"Ainda não é o suficiente." Quando perguntado sobre Dunga na Seleção, essas foram as palavras de Daniel Alves. Palavras sobre o atual "treinador" da Seleção. Uso aspas na palavra treinador porque Dunga não é treinador de futebol. Aliás, o que te leva a crer que Dunga é treinador de futebol? Baseado em que você acredita que Dunga é treinador de futebol? Pois caso você não saiba, a função do treinador vai muito, mas muito (mas muito mesmo) além de escolher o esquema tático, as peças e fazer as substituições na hora do jogo. O jogador joga o jogo e o treinador treina o time nos treinamentos. E é aí que o Brasil parou no tempo. É aí que os treinadores brasileiros estagnaram: nos treinamentos. A metodologia que vigora no "país do futebol" é ultrapassada. Pergunte ao jogador que sai daqui para jogar na Europa, e ele te dirá, se for sincero. Agora reflita: se no quesito treinamento os treinadores brasileiros são ultrapassados, imagine Dunga, que nem treinador é.
Pois é. 7 a 1 não foi pouco. Ficou de graça.
Mas voltando às palavras de Daniel Alves sobre Dunga. Elas foram ditas no Bola da Vez que foi ao ar na noite desta terça-feira, na ESPN Brasil. "Ainda não é o suficiente." Uma frase sincera e necessária (a sinceridade é uma das grandes virtudes do ser humano, mas poucos conseguem adquiri-la), entre tantas outras. Como, por exemplo, esta sobre o 7 a 1: "Taticamente a gente não tava preparado. Futebol é preparação." Se taticamente a Seleção não estava preparada, a responsabilidade é do treinador. A "culpa" (complicado usar essa palavra, mas já foi; com aspas) de Bernard, David Luiz e etc é insignificante perto da de Felipão. Da de Felipão e da de Parreira, diga-se, pois Parreira jogou merda no ventilador ao falar "já estamos com a mão na taça" antes da competição começar. Se o emocional da Seleção já estava fragilizado porque não havia uma filosofia de jogo inteligente bem definida e assimilda (isso mina a confiança), ele ficou ainda mais frágil com a declaração de Parreira, que botou mais peso sobre os ombros dos atletas (sem falar no fato de jogar em casa e sofrer com a pressão doentia feita pela imprensa e pela torcida no sentido da "obrigação" de conquistar o título).
Outro ponto interessante tocado por Daniel, que por sinal eu tenho levantado há bastante tempo nas redes sociais e aqui no blog, e você é prova disso, foi sobre a Neymar-dependência. Ele não usou esse termo, nem estas palavras, contudo deixou nítida sua insatisfação em relação ao modo como o coletivo é tratado na Seleção. O que vimos na Copa do Mundo 2014, por exemplo, foi o sacrifício do coletivo em pról do individual. Foi um time estruturado com duas linhas de quatro, com o melhor armador do elenco escalado na beirada, para o craque Neymar ficar livre, não precisar marcar lateral, e decidir quando a bola chegar. Uma estratégia dos anos 90 em pleno século XXI. E sabe o que é mais inacreditável e revoltante? Que Dunga repete a mesma receita um ano após o 7 a 1.
Pois é. Não foi pouco. Ficou de graça.
Enfim. Assista abaixo o Bola da Vez com Daniel Alves. Modéstia à parte, você que segue o @blogdocarlao no Twitter vai identificar nas ideias do ex-lateral da Seleção várias coisas que eu falo há meses, nesta relevante entrevista, conduzida por Dan Stulbach.
PS: Leia aqui e aqui dois posts publicados à época da Copa.
Mostrando postagens com marcador Daniel Alves. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, julho 08, 2015
quarta-feira, abril 06, 2011
Manjada, mas difícil de parar
O segundo gol do Barcelona escancara uma jogada conhecida: a projeção de Daniel Alves nas costas da linha defensiva e a recepção do passe em diagonal, geralmente executado por Xavi ou Iniesta.
Em janeiro deste ano, aliás, a movimentação do camisa 2 azul-grená foi destrinchada no Zonal Marking. Vale a pena conferir (aqui).
Em janeiro deste ano, aliás, a movimentação do camisa 2 azul-grená foi destrinchada no Zonal Marking. Vale a pena conferir (aqui).
sábado, março 19, 2011
terça-feira, maio 04, 2010
Daniel Alves, o dono do passe
No post anterior, fiz uma ressalva quanto a Daniel Alves. Para mim, trata-se da melhor opção para o lado direito do meio-campo, acima de Elano e Ramires. É bem provável que o lateral do Barça seja titular na Copa.
Nesta terça, em sua 100ª partida com a camisa azul-grená, ele participou de três dos quatro gols que o time catalão marcou sobre o Tenerife, no Camp Nou, pela 36ª rodada do Espanhol.

