegurou o 0 a 0 em Barcelona.

Fechei o texto pós-jogo de ida assim: 'Na Espanha só um time quis jogar. Na Inglaterra os dois vão sair para o jogo. Aí veremos se os defensores da equipe londrina irão conseguir frear o ataque azul-grená'.

O que se viu novamente foi um Chelsea armado para contra-atacar. A exemplo da primeira partida, hoje o Barça dominou a posse de bola mas não conseguiu ameaçar o goleiro Peter Cech.

No entanto desta vez a equipe inglesa não atuou com as rígidas linhas de quatro. Os Blues se postaram no 4-2-3-1 usual. Mas quando o Chelsea estava sem a pelota (ou seja, quase sempre) os homens das beiradas, aplicados taticamente que são, principalmente Malouda, voltavam para marcar o lateral adversário. O camisa 15 teve trabalho dobrado por causa das repetidas subidas de Daniel Alves.



A estratégia foi ótima. Mesmo com a bola no pé na maior parte do duelo, o Barça nada fez. O objetivo azul só não foi alcançado porque Iniesta fez um gol aos 48 do segundo tempo, igualando o placar e eliminando o clube inglês da competição (neste regulamento, quem não faz gol fora de casa está perdido).

Pelo fim da supremacia inglesa na Europa e pelo bem do futebol-arte em sua essência, uma final entre Barça e Manchester United, penso eu, era mais almejada do que uma reedição da decisão do ano passado.

Palmeiras abre boa vantagem

Luxemburgo adotou um esquema não tão comum ao Verdão. O 3-5-2 deu lugar ao 4-4-2 à brasileira, com Marquinhos ora fazendo o terceiro atacante pela esquerda.

Cleiton Xavier atuou como segundo volante, vindo de trás, mais pela direita, ao lado de Pierre. Aliás, quando os dois laterais subiam ao mesmo tempo, eventualmente o camisa 5 vinha fazer o terceiro zagueiro às costas de Armero.



O 10 e o 7 são os dois pés pensantes da meia cancha. Eles transitaram por extensa faixa criativa do gramado com a missão de articular as jogadas, e também de chutar de fora da área.

Marquinhos e Willians são os pés velozes. Ambos deram bastante leveza e rapidez ao time, tanto buscando a ponta quanto entrando em diagonal. Embora seja digno de nota a má aparição dos dois.

Aos 20 do segundo tempo ocorreram algumas alterações. Mozar, o estreante da noite, compos a dupla de volantes com Pierre. Desta maneira Cleiton ficou mais solto para criar, ao lado de Diego. Na frente, Ortigoza entrou para ser o companheiro de Keirrison. O paraguaio sofreu a falta que resultou na expulsão do volante Hamilton e no gol, marcado por ele mesmo, de cabeça, após a cobrança da infração. E, posteriormente, Armero, mal na partida, deu lugar a Jefferson.

O 1 a 0 foi um ótimo placar para o Palmeiras. Não levar gol em casa neste tipo de mata-mata é fundamental. A tarefa do Sport na Ilha não é fácil: ir para cima sem se desguarnecer.

terça-feira, maio 05, 2009

Verdão x Leão: ataque vs. contra-ataque

Contra times fechados, o Palmeiras sofre. O grande defeito da equipe de Luxemburgo é não conseguir perfurar as barreiras erguidas pelos oponentes.

Na fase de grupo, o Palmeiras foi quem se fechou e ganhou no contra-ataque na Ilha do Retiro. No Palestra Itália, o Leão se retrancou e o Verdão parou no empate.



Hoje à noite, às 21h15, na partida de ida das oitavas-de-final da Libertadores, é bem provável que os comandados de Nelsinho atuem no contra-golpe. Vão se proteger, e quando der, surpreender. É aí que se forma a dificuldade para os anfitriões.

E caso o Palmeiras não obtenha sucesso na infiltração, o caminho pode ser o tiro de média e longa distância, como fez Cleiton Xavier em Santiago diante do Colo Colo.

