Mostrando postagens com marcador Uruguai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Uruguai. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, junho 27, 2014

Por que dois jogos seria justo

"Vamos jogar a punição absurdamente lá em cima, assim ninguém vai reclamar que o tiramos da Copa."

Me parece que esse foi o raciocínio dos caras da FIFA. Quem achava que um jogo estaria de bom tamanho para Suárez, ao ver a punição de 9 jogos, mais 4 meses, pensou: "Hm, acredito que eu estava sendo bonzinho demais com Luisito". O comentário do PVC, por exemplo, foi mais ou menos nessa linha (ele usou a palavra "brando").

É justamente esse tipo de pensamento coletivo que a FIFA pretendia, na minha visão.



Tirando os uruguaios, hoje pouquíssimas pessoas entendem como absurdo terem o tirado da Copa. Graças à severa punição da FIFA, quem defendia um ou dois jogos de suspensão para Suárez, hoje já tem outra opinião: "É. Tá certo. Viajei. Um ou dois jogos seria pouco mesmo." Não, meu caro, quero te dizer que não viajaste. É justamente esse tipo de pensamento que a FIFA pretendia pôr na cabeça da opinião púlbica. E pelo visto, claro, eles conseguiram.

Outro argumento a favor de Suárez (a favor no sentido de ir contra a pena que foi dada, não no sentido de achar que ele não merecia punição alguma) é a questão da proporcionalidade. Muito ouvi conversas do tipo: "Se ele foi suspenso por 10 jogos na mordida anterior, dessa vez o castigo deve ser, no mínimo, semelhante." Pela mordida que deu em Ivanovic, o atleta do Liverpool pegou um gancho de 10 partidas (as quatro últimas da temporada 2012/13 e as seis primeiras da temporada 2013/14). Dez jogos num campeonato de pontos corridos, que possui 38 rodadas, representam 26% do torneio. Na Copa do Mundo, onde na melhor das hipóteses você faz 7 jogos, 26% do torneio representam 1.82 (arredondando para cima, 2 jogos).

Não sei se ficou clara minha conta, mas estou tentando tratar a questão pela proporcionalidade das coisas. Se um dos argumentos foi baseado na punição anterior, na quantidade de jogos pela mordida em Ivanovic, esqueceu-se da proporção dos certames. É mais ou menos isso, 10 jogos num campeonato de pontos corridos se equivalem a 2 jogos numa Copa do Mundo. Mas, em vez de pegar 2 jogos de gancho, não: Suárez pegou 9 (eliminado), além de 4 meses, sem falar que foi praticamente criminalizado por uma das instituições mais suspeitas do planeta (que a FIFA não tem moral para julgar ninguém, não tem, mas essa é outra discussão).

Enfim. Desde a mordida em Chiellini, na minha interpretação dos fatos, Luis Suárez merecia um jogo, merecia perder a partida das oitavas. Depois que fiz minhas contas em relação à punição anterior, okay, cheguei à conclusão de que dois jogos (1.82) estariam de bom tamanho (oitavas e possíveis quartas). E por mais que surjam opiniões de todos os lados e todos os gostos, entre leigos e ditos especialistas, mantenho-me com a minha: o mais justo seria dois jogos. De qualquer forma, inocentes somos nós que pensamos que a justiça é cega, e que essas decisões são tomadas imparcialmente, visando apenas o moral e o bom exemplo, ignorando interesses de terceiros (sem falar na má fé de quem julga).

terça-feira, junho 24, 2014

À sombra do astro do time

Coitado do Cavani. Quero dizer. Coitado nada. Ele ganha e muito bem para fazer o que faz. Mas, convenhamos, coitado dele. Tanto no PSG quanto no Uruguai, ele joga fora de posição. Centroavante de ofício, camisa 9 nato, matador raro, de técnica, habilidade e força física, tanto no clube quanto na seleção Edinson é deslocado, por causa de Ibrahimovic e Suárez. Ou melhor, por causa de seus respectivos treinadores, que julgam essas as melhores escolhas (discordo do primeiro caso e até concordo com o segundo).



No 4-3-3 do Paris Saint-Germain, Cavani joga na ponta direita (confira aqui na prancheta). Particularmente acho que caberia um 4-4-2 em linha no time francês, com Ibrahimovic e Cavani revezando-se nas funções do ataque, mas essa é outra discussão, merece um post à parte. O fato é que, mesmo fora de posição, em regra na ponta direita do 4-3-3 de Laurent Blanc, ele marcou 25 gols em 44 jogos na temporada 2013/14 (veja esse vídeo). Já na temporada anterior, pelo Napoli, jogando como centroavante que é, Cavani fez 38 gols em 43 partidas (veja esse vídeo). O uruguaio já expressou publicamente sua insatisfação em atuar fora de sua posição, inclusive. Como disse, porém, ele ganha e muito para acatar as ordens do técnico.

Diante da Itália, na terceira rodada do Grupo da Morte, em Natal, nesta terça-feira, Cavani foi de novo "sacrificado" - o que não é novidade -, dessa vez não pela beirada do campo, mas sim pela faixa central. No 3-6-1 adotado por Tabárez, sem a bola ele marcou Pirlo, para que Suárez fosse o último homem (confira aqui na pranheta). O curioso é que, no Liverpool, quando Rodgers opta pelo 4-1-4-1, geralmente Suárez fecha o lado do campo e Sturridge é o nove (veja aqui). Nos Reds, Suárez é o "sacrificado", enquanto na Celeste, Cavani se "sacrifica" por ele (é verdade que Luisito vem de cirurgia, contudo isso acontece mesmo em condições normais de temperatura e pressão). De qualquer forma, mesmo fora de sua praia, tanto no PSG quanto na seleção, são admiráveis a obediência e o comprometimento do camisa 21 uruguaio com o coletivo, à sombra da estrela da companhia.

sábado, novembro 30, 2013

Imagina na Copa

Falcao ou Cavani? Se fosse brasileiro, qual centroavante você gostaria de ver no ataque da Seleção na Copa 2014? Vou me permitir o muro nessa.



