No mundo ideal o campeonato para em data FIFA. Quando tem jogo da Seleção o Brasileirão para, as séries A e B param, para que os poucos porém existentes times que tenham jogadores selecionados não sejam desfalcados e prejudicados.
No mundo ideal a Copa do Brasil, a Copa Libertadores da América e a Copa Sul-Americana são disputadas não em um, mas sim em dois semestres, paralelamente, ao longo de toda temporada, como ocorre com a Champions League, a Liga Europa e as respectivas copas nacionais, por exemplo.
Os estaduais têm menos datas no mundo ideal, com formatos sensatos, que compreendem e atendem as diferentes demandas e necessidades dos diferentes clubes de diferentes tamanhos. No mundo ideal, por exemplo, o Corinthians não joga, na "primeira fase" do Paulistão, o mesmo número de partidas (dezenove!) que o Linense ou o Penapolense.
E para fechar a janela, ou ao menos para adequá-la ao mercado de transferências, no mundo ideal o calendário do futebol brasileiro corre simultaneamente ao calendário da Europa e de vários outros países do planeta bola.
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terça-feira, setembro 24, 2013
quinta-feira, dezembro 13, 2012
Futebol de ponta no São Paulo
Pontas. O segredo do sucesso são-paulino está nas pontas. Claro que todos jogadores têm sua parcela: Paulo Miranda e Cortez nas laterais, Toloi e Rhodolfo na zaga, Denilson e Wellington à frente dela, Jadson na articulação, Luis Fabiano na referência do ataque, Rogério Ceni no gol e na liderança... Todos têm mérito. Contudo o sucesso do quarto colocado do Brasileirão, e campeão da Sul-Americana, deve-se muito a Lucas e Osvaldo.

Méritos também de Ney Franco, que soube achar e encaixar o time no 4-2-3-1 com dois ponteiros velozes e habilidosos, dribladores, capazes de desmontar e infernizar as marcações adversárias. Reserva sob o comando de Leão, que optava por Fernandinho, Osvaldo virou titular com Ney, se firmou e foi essencial na arrancada do São Paulo nessa reta final de 2012. Já Lucas cresceu muito de produção quando voltou das Olimpíadas, e foi, como disse com uma certa dose de exagero Rogério Ceni, 40% da equipe. Para mim, o camisa 7 foi o melhor jogador em atividade no país nesse segundo semestre.
Agora a hora é de comemorar o título internacional e celebrar o belo futebol apresentado dentro das quatro linhas nesses últimos quatro meses. Mas é hora também de planejar 2013 (se é que já não foi planejado) com Libertadores e sem Lucas. Caso nenhum atacante com calibre e características semelhantes seja contratado, o treinador tricolor já pode pensar num estilo um pouco diferente, com Jadson, Ganso, Osvaldo e Luis Fabiano entre os onze. Talvez no mesmo 4-2-3-1, com o 10 deslocado à beirada direita. Ou quem sabe no quase extinto 4-4-2 em quadrado.
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Méritos também de Ney Franco, que soube achar e encaixar o time no 4-2-3-1 com dois ponteiros velozes e habilidosos, dribladores, capazes de desmontar e infernizar as marcações adversárias. Reserva sob o comando de Leão, que optava por Fernandinho, Osvaldo virou titular com Ney, se firmou e foi essencial na arrancada do São Paulo nessa reta final de 2012. Já Lucas cresceu muito de produção quando voltou das Olimpíadas, e foi, como disse com uma certa dose de exagero Rogério Ceni, 40% da equipe. Para mim, o camisa 7 foi o melhor jogador em atividade no país nesse segundo semestre.
Agora a hora é de comemorar o título internacional e celebrar o belo futebol apresentado dentro das quatro linhas nesses últimos quatro meses. Mas é hora também de planejar 2013 (se é que já não foi planejado) com Libertadores e sem Lucas. Caso nenhum atacante com calibre e características semelhantes seja contratado, o treinador tricolor já pode pensar num estilo um pouco diferente, com Jadson, Ganso, Osvaldo e Luis Fabiano entre os onze. Talvez no mesmo 4-2-3-1, com o 10 deslocado à beirada direita. Ou quem sabe no quase extinto 4-4-2 em quadrado.
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quinta-feira, novembro 08, 2012
Pacaembu vira sala de aula
Classificação convincente e incontestável. No placar agregado, 7 a 0 sobre a Universidad de Chile. Nesta quarta-feira, pelas quartas de final da Sul-Americana, no Pacaembu, goleada por 5 a 0, com direito a golaços de Lucas, Luis Fabiano e Rafael Toloi (os outros dois foram marcados por Jadson). Uma aula de bola!

