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domingo, janeiro 26, 2014

São Paulo inicia o ano no 4-3-3

Linha de quatro, um volante, dois meias, dois pontas e um centroavante. Talvez seja cedo para afirmar (na verdade é cedo), mas parece que Muricy Ramalho está decidido a jogar assim em 2014. No setor de ataque, Ademilson e Osvaldo são os caras das beiradas, e Luis Fabiano o da referência. De fato, é o que há de melhor no elenco para estas posições. Osvaldo foi mal no ano passado, é verdade, porém não se esqueça do (excelente) 2012 dele. Já Ademilson é muito mais ponta que Aloísio e Douglas, improvisados por ali com frequência em 2013, "na do Lucas". Quanto a Luis Fabiano, se estiver com a cabeça e o pé em dia, garante fácil, sei lá, mais de vinte gols na temporada.



No setor do meio de campo, Wellington foi o cabeça de área, enquanto o canhoto Ganso ocupou a meia direita e o destro Maicon a meia esquerda do 4-3-3 escaldo pelo treinador do São Paulo. (Particularmente gostaria de ver Jadson na vaga de Maicon, nesse esquema. No entanto, ao que tudo indica, ele está de saída.) Cornetada feita, registre-se a mediana exibição contra o Oeste, neste domingo, no Pacaembu, pela 3ª rodada do Paulista. Também pudera, com a pré-temporada praticamente inexistente nesse país, torna-se injusto esperar mais dos times grandes em pleno janeiro.

O destaque do jogo foi o estreante Alvaro Pereira, não só pela estreia em si, mas sim pela bola que jogou. O uruguaio, talvez irresponsavelmente, por causa do calor, foi bastante acionado, especialmente no primeiro tempo. A maioria das tramas ofensivas efetivas passou pelos seus pés, pelo flanco esquerdo. Já do outro lado o também ofensivo Luis Ricardo não foi tanto exigido no apoio. A boa nova nesse início de ano, aliás, é a utilização de um sistema com linha de quatro na defesa, com Luis Ricardo e Alvaro Pereira atuando como laterais mesmo, e não alas. Pois, acredite, quando eles foram anunciados, o fantasma dos três zagueiros arrastou suas correntes pelos corredores do Morumbi.

domingo, março 31, 2013

domingo, fevereiro 03, 2013

A questão é: Danilo ou Emerson?

Com a chegada de muita gente boa, muita gente boa vai ficar de fora. Se pensarmos que Renato Augusto e Alexandre Pato serão titulares, algum medalhão vai parar no banco. É difícil mexer em time que está ganhando, eu sei. Mas partindo do princípio que, além do goleiro e da linha defensiva, Ralf, Paulinho, Renato Agusto, Pato e Guerrero são titulares, sobra apenas uma vaga.

Há quem pense que Pato e Guerrero não irão jogar juntos, porém confesso que não consigo entender o raciocínio. Me parece evidente que, num futuro próximo, quando os reforços se encaixarem na equipe, a dupla de frente será formada pelos camisas 7 e 9, titulares absolutos, artilheiros natos.

Renato Augusto na reserva? Não creio. Nem tanto pelo investimento financeiro, mas sim pela qualidade técnica do jogador. Logo, se ele e Pato cavarem seus lugares no onze inicial (o que imagino que irá ocorrer cedo ou tarde), ou Danilo ou Emerson irá dançar.



Durante alguns minutos da partida contra o Oeste, neste domingo, Tite distribuiu o Corinthians no 4-4-2 em linha, com Danilo na extrema direita, Jorge Henrique na esquerda, Ralf e Guilherme por dentro, Emerson e Pato na frente. Se essa ideia for mantida, das duas linhas de quatro (para mim a mais viável), Pato e Guerrero atuam na frente, Ralf e Paulinho por dentro, Renato Augusto numa extrema, e Danilo ou Emerson na outra. Jorge Henrique? Douglas? Romarinho? Nah.

Sei que Sheik (ainda) está jogando bem, é experiente, raçudo, decisivo. Danilo, todavia, é essencial na bola aérea, além de compor o setor do meio de campo com mais eficiência. Particularmente, eu tiraria Emerson e deixaria Danilo. Quem tem de equacionar esse problema, contudo, é o treinador. Resta-nos aguardar.

