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quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Top 10 elencos do Brasil 2016

A discordância é livre.

1. Sociedade Esportiva Palmeiras



2. Clube Atlético Mineiro



3. Cruzeiro Esporte Clube



4. Sport Club Corinthians Paulista



5. Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense



6. São Paulo Futebol Clube



7. Clube de Regatas do Flamengo



8. Fluminense Football Club



9. Sport Club Internacional



10. Santos Futebol Clube



PS: Os esquemas táticos das pranchetas acima, as ordens de titularidade e as distribuições dos jogadores naturalmente não devem estar 100% corretas. Sem falar em um ou outro atleta que possa ter ficado de fora.

quinta-feira, abril 02, 2015

Por que o Corinthians é o favorito

Nas quatro vertentes do esporte, o Corinthians 2015 tem sobrado. Estamos entrando apenas no terceiro mês da temporada, eu sei, contudo me parece evidente que o Corinthians tem sobrado técnica, tática, física e mentalmente. Por essas e outras, o time treinado por Tite assume o papel de favorito em todas as competições que disputa (Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil). Se vai ganhá-las ou não, são outros quinhentos.

São outros quinhentos porque no mata-mata tudo pode acontecer. Qualquer um pode morrer e qualquer um pode sobreviver ao mata-mata. Nos pontos corridos a projeção é mais fácil, por motivos óbvios. Já no mata-mata, não. Portanto seria muita pretensão da minha parte, ou burrice mesmo, querer cravar que o Corinthians ganhará essa Libertadores. Dito isso, ainda assim, graças ao seu desempenho dentro de campo – e ao desempenho de seus concorrentes –, me parece nítido que o Corinthians assume a condição de principal candidato ao título. Por vários motivos.

Os dois principais motivos: a tática e a cabeça. Nenhum outro time do torneio (e isso se aplica a todas as outras equipes brasileiras, na Libertadores ou não) tem mostrado tamanho nível de concentração. Aliás, desde que voltou a trabalhar, Tite tem batido bastante na tecla da concentração. Basta prestar atenção em suas entrevistas. E essa exigência pela concentração, pelo foco total durante todo o tempo, tanto no treinamento quanto no jogo, tem refletido no campo. Ao contrário do que se vê por aí, os atletas comandados por Tite têm se mostrado extremamente concentrados no que estão fazendo, sem falar na confiança adquirida. Por isso, no quesito emocional do esporte, o Corinthians de Tite tem sobrado.

E tem sobrado também taticamente. Até no Brasil, onde a questão tática é chutada para escanteio, em função da ignorância da imprensa e da torcida, as pessoas têm se dado conta disso, têm se dado conta de que o Corinthians está sobrando taticamente. Embora para muitos jornalistas da TV 4-1-4-1 seja linha de ônibus, embora para muitos jornalistas a parte tática é um saco, pois lhes faltam conhecimento para discutir sobre, há um certo consenso na mídia de que o Corinthians de Tite está bem acima dos demais taticamente. E isso se vê dentro de campo, até aos olhos menos atentos. Ou seja, no quesito tático do esporte chamado futebol, a equipe treinada por Tite tem sobrado, com suas aproximações, sua compactação, sua ocupação de espaço, sua sincronia, sua troca de passes e etc.

Em relação aos outros dois aspectos do esporte chamado futebol – físico e técnico – o Corinthians também tem se destacado. Palmas para o preparador físico Fabio Masseredjan, e obviamente, palmas para os jogadores. Palmas para Jadson e Emerson, os caras das beiradas do 4-1-4-1 de Tite. Palmas para Guerrero, o centroavante matador multifuncional. Palmas para Renato Augusto e Elias, os dois interiores, que jogam à frente de Ralf, e que têm feito a diferença pela faixa central, em especial Elias, o volante do momento. E assim por diante. Quer dizer então que o Corinthians virou o melhor time do mundo, Carlão? Não. Do mundo, não. Mas do Brasil, com certeza. E talvez do continente. Por essas e outras, tornou-se o favorito ao título da Libertadores (e do Brasileirão e da Copa do Brasil). Mérito de quem alia conhecimento e trabalho, pois trabalho sem conhecimento leva à estagnação. Em outras palavras, palmas para Tite.

terça-feira, fevereiro 24, 2015

As alternativas sem Jadson

Não vamos exagerar. Jadson é um ótimo jogador, mas está longe de ser imprescindível ao Corinthians. Vale a pena lembrar que ele só virou titular porque Lodeiro foi para o Boca. É verdade que seu desempenho contra Once Caldas e principalmente São Paulo foi excelente. Porém o mais novo jogador do futebol chinês está longe de ser uma peça vital ao esquema tático de Tite. Esquema esse que agora pode ter um winger de ofício pela extrema direita. Ou não.



Tite pode manter o 4-1-4-1, deslocando Renato Augusto para a posição de Jadson, aberto à direita (não é novidade para ele, atuou por ali nos tempos de Leverkusen e no próprio Corinthians), e colocando Cristian ou Petros ao lado de Elias, pela faixa central (Ralf atrás da linha de quatro do meio campo e Guerrero à frente dela). Ou pode simplesmente pôr Malcom ou Mendoza na de Jadson, à direita, sem mexer no posicionamento de Renato Augusto. Na primeira opção, a equipe continuaria com um dito meia pela beirada (Renato), enquanto na segunda a equipe contaria com um dito jogador de beirada pela beirada (Malcom) – sem falar que Renato seguiria pelo corredor central, onde em tese rende mais. Em outras palavras, a segunda opção me parece a mais apropriada.

