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domingo, dezembro 16, 2012

Corinthians, campeão incontestável

Na teoria a opção por Moses faz sentido. É legítimo escalar um (ou dois) atacante pela beirada do 4-2-3-1. Necessário, eu diria. Por isso entendo a alternativa de Rafa Benítez. Na prática, no entanto, Oscar é infinitamente mais produtivo à equipe – seja escalado na ponta ou na faixa central. Destaque com Di Matteo, em sete jogos sob o comando do treinador espanhol, Oscar foi titular em apenas três (contra City, Liverpool e Monterrey). Logo me parece que Benítez está bitolado em sua convicção - de escalar um atacante na ponta do 4-2-3-1 – e com ela irá morrer abraçado, até porque Moses não é nenhum Messi. (Ah, obviamente que Oscar titular não seria garantia de nada.)



Outro pecado do técnico do Chelsea foi o desconhecimento do adversário. Enquanto Tite sabia o número das chuteiras e a cor preferida de todo elenco azul, Benítez aparentemente mal e mal sabia quem era quem no plantel alvinegro. Esse não foi o principal fator a decidir a partida, mas sem dúvida ajudou bastante na hora de traçar a estratégia e executar a preleção corinthiana. Enquanto Tite sabia todas as possibilidades do time de Benítez, Benítez nem sonhava, por exemplo, com a escalação do aplicado, incansável e inesgotável Jorge Henrique. (Não li nem ouvi ele admitir isso, porém presumo que seja verdade.)

A vitória do Corinthians, aliás, foi uma soma de fatores. E além do know your enemy e da superioridade tática, a determinação do Timão também foi relevante. Futebol se ganha com a bola no pé, mas a tal da faca nos dentes faz a diferença. Como definiu Mauro Cezar a seu estilo no Twitter, era o "jogo da vida" x "mais um jogo". Quando a pelota rola todos querem vencer. Óbvio. Ninguém entra para perder. Contudo que os atletas do Corinthians transbordaram mais força de vontade e concentração, transbordaram.

No fim das contas o placar final e o desfecho foram justíssimos. Título mais que devido e merecido. Os brasileiros não se intimidaram um segundo sequer, jogaram de igual para igual, como gente grande, e construíram o triunfo tijolo por tilojo. Igualmente digna de nota também, com certeza absoluta, foi a participação decisiva do paredão Cássio.

Agora, consumado o sonho, é preciso comemorar, descansar e curtir as férias, para voltar com tudo em 2013, com o apetite renovado para brigar pela Libertadores, pelo Brasileirão, pela Recopa, pela Copa do Brasil, e pelo eventual Mundial de Clubes novamente. Quanto ao estadual, pequeno demais para os donos do planeta.

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sexta-feira, dezembro 14, 2012

Timão vs Blues: nome a nome

Futebol é um esporte coletivo feito de duelos individuais. Duelos estes definidos em função do posicionamento dos jogadores dos dois times em campo. Por isso torço o nariz, por exemplo, quando o Barcelona enfrenta o Real Madrid, e as pessoas logo pensam no duelo Messi vs Cristiano Ronaldo, sendo que, na prática, no gramado, eles raramente se encontram.

No caso de Corinthians vs Chelsea, os duelos da meia cancha devem ser estabelecidos entre Ralf vs Oscar, Paulinho vs Ramires, e Douglas vs Mikel. Claro, desde que os citados sejam escalados. No entanto, pelo fato de ambos se estruturarem no 4-2-3-1, a comparação homem a homem, posição por posição, pode ser pertinente, lembrando que, na prática, só deve ocorrer o duelos entre os segundos volantes. Ainda assim, vamos a eles.

Cássio vs Cech. Sou fã do futebol do Cássio. Quando foi chamado por Mano, remei contra a maré e fui a favor de sua convocação. Contudo, na comparação com Cech, o goleiro do Chelsea leva vantagem, não só pela experiência, mas também pela qualidade técnica.

