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quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Top 10 elencos do Brasil 2016

A discordância é livre.

1. Sociedade Esportiva Palmeiras



2. Clube Atlético Mineiro



3. Cruzeiro Esporte Clube



4. Sport Club Corinthians Paulista



5. Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense



6. São Paulo Futebol Clube



7. Clube de Regatas do Flamengo



8. Fluminense Football Club



9. Sport Club Internacional



10. Santos Futebol Clube



PS: Os esquemas táticos das pranchetas acima, as ordens de titularidade e as distribuições dos jogadores naturalmente não devem estar 100% corretas. Sem falar em um ou outro atleta que possa ter ficado de fora.

sexta-feira, outubro 03, 2014

Inter favoritaço à vaga na Libertadores

Às vésperas da rodada 26, faço questão de registrar o resultado dessa enquete. Só para comparar com o que vai acontecer ao término da 38ª rodada.

No exato momento o "G7" está assim (25 jogos cada): Cruzeiro 53 pontos, Internacional 47, São Paulo 43, Atlético-MG 43, Grêmio 43, Fluminense 40 e Corinthians 40.



O voto é secreto, mas faço questão de abri-lo: votei em Internacional, São Paulo e Fluminense, não necessariamente pela ordem.

Ah, e é importante lembrar que, se um time brasileiro vencer a Sul-Americana (Bahia, Vitória, São Paulo ou Goiás), o Brasileirão 2014 passa a oferecer três vagas à Libertadores 2015, e não quatro.

domingo, setembro 28, 2014

Flu mostra sua cara em São Paulo

Cruzeiro, Internacional, São Paulo e Fluminense. Na minha visão são os únicos quatro clubes do Brasil que têm em seus elencos peças para propor um estilo de jogo que valorize a posse e o passe. São os únicos quatro que têm totais condições de atuar dentro e fora de casa da mesma maneira (em especial depois da melhoria feita em vários gramados da elite do país). Na prática, no entanto, em regra a única equipe que se comporta da mesma forma dentro e fora de casa é o Cruzeiro – não à toa, o time com o mesmo treinador há mais tempo. (Só um parêntese: cheguei a escrever sobre isso em relação ao Inter. Leia aqui.)

Mas a Raposa não reina absoluta nesse sentido. Justiça seja feita.



Na partida diante do São Paulo, no Morumbi, neste sábado, pela 25ª rodada, o Fluminense jogou à sua maneira, mesmo fora de casa. E construiu uma das grandes vitórias do campeonato até o momento: 3 a 1, com direito a golaços de Wagner e Conca (Fred abriu o placar, em belo arremate após passe de Conca - para mim o melhor em campo). Em meio a um certame tão criticado (justamente, diga-se), é importante reconhecer e ressaltar esse feito alcançado pelo Flu.

Porque no Brasil me parece que o complexo de vira-lata se aflora fora de casa. É comum pensarmos que empatar fora de casa é bom, que somar um ponto fora de casa está de bom tamanho. Que fora de casa precisamos ser "humildes", pois quem manda na casa é o mandante e isso não se discute. Porém não nos damos conta de que futebol é onze contra onze, e que se o time tiver uma proposta de jogo bem definida, se o time tiver material humano capacitado, estiver bem treinado e confiante, pode jogar "bem" em qualquer lugar, contra qualquer um. E de repente o pensamento do "empate fora de casa" torna-se ridículo, mesquinho e pequeno. Ou seja, o complexo de vira-lata.

Há quem diga que o Grêmio faz isso. Que o Grêmio de Felipão joga dentro e fora de casa do mesmo jeito. Pode até ser. Mas joga "mal". É um time que prioriza a marcação e a bola no Dudu. É um time que se fecha com "três volantes" e busca o contra ataque. Nada contra. A estratégia é legítima. Entretanto, quando me refiro à proposta de jogo e à manutenção dela na condição de mandante e visitante, me refiro a um estilo mais elaborado, de valorização da posse de bola e da troca de passes. Foi o que, por exemplo, o time treinado por Cristóvão Borges fez, com maestria, no confronto direto com o São Paulo. Na primeira etapa, 55% de posse de bola para o tricolor carioca em terras paulistanas. Já na etapa final, arquitetou seus gols e conduziu o jogo como gente grande, trocando passes no campo ofensivo, fiel às suas características, mesmo fora de casa. Resultado: uma baita vitória contra um adversário direto na briga por uma vaga na Libertadores. Vitória que significa, além dos três pontos na tabela, confiança para os próximos desafios.

segunda-feira, agosto 11, 2014

Cruzeiro ilude seus concorrentes

A rodada 14 foi simbólica. Na verdade, foi ilusória. No fim de semana em que o todo-poderoso Cruzeiro ficou no zero a zero com o modesto Criciúma fora de casa, Internacional e Corinthians ganharam seus clássicos regionais e encostaram no líder na tabela. Mas encostaram apenas na tabela, uma vez que dentro das quatro linhas, no gramado, a distância do Cruzeiro para seus concorrentes diretos ainda é muito grande (distância que não deve ser tirada nessa temporada, sinto lhe informar). Basta analisar os desempenhos, e não os resultados, para chegar a essa conclusão.