Sem Jadson, outra alternativa seria mudar de esquema tático – duvido, sem tanta convicção, que irá ocorrer, mas não custa nada citar. Tite poderia trocar o 4-1-4-1 pelo 4-4-2 em linha, com nada mais nada menos que Vagner Love e Paolo Guerrero no ataque (convenhamos, uma baita dupla de ataque). Dessa forma, Ralf e Elias formariam a dupla de volantes, Renato iria à direita (não é novidade para ele) e Emerson seguiria na praia dele, a ponta esquerda. Um time com duas disciplinadas, sincronizadas e compactadas linhas de quatro, além de dois atacantes que sabem trabalhar por toda a extensão do setor ofensivo e, acima de tudo, que sabem balançar as redes. Quando Love foi anunciado, aliás, foi assim que projetei o time (veja aqui).

Sim. Jadson é um ótimo jogador. Mas não é fundamental ao Corinthians. Não tenho dúvidas de que Tite já sabe o que fazer daqui para frente sem ele. E não tenho dúvidas de que, seja no 4-1-4-1 ou no 4-4-2, com Love, Cristian, Petros, Malcom ou Mendoza na vaga do ex-camisa 10, o Corinthians tem tudo para ir longe na Libertadores. Se vai ganhar ou não são outros quinhentos, pois mata-mata é mata-mata. Contudo, entre os participantes brasileiros da competição continental, o Corinthians de Tite me parece o mais preparado. Mesmo sem Jadson.

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Palmas para Tite e vaias para Muricy

Nos últimos dois meses, Tite fez mais pelo Corinthians do que Muricy fez pelo São Paulo nos últimos dois anos. Mais ou menos isso. No clássico disputado na Arena, nesta quarta-feira, válido pela primeira rodada da fase de grupos da Libertadores, essa diferença ficou nítida, quando o time treinado por Tite deu um banho no time treinado por Muricy, em especial nos quesitos tático e emocional do esporte. No que diz respeito à distribuição tática das peças, à estratégia, à proposta de jogo (e sua aplicação) e à concentração, o time de Tite superou o de Muricy com facilidade. A vitória corinthiana por 2 a 0 reflete fielmente o que foi a partida.



Não quero ser imediatista. Não pretendo julgar o trabalho de Muricy, nem de Tite, por apenas um jogo. Não vou endeusar Tite, nem crucificar Muricy, pelo jogo desta quarta. No entanto, se você pensar que Muricy está no São Paulo desde setembro de 2013, e que Tite voltou esses dias ao Corinthians, em tese o São Paulo deveria estar bem melhor que o Corinthians. Em tese o São Paulo deveria se encontrar num nível de evolução muito mais avançado que o Corinthians. Na prática, todavia, o que se viu foi o contrário. O que se viu foi a equipe que está sendo formada há menos tempo (Corinthians) muito mais completa do que a que vem sendo formada há mais tempo (São Paulo). E isso tem tudo a ver com o treinador. Palmas para Tite. Vaias para Muricy.

Pegue Jadson e Ganso, por exemplo. Personagens principais, por motivos óbvios: Jadson perdeu espaço no São Paulo após a chegada de Ganso e acabou negociado com o Corinthians, naquela transação que envolveu Alexandre Pato. A julgar pelo Majestoso desta quarta, você pode chegar à conclusão de que o São Paulo fez besteira, pois Jadson é melhor que Ganso, afinal o camisa 10 tricolor fez uma péssima partida e o camisa 10 alvinegro decidiu (uma assistência para Elias no primeiro tempo e um gol no segundo). Contudo é preciso ponderar que Jadson tem um time ao redor dele, ao passo que Ganso, não. E é aí que entra o dedo do treinador. Se Ganso não tem um time que funciona coletivamente ao seu redor, a responsabilidade é sim de Muricy, que está no cargo há quase dois anos. E se Jadson tem um time que funciona coletivamente ao seu redor, o mérito é sim de Tite, que está no cargo há quase dois meses. Ou seja, palmas para Tite e vaias para Muricy.

sábado, fevereiro 07, 2015

Possível Corinthians com Vagner Love

No 4-1-4-1 alvinegro não há espaço para Love e Guerrero. Sem chance. Duvido que Tite escale um deles – no caso, Love – numa das beiradas. Não faria sentido algum, principalmente por causa dos compromissos defensivos que a posição demanda. Portanto me parece evidente que, de duas, uma: ou Love chega para ser banco do Guerrero (4-1-4-1), ou o treinador vai mudar o esquema tático da equipe. Mais evidente ainda parece ser a saída o camisa 9 peruano, eu sei. Sem dúvida. Mas até lá, até a janela de verão da Europa, na metade do ano, há uma Libertadores no meio do caminho.

Diante do Once Caldas, na última quarta-feira, na Arena Corinthians, pelo jogo de ida da fase pré-grupos da Libertadores, Tite distribuiu o time num 4-1-4-1 com Ralf na cabeça de área, Jadson e Emerson nas beiradas, Elias e Renato Augusto por dentro, mais Guerrero no comando do ataque (isso até a expulsão de Guerrero, aos 26 minutos do primeiro tempo). Sem Malcom nem Cristian à disposição, esse foi o XI do meio para frente. Malcom, eu penso que será reserva mesmo. Já Cristian, não. Imagino que ganhe a vaga de Jadson. Agora, caso Love chegue para ser titular, tanto Jadson quanto Cristian devem ficar no banco. E o sistema tático deve ser outro.



