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sexta-feira, maio 08, 2015

Verratti é um Pirlo melhorado

Calma. O tempo mostrará isso. Aguarde. Estou apenas me antecipando.



Desde que pintou no Pescara e desde que foi levado ao Paris Saint-Germain por Leonardo e Ancelotti, Verratti tem sido comparado com Pirlo por questões evidentes: são italianos e jogam mais ou menos na mesma posição, executam mais ou menos a mesma função (digo mais ou menos porque Verratti é mais versátil que Pirlo). E desde então ele tem mostrado dentro de campo por que essa comparação tem cabimento.

Mas vou além. Verratti me parece ser melhor que Pirlo. Me parece ser mais completo. No fim das contas, ao pesar todos os atributos de ambos, positivos e negativos, ao comparar o nível de execução de todos os fundamentos do esporte, me parece que Verratti é melhor/mais completo que Pirlo. Não vejo em Pirlo, nem no melhor Pirlo da carreira, seja ele qual for, por exemplo, a capacidade de drible e desarme que Verratti possui (sem falar na "raça" de Verratti). Tampouco a aceleração. Ou seja, o meio-campista do PSG é mais polivalente, o que permite ao treinador escalá-lo em diferentes lugares no esquema tático.

Pode-se argumentar que no fundamento passe Pirlo é superior. Pode ser. Embora o passe de Verratti seja excelente (curto, médio e longo), pode ser que o passe de Pirlo (curto, médio e longo) seja mesmo melhor (sem falar na bola parada de Pirlo). Ainda assim, essa diferença não é tão grande quanto é no desarme e no drible de Verratti em relação a Pirlo. Como disse, no fim das contas, na balança, identifico mais pontos a favor do volante de 22 anos, e o tempo mostrará isso. Se Verratti vai ganhar os títulos que Pirlo (35 anos) ganhou na carreira, são outros quinhentos. Resta-nos aguardar. E, claro, desfrutar.

Enquanto isso, confira lances de Verratti na temporada:

quarta-feira, junho 04, 2014

Abram o olho com a Azzurra

Brasil, Alemanha, Espanha e Argentina. Estas são, eu diria que pela ordem, as quatro grandes favoritas à Copa do Mundo. Não a minha ordem. A minha favorita, como você sabe, é a Argentina. Mas pelo que ouço e leio por aí, o principal candidato ao caneco é o Brasil (Parreira curtiu isso), e o time de Messi fica atrás inclusive de Alemanha e Espanha. De qualquer forma, o palpite não foge desses quatro times. O que pode ser bom para a Itália.

Claro, cada um lida de um jeito com o favoritismo. Como diria Bernardinho, o favoritismo é uma armadilha. Se vão cair nela ou não é outra história (muitos caem). Seja como for, esse risco a Itália não corre.

Não é só esse lado extracampo, no entanto, que está a favor da Azzurra. Dentro das quatro linhas a equipe treinada por Prandelli indica que é capaz de bater de frente com qualquer adversário na competição. Não no sentido de "camisa", de tradição, etc. Não é isso. Refiro-me ao campo e bola mesmo. E o amistoso contra Luxemburgo, nesta quarta-feira, em Perugia, apesar do 1 a 1 no placar, foi animador, pelo menos na minha visão.



Com De Rossi à frente da zaga e Verratti e Pirlo lado a lado, completando a meia cancha, a qualidade da posse de bola cresce muito (costumo dizer que com Verratti em campo a Itália tem dois Pirlos). O passe (curto, médio e longo) é a grande virtude deles. Ou seja, não tem como dar errado. Coisa ruim não sai dos pés deles. Pelo contrário. Aí a posse se qualifica. Sem falar em De Rossi. E na movimentação do próprio Marchisio, que é o extremo-esquerdo do time, mas transita bastante pela faixa central (algo semelhante ao Iniesta na Espanha). Pela direita Candreva é mais ponta mesmo, mais winger, no 4-1-4-1/4-3-3.

Posicionamento dos jogadores à parte (veja aqui a prancheta), o que me chama a atenção é o potencial para fazer da posse a sua arma (na estreia contra a Inglaterra em Manaus, aliás, isso pode fazer a diferença; defender cansa mais do que atacar). Portanto não espere uma Itália "retrancada", fechada lá atrás, em busca ou à espera de uma jogada apenas. Não penso que é tão favorita quanto Argentina, Alemanha, Brasil e Espanha (essa é minha ordem), porém acho que não vou me surpreender se os italianos conquistarem o pentacampeonato mundial na Copa do Brasil.

segunda-feira, junho 14, 2010

Pós-jogo de Itália 1, Paraguai 1

Lippi escalou a Azzurra no 4-3-3 em triângulo, com De Rossi e Montolivo compondo a dupla de volantes, Marchisio mais à frente, centralizado, Iaquinta e Pepe abertos nas beiradas e Gilardino na referência do ataque.

Na minha opinião escalar o 9 na ponta é uma aberração. Se for para manter este esquema, que Pepe e Di Natale sejam os ponteiros, e Iaquinta que brigue pela vaga de Gilardino.

Martino, por sua vez, utilizou o 4-4-2 em linha, com Torres e Vera nas asas da linha do meio-campo, Caceres e Riveros no corredor central, e Valdez e Lucas no setor ofensivo. Entre estes dois últimos, o 18 buscou o jogo atrás e dos lados, como um segundo atacante.



