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terça-feira, setembro 24, 2013

No mundo ideal...

No mundo ideal o campeonato para em data FIFA. Quando tem jogo da Seleção o Brasileirão para, as séries A e B param, para que os poucos porém existentes times que tenham jogadores selecionados não sejam desfalcados e prejudicados.

No mundo ideal a Copa do Brasil, a Copa Libertadores da América e a Copa Sul-Americana são disputadas não em um, mas sim em dois semestres, paralelamente, ao longo de toda temporada, como ocorre com a Champions League, a Liga Europa e as respectivas copas nacionais, por exemplo.

Os estaduais têm menos datas no mundo ideal, com formatos sensatos, que compreendem e atendem as diferentes demandas e necessidades dos diferentes clubes de diferentes tamanhos. No mundo ideal, por exemplo, o Corinthians não joga, na "primeira fase" do Paulistão, o mesmo número de partidas (dezenove!) que o Linense ou o Penapolense.

E para fechar a janela, ou ao menos para adequá-la ao mercado de transferências, no mundo ideal o calendário do futebol brasileiro corre simultaneamente ao calendário da Europa e de vários outros países do planeta bola.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Futebol de ponta no São Paulo

Pontas. O segredo do sucesso são-paulino está nas pontas. Claro que todos jogadores têm sua parcela: Paulo Miranda e Cortez nas laterais, Toloi e Rhodolfo na zaga, Denilson e Wellington à frente dela, Jadson na articulação, Luis Fabiano na referência do ataque, Rogério Ceni no gol e na liderança... Todos têm mérito. Contudo o sucesso do quarto colocado do Brasileirão, e campeão da Sul-Americana, deve-se muito a Lucas e Osvaldo.



Méritos também de Ney Franco, que soube achar e encaixar o time no 4-2-3-1 com dois ponteiros velozes e habilidosos, dribladores, capazes de desmontar e infernizar as marcações adversárias. Reserva sob o comando de Leão, que optava por Fernandinho, Osvaldo virou titular com Ney, se firmou e foi essencial na arrancada do São Paulo nessa reta final de 2012. Já Lucas cresceu muito de produção quando voltou das Olimpíadas, e foi, como disse com uma certa dose de exagero Rogério Ceni, 40% da equipe. Para mim, o camisa 7 foi o melhor jogador em atividade no país nesse segundo semestre.

Agora a hora é de comemorar o título internacional e celebrar o belo futebol apresentado dentro das quatro linhas nesses últimos quatro meses. Mas é hora também de planejar 2013 (se é que já não foi planejado) com Libertadores e sem Lucas. Caso nenhum atacante com calibre e características semelhantes seja contratado, o treinador tricolor já pode pensar num estilo um pouco diferente, com Jadson, Ganso, Osvaldo e Luis Fabiano entre os onze. Talvez no mesmo 4-2-3-1, com o 10 deslocado à beirada direita. Ou quem sabe no quase extinto 4-4-2 em quadrado.

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quinta-feira, novembro 08, 2012

Pacaembu vira sala de aula

Classificação convincente e incontestável. No placar agregado, 7 a 0 sobre a Universidad de Chile. Nesta quarta-feira, pelas quartas de final da Sul-Americana, no Pacaembu, goleada por 5 a 0, com direito a golaços de Lucas, Luis Fabiano e Rafael Toloi (os outros dois foram marcados por Jadson). Uma aula de bola!



Não é de hoje que digo isso. Quem acompanha o blog, o Twitter ou o Facebook sabe que enxergo nesse time do São Paulo o melhor futebol do país há, sei lá, pelo menos quatro semanas. Desde aquele 3 a 0 sobre o Palmeiras, quando Ney Franco, salvo engano, utilizou pela primeira vez Lucas e Osvaldo nas pontas do 4-2-3-1 tricolor - formação que engrenou e alavancou o posicionamento na tabela do Brasileirão.

E essa evolução, não poderia ser diferente, respingou na competição continental. Engrenado e entrosado, repetindo a escalação jogo após jogo, alterando apenas uma peça ou outra, o São Paulo chega à semifinal como um dos principais, se não o principal candidato ao título. Pela frente, na próxima fase, Independiente ou Universidad Católica, que decidem a vaga nesta quinta, no Chile (2 a 2 na ida).

