Times que controlam o jogo com a bola geralmente atuam com um pivote e dois interiores. Há exceções, claro, mas em regra times que valorizam a posse se estruturam assim, com um primeiro volante centralizado e dois meias no meio campo - o setor mais importante de uma equipe que pretende ter a bola. Não é coincidência. Pode reparar. Geralmente times mais reativos jogam com dupla de volantes (4-4-2 em linha/4-2-3-1), enquanto times mais propositivos jogam com a trinca formada pelo pivote, pelo interior-direito e pelo interior-esquerdo (4-3-3/4-1-4-1).
O exemplo recente mais clássico é o Barça de Pep, que tinha em Busquets (pivote), Xavi (interior) e Iniesta (interior) o centro do seu universo. Messi fazia a diferença no ataque, na ponta direita, e depois como falso nove, entretanto o centro de tudo estava, naturalmente, no meio campo, com movimentação, aproximação e troca de passes curtos (sem movimentação, aproximação e troca de passes curtos não se valoriza a posse da bola). O próprio Barcelona de Luis Enrique, mais para a frente, na temporada 2014/15, seguia o mesmo panorama, com Busquets, Rakitic e Iniesta no meio campo, mais o trio MSN. É verdade que com Messi, Suárez e Neymar o time ficou muito mais vertical, em função das características e do entrosamento do seu tridente ofensivo. Porém a meiuca com um pivote e dois interiores estava lá, não tão dominadora como nos tempos de Guardiola, até pela ausência de Xavi, mas estava lá. Já na temporada passada, esse desenho começou a mudar.
Em 2014/15, quando o Barcelona ganhou tudo, com a MSN encantando e entrando para a história, Messi era o ponta direita do time e Neymar o ponta esquerda, de modo que o meio campo era composto por um pivote e dois interiores. A partir da temporada passada, a última de Luis Enrique no clube, no entanto, não sei se por iniciativa própria ou ordem do treinador, Messi abandonou de vez a ponta direita, o que forçou a equipe a se reestruturar taticamente. Pois, uma vez que Messi abandonou a ponta direita, tornou-se impossível a manutenção do 4-3-3, da meiuca com a trinca formada por um pivote e dois interiores. Gênio que é, Messi continuou desequilibrando mais por dentro, fazendo praticamente um gol e dando uma assistência por jogo. Essa mudança no posicionamento do camisa 10, contudo, acabou com o icônico meio campo do Barcelona.
Já escrevi sobre isso, inclusive. Nesse texto aqui, publicado em março, com quatro imagens, tentei mostrar por que essa variação tática era ruim para o time, por que essa mudança no posicionamento de Messi era maléfica sob o ponto de vista da coletividade. Mudança que, na minha visão, só foi feita e está sendo mantida por Valverde por um simples motivo: para que Messi não precise fechar o lado quando o adversário tiver a bola. Só que essa mudança gera um efeito colateral negativo, que é o enfraquecimento da faixa central, do centro de tudo. Em outras palavras, o "estilo Barça", baseado no seu meio campo com um pivote e dois interiores, tem sido sacrificado para que Messi tenha liberdade total. A pergunta é: vale a pena? Vale a pena sacrificar o "DNA Barça" para que Messi trabalhe menos na fase defensiva?
Enfim. Enquanto não voltar a jogar no 4-3-3 com Messi na ponta direita, ou a partir da ponta direita, o Barcelona vai sofrer e sangrar durante as transições defensiva e ofensiva, como vem acontecendo desde a temporada passada (e, por favor, não venha me dizer que Messi não tem mais condições físicas para cumprir esse papel porque isso é mentira). Agora, se a ideia dos dirigentes do Barcelona é chutar o "DNA Barça" para escanteio, eles estão no caminho certo, e as contratações de Valverde e Paulinho indicam isso.
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quinta-feira, agosto 17, 2017
quinta-feira, abril 14, 2016
Barça pagou o pato pelo rodízio zero
Este dado estatístico é bastante significativo: pela primeira vez na carreira Messi fica cinco jogos seguidos sem marcar gol ou dar assistência pelo Barcelona (450 minutos). O gênio argentino desaprendeu a jogar bola? Não. Porém, sem tirar os méritos dos adversários, fica evidente que alguma coisa se passa. E para mim está evidente que se trata de um problema físico. Não de uma lesão específica, mas sim de um cansaço generalizado, que veio a estourar nesta reta final da temporada.
Quando digo cansaço generalizado, não me refiro somente a Messi, mas sim ao time como um todo, em especial ao trio MSN. Porque o trio MSN joga todo santo jogo, jamais é poupado, tampouco substituído. Messi, Suárez e Neymar jogam praticamente os 90 minutos de praticamente todas as partidas. "Mas Cristiano Ronaldo também joga todas as partidas", argumentará alguém. Sim. Porém Cristiano Ronaldo fisicamente é um fenômeno (mérito dele, trabalha para isso). E só ele joga praticamente todos os jogos os 90 minutos. Todos os outros grandes craques, aqui ou ali, são poupados. Basta reparar no Bayern de Guardiola, por exemplo. Ou no próprio Real Madrid, no PSG, etc.
Outro detalhe: nas datas FIFA, nas Eliminatórias da Copa do Mundo, o trio MSN precisa atravessar o oceano Atlântico, enquanto outros craques se deslocam dentro da Europa. Eu sei. Eles não vêm nadando para a América do Sul, vêm de avião. Contudo, no longo prazo, isso pesa. Por isso precisam ser eventualmente poupados. (Mais um detalhe: nesta temporada o Barça participou do Mundial de Clubes no Japão; querendo ou não, mais viagens e mais datas. Sem falar nas Supercopas da Espanha e da Europa.)
No frigir dos ovos, o rodízio no Barcelona foi quase zero. O elenco é curto, sem dúvida. Ainda assim, Arda, por exemplo, poderia ter tido muito mais minutos. Deveria ter jogado mais vezes nas pontas (Messi e Neymar) e nas meias (Rakitic e Iniesta). "Mas o nível não é o mesmo", poderá argumentar alguém. Sim. Mas nenhum jogador que entrar no lugar de Messi, Neymar e Suárez irá manter o mesmo nível. Não há substitutos à altura. E isso acontece nos outros clubes também.
No fim das contas, portanto, fica a pergunta: Luis Enrique não rodou o elenco porque o elenco é curto demais ou porque as estrelas do ataque dão chilique ao serem poupadas/substituídas? Acredito que um pouco de cada. O elenco precisa sim ser maior, precisa ter peças de reposição mais qualificadas (não à altura, mas mais qualificadas). Assim como os três sul-americanos do ataque precisam entender que não podem jogar todas os 90 minutos. E Luis Enrique, no papel de líder, de treinador, precisa saber convencê-los disso sem gerar conflitos.
Quando digo cansaço generalizado, não me refiro somente a Messi, mas sim ao time como um todo, em especial ao trio MSN. Porque o trio MSN joga todo santo jogo, jamais é poupado, tampouco substituído. Messi, Suárez e Neymar jogam praticamente os 90 minutos de praticamente todas as partidas. "Mas Cristiano Ronaldo também joga todas as partidas", argumentará alguém. Sim. Porém Cristiano Ronaldo fisicamente é um fenômeno (mérito dele, trabalha para isso). E só ele joga praticamente todos os jogos os 90 minutos. Todos os outros grandes craques, aqui ou ali, são poupados. Basta reparar no Bayern de Guardiola, por exemplo. Ou no próprio Real Madrid, no PSG, etc.
Outro detalhe: nas datas FIFA, nas Eliminatórias da Copa do Mundo, o trio MSN precisa atravessar o oceano Atlântico, enquanto outros craques se deslocam dentro da Europa. Eu sei. Eles não vêm nadando para a América do Sul, vêm de avião. Contudo, no longo prazo, isso pesa. Por isso precisam ser eventualmente poupados. (Mais um detalhe: nesta temporada o Barça participou do Mundial de Clubes no Japão; querendo ou não, mais viagens e mais datas. Sem falar nas Supercopas da Espanha e da Europa.)
No frigir dos ovos, o rodízio no Barcelona foi quase zero. O elenco é curto, sem dúvida. Ainda assim, Arda, por exemplo, poderia ter tido muito mais minutos. Deveria ter jogado mais vezes nas pontas (Messi e Neymar) e nas meias (Rakitic e Iniesta). "Mas o nível não é o mesmo", poderá argumentar alguém. Sim. Mas nenhum jogador que entrar no lugar de Messi, Neymar e Suárez irá manter o mesmo nível. Não há substitutos à altura. E isso acontece nos outros clubes também.
No fim das contas, portanto, fica a pergunta: Luis Enrique não rodou o elenco porque o elenco é curto demais ou porque as estrelas do ataque dão chilique ao serem poupadas/substituídas? Acredito que um pouco de cada. O elenco precisa sim ser maior, precisa ter peças de reposição mais qualificadas (não à altura, mas mais qualificadas). Assim como os três sul-americanos do ataque precisam entender que não podem jogar todas os 90 minutos. E Luis Enrique, no papel de líder, de treinador, precisa saber convencê-los disso sem gerar conflitos.
segunda-feira, dezembro 21, 2015
Por que o MSN é tão especial?
O tempo vai mostrar que estamos diante do trio mais espetacular da história do esporte mais espetacular de todos. Portanto, aproveite.