No segundo tempo o técnico italiano inverteu Iaquinta e Pepe. Depois, aos 13 minutos, o 15 deu lugar a Camoranesi e a estrutura tática foi alterada para o 4-4-2, com o camisas 9 e 11 (depois Di Natale) no ataque, e uma linha de quatro na meia-cancha composta por Pepe e Camoranesi pelas beiradas (que trocaram de lado entre si regularmente) e os números 6 e 22 por dentro.

Pelo lado sul-americano, também na segunda etapa, Martino trocou Torres por Santana, Valdez por Santa Cruz, Lucas por Cardozo, e o sistema tático foi mantido.

segunda-feira, maio 31, 2010

Os homens da bola parada

Não sei ao certo quem são os batedores ditos oficiais das seleções. Nem mesmo a lista abaixo com os principais nomes (sem Alemanha) é 100% segura.

Mas, em tese, a Seleção está a alguns passos atrás das demais, pelo menos nos lances de tiro direto da entrada da área (se Daniel Alves estiver no banco, diga-se).



Argentina: Verón, Messi; Brasil: Elano, Michel Bastos; Espanha: Xavi, Fabregas; França: Gourcuff, Henry; Holanda: Sneijder, Van Persie; Inglaterra: Gerrard, Lampard; Itália: Pirlo, De Rossi; Portugal: Deco, Cristiano Ronaldo.

Em tempos de Zico borbulhando no noticiário, a reclamação por Ronaldinho, no sentido da cobrança de falta, tem fundamento.

domingo, junho 21, 2009

Itália sofre mal de campeã do mundo

Uma vitória e duas derrotas. Esta foi a campanha da Itália nesta Copa das Confederações. Venceu os Estados Unidos por 2 a 1, e perdeu para Egito e Brasil por 1 e 3 a 0.

Na verdade os italianos não estão nem aí para o resultado deste torneiro. O que preocupa a imprensa e a torcida é a renovação da equipe para a Copa de 2010. Quer dizer: a falta dela.



Os atuais campeões do mundo estão pagando o preço por serem os atuais campeões do mundo. Assim como em 2006 o Brasil tinha alguns jogadores de 2002 sentados nas cadeiras cativas, hoje Lippi não sabe como "barrar" alguns atletas que foram campeões da Copa da Alemanha.

Compreendo que a Itália não tenha uma nascente que jorra rios de craques em seu território. O processo de reformulação por lá não é fácil. No entanto entendo que certas mudanças deveriam ser efetuadas, caso contrário a participação no ano que vem corre o risco de ser vergonhosa.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Mesmo sem Kaká, 4-2-3-1 deve ser mantido

A última partida da Seleção foi aquele 6 a 2 contra Portugal no Bezerrão, em novembro do ano passado.

Aquela equipe tinha, do meio pra frente, Gilberto Silva e Anderson formando a dupla de volantes; Robinho (na esquerda), Kaká (centralizado) e Elano (na direita) compondo a linha de três meias; e Luís Fabiano na frente.

Sem Anderson, Kaká e Luís Fabiano, imagino que o coerente treinador do Brasil colocará Josué, Ronaldinho e Pato (ou Adriano) em seus respectivos lugares, e o 4-2-3-1 deve ser mantido.

Do outro lado a Itália vem, possivelmente, com três volantes, dois meias e o centroavante.



Ronaldinho vai atuar pela esquerda, onde se entende muito bem com Marcelo. Robinho terá a liberdade, ou melhor, a obrigação de aparecer não só pela esquerda, mas também pela direita, para jogar com Elano e Maicon. À frente da zaga, dois volantes de pegada para cobrir as subidas dos laterais. E lá na frente Pato (ou Adriano) aguarda pelos cruzamentos e pela aproximação dos que vêm de trás, embora a saída da área seja inevitável.

A forma de jogar do time brasileiro será um pouco diferente porque não há um Kaká no meio-campo, não há um cara que mate a bola, ergua a cabeça e conduza a equipe avante. Em função disso a inversão das posições na linha de três deve ocorrer com frequência.

O amistoso entre Brasil e Itália acontece hoje, em Londres, óbvio, e começa às 17h45, horário de Brasília.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Nascidos em 22 de outubro



Lev Yashin, o Aranha Negra, em Moscou, a 1929.

Yashin defendeu o Dínamo de Moscou por toda a sua carreira de 22 anos, onde ingressou em 1949. Conquistou cinco campeonatos soviéticos (1954, 1955, 1957, 1959 e 1963) e três copas da URSS (1953, 1967 e 1970).

Pela seleção soviética, jogou as Copas de 1958, 1962,1966 e 1970.

Augusto da Costa, em 1920, no Rio de Janeiro.

Zagueiro pela direita, era soldado da Polícia Federal e do Exército.

Defendeu o Vasco entre 1945 e 1953.

Jogou pela Seleção de 1948 a 1950, disputando inclusive a Copa América de 1949 e a Copa do Mundo de 1950.

Augusto morreu em 1º de março de 2004.

Francisco Gento, em 1933.

Ponta-esquerda espanhol, jogou no Real Madrid de Puskas, Kopa e Di Stéfano.

Atacou pelo time merengue de 1953 a 1971.

Campeão da Liga Espanhola em 1954, 1955, 1957, 1958, 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1967, 1968 e 1969.

Campeão de Copa do Rei em 1962 e 1970.

Campeão da Copa da Europa (Liga dos Campeões) em 1956, 1957, 1958, 1959, 1960 e 1966.

Fez 43 jogos pela seleção espanhola, e participou das Copas de 1962 e 1966.