Não é de hoje que digo isso. Quem acompanha o blog, o Twitter ou o Facebook sabe que enxergo nesse time do São Paulo o melhor futebol do país há, sei lá, pelo menos quatro semanas. Desde aquele 3 a 0 sobre o Palmeiras, quando Ney Franco, salvo engano, utilizou pela primeira vez Lucas e Osvaldo nas pontas do 4-2-3-1 tricolor - formação que engrenou e alavancou o posicionamento na tabela do Brasileirão.
E essa evolução, não poderia ser diferente, respingou na competição continental. Engrenado e entrosado, repetindo a escalação jogo após jogo, alterando apenas uma peça ou outra, o São Paulo chega à semifinal como um dos principais, se não o principal candidato ao título. Pela frente, na próxima fase, Independiente ou Universidad Católica, que decidem a vaga nesta quinta, no Chile (2 a 2 na ida).
Em relação ao Brasileirão, não há dúvidas de que a performance contra La U inflou a confiança para o confronto direto de domingo com o Grêmio, no Olímpico. No entanto vale lembrar que a equipe treinada por Luxemburgo teve o meio da semana para trabalhar, descançar, trabalhar, descançar... Favorito? Talvez o Grêmio, por jogar em casa. Mas pelo momento, o São Paulo.
No Twitter. No Facebook.

Não é de hoje que digo isso. Quem acompanha o blog, o Twitter ou o Facebook sabe que enxergo nesse time do São Paulo o melhor futebol do país há, sei lá, pelo menos quatro semanas. Desde aquele 3 a 0 sobre o Palmeiras, quando Ney Franco, salvo engano, utilizou pela primeira vez Lucas e Osvaldo nas pontas do 4-2-3-1 tricolor - formação que engrenou e alavancou o posicionamento na tabela do Brasileirão.
E essa evolução, não poderia ser diferente, respingou na competição continental. Engrenado e entrosado, repetindo a escalação jogo após jogo, alterando apenas uma peça ou outra, o São Paulo chega à semifinal como um dos principais, se não o principal candidato ao título. Pela frente, na próxima fase, Independiente ou Universidad Católica, que decidem a vaga nesta quinta, no Chile (2 a 2 na ida).
Em relação ao Brasileirão, não há dúvidas de que a performance contra La U inflou a confiança para o confronto direto de domingo com o Grêmio, no Olímpico. No entanto vale lembrar que a equipe treinada por Luxemburgo teve o meio da semana para trabalhar, descançar, trabalhar, descançar... Favorito? Talvez o Grêmio, por jogar em casa. Mas pelo momento, o São Paulo.
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quarta-feira, agosto 22, 2012
São Paulo de ontem e de amanhã
Denilson na cabeça de área, Maicon à direita, Cícero à esquerda e Jadson na ligação dum 4-4-2 em losango. Esse foi o meio campo escalado por Ney Franco, nesta terça, no Morumbi, na partida de volta da Sul-Americana, diante do Bahia. Na frente, Ademilson e Lucas - sendo esse bem aberto na direita, como de praxe.
No entanto, antes da metade do primeiro tempo, o técnico tricolor promoveu uma alteração curiosa: transformou Cícero em centroavante, enfiado entre os zagueiros adversários - sinal de duas coisas, a meu ver: um plano B ensaiado no bolso, pois modificações táticas dessa estirpe demandam treinamento; e falta de confiança em Ademilson ou até mesmo em Willian José como substituto de Luis Fabiano.

É verdade que Ademilson rendeu pouco na ponta esquerda, tanto é que foi trocado por Osvaldo na segunda etapa. Cícero, por sua vez, até trabalhou bem como 9. Maicon idem, como segundo volante. A equipe subiu de produção e chegou aos 2 a 0 (com Willian José em campo, autor de um golaço, inclusive).
Me vem à cabeça, porém, o onze e o esquema que Ney pode utilizar daqui pra frente, como todo o elenco à disposição, evidentemente. A primeira mudança em relação ao time de ontem é Douglas na lateral direita, óbvio, na vaga de Paulo Miranda. A segunda é a presença de Wellington ao lado de Denilson. Antes de se machucar, no ano passado, o 5 era titular absoluto, com potencial para participar das Olimpíadas. Resta saber como ele vai voltar depois de tanto tempo parado. E a terceira é a titularidade de Osvaldo, jogador rápido e habilidoso, pronto para a ponta esquerda.