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segunda-feira, janeiro 28, 2013

Santos mostra variação tática

Jogador polivalente é sempre bem-vindo. Entre outros motivos, porque permite a alteração do esquema tático durante a partida, sem a necessidade do banco de reserva. É o caso de Renê Júnior.

Com ele em campo, o Santos de Muricy Ramalho pode atuar tanto no 4-4-2 quanto no 3-5-2. No jogo contra o Bragantino, neste domingo, por exemplo, o camisa 7 foi escalado na zaga, entre Neto e Durval. No entanto, ao longo do duelo, em especial no segundo tempo, Renê se integrou à meia cancha, voltando a equipe ao 4-4-2 em losango.



Imagino que Muricy tenha iniciado no 3-5-2 para liberar os laterais Bruno Peres e Guilherme Santos, forçar as jogadas ofensivas pelos flancos e manter os atacantes mais próximos da área. Na teoria a ideia foi boa. Na prática, porém, nada demais aconteceu. Tanto é que em boa parte da segunda etapa o líbero Renê Júnior trabalhou mais avançado, na dele, perto de Arouca e Cícero.

Qual a melhor opção? Para mim, o 4-4-2. Não só pela consistência da linha de quatro lá atrás, mas também pelo povoamento do setor do meio de campo. Muricy vai jogar no 3-5-2 daqui pra frente? Não creio. Penso que o 4-4-2 em losango será a estrutura adotada na temporada. Mas que é sempre bom ter uma ou duas cartas na manga, é.

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sábado, março 24, 2012

Pré-jogo: Corinthians x Palmeiras

Alex e Daniel Carvalho são os principais desfalques para o clássico deste domingo. Pelo lado do Corinthians, Emerson deve ser escalado entre os onze, enquanto pelo lado do Palmeiras, Maikon Leite deve ser o escolhido.

Se assim for, Danilo deve atuar por dentro, com Jorge Henrique e Sheik pelas beiradas. Em função da boa fase de Juninho, creio que o camisa 23, mais forte na marcação e na aplicação tática que o 11, jogará na direita, para bater de frente com o lateral-esquerdo alviverde.

O contra-ataque puxado por Maikon Leite às costas de Edenílson pode ser uma boa arma para o Palmeiras. Caberão a Paulinho e Chicão, os homens da cobertura, ficarem atentos às investidas do veloz camisa 7. João Vitor, em contrapartida, deve se preocupar mais com as subidas de Fábio Santos e do próprio Emerson do que em atacar.



Quanto aos armadores centrais, Danilo e Valdivia, devem sofrer a marcação, não individual, de Márcio Araújo e Ralf. Já Paulinho e Marcos Assunção deverão ocupar a mesma faixa do gramado. A diferença é que um conduz a bola em velocidade e o outro a lança com precisão. Do pé de Marcos Assunção, aliás, podem sair as enfiadas para o contra-golpe.

Na referência dos ataques, Liedson e Barcos atravessam por momentos distintos. O corintiano quer quebrar o jejum, mas para isso não é aconselhável jogar de costas para Henrique e Leandro Amaro. Seria pertinente se o 9 alvinegro caísse pelos lados e buscasse o jogo atrás, próximo aos volantes adversários.

Ao contrário de Barcos, que faz muito bem o papel de pivô, não só para ajeitar a bola para quem vem de trás (Valdivia, João Vitor, Maikon Leite), mas também para girar sobre o marcador e finalizar. Chicão e Leandro Castán terão trabalho.

Tentativa de previsão à parte, o apito inicial será dado às 16h, horário de Brasília, no Pacaembu, pela 15ª rodada do Paulistão.

sexta-feira, março 16, 2012

Pré-jogo: São Paulo x Santos

Sei que sexta é cedo para postar a prévia do clássico paulista deste domingo, mas imagino que estarei impossibilitado no sábado. Portanto é provável que na véspera do jogo surjam algumas notícias em relação a desfalques, e que minha previsão se torne falha nesse sentido.

Contudo, se Leão e Muricy repetirem as escalações de seus últimos compromissos (Independente e Juan Aurich), o San-São não deve fugir muito da prancheta abaixo. De um lado, no 4-2-3-1, os donos da casa. Do outro, no 4-4-2 em losango (ou 4-2-3-1 assimétrico), os visitantes.



