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domingo, junho 26, 2016

Griezmann do Atlético na França

Deschamps tem variado entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1 na Euro 2016. Na primeira rodada a França atuou com Pogba e Matuidi nas meias e Griezmann e Payet nas pontas do 4-3-3 (Kanté volante). Mas foi só na segunda etapa, distribuída no 4-2-3-1, com Payet pela faixa central e Coman e Martial abertos (Pogba e Griezmann foram sacados), que a equipe da casa engrenou e alcançou a vitória sobre a Romênia.

Já na segunda rodada, contra a Albânia, o treinador francês manteve a estrutura tática que deu mais certo na primeira, com Coman, Payet e Martial na linha de três, Kanté e Matuidi volantes, mais Giroud na referência. Ou seja, iniciou com Pogba e Griezmann na reserva, injustificável e equivocadamente. Ambos entraram no segundo tempo, claro. E com o time postado no 4-3-3, os gols da vitória por 2 a 0 saíram (um deles de Griezmann).

Na terceira rodada, com a vaga nas oitavas já garantida, a França "poupou" uns atletas e atuou com Cabaye volante e Sissoko e Pogba nas meias do 4-3-3. Dessa vez Pogba trabalhou na meia esquerda, onde rende mais e onde joga na Juventus, por exemplo. O problema é que Matuidi é canhoto, e com ambos no XI, geralmente Pogba é "sacrificado" na meia direita, para que Matuidi fique na esquerda. Geralmente. Pois nas oitavas, pelo menos a mim, Deschamps surpreendeu e inverteu eles de lado.

Diante da Irlanda, neste domingo, a França começou com o destro Pogba na meia esquerda e o canhoto Matuidi na meia direita do 4-3-3 (Kanté à frente dos zagueiros; canhoto Griezmann na ponta direita e destro Payet na ponta esquerda). Apesar de não ter feito uma grande partida, Paul Pogba estava nitidamente na sua praia na meia esquerda. Matuidi, em contrapartida, se mostrou relativamente desconfortável na meia direita. Durou até o intervalo. Em desvantagem no placar (Irlanda fez 1 a 0 logo aos 2 minutos de jogo) e com Kanté amarelado, Deschamps voltou para o segundo tempo com uma mudança esperada: trocou o 4-3-3 pelo 4-2-3-1, com Coman na vaga do volante do Leicester. O que não era esperado, pelo menos por mim, era o posicionamento das peças em campo.

Na segunda etapa, Pogba e Matuidi, agora formando a dupla de volantes do 4-2-3-1, inverteram de lado (o futebol de Matuidi cresceu pela esquerda). O que chamou a atenção, no entanto, foi a distribuição dos homens mais da frente: Coman e Payet pelas beiradas e Griezmann por dentro. Isso mesmo. Até então, na competição, quando variou para o 4-2-3-1, Deschamps utilizou Payet pela faixa central. Diante da Irlanda, entretanto, Payet permaneceu à esquerda e Griezmann veio para dentro. E foi por ali, pela faixa central, que ele fez os dois gols da virada sobre os irlandeses. Porque é por ali, pela faixa central, encostando no centroavante, que ele rende mais, sem tanto desgaste defensivo, com maior região de atuação, mais perto da área. É por ali que ele mais se aproxima do Griezmann do Atlético. E é por ali, provavelmente, que ele vai enfrentar a Inglaterra ou a Islândia nas quartas, com Payet na ponta esquerda e Coman na ponta direita (e Pogba e Matuidi volantes, até porque Kanté está suspenso).

domingo, julho 01, 2012

Fúria, a devoradora de títulos

Qual a receita do sucesso espanhol? Entrosamento, paciência e convicção na filosofia de jogo são alguns dos ingredientes. Além da qualidade técnica (sem ela nada é possível), o grupo campeão da Euro 2008, da Copa de 2010 e da Euro 2012 tem pelo menos três capítulos garantidos no livro das grandes seleções da história do futebol mundial.