Mas por quê? Por que o trio MSN é tão especial? Por que deu/está dando tão certo? Qual a fórmula? Qual o segredo? Qual a mágica? Bom. Primeiramente é preciso compreender a qualidade e o tamanho dos jogadores em questão. Em especial, claro, Lionel Messi, o único capaz de bater de frente com Pelé – o que por si só já diz muita coisa. O único gênio em atividade (o resto é craque), vivendo o auge da carreira, aos 28 anos de idade.
Genialidade. No quesito genialidade, quem mais se aproxima de Messi é justamente o outro ponta do time. Partindo do princípio de que o camisa 10 argentino é o único gênio em atividade (não sei se você concorda com isso), o segundo nesse ranking é justamente o brasileiro Neymar. Qual a definição ou o sinônimo de genialidade? Eu diria que talento. Logo, estamos falando dos dois jogadores mais talentosos em atividade no futebol mundial. E eles jogam no mesmo time! (Lembre-se, aos 23 anos de idade, Neymar ainda está a uns cinco do seu auge; ainda assim já fez o que fez e faz o que faz.)
Soma-se a eles ninguém menos que Suárez (28 anos), o melhor centroavante do planeta, vivendo seu auge, hoje à frente de Lewandowski, de Agüero, de Ibrahimovic, de Aubameyang, de Benzema, de Vardy e etc. Eu sei, Suárez não é gênio (lembre-se, só Messi é), tampouco aspirante a isso (como é Neymar). Contudo, sem dúvida alguma, trata-se de um craque do mais alto nível, e sua passagem pelo Liverpool e agora pelo Barcelona escancaram isso. Sem falar na raça do uruguaio, né. Qual treinador, por exemplo, não gostaria de ter um nove mordedor na marcação lá na frente?
Portanto, preste atenção: estamos falando aqui do melhor ponta-direita do mundo (Messi), do melhor centroavante do mundo (Suárez) e do melhor ponta-esquerda do mundo (Neymar) no mesmo time, distribuídos no 4-3-3 clássico. Porque ainda tem isto. Nenhum deles está "improvisado" ou "fora de posição". Não houve "sacrifícios" para encaixá-los na equipe, como é comum acontecer. Os três estão em suas respectivas praias, onde podem render o máximo, individual e coletivamente. E esse é um dos segredos, uma das chaves do sucesso. Por isso se entrosaram tão facilmente.
E se entrosaram facilmente também, ou melhor, principalmente, porque os três são excelentes em três aspectos fundamentais do futebol: o passe, o drible e o arremate (quando você tem a bola, você tem basicamente três opções: passar, driblar ou finalizar). Ainda que em diferentes níveis, tanto Messi, quanto Neymar e Suárez são grandes passadores (o número de assistências entre eles ajuda a comprovar isso), são grandes dribladores, letais no mano a mano, e são grandes artilheiros (o número de gols deles comprova isso). Sem falar no show, no entretenimento, no colírio para os olhos, na beleza das jogadas. E na eficiência.
Outro segredo, que na verdade não é segredo, é o entrosamento fora de campo. É sabido que os três se tornaram amigos de verdade (que upgrade na vida de Neymar, Messi é o novo Gil Cebola). Todos sabem que o ambiente entre eles é ótimo. Não sei até quando vai durar essa Lua de Mel, mas o fato é que eles se dão muito bem fora das quatro linhas, e o resultado disso é vaidade zero e altruísmo mútuo a mil dentro delas.
Quem ganha com isso? Mais do que o Barcelona e seus torcedores, ganha o futebol e seus admiradores. Pois estamos diante do trio mais espetacular da história do esporte mais espetacular de todos, e o tempo mostrará isso no futuro. Portanto, só te digo uma coisa: aproveite o presente.
PS: A comparação com outros trios, até mesmo de outros setores como meio campo e defesa, deve se dar entre clubes, e não entre clube e seleção. Não faz sentido comparar Messi, Suárez e Neymar com, por exemplo, Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo da Copa 2002. Como diria o outro, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Mas por quê? Por que o trio MSN é tão especial? Por que deu/está dando tão certo? Qual a fórmula? Qual o segredo? Qual a mágica? Bom. Primeiramente é preciso compreender a qualidade e o tamanho dos jogadores em questão. Em especial, claro, Lionel Messi, o único capaz de bater de frente com Pelé – o que por si só já diz muita coisa. O único gênio em atividade (o resto é craque), vivendo o auge da carreira, aos 28 anos de idade.
Genialidade. No quesito genialidade, quem mais se aproxima de Messi é justamente o outro ponta do time. Partindo do princípio de que o camisa 10 argentino é o único gênio em atividade (não sei se você concorda com isso), o segundo nesse ranking é justamente o brasileiro Neymar. Qual a definição ou o sinônimo de genialidade? Eu diria que talento. Logo, estamos falando dos dois jogadores mais talentosos em atividade no futebol mundial. E eles jogam no mesmo time! (Lembre-se, aos 23 anos de idade, Neymar ainda está a uns cinco do seu auge; ainda assim já fez o que fez e faz o que faz.)
Soma-se a eles ninguém menos que Suárez (28 anos), o melhor centroavante do planeta, vivendo seu auge, hoje à frente de Lewandowski, de Agüero, de Ibrahimovic, de Aubameyang, de Benzema, de Vardy e etc. Eu sei, Suárez não é gênio (lembre-se, só Messi é), tampouco aspirante a isso (como é Neymar). Contudo, sem dúvida alguma, trata-se de um craque do mais alto nível, e sua passagem pelo Liverpool e agora pelo Barcelona escancaram isso. Sem falar na raça do uruguaio, né. Qual treinador, por exemplo, não gostaria de ter um nove mordedor na marcação lá na frente?
Portanto, preste atenção: estamos falando aqui do melhor ponta-direita do mundo (Messi), do melhor centroavante do mundo (Suárez) e do melhor ponta-esquerda do mundo (Neymar) no mesmo time, distribuídos no 4-3-3 clássico. Porque ainda tem isto. Nenhum deles está "improvisado" ou "fora de posição". Não houve "sacrifícios" para encaixá-los na equipe, como é comum acontecer. Os três estão em suas respectivas praias, onde podem render o máximo, individual e coletivamente. E esse é um dos segredos, uma das chaves do sucesso. Por isso se entrosaram tão facilmente.
E se entrosaram facilmente também, ou melhor, principalmente, porque os três são excelentes em três aspectos fundamentais do futebol: o passe, o drible e o arremate (quando você tem a bola, você tem basicamente três opções: passar, driblar ou finalizar). Ainda que em diferentes níveis, tanto Messi, quanto Neymar e Suárez são grandes passadores (o número de assistências entre eles ajuda a comprovar isso), são grandes dribladores, letais no mano a mano, e são grandes artilheiros (o número de gols deles comprova isso). Sem falar no show, no entretenimento, no colírio para os olhos, na beleza das jogadas. E na eficiência.
Outro segredo, que na verdade não é segredo, é o entrosamento fora de campo. É sabido que os três se tornaram amigos de verdade (que upgrade na vida de Neymar, Messi é o novo Gil Cebola). Todos sabem que o ambiente entre eles é ótimo. Não sei até quando vai durar essa Lua de Mel, mas o fato é que eles se dão muito bem fora das quatro linhas, e o resultado disso é vaidade zero e altruísmo mútuo a mil dentro delas.
Quem ganha com isso? Mais do que o Barcelona e seus torcedores, ganha o futebol e seus admiradores. Pois estamos diante do trio mais espetacular da história do esporte mais espetacular de todos, e o tempo mostrará isso no futuro. Portanto, só te digo uma coisa: aproveite o presente.
PS: A comparação com outros trios, até mesmo de outros setores como meio campo e defesa, deve se dar entre clubes, e não entre clube e seleção. Não faz sentido comparar Messi, Suárez e Neymar com, por exemplo, Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo da Copa 2002. Como diria o outro, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
domingo, junho 07, 2015
A primeira de muitas
Até onde o trio MSN pode levar o Barcelona? Na verdade, no quesito troféus, já levou ao topo, com a conquista da Tríplice Coroa (Champions League, La Liga e Copa do Rei). Portanto, no que diz respeito aos títulos, a pergunta é: por quanto tempo o trio MSN pode manter o Barcelona no topo? Porque nada além da Tríplice Coroa na próxima temporada será satisfatório – pergunte a Guardiola, que sofre com isso no Bayern até hoje. Já em relação ao campo e bola propriamente ditos, aí sim a pergunta cabe: até onde o MSN pode ir? Porque, lembre-se, 2014/15 foi apenas a primeira temporada dos três juntos, a segunda de Neymar no clube – sem falar que Suárez estreou somente em outubro, por causa da punição da FIFA, pela mordida em Chiellini. Por essas e outras, tudo me leva a crer que o desempenho deles será ainda melhor em 2015/16.