Em relação ao Brasileirão, não há dúvidas de que a performance contra La U inflou a confiança para o confronto direto de domingo com o Grêmio, no Olímpico. No entanto vale lembrar que a equipe treinada por Luxemburgo teve o meio da semana para trabalhar, descançar, trabalhar, descançar... Favorito? Talvez o Grêmio, por jogar em casa. Mas pelo momento, o São Paulo.

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quarta-feira, agosto 22, 2012

São Paulo de ontem e de amanhã

Denilson na cabeça de área, Maicon à direita, Cícero à esquerda e Jadson na ligação dum 4-4-2 em losango. Esse foi o meio campo escalado por Ney Franco, nesta terça, no Morumbi, na partida de volta da Sul-Americana, diante do Bahia. Na frente, Ademilson e Lucas - sendo esse bem aberto na direita, como de praxe.

No entanto, antes da metade do primeiro tempo, o técnico tricolor promoveu uma alteração curiosa: transformou Cícero em centroavante, enfiado entre os zagueiros adversários - sinal de duas coisas, a meu ver: um plano B ensaiado no bolso, pois modificações táticas dessa estirpe demandam treinamento; e falta de confiança em Ademilson ou até mesmo em Willian José como substituto de Luis Fabiano.



É verdade que Ademilson rendeu pouco na ponta esquerda, tanto é que foi trocado por Osvaldo na segunda etapa. Cícero, por sua vez, até trabalhou bem como 9. Maicon idem, como segundo volante. A equipe subiu de produção e chegou aos 2 a 0 (com Willian José em campo, autor de um golaço, inclusive).

Me vem à cabeça, porém, o onze e o esquema que Ney pode utilizar daqui pra frente, como todo o elenco à disposição, evidentemente. A primeira mudança em relação ao time de ontem é Douglas na lateral direita, óbvio, na vaga de Paulo Miranda. A segunda é a presença de Wellington ao lado de Denilson. Antes de se machucar, no ano passado, o 5 era titular absoluto, com potencial para participar das Olimpíadas. Resta saber como ele vai voltar depois de tanto tempo parado. E a terceira é a titularidade de Osvaldo, jogador rápido e habilidoso, pronto para a ponta esquerda.



Não sei o que Ney tem em mente daqui pra frente. Contudo, baseado no plantel e na proposta de jogo que ele pode oferecer, um 4-2-3-1, com dois pontas agudos (Lucas e Osvaldo, ou Ademilson), um 9 de referência, goleador (Luis Fabiano), um organizador que sabe chegar na área e finalizar de fora (Jadson), dois laterais que sabem apoiar (Douglas e Cortez), e dois volantes de qualidade com a bola no pé, que podem se revezar no avanço (Wellington e Denilson), talvez seja a formação mais indicada.

Só para não perder o gancho da notíca da semana, sobre a possível chegada de Paulo Henrique Ganso, Ney Franco poderia adotar o mesmo 4-2-3-1, com o santista centralizado e o destro Jadson deslocado à esquerda (Osvaldo no banco). Me parece, todavia, que não é uma negociação fácil de ser concretizada. De qualquer forma, com ou sem Ganso, o Tricolor tem peças e comissão técnica para buscar uma vaga no G4 do Brasileirão. Basta a equipe encontrar sua cara, ter continuidade, e engrenar.

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quinta-feira, novembro 25, 2010

Por onde começar a reformulação?

Agora, depois da eliminação, é fácil falar. Mas, convenhamos, o time do Palmeiras é fraco. Não sou radicalmente contra improvisações, mas o time do Palmeiras é puro improviso.

Para se ter ideia, no 4-2-3-1 alvi-verde, o volante de origem Márcio Araújo é o lateral-direito. Tinga, outro volante, é o ponta-direita. E Luan, o ponta-esquerda, cá entre nós, não tem caixa para ser titular do Verdão.

Já Kleber, coitado, é o centroavante. O Gladiador, alías, merece um parágrafo tático à parte. Na minha visão, ele não é nem centroavante, nem ponta. Não tem características nem de camisa 9 de ofício, nem velocidade para ser um ponta. Logo, é atacante para jogar no 4-4-2, e não no dito 4-2-3-1 (seja na referência ou na beirada).