Detalhe: ambos estão no topo da artilharia do Francês 2013/14, ao lado de Ibrahimovic, com 9 gols (o colombiano em 14 jogos pelo Monaco e o uruguaio em 13 partidas pelo PSG).

domingo, julho 04, 2010

Quem fica com Luisito?

Espanhol, Luis Suárez jogou de 1954 a 1961 no Barcelona e entre 1961 e 1970 na Inter de Milão.



Em 2010, quem chama a atenção é outro Luis Suárez: o camisa 9 uruguaio.

Que depois da Copa deve deixar o Ajax para se juntar a algum Barcelona, alguma Inter de Milão da vida.

Ou ele não tem essa bola toda?

quinta-feira, julho 01, 2010

Pré-jogo: Uruguai x Gana

Sem o destaque Ayew, Milovan Rajevac pode escalar Muntari e Tagoe pelas beiradas do 4-5-1 (4-2-3-1). Já Oscar Tabárez deve repetir o 4-4-2 em losango, com Victorino no lugar de Godin.

O duelo individual mais bem definido é entre Arévalo, o cão-de-guarda uruguaio, e Asamoah, o criador centralizado (Appiah também faz essa função). Do outro lado, Annan bate de frente com Forlán, embora este enfrentamento não seja tão direto, devido à movimentação do 10.



Sem a bola, é possível que Cavani volte para preencher o setor da meia-cancha e cercar Prince Boateng e Sarpei (ou até mesmo Annan e Pantsil, quando trocar de lado com Suárez). Portanto se Muntari e Tagoe (ou Inkoom) atuarem muito abertos, a superioridade numérica do meio-campo será amplamente sul-americana.

Teorias à parte, a pelota rola na prática nesta sexta-feira às 15h30 (Brasília), no Soccer City, em Joanesburgo. O vencedor pega Brasil ou Holanda na semi.

sábado, junho 26, 2010

Forlán é a ponta do losango

Forlán é o Messi do Uruguai. A exemplo do 4-4-2 da Argentina, onde o camisa 10 atua atrás da dupla de atacantes, o 10 uruguaio cumpre o mesmo papel na Celeste.



Mesmo improvisado, Forlán tem se saído muito bem por ali. No entanto não funciona apenas como um armador. Tem liberdade e obrigação para se vestir de centroavante, de ponta, entrar na área, cair pelos lados. Se movimenta por uma extensa faixa do gramado, suportado pelo trio Arévalo, Pérez e Alvaro Moreira.

Contudo, quem mais me chama a atenção nesta seleção é Suárez. Habilidoso, técnico e goleador, o 9 não atua enfiado. Se desloca com facilidade para confundir a marcação e dar opção aos companheiros. Em contrapartida, seu parceiro de ataque se notabiliza mais sem a bola, no combate e no preenchimento dos espaços, do que com ela.

sexta-feira, junho 11, 2010

Pós-jogo: Uruguai x França

Tabarez escalou o Uruguai no 3-5-2 com dois volantes e um meia. Victorino e Godin fizeram os papéis de zagueiros da caça, e Lugano da sobra. Gonzalez foi o homem da articulação, ao menos tentou ser, e Forlán e Suárez formaram a dupla de ataque, dividindo os espaços meio a meio.



Domenech adotou o 4-3-3 também com dois volantes e um meia. A diferença é que Diaby saiu muito para o jogo. Em vários momentos o camisa 19 se vestia de meia-esquerda e deixava Toulalan centralizado.

No segundo tempo Henry entrou no lugar de Anelka e Malouda no de Gourcuff. Desta maneira a França teve Ribéry por dentro, Malouda e Govou (depois Gignac) pelas pontas e Henry na referência.

sábado, junho 06, 2009

Brasil joga bem e faz história

A Seleção nunca tinha ganhado do Uruguai em Montevidéu em competições oficiais. Nunca. Mas neste sábado os comandados de Dunga trataram de quebrar este tabu com categoria. O 4 a 0 foi nada menos que a maior derrota da Celeste no Centenário.



História à parte, dentro de campo o Brasil jogou bem porque contra adversários que vão para cima e deixam espaços o Brasil sempre vai bem (e olha que se o gramado fosse bom a goleada seria maior).

Quem se destacou e merece um parágrafo exclusivo é Daniel Alves. Não só nesta vitória, mas também contra o Peru no Beira-Rio, o jogador do Barcelona foi decisivo. Se o técnico tiver sensibilidade irá transformá-lo em titular, pois sem dúvida alguma com ele o time se torna mais técnico, ofensivo e ousado.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Obdulio Varela, o capitão do Maracanazo

A 20 de setembro de 1917 nascia, em Motevideo, o homem que viria a ser o capitão da Seleção Uruguaia que ganhou a Copa do Mundo de 1950.

Apelidado de "Negro Jefe", o volante Obdulio Varela foi campeão uruguaio, pelo Penãrol, em 1944, 1945, 1949, 1951, 1953 e 1954.

Fica aqui o registro na data do nascimento de um dos carrascos brasileiros do dia 16 de junho de 1950.

Negro Jefe, que disputou também a Copa de 1954, na Suiça, morreu em 2 de agosto de 1996.