Eu sei. Num país onde o resultado imediato sobrepõe-se ao jogo jogado, talvez eu esteja pedindo demais. Da minha parte querer que as pessoas (torcedores, jornalistas, etc) se atenham ao futebol e não ao resultado, é querer demais. Entretanto, como sou otimista e teimoso e jamais subestimo a inteligência alheia, insisto: com um pouquinho de racionalidade e visão crítica de campo e bola, pode-se perceber que, embora próximos do Cruzeiro na tabela de classificação, Internacional e Corinthians (e Fluminense, e São Paulo, e assim por diante) estão longe de jogar uma bola que se aproxime da do Cruzeiro. Por quê? Porque, entre outros motivos, Marcelo Oliveira está há mais tempo no cargo (veja bem: entre outros motivos).

De sábado para domingo, aliás, cheguei a tuitar: "Inter pode ganhar amanhã, ficar a 2 pontos, mas no fim das contas, a qualidade, o entrosamento e a regularidade da Raposa fazem a diferença." De fato, meio aos trancos e barrancos, o Inter ganhou do Grêmio no Beira-Rio e ficou a dois pontos do líder, na segunda colocação. Porém o futebol apresentado pelo time de Abel está distante do apresentado pelo time de Marcelo Oliveira (distância, como disse, que não deve ser tirada nessa temporada). E o mesmo raciocínio se aplica ao Corinthians de Mano, ao Fluminense de Cristóvão, ao São Paulo de Muricy... Portanto, embora no momento a distância na tabela seja pequena, não se iluda, meu caro: no campo e bola o Cruzeiro está bem à frente, e nos pontos corridos isso é determinante.

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Possível Flu com Walter e Conca

Só vejo uma saída para o Fluminense: o 4-4-2 em losango. Pois não dá para imaginar Fred ou Walter sendo escalado numa das beiradas do campo. Ou dá? Eu não consigo. Também não consigo imaginar Walter na reserva. Logo fica difícil pensar na equipe distribuída num esquema com pontas (4-2-3-1, 4-3-3). Outro fato que indica a utilização do 4-4-2 em losango é a presença de Conca no elenco. Seria um desperdício, a meu ver, escalá-lo numa das extremas. O argentino é enganche e ponto.



Eu sei, futebol não é ciência exata. Conca poderia fechar o lado do campo sem a bola, e com ela trabalhar pela faixa central. Dessa maneira caberia o 4-4-2 em linha (Conca e Wagner/Biro Biro nas extremas, mais Diguinho e Jean volantes) ou até mesmo o 4-2-3-1, com Conca numa ponta, Biro Biro na outra, e Walter recuando pelo centro, atrás de Fred. Ainda assim, na minha visão, o argentino é enganche e ponto.

Um dos problemas do 4-4-2 em losango (4-3-1-2, se preferir) é a ausência de jogo pelos flancos. Isso na teoria, porque dependendo da qualidade dos seus laterais, essa carência ofensiva pode ser suprida (depende também do dedo do técnico). Bruno e Carlinhos, convenhamos, são bons laterais em todos os aspectos. O lado direito talvez ficasse mais forte, graças às contundentes e constantes subidas de Jean.

Dá para imaginar Walter no banco? Não, né. Mesmo acima do peso, é Walter e mais dez. E digo isso com convicção por causa, claro, da bola que ele jogou no ano passado. De qualquer forma, independente de sua forma, o XI tricolor no papel é excelente. O problema é o plantel, sem tantas peças de reposição ditas à altura, e sem equilíbrio entre setores e posições. Hoje, 16 de janeiro (pode ser que alguém ainda chegue, vai saber), o elenco que Renato Gaúcho tem em mãos está longe de ser dos melhores do país.

segunda-feira, dezembro 02, 2013

Time grande não cai (só que não)

Tava na cara. Antes mesmo da bola rolar, tava na cara que o Vasco iria brigar na parte de baixo da tabela. Esse tweet não foi à toa, publicado às vésperas da chegada de Paulo Autuori ao Gigante da Colina. Baseado principalmente no elenco, eu particularmente esperava uma campanha péssima por parte do Cruzmaltino. Já por parte do Fluminense...

Confesso jamais ter imaginado o Fluminense brigando para não cair. Lá pelas tantas, no fim de maio, até diagnostiquei a miopia em marketing no clube de Laranjeiras, a soberba de pensar que o plantel, campeão brasileiro no ano anterior, era suficiente e não precisava de reforços para 2013 (leia mais aqui). Mas cogitar um possível rebaixamento, àquela altura do campeonato, era demais, pelo menos na minha cabeça. Algumas vendas (Thiago Neves, Wellington Nem...) e lesões (Carlinhos, Fred...) e várias rodadas depois, porém, o Brasileirão mostrou que o buraco era e é mais embaixo.