Alessandro vs Ivanovic. Na lateral direita, optaria pelo empate técnico. Ivanovic, sem dúvida, é mais forte na marcação. Alessandro, em contrapartida, apesar de não ser nenhum Marcelo, pode ser mais eficiente no apoio. Engana-se, porém, quem imagina que o camsisa 2 dos Blues não avança. Avança sim, e é perigoso - sem falar na bola aérea.

Fábio Santos vs Ashley Cole. Na lateral esquerda, não vejo Cole muito acima de Fábio Santos. É verdade que foi dele o passe para o gol de Mata após tabelinha com Oscar, diante do Monterrey. Mas acho que se fosse substituir Fábios Santos por Cole, seria seis por meia dúzia. Portanto, para mim, outro empate.

Chicão vs Cahill e Paulo André vs David Luiz. No miolo da zaga, creio em unanimidade. Cahill e David Luiz são superiores a Chicão e Paulo André em todos fundamentos. Física e tecnicamente, além da experiência europeia, a dupla do time londrino está em outro patamar - sem falar na bola aérea defensiva e ofensiva. Ah, e nas cobranças diretas de falta, David está mais em dia que Chicão. Muito mais.

Ralf vs Mikel. Quanto aos primeiros volantes, ligeira vantagem para Ralf. Enquanto Mikel faz o feijão com arroz, o feijão com arroz de Ralf é mais temperado. A diferença entre eles, todavia, na minha visão, é pequena. Não que Ralf seja Toninho Cerezo, mas a vantagem do corinthiano está na qualidade com a bola no pé e no fator surpresa.

Paulinho vs Ramires. Quanto aos segundos volantes, talvez a briga mais equilibrada. Muitos vão optar por Paulinho, muitos por Ramires. Eu fico com a segunda turma. Tecnicamente talvez Paulinho seja mais dotado. Ramires, porém, é mais letal na retomada de bola e na transição ofensiva rápida, graças a seu potencial na condução em velocidade. Contudo, repito, a briga é equilibradíssima, até porque, na finalização, Paulinho sai na frente.

Emerson vs Mata. Na ponta direita (se é que serão escalados por ali na final), Emerson é mais agudo. Dá mais profundidade à equipe. Mas Mata, tática e ecnicamente, é melhor. Pensando no jogo coletivo, o espanhol é muito mais produtivo que o brasileiro. O 10 do Chelsea não apenas marca gols, mas também dá assistências, trabalha melhor o passe, etc, etc. Resumindo, é mais completo.

Douglas vs Oscar. Na faixa central (se é que serão escalados na final), nítida superioridade de Oscar. A visão de jogo talvez seja o único ponto em que se aproximam, porque de resto, o meia do Chelsea coloca o do Corinthians no bolso. Sem falar que Oscar é infinitamente mais participativo do que Douglas, com e sem a bola.

Danilo vs Hazard. Na ponta esquerda (se é que serão escalados por ali na final), vantagem do belga. O jovem de 21 anos é superior em praticamente todos fundamentos - exeção feita à bola aérea, onde Danilo é perito. E, com boa vontade, no arremate a gol. Mas tirando isso, vantagem de Hazard. Mais pulmão, mais velocidade, mais drible, mais participação, mais presença ofensiva, e por aí vai.

Guerrero vs Torres. Para fechar, na referência do ataque, apesar de Edmundo achar Guerrero "tecnicamente muito superior", fico com Torres. Desde que Benítez chegou, aliás, El Niño cresceu de produção, recuperou a confiança, e a "fase ruim de Torres" aparentemente não serve mais como argumento para favorecer Guerrero.

No placar final, na minha avaliação, noves fora os dois empates nas laterais, 8 a 1 para os campeões da Champions League. O que não quer dizer muita coisa, porque, como disse no começo, futebol é um esporte coletivo. O favoritismo, evidentemente, é do clube europeu. Mas, evidentemente, os campeões da Copa Libertadores têm totais condições de saírem do Japão com o troféu - até porque se trata apenas de uma partida, e nela qualquer um pode vencer.