Apostaria no 4-4-2 em linha. Na verdade, é até meio óbvio, né. O 4-4-2 em linha é a estrutura tática mais indicada para encaixar Love no time, para não dizer a única. A não ser que Tite queira manter o 4-1-4-1, com Love no banco de reservas, de fato o esquema com linha de quatro no meio de campo mais dois atacantes é o mais adequado. Mas para isso, Tite teria de abrir mão de um meio-campista. Teria de abrir mão de um homem no miolo da meiuca. Em vez de atuar com três (Ralf, Elias e Renato), atuaria com dois (Ralf e Elias, sendo Renato deslocado à beirada). Em princípio, a equipe perderia poderio defensivo num setor. Porém ganharia ofensividade noutro.

Há quem diga que Love e Guerrero não podem jogar juntos porque ambos são centroavantes. Eu discordo frontalmente. Não estamos falando aqui, por exemplo, de Barcos e Marcelo Moreno (Barcos até sabe jogar longe da área; já Moreno...). Estamos falando de Love e Guerrero, dois atacantes completos, que sabem ocupar todo o setor ofensivo com eficiência. Estamos falando de dois jogadores inteligentes e técnicos, que bem orientados e bem treinados, jamais ocupariam o mesmo espaço em campo. Saberiam dividir as funções meio a meio, sem baterem cabeça. Saberiam se revezar na referência e na complementação sem maiores problemas. E sem a bola, um deles (Love) voltaria para cercar o primeiro volante adversário, configurando assim um 4-4-1-1.

O que faz mais sentido? Entre o 4-1-4-1 com Love no banco e o 4-4-2 em linha com Love no campo, honestamente, não sei o que faz mais sentido. Um lado meu quer dizer que faz mais sentido Tite manter o 4-1-4-1 com Love no banco. Um XI mais coeso e seguro, com a zaga menos exposta. Meu outro lado, em contrapartida, não vê sentido em deixar Love no banco. Apesar do 4 a 0 sobre o Once Caldas no meio da semana, é sabido que os times de Tite não se destacam pelo número de gols marcados, e uma dupla com Guerrero e Love na frente poderia acabar com esse empasse, sem necessariamente escancarar o setor defensivo (as duas linhas de quatro ainda estariam lá, compactadinhas, firmes e fortes, quase impenetráveis). Honestamente, não sei o que faz mais sentido. Só sei que, seja como for, com Love no banco ou no campo, no 4-1-4-1 ou no 4-4-2, o fato é que o Corinthians vem forte na busca pelo bi da Libertadores.

terça-feira, janeiro 06, 2015

O novo ponta-esquerda do Timão

Faz mais sentido Dudu no Corinthians do que no São Paulo. Porque no Corinthians Dudu chega para ser titular absoluto, enquanto no São Paulo, disputaria uma vaga com Michel Bastos. Pois no 4-4-2 em linha de Muricy Ramalho, Ganso joga numa beirada, Denilson e Souza formam a dupla de volantes, e Michel Bastos atua na outra beirada. Posição que era ocupada por Kaká, e que hoje naturalmente é ocupada por Michel. E que seria, até que se prove o contrário, disputada com Dudu, caso ele fosse para o São Paulo.

Já no Corinthians, Dudu não tem tanta concorrência assim, uma vez que são poucas as opções do elenco alvinegro para a beirada. São poucos os atletas com características de winger. Diria que apenas Malcom (e Lodeiro). Ou seja, independente do esquema tático adotado por Tite (4-2-3-1 ou 4-1-4-1, por exemplo), Dudu chega para assumir o flanco esquerdo, região do campo por onde se destacou no Grêmio 2014. No São Paulo, o flanco esquerdo, que era de Kaká, até que se prove o contrário, hoje pertence a Michel Bastos.



Caso Tite opte pelo 4-2-3-1, a saída mais comum, penso eu, é a dupla de volantes composta por Cristian e Elias, e a linha de três por Petros, Renato Augusto e Dudu, além de Guerrero na frente. Petros?! Creio que sim. Mal comparando, pode ser que Petros seja o novo Jorge Henrique do Timão - o cara pela beirada para segurar o lateral mais ofensivo do time adversário. Agora, caso Tite tenha em mente uma alternativa mais ofensiva, Malcom e Lodeiro são as opções naturais à ponta direita, para compor a linha de três com Renato Augusto (faixa central) e Dudu (ponta esquerda).

Já num outro esquema tático (4-1-4-1), penso que Ralf seria o cabeça de área, com Cristian e Elias à frente dele, Dudu na ponta esquerda, Guerrero na referência e Renato Augusto na direita. Eu sei, Renato é mais meia do que winger, e consequentemente, com a bola, tenderia a buscar a faixa central. Mas sem ela, fecharia o flanco direito, algo que está acostumado a fazer. E dessa maneira, tanto Malcom quanto Lodeiro e Petros seriam reservas.

Seja como for, o fato é que Dudu faz mais sentido no Corinthians do que no São Paulo. Sem querer encher demais a bola do jogador, mas já enchendo, o fato é que o Corinthians “precisa” mais de Dudu do que o São Paulo, por uma questão de composição do plantel, por uma questão de carência da posição no elenco alvinegro. Carência relativamente suprida com a chegada de Dudu.

sexta-feira, outubro 03, 2014

Inter favoritaço à vaga na Libertadores

Às vésperas da rodada 26, faço questão de registrar o resultado dessa enquete. Só para comparar com o que vai acontecer ao término da 38ª rodada.