Como você sabe, pelo menos um deles já caiu. Matematicamente é impossível os dois se salvarem. E a probabilidade dos dois caírem não é pequena, não. Logo, seja como for, com Vasco, com Fluminense, ou com ambos caindo para a Série B, essa temporada evidencia a seriedade que os pontos corridos demandam e aniquila as teses furadas de que camisa ganha jogo e time grande não cai.

quarta-feira, maio 29, 2013

Sucesso cegou o Fluminense

Quando um produto ou serviço detém com folga a maior fatia do mercado, e a empresa responsável por esse produto ou serviço entende que ele é tão bom que não precisa de aprimoramentos, não precisa de ações para torná-lo ainda mais dominante, diagnostica-se a miopia em marketing. "Somos líderes e em time que está ganhando não se mexe." Ledo engano, pois evoluir é sempre inteligente.

Guardadas devidas proporções, foi o que aconteceu com o Fluminense nessa temporada. Entorpecidos pela conquista do Brasileirão, penso eu que os dirigentes e a comissão técnica do clube de Laranjeiras sentaram no sucesso dos pontos corridos do ano passado, não foram ao mercado com o devido apetite, não contrataram ninguém e acabaram caindo da cadeira no mata-mata da Copa Libertadores.

Ninguém é exagero, claro, já que Rhayner é titular do time treinado por Abel Braga. Ainda assim, foi pouco. É verdade que contratações de peso não teriam garantido nada. Grêmio e Corinthians, por exemplo, trouxeram vários reforços dos bons (André Santos, Barcos, Vargas, Gil, Renato Augusto, Pato) e da mesma forma caíram por terra na competição mais importante do continente. Contudo, a meu ver, o esforço feito por eles foi louvável, enquanto a relativa acomodação do Fluminense é questionável - para não dizer condenável.

Dentro do alcance, por que a equipe patrocinada pela Unimed não contratou um ou outro jogador do alto escalão? Faltou dinheiro? Faltou criatividade? Faltou ambição? Ou será que sobrou confiança em cima do elenco campeão brasileiro? Honestamente, acredito na última opção. "Se ganhamos o Brasileiro com esse plantel, podemos ganhar a Libertadores." Talvez. Poderiam ter ganhado. Como poderiam ter sido eliminados mesmo se grandes reforços tivessem chegado. Sob meu ponto de vista, porém, a miopia em marketing, o sucesso do ano passado, cegou o tricolor carioca.

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quinta-feira, março 07, 2013

Quem melhor se reforçou?

Não quero brincar de oportunista por causa do resultado desta quarta-feira, no Engenhão (não vi o jogo). Mas me ocorreu que, ao contrário dos rivais brasileiros na competição, o Fluminense não contratou nenhum titular de ofício.

Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Deco e Jean; Wellington Nem, Fred e Thiago Neves. Apesar das variações táticas (4-2-3-1, 4-3-3, 4-4-2), no fim das contas é esse o onze inicial do campeão brasileiro de 2012 na Libertadores de 2013.

Quanto ao vice-campeão brasileiro, um novo nome de peso, velho conhecido da torcida: Diego Tardelli. Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Júnior César; Pierre, Leandro Donizete; Diego Tardelli, Ronaldinho, Bernard; e Jô. Em regra, distribuídos no 4-2-3-1.



Quando pensamos no São Paulo, entra em campo um asterisco: Paulo Henrique Ganso. Praticamente não jogou no ano passado, porém foi contratado em 2012, acabou estreando em novembro contra o Náutico. Hoje, encontra-se no banco, por decisão de Ney Franco. Portanto, pode-se dizer que somente Lúcio (e Aloísio?) entram na categoria "novos titulares". Que no caso do tricolor paulista, no 4-2-3-1, são Rogério Ceni; Douglas, Lúcio, Toloi e Cortez; Wellington, Denilson; Aloísio, Jadson, Osvaldo; e Luis Fabiano.

Já o alvinegro da mesma cidade, dono dos cinturões do continente e do planeta, investiu alto (e certeiro). Renato Augusto, Alexandre Pato e Gil. Gil, aliás, deu sorte porque Chicão se machucou e ele logo entrou na equipe. Renato e Pato tiveram de esperar um pouco mais, mas hoje ("demorou") já são considerados titulares. No 4-4-2 em linha o Corinthians alinha Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Renato Augusto, Paulinho, Ralf e Danilo; Guerrero e Pato.

Fluminense contratou nem um titular, Atlético um, São Paulo dois (com Aloísio), Corinthians três, e Grêmio... cinco. Nada menos que cinco atletas chegaram a Porto Alegre com vagas garantidas, nem precisou de flanelinha. São eles: Dida, Cris, André Santos, Vargas e Barcos. A força máxima que bateu o Flu e o Caracas com muita autoridade, e que tem tudo para crescer no torneio, atende por Dida; Pará, Werley, Cris e André Santos; Elano, Fernando, Souza e Zé Roberto; Vargas e Barcos (4-4-2 em linha).

Com todo respeito à entidade, à torcida, à comissão técnica, aos jogadores e aos cartolas, nessa Libertadores o Palmeiras é meio que café com leite - pura e simplesmente em função do processo delicado de transição pelo qual tem atravessado (rebaixamento, reformulção dentro e fora das quatro linhas, etc). Ainda assim, para registro, cinco (e Souza?) são os novos titulares: Fernando Prass, Weldinho, Marcelo Oliveira, Vilson e Kleber. No 4-2-3-1 'torto', como define André Rocha (valeu pelos links!), Prass; Weldinho, Henrique, Maurício Ramos e Marcelo Oliveira; Vilson, Márcio Araújo; Welsey, Valdivia, Vinicius; e Kleber.