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quarta-feira, dezembro 12, 2012

Mudança é bem-vinda no Timão

Consistência defensiva. Esse foi o ponto positivo do Corinthians na estreia do Mundial de Clubes, contra o Al-Ahly, nesta quarta-feira. A consciência e a eficiência coletiva do time treinado por Tite, sem a bola, ficou evidente. A contundência ofensiva, no entanto, ficou em cheque. Foram poucas finalizações e raras as chances claras de gol. No segundo tempo, para agravar a situação, a equipe egípcia, também pela posição no placar, dominou a partida.



A ansiedade da estreia e o efeito Mazembe podem ter pesado e servir de desculpa? Talvez. Mas acredito que na final, contra Monterrey ou Chelsea, a vida alvinegra será "menos difícil", por mais contraditória que essa frase possa parecer. Tecnicamente os times mexicano e inglês são superiores ao do Egito. Contudo é provável que joguem de igual para igual, saiam mais para o jogo e deixem o Corinthians jogar (embora, justiça seja feita, o Al-Ahly foi para cima nos, sei lá, 30 minutos finais, liberando espaços para o contra ataque brasileiro, que por sua vez foi inexistente).

Caso o Chelsea confirme o favoritismo e chegue à grande decisão, é bem possível que a posse de bola seja londrina na maior parte do tempo. Com Hazard e Mata no meio campo (Oscar tem sido banco com Benítez), a probabilidade da manutenção da redonda por parte dos Blues aumenta. Logo, se assim for, a utilização do contra golpe se fará necessária. E para isso, a meu ver, Tite deverá escalar atletas de velocidade e habilidade pelas beiradas. Depender apenas de Paulinho e Emerson para contra atacar é perigoso. Penso, portanto, que começar com Romarinho ou Jorge Henrique seja a alternativa mais indicada. E como Danilo é essencial, em especial na jogada aérea (defensiva e ofensiva), cogitaria com carinho começar com Douglas na reserva no domingo.

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domingo, dezembro 18, 2011

Nada de anormal na final do Mundial

É difícil falar desse Barça sem cair no clichê. A exibição dada pelo time treinado por Guardiola se repete a quase todo fim de semana. Está na TV fechada. Só não acompanha que não se interessa.

O estilo a gente conhece de cor e salteado: posse de bola, troca de passes curtos, pacientes, à espera da oportunidade para penetrar na área adversária. No 4 a 0 sobre o Santos, não foi diferente.



Pelo lado brasileiro, não se pode crucificar Muricy Ramalho ou os atletas alvinegros pela passividade na final do Mundial. Praticamente, sei lá, 80% das equipes que enfrentam o Barça de Messi e cia se encontram com as mãos, ou pés, atados.

É verdade que Neymar não aproveitou uma ou outra chance criada no contra-ataque. Mas daí a dizer que ele amarelou ou pipocou é um pouco demais. Falar do sofá de casa tomando café da manhã é fácil.

A máquina, o carrossel azulgrená, ou seja lá qual apelido queira dar, fez com o Peixe o que faz com 80% de seus oponentes. Independente da estratégia e do esquema tático que o Santos adotasse, o Barcelona atropelaria.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Pré-jogo: Santos x Barcelona

Se Alexis não tiver condição, creio que Pedro será escalado na ponta esquerda, Messi na direita e Fábregas de falso nove, com Xavi e Iniesta nas meias. Mas se o chileno estiver apto, acredito na disposição tática do time na prancheta abaixo.

Messi e Alexis devem inverter as posições com frequência, para confundir o lado esquerdo da defesa santista. Com velocidade e habilidade, os camisas 9 e 10 podem dar trabalho para Durval e Bruno Rodrigo. Além, claro, de Daniel Alves, que costuma ocupar aquela faixa do gramado.

O panorama da partida todos conhecem: Barça com a posse, Santos pronto para contra-atacar. Não tem mistério. O time de Guardiola faz isso com todos adversários, e contra o Peixe não vai ser diferente. A equipe azulgrená joga inteira no campo ofensivo. Por isso até Borges deve recuar. E nas vezes em que a bola for retomada, lançamento para ele e Neymar.