Vários analistas e comentaristas enxergam o Peixe no 4-2-3-1. Eu teimo em ver um losango no meio-campo. No entanto a classificação do esquema tático não importa tanto assim. O que interessa é a movimentação de Ibson. Se jogar aberto, batendo de frente com o lateral, pode-se dizer 4-2-3-1. Se fechar a meia-cancha, 4-4-2.

A marcação não é individual, evidentemente. Porém os duelos do meio campo devem ser definidos entre Denilson e Ganso, Casemiro e Arouca, e Jadson e Henrique. A dúvida é justamente entre Ibson e Cícero, se vão atuar mais abertos ou mais por dentro. Já numa das pontas, Lucas deve combater Juan, e Neymar, Rodrigo Caio (Piris).

Mesmo no Morumbi, o momento é favorável ao Santos. O time treinado por Muricy é mais entrosado, equilibrado e talentoso. Por isso, se for para descer do muro e contrariar a máxima de que clássico não tem favorito, para mim a probabilidade do Peixe sair com a vitória é maior que a do Tricolor.

Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 16h00, horário de Brasília, pela 14ª rodada do Campeonato Paulista.

domingo, março 04, 2012

Peixe está mais pronto que o Timão

Quatro titulares. Em tese o Corinthians começou com apenas quatro dos ditos titulares, no clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, neste domingo. Já os donos da casa, em contrapartida, jogaram com seu onze ideal, sua força máxima.

Mas será que a conta exata é essa mesmo?

Pelo lado do Peixe, creio que sim. Autor do único gol do confronto, Ibson justa e merecidamente ganhou a vaga de Elano, completando o losango do meio-campo com Henrique, Arouca e Ganso. Não há um fio de dúvida, o time é esse, com Neymar e Borges na frente, Fucile, Dracena, Durval e Juan na linha de quatro, e Rafael no gol.



Porém me parece que o mesmo não ocorre do outro lado. A impressão que tenho é que Tite ainda não encontrou o onze ideal para o primeiro semestre da temporada. Mesmo com a base da equipe campeã brasileira mantida, ou melhor, toda equipe titular mantida, o treinador do Timão ainda não conseguiu dar um padrão ofensivo aos seus comandados.

Imagino que para Tite os donos das posições da linha de três, hoje, sejam Emerson, Danilo e Willian, com Liedson na referência do ataque. Contudo, apesar da fase técnica de um e da fase física do outro, fica difícil pensar no time sem Alex e/ou Douglas, em especial para o desenrolar da Libertadores. Eu sei, ainda é cedo, trata-se apenas da segunda rodada do torneio continental. No entanto, se é que já não achou, Tite precisa achar a formação ideal o quanto antes.

Sobre o clássico com o Santos, é preciso ponderar isso: o Corinthians jogou com o time mais reserva do que misto. Mas que me parece que Muricy tem mais claro na cabeça a filosofia que pretende para sua equipe do que Tite, me parece.

sábado, março 03, 2012

Pré-jogo: Santos x Corinthians

Tite confirmou Danilo e Liedson fora do clássico deste domingo. Quarta-feira o Corinthians pega o Nacional-PAR no Pacaembu pela Libertadores. Quanto a Muricy, não se sabe se vai com força máxima ou não, pois na quinta-feira o Santos recebe o Inter - uma pedreira muito maior.

Mas se o Peixe for com o que tem de melhor (Ibson ou Elano?), e o Timão jogar com Alex e Willian, os dois times não devem fugir muito disso. De um lado, o mandante no habitual 4-4-2 em losango. Do outro, o visitante no rotineiro 4-2-3-1.



Importante defensiva e taticamente, Willian deve atuar aberto na direita, para tentar frear as subidas de Juan. Já Alex pode ter de se integrar ao meio-campo para empatar a superioridade numérica santista - no caso, para marcar Ibson, podendo deixar espaço para Fucile.

Em função da velocidade de ambos, Henrique pode ser o primeiro volante, designado à marcação de Douglas. E para frear o veloz Paulinho, a opção deve ser o veloz Arouca. Outro duelo previsível, imagino, seja Ganso versus Ralf - sem marcação individual, evidentemente.

No setor ofensivo, Neymar deve atuar na dela, partindo da ponta esquerda, em cima de Alessandro (Welder?) e Chicão. Quem sabe até Paulinho precise auxiliar, triplicando a marcação ao craque da Vila - o que liberaria Arouca. Quanto a Borges e Adriano, as referências do ataque, também acostumados a sair da área.

Tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 16h (Brasília), na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Paulistão.

domingo, fevereiro 26, 2012

Palmeiras no caminho certo

Pelo jeito diretoria e comissão técnica acertaram em cheio. Barcos parece ser o homem gol que o Verdão procurava há tanto tempo. Meio lento, mas alto, forte, o argentino de 27 anos sabe jogar de costas, fazer o pivô, driblar, cabecear e finalizar com as duas pernas. Enfim, um grande centroavante.

No 4-2-3-1 de Felipão, ele é a referência do ataque. Luan é dono de uma das beiradas. A outra tem tudo para ser de Maikon Leite, atacante de muita velocidade e habilidade. No clássico contra o São Paulo, porém, João Vitor ocupou o lado direito, sem tanta presença ofensiva.



Se a novela acabar e Wesley vier, pode assumir a ponta direita, apesar de ter deslanchado no Santos como volante naquele 4-2-3-1 de Dorival Júnior, ao lado de Arouca.

No meio-campo, a criação fica dividida entre Marcos Assunção e Daniel Carvalho. O primeiro não precisa de apresentação. O segundo, entrando em forma a cada dia, tem em seu pé esquerdo o passe diferenciado, além do potente arremate.

A projeção para a temporada é boa. Sem dúvida mais favorável que a passada. O elenco reforçado e a continuidade de praticamente todo o time titular fazem do Palmeiras um forte candidato não somente ao título do Paulistão mas também da Copa do Brasil.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Corinthians está bem acima do São Paulo

Jorge Henrique. Para mim o melhor jogador do clássico deste domingo. É banco. Danilo foi o segundo melhor. Também banco. Na verdade hoje é titular, mas com a chegada de Douglas e as voltas de Alex e Emerson, deve ser banco.

Apesar dos desfalques, o Corinthians sobrou no 1 a 0 sobre o São Paulo. Sobrou, entre outros motivos, por causa do entrosamento que vem desde a temporada passada. Independente de quem entre, o sistema tático é o mesmo. O estilo muda um pouco por causa da velocidade dos ponteiros, mas o esquema é o mesmo - o que facilita a vida de quem entra.

Atuando pelas beiradas, Willian e principalmente Jorge Henrique infernizaram os laterais Cortez e João Filipe. Já Danilo, por dentro, à frente da inseparável dupla Ralf e Paulinho, distribuiu a bola com classe e eficiência. Sem falar no gol de cabeça no primeiro tempo.



Pelo lado do São Paulo, falta sequência. É bem verdade que Leão tem tentando o 4-4-2 em losango, porém sem sucesso. Lucas fica isolado na ponta direita, não "pode" se deslocar por outros lados do campo. Jadson, Willian José, João Filipe, Casemiro... Ninguém se aproxima do camisa 7.

Honestamente, gosto da ideia de jogar com dois pontas e mais o centroavante. Nilmar não veio, no entanto o plantel conta com três opções para as beiradas: Lucas, Fernandinho e Osvaldo. A alternativa mais indicada, na minha opinião, é o 4-2-3-1, com Wellington e Cícero (ou Maicon, Casemiro, Denilson) de volantes, Lucas na ponta direita, Osvaldo na esquerda e Luis Fabiano na referência.

No Shakhtar Jadson atuava pelo centro dum 4-2-3-1, há vários anos, por sinal. Talvez por isso o 10 se sentiria mais à vontade neste esquema, com dois homens abertos e o centroavante. Evidente que é cedo para julgá-lo, e posso estar redondamente enganado. Mas creio que este esquema iria favorecer seu jogo.

Contudo o fato é que, hoje, o Corinthians está alguns degraus acima do São Paulo. Pelo entrosamento, pela continuidade, pelo elenco, pela comissão técnica.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

O primeiro jogo de Jadson

Léo, Edson Silva, João Filipe, Casemiro, Denilson, Rafinha e Fernandinho. Esse foi o banco do São Paulo no jogo contra a Ponte Preta, nesse domingo.

No ataque, Leão escalou Willian e Lucas. Na defesa, Piris, Paulo Miranda, Rhodolfo e Bruno Cortez. E no meio-campo, em losango, Wellington, Maicon, Cícero e Jadson.