É pretensão demais querer afirmar que esse é o onze desse, aquele é o onze daquele, que fulano é banco e beltrano é titular absoluto. Eu sei. Contudo a essa altura do campeonato (estamos na 3ª rodada da fase de grupos) talvez já seja possível identificar a preferência dos treinadores.

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quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Pré-jogo do choque tricolor

Terá Luxemburgo a audácia de iniciar com Vargas, Barcos e Welliton? Particularmente entendo que seja a melhor alternativa para o Grêmio, não somente para encarar o Fluminense no Engenhão, nesta quarta-feira, mas também para o desenrolar da temporada. Na minha primeira prévia, quando Barcos estava sendo contratado, inclusive, essa foi a opção mais pertinente que me veio à cabeça, no 4-3-3 (confira aqui).

As interrogações que cercam esse clássico pairam apenas sobre a Azenha. Se por um lado o desentrosamento transborda, e ainda não se sabe ao certo quem é quem no time, do outro existem certezas e mais certezas, afinal, a equipe de Laranjeiras é a mesma do ano passado, que conquistou o Brasileirão.

Se Luxemburgo ousar, escalando o trio na frente, provavelmente os duelos da meia cancha ficarão estabelecidos entre Edinho e Zé Roberto, Jean e Elano, e Deco e Souza. Evidente que a marcação não é individual, porém na maior parte do tempo devem ser estes os confrontos. Já pelas beiradas, Bruno e Carlinhos bateriam de frente com Welliton e Vargas, enquanto Wellington Nem e Thiago Neves pegariam André Santos e Pará. As investidas do ligeiro e habilidoso Nem em cima e às costas de André Santos, aliás, podem ser perigosas. Essa pode ser a batalha-chave.



Honestamente, acho difícil Luxa iniciar dessa maneira. É mais provável que Welliton comece no banco e Fernando no campo. (Não creio que ele cometerá novamente o erro bizarro de começar com Adriano na vaga de Fernando, como fez contra o Huachipato.) Logo, se assim for, o Grêmio deve manter o esquema do primeiro tempo da partida da semana passada: um 4-2-3-1 com Vargas, Elano e Zé Roberto na linha de três, e a dupla de volantes composta por Souza e Fernando.

Outra possibilidade, ainda com Welliton na reserva e Fernando no gramado, é o povoamento do meio de campo por parte do Grêmio. Ao invés de atuar aberto à esquerda, Zé Roberto flutuaria mais pelo corredor central, transformando a estrutura num 4-4-2. Caso isso ocorra, pode ser que Abel faça o mesmo, para igualar numericamente o setor, passando Thiago Neves para a faixa central, espelhando taticamente a peleja.

Não são poucas as opções. Com certeza existem outras, que sequer passaram pela minha mente no momento, e que por uma série de detalhes deixei de fora desse post. Por isso nesse início de temporada podemos dizer que, talvez esse Fluminense vs Grêmio seja o jogo onde o xadrez pré-partida tenha tomado dimensões maiores do que em outros carnavais - claro, também em função de sua importância, em especial graças à derrota do Grêmio na Arena na estreia da fase de grupos. Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 22h (horário de Brasília).

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segunda-feira, novembro 12, 2012

Flu, o ponto de desequilíbrio

Ambiente. A cada dez declarações de jogadores do Fluminense, dez falam sobre o (bom) ambiente vivido no clube. A união do grupo e a relação de amizade entre os atletas são sempre destacadas nas entrevistas. Todos, segundo eles, focados no mesmo objetivo. Talvez psicologicamenteo elenco mais preparado da competição.



Tecnicamente também. Em relação aos concorrentes diretos, se é que podemos usar o plural, está um robusto degrau acima. Qualidade e quantidade que desequilibraram o equilibradíssimo Brasileirão. Elenco, querendo os adversários ou não, com peças titulares e de reposição sempre capazes de somar mais três pontos para a conta do campeão.

Taticamente, a equipe treinada por Abel Braga também merece nota. Goleiraço à parte, um sistema defensivo invejável e um esquema tático balanceado, com variações em seu miolo de meio de campo. No que diz respeito a essa vertente do futebol, aliás, leia e veja o post do André Rocha no Olho Tático. O que era para ser escrito sobre o assunto, já foi.

Título incontestável, construído ponto a ponto, partida a partida. Dono do ataque mais positivo e da defesa menos vazada (3 derrotas em 35 jogos!), suportado por seus atletas, sua comissão técnica, sua torcida e seus cartolas, o Fluminense Football Club separou os homens dos meninos no campeonato “mais disputado do mundo”.

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domingo, novembro 04, 2012

Fluminense soma mais um ponto

Típico jogo do líder. Foi ligeiramente inferior ao adversário, mas saiu de campo com o resultado positivo. Se não somou três pontos em pleno Morumbi, pelo contexto da partida pode-se dizer que o empate por 1 a 1 foi satisfatório para o Fluminense (até pelo resultado do Atlético-MG contra o Flamengo no meio da semana).