No exato momento o "G7" está assim (25 jogos cada): Cruzeiro 53 pontos, Internacional 47, São Paulo 43, Atlético-MG 43, Grêmio 43, Fluminense 40 e Corinthians 40.



O voto é secreto, mas faço questão de abri-lo: votei em Internacional, São Paulo e Fluminense, não necessariamente pela ordem.

Ah, e é importante lembrar que, se um time brasileiro vencer a Sul-Americana (Bahia, Vitória, São Paulo ou Goiás), o Brasileirão 2014 passa a oferecer três vagas à Libertadores 2015, e não quatro.

segunda-feira, agosto 11, 2014

Cruzeiro ilude seus concorrentes

A rodada 14 foi simbólica. Na verdade, foi ilusória. No fim de semana em que o todo-poderoso Cruzeiro ficou no zero a zero com o modesto Criciúma fora de casa, Internacional e Corinthians ganharam seus clássicos regionais e encostaram no líder na tabela. Mas encostaram apenas na tabela, uma vez que dentro das quatro linhas, no gramado, a distância do Cruzeiro para seus concorrentes diretos ainda é muito grande (distância que não deve ser tirada nessa temporada, sinto lhe informar). Basta analisar os desempenhos, e não os resultados, para chegar a essa conclusão.

Eu sei. Num país onde o resultado imediato sobrepõe-se ao jogo jogado, talvez eu esteja pedindo demais. Da minha parte querer que as pessoas (torcedores, jornalistas, etc) se atenham ao futebol e não ao resultado, é querer demais. Entretanto, como sou otimista e teimoso e jamais subestimo a inteligência alheia, insisto: com um pouquinho de racionalidade e visão crítica de campo e bola, pode-se perceber que, embora próximos do Cruzeiro na tabela de classificação, Internacional e Corinthians (e Fluminense, e São Paulo, e assim por diante) estão longe de jogar uma bola que se aproxime da do Cruzeiro. Por quê? Porque, entre outros motivos, Marcelo Oliveira está há mais tempo no cargo (veja bem: entre outros motivos).

De sábado para domingo, aliás, cheguei a tuitar: "Inter pode ganhar amanhã, ficar a 2 pontos, mas no fim das contas, a qualidade, o entrosamento e a regularidade da Raposa fazem a diferença." De fato, meio aos trancos e barrancos, o Inter ganhou do Grêmio no Beira-Rio e ficou a dois pontos do líder, na segunda colocação. Porém o futebol apresentado pelo time de Abel está distante do apresentado pelo time de Marcelo Oliveira (distância, como disse, que não deve ser tirada nessa temporada). E o mesmo raciocínio se aplica ao Corinthians de Mano, ao Fluminense de Cristóvão, ao São Paulo de Muricy... Portanto, embora no momento a distância na tabela seja pequena, não se iluda, meu caro: no campo e bola o Cruzeiro está bem à frente, e nos pontos corridos isso é determinante.

quinta-feira, maio 29, 2014

A briga do Corinthians

Petros tem sido escalado na beirada do campo. No 4-2-3-1 de Mano Menezes, a linha de três tem sido composta por ele, Jadson e Romarinho no outro lado, à frente dos volantes (Petros e Romarinho podem se alinhar a Ralf e Bruno Henrique, tem isso, há essa variação evidente do esquema tático em questão). Na fria noite desta quarta-feira, no Canindé, o camisa 40 atuou à esquerda e duelou com Ceará, o lateral-direito do Cruzeiro. Ele tem jogado bem. Talvez um dos melhores do time, se não o melhor. Porém, apesar da ótima fase, depois da Copa pode ser que ele vire reserva.



Quando Lodeiro puder jogar (já assinou?), acredito que ele assumirá a vaga justamente de Petros no XI inicial. Na minha visão o uruguaio chega para ser titular, chega para suprir a carência de wingers do elenco alvinegro, chega para acabar com o improviso. Embora o ex-Penapolense tenha se saído bem por ali, creio que ele pagará o pato.

Quanto a Renato Augusto (às vezes me esqueço de que ele está lá, confesso), se conseguir emplacar uma sequência de partidas - o que infelizmente é improvável -, pode ameaçar a posição de Romarinho (ou do próprio Lodeiro). Com todos bem técnica e fisicamente (o que é improvável, para não dizer impossível), imagino que não só Petros inicie no banco, mas também Romarinho. Já Jadson e Guerrero, claro, são intocáveis.

Assim como, claro, Elias. E pelas entrevistas do treinador, Elias chega para ser o segundo volante da equipe, sem muitas invenções. Ou seja, chega para formar a dupla com o primeiro, no caso, Ralf. Chega para cumprir uma função que nenhum outro atleta do plantel corintiano tem condições de cumprir, a de válvula de escape pela faixa central, de condução de bola, de infiltração na área, que Elias faz como poucos no Brasil.

Seja como for, na minha projeção o Corinthians briga no topo da tabela. Briga pelo G4. Não digo que briga pela taça porque essa praticamente já tem uma mão da Raposa (os concorrentes diretos da Raposa, aliás, só vão conseguir bater de frente com ela de verdade no Brasileirão do ano que vem - isso se seus treinadores forem mantidos). Mas que briga por uma vaga na próxima Libertadores, via pontos corridos, não tenho dúvida de que o Corinthians briga. E as chances de conquistá-la não são pequenas, não. São grandes. E a vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, na 8ª rodada, é significativa.