Quer dizer que a equipe do Goiás é melhor, Carlão? Claro que não. Porém como se sabe, no mata-mata qualquer um pode morrer.

Resta ao Palmeiras juntar os cacos, avaliar quem sai, quem fica e quem chega ao elenco, e pensar no grande objetivo do primeiro semestre de 2011: a Copa do Brasil. Evidente, com um investimento menor do que teria se participasse da Libertadores.

E quais as prioridades nas contratações, então? Imagino que, se Felipão projetar o time num 4-4-2 (em losango ou quadrado), dois laterias e um atacante para assumirem as posições serão bem-vindos.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Mais um no 4-2-3-1

Não pense você que o 4-2-3-1 está na moda. Não é de hoje que ele vigora. Na Euro 2008, por exemplo, a maioria das seleções jogaram com dois volantes, um meia centralizado, dois caras pelas beiradas e um centroavante.

Na derrota por 2 a 0 para o Goiás, no Olímpico, nesta quinta-feira, pela Sul-Americana, o Grêmio adotou este esquema, com Souza e Maylson eventualmente invertendo de lado.



No segundo tempo Renato fez o que eu imaginava que deveria ter feito desde o início: colocou Hugo aberto na esquerda. Foi atuando por ali, inclusive, sob o comando de Mano Menezes, em 2006, que ele se destacou e despertou o interesse do São Paulo.

A meu ver esta estrutura tática é pertinente e tem tudo para dar certo no decorrer do Brasileiro - mas com Maylson de segundo volante (por sua altura e qualidade para se apresentar à frente), Jonas e Souza nas extremas, Douglas na articulação central e Borges na referência. Já Hugo, para minha infelicidade, ficaria no banco. Seria o chamado 12º jogador.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Fluminense bate na trave

Na minha interpretação De La Cruz merecia o amarelo, e não o vermelho, no lance aos 17 do primeiro tempo. O Flu, que nada tem a ver com isso, aproveitou-se da superioridade numérica.

Escrevi no Twitter algo óbvio, que momentos depois Cuca comentou com Victorino Chermont, na transmissão do SporTV, a instantes do início do segundo tempo: era preciso fazer a bola girar, inverter de lado com rapidez, que os espaços iriam aparecer.



O que me chamou a atenção foi a distribuição tática da LDU, com um a menos. Sou da teoria de que, quando se tem nove homens na linha (ainda mais com uma vantagem daquelas no placar agregado), o esquema mais aconselhável são as duas linhas de quatro e um atacante veloz. Desta forma o sistema defensivo fica compactado, sem abrir mão do contra-ataque. No entanto Fossatti manteve os três zagueiros. Correu riscos, mas deu certo.

De qualquer forma, o Fluminense está de parabéns. Se o título não veio, em função da sapecada em Quito, o 3 a 0 no Maracanã dá mais confiança ao time, se é que isso é possível, para a rodada derradeira contra o Coxa, em Curitiba.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Déjà Flu

Os jogadores do Fluminense morreram no segundo tempo porque, não bastasse o ar rarefeito, a única coisa que fizeram na primeira etapa foi correr atrás do adversário.



É preciso ponderar, acima de tudo, que a LDU tem um belo time. Na minha opinião, melhor que o do Flu. No entanto o desempenho na altitude poderia ter sido menos pior.

Entendo que faltou à equipe de Laranjeiras, principalmente nos 45 minutos iniciais, manter a posse de bola, trocar passes, fazê-la girar. Mas como somente os donos da casa ficavam com ela nos pés, os tricolores não tinham tempo para respirar.

LDU x FLU

Bola no pé, não no ponto futuro. Altitude é lugar para fazê-la correr, e não para correr atrás dela.

Evidentemente que o contra-ataque é bem-vindo até no Everest. Contudo é preciso saber administrar as pernas e os pulmões, com paciência, durante os 90 minutos.

Claro que do outro lado há o dono da casa, um time forte, acostumado a vencer em Quito, e prestes a fazer do Fluminense a próxima vítima.

No entanto Cuca tem uma dupla de ases na manga que me passa esperança: Conca e Fred. Enquanto um faz a bola girar, cadencia o jogo e vai bem nas cobranças de falta, o outro faz gol de mil e uma maneiras.