Abel Braga atuou com Jean mais adiantado do que de costume, para encaixar a marcação na meia cancha (4-2-3-1 vs 4-3-3). Dessa forma, Edinho bateu de frente com Jadson, Jean com Wellington, e Thiago Neves com Denilson. Já pelas beiradas, Douglas vs Rafael Sobis, Cortez vs Wellington Nem, Lucas vs Carlinhos, e Osvaldo vs Bruno.



Em relação aos laterais, os esquerdos foram mais acionados que os direitos. Carlinhos e Cortez tiveram mais presença ofensiva do que Bruno e Douglas (apesar do 23 são-paulino ter sido decisivo no lance do gol de Luis Fabiano, quando pressionou Leandro Euzébio). Quanto aos pontas, consequentemente, Lucas e Nem se destacaram mais que Osvaldo e Sobis, possivelmente por terem mais espaços.

Na comparação entre os artilheiros do campeonato, tudo igual. Luis Fabiano e Fred foram os autores dos gols da peleja. O camisa 9 do São Paulo, no entanto, movimentou-se, tocou a bola e finalizou com mais frequência e eficiência (reflexo do volume e das chances criadas pela equipe treinada por Ney Franco).

Na segunda etapa, já com Samuel na vaga/posição de Sobis, o Flu equilibrou o confronto e chegou ao empate - graças à insistência e à inteligência do 31 em cima de Toloi, em jogada na linha de fundo. Com o placar construído e consolidado, o time de Laranjeiras fechou-se com a contundência que lhe caracteriza, à espera do contra ataque. Mas no fim das contas, o 1 a 1 permaneceu.

Na próxima rodada, a 35ª, os tricolores têm duas pedreiras pela frente. O São Paulo enfrenta o Grêmio no Olímpico, e o Fluminense visita o Palmeiras no Prudentão. Embora estejam na zona de rebaixamento, flertando seriamente com a Série B, com certeza Barcos e cia irão engrossar o caldo contra o primeiro colocado na tabela.

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domingo, outubro 21, 2012

Galo volta à briga

Talvez o melhor jogo do campeonato. É. Acho que foi. Quem viu, viu. Ganhou. Quem não viu, perdeu. Composta por todos ingredientes que fazem do futebol o esporte mais espetacular do planeta, a virada do Atlético sobre o Fluminense entrou, sem exagero, para a história do Brasileirão – indepentende do desfecho do torneio.

Postado no 4-2-3-1 rotineiro, o time mineiro dominou o adversário do início ao fim, apesar do placar apertado. Sou meio cético quanto a dados estatísticos aplicados ao futebol, mas no clássico entre líder e vice-líder, neste domingo, um deles evidencia a supremacia dos donos da casa: as finalizações. Foram 27 a 4.



Com Guilherme na ponta direita, na vaga de Serginho (titular contra o Santos na rodada anterior), a equipe alvinegra buscou o gol e manteve uma postura ofensiva o tempo todo. E mesmo saindo atrás no placar (o bom e velho “quem não faz, leva), soube recolocar os nervos nos lugares, e crescer na adversidade. No fim das contas, a vitória por 3 a 2 foi justamente merecida.

A distância agora entre Fluminense e Atlético caiu para 6 pontos, e em disputa ainda tem 18. Na próxima rodada o líder recebe o Coritiba, e o vice recebe o Flamengo. Já na 34ª e 35ª rodada, enquanto o Galo enfrenta Coritiba e Vasco fora, respectivamente, o Tricolor visita o São Paulo e o Palmeiras. Convenhamos que, em tese, a sequência do Flu é mais complicada. Resta saber se ao final dela a diferença que hoje caiu para 6 pontos vai ser maior ou menor.

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Pré-jogo: Atlético vs Fluminense

Réver e Bernard são dúvidas, e Jean é desfalque (Leandro Euzébio idem). De resto, ao que parece, força máxima no confronto entre líder e vice-líder. Caso não dê para o artilheiro do Atlético no campeonato, sua vaga deve ser preenchida por Escudero, enquanto o zagueiro pode ser substituído por Luiz Eduardo ou Richarlyson. Quanto ao lugar de Jean, Diguinho deve entrar.

Se assim for, nesse 4-2-3-1 vs 4-2-3-1, os duelos individuais da meia cancha devem ser definidos entre Pierre e Deco, Leandro Donizete e Diguinho, e Ronaldinho e Edinho. Já pelas beiradas as disputas devem ocorrer entre Marcos Rocha e Thiago Neves, Júnior César e Wellington Nem, Serginho e Carlinhos, e Bernard e Bruno.



Pode ser que Cuca entre com Guilherme na vaga de Serginho, mas acho difícil. Serginho, que cumpriu bem a função contra o Santos, é mais marcador. Carlinhos é ofensivo e ousado, e toda atenção com os laterais do Fluminense é pouca. O flanco direito do Galo, por sinal, em especial com Marcos Rocha, pode ser um dos pontos fortes da equipe mineira, já que Thiago Neves não se destaca pelo acompanhamento ao adversário.