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

A troca é boa para todo mundo

O Corinthians precisa mais do Jadson do que o São Paulo do Pato. Partindo do princípio de que Osvaldo e Pabón serão titulares, o ex-corintiano chega para brigar por posição com Luis Fabiano. Já o ex-são-paulino chega para assumir o papel de criação pela faixa central do gramado, posição e função carentes desde a temporada passada. No novo time Jadson terá menos concorrência, já que Douglas foi para o Vasco, Danilo enfrenta um certo declínio na carreira e Renato Augusto, infelizmente, vive machucado.



Ele cometeu alguns erros (o mais simbólico, aquele pênalti contra o Dida), porém não foi o único. Na equipe de 2013, que não levava mas também não fazia gol, Pato virou bode expiatório. Nem mesmo Ibrahimovic ou Suárez faria gol, se jogasse naquela equipe defensiva de 2013, que sofria demais para criar as jogadas ofensivas (e é aí que entra Jadson). No entanto, Pato foi crucificado e, lamentavelmente, sua permanência se tornou insustentável. Em relação aos € 15 milhões pagos pelo Corinthians ao Milan, se ele arrebentar com a camisa do Tricolor (eu acredito), pode crer que não serão poucos os clubes europeus interessados no atacante, propensos a pagar um valor superior a esse. Lembre-se: Pato está emprestado ao SPFC até o final de 2015, e seu contrato com o SCCP vai até 2016.

"Pato e Guerrero não podem jogar juntos assim como Jadson e Ganso." Não gosto e discordo com força dessa afirmação. Mas se você gosta e concorda, relaxe, esse problema acabou. Quanto a supostas “dores de cabeça” para escalar o time, aliás, Muricy em tese terá mais do que Mano. Mano, que conhece Jadson desde os tempos da base do Inter, e quando era treinador da Seleção, convocou-o algumas vezes, deve torná-lo titular sem titubear. Muricy, em contrapartida, terá o desafio de fazer render Ganso e Pato juntos, dois atletas que não costumam sujar o calção, contudo dotados duma técnica ímpar (pós-Copa 2010, inclusive, eles eram apostas brasileiras, vide essa capa da Placar de julho daquele ano). Eu, particularmente, creio que vai dar certo, tanto Jadson no Corinthians quanto Alexandre Pato no São Paulo. Eu, sinceramente, remo contra a maré e a maioria: na minha visão a troca é boa para todo mundo (para ambos os clubes e jogadores).

quarta-feira, novembro 27, 2013

Mais vale na mão do que voando

Se amanhã chegasse uma proposta de, sei lá, € 20 milhões por Alexandre Pato, eu não venderia (a não ser se houvesse uma necessidade de ordem financeira). É sério. Futebol não se esquece, sou adepto dessa teoria, e acredito que jogadas como a do vídeo abaixo serão mais frequentes daqui pra frente, quem sabe num time coletivamente mais ofensivo que o de 2013, dizem treinado por Mano Menezes.

Assista para refrescar a memória:



Por mais que às vezes Pato pareça avoado dentro e fora de campo (e por mais que tenha custado €15m), na minha modesta visão ele merece sim uma "segunda chance", pois é precipitado julgar e cravar o sucesso ou o fracasso dum atleta por uma temporada apenas. Claro, cada caso é um caso. Mas no caso do atacante do Corinthians, não é hora de abrir mão.

domingo, outubro 20, 2013

Por que o Corinthians é meu favorito

No mata-mata não sobrevive o mais forte. Sobrevive quem não sofre gol em casa. Por isso penso que o time de Tite irá levantar a Copa do Brasil.

Veja bem, não estou cravando que o Corinthians vai sair classificado da Arena do Grêmio na quarta-feira, nem que vai passar por Inter ou Atlético-PR na semifinal e por quem vier do lado de lá da chave na final (Goiás, Vasco, Botafogo ou Flamengo). Mas se hoje eu fosse apostar no campeão da Copa do Brasil, apostaria no campeão do mundo.



Além da consistência defensiva, privilegiada pelo critério de desempate da competição, um dos fatores que deve potencializar o desempenho corintiano é a vaga na Libertadores. Claro, a vaga na Libertadores é a mesma para todos e todos querem a vaga na Libertadores. A vontade é a mesma. No entanto, devido ao alto investimento feito no clube do Parque São Jorge e devido à repercussão de seus jogos, acredito num algo a mais por parte do Timão (não me refiro à arbitragem, né). Tem mais: o Grêmio, por exemplo, está com a vaga na Libertadores via Brasileirão bem encaminhada. Caso seja eliminado na quarta, vai seguir firme nos pontos corridos e provavelmente vai terminar em segundo, classificando-se diretamente para a fase de grupos do torneio continental.