E para o Sport, por ser critério de desempate, marcar gol fora de casa é essencial. Seja lá atrás, postado estrategicamente no contra-ataque, seja avançado, para complicar a saída de bola dos palmeirenses.

sexta-feira, maio 01, 2009

Só para reiterar:

Segunda-feira que vem, dia 4, estreia a Mesa Redonda pelo MSN, a partir das 19h (horário de Brasília). Para participar, basta adicionar blogdocarlao@hotmail.com.

quinta-feira, abril 30, 2009

Derrota com gosto de vitória

A última impressão é a que fica.

Em noite inspirada de Rafael Moura, Wallyson, Raul e companhia limitada, o Atlético fez uma partida memorável contra o Corinthians em Curitiba. O primeiro tempo, então, foi irretocável: 2 a 0, fora o banho.



Na segunda etapa, apesar de o Furacão ter feito mais um logo no início, o Timão deu uma relativa equilibrada. No entanto o Atlético dominava o confronto, o 3 a 0 parecia certo, e a classificação rubronegra para as quartas-de-final estava bem encaminhada.

Eis que aos 42 Cristian diminuiu de falta: 3 a 1. E aos 47 do segundo tempo, Dentinho marcou o segundo: 3 x 2. A recuperação à corintiana, sofrida, no finzinho, caiu como uma balde de água gelada para os paranaenses.

Embora a vantagem no placar tenha sido dos anfitriões, na prática, a situação do Atlético tornou-se delicada, principalmente porque o gol fora de casa é critério de desempate. Basta um 1 a 0 ao Coringão no Pacaembu, e o alvinegro paulista segue na competição. Além disso, o zagueirão William e o meia-atacante Jorge Henrique (peça essencial na marcação) devem voltar. Ou seja: defensivamente o Corinthians vai voltar a ter força máxima.

A expressão 'empate com gosto de vitória' é comum no futebol. Porém, em função do contexto de ontem, é legítimo dizer que a derrota teve gosto de vitória para os corintianos.

quarta-feira, abril 29, 2009

Manchester United larga na frente

Sem poder contar com Arshavin (que atuou pelo Zenit nesta edição da Liga dos Campeões) e Van Persie (machucado), Arsene Wenger optou por trocar o 4-2-3-1 usual por duas linhas de quatro - a exemplo do Chelsea, que ontem, no Camp Nou, também adotou as duas linhas de quatro no lugar do 4-2-3-1 rotineiro.

A diferença é que o Arsenal não ficou numa retranca explícita, como ficou a equipe de Guus Hiddink contra o Barça. No entanto faltou qualidade para os Gunners saírem para o jogo. Adebayor ficou abandonado porque Diaby pela esquerda e Walcott pela direita pouco apoiaram. Diaby, aliás, para mim não serve para atuar pela beirada do campo. Na minha opinião o Arsenal poderia ter sido mais ofensivo no primeiro tempo se o 2 se colocasse por dentro, ao lado de Song, e se Nasri abrisse pela faixa canhota.

O Manchester, que nada tem a ver com os desfalques do conjunto londrino, dominou a primeira etapa sem problemas, com Tevez centralizado, Rooney na esquerda e Ronaldo na direita entrando em diagonal, e com as aproximações de Anderson. Porém quem marcou o único gol do duelo, veja você, foi O'Shea.



No segundo tempo o Arsenal não ficou em seu campo de defesa tão acuado, e o confronto se tornou mais equilibrado. Aos 25 minutos, com as alterações promovidas pelos treinadores, os esquemas táticos ficaram idênticos.

Tevez foi substituído por Berbatov e Anderson por Giggs, e os Diabos Vermelhos voltaram ao 4-4-2 habitual. Como tem acontecido recentemente, Cristiano Ronaldo foi formar a dupla de ataque com o búlgaro, Rooney veio para a direita e Giggs permaneceu na esquerda.