Outro setor digno de nota é o meio campo, por onde atua Ronaldinho. Com a dupla Edinho-Diguinho em seu encalço, R49 não terá vida fácil. Terá de flutuar por uma extensa faixa do gramado para fugir dessa marcação cerrada. Deverá voltar à linha dos volantes para buscar e distribuir o jogo, assim como cair pela banda esquerda. O craque, porém, não poderá abdicar de entrar na área e finalizar.

Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 16h (Brasília), no Estádio Independência, em Belo Horizonte. A diferença entre eles na tabela é de 9 pontos. E em caso de vitória do Tricolor fora de casa, podem lhe entregar a taça.

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quinta-feira, outubro 18, 2012

Fluminense, o time que não perde

Grêmio e Atlético-GO. Estes são os donos das proezas. No Olímpico, na 12ª rodada, e no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, na 25ª, o líder Fluminense conheceu suas únicas derrotas em toda competição – e olha que estamos falando em 31 jogos disputados até o momento. São 20 vitórias, 9 empates e 2 derrotas. Duas!



Faça chuva ou sol, jogando melhor ou pior, no fim das contas o time de Abel Braga sai de campo com, no mínimo, um ponto. Bastante sólido em seu sistema defensivo, servido de uma dupla de volantes pegadora, duma competente dupla de zaga, e do melhor goleiro do torneio, o Fluminense tem tudo para quebrar outro recorde na era dos pontos corridos: o de campeão com o menor número de derrotas, que pertence ao São Paulo 2006.

Naquele ano, já com 20 clubes na primeira divisão, a equipe treinada por Muricy Ramalho se sagrou vitoriosa com apenas 4 derrotas em todo campeonato. Isso mesmo: em 38 partidas, 4 derrotas. Hoje, o líder do Brasileirão 2012 dá sinais de que vai superar essa marca. Pelo seguinte: porque faltam só 7 rodadas, e porque o Flu simplesmente não perde.

Nem mesmo o Atlético, no domingo, em Belo Horizonte, pode bater o líder. Bom, poder, claro que pode. Não existe impossível no futebol. Contudo, nessa altura do certame, não vejo o Galo com condições de somar 3 pontos em cima do tricolor carioca – mesmo atuando no Independência. Já na 34ª rodada, no Morumbi, diante do São Paulo, o buraco será, a meu ver, mais embaixo. O tricolor paulista está jogando a bola mais redonda da competição, e deve apresentar ao Fluminense sua terceira derrota – o que não deve alterar em nada o curso do título, que só sai de Laranjeiras em caso de catástrofe. Logo, a questão é: a taça será erguida com mais ou menos de 4 derrotas?

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segunda-feira, outubro 15, 2012

Líder e membros do G4 decidem taça

Os confrontos diretos decidem o campeonato de pontos corridos, nas duas partes da tabela. Quanto ao topo, as próximas quatro rodadas serão fundamentais. Pois dependendo dos resultados do Fluminense, o campeão pode sair com até quatro rodadas de antecedência. Isso porque o líder enfrenta, nas próximas quatro rodadas, os outros integrantes do G4: Atlético, Grêmio e São Paulo.

Nessa quarta-feira o time de Abel Braga recebe o Grêmio de Vanderlei Luxemburgo no Engenhão. Já no fim de semana, no domingo, vai até Belo Horizonte para encarar o Atlético de Cuca. Na 33ª rodada, o Flu tem, em tese, o adversário mais fácil dessa sequência: o Coritiba, no Rio. E na 34ª, dia 4 de novembro, tem o, em tese, mais difícil: o São Paulo de Ney Franco, no Morumbi.

No melhor dos mundos para o clube de Laranjeiras a equipe vence Grêmio, Atlético e São Paulo, e ergue a taça com quatro rodadas de antecedência – algo bastante prematuro e incomum. (A partida diante do Coxa fica em segundo plano porque não é confronto direto.) Se conquistar 9 pontos contra seus concorrentes verdadeiros, o Flu não só soma 9 pontos, mas impede que eles pontuem.

Palpite? Baseado no futebol que os times do G4 estão jogando, e nos possíveis desfalques e retornos que podem e devem ocorrer, imagino que o Fluminense irá somar 4 pontos contra Grêmio e Atlético (vitória e empate, respectivamente). No Morumbi, contra a equipe que está jogando a melhor bola no momento, creio em derrota. Ainda assim, se isso acontecer, se somar “apenas” 4 pontos em 9 disputados, o Flu vai somente adiar a festa. Vai erguer a taça lá pela 36ª, 37ª rodada. Em contrapartida, se perder para Grêmio, Atlético e São Paulo – o que, convenhamos, é improvável para o time que perdeu apenas duas no torneio inteiro –, o título pode sim ser ameaçado.