Se o lado direito da equipe de Guardiola é muito forte com Daniel e Messi, no Brasil a dose pode se repetir, de maneira distinta, com Daniel e Maicon.
O camisa 2 do Barcelona, aliás, é o único (Elano também) do elenco de Dunga que tem no passe seu maior fundamento, fato este que pode pesar na hora de escalar os onze.
Nesta terça, em sua 100ª partida com a camisa azul-grená, ele participou de três dos quatro gols que o time catalão marcou sobre o Tenerife, no Camp Nou, pela 36ª rodada do Espanhol.

Se o lado direito da equipe de Guardiola é muito forte com Daniel e Messi, no Brasil a dose pode se repetir, de maneira distinta, com Daniel e Maicon.
O camisa 2 do Barcelona, aliás, é o único (Elano também) do elenco de Dunga que tem no passe seu maior fundamento, fato este que pode pesar na hora de escalar os onze.
quinta-feira, junho 25, 2009
Daniel Alves pede passagem
Bola parada. Este é outro argumento para ter Daniel Alves entre os onze. Ele e Elano são os únicos cobradores de falta no elenco, no entanto com a ascenção de Ramires e o retorno de Maicon, hoje em dia ambos são reservas.
Talvez até esta quinta-feira. Afinal o camisa 13 saiu do banco para pôr o Brasil na final.

Escalar Daniel Alves na esquerda não é nenhuma heresia e Dunga parece saber disto, vide a partida diante da África do Sul. Já o resultado da enquete feita há alguns dias aqui no blog não aponta para isso:
Maicon e Daniel Alves no mesmo time seria uma boa?
Não, 47%; Sim, com Maicon na lateral direita e Daniel no lugar de Elano/Ramires, 23%; Sim, com Maicon na lateral direita e Daniel na lateral esquerda, 30%.
Discordo da maioria. Votei nesta última opção, pois entendo que o Brasil ganha e muito com os jogadores da Inter e do Barça em campo. Resta saber se Dunga também votaria ou se Daniel no lugar de André Santos foi algo eventual. De qualquer forma, a ideia de escalá-lo na esquerda não é utópica e deve ser pensada com carinho.
Talvez até esta quinta-feira. Afinal o camisa 13 saiu do banco para pôr o Brasil na final.