Por isso creio que o êxito nas alturas passe por eles.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Fluminense: sangue, suor e sofrimento

Não há combustível maior que uma vitória como a construída pelo Fluminense nesta quarta-feira, no Maracanã, em cima do Cerro Portenho: 2 a 1 de virada, duelo tenso.



Apesar de ter ficado boa parte do tempo atrás no placar (resultado que levava a decisão aos pênaltis, e que gerava ansiedade e sofrimento), o Flu foi mais time que o Cerro nas duas partidas e merecidamente chega à final da Sul-Americana.

A nota ruim, além da briga generalizada que estourou no final do jogo, foram as perdas de Maicon e Digão. Resta saber se eles estarão aptos a trabalhar já na próxima rodada do Brasileirão ou não.

quarta-feira, agosto 26, 2009

Vaga na Libertadores resolveria?

Raras são vezes em que minha opinião não bate com o resultado da enquete, e vice-versa. Esta sobre a Sul-Americana é uma delas.

Dos 86 votos computados, 75% entendem que o título da Copa Sul-Americana deveria dar vaga à Libertadores, contra 25%.

Os técnicos poupam seus atletas na Sul-Americana por causa do excesso de jogos que existe no Brasil. Quando surge uma brecha para evitar que seus jogadores atuem quarta e domingo, quarta e domingo, quarta e domingo, o treinador aproveita para dar um descanço ao time. E quem paga o pato é a Sul-Americana.

Na minha opinião não é dando vaga na Libertadores que a Sul-Americana vai engrenar no Brasil.

Ela vai cair nas graças dos cartolas, das comissões técnicas, dos jogadores e dos torcedores brasileiros, penso eu, quando o calendário tiver menos datas. Ou seja: quando os campeonatos estaduais forem lipoaspirados.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

A volta do losango colorado

Tite adotou as duas linhas de quatro em La Plata por necessidade. Hoje à noite é provável que o time volte a jogar com o habitual losango no meio-de-campo:



Apesar de ser o centroavante, Nilmar se movimenta bastante, não fica preso à área. Quando é lançado em profundidade, ou acionado para triangular, ele também pinta pelas pontas.

Alex jogará como segundo atacante e terá liberdade para aparecer por todos os cantos, inclusive para buscar o jogo no meio, ao lado de D'Alessandro (quando o time está sem a bola eles ficam na mesma linha).

E como Andrézinho, o substituto de Guiñazu, avança mais que o argentino, Magrão deverá ser cauteloso nas subidas. Quando D'Alessandro cair pela ponta direita, por exemplo, o camisa 11 vai por dentro. Mas, penso eu, com moderação.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Um a menos no campo, um a mais no placar

São competições, adversários e situações diferentes, é verdade. Mas terá Tite a mesma capacidade que Muricy Ramalho aparenta ter para blindar seus comandados?

Sim, porque depois da vitória de ontem, o que resta ao treinador colorado, além de estudar taticamente a partida de volta, é conter o oba-oba.

Ontem, para variar, o Inter chegou ao gol graças ao trio de ouro. D'Alessandro lançou Nilmar. Nilmar sofreu pênalti. Alex cobrou, e marcou.

E, mesmo com um homem a menos (logo Guiñazu, o pulmão do time), o Colorado não passou por apuros em nenhum momento. Como deveria ser, aliás. Até porque a equipe joga com uma linha de quatro zagueiros mais um volante que não sai para o jogo. Ou seja, são cinco jogadores mais o goleiro encarregados exclusivamente em marcar, marcar e marcar.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Estudiantes x Internacional, a grande final

É importante lembrar que, assim como na Libertadores, na final da Sul-Americana o gol fora de casa não é critério de desempate.

Entretanto um gol como visitante não faz mal a ninguém.

Hoje à noite, em La Plata, apesar da qualidade e da pressão do adversário, o Inter tem cancha para chegar lá e marcar um ou mais gols.

Aliás, um time que tem D'Alessandro, Nilmar, e, principalmente, Alex, tem cancha para marcar gols jogando contra quem quer que seja, seja onde for.

Daí a pensar que o Colorado vai jogar bem, é outra história - até porque a equipe gaúcha não tem exibido um grande futebol. O Internacional só está na final da segunda maior copa do continente graças aos momentos de craque de Alex e Nilmar. E D'Alessandro.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Seleção ou Inter?