Não sei o que Ney tem em mente daqui pra frente. Contudo, baseado no plantel e na proposta de jogo que ele pode oferecer, um 4-2-3-1, com dois pontas agudos (Lucas e Osvaldo, ou Ademilson), um 9 de referência, goleador (Luis Fabiano), um organizador que sabe chegar na área e finalizar de fora (Jadson), dois laterais que sabem apoiar (Douglas e Cortez), e dois volantes de qualidade com a bola no pé, que podem se revezar no avanço (Wellington e Denilson), talvez seja a formação mais indicada.
Só para não perder o gancho da notíca da semana, sobre a possível chegada de Paulo Henrique Ganso, Ney Franco poderia adotar o mesmo 4-2-3-1, com o santista centralizado e o destro Jadson deslocado à esquerda (Osvaldo no banco). Me parece, todavia, que não é uma negociação fácil de ser concretizada. De qualquer forma, com ou sem Ganso, o Tricolor tem peças e comissão técnica para buscar uma vaga no G4 do Brasileirão. Basta a equipe encontrar sua cara, ter continuidade, e engrenar.
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No entanto, antes da metade do primeiro tempo, o técnico tricolor promoveu uma alteração curiosa: transformou Cícero em centroavante, enfiado entre os zagueiros adversários - sinal de duas coisas, a meu ver: um plano B ensaiado no bolso, pois modificações táticas dessa estirpe demandam treinamento; e falta de confiança em Ademilson ou até mesmo em Willian José como substituto de Luis Fabiano.

É verdade que Ademilson rendeu pouco na ponta esquerda, tanto é que foi trocado por Osvaldo na segunda etapa. Cícero, por sua vez, até trabalhou bem como 9. Maicon idem, como segundo volante. A equipe subiu de produção e chegou aos 2 a 0 (com Willian José em campo, autor de um golaço, inclusive).
Me vem à cabeça, porém, o onze e o esquema que Ney pode utilizar daqui pra frente, como todo o elenco à disposição, evidentemente. A primeira mudança em relação ao time de ontem é Douglas na lateral direita, óbvio, na vaga de Paulo Miranda. A segunda é a presença de Wellington ao lado de Denilson. Antes de se machucar, no ano passado, o 5 era titular absoluto, com potencial para participar das Olimpíadas. Resta saber como ele vai voltar depois de tanto tempo parado. E a terceira é a titularidade de Osvaldo, jogador rápido e habilidoso, pronto para a ponta esquerda.