Escalar Daniel Alves na esquerda não é nenhuma heresia e Dunga parece saber disto, vide a partida diante da África do Sul. Já o resultado da enquete feita há alguns dias aqui no blog não aponta para isso:
Maicon e Daniel Alves no mesmo time seria uma boa?
Não, 47%; Sim, com Maicon na lateral direita e Daniel no lugar de Elano/Ramires, 23%; Sim, com Maicon na lateral direita e Daniel na lateral esquerda, 30%.
Discordo da maioria. Votei nesta última opção, pois entendo que o Brasil ganha e muito com os jogadores da Inter e do Barça em campo. Resta saber se Dunga também votaria ou se Daniel no lugar de André Santos foi algo eventual. De qualquer forma, a ideia de escalá-lo na esquerda não é utópica e deve ser pensada com carinho.
sexta-feira, junho 12, 2009
Quem seria banco: Robinho ou Henry?
Apesar dos internautas não fazerem questão de ver Robinho no Barcelona, Daniel Alves comentou que o atacante brasileiro se encaixaria perfeitamente à equipe azul-grená.
Hoje ele disputaria uma vaga com Henry.
Seria uma boa briga.
Hoje ele disputaria uma vaga com Henry.
Seria uma boa briga.
A camisa 2 é de Daniel Alves
Há seis meses Maicon era o dono da dois e Daniel Alves o reserva. Um se machucou e o outro aproveitou. Depois das partidas que fez contra Uruguai e Paraguai (e contra o Peru no Beira-Rio), dificilmente Daniel sairá do time. Seleção é concorrência. Se der brecha pode perder a vaga.
A preferência por Daniel se mostrou visível na enquete: 73% dos 22 votos foram a favor dele, enquanto Maicon ficou com 27%.
O fato é que o Brasil conta com dois dos melhores laterais-direito do mundo, porém só há lugar para um.
Se bem que há quem defenda a presença de ambos em campo.
Eles já atuaram juntos, inclusive. Na final da Copa América Daniel Alves fez a função de Elano, com Maicon de lateral-direito. Esta seria uma opção. No entanto outra alternativa, que aparentemente é absurda mas não é, me agrada mais: colocar um deles, no caso Daniel, na lateral esquerda.
Veja bem, não estou levantando esta bandeira. Apenas não acho a ideia uma heresia.
Primeiro porque nenhum lateral-esquerdo é unanimidade; e segundo porque Daniel Alves tende a se infiltrar por dentro, raramente avança pelo corredor. Se atuasse na esquerda ele entraria em diagonal e Robinho faria as vezes de ponta. E tem mais: por se tratar de um destro que viria da esquerda para o meio, Daniel teria bons ângulos para desferir seus passes e arremates.
Professores Pardal à parte, a realidade é que a Seleção está muito bem servida de camisa 2.
A preferência por Daniel se mostrou visível na enquete: 73% dos 22 votos foram a favor dele, enquanto Maicon ficou com 27%.
O fato é que o Brasil conta com dois dos melhores laterais-direito do mundo, porém só há lugar para um.
Se bem que há quem defenda a presença de ambos em campo.
Eles já atuaram juntos, inclusive. Na final da Copa América Daniel Alves fez a função de Elano, com Maicon de lateral-direito. Esta seria uma opção. No entanto outra alternativa, que aparentemente é absurda mas não é, me agrada mais: colocar um deles, no caso Daniel, na lateral esquerda.
Veja bem, não estou levantando esta bandeira. Apenas não acho a ideia uma heresia.
Primeiro porque nenhum lateral-esquerdo é unanimidade; e segundo porque Daniel Alves tende a se infiltrar por dentro, raramente avança pelo corredor. Se atuasse na esquerda ele entraria em diagonal e Robinho faria as vezes de ponta. E tem mais: por se tratar de um destro que viria da esquerda para o meio, Daniel teria bons ângulos para desferir seus passes e arremates.
Professores Pardal à parte, a realidade é que a Seleção está muito bem servida de camisa 2.
sábado, junho 06, 2009
Brasil joga bem e faz história
A Seleção nunca tinha ganhado do Uruguai em Montevidéu em competições oficiais. Nunca. Mas neste sábado os comandados de Dunga trataram de quebrar este tabu com categoria. O 4 a 0 foi nada menos que a maior derrota da Celeste no Centenário.

História à parte, dentro de campo o Brasil jogou bem porque contra adversários que vão para cima e deixam espaços o Brasil sempre vai bem (e olha que se o gramado fosse bom a goleada seria maior).
Quem se destacou e merece um parágrafo exclusivo é Daniel Alves. Não só nesta vitória, mas também contra o Peru no Beira-Rio, o jogador do Barcelona foi decisivo. Se o técnico tiver sensibilidade irá transformá-lo em titular, pois sem dúvida alguma com ele o time se torna mais técnico, ofensivo e ousado.

História à parte, dentro de campo o Brasil jogou bem porque contra adversários que vão para cima e deixam espaços o Brasil sempre vai bem (e olha que se o gramado fosse bom a goleada seria maior).
Quem se destacou e merece um parágrafo exclusivo é Daniel Alves. Não só nesta vitória, mas também contra o Peru no Beira-Rio, o jogador do Barcelona foi decisivo. Se o técnico tiver sensibilidade irá transformá-lo em titular, pois sem dúvida alguma com ele o time se torna mais técnico, ofensivo e ousado.
domingo, junho 08, 2008
Quanto vale Daniel Alves?
Na página do Globoesporte.com a informação é de que o Barcelona pagou pelo lateral-direito 29 milhões de euros.Na apuração de Marca, as cifras chegam a 32 milhões de euros.
Segundo o Globoesporte.com, o clube catalão pagou mais barato por Ronaldinho, Eto'o e Henry, respectivamente, 27, 24 e 24.
Seja 29 ou 32 milhões, Daniel Alves vale tudo isso?
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