Quando Jadson foi contratado previ a equipe no 4-2-3-1 (veja aqui). No entanto, em Campinas, na estreia do camisa 10, o treinador tricolor optou pelo 4-4-2.



No começo do campeonato, segundo li, Leão estava jogando com Lucas na ponta direita, Fernandinho na esquerda e Luis Fabiano na referênccia. Talvez Fernandinho não tenha agradado, forçando o técnico a mexer no esquema tático.

A questão agora é: com Jadson, o esquema titular será esse 4-4-2 em losango mesmo, ou o 4-2-3-1 com Lucas e Osvaldo/Fernandinho (Nilmar, se vier/viesse) nas beiradas.

Particularmente prefiro o segundo. É verdade que o setor da meia-chanca fica mais forte no primeiro. Mas no 4-2-3-1 Wellington tem mais presença ofensiva. Além de se jogar com três atacantes (dois pontas e um centroavante), da maneira como Jadson atuou no Shakhtar nas últimas cinco temporadas.

domingo, maio 08, 2011

Neymar jogou por Ganso

Jogos como o deste domingo viabilizam a máxima de Carlos Alberto Parreira: o gol é só um detalhe. Baita 0 a 0 no Pacaembu.

No primeiro tempo a partida talvez tenha sido morna e equilibrada, é verdade. Mas na segunda etapa, graças ao futebol de Neymar, o confronto ganhou brilho e emoção. Ironicamente, após a saída de Ganso.

Sem o camisa 10 no gramado, o 11 assumiu o protagonismo com frieza e categoria, jogou pelos dois, e fez um segundo tempo irretocável.

Quando digo que jogou pelos dois, porém, não me refiro à parceria entre eles ou à alguma conversa no vestiário do tipo 'fica tranquilo, brother, vou jogar por você.' Quando digo que jogou por Ganso, me refiro à função que Neymar desempenhou nos últimos 45 minutos.

Quem entrou na vaga/posição do lesionado armador foi Alan Patrick, uma boa opção de Muricy, aliás. Todavia quem ficou encarregado pela armação foi Neymar. Que, originalmente aberto pela ponta esquerda, iniciou várias jogadas, ora abusando do talento individual, como de praxe, e ora servindo os companheiros (em especial Alex Sandro e Alan Patrick), suportado por sua visão e qualidade no passe.

Se ficar fora contra o Once Caldas, na quarta-feira, é óbvio que Ganso fará falta. E eu sei que na Libertadores o buraco é mais embaixo. Contudo, como ocorreu diante do Corinthians, a ausência de Paulo Henrique pode ser suprida pelo outro craque da Vila.

sexta-feira, março 11, 2011

Time do São Paulo é promissor

Carpegiani adota o 4-4-2 em linha desde o final do ano passado.

Confesso que gostaria de ver como a equipe reagiria a um 4-2-3-1 com Lucas pelo centro, porém entendo que o esquema em vigor no Tricolor é promissor.

Pelos seguintes: a dupla de volantes (Jean e Casemiro) tem grande poder de marcação e sabe jogar com a bola no pé; os asas, ou wingers (Ilsinho e Lucas) têm velocidade e habilidade; Dagoberto, na maré boa, é um excelente atacante de movimentação; e Willian está longe de ser o referência-poste que "só" sabe fazer gol ou atuar de costas. É qualificado para trabalhar longe da meta adversária.

No 2 a 0 sobre o Ituano, nesta quinta-feira, a distribuição foi essa, pelo menos no segundo tempo (não vi o primeiro). Casemiro entrou no intervalo, no lugar de Wellington, e o canhoto Marlos entrou na vaga de Ilsinho lá pelos vinte e poucos da etapa final, para preencher a mesma posição.



Admiro a convicção de Paulo César Carpegiani e reconheço que sua ideia está dando/pode dar certo ao longo da temporada. Contudo, ainda assim, para mim Lucas poderia contribuir mais se ocupasse a faixa central do gramado, entre dois ponteiros e atrás de um 9.

Também confesso que estou curioso e ansioso para ver como Mano irá utilizá-lo no amistoso contra a Escócia. Minha aposta é que o são-paulino jogará à frente de Lucas e Ramires, atrás de Pato, entre Neymar e Elano. Pensei em Jadson, em princípio, mas mudei de opinião com a ajuda dos comentários do post anterior.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Rivaldo, livre para jogar

A melhor hora para se decifrar um sistema tático é no tiro de meta adversário. O plano da câmera se abre e o posicionamento de cada jogador fica mais nítido.