Não sei o que Ney tem em mente daqui pra frente. Contudo, baseado no plantel e na proposta de jogo que ele pode oferecer, um 4-2-3-1, com dois pontas agudos (Lucas e Osvaldo, ou Ademilson), um 9 de referência, goleador (Luis Fabiano), um organizador que sabe chegar na área e finalizar de fora (Jadson), dois laterais que sabem apoiar (Douglas e Cortez), e dois volantes de qualidade com a bola no pé, que podem se revezar no avanço (Wellington e Denilson), talvez seja a formação mais indicada.
Só para não perder o gancho da notíca da semana, sobre a possível chegada de Paulo Henrique Ganso, Ney Franco poderia adotar o mesmo 4-2-3-1, com o santista centralizado e o destro Jadson deslocado à esquerda (Osvaldo no banco). Me parece, todavia, que não é uma negociação fácil de ser concretizada. De qualquer forma, com ou sem Ganso, o Tricolor tem peças e comissão técnica para buscar uma vaga no G4 do Brasileirão. Basta a equipe encontrar sua cara, ter continuidade, e engrenar.
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quinta-feira, novembro 25, 2010
Por onde começar a reformulação?
Agora, depois da eliminação, é fácil falar. Mas, convenhamos, o time do Palmeiras é fraco. Não sou radicalmente contra improvisações, mas o time do Palmeiras é puro improviso.
Para se ter ideia, no 4-2-3-1 alvi-verde, o volante de origem Márcio Araújo é o lateral-direito. Tinga, outro volante, é o ponta-direita. E Luan, o ponta-esquerda, cá entre nós, não tem caixa para ser titular do Verdão.
Já Kleber, coitado, é o centroavante. O Gladiador, alías, merece um parágrafo tático à parte. Na minha visão, ele não é nem centroavante, nem ponta. Não tem características nem de camisa 9 de ofício, nem velocidade para ser um ponta. Logo, é atacante para jogar no 4-4-2, e não no dito 4-2-3-1 (seja na referência ou na beirada).
Quer dizer que a equipe do Goiás é melhor, Carlão? Claro que não. Porém como se sabe, no mata-mata qualquer um pode morrer.
Resta ao Palmeiras juntar os cacos, avaliar quem sai, quem fica e quem chega ao elenco, e pensar no grande objetivo do primeiro semestre de 2011: a Copa do Brasil. Evidente, com um investimento menor do que teria se participasse da Libertadores.
E quais as prioridades nas contratações, então? Imagino que, se Felipão projetar o time num 4-4-2 (em losango ou quadrado), dois laterias e um atacante para assumirem as posições serão bem-vindos.
Para se ter ideia, no 4-2-3-1 alvi-verde, o volante de origem Márcio Araújo é o lateral-direito. Tinga, outro volante, é o ponta-direita. E Luan, o ponta-esquerda, cá entre nós, não tem caixa para ser titular do Verdão.
Já Kleber, coitado, é o centroavante. O Gladiador, alías, merece um parágrafo tático à parte. Na minha visão, ele não é nem centroavante, nem ponta. Não tem características nem de camisa 9 de ofício, nem velocidade para ser um ponta. Logo, é atacante para jogar no 4-4-2, e não no dito 4-2-3-1 (seja na referência ou na beirada).
Quer dizer que a equipe do Goiás é melhor, Carlão? Claro que não. Porém como se sabe, no mata-mata qualquer um pode morrer.
Resta ao Palmeiras juntar os cacos, avaliar quem sai, quem fica e quem chega ao elenco, e pensar no grande objetivo do primeiro semestre de 2011: a Copa do Brasil. Evidente, com um investimento menor do que teria se participasse da Libertadores.
E quais as prioridades nas contratações, então? Imagino que, se Felipão projetar o time num 4-4-2 (em losango ou quadrado), dois laterias e um atacante para assumirem as posições serão bem-vindos.
quinta-feira, agosto 12, 2010
Mais um no 4-2-3-1
Não pense você que o 4-2-3-1 está na moda. Não é de hoje que ele vigora. Na Euro 2008, por exemplo, a maioria das seleções jogaram com dois volantes, um meia centralizado, dois caras pelas beiradas e um centroavante.
Na derrota por 2 a 0 para o Goiás, no Olímpico, nesta quinta-feira, pela Sul-Americana, o Grêmio adotou este esquema, com Souza e Maylson eventualmente invertendo de lado.

No segundo tempo Renato fez o que eu imaginava que deveria ter feito desde o início: colocou Hugo aberto na esquerda. Foi atuando por ali, inclusive, sob o comando de Mano Menezes, em 2006, que ele se destacou e despertou o interesse do São Paulo.
A meu ver esta estrutura tática é pertinente e tem tudo para dar certo no decorrer do Brasileiro - mas com Maylson de segundo volante (por sua altura e qualidade para se apresentar à frente), Jonas e Souza nas extremas, Douglas na articulação central e Borges na referência. Já Hugo, para minha infelicidade, ficaria no banco. Seria o chamado 12º jogador.
Na derrota por 2 a 0 para o Goiás, no Olímpico, nesta quinta-feira, pela Sul-Americana, o Grêmio adotou este esquema, com Souza e Maylson eventualmente invertendo de lado.

No segundo tempo Renato fez o que eu imaginava que deveria ter feito desde o início: colocou Hugo aberto na esquerda. Foi atuando por ali, inclusive, sob o comando de Mano Menezes, em 2006, que ele se destacou e despertou o interesse do São Paulo.
A meu ver esta estrutura tática é pertinente e tem tudo para dar certo no decorrer do Brasileiro - mas com Maylson de segundo volante (por sua altura e qualidade para se apresentar à frente), Jonas e Souza nas extremas, Douglas na articulação central e Borges na referência. Já Hugo, para minha infelicidade, ficaria no banco. Seria o chamado 12º jogador.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Fluminense bate na trave
Na minha interpretação De La Cruz merecia o amarelo, e não o vermelho, no lance aos 17 do primeiro tempo. O Flu, que nada tem a ver com isso, aproveitou-se da superioridade numérica.
Escrevi no Twitter algo óbvio, que momentos depois Cuca comentou com Victorino Chermont, na transmissão do SporTV, a instantes do início do segundo tempo: era preciso fazer a bola girar, inverter de lado com rapidez, que os espaços iriam aparecer.