Há também a possibilidade do 3-4-3. Abidal em Borges, Piqué em Neymar, e Puyol na sobra. Daniel Alvez na ponta direita, Alexis no centro e Messi no topo dum losango no meio-campo. Se isso acontecer, os duelos individuais ficarão bem definidos: Ganso x Busquets, Xavi x Arouca, Fábregas x Elano, Messi x Henrique. Essa opção é bem possível pelo fato de haver um homem sobrando na marcação à dupla de ataque alvinegra.

Pelo lado do Santos, diferentemente do que ocorreu diante do Kashiwa, Arouca tem de ser o elemento surpresa. Nessa onda de contra-ataque, ele é o meio-campista mais indicado para chegar à frente em velocidade. Danilo é outro que preenche os requisitos para a transição rápida entre defesa e ataque.

É óbvio que o Peixe pode vencer o Barça, pois trata-se de apenas um jogo. Para isso, porém, os brasileiros terão de ser perfeitos no contra-ataque (sem falar na bola parada). Além disso, terão de contar com a sorte. Porque inevitavelmente o Barcelona vai criar as chances. E a chance do Santos está no azar culé, num dia em que a pontaria não esteja afinada. E numa grande noite de Rafael.

Tentativas de previsão à parte, o apito inicial será dado às 8h30 (Brasília) deste domingo, em Yokohama, no Japão.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

As falhas e virtudes do Peixe na estreia

Muita gente viu o Santos no 4-2-3-1. Entendo, e até tendo a concordar, devido ao posicionamento de Elano. Contudo, para mim, é 4-4-2 em losango. O camisa 8 teve de atuar mais aberto do que de costume por causa da marcação ao flanco adversário.

Mas independente da classificação do esquema tático, é preciso ressaltar os pontos positivos e, principalmente os negativos, da estreia do Peixe no Mundial.



O Santos decidiu no talento individual. A individualidade alvinegra foi muito superior à coletividade. Tanto é que os três gols saíram de jogadas individuais (Neymar, Borges e Danilo).

O primeiro pecado da equipe de Muricy foi a manutenção da posse de bola. Ou melhor: a ausência da manutenção da posse. Ganso não conseguiu prender a bola no campo de ataque, nem ditar o ritmo do duelo, como em carnavais passados.

Não conseguiu, talvez, porque Elano e Arouca foram pouco acionados. Faltou gente na frente. Faltou Elano se aproximar do 10 e dos atacantes. E faltou Arouca trabalhar como elemento surpresa, papel que cumpre tão bem. Achei que ele ficou muito preso, a cerca de Henrique.

Quem também deveria ter sido mais acionado, em especial no primeiro tempo, foi Danilo. Se por um lado Durval não teve/tem o mesmo ímpeto ofensivo, do outro Danilo estava chamando o jogo a todo instante. Quando recebeu a bola, o 4 deu muito trabalho.

E por fim, a última cornetada fica por conta dos cruzamentos do Kashiwa. Tanto por baixo quanto por cima, o time japonês criou inúmeras chances com esse artifício. Algo a se pensar e repensar para a final. Provavelmente contra o favoritíssimo Barcelona.

Só para registro, Alan Kardec entrou no vaga/posição de Elano no segundo tempo, e mais tarde Ibson na de Borges, passando assim Kardec para o ataque e Ibson fechando o lado direito do losango do meio-campo.

terça-feira, dezembro 14, 2010

A culpa é de quem?

O sentimento de culpa é inerente ao ser humano. Temos mania de senti-lo e personificá-lo em várias ocasiões da vida, nos mais distintos setores.

No caso do Inter, primeiramente é preciso reconhecer os méritos do adversário, o que brasileiro em regra tem dificuldade de fazer. Se o Mazembe está na final do Mundial, não é à toa.

Isto posto, tenho dois pilares para tentar justificar o fracasso do Colorado em Abu Dhabi: Taison e Giuliano. Na época da Libertadores, inclusive, visualizei os dois com a amarelinha.