No caso do São Paulo, quando está sem a bola, a equipe se estrutura com duas linhas de quatro e dois atacantes. Já quando está com ela, Fernandinho avança em diagonal, Ilsinho sobe e Rivaldo recua para organizar o jogo.



Essa movimentação garante ao time uma variação para o 4-2-3-1, com o camisa 10 na armação, o 77 e o 12 nas beiradas e Dagoberto na frente. Só não gosto tanto de classificar o esquema como tal porque em momento algum o 25 fez o papel da chamada referência. Mas isso é o de menos.

O importante é destacar a liberdade do estreante da noite. O três oitão pôde circular por todos os cantos do campo, cair pelo lado esquerdo, recuar para criar e se infiltrar na área para finalizar. Foi contra o Linense, e provavelmente será durante a temporada, a liderança técnica do Tricolor.

E quando o Sul-Americano Sub-20 terminar, é bem possível que esta estrutura seja mantida, com Casemiro na posição de Zé Vitor e Lucas na de Ilsinho (para meu desagrado).

quinta-feira, agosto 05, 2010

Faltam dois terços para o ciclo

Me parece que alguns jogadores não têm noção de sua grandeza, nem do que representam para seu clube e sua torcida.

É evidente que Pará tem sua importância, Durval e Dracena também, Arouca e Wesley mais ainda, Marquinhos, Robinho, André e etc idem. Contudo não há dúvida de que o sucesso do Santos dentro de campo passa principalmente pelos pés de Ganso e Neymar.

O sucesso, aliás, tem seu preço: empresários e gigantes da Europa querendo levar o talento brasileiro a todo custo para o Velho Mundo. Caso a multa rescisória seja paga, tudo bem, o Peixe nada pode fazer. Caso contrário, deve segurar.

O ciclo desta nova geração santástica completou nesta quarta-feira, no Barradão, apenas um terço de sua finalidade. Em um semestre o time comandado por Dorival Júnior levantou a taça do Paulista e a Copa do Brasil, no entanto há ainda dois semestres pela frente: o do Brasileirão e o da Libertadores.

Robinho e André não estão mais na Vila, mas nem por isso as chances estão reduzidas. Keirrison - o logo mais reserva de Pato na Seleção, anote aí - é um substituto mais que à altura do negociado com o Dínamo de Kiev. Já para o lugar de Robinho, ou Júnior irá mudar o esquema e colocar Marquinhos no meio-campo, ou irá encontrar outro ponteiro no elenco e manter o 4-3-3.

Seja como for, a possibilidade desta turma construir uma história inesquecível e conquistar a Tríplice Coroa em 2010 é enorme. E com mais experiência, no ano que vem, os Meninos podem erguer a Copa Libertadores, algo que não ocorre desde o bicampeonato de 62 e 63. Mas, claro, para que este sonho real se materialize, e para que eles sejam eternizados nos corredores da Vila Belmiro, num patamar semelhante ao de Pelé e Coutinho, Ganso e Neymar devem ficar até a metade da próxima temporada. Só espero que eles, em especial o mais jovem, tenham consciência disso.

segunda-feira, maio 03, 2010

Camisa nota dez

Ganso me lembrou Denílson contra a Turquia em 2002. Apenas pelo fato de prender a bola no campo de ataque e fazer o tempo passar.



Não é exagero dizer que, contra o Santo André, Paulo Henrique levou o time nas costas. A assistência genial para o segundo gol de Neymar fica em segundo plano, perto do que ele fez no segundo tempo.

Apontar suas qualidades é chover no molhado. Não há dúvidas de que se trata do melhor camisa 10 do Brasil. E se você não considerar o Kaká um camisa 10, um meia clássico (muitos não consideram), pode-se afirmar, sem medo de errar, que Ganso é o melhor 10 brasileiro da atualidade, aqui e lá fora (talvez, superior a Alex).

domingo, abril 25, 2010

Polivalência em prol do Peixe

Santo André e Santos jogaram no 4-4-2. Um com dois volantes e dois meias, o outro com um volante e três meias. Embora voltasse para acompanhar o meia-esquerda adversário quando o time estava sem a posse da bola, o polivalente camisa 9 alvi-negro pode ser classificado como tal.