O que me chamou a atenção foi a distribuição tática da LDU, com um a menos. Sou da teoria de que, quando se tem nove homens na linha (ainda mais com uma vantagem daquelas no placar agregado), o esquema mais aconselhável são as duas linhas de quatro e um atacante veloz. Desta forma o sistema defensivo fica compactado, sem abrir mão do contra-ataque. No entanto Fossatti manteve os três zagueiros. Correu riscos, mas deu certo.
De qualquer forma, o Fluminense está de parabéns. Se o título não veio, em função da sapecada em Quito, o 3 a 0 no Maracanã dá mais confiança ao time, se é que isso é possível, para a rodada derradeira contra o Coxa, em Curitiba.
Escrevi no Twitter algo óbvio, que momentos depois Cuca comentou com Victorino Chermont, na transmissão do SporTV, a instantes do início do segundo tempo: era preciso fazer a bola girar, inverter de lado com rapidez, que os espaços iriam aparecer.

O que me chamou a atenção foi a distribuição tática da LDU, com um a menos. Sou da teoria de que, quando se tem nove homens na linha (ainda mais com uma vantagem daquelas no placar agregado), o esquema mais aconselhável são as duas linhas de quatro e um atacante veloz. Desta forma o sistema defensivo fica compactado, sem abrir mão do contra-ataque. No entanto Fossatti manteve os três zagueiros. Correu riscos, mas deu certo.
De qualquer forma, o Fluminense está de parabéns. Se o título não veio, em função da sapecada em Quito, o 3 a 0 no Maracanã dá mais confiança ao time, se é que isso é possível, para a rodada derradeira contra o Coxa, em Curitiba.
quarta-feira, novembro 25, 2009
Déjà Flu
Os jogadores do Fluminense morreram no segundo tempo porque, não bastasse o ar rarefeito, a única coisa que fizeram na primeira etapa foi correr atrás do adversário.

É preciso ponderar, acima de tudo, que a LDU tem um belo time. Na minha opinião, melhor que o do Flu. No entanto o desempenho na altitude poderia ter sido menos pior.
Entendo que faltou à equipe de Laranjeiras, principalmente nos 45 minutos iniciais, manter a posse de bola, trocar passes, fazê-la girar. Mas como somente os donos da casa ficavam com ela nos pés, os tricolores não tinham tempo para respirar.

É preciso ponderar, acima de tudo, que a LDU tem um belo time. Na minha opinião, melhor que o do Flu. No entanto o desempenho na altitude poderia ter sido menos pior.
Entendo que faltou à equipe de Laranjeiras, principalmente nos 45 minutos iniciais, manter a posse de bola, trocar passes, fazê-la girar. Mas como somente os donos da casa ficavam com ela nos pés, os tricolores não tinham tempo para respirar.
LDU x FLU
Bola no pé, não no ponto futuro. Altitude é lugar para fazê-la correr, e não para correr atrás dela.
Evidentemente que o contra-ataque é bem-vindo até no Everest. Contudo é preciso saber administrar as pernas e os pulmões, com paciência, durante os 90 minutos.
Claro que do outro lado há o dono da casa, um time forte, acostumado a vencer em Quito, e prestes a fazer do Fluminense a próxima vítima.
No entanto Cuca tem uma dupla de ases na manga que me passa esperança: Conca e Fred. Enquanto um faz a bola girar, cadencia o jogo e vai bem nas cobranças de falta, o outro faz gol de mil e uma maneiras.
Por isso creio que o êxito nas alturas passe por eles.
Evidentemente que o contra-ataque é bem-vindo até no Everest. Contudo é preciso saber administrar as pernas e os pulmões, com paciência, durante os 90 minutos.
Claro que do outro lado há o dono da casa, um time forte, acostumado a vencer em Quito, e prestes a fazer do Fluminense a próxima vítima.
No entanto Cuca tem uma dupla de ases na manga que me passa esperança: Conca e Fred. Enquanto um faz a bola girar, cadencia o jogo e vai bem nas cobranças de falta, o outro faz gol de mil e uma maneiras.
Por isso creio que o êxito nas alturas passe por eles.
quinta-feira, novembro 19, 2009
Fluminense: sangue, suor e sofrimento
Não há combustível maior que uma vitória como a construída pelo Fluminense nesta quarta-feira, no Maracanã, em cima do Cerro Portenho: 2 a 1 de virada, duelo tenso.

Apesar de ter ficado boa parte do tempo atrás no placar (resultado que levava a decisão aos pênaltis, e que gerava ansiedade e sofrimento), o Flu foi mais time que o Cerro nas duas partidas e merecidamente chega à final da Sul-Americana.
A nota ruim, além da briga generalizada que estourou no final do jogo, foram as perdas de Maicon e Digão. Resta saber se eles estarão aptos a trabalhar já na próxima rodada do Brasileirão ou não.