O que significa desempenho? Não necessariamente títulos. Pode ser que o Barcelona não conquiste a UCL, a Liga e a Copa do Rei na temporada que vem, e ainda assim o desempenho de Messi, Suárez e Neymar seja superior ao da temporada 2014/15 (gols, assistências, passes, dribles, entrosamento, etc). Por que acredito nisso? Primeiro porque sou otimista. E segundo porque estamos falando do melhor ponta-direita do mundo (diga-se, o único gênio em atividade no planeta), do melhor ponta-esquerda do mundo (futuro Bola de Ouro; diria que um dos três finalistas neste ano) e do melhor centroavante do mundo. Lembrando que Messi tem 27 anos, Neymar 23 e Suárez 28. Ou seja, o auge de Neymar ainda está lá na frente, enquanto Messi e Suárez o vivem hoje (ainda na ascendente). Logo, a tendência é que na próxima temporada o trio MSN renda ainda mais (e na próxima, e na próxima...).
Seja como for, o fato é que esse Barcelona, campeão da Copa do Rei, da Liga e da Champions League, será lembrado como o time de Messi, Suárez e Neymar. Será lembrado como o primeiro com os três juntos. Rakitic e Iniesta, os meias do 4-3-3, também serão lembrados, claro. Daniel Alves e Alba, os laterais da equipe, também serão lembrados. O cabeça de área Busquets também será lembrado. A exemplo dos zagueiros Mascherano e Piqué. Os goleiros Ter Stegen e Bravo, idem. Assim como Pedro, Rafinha, Mathieu e etc. Até Douglas será lembrado! Além do treinador Luis Enrique, claro. Mas sem dúvida alguma, a temporada 2014/15 entra para a história como a primeira que reuniu os três atacantes sul-americanos. A primeira repleta de grandes golaços, de lindas assistências, de dribles desmoralizantes e de troféus na prateleira. A primeira de muitas. Já que a tendência é o rendimento só aumentar – individual e coletivamente.
PS: Veja aqui os números e todos os gols do trio MSN.