Outro ponto a favor do meu favoritismo atribuído ao Corinthians é o retorno de Guilherme e Renato Augusto. Embora o ritmo esteja longe do ideal - principalmente o de Renato, que depois de um longo período afastado voltou a jogar neste sábado, contra o Criciúma (jogou 45 minutos) - o ganho técnico com a presença deles é inegável. Em contrapartida, pelo menos para a partida contra o Tricolor, Cássio é desfalque. Um desfalque que, sem exagero, faz a diferença. Ainda assim, não somente em relação ao confronto das quartas de final, mas sim quanto à Copa do Brasil como um todo, por causa dos motivos aqui citados, apostaria no Corinthians. Claro, se vai ser campeão ou não, são outros quinhentos, pois estamos falando de futebol.

quarta-feira, setembro 04, 2013

Para refletir

Não quero tirar os méritos do Atlético-PR. Longe de mim. Palmas para a comissão técnica, que desde que assumiu está invicta (8 vitórias e 3 empates), e palmas para os jogadores, que têm mostrado seu talento e seu valor dentro de campo (além da torcida, que tem lotado a Vila Capanema).

No entanto confesso que tenho me feito uma pergunta ultimamente, e ainda não achei a resposta: até que ponto ter jogado o Campeonato Paranaense com o sub-23 tem pesado nessa brilhante campanha do Furacão?

Eu sei, tem atletas sub-23 na equipe de cima do Atlético. E é evidente que ao longo da temporada vários treinadores pouparam vários titulares aqui e ali, por vários motivos. Contudo, repare no número de partidas feitas até aqui pelos cinco primeiros colocados do Brasileirão, com seus times ditos principais, no ano de 2013.



Veja bem, não pretendo tirar uma conclusão definitiva com essa comparação. Seria precipitado afirmar isso ou aquilo. Trata-se de apenas uma temporada (que ainda não acabou), de uma amostra irrelevante para qualquer tentativa de comprovação. E antes de qualquer tipo de acusação, obviamente não estou defendendo a extinção dos estaduais nesse post.

Sempre lembrando dos méritos do Atlético dentro das quatro linhas, porém, apenas penso que cabe uma reflexão a respeito do nosso calendário, a respeito da nossa pré-temporada, a respeito do inchaço dos estaduais, a respeito das datas FIFA... Enfim, em respeito ao glorioso futebol brasileiro, cabe uma reflexão.

domingo, agosto 04, 2013

Por que Cruzeiro, Inter e Corinthians

Torneio de pontos corridos se ganha com elenco. Há exceções como o Flamengo de 2009, de Petkovic e Adriano, mas elas são raras. Em regra, sem um plantel qualificado e equilibrado, não se briga pelo título até o fim. Outro ponto um pouco menos relevante, porém fundamental, é a comissão técnica. Por essas e outras, passadas onze rodadas, Cruzeiro, Internacional e Corinthians são meus favoritos ao Brasileirão.

No caso do clube de Belo Horizonte, a força do elenco já foi testada e aprovada - graças também ao trabalho de Marcelo Oliveira. Em tese titulares na temporada, Ceará, Henrique (nem chegou a estrear, né?), Dagoberto e Borges ficaram no estaleiro (alguns ainda estão, não?) por um longo período, e mesmo assim o Cruzeiro se manteve no topo da tabela, com Mayke na lateral direita, Souza no meio campo, Luan na ponta esquerda e Vinícius Araújo na referência. Borges já jogou no sábado. Dagoberto também deve voltar logo, logo. E ainda tem o Júlio Baptista.

No caso do time de Porto Alegre, confesso que não morro de amores pelo trabalho de Dunga. No entanto o elenco colorado oferece várias possibilidades e permite altas expectativas. As chegadas de Alex e Scocco, dois titulares, colocam o Inter em outro patamar. Dois caras decisivos. E somam-se a esses dois quase craques nomes como D’Alessandro e Forlán, Juan, Muriel, os polivalentes Fabrício e Jorge Henrique, os volantes Ygor, Airton, Willians e Josimar, além de garotos como Otávio, Alan Patrick, Caio... Ah, e, se ficar, tem o Damião, né.

Já no caso do Alvinegro da capital paulista, reúne-se o crème de la crème. Porque, a meu ver, o Corinthians conta com o melhor elenco e o melhor treinador do campeonato. (Na verdade para mim o melhor treinador chama-se Mano Menezes, contudo Tite tem bem mais tempo de casa e isso faz diferença.) Apesar da saída de seu principal jogador (Paulinho), a equipe do Parque São Jorge deve brigar até a última rodada pela taça, basicamente porque tem um grupo experiente, entrosado, farto em quantidade e qualidade. Se os titulares forem esses que têm jogado (Ralf, Guilherme, Romarinho, Danilo, Emerson e Guerrero), na reserva tem apenas Pato e Renato Augusto, por exemplo.

E o Botafogo? Por que não entra nessa lista de três? E o Coritiba? Bom, primeiro porque para um deles entrar alguém tem de sair (sai quem?). E segundo porque, no quesito elenco, entendo que estão abaixo de Cruzeiro, Inter e Corinthians. Têm a cereja do bolo, cada um a sua: Seedorf de um lado, Alex do outro. Até o momento, talvez, não por acaso, os dois grandes destaques da competição. Entretanto com tantos jogos por vir, com as maratonas de quarta e domingo, e com a disputa paralela da Copa do Brasil e eventualmente da Sul-Americana, imagino que Botafogo e Coritiba percam o fôlego e acabem brigando seriamente "apenas" por vaga na Libertadores. Quanto ao Alvinegro Carioca ainda tem o agravante dos salários atrasados e a ausência de um lugar para chamar de seu (Maracanã?).

quinta-feira, maio 16, 2013

Alexandre paga o pato

Por que Pato tem ficado no banco? Não tão pura e simplesmente assim, porque Renato Augusto está fora. Tese de Paulo Calçade, pela qual eu confesso minha simpatia. Resumindo a grosso modo, porque Renato Augusto é dois em um, preenche o flanco direito e a faixa central com a mesma volúpia, cumpre diversas funções - virtude que facilita o encaixe entre Pato e Guerrero na frente. Não foi bem com essas palavras, mas foi assim que interpretei a colocação de Calçade.