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quarta-feira, agosto 29, 2012

Pré-jogo: Fluminense vs Corinthians

Edinho vs Douglas, Jean vs Paulinho e Thiago Neves vs Ralf. Em princípio, são estes os duelos individuais da meia cancha. No clássico com o Vasco, no fim de semana, achava que Wagner fosse atuar por dentro e Thiago Neves por fora, vide minha prévia. Mas li e vi no Olho Tático que o camisa 10 jogou centralizado e o 19 à esquerda. Como deu certo (2 a 0, dois de Thiago Neves), imagino que Abel Braga irá repetir a dose.

Em relação ao Flu há mais certezas do que dúvidas. Não tem muita alternativa, muita variação, o time é esse. Pelo lado do Corinthians, em contrapartida, Tite tem outras opções para começar, como Paolo Guerrero e Martínez. Contudo, estou apostando na formação habitual, com Romarinho, Douglas e Danilo (ou Emerson) na linha de três, e Emerson (ou Danilo) mais adiantado. Vale lembrar que, na campanha campeã da Libertadores, Sheik foi o ponta-esquerda.



Se Wellington Nem pode imprimir velocidade ao flanco direito tricolor, no setor de Fábio Santos, Romarinho deve fazer o mesmo no de Carlinhos. Não será surpresa, porém, se o treinador corinthiano adotar pontas de pés opostos (canhoto na direita, destro na esquerda). Se assim for, o 31 alvinegro pode cair pelo lado de Bruno, com Danilo à direita, se infiltrando pela faixa central, para auxiliar Douglas na criação, e aparecendo na área, para formar parceria com Emerson.

A vantagem do Fluminense, em tese, é o 9. Artilheiro da competição ao lado de Luis Fabiano e Vagner Love, Fred deve ter pela frente Chicão e Wallace - substituto do suspenso Paulo André. Ao contrário de Emerson, Fred serve de referência, joga de costas e faz a parede para quem vem de trás - sem falar no pivô (receber, girar e chutar), no cabeceio, na força física e, claro, no faro de gol.

Teorias à parte, a bola rola na prática nesta quarta-feira, no Engenhão, às 22h (horário de Brasília), em jogo válido pela 20ª rodada, a abertura do returno.

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sexta-feira, agosto 24, 2012

Prévia de Vasco vs Fluminense

Nilton vs Wagner, Wendel vs Jean e Juninho vs Edinho. Em princípio são esses os duelos individuais do meio de campo. Pelas beiradas, Auremir vs Thiago Neves, William Matheus vs Wellington Nem, Carlos Alberto vs Bruno e William Barbio vs Carlinhos. Pode ser que Abel inverta seus ponteiros, mas acredito em Nem na direita mesmo.

Se for tituar, o lateral-direito Bruno, penso eu, não deve aparecer tanto na frente, até por estar voltando de um período inativo. Por isso Nem, que também estava parado, terá de correr dobrado, tanto pelo corredor quanto pela diagonal, nos 60, 70 minutos que estiver no gramado. Dificilmente jogará os 90.



No outro extremo, Barbio deve fazer o mesmo, às costas de Carlinhos. Caso a presença do camisa 6 tricolor no ataque seja mesmo mais frequente que a do 2, espaços podem sobrar para o 44 cruzmaltino flutuar. A cobertura por ali deve ser feita por Edinho, que, por sua vez, nesse deslocamento, pode deixar espaço para Juninho progredir.

Wendel vs Jean é outro combate interessante na meia cancha, dois jogadores que defendem e atacam com força e técnica. Resta saber quem vai ter mais físico para manter o mesmo ímpeto do início ao fim.

Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 18h30 (horário de Brasília), neste sábado, no Engenhão, na partida válida pela última rodada do turno do Brasileirão. O clássico por si só já é cheio de ingredientes. Contudo vale lembrar que, além do clássico, trata-se de um confronto direto entre dois clubes postulantes ao título.

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domingo, julho 15, 2012

Tudo igual no Clássico Vovô

Vitor Júnior e Cidinho pelas beiradas. Essa foi a opção de Oswaldo de Oliveira para o clássico deste domingo disputado no Engenhão. Do outro lado, também no 4-2-3-1, Abel Braga escalou Thiago Neves e Samuel nas pontas. Detalhe: ambos com pés opostos (destros na esquerda, canhotos na direita).

No meio campo os duelos individuais ficaram definidos entre Lucas Zen e Wagner, Renato e Jean, e Andrezinho e Edinho. Entre os meias, aliás, Andrezinho foi muito mais participativo e efetivo que Wagner, não somente pelo gol anotado no segundo tempo, mas pela maneira como o camisa 17 alvinegro se movimentou e arquitetou o jogo, incluindo no repertório os passes verticais que o substituto de Deco não conseguiu efetuar.



Na primeira etapa Cidinho deixou a desejar. O flanco esquerdo dos donos da casa praticamente inexistiu, tanto é que Fellype Gabriel voltou em seu lugar após o intervalo. Com a substituição o futebol de Márcio Azevedo cresceu, resultando na forte presença ofensiva e no cruzamento para o gol de empate. Só para registro, porém, houve a inversão de posicionamento entre Vitor Júnior e Fellype Gabriel ao longo do segundo tempo.