Gil e Alê bateram de frente com Marquinhos e Ganso, enquanto Braquinho e Bruno César, em regra, foram marcados por Arouca e Wesley (quando este avançava pelo corredor da direita, o 5 ficava e centralizava).

Na etapa final, aos 30 minutos, Pará foi substituído por Madson, que entrou para atuar na ponta esquerda. A partir de então o Peixe se postou no 4-3-3, com Robinho na ponta direita, André na referência, Wesley na lateral direita, e Arouca, Ganso e Marquinhos no meio-campo.

Mais de Santos André 2 x 3 Santos em Goal.

segunda-feira, abril 12, 2010

A visão de Neymar

"O Robinho é diferente do Neymar. O Robinho dribla em velocidade. É completamente diferente. O Neymar não é veloz, mas é muito técnico, arma muito bem o jogo. Acho que ele vai emplacar como meia-atacante".

Esta declaração foi dada por Zito, ídolo e gerente de futebol do Santos, no início de 2009, quando Neymar começava a fazer seus primeiros jogos entre os profissionais, no time treinado por Vagner Mancini.

Passado um ano, a previsão de Zito não se confirmou por completo, principalmente no que diz respeito ao posicionamento do menino da Vila. No 4-3-3, Neymar é ponta-esquerda. No 4-4-2, é segundo atacante.

No entanto, de fato, ele tem a visão de jogo dos grandes camisas 10. Não é um armador da estirpe de Paulo Henrique Ganso, por exemplo. Mas faz a leitura das jogadas como poucos, a exemplo do lance do segundo gol do Peixe sobre o São Paulo, neste domingo.

Quando parecia que não havia opções, Neymar encontra, ou melhor, cria um espaço entre dois são-paulinos e toca de trivela para o centroavante marcar. Detalhe: ele não ergue a cabeça para ver a entrada de André por trás da zaga. Nota-a com a visão periférica. Jogada, a meu ver, genial.

Se não bastasse ter os olhos e o raciocínio afiados, Neymar tem talento para pôr em prática, com precisão, o que trama na mente.

sábado, abril 10, 2010

Pré-jogo do San-São

Em alguns momentos do jogo contra o Santo André, o São Paulo se posicionou no 4-4-2 em linha, com Marlos aberto na direita.

Se Dorival Júnior optar pelo 4-3-3 em triângulo invertido (um volante e dois meias), imagino eu que Ricardo Gomes irá adotar as linhas de quatro.



Nesta estrutura tática, Rodrigo Souto e Hernanes bateriam de frente com Marquinhos e Ganso, e Arouca ficaria na "sobra", na marcação de ora Dagoberto, ora Marlos.

Se houver o deslocamento por parte do camisa 5 alvi-negro para marcar o 16 tricolor, um clarão à frente da zaga santista pode ser aberto. Neste caso penso que caberia a Ganso e Marquinhos não deixarem Hernanes e Rodrigo soltos, e a um dos zagueiros encostar em Dagoberto.

Quando o Santos atacar, por sua vez, Marlos e Jorge Wagner têm um papel defensivo importante: fechar os lados do campo e combater os pontas, os meias ou os laterais do Peixe.

Na verdade, creio que estas formações sejam mais prováveis na partida de volta, na Vila Belmiro. No entanto não vou me surpreender se aparecerem no Morumbi. Teorias à parte, a bola rola na prática às 16h deste domingo, horário de Brasília.

segunda-feira, março 29, 2010

Timão caminha passo a passo

Confesso que fico com o pé atrás quando vejo alguém cobrar um futebol em altíssimo nível em pleno mês de março. Exceção feita ao Santos, nenhum time convence a essa altura da temporada.

Se jogar bem, legal. Se não, tudo bem também. O ápice do Corinthians (e do São Paulo), por exemplo, tem de ser atingido no mata-mata da Libertadores, e não na fase classificatória do Paulista.



No 4 a 3 sobre o Tricolor, no Pacaembu, o time de Mano Menezes fez, provavelmente, sua melhor partida no ano. O de Ricardo Gomes, em menor escala, em função da força do adversário, vá lá, idem.

Não adianta querer dar o passo maior que a perna. Claro que há um limite, um prazo a ser cumprido. Porém aos poucos a equipe ideal é encontrada, e a evolução ocorre naturalmente.