Quando Pato foi anunciado pelo Corinthians (e Renato), a primeira coisa que me veio à cabeça foi: saem Emerson e Jorge Henrique, e o 4-2-3-1 dá lugar ao 4-4-2 em linha, com Pato e Guerrero formando a dupla de ataque de ofício (veja aqui). Lá pelas tantas, para minha expectativa, foi o que aconteceu. Na partida contra o Millonarios, no final de fevereiro, por exemplo, a formação teve Renato, Paulinho, Ralf e Danilo alinhados na meia cancha (confira aqui). O time estava jogado bem dessa maneira, sendo o ex-Leverkusen o principal destaque alvinegro. Até ele se machucar no fim de março.

Sem seu extremo-direito titular, Tite passou a jogar com Romarinho por ali. Que, diga-se, entrou muito bem. Ainda que com características diferentes das de Renato Augusto (o que acabou sobrecarregando Danilo na armação), tomou conta do corredor destro da equipe. Paralelamente a isso, contudo, Pato (que também ficou no estaleiro um tempinho) foi perdendo espaço para Emerson, e o 4-4-2 saindo de cena para o 4-2-3-1 velho de guerra voltar, com Romarinho, Danilo e Emerson na linha de três. Exemplos? A quarta de final do Paulistão contra a Ponte Preta, e a ida e a volta das oitavas contra o Boca.

A tese é pertinente. Talvez coletivamente a engrenagem não funcione sem sua peça-chave, chamada Renato Augusto. E quem paga o pato, no fim das contas, é Alexandre. Mas às vezes me pergunto se com justiça. Apesar de seu eventual ar blasé em campo, me pergunto se é justo que Alexandre pague o pato. Me pergunto se seu talento não pode, ou poderia, compensar a carência tática e técnica provocada pela ausência de Renato Augusto. Me pergunto se, mesmo sem Renato Augusto, ele não poderia ter sido titular na Bombonera e no Pacaembu, nos duelos com o Boca Juniors. Me pergunto se Tite não poderia ter aberto mão dum esquema seguro, solidificado, em prol da qualidade, do ponto de desequilíbrio chamado Pato...

Me pergunto, penso, e me respondo: sim, poderia.

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quinta-feira, maio 02, 2013

Tite assou Pato na Bombonera

O ponto ideal para ele comer a bola era desde o início. Começar desde o primeiro minuto, para ir engrossando o caldo no andar da carruagem. A equilibrada primeira etapa da peleja era um prato cheio para Pato nadar de braçada. Primeira etapa bastante brigada, é verdade. Mas com muitos espaços para os contra golpes.

Pato, no entanto, entrou em campo com 74 minutos de atraso, somente aos 29 do segundo tempo, quando o placar marcava 1 a 0 para os donos da casa. Ou seja: entrou quando o adversário estava inflamado por sua torcida, quando o jogo estava fervendo, pegando fogo. Resultado: não tocou na bola, e no frigir dos ovos, foi engolido pelo Boca.



Por que Pato ficou na reserva? Também gostaria de saber. Será que está sendo poupado? Mas por quê? Para quê? Pois é. Não entendo. A conclusão que acabo chegando é que Tite está apoiado em seus conceitos, seus "mandamentos", que privilegiam os caras com mais cancha no clube - e que estão, justiça seja feita, em ótima fase. No caso, Emerson (e Romarinho).

Concordo. Difícil abrir mão da experiência e da raça de Sheik num jogo dessa magnitude. Mas se tivesse de ser Emerson e mais dez na Bombonera, que Romarinho pagasse o pato, então (apesar de sua bela atuação). Talvez a melhor alternativa fosse tê-lo guardado para a etapa final, deslocado o camisa 11 para a beirada, e colocado Pato na movimentação do ataque, com Guerrero na referência.

Claro. Falar depois da derrota consumada é mais fácil. No entanto ainda não encontrei um argumento convincente para o ex-Milan, revelado pelo Internacional, ficar na reserva do Corinthians, na Copa Libertadores 2013.

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quarta-feira, abril 17, 2013

Top 20 da Forbes

A Forbes publicou em seu site, nesta quarta-feira, a lista dos 20 clubes de futebol mais valiosos do mundo. A Inglaterra lidera com 7 times; em segundo vem a Alemanha com 4, a exemplo da Itália; depois, também empatadas, França e Espanha com 2; e por fim, o Brasil com 1, o único representante não-europeu.

Confira:

1. Real Madrid - $ 3,300 bilhões
2. Manchester United - $ 3,165 bilhões
3. Barcelona - $ 2,600 bilhões
4. Arsenal - $ 1,326 bilhões
5. Bayern - $ 1,309 bilhões
6. Milan - $ 945 milhões
7. Chelsea - $ 901 milhões
8. Juventus - $ 694 milhões
9. Manchester City - $ 689 milhões
10. Liverpool - $ 651 milhões
11. Tottenham - $ 520 milhões
12. Schalke 04 - $ 498 milhões
13. Borussia Dortmund - $ 456 milhões
14. Internazionale - $ 401 milhões
15. Olympique Lyonnais - $ 368 milhões
16. Corinthians - $ 358 milhões
17. Napoli - $ 330 milhões
18. Hamburgo - $ 300 milhões
19. Olympique de Marseille - $ 285 milhões
20. Newcastle - $ 263 milhões

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domingo, março 31, 2013

quinta-feira, março 07, 2013

Quem melhor se reforçou?