Apesar de ter ficado boa parte do tempo atrás no placar (resultado que levava a decisão aos pênaltis, e que gerava ansiedade e sofrimento), o Flu foi mais time que o Cerro nas duas partidas e merecidamente chega à final da Sul-Americana.
A nota ruim, além da briga generalizada que estourou no final do jogo, foram as perdas de Maicon e Digão. Resta saber se eles estarão aptos a trabalhar já na próxima rodada do Brasileirão ou não.
quarta-feira, agosto 26, 2009
Vaga na Libertadores resolveria?
Raras são vezes em que minha opinião não bate com o resultado da enquete, e vice-versa. Esta sobre a Sul-Americana é uma delas.
Dos 86 votos computados, 75% entendem que o título da Copa Sul-Americana deveria dar vaga à Libertadores, contra 25%.
Os técnicos poupam seus atletas na Sul-Americana por causa do excesso de jogos que existe no Brasil. Quando surge uma brecha para evitar que seus jogadores atuem quarta e domingo, quarta e domingo, quarta e domingo, o treinador aproveita para dar um descanço ao time. E quem paga o pato é a Sul-Americana.
Na minha opinião não é dando vaga na Libertadores que a Sul-Americana vai engrenar no Brasil.
Ela vai cair nas graças dos cartolas, das comissões técnicas, dos jogadores e dos torcedores brasileiros, penso eu, quando o calendário tiver menos datas. Ou seja: quando os campeonatos estaduais forem lipoaspirados.
Dos 86 votos computados, 75% entendem que o título da Copa Sul-Americana deveria dar vaga à Libertadores, contra 25%.
Os técnicos poupam seus atletas na Sul-Americana por causa do excesso de jogos que existe no Brasil. Quando surge uma brecha para evitar que seus jogadores atuem quarta e domingo, quarta e domingo, quarta e domingo, o treinador aproveita para dar um descanço ao time. E quem paga o pato é a Sul-Americana.
Na minha opinião não é dando vaga na Libertadores que a Sul-Americana vai engrenar no Brasil.
Ela vai cair nas graças dos cartolas, das comissões técnicas, dos jogadores e dos torcedores brasileiros, penso eu, quando o calendário tiver menos datas. Ou seja: quando os campeonatos estaduais forem lipoaspirados.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
A volta do losango colorado
Tite adotou as duas linhas de quatro em La Plata por necessidade. Hoje à noite é provável que o time volte a jogar com o habitual losango no meio-de-campo:

Apesar de ser o centroavante, Nilmar se movimenta bastante, não fica preso à área. Quando é lançado em profundidade, ou acionado para triangular, ele também pinta pelas pontas.
Alex jogará como segundo atacante e terá liberdade para aparecer por todos os cantos, inclusive para buscar o jogo no meio, ao lado de D'Alessandro (quando o time está sem a bola eles ficam na mesma linha).
E como Andrézinho, o substituto de Guiñazu, avança mais que o argentino, Magrão deverá ser cauteloso nas subidas. Quando D'Alessandro cair pela ponta direita, por exemplo, o camisa 11 vai por dentro. Mas, penso eu, com moderação.