Como se sabe, no mata-mata qualquer um pode morrer, ainda mais num jogo só de 'ida'. Se a equipe treinada por Celos Roth vencesse, o que seria normal, nada disso estaria sendo escrito.

No entanto, a meu ver, diretoria e treinador erraram ao vender Taison e manter Giuliano no banco (não me refiro à partida desta terça, mas sim ao segundo semestre desse ano).

Tática e tecnicamente, ambos fazem a diferença. Um dá velocidade e profundidade ao ataque, enquanto o outro organiza e finaliza com precisão. Sem eles, a produção é flagrantemente reduzida

Não sei qual seria o desfecho se os jogadores citados tivessem sido melhor aproveitados. Não sei se o Internacional cairia ou passaria pela semifinal. Contudo, se tem uma coisa que nunca digeri, foi a saída de Taison e a reserva de Giuliano. Desde sempre.

domingo, dezembro 20, 2009

Futebol-arte de resultado

O Barcelona é a prova viva da arte aliada à eficiência.



Sempre privilegiando a ofensividade, a equipe azul-grená levantou seis canecos em 2009 (Liga dos Campeões, Campeonato Espanhol, Copa do Rei, Supercopa da Espanha, Supercopa da Europa e Mundial de Clubes).

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Posse de bola x contra-ataque

Sem Iniesta, imagino que Busquets fará a meia-esquerda, como fez na partida contra o Atlante. E apesar de ter ido bem na semifinal, creio que Pedro dará lugar ao titular Henry. Se assim for, os enfrentamentos do meio-campo estarão definidos com Verón x Busquets, Braña x Xavi, e Touré e...

Creio que Pérez vai jogar como segundo atacante para justamente não se entregar à marcação do 24 azul-grená. Desta forma o 8 alvi-rubro poderá transitar no espaço entre os zagueiros e o cabeça-de-área.



O cenário da partida, em tese, não tem mistério: Barcelona tocando a bola lá na frente, e dando campo para os contra-ataques do Estudiantes, lançados por La Brujita e puxados pelos atacantes ou extremos.

A bola rola neste sábado a partir das 14h, horário de Brasília.

Ibra e Verón são de primeira

Antevisão, olhar periférico aguçado e raciocínio rápido. Além da técnica, é preciso ter isso para dar toques e lançamentos de primeira. E isso eles têm de sobra.



A final é no sábado, às 14h, horário de Brasília. Ainda nesta sexta publico a prancheta pré-jogo de Barcelona x Estudiantes.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Barça na final do Mundial

Exceção feita a um ou outro contra-ataque cedido, o Barcelona sempre controla o jogo, independente do lugar e do adversário. Foi assim no 3 a 1 sobre o Atlante, em Abu Dhabi.



Muita posse de bola e movimentação a toques rápidos e curtos, que em regra resultam na abertura de espaços e na criação de oportunidades de gol. As partidas do Barça nunca fogem disso.

Mas embora todos saibam de cor e salteado como atua o time catalão, quase ninguém consegue pará-lo. Vamos ver o que La Brujita e sua trupe têm na manga. Não vejo outro caminho, que não o contra-golpe.

sábado, dezembro 20, 2008

LDU, a possível pedra na chuteira do Manchester

Discordo do favoritismo exacerbado creditado ao Manchester United. Primeiro porque a LDU tem um time alto e forte se comparado ao Gamba Osaka, portanto o mamão com açúcar na bola aérea não vai ocorrer; e segundo porque a equipe sul-americana e suas compactas duas linhas de quatro vão jogar, acredito, no contra-ataque, explorando a rapidez e principalmente o bom passe de Manso.

O 21 pode fazer a diferença lançando seus companheiros Reasco, Bolaños e Bieler, ou progredindo ele mesmo em velocidade. Como Evra vai bastante ao ataque (ao contrário de G. Neville) o flanco esquerdo defensivo do Manchester pode ser o caminho.



