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quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Top 10 elencos do Brasil 2016

A discordância é livre.

1. Sociedade Esportiva Palmeiras



2. Clube Atlético Mineiro



3. Cruzeiro Esporte Clube



4. Sport Club Corinthians Paulista



5. Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense



6. São Paulo Futebol Clube



7. Clube de Regatas do Flamengo



8. Fluminense Football Club



9. Sport Club Internacional



10. Santos Futebol Clube



PS: Os esquemas táticos das pranchetas acima, as ordens de titularidade e as distribuições dos jogadores naturalmente não devem estar 100% corretas. Sem falar em um ou outro atleta que possa ter ficado de fora.

terça-feira, janeiro 13, 2015

Dudu e Kelvin: quem segura?

Quando Dudu foi anunciado no último domingo, apressei-me a projetar um time com ele e outros jogadores recém-contratados pelo Palmeiras. Nele, acabei colocando-o na ponta direita, apesar de ter grifado "Dudu é ponta-esquerda e ponto final" no texto. Nessa projeção, para encaixar Zé Roberto na esquerda, sem descartar a inversão deles (leia o post no próximo link), desloquei Dudu à direita (veja aqui na prancheta). Novidades surgiram nas últimas horas, no entanto. E a chegada de um atleta em específico, noticiada nesta terça-feira, fez-me mudar de visão sobre o possível/provável Palmeiras.

Refiro-me a Kelvin. Ficou famoso por deixar Jesus de joelhos (relembre na abertura do vídeo abaixo). Ponta do Porto, brasileiro, 21 anos. Chega por empréstimo de uma temporada. O que me faz pensar que ele será titular. Não só por isso, mas em especial por suas características de velocidade e drible. Características semelhantes às de Dudu, inclusive, embora Kelvin me pareça mais agudo. Ou seja, os laterais aversários que se cuidem! Enfim. O fato é que Oswaldo tem em mãos dois belos wingers, dois excelentes jogadores de beirada, acima da média do futebol brasileiro. Um canhoto (Kelvin) e outro destro (Dudu). O que me leva a crer que o treinador irá adotar a tática dos pés opostos: canhoto na ponta direita e destro na ponta esquerda. Tática da qual sou adepto, por sinal.



A questão é: e Zé Roberto? Com Kelvin e Dudu nas pontas do suposto 4-2-3-1 alviverde, onde entra Zé Roberto? Porque, num primeiro momento, vejo Zé titularíssimo. Pelo menos no primeiro semestre do ano, honestamente, não consigo imaginá-lo fora do XI inicial. Você consegue? Bah. Eu juro que eu não. Logo, abrem-se, pelo menos na minha cabeça, três alternativas: ou Zé Roberto joga como meia-central, ou Zé Roberto joga como volante, ou Zé Roberto joga na lateral esquerda. Em outras palavras, Zé deve ser o curinga de Oswaldo. Quando Valdivia não estiver apto, ele pode formar o meio campo com Amaral e Gabriel (4-2-3-1 ou 4-1-4-1). Quando Valdivia estiver apto, ele pode formar a dupla de volantes com Amaral ou Gabriel (4-2-3-1). Ou, de preferência quando Victor Luis não estiver à disposição, Zé Roberto pode jogar na lateral. Isso tudo aos 40 anos. Resumindo: que homem!

Seja como for, com Zé na meia, na "volância" (odeio esse termo), na lateral ou no banco de reservas (se isso rolar ficarei bastante surpreso), o fato é que o Palmeiras está montando um plantel forte para os padrões nacionais. Não diria forte ao ponto de candidatá-lo ao título do Brasileirão 2015, mas forte ao ponto de visualizá-lo na briga por uma vaga na Libertadores 2016.

Claro. Trata-se de um início de trabalho. É preciso ter cautela. Não se pode empolgar. Outros concorrentes estão com o mesmo treinador há mais tempo, praticamente o mesmo elenco, até mesmo o mesmo XI, e isso significa uma baita vantagem. Ainda assim, vejo qualidade no trabalho de Oswaldo e nos jogadores que chegaram ao ponto de acreditar que o time ganhará corpo e engrenará a tempo de brigar por uma vaga no G4. Mas para tanto, Oswaldo precisará de convicção para definir o XI o quanto antes, para dar sequência a ele e para deixá-lo evoluir (lembre-se: sem convicção não há repetição, e sem repetição não há evolução). Quanto às possibilidades na Copa do Brasil... Bom. No mata-mata tudo pode acontecer.

domingo, janeiro 11, 2015

Possível Palmeiras 2015

Quero dar a mão à palmatória, primeiramente. Embarquei na onda. Acreditei na "notícia" de que Dudu tinha fechado com o Corinthians e não com o São Paulo, e publiquei isto. Uma análise sobre como fazia mais sentido Dudu no Corinthians do que no São Paulo. Basicamente por uma questão de elenco. No fim das contas, no entanto, nem Corinthians, nem São Paulo: Dudu fechou com o Palmeiras. Isso mesmo. Dudu fechou com o Palmeiras. Segundo PVC, por quatro anos.

Como disse no post intitulado “O novo ponta-esquerda do Timão” (Carlão trouxa), Dudu é jogador de beirada. É jogador de velocidade, de drible, de condução. É winger. Não é meia. Não é jogador de faixa central, de técnica, de passe. É de lado de campo. Minha dúvida só é de qual lado. A resposta deveria ser simples: lado esquerdo. Dudu é ponta-esquerda e ponto final. Contudo, com Zé Roberto na possível linha de três do 4-2-3-1 de Oswaldo de Oliveira, pode ser que Dudu passe para a ponta direita, para que Zé fique na esquerda (prancheta abaixo, com numeração fictícia). Porém essa projeção pode ser alterada se a opção pelo pé invertido ganhar força na cabeça do treinador, e o canhoto Zé Roberto for escalado à direita, para buscar o jogo por dentro e abrir o corredor para Lucas (e Dudu na dele, à esquerda).