O que significa desempenho? Não necessariamente títulos. Pode ser que o Barcelona não conquiste a UCL, a Liga e a Copa do Rei na temporada que vem, e ainda assim o desempenho de Messi, Suárez e Neymar seja superior ao da temporada 2014/15 (gols, assistências, passes, dribles, entrosamento, etc). Por que acredito nisso? Primeiro porque sou otimista. E segundo porque estamos falando do melhor ponta-direita do mundo (diga-se, o único gênio em atividade no planeta), do melhor ponta-esquerda do mundo (futuro Bola de Ouro; diria que um dos três finalistas neste ano) e do melhor centroavante do mundo. Lembrando que Messi tem 27 anos, Neymar 23 e Suárez 28. Ou seja, o auge de Neymar ainda está lá na frente, enquanto Messi e Suárez o vivem hoje (ainda na ascendente). Logo, a tendência é que na próxima temporada o trio MSN renda ainda mais (e na próxima, e na próxima...).
Seja como for, o fato é que esse Barcelona, campeão da Copa do Rei, da Liga e da Champions League, será lembrado como o time de Messi, Suárez e Neymar. Será lembrado como o primeiro com os três juntos. Rakitic e Iniesta, os meias do 4-3-3, também serão lembrados, claro. Daniel Alves e Alba, os laterais da equipe, também serão lembrados. O cabeça de área Busquets também será lembrado. A exemplo dos zagueiros Mascherano e Piqué. Os goleiros Ter Stegen e Bravo, idem. Assim como Pedro, Rafinha, Mathieu e etc. Até Douglas será lembrado! Além do treinador Luis Enrique, claro. Mas sem dúvida alguma, a temporada 2014/15 entra para a história como a primeira que reuniu os três atacantes sul-americanos. A primeira repleta de grandes golaços, de lindas assistências, de dribles desmoralizantes e de troféus na prateleira. A primeira de muitas. Já que a tendência é o rendimento só aumentar – individual e coletivamente.
PS: Veja aqui os números e todos os gols do trio MSN.
sábado, junho 06, 2015
O melhor ataque do mundo
Na primeira temporada com os três em campo, o Barcelona foi campeão da Champions League, da Liga Espanhola e da Copa do Rei. Só isso. Agora, que venha a temporada 2015/16! Mas antes, veja abaixo todos os 122 gols do trio em 2014/15.
Messi (27 anos): 58 gols (e 27 assistências) em 57 jogos.
Neymar (23 anos): 39 gols (e 8 assistências) em 51 jogos.
Suárez (28 anos): 25 gols (e 21 assistências) em 43 jogos.
Messi (27 anos): 58 gols (e 27 assistências) em 57 jogos.
Neymar (23 anos): 39 gols (e 8 assistências) em 51 jogos.
Suárez (28 anos): 25 gols (e 21 assistências) em 43 jogos.
segunda-feira, maio 18, 2015
O dedo de Messi
Vale refrescar a memória. O time só engrenou quando Messi passou para a ponta direita e Suárez foi jogar como centroavante. Até então, nas primeiras partidas da temporada 2014/15, com o uruguaio em campo (lembre-se que ele perdeu dois meses da temporada devido à punição da FIFA), Messi foi falso nove e Suárez ponta-direita. Isso mesmo. Nos primeiros jogos do trio MSN, Luis Suárez foi o ponta-direita, Neymar Jr. o ponta-esquerda e Lionel Messi o centroavante. Eis que, lá pelas tantas, o camisa 10 passou para a ponta direita, o camisa 9 passou a jogar como nove, e tudo mudou. Para melhor.

Quando Suárez foi contratado, aliás, visualizei de imediato o time no 4-3-3 habitual, com Messi numa ponta, Neymar na outra e ele como centroavante. Parecia-me tão óbvio. Não só para mim, mas para uma galera. Luis Enrique, no entanto, demorou a enxergar o óbvio. Em defesa do treinador, confesso que cheguei a pensar que Messi não queria voltar à ponta, que não queria abandonar o papel de falso nove (invenção de Pep), pois nunca fora tão goleador na carreira. Pensei, inclusive, que o desentendimento entre Luis Enrique e Messi, no começo da temporada, tinha a ver com isso. E talvez até tenha. Contudo, mais tarde fiquei sabendo que quem decidiu pelo retorno de Messi à ponta direita foi o próprio Messi! Numa rodada qualquer da Liga (ou neste jogo aqui contra o Ajax), ele inverteu com Suárez por iniciativa própria e ordenou ao ex-Liverpool: “fique por aí”. A partir disso, tudo mudou.
Portanto, quando a gente for enaltecer o trabalho de Luis Enrique, quando a gente for comparar seus números em sua primeira temporada como treinador do Barcelona com os números de Guardiola, por exemplo, a gente precisa se lembrar deste detalhe. A gente precisa se lembrar que o ponto de mutação que colocou a equipe e principalmente o trio MSN nos trilhos na temporada 2014/15 foi justamente o retorno do canhoto Messi à ponta direita, depois de tanto tempo jogando como falso nove (e o reposicionamento de Suárez como centroavante), vide esta prancheta. Ou seja, a grande mudança do Barcelona campeão espanhol e finalista da Champions League foi de ordem tática, e ela passou pelo dedo de Messi, não do treinador.

Quando Suárez foi contratado, aliás, visualizei de imediato o time no 4-3-3 habitual, com Messi numa ponta, Neymar na outra e ele como centroavante. Parecia-me tão óbvio. Não só para mim, mas para uma galera. Luis Enrique, no entanto, demorou a enxergar o óbvio. Em defesa do treinador, confesso que cheguei a pensar que Messi não queria voltar à ponta, que não queria abandonar o papel de falso nove (invenção de Pep), pois nunca fora tão goleador na carreira. Pensei, inclusive, que o desentendimento entre Luis Enrique e Messi, no começo da temporada, tinha a ver com isso. E talvez até tenha. Contudo, mais tarde fiquei sabendo que quem decidiu pelo retorno de Messi à ponta direita foi o próprio Messi! Numa rodada qualquer da Liga (ou neste jogo aqui contra o Ajax), ele inverteu com Suárez por iniciativa própria e ordenou ao ex-Liverpool: “fique por aí”. A partir disso, tudo mudou.
Portanto, quando a gente for enaltecer o trabalho de Luis Enrique, quando a gente for comparar seus números em sua primeira temporada como treinador do Barcelona com os números de Guardiola, por exemplo, a gente precisa se lembrar deste detalhe. A gente precisa se lembrar que o ponto de mutação que colocou a equipe e principalmente o trio MSN nos trilhos na temporada 2014/15 foi justamente o retorno do canhoto Messi à ponta direita, depois de tanto tempo jogando como falso nove (e o reposicionamento de Suárez como centroavante), vide esta prancheta. Ou seja, a grande mudança do Barcelona campeão espanhol e finalista da Champions League foi de ordem tática, e ela passou pelo dedo de Messi, não do treinador.
quinta-feira, maio 14, 2015
Há 10 anos Messi deitava na Juventus
"A noite em que o mundo descobriu Messi". Eis o título desta matéria aqui, publicada hoje no site do Barcelona, sobre o Troféu Gamper 2005, quando, aos 18 anos de idade, o gênio argentino deitou e rolou na Velha Senhora.
Nela o então treinador da Juventus Fabio Capello rasga elogios ao então camisa 30 culé: "Eu vi ele jogando por seleção de base da Argentina e me pareceu um bom jogador. Mas vê-lo no estádio é outra coisa, vestindo essa camisa (do Barcelona) e diante de tanta gente (no Camp Nou). Nunca vi um jogador com tanta qualidade."
Confira aqui os melhores momentos de Messi naquele amistoso.