No frigir dos ovos, apesar da relativa superioridade do Botafogo, o 1 a 1 ficou de bom tamanho. Quanto ao restante da competição, não tenho dúvidas que os clubes cariocas vão brigar na parte de cima da tabela, pelo G4 e pelo título - apesar de entender que o Flu tem mais lenha para queimar que o Bota.

Outra questão para o decorrer do torneio é o que vai ser da equipe de Oswaldo reforçada por Seedorf e Rafael Marques. Se forem titulares ao lado de Andrezinho e Vitor Júnior, o banco do Glorioso terá nomes como Fellype Gabriel, Cidinho e Elkeson. Em relação ao elenco do Fluminense, não é preciso apresentações, correto?

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segunda-feira, julho 09, 2012

Fluminense: o grande favorito

Comissão técnica, diretoria, torcida... Todos têm sua parcela. O que faz a diferença num longo torneio de pontos corridos, porém, entre suspensões, contusões e convocações, é o elenco. E leia-se por elenco os onze mais o banco, tendo nos titulares e nos reservas peças de reposição equivalentes entre os três setores (defesa, meio e ataque). Por isso, baseado nesse critério, para mim o Fluminense é o principal favorito ao título do Brasileirão (seguido por Internacional).

No Fla-Flu dos 100 anos, neste domingo, no Engenhão, na vitória por 1 a 0, no jogo válido pela 8ª rodada, o Fluminense atuou no rotineiro 4-2-3-1, com Bruno e Carlinhos nas laterais, Edinho de primeiro e Jean de segundo volante, Deco na articulação central, Fred na referência do ataque, e os canhotos Thiago Neves e Wellington Nem nas pontas.



Pode-se dizer que essa estrutura, com esses atletas, não gera o equilíbrio necessário à equipe, já que o camisa 18 dá muito mais profundidade e velocidade que o 7. Contudo, simetria não é obrigação no futebol, nem sinônimo de equilíbrio. Pelo contrário - até porque a ultrapassagem dos laterais, a presença de Jean e do próprio Deco compensa esse suposto desequilíbrio.

Não bastasse um time titular fortíssimo, as opções de alterações do excelente Abel Braga são, se não rigorosamente à altura, bastante próximas. Para a defesa, Digão, Leandro Euzébio, Carleto... Para a meia cancha, Diguinho, Valencia, Wagner... Para o ataque, Rafael Moura, Samuel, Marcos Júnior... Isso sem citar Lanzini e Rafael Sobis, que, ao que tudo indica, devem deixar o Flu.

Convenhamos, o melhor elenco do país (não?), comandado por um técnico experiente, vencedor, que tem o grupo na mão, sem históricos de perder o vestiário. Os salários, até onde sei, sempre em dia. Noves fora novos investimentos que devem estar por vir mas não sabemos. Por essas e outras, o grande favorito ao título do Brasileirão, a meu ver, tem nome e sobrenome: Fluminense Football Club.

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terça-feira, maio 22, 2012

Pré-jogo: paciência vs contra-ataque

Wellington Nem e Santiago Silva devem ser as novidades da partida desta quarta-feira, no Engenhão. Em jogo, uma vaga nas semifinais da Copa Libertadores da América. No duelo de ida, 1 a 0 para o Boca Juniors, na Bombonera. Por essas e outras, espera-se uma escalação ofensiva por parte de Abel Braga, com o camisa 18 entre eles.

Com Carleto no lugar do suspenso Carlinhos, o treinador tem tudo para abrir o canhoto Nem na direita e o destro Sobis na esquerda, com Thiago Neves por dentro e Rafael Moura na referência (Deco e Fred são desfalques). Entre os pontas, Sobis deve se aproximar de seu xará e arrematar a gol com mais frequência que Nem. Já a dupla de volantes, se o 4-2-3-1 for mantido, deve ser formada por Edinho e Jean, ambos encarregados em prestar atenção dobrada em Riquelme.



Pelo lado dos visitantes, creio em laterais mais presos, em função das presenças de Wellington Nem e Rafael Sobis (se é que vão mesmo existir). Com laterais menos soltos, cabe aos meio-campistas e aos atacantes as tramas de avanço. Portanto, além da dupla de atacantes (Silva e Mouche - ou Cvitanich), Riquelme pode alimentar Rivero e Erviti, dependendo de suas ligeiras ultrapassagens pelos espaços deixados por Edinho e Jean (se forem titulares, claro).

Apesar de ter entre os adversários Juan Román Riquelme, mestre da cadência e da distribuição, no Rio de Janeiro o Fluminense deve ter mais posse de bola e consequentemente menos oportunidades para contra-golpear. Logo, inteligência e paciência serão mais vitais ao Tricolor do que a correria e a velocidade. Ao time argentino, em contra-partida, interessa quase com exclusividade a transição rápida entre defesa e ataque (em regra passando pelo pé do 10).

Mesmo se sair atrás do placar, acredito no Boca focado no contra-ataque, pois até a derrota por 2 a 1 o classifica. Esse panorama só deve mudar em caso de vitória parcial do Flu por mais de dois gols de diferença, imagino eu. Teorias e tentativas de previsão à parte, no entanto, a bola rola para valer às 19h30 (horário de Brasília).

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