Antes da competição, quando se discutia Torres, Llorente ou Negredo como centroavante, Del Bosque apostou em Fàbregas vestido de falso 9, e deu no que deu. Contrariando a preferência de maior parte torcida, inclusive a minha, o treinador manteve o camisa 10 entre os onze, e ele correspondeu as expectativas. Ou melhor: superou-as, pelo menos na decisão diante da Itália.



Neste domingo, no meio de campo, com as integrações de Silva e Iniesta pelo setor, a Fúria dominou a partida ao seu estilo de posse e toque com cinco homens no gramado ofensivo, noves fora a presença do falso 9 - sem falar no apoio dos laterais, em especial Alba, que deixou o dele na final após contra-ataque e assistência de Xavi, o pé pensante da equipe.

E o que falar do sistema defensivo? Quase 1000 minutos sem sofrer gols em mata-mata, graças não somente ao goleiro e à dupla de zaga, mas sim a todo time, que marca por pressão, rouba a bola e a mantém sob domínimo durante a maior parte do tempo (sem a bola o adversário não pode ameaçar). E a força do elenco? Torres e Mata saíram do banco e balançaram a rede na segunda etapa, decretando o 4 a 0 sobre os italianos (e ainda tem David Villa, que perdeu a Euro).

A sorte do Brasil e das demais seleções é que a Copa do Mundo não é amanhã. Porque se fosse, alguns degraus acima do resto, seria difícil tirar a taça da experiente papa-tudo Espanha.

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sábado, junho 09, 2012

Onde a Holanda errou?

Chutes a gol: 28 a 8. Isso mesmo. 28 a 8 para os holandeses. Logo ficaria fácil responder à pergunta do título: a Holanda errou nas finalizações. Resposta assim, porém, é muito vaga, muito simples.

O volume de jogo laranja foi infinitamente maior. A posse de bola superior foi sim traduzida em oportunidades de gol. As oportunidades, em contrapartida, não foram convertidas na rede. Não que Andersen tenha sido espetacular. Pelo contrário. Suas defesas difíceis podem ser contadas nos dedos. Contudo, como diz o ditado, tem dia que a bola não entra.

No mesmo 4-2-3-1 de sempre, Afellay não foi o ponta-esquerda que se esperava. Nem Van Bommel o segundo volante desejado. O resto, todavia, trabalhou legal. Robben fez o que se imaginava, Van Persie funcionou como referência do ataque, embora tenha se movimentado bastante (o que é sempre benéfico), Sneijder articulou bem as jogadas, e os laterais apoiaram com frequência. Mas como diz o ditado, tem dia que a bola não entra.



No segundo tempo, lá pelos vinte e poucos minutos, ainda com a Dinamarca à frente por 1 a 0 (placar que permaneceu até o fim do duelo), Bert van Marwijk promoveu duas alterações interessantes: De Jong e Afellay por Van der Vaart e Huntelaar. O esquema tático foi mantido, com Vaart de segundo volante (Bommel de primeiro), Huntelaar de centroavante, o canhoto Van Persie recuado à meia central, Robben na ponta direita e o destro Snijder na esquerda.

Pode-se dizer que o time melhorou. Partiu para cima, criou boas chances. Porém não conseguiu ser eficiente nos arremates. Resultado injusto? Pode-se dizer que sim. Mas, como estamos carecas de saber, futebol é assim mesmo. Esse Holanda vs Dinamarca não foi o primeiro nem será o último exemplo.

Os vice-campeões mundiais serão eliminados? Não sei. É preciso admitir que a situação ficou delicada e essa possibilidade é grande. No entanto, passada a ansiedade da estreia, é preciso reconhecer que a Holanda tem sim bola para bater Alemanha e Portugal e passar adiante.