Naquela noite o Barça alinhou Valdés; Gabri (Belletti), Oleguer (Edmilson), Puyol e Gio; Márquez, van Bommel e Iniesta (Eto'o); Messi (Giuly), Larsson (Maxi López) e Ronaldinho (Deco). Já a Juve foi a campo com Abbiati; Zebina (Balzaretti), Kovac, Cannavaro e Pessotto (Zalayeta); Camoranesi (Olivera), Giannichedda, Vieira e Chiellini (Blasi); Del Piero (Mutu) e Ibrahimovic (Trezeguet).
No fim das contas a Juventus levantou o troféu na decisão por pênaltis após o placar final ficar no 2 a 2, gols de Del Piero, Iniesta, Gio e Trezeguet (detalhe: o gol de Iniesta em linda assistência de Messi, aquela clássica dele, para a ponta esquerda). Agora, dez anos depois, o Barcelona de Messi, Suárez e Neymar (e Iniesta) enfrenta a Juventus de Pirlo, Pogba e Tevez na final da Champions League 2014/15, dia 6 de junho, em Berlim.
PS: Veja aqui os melhores momentos do jogo e aqui o jogo na íntegra.
Nela o então treinador da Juventus Fabio Capello rasga elogios ao então camisa 30 culé: "Eu vi ele jogando por seleção de base da Argentina e me pareceu um bom jogador. Mas vê-lo no estádio é outra coisa, vestindo essa camisa (do Barcelona) e diante de tanta gente (no Camp Nou). Nunca vi um jogador com tanta qualidade."
Confira aqui os melhores momentos de Messi naquele amistoso.

Naquela noite o Barça alinhou Valdés; Gabri (Belletti), Oleguer (Edmilson), Puyol e Gio; Márquez, van Bommel e Iniesta (Eto'o); Messi (Giuly), Larsson (Maxi López) e Ronaldinho (Deco). Já a Juve foi a campo com Abbiati; Zebina (Balzaretti), Kovac, Cannavaro e Pessotto (Zalayeta); Camoranesi (Olivera), Giannichedda, Vieira e Chiellini (Blasi); Del Piero (Mutu) e Ibrahimovic (Trezeguet).
No fim das contas a Juventus levantou o troféu na decisão por pênaltis após o placar final ficar no 2 a 2, gols de Del Piero, Iniesta, Gio e Trezeguet (detalhe: o gol de Iniesta em linda assistência de Messi, aquela clássica dele, para a ponta esquerda). Agora, dez anos depois, o Barcelona de Messi, Suárez e Neymar (e Iniesta) enfrenta a Juventus de Pirlo, Pogba e Tevez na final da Champions League 2014/15, dia 6 de junho, em Berlim.
PS: Veja aqui os melhores momentos do jogo e aqui o jogo na íntegra.
terça-feira, maio 12, 2015
O jogador mais completo do mundo
Quando você está com a bola, você tem basicamente três alternativas para escolher uma, de acordo com a situação que se apresenta: driblar, passar ou finalizar. São os fundamentos do esporte. Fundamentos peculiares aos que jogam do meio para frente. E nesses três fundamentos, nenhum outro jogador em atividade no mundo é tão completo quanto Messi. Nenhum outro reúne esses três aspectos do futebol com tanta maestria quanto Messi.

Na UEFA Champions League 2014/15, por exemplo, Lionel Messi é quem mais dribles, assistências e gols concretiza (veja aqui). Só isso. E se você pegar os números gerais, envolvendo outras competições e outras temporadas, verá que, em regra, ele está no topo da tabela nos três quesitos. Outro exemplo mais amplo: é ele quem acumula o maior número de dribles bem sucedidos nas últimas seis edições da UCL (veja aqui). Isso tudo aos 27 anos de idade. Ou seja, deve encerrar a carreira, em termos de números, como o maior driblador, o maior assistente e o maior artilheiro da história da Champions League.
Isso serve, entre outras coisas, como evidência para dar suporte à tese de que se trata do jogador mais completo do mundo (e serve para colocá-lo no mais alto patamar, ao lado de Pelé, eu diria - eu e Juninho). Pois estamos falando do melhor nove, do melhor meia e do melhor ponta do mundo, todos no mesmo jogador. O cara que mais gols faz, o cara que mais assistências dá e o cara que mais dribles executa, todos reunidos no mesmo jogador. Todos reunidos no gênio argentino do Barcelona. O único gênio em atividade. Os outros, com todo respeito, são "apenas" craques.

Na UEFA Champions League 2014/15, por exemplo, Lionel Messi é quem mais dribles, assistências e gols concretiza (veja aqui). Só isso. E se você pegar os números gerais, envolvendo outras competições e outras temporadas, verá que, em regra, ele está no topo da tabela nos três quesitos. Outro exemplo mais amplo: é ele quem acumula o maior número de dribles bem sucedidos nas últimas seis edições da UCL (veja aqui). Isso tudo aos 27 anos de idade. Ou seja, deve encerrar a carreira, em termos de números, como o maior driblador, o maior assistente e o maior artilheiro da história da Champions League.
Isso serve, entre outras coisas, como evidência para dar suporte à tese de que se trata do jogador mais completo do mundo (e serve para colocá-lo no mais alto patamar, ao lado de Pelé, eu diria - eu e Juninho). Pois estamos falando do melhor nove, do melhor meia e do melhor ponta do mundo, todos no mesmo jogador. O cara que mais gols faz, o cara que mais assistências dá e o cara que mais dribles executa, todos reunidos no mesmo jogador. Todos reunidos no gênio argentino do Barcelona. O único gênio em atividade. Os outros, com todo respeito, são "apenas" craques.
quarta-feira, maio 06, 2015
O gênio entre craques
A comparação é Messi ou Pelé sim senhor. Não me venha com essa de que Pelé é incomparável. Nenhum reinado é eterno. (Se você não gosta desses tipos de comparações, nos faça um favor e pare de ler este post.) Messi ou Maradona? Nah. Essa já ficou para trás. Messi ou Cristiano Ronaldo? Nah. Essa sequer existe, embora tantos insistam. O português pode ganhar mais dez Bolas de Ouro que essa jamais irá existir. Pelo menos não no campo e bola. No futebol jogado dentro das quatro linhas (não nos números), essa comparação jamais irá existir. Pelo menos não na minha cabeça. Messi muito acima, indiscutivelmente. Na boa. A comparação não cabe. Nem com Cristiano Ronaldo, nem com nenhum outro jogador em atividade hoje. Messi é gênio. O resto é craque.