Do outro lado, Walcott saiu para a entrada de Bendtner. O 26 foi compor a dupla de avantes com Adebayor, Fabregas recuou e posicionou-se entre Diaby e Song, e Nasri abriu pela direita.



O Arsenal perde muito sem Arshavin. O canto de cá fica carente sem o russo. Talvez por isso, e principalmente por jogar no Old Trafford, Wenger aderiu uma postura defensiva. Entretanto, assim como o Chelsea, o Arsenal não vai ficar atrás na partida de volta.

Não só pelo resultado desta quarta, mas pelos times em si, o grupo comandado por Sir Alex Ferguson é o grande favorito para conquistar a vaga na final.

Aviso aos navegantes

Fiz uma substituição no e-mail daqui. O blogdocarlao@gmail.com vai pendurar as chuteiras para o blogdocarlao@hotmail.com se tornar titular.

Pelo seguinte: vou fazer uma mesa redonda virtual pelo MSN com vocês, leitores e blogueiros.

O Twitter também é uma ferramenta para trocar ideias, e, claro, a própria seção de comentários. Mas via Messenger, imagino eu, as discussões podem fluir com mais naturalidade.

Toda segunda-feira, das 19 às 19h30, estarei à disposição no MSN. Conto contigo.

Grêmio é 1º na classificação geral

Evidentemente que decidir em casa não é garantia de sucesso. No entanto, embora haja bastante controvérsias, na minha opinião fazer o segundo jogo do mata-mata no próprio estádio é melhor.

Ah, mas em 2007 o Grêmio fez a finalíssima contra o Boca no Olímpico, e deu no que deu.

É verdade, mas aquele Boca tinha caras rodados como Riquelme, Palácio, Palermo, etc.

E o de hoje não tem?

Tudo bem, tem. Mas o Grêmio de hoje, por exemplo, conta com jogadores mais experientes e calejados que aqueles comandados brilhantemente por Mano Menezes.

É óbvio que quem quer ser campeão não escolhe adversário. Porém, fazer do seu campo um caldeirão - como fazem do Olímpico os gremistas - é um combustível a mais, principalmente na partida de volta.

terça-feira, abril 28, 2009

Barça para no bloqueio do Chelsea

Se fizesse algum, maravilha. Se não fizesse nenhum, também seria só alegria. O objetivo traçado pelo time inglês nitidamente era não levar gol no Camp Nou. Objetivo este que, na base da retranca, foi alcançado. O placar sequer foi inaugurado.

O técnico Guus Hiddink abriu mão de duas coisas nesta terça-feira: do esquema que vinha sendo utilizado, e de atacar os donos da casa. O Chelsea se fechou com duas linhas de quatro (muitas vezes uma de quatro e uma de cinco), deixou Drogba isolado na frente, e esperou o relógio andar. O centroavante, diga-se, teve uma única chance, claríssima, para marcar, mas Victor Valdes não permitiu.



O Barça, com seus 70% de posse de bola, bem que tentou. Até criou uma ou outra oportunidade com Eto'o, Henry, Iniesta, mas de nada adiantou. A barreira inglesa estava intransponível.

Só que tem o seguinte. Na partida de volta, em Londres, o Chelsea não vai ficar atrás. Automaticamante vai para cima do Barça, e consequentemente vai dar espaços para Messi e companhia.

Na Espanha só um time quis jogar. Na Inglaterra os dois vão sair para o jogo. Aí veremos se os defensores da equipe londrina irão conseguir frear o ataque azul-grená. E, claro, se os defensores do esquadrão catalão conseguirão segurar as investidas da artilharia dos Blues.

Messi e cia vs. Drogba e sua turma

Tudo indica que o Barcelona vai com força máxima para cima do Chelsea no Camp Nou. Do outro lado, Ashley Cole desfalca o time inglês. Guus Hiddink vai escalar Bosingwa ou Belletti para desempenhar a fácil tarefa de marcar Lionel Messi.

Se Malouda não acompanhar as subidas do lateral-direito azul-grená, o confronto por este canto do campo se dará entre o Daniel-Xavi-Messi e Bosingwa-Essien-Terry. Se o 15 do Chelsea não voltar, Eto'o vai sobrar.