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quarta-feira, dezembro 16, 2009

sexta-feira, julho 04, 2008

Eurocopa x Copa do Mundo

Só para não passar em branco: o resultado da enquete apontou que a Eurocopa 2008 foi melhor que a Copa do Mundo 2006. Foram vinte e poucos votos a três.

Resultado que era esperado. Na Alemanha, apenas alguns jogos do grupo da morte (Argentina, Costa do Marfim, Sérvia e Montenegro, e Holanda) empolgaram. De resto, equipes altamente defensivistas protagonizaram partidas chatas, burocráticas e engessadas.

Na Euro, os selecionados europeus priorizaram a essência do futebol: o gol. Os campos austro-suiços foram palcos para times atraentes, insinuantes e ofensivos.

segunda-feira, junho 30, 2008

Seleção da Euro 2008

Boa parte das seleções desta Euro jogou no 4-2-3-1. Por isso (e também porque é meu favorito) esse foi o esquema que adotei para a Seleção da Eurocopa:

domingo, junho 29, 2008

Espanha, campeã da Euro 2008

A seleção espanhola, representante do futebol-arte, foi, na final da Euro, muito superior tecnicamente à seleção da Alemanha, discípula do futebol-força.

Mas foi com o veneno alemão, a força, o vigor físico, que a Espanha marcou o único gol, no principal lance da partida:


Fernando Torres (1.86 metros, 78 quilos), na explosão, na raça, na insistência, ganhou de Lahm (1.70, 62 kg) no mano a mano, saiu na cara do gol, tirou a bola de Lehman, e marcou o tento do título.

A Espanha foi, e é, mais técnica e habilidosa que a Alemanha. Mas foi graças à força, à disparidade física entre Lahm e Torres, que a Fúria chegou ao bicampeonato europeu.

sábado, junho 28, 2008

Michael Ballack, o azarado

Ballack está lesionado e é dúvida para a final da Euro. Sorte dos espanhóis.


Caso seja cortado, não será a primeira vez que ele não participa do granfinale. Em 2002, na final da Copa do Mundo, o principal jogador da Alemanha também ficou de fora. Sorte de nós, brasileiros.

quinta-feira, junho 26, 2008

Final dos Deuses

Já pensou se a final da Euro 2008 fosse Turquia e Rússia?


Graças aos Deuses do Futebol, e às respectivas competências, a finalíssima será entre Alemanha e Espanha.

quinta-feira, junho 19, 2008

Grande Alemanha

Não foi por causa da tradição que a Alemanha eliminou Portugal, nesta quinta, e chegou às semis da Euro 2008.

Nem foi por acaso.

Na entrevista coletiva de ontem, Felipão deixou claro que a bola aérea germânica era sua principal preocupação.

Não deu outra. Dos três gols, dois foram de cabeça. O selecionado português, muito aquém na competição do que se esperava, não resistiu à força dos gigantes alemães.

Mas, registre-se, não é só de cabeçadas que vive o escrete alemão. A volta de Schweinsteiger deu mais opções de jogadas ao time, tornando-o mais rápido e técnico.

Entretanto, será na base da imposição física e das testadas firmes, e não da habilidade, que a Alemanha pretende erguer sua quarta Eurocopa.

segunda-feira, junho 16, 2008

Alemanha x Portugal nas quartas

Sem muito brilho a Alemanha derrotou a fraca Áustria por 1 a 0 e avançou na Eurocopa.


A equipe germânica se classificou em segundo lugar, atrás da Croácia, e à frente das eliminadas Áustria e Polônia.

Por ter sido vice do Grupo B - resultado aquém das expectativas - os alemães vão pegar nas quartas-de-final, agora na quinta-feira, nada menos que Portugal.

É o primeiro grande teste para ambos times. E nessa hora a tradição pesa.

A camisa da Alemanha é sempre a camisa da Alemanha.

Por outro lado, Felipão é experiente, e sabe que Portugal tem futebol para bater os alemães.

Seja quem passar, sai deste duelo um forte candidato ao título da Euro 2008.

sábado, junho 14, 2008

Villa, de novo!