Não quero brincar de oportunista por causa do resultado desta quarta-feira, no Engenhão (não vi o jogo). Mas me ocorreu que, ao contrário dos rivais brasileiros na competição, o Fluminense não contratou nenhum titular de ofício.

Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Deco e Jean; Wellington Nem, Fred e Thiago Neves. Apesar das variações táticas (4-2-3-1, 4-3-3, 4-4-2), no fim das contas é esse o onze inicial do campeão brasileiro de 2012 na Libertadores de 2013.

Quanto ao vice-campeão brasileiro, um novo nome de peso, velho conhecido da torcida: Diego Tardelli. Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Júnior César; Pierre, Leandro Donizete; Diego Tardelli, Ronaldinho, Bernard; e Jô. Em regra, distribuídos no 4-2-3-1.



Quando pensamos no São Paulo, entra em campo um asterisco: Paulo Henrique Ganso. Praticamente não jogou no ano passado, porém foi contratado em 2012, acabou estreando em novembro contra o Náutico. Hoje, encontra-se no banco, por decisão de Ney Franco. Portanto, pode-se dizer que somente Lúcio (e Aloísio?) entram na categoria "novos titulares". Que no caso do tricolor paulista, no 4-2-3-1, são Rogério Ceni; Douglas, Lúcio, Toloi e Cortez; Wellington, Denilson; Aloísio, Jadson, Osvaldo; e Luis Fabiano.

Já o alvinegro da mesma cidade, dono dos cinturões do continente e do planeta, investiu alto (e certeiro). Renato Augusto, Alexandre Pato e Gil. Gil, aliás, deu sorte porque Chicão se machucou e ele logo entrou na equipe. Renato e Pato tiveram de esperar um pouco mais, mas hoje ("demorou") já são considerados titulares. No 4-4-2 em linha o Corinthians alinha Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Renato Augusto, Paulinho, Ralf e Danilo; Guerrero e Pato.

Fluminense contratou nem um titular, Atlético um, São Paulo dois (com Aloísio), Corinthians três, e Grêmio... cinco. Nada menos que cinco atletas chegaram a Porto Alegre com vagas garantidas, nem precisou de flanelinha. São eles: Dida, Cris, André Santos, Vargas e Barcos. A força máxima que bateu o Flu e o Caracas com muita autoridade, e que tem tudo para crescer no torneio, atende por Dida; Pará, Werley, Cris e André Santos; Elano, Fernando, Souza e Zé Roberto; Vargas e Barcos (4-4-2 em linha).

Com todo respeito à entidade, à torcida, à comissão técnica, aos jogadores e aos cartolas, nessa Libertadores o Palmeiras é meio que café com leite - pura e simplesmente em função do processo delicado de transição pelo qual tem atravessado (rebaixamento, reformulção dentro e fora das quatro linhas, etc). Ainda assim, para registro, cinco (e Souza?) são os novos titulares: Fernando Prass, Weldinho, Marcelo Oliveira, Vilson e Kleber. No 4-2-3-1 'torto', como define André Rocha (valeu pelos links!), Prass; Weldinho, Henrique, Maurício Ramos e Marcelo Oliveira; Vilson, Márcio Araújo; Welsey, Valdivia, Vinicius; e Kleber.

É pretensão demais querer afirmar que esse é o onze desse, aquele é o onze daquele, que fulano é banco e beltrano é titular absoluto. Eu sei. Contudo a essa altura do campeonato (estamos na 3ª rodada da fase de grupos) talvez já seja possível identificar a preferência dos treinadores.

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quinta-feira, fevereiro 28, 2013

A briga pela artilharia alvinegra

"Na frente, Pato e Guerrero resolveram. Como uma típica dupla de ataque tão rara em tempos de domínio do 4-2-3-1 e do 4-3-3. A última marcante nas principais ligas do mundo foi Dzeko e Grafite no Wolfsburg campeão alemão da temporada 2008/09."

Tem razão André Rocha no Olho Tático.



De bate-pronto lembro de outras duplas da atualidade, como Suárez e Sturridge (Liverpool), Ibrahimovic e Lavezzi (PSG) e Vargas e Barcos (Grêmio). Todas equipes postadas no 4-4-2 em linha. E em todas elas sem uma regra, sem o centroavante de ofício e o segundo atacante definitivos. O revezamento das funções, em todos times citados, é flagrante.

A diferença é que nelas um deles sempre se destaca com mais gols. Suárez, Ibrahimovic e Barcos costumam balançar as redes com mais frequência que seus companheiros, enquanto no Timão a tendência é que Pato e Guerrero disputem pau a pau topo da tabela de artilharia do clube (e quem sabe do campeonato), a exemplo de Dzeko e Grafite no Wolfsburg.

Se imaginarmos que os alvinegros farão, sei lá, cerca de 80 partidas na temporada (Paulistão, Libertadores, Recopa, Brasileirão e Copa do Brasil), podemos projetar sem medo de ser feliz que Pato e Guerrero juntos garantirão, no mínimo, 60 gols em 2013 (claro, desde que nenhum deles fique no estaleiro por um tempo e que tenham sequência).

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