Apesar de ser o centroavante, Nilmar se movimenta bastante, não fica preso à área. Quando é lançado em profundidade, ou acionado para triangular, ele também pinta pelas pontas.
Alex jogará como segundo atacante e terá liberdade para aparecer por todos os cantos, inclusive para buscar o jogo no meio, ao lado de D'Alessandro (quando o time está sem a bola eles ficam na mesma linha).
E como Andrézinho, o substituto de Guiñazu, avança mais que o argentino, Magrão deverá ser cauteloso nas subidas. Quando D'Alessandro cair pela ponta direita, por exemplo, o camisa 11 vai por dentro. Mas, penso eu, com moderação.
quinta-feira, novembro 27, 2008
Um a menos no campo, um a mais no placar
São competições, adversários e situações diferentes, é verdade. Mas terá Tite a mesma capacidade que Muricy Ramalho aparenta ter para blindar seus comandados?
Sim, porque depois da vitória de ontem, o que resta ao treinador colorado, além de estudar taticamente a partida de volta, é conter o oba-oba.
Ontem, para variar, o Inter chegou ao gol graças ao trio de ouro. D'Alessandro lançou Nilmar. Nilmar sofreu pênalti. Alex cobrou, e marcou.
E, mesmo com um homem a menos (logo Guiñazu, o pulmão do time), o Colorado não passou por apuros em nenhum momento. Como deveria ser, aliás. Até porque a equipe joga com uma linha de quatro zagueiros mais um volante que não sai para o jogo. Ou seja, são cinco jogadores mais o goleiro encarregados exclusivamente em marcar, marcar e marcar.
Sim, porque depois da vitória de ontem, o que resta ao treinador colorado, além de estudar taticamente a partida de volta, é conter o oba-oba.
Ontem, para variar, o Inter chegou ao gol graças ao trio de ouro. D'Alessandro lançou Nilmar. Nilmar sofreu pênalti. Alex cobrou, e marcou.
E, mesmo com um homem a menos (logo Guiñazu, o pulmão do time), o Colorado não passou por apuros em nenhum momento. Como deveria ser, aliás. Até porque a equipe joga com uma linha de quatro zagueiros mais um volante que não sai para o jogo. Ou seja, são cinco jogadores mais o goleiro encarregados exclusivamente em marcar, marcar e marcar.
quarta-feira, novembro 26, 2008
Estudiantes x Internacional, a grande final
É importante lembrar que, assim como na Libertadores, na final da Sul-Americana o gol fora de casa não é critério de desempate.
Entretanto um gol como visitante não faz mal a ninguém.
Hoje à noite, em La Plata, apesar da qualidade e da pressão do adversário, o Inter tem cancha para chegar lá e marcar um ou mais gols.
Aliás, um time que tem D'Alessandro, Nilmar, e, principalmente, Alex, tem cancha para marcar gols jogando contra quem quer que seja, seja onde for.
Daí a pensar que o Colorado vai jogar bem, é outra história - até porque a equipe gaúcha não tem exibido um grande futebol. O Internacional só está na final da segunda maior copa do continente graças aos momentos de craque de Alex e Nilmar. E D'Alessandro.
Entretanto um gol como visitante não faz mal a ninguém.
Hoje à noite, em La Plata, apesar da qualidade e da pressão do adversário, o Inter tem cancha para chegar lá e marcar um ou mais gols.
Aliás, um time que tem D'Alessandro, Nilmar, e, principalmente, Alex, tem cancha para marcar gols jogando contra quem quer que seja, seja onde for.
Daí a pensar que o Colorado vai jogar bem, é outra história - até porque a equipe gaúcha não tem exibido um grande futebol. O Internacional só está na final da segunda maior copa do continente graças aos momentos de craque de Alex e Nilmar. E D'Alessandro.
quarta-feira, novembro 19, 2008
Seleção ou Inter?
terça-feira, novembro 18, 2008
Atenção! Amanhã tem jogo do Internacional!
O jogo de amanhã não é Brasil x Portugal, no Bezerrão. É Inter x Chivas, no Beira-Rio.
No entanto só se fala e se escreve sobre o amistoso da Seleção. A partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana, a segunda maior competição do continente, está sendo escanteada.
E para completar (e para a felicidade dos dirigentes colorados), os dois jogos serão disputados ao mesmo tempo: ambos começam às 22h, horário de Brasília.
No entanto só se fala e se escreve sobre o amistoso da Seleção. A partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana, a segunda maior competição do continente, está sendo escanteada.
E para completar (e para a felicidade dos dirigentes colorados), os dois jogos serão disputados ao mesmo tempo: ambos começam às 22h, horário de Brasília.
quinta-feira, novembro 13, 2008
Inter, de Alex e Nilmar, vence no México
Ao dizer, logo no começo da transmissão da Globo/RBS TV, que o Chivas só sabe jogar no contra-ataque, Batista matou a pau e a charada: De fato, os jogadores do time mexicano têm dificuldade de penetrar em defesas bem postadas, e seus zagueiros são muito fracos. Isso explica o porquê de a equipe norte-americana ter um retrospecto ruim como mandante nesta Sul-Americana.
O Inter, que nada tem a ver com isso, e por ter jogadores muito talentosos (Nilmar e Alex), mandou no jogo e conseguiu fazer 2 a 0, em Guadalajara.

A partida e o resultado foram ótimos, é verdade, mas não pode passar desapercebida a dependência que o Colorado tem de Nilmar e Alex (e D'Alessandro). O time de Tite não tem laterais, e ainda por cima joga com três volantes, sendo que um deles, Edinho, é baita grosso.
Apesar da falta dos apoios dos laterais e da presença de um cabeça-de-área perna-de-pau, o Internacional conseguiu um significativo placar nesta quarta-feira, e agora, com absoluta certeza, tem totais condições de chegar à final.
Ou melhor: de chegar ao título.
O Inter, que nada tem a ver com isso, e por ter jogadores muito talentosos (Nilmar e Alex), mandou no jogo e conseguiu fazer 2 a 0, em Guadalajara.