Na primeira partida de hoje do Grupo D, Suécia e Espanha caminhavam de mãos dadas rumo a um melancólico 1 a 1.

Eis que no último minuto do jogo, David Villa, salvador, marcou o gol da classificação às quartas-de-final da Euro 2008.


Não há dúvida, o camisa 7 é o destaque espanhol até aqui.

sexta-feira, junho 13, 2008

Holanda, de novo!

Na partida de estréia, 3 a 0 na campeã do mundo.

No segundo jogo, 4 a 1 na vice-campeã do mundo.

Essa é a Holanda da Euro 2008. Uma Holanda avassaladora, muito ofensiva, cheia de graça, técnica e velocidade.

Holanda que, hoje, atropelou a França.

O técnico Van Basten mandou a campo o mesmo time que passeou contra a Itália:


Kuyt, de cabeça, abriu o placar na primeira etapa.

Na segunda, Engelaar, mal na partida, foi substituído. Alteração ousada. Robben entrou em seu lugar. Com isso, Vaart foi recuado para jogar como segundo volante. Sneijder foi centralizado para ocupar o até então lugar de Vaart. E na direita, Kuyt saiu para dar lugar a Van Persie:


O segundo gol, não por acaso, saiu dos pés de atletas que vieram do banco. Da ponta-esquerda para a ponta-direita, do ponta-esquerda para o ponta-direita. De Robben para Persie, de Persie para as redes. 2 a 0.

Mal Henry descontou para a França, e Robben, oportunista, no minuto seguinte, fez o terceiro. 3 a 1.


E no minuto final, Sneijder marcou o seu, fechando a conta: 4 a 1.

A Holanda, classificada, segue arrasadora. Até aqui, nenhuma seleção mostrou bola para fazer frente aos holandeses.

terça-feira, junho 10, 2008

A fúria de Villa

Até agora só vi duas partidas da Euro 2008: Holanda e Itália, e Espanha e Rússia. Dei sorte. Foram dois jogaços! Ontem, 3 a 0 Holanda. Hoje, 4 a 1 Espanha.

Três de David Villa.


Os times trocaram de campo com 2 a 0 no placar. Na primeira etapa, só deu Espanha. Era Iniesta pela direita, Silva pela esquerda, Villa por todos os cantos do campo, e Torres lá na frente. Na base da habilidade, do jogo coletivo, e da velocidade, a Espanha se impôs e fez 2 a 0. Villa se impôs e fez 2 a 0.

Logo aos 8 do segundo tempo, Fabregas entrou no lugar de Torres. Foi uma substituição conservadora. E inteligente. Fabregas recheou o meio-campo, e Villa virou o centro-avante. Nitidamente, a intenção espanhola era matar o duelo no contra-ataque.

E matou. No contra-golpe - arma que tem sido bastante utilizada nesta Euro -, de novo ele, Villa, na velocidade, e na técnica, marcou o terceiro.

Por duas vezes mais a bola foi às redes, uma para cada lado. Final: 4 a 1.

E a Fúria começa a Euro Copa 2008 esbanjando sua cólera.

Espanha 4 x 1 Rússia, melhores momentos

segunda-feira, junho 09, 2008

A Bela acabou com a Fera

A vitória da Holanda sobre a Itália foi a vitória do futebol bonito, bem jogado, ofensivo, arte.

A escola holandesa prima pelo ataque, ao contrário da italiana, que se contenta com vitórias de um 1 a 0.


A Holanda não se satisfaz com 1 gol. Nem com 2. Meteu três na campeã do mundo. 3 a 0. Dois deles marcados em contra-ataques exemplares.

O futebol feio da Itália, envelhecido e cheio de volantes, sucumbiu à formosura do futebol holandês, veloz e farto de habilidade.

Holanda 3 x 0 Itália, melhores momentos


Em tempo: gol de Nistelrooy foi legal.