Se você - que adora futebol e não é torcedor do Colorado - tivesse de escolher apenas um dos jogos para ver na noite de hoje, por qual optaria: O amistoso da Seleção, ou a semifinal do Inter?

terça-feira, novembro 18, 2008

Atenção! Amanhã tem jogo do Internacional!

O jogo de amanhã não é Brasil x Portugal, no Bezerrão. É Inter x Chivas, no Beira-Rio.

No entanto só se fala e se escreve sobre o amistoso da Seleção. A partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana, a segunda maior competição do continente, está sendo escanteada.

E para completar (e para a felicidade dos dirigentes colorados), os dois jogos serão disputados ao mesmo tempo: ambos começam às 22h, horário de Brasília.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Inter, de Alex e Nilmar, vence no México

Ao dizer, logo no começo da transmissão da Globo/RBS TV, que o Chivas só sabe jogar no contra-ataque, Batista matou a pau e a charada: De fato, os jogadores do time mexicano têm dificuldade de penetrar em defesas bem postadas, e seus zagueiros são muito fracos. Isso explica o porquê de a equipe norte-americana ter um retrospecto ruim como mandante nesta Sul-Americana.

O Inter, que nada tem a ver com isso, e por ter jogadores muito talentosos (Nilmar e Alex), mandou no jogo e conseguiu fazer 2 a 0, em Guadalajara.


A partida e o resultado foram ótimos, é verdade, mas não pode passar desapercebida a dependência que o Colorado tem de Nilmar e Alex (e D'Alessandro). O time de Tite não tem laterais, e ainda por cima joga com três volantes, sendo que um deles, Edinho, é baita grosso.

Apesar da falta dos apoios dos laterais e da presença de um cabeça-de-área perna-de-pau, o Internacional conseguiu um significativo placar nesta quarta-feira, e agora, com absoluta certeza, tem totais condições de chegar à final.

Ou melhor: de chegar ao título.

quarta-feira, novembro 12, 2008

Ninguém aqui é palhaço!

Andam dizendo por aí que a próxima Recopa vai dar vaga na Libertadores do ano que vem.

Se isso acontecer, será uma palhaçada. A Conmebol não pode tomar uma decisão destas às vesperas do término da competição.

Não quero entrar na discussão sobre se a Recopa deve ou não dar uma vaga na Libertadores. A questão aqui é outra: nada disso estava "combinado". Portanto, repita-se: se acontecer, será uma palhaçada!

quinta-feira, novembro 06, 2008

Internacional, a esperança brasileira

Já que Palmeiras e Botafogo foram ontem eliminados da Copa Sul-Americana por Argentinos Juniors e Estudiantes, cabe hoje ao Inter dar um pouco de honra aos brasileiros e derrotar os argentinos do Boca.


Ao que tudo indica, os hermanos irão com o time reserva. O que não dispensa concentração por parte do Colorado, pois na Bombonera a camisa do Boca Juniors joga sozinha.

No entanto, o Inter, com força total, incluindo os locais Guiñazu e D'Alessandro, tem futebol de sobra para passar pelo Boca e chegar à semifinal da importante (sem ironia) competição sul-americana.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Em noite de Alex, Inter passa pelo Boca

Não fosse a afiada canhota de seu camisa 10, o Internacional não teria vencido o time reserva do Boca Juniors por 2 a 0 no Beira-Rio na noite de ontem. Foi com dois chutes certeiros de Alex que o Inter chegou lá.

Alex que, ao lado de D'Alessandro e Nilmar, leva ofensivamente o Inter nas costas.

E essa dependência existe em função da fragilidade técnica dos laterais na hora de se apresentar à frente (Ângelo, Ricardo Lopes e Gustavo Nery não sabem apoiar), e em função de ter um cabeça-de-área cabeça-de-bagre, que não sabe jogar com a bola no pé (Edinho está para o Inter como Gilberto Silva está para a Seleção).

Como os laterais não ajudam, e o fator-surpresa praticamente inexiste, para chegar ao gol a equipe comandada por Tite depende das jogadas criadas pelo trio de ataque. Trio que, por sua vez, dá conta do recado. No entanto, sem dúvida, se sente sobrecarregado.