A partida e o resultado foram ótimos, é verdade, mas não pode passar desapercebida a dependência que o Colorado tem de Nilmar e Alex (e D'Alessandro). O time de Tite não tem laterais, e ainda por cima joga com três volantes, sendo que um deles, Edinho, é baita grosso.
Apesar da falta dos apoios dos laterais e da presença de um cabeça-de-área perna-de-pau, o Internacional conseguiu um significativo placar nesta quarta-feira, e agora, com absoluta certeza, tem totais condições de chegar à final.
Ou melhor: de chegar ao título.
quarta-feira, novembro 12, 2008
Ninguém aqui é palhaço!
Andam dizendo por aí que a próxima Recopa vai dar vaga na Libertadores do ano que vem.
Se isso acontecer, será uma palhaçada. A Conmebol não pode tomar uma decisão destas às vesperas do término da competição.
Não quero entrar na discussão sobre se a Recopa deve ou não dar uma vaga na Libertadores. A questão aqui é outra: nada disso estava "combinado". Portanto, repita-se: se acontecer, será uma palhaçada!
Se isso acontecer, será uma palhaçada. A Conmebol não pode tomar uma decisão destas às vesperas do término da competição.
Não quero entrar na discussão sobre se a Recopa deve ou não dar uma vaga na Libertadores. A questão aqui é outra: nada disso estava "combinado". Portanto, repita-se: se acontecer, será uma palhaçada!
quinta-feira, novembro 06, 2008
Internacional, a esperança brasileira
Já que Palmeiras e Botafogo foram ontem eliminados da Copa Sul-Americana por Argentinos Juniors e Estudiantes, cabe hoje ao Inter dar um pouco de honra aos brasileiros e derrotar os argentinos do Boca.

Ao que tudo indica, os hermanos irão com o time reserva. O que não dispensa concentração por parte do Colorado, pois na Bombonera a camisa do Boca Juniors joga sozinha.
No entanto, o Inter, com força total, incluindo os locais Guiñazu e D'Alessandro, tem futebol de sobra para passar pelo Boca e chegar à semifinal da importante (sem ironia) competição sul-americana.

Ao que tudo indica, os hermanos irão com o time reserva. O que não dispensa concentração por parte do Colorado, pois na Bombonera a camisa do Boca Juniors joga sozinha.
No entanto, o Inter, com força total, incluindo os locais Guiñazu e D'Alessandro, tem futebol de sobra para passar pelo Boca e chegar à semifinal da importante (sem ironia) competição sul-americana.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Em noite de Alex, Inter passa pelo Boca
Não fosse a afiada canhota de seu camisa 10, o Internacional não teria vencido o time reserva do Boca Juniors por 2 a 0 no Beira-Rio na noite de ontem. Foi com dois chutes certeiros de Alex que o Inter chegou lá.
Alex que, ao lado de D'Alessandro e Nilmar, leva ofensivamente o Inter nas costas.
E essa dependência existe em função da fragilidade técnica dos laterais na hora de se apresentar à frente (Ângelo, Ricardo Lopes e Gustavo Nery não sabem apoiar), e em função de ter um cabeça-de-área cabeça-de-bagre, que não sabe jogar com a bola no pé (Edinho está para o Inter como Gilberto Silva está para a Seleção).
Como os laterais não ajudam, e o fator-surpresa praticamente inexiste, para chegar ao gol a equipe comandada por Tite depende das jogadas criadas pelo trio de ataque. Trio que, por sua vez, dá conta do recado. No entanto, sem dúvida, se sente sobrecarregado.
Alex que, ao lado de D'Alessandro e Nilmar, leva ofensivamente o Inter nas costas.
E essa dependência existe em função da fragilidade técnica dos laterais na hora de se apresentar à frente (Ângelo, Ricardo Lopes e Gustavo Nery não sabem apoiar), e em função de ter um cabeça-de-área cabeça-de-bagre, que não sabe jogar com a bola no pé (Edinho está para o Inter como Gilberto Silva está para a Seleção).
Como os laterais não ajudam, e o fator-surpresa praticamente inexiste, para chegar ao gol a equipe comandada por Tite depende das jogadas criadas pelo trio de ataque. Trio que, por sua vez, dá conta do recado. No entanto, sem dúvida, se sente sobrecarregado.
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