Messi ou Pelé? Não sei. Não vi Pelé, então não posso opinar. Mas entendo que é preciso pesar os contextos históricos nessa comparação (dentro de campo e fora dele). Como por exemplo: Pelé jogou numa época em que o futebol brasileiro não estava tão atrás do futebol europeu, como acontece hoje. Podem argumentar, por exemplo, que Pelé fez muitos gols e ganhou muitos troféus em campeonato estadual. Verdade. Porém lembro que numa época em que o estadual não era tão pobre quanto hoje. A distância entre o futebol jogado no Brasil e o jogado na Europa não era tão grande quanto hoje. De qualquer forma, o fato é que ele marcou mais de mil gols e etc. Se Pelé nunca jogou na Europa, fazer o quê? Azar da Europa. E outro ponto a favor do brasileiro é que ele ganhou três Copas do Mundo (só isso). A primeira aos 17 anos de idade, com direito a golaço na final e tudo mais, enquanto Messi não ganhou nenhuma.
É bom lembrar, contudo, que Messi tem "apenas" 27 anos. Sua carreira está longe de ser encerrada e há no mínimo mais uma Copa do Mundo pela frente. Vai ganhar três como Pelé? Claro que não. Mas ainda pode ganhar uma. E se não ganhar, azar da Copa do Mundo! Tenho dito no Twitter, aliás, e reitero a afirmação aqui: Lionel Messi vive seu melhor momento na carreira. O Messi da temporada 2014/15 é melhor e mais completo que todos os outros Messis das outras temporadas. Considerando todos os fatores na balança (o lado físico, o lado técnico, o lado tático, o lado emocional – experiência), não tenho dúvida de que o Messi 2014/15 supera os anteriores, independentemente de prêmios individuais (Bola de Ouro) ou títulos conquistados com o time (UCL, La Liga, etc).
Enfim. Como disse, não tenho resposta para a pergunta Messi ou Pelé? E honestamente creio que ela nunca será respondida com justiça – se é que isso é possível – porque os caras que viram Pelé são caras mais velhos que, por uma série de motivos, hoje em dia não acompanham o futebol europeu, não veem Messi como poderiam, portanto não podem opinar com precisão. Sem falar na parcialidade, pois são brasileiros, Messi é argentino, e segundo Galvão Bueno nos ensinou, nós brasileiros odiamos argentinos (ah, e sem falar nos que já morreram). É sempre bom lembrar também que na época de Pelé a acessibilidade aos seus jogos era muito menor. Muito mais pessoas veem Messi em ação do que viram Pelé, especialmente por uma questão tecnológica. Em outras palavras, Pelé ou Messi? será uma incógnita para sempre. Dito isso, ainda assim, o fato é que hoje, em atividade no planeta bola, não tem comparação com ninguém. Messi é o único gênio. O resto é craque. De diferentes níveis, mas craques. Gênio, só um.

Messi ou Pelé? Não sei. Não vi Pelé, então não posso opinar. Mas entendo que é preciso pesar os contextos históricos nessa comparação (dentro de campo e fora dele). Como por exemplo: Pelé jogou numa época em que o futebol brasileiro não estava tão atrás do futebol europeu, como acontece hoje. Podem argumentar, por exemplo, que Pelé fez muitos gols e ganhou muitos troféus em campeonato estadual. Verdade. Porém lembro que numa época em que o estadual não era tão pobre quanto hoje. A distância entre o futebol jogado no Brasil e o jogado na Europa não era tão grande quanto hoje. De qualquer forma, o fato é que ele marcou mais de mil gols e etc. Se Pelé nunca jogou na Europa, fazer o quê? Azar da Europa. E outro ponto a favor do brasileiro é que ele ganhou três Copas do Mundo (só isso). A primeira aos 17 anos de idade, com direito a golaço na final e tudo mais, enquanto Messi não ganhou nenhuma.
É bom lembrar, contudo, que Messi tem "apenas" 27 anos. Sua carreira está longe de ser encerrada e há no mínimo mais uma Copa do Mundo pela frente. Vai ganhar três como Pelé? Claro que não. Mas ainda pode ganhar uma. E se não ganhar, azar da Copa do Mundo! Tenho dito no Twitter, aliás, e reitero a afirmação aqui: Lionel Messi vive seu melhor momento na carreira. O Messi da temporada 2014/15 é melhor e mais completo que todos os outros Messis das outras temporadas. Considerando todos os fatores na balança (o lado físico, o lado técnico, o lado tático, o lado emocional – experiência), não tenho dúvida de que o Messi 2014/15 supera os anteriores, independentemente de prêmios individuais (Bola de Ouro) ou títulos conquistados com o time (UCL, La Liga, etc).
Enfim. Como disse, não tenho resposta para a pergunta Messi ou Pelé? E honestamente creio que ela nunca será respondida com justiça – se é que isso é possível – porque os caras que viram Pelé são caras mais velhos que, por uma série de motivos, hoje em dia não acompanham o futebol europeu, não veem Messi como poderiam, portanto não podem opinar com precisão. Sem falar na parcialidade, pois são brasileiros, Messi é argentino, e segundo Galvão Bueno nos ensinou, nós brasileiros odiamos argentinos (ah, e sem falar nos que já morreram). É sempre bom lembrar também que na época de Pelé a acessibilidade aos seus jogos era muito menor. Muito mais pessoas veem Messi em ação do que viram Pelé, especialmente por uma questão tecnológica. Em outras palavras, Pelé ou Messi? será uma incógnita para sempre. Dito isso, ainda assim, o fato é que hoje, em atividade no planeta bola, não tem comparação com ninguém. Messi é o único gênio. O resto é craque. De diferentes níveis, mas craques. Gênio, só um.
terça-feira, abril 28, 2015
MSN chega aos três dígitos
O melhor trio de ataque do mundo chegou a 102 gols na temporada nesta terça-feira. Messi, Suárez e Neymar alcançaram os três dígitos na goleada por 6 a 0 sobre o Getafe, aplicada no Camp Nou, pela 34ª rodada da Liga (dois de Messi, dois de Suárez, um de Neymar e um de Xavi).
Veja os 102 gols aqui.
A marca obtida pelo trio sul-americano superou a atingida por Messi, Eto'o e Henry em 2008/09 (100 gols). E também superou a marca de Pedro, Messi e Villa em 2010/11 (98 gols). A diferença é que a temporada 2014/15 ainda não acabou. Restam quatro jogos por La Liga, dois pela Champions League (ou três, em caso de final) e um pela Copa do Rei. Outro detalhe é que Suárez "perdeu" os dois primeiros meses da temporada e estreou somente na 9ª rodada da Liga (punição da FIFA).