Na banda oposta Iniesta, Henry, e eventualmente Abidal, darão trabalho a Ivanovic, Alex e, quem sabe, Ballack - que não é dos mais dedicados à marcação. No entanto, vale lembrar que o camisa 10 do Barça não fica preso à ponta esquerda. Ele flutua também pela faixa central do gramado, para criar e dar opções de jogadas aos companheiros.



Em função dos atacantes abertos da equipe catalã, imagino que os laterais do Chelsea pouco poderão apoiar. Malouda e Anelka terão de se projetar não apenas nas diagonais, para buscar Didier Drogba, mas também se lançar à linha de fundo.

Lampard, o pé pensante do esquadrão londrino, vai acionar os homens das beiradas e o centroavante, seja a passes curtos, após carregar a bola, seja a arremessos longos verticalizados (no caso de Drogba).

Além do 8, Ballack igualmente vai surgir de trás para ativar os quatro atletas à frente e, por que não, soltar tiros de fora da área. Em outras partidas o alemão cansou de tocar a pelota para o avante marfinense, que se desloca como poucos nos arredores da área.

De qualquer maneira, a partir das 15h45 de hoje, a teoria vai dar lugar à prática. E dentro de 90 minutos vamos saber quem abrirá vantagem no primeiro duelo da semifinal da Liga dos Campeões.

quinta-feira, abril 23, 2009

Galo elimina Guará e aguarda Vitória

Ao vencer o Guaratinguetá no Mineirão por 2 a 0 (gols de Tardelli e Júnior), o Atlético-MG assegurou seu lugar nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.

Com Renan de cabeça-de-área, Carlos Alberto e Márcio Araújo de volantes de escape, Lopes na articulação, e Diego Tardelli e Éder Luís no ataque, o Galo passou pelo Guará sem muito esforço nesta quinta-feira.

A movimentação que chama a atenção na equipe mineira é a do camisa 9. O artilheiro do Brasil até aqui com 23 gols aparece por todos cantos do campo, inclusive no de defesa. Não é raro vê-lo, por exemplo, invertendo de posicionamento com o meia ou com o outro atacante.



No intervalo, insatisfeito com o desempenho defensivo do meio-de-campo, Leão trocou Márcio Araújo por Rafael Miranda (e Lopes por Alessandro). Desta maneira, com Rafael pela esquerda, ao lado de Renan, o losango foi desfigurado e o setor reforçado. E Carlos Alberto ficou mais solto para apoiar.

Agora o próximo adversário é o Vitória. No entanto, antes disso, tem o clássico contra o Cruzeiro pela final do estadual.

Copas do Brasil e Libertadores

Dentre tantos jogos ocorridos nesta quarta-feira, o resultado mais notável foi o 1 a 0 do CSA em cima do Santos em plena Vila Belmiro.

Creio que o Peixe não vai dar importância à eliminação, pois, se não me engano, Vagner Mancini disse que o que interessava nesta semana era a final do Paulistão.

Outra partida memorável foi o 5 a 0 do Colorado sobre o Guarani. Goleada virou rotina. Mais bem encaminhado para o ano do centenário, impossível. Há quem diga que este time é a reencarnação do Rolo Compressor dos anos 40.

Pela Libertadores, sem jogar bem e com Dagoberto novamente avançado na ala direita, o São Paulo buscou a virada contra o América de Calli. Aos trancos e barrancos, vamos ver até onde chega a equipe de Muricy Ramalho.

Já a Raposa de Adílson Batista fez do Deportivo Quito gato e sapato no Mineirão. Só parou no 2 a 0 porque havia uma trave no meio do caminho.

E assim como os outros dois representantes brasileiros que entraram em campo na noite de ontem, o Sport também venceu e assumiu a liderança isolada do seu grupo.

Dos três, o futebol do Cruzeiro tem-se apresentando com maior desenvoltura.