Por outro lado, para perfurar a barreira equatoriana, Nani, Tevez e Evra vão triangular pela esquerda, e Rooney, Tevez e C. Ronaldo pela direita. O miolo do meio-de-campo, imagino, vai se anular: Urrutia e William Araújo x Anderson e Scholes.

Evidentemente que futebol é imprevisível. Mas ao meu ver o jogo da manhã deste domingo será equilibrado, onde quem conseguir aproveitar o espaço deixado pelo oponente, vai vencer.

OBS.: As escalações na prancheta são supostas. E, não me surpreenderá se Bolaños, que tem muito mais qualidade que Reasco, atuar na direita para jogar nas costas de Evra.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

LDU, de Manso, chega à final do Mundial

Teve muita sorte a LDU ao abrir o placar logo no começo da partida contra o Pachuca. O time se fechou muito bem com duas linhas de quatro e anulou qualquer alternativa ofensiva do adversário.

O cabeça pensante da equipe é o baixinho Manso. Ele e o argentino Bieler formam uma dupla de ataque que não tem posicionamento fixo, ambos se movimentam muito. No entanto é o camisa 21 o encarregado de distribuir o jogo.



Manso consegue aliar velocidade e técnica. Além de ser uma arma para puxar contra-ataque na corrida, ele tem facilidade para efetuar passes de média e longa distância - muitas vezes de primeira, sem olhar, lançando no ponto futuro -, e também sabe driblar.

Já que os laterais são obedientes e vão pouco à frente, cabe a Reasco e Bolaños chegarem à linha de fundo. Bolaños é habilidoso, vai bem (também por dentro). O problema é Reasco. Não acerta um cruzamento, não conclui um passe. Só tem força. E, para jogar nesta posição específica da linha de quatro, é preciso ter velocidade, drible, e/ou passe. Reasco não tem nenhum.



Baseada no futebol de Manso, a Liga Deportiva Universitária fez 2 a 0 no Pachuca (gols de Bieler e Bolaños) e chegou fácil e justamente à final do Mundial, e agora espera, esperamos, pelo Manchester United.

terça-feira, maio 27, 2008

Mundial de Clubes mundo afora

O Mundial de Clubes da FIFA será disputado nos Emirados Árabes nos anos de 2009 e 2010.

Sou a favor da idéia. Inclusive já escrevi aqui no blog há algumas semanas que gostaria de ver o Mundial de Clubes rodando o mundo, estilo final da Champions League, que tem seu local definido com antecedência, e gira por várias cidades européias a cada ano.

Em 2011 e 2012 o Mundial voltará a ser no Japão. Mas, pelo visto, pretende-se levar a competição aos quatro gomos do planeta.

Quem sabe, num futuro não muito distante, teremos uma edição do Mundial no Brasil.

Não sei você, mas, repito, sou mais do que a favor.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Rodízio do Mundial Interclubes

A FIFA criou o Mundial Interclubes, no formato com clubes campeões de todos continentes, há três anos.

A iniciativa é válida, e visa difundir o futebol pelo planeta. Tem muita politicagem envolvida - como em tudo -, mas de fato, nessa fórmula, o Mundial Interclubes se torna mais... mundial.

Para que se torne universal de verdade, para que se torne mais geográfico, falta apenas uma implementação: mudar a sede do torneio. Ou melhor: torná-la móvel, e não fixa.

A idéia é semelhante à final da Liga dos Campeões da Europa, aonde se escolhe a cidade da decisão dois ou três anos antes. A FIFA deve estabelecer, em dois ou três anos de antecedência, o país sede do Mundial Interclubes.

Com o rodízio pelos continentes - incluindo Europa, claro - o interesse pelo Mundial Interclubes, mundo adentro e afora, deve crescer cada vez mais e mais.

Há muitos interesses políticos, e financeiros, envolvidos - como sempre. Tirar o Mundial Interclubes do Japão não deve ser tarefa fácil. Mas que é pertinente a intenção de fazer o rodízio de continente, isso é. Né?