TEMPORADA 2008/09 (100 gols)
Messi (ponta-direita): 38 gols em 51 jogos
Eto'o (centroavante): 36 gols em 52 jogos
Henry (ponta-esquerda): 26 gols em 42 jogos
TEMPORADA 2010/11 (98 gols)
Pedro (ponta-direita): 22 gols em 52 jogos
Messi (centroavante): 53 gols em 55 jogos
Villa (ponta-esquerda): 23 gols em 51 jogos
TEMPORADA 2014/15 (102 gols e contando...)
Messi (ponta-direita): 49 gols em 49 jogos
Suárez (centroavante): 21 gols em 37 jogos
Neymar (ponta-esquerda): 32 gols em 43 jogos
PS: Não é de hoje que eu tenho constatado a superioridade do trio MSN em relação ao de 2008/09. No dia 12 de fevereiro, por exemplo, eu tuitei "Messi, Suárez, Neymar > Messi, Eto'o, Henry". E no dia 14 de março reiterei minha opinião: "E tenho dito: Messi, Suárez, Neymar > Messi, Eto'o, Henry."
Veja os 102 gols aqui.
A marca obtida pelo trio sul-americano superou a atingida por Messi, Eto'o e Henry em 2008/09 (100 gols). E também superou a marca de Pedro, Messi e Villa em 2010/11 (98 gols). A diferença é que a temporada 2014/15 ainda não acabou. Restam quatro jogos por La Liga, dois pela Champions League (ou três, em caso de final) e um pela Copa do Rei. Outro detalhe é que Suárez "perdeu" os dois primeiros meses da temporada e estreou somente na 9ª rodada da Liga (punição da FIFA).

TEMPORADA 2008/09 (100 gols)
Messi (ponta-direita): 38 gols em 51 jogos
Eto'o (centroavante): 36 gols em 52 jogos
Henry (ponta-esquerda): 26 gols em 42 jogos
TEMPORADA 2010/11 (98 gols)
Pedro (ponta-direita): 22 gols em 52 jogos
Messi (centroavante): 53 gols em 55 jogos
Villa (ponta-esquerda): 23 gols em 51 jogos
TEMPORADA 2014/15 (102 gols e contando...)
Messi (ponta-direita): 49 gols em 49 jogos
Suárez (centroavante): 21 gols em 37 jogos
Neymar (ponta-esquerda): 32 gols em 43 jogos
PS: Não é de hoje que eu tenho constatado a superioridade do trio MSN em relação ao de 2008/09. No dia 12 de fevereiro, por exemplo, eu tuitei "Messi, Suárez, Neymar > Messi, Eto'o, Henry". E no dia 14 de março reiterei minha opinião: "E tenho dito: Messi, Suárez, Neymar > Messi, Eto'o, Henry."
domingo, abril 19, 2015
Os 400 gols de Messi pelo Barcelona
Lionel Messi chega a 400 gols em 471 jogos pelo Barcelona. São 278 gols pela Liga (309 jogos), 75 gols pela Champions League (95 jogos), 32 gols pela Copa do Rei (49 jogos), 10 gols pela Supercopa da Espanha (11 jogos), 1 gol pela Supercopa da Europa (3 jogos), e 4 gols pelo Mundial de Clubes (4 jogos).
Aos 27 anos de idade.
Aos 27 anos de idade.
quarta-feira, março 18, 2015
Lionel Messi, o assistente
Não é de hoje que Messi é mestre no passe diagonal para a ponta esquerda. Por essas e outras, quando Neymar foi contratado, publiquei este post aqui, projetando várias assistências do camisa 10 para o camisa 11. Errei por uma temporada. Em 2013/14 isso não ocorreu tanto. Mas em 2014/15, como você sabe, se tornou rotina. E isso acontece graças à visão de jogo e à qualidade técnica do gênio argentino, além do poder de finalização do craque brasileiro. Canhoto, quando Messi parte para dentro vindo da ponta direita com a bola dominada, abre-se um mundo na ponta esquerda, e o destino do passe é sempre certeiro. Ou quase sempre.

Repare no mapa acima. São os passes de Messi diante do Manchester City, nesta quarta-feira, no Camp Nou, pela partida de volta das oitavas de final da Champions League. Tirando os para trás, repare na direção da maioria deles. A esquerda. Na diagonal. Aliás, seus quatros passes chaves (amarelo) e sua assistência (azul) para o gol de Rakitic têm o mesmo padrão. Curto, médio ou longo, esse seu passe é fatal. Quase sempre deixa um companheiro na cara do gol. Muitas vezes Neymar, o ponta-esquerda do time. Outras vezes Alba, o lateral-esquerdo.
Sim. Os adversários estão ligados. Esse passe de Messi é manjado. Então a pergunta que fica é: como pará-lo? Se estiver num dia inspirado, impossível. Obviamente ele erra um passe aqui, outro ali, mas no geral, se estiver num dia inspirado, como esteve hoje contra o City, impossível. Impossível evitar esse passe. O que pode acontecer, isso sim, como aconteceu hoje contra o City, é o jogador que recebe esse passe de Messi parar no goleiro. Entre as tantas defesas cara a cara que Hart fez hoje, por exemplo, várias nasceram de um passe de Messi.
PS: Veja abaixo o show de Messi.

Repare no mapa acima. São os passes de Messi diante do Manchester City, nesta quarta-feira, no Camp Nou, pela partida de volta das oitavas de final da Champions League. Tirando os para trás, repare na direção da maioria deles. A esquerda. Na diagonal. Aliás, seus quatros passes chaves (amarelo) e sua assistência (azul) para o gol de Rakitic têm o mesmo padrão. Curto, médio ou longo, esse seu passe é fatal. Quase sempre deixa um companheiro na cara do gol. Muitas vezes Neymar, o ponta-esquerda do time. Outras vezes Alba, o lateral-esquerdo.
Sim. Os adversários estão ligados. Esse passe de Messi é manjado. Então a pergunta que fica é: como pará-lo? Se estiver num dia inspirado, impossível. Obviamente ele erra um passe aqui, outro ali, mas no geral, se estiver num dia inspirado, como esteve hoje contra o City, impossível. Impossível evitar esse passe. O que pode acontecer, isso sim, como aconteceu hoje contra o City, é o jogador que recebe esse passe de Messi parar no goleiro. Entre as tantas defesas cara a cara que Hart fez hoje, por exemplo, várias nasceram de um passe de Messi.
PS: Veja abaixo o show de Messi.
domingo, novembro 23, 2014
Os gols do maior artilheiro da Liga
Lionel Messi é o único gênio da bola em atividade, na minha opinião. O único. Há outros projetos de gênios por aí, mas hoje nada nem ninguém se aproxima do argentino nesse quesito.
Costumo dizer que seu futebol consegue superar seus números. Que a beleza de seu jogo consegue se destacar mais que seus impressionantes dados estatísticos (é o maior artilheiro do Espanhol, da Champions League, do clássico Barça-Madrid, e do FC Barcelona).
Em La Liga, com o hat-trick de ontem sobre o Sevilla, agora ele chegou a 253 gols em 289 jogos (confira a lista dos maiores goleadores). E confira todos eles no vídeo abaixo.
Ah, e lembre-se: Messi tem 27 anos.
Costumo dizer que seu futebol consegue superar seus números. Que a beleza de seu jogo consegue se destacar mais que seus impressionantes dados estatísticos (é o maior artilheiro do Espanhol, da Champions League, do clássico Barça-Madrid, e do FC Barcelona).
Em La Liga, com o hat-trick de ontem sobre o Sevilla, agora ele chegou a 253 gols em 289 jogos (confira a lista dos maiores goleadores). E confira todos eles no vídeo abaixo.
Ah, e lembre-se: Messi tem 27 anos.
domingo, setembro 28, 2014
sábado, setembro 27, 2014
Agora a coisa ficou séria
No fim das contas Messi e Neymar nunca tiveram uma sequência significativa na temporada passada. O argentino ficou uns dois meses parado uma época, mais tarde o brasileiro ficou um, salvo engano, noves fora algumas escolhas questionáveis de Tata Martino. Em outras palavras, entre idas e vindas, a sonhada dupla composta pelos dois não se tornou realidade na temporada passada, porque ela não teve uma sequência satisfatória.
O sonho tarda, mas não falha.

Junta desde a pré-temporada, a dupla apresenta números impressionantes em 2014/15: Messi já soma 8 assistências (7 no Espanhol), e Neymar possui 6 gols em 6 jogos (4 em assistências de Messi). Confesso, todavia, que ainda não consegui ver nenhum jogo do Barça de Luis Enrique. Portanto não vou procurar explicações táticas para esse desempenho. Não sei se o Barça de Luis Enrique tem mesmo jogado no 4-4-2 em losango, com o camisa 10 mais camisa 10 e menos falso 9, como previsto aqui nessa prancheta, nem se Neymar tem sido mais atacante do que ponteiro. O que dá para dizer com certeza, porém, é que nessa temporada eles estão tendo uma continuidade consistente que não tiveram em nenhum momento na passada (sem falar que é o segundo ano de Neymar no clube catalão).
Insisto, não vi nenhuma partida dessa equipe, logo não consigo analisá-la taticamente. No entanto esse número de gols marcados por Neymar em passes de Messi (4 em 6) inevitavelmente me leva a esse post publicado em maio de 2013, antes do craque brasileiro sequer ter estreado, intitulado “E o garçom da rodada é...” Nele abro o texto assim: "Passe de Messi, gol de Neymar. Pode se acostumar. Na próxima temporada você vai ler e ouvir essa frase com frequência." Confira aqui.
Pelo visto minha profecia, digamos assim, está se confirmando. Com uma temporada de atraso, mas está. E pelo visto aquele sonho de ver Messi e Neymar – os dois maiores ta-len-tos do futebol mundial atual – deitando e rolando no mesmo XI, vai se realizar. Com uma temporada de atraso, mas vai. Enfim. O fato é que se eles tiverem uma sequência significativa e satisfatória, naturalmente o entrosamento, os gols, as vitórias e os shows tendem a acontecer mais e mais.
PS: Veja os melhores momentos de Messi e Neymar sobre o Granada.
O sonho tarda, mas não falha.

Junta desde a pré-temporada, a dupla apresenta números impressionantes em 2014/15: Messi já soma 8 assistências (7 no Espanhol), e Neymar possui 6 gols em 6 jogos (4 em assistências de Messi). Confesso, todavia, que ainda não consegui ver nenhum jogo do Barça de Luis Enrique. Portanto não vou procurar explicações táticas para esse desempenho. Não sei se o Barça de Luis Enrique tem mesmo jogado no 4-4-2 em losango, com o camisa 10 mais camisa 10 e menos falso 9, como previsto aqui nessa prancheta, nem se Neymar tem sido mais atacante do que ponteiro. O que dá para dizer com certeza, porém, é que nessa temporada eles estão tendo uma continuidade consistente que não tiveram em nenhum momento na passada (sem falar que é o segundo ano de Neymar no clube catalão).
Insisto, não vi nenhuma partida dessa equipe, logo não consigo analisá-la taticamente. No entanto esse número de gols marcados por Neymar em passes de Messi (4 em 6) inevitavelmente me leva a esse post publicado em maio de 2013, antes do craque brasileiro sequer ter estreado, intitulado “E o garçom da rodada é...” Nele abro o texto assim: "Passe de Messi, gol de Neymar. Pode se acostumar. Na próxima temporada você vai ler e ouvir essa frase com frequência." Confira aqui.
Pelo visto minha profecia, digamos assim, está se confirmando. Com uma temporada de atraso, mas está. E pelo visto aquele sonho de ver Messi e Neymar – os dois maiores ta-len-tos do futebol mundial atual – deitando e rolando no mesmo XI, vai se realizar. Com uma temporada de atraso, mas vai. Enfim. O fato é que se eles tiverem uma sequência significativa e satisfatória, naturalmente o entrosamento, os gols, as vitórias e os shows tendem a acontecer mais e mais.
PS: Veja os melhores momentos de Messi e Neymar sobre o Granada.
quarta-feira, julho 23, 2014
Os craques da Copa 2014
Messi foi eleito o melhor pela FIFA.
Robben foi eleito o melhor pela maioria.
E James foi o artilheiro com 6 gols em 5 jogos.
Sem dúvida, os três grandes destaques individuais do torneio.
Robben foi eleito o melhor pela maioria.
E James foi o artilheiro com 6 gols em 5 jogos.
Sem dúvida, os três grandes destaques individuais do torneio.
quinta-feira, março 27, 2014
domingo, fevereiro 16, 2014
domingo, fevereiro 09, 2014
quinta-feira, janeiro 30, 2014
Messi, 100sacional
Conta-se nos dedos de uma mão os jogadores que têm direito a um Top 100 goals. Lionel Messi, o gênio argentino de 26 anos, é um deles.
Nos dedos de uma mão ou de duas? Quantos - e quais - jogadores teriam direito a um Top 100 goals? Quem, além de Messi, conseguiria preencher uma lista com cem golaços?
Nos dedos de uma mão ou de duas? Quantos - e quais - jogadores teriam direito a um Top 100 goals? Quem, além de Messi, conseguiria preencher uma lista com cem golaços?
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