Tudo isso com Valdivia atrás do nove.



Quando Valdivia não estiver à disposição (convenhamos, geralmente quase metade da temporada), aí sim a ponta esquerda deve ser toda de Dudu, com Zé Roberto no lugar do chileno, centralizado, e Allione na ponta direita. Isso, claro, partindo de dois princípios básicos: que Oswaldo vai utilizar o 4-2-3-1, e que Zé Roberto não jogará na lateral, posição onde atuou no Grêmio 2014, e que deve ser ocupada por Victor Luis no Palmeiras 2015. Dudu e Zé Roberto, aliás, foram talvez os dois principais jogadores de linha do time gaúcho no ano passado. Ambos agora no Palmeiras.

Seja como for, o fato é que Dudu é uma ótima contratação do Palmeiras. Vai preencher uma lacuna importante no plantel alviverde. Chega para assumir essa posição meio carente no futebol brasileiro, posição de lado de campo e de velocidade. E é novo. Completou 23 anos na semana passada. Ou seja, tem bola não só para o curto prazo, mas também para o longo. Chega para render frutos não só hoje, mas também amanhã. Pois se render o que dele se espera, pode gerar uma boa negociação no futuro. Se não para o centro da Europa, para os mercados periféricos.

Como tudo não são flores, só tem uma coisa: Dudu não é goleador. Seu faro de gol não é apurado. Raciocínio que também se aplica aos outros jogadores da linha de três. Em outras palavras, Oswaldo precisa desenvolver o coletivo com excelência para que o time não dependa de Rafael (ou Leandro) nesse quesito. Os volantes e os laterais serão essenciais no processo construtivo e de arremate. Porque não dá para esperar muitos gols dessa possível linha de três. Uma baita linha de três, diga-se de passagem, mas em tese sem tanto poder de finalização. Logo, o coletivo terá de ser bem trabalhado para que a artilharia seja bem distribuída. De qualquer forma, o fato é que o elenco de 2015 já é bem melhor que o de 2014.

sexta-feira, janeiro 24, 2014

Possível Palmeiras com Bruno César

Nos tempos de Corinthians, à época sob o comando de Adilson Batista, ele chegou a externar seu descontentamento. Ao ser deslocado para a beirada do campo, numa partida contra o Grêmio Prudente, revelou: "Não gosto de jogar assim, mas tenho que respeitar o treinador." Naturalmente, a maioria dos meias prefere a faixa central, e Bruno César não foge à regra. Contudo nem sempre é possível jogar na sua posição predileta. Às vezes ela já está ocupada por outro atleta. E no caso do Palmeiras, esse atleta é nada menos que Valdivia.



Sim, Valdivida vive machucado. Tem isso. Portanto é provável que Bruno César, emprestado pelo Al Ahli até o fim do ano, seja escalado mais vezes por dentro do que pela extrema (com Leandro e Marquinhos Gabriel abertos, por exemplo). No entanto, partindo do otimista princípio de que o chileno usará mais chuteiras do que chinelos nessa temporada, o ex-Corinthians e Benfica deve ser deslocado para o lado do 4-2-3-1 alviverde. No time português, aliás, ele geralmente era utilizado no canto e não no centro (veja aqui). Ou seja, não adianta: tem que respeitar o treinador.

Canhoto, Bruno César pode jogar tanto pela direita quanto pela esquerda. Particularmente, vide a prancheta acima, eu creio no camisa 7 à esquerda e no 38 à direita. São os treinos e os jogos, todavia, que irão dizer quem joga onde. Caberá ao treinador a decisão. De resto, resta saber quem será o primeiro volante, ao lado de Wesley, e se Wendel será mesmo o lateral-direito titular. De qualquer forma, o XI e o elenco do Palmeiras são animadores. Não se trata do melhor plantel do Brasil (esse pertence ao Cruzeiro), porém a expectativa é positiva, em especial no que diz respeito ao campo e bola, ao futebol apresentado pela equipe treinada por Gilson Kleina. Se algum troféu será ou não levantado no ano do centenário, são outros quinhentos.

quinta-feira, março 07, 2013

Quem melhor se reforçou?

Não quero brincar de oportunista por causa do resultado desta quarta-feira, no Engenhão (não vi o jogo). Mas me ocorreu que, ao contrário dos rivais brasileiros na competição, o Fluminense não contratou nenhum titular de ofício.

Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Deco e Jean; Wellington Nem, Fred e Thiago Neves. Apesar das variações táticas (4-2-3-1, 4-3-3, 4-4-2), no fim das contas é esse o onze inicial do campeão brasileiro de 2012 na Libertadores de 2013.

Quanto ao vice-campeão brasileiro, um novo nome de peso, velho conhecido da torcida: Diego Tardelli. Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Júnior César; Pierre, Leandro Donizete; Diego Tardelli, Ronaldinho, Bernard; e Jô. Em regra, distribuídos no 4-2-3-1.



Quando pensamos no São Paulo, entra em campo um asterisco: Paulo Henrique Ganso. Praticamente não jogou no ano passado, porém foi contratado em 2012, acabou estreando em novembro contra o Náutico. Hoje, encontra-se no banco, por decisão de Ney Franco. Portanto, pode-se dizer que somente Lúcio (e Aloísio?) entram na categoria "novos titulares". Que no caso do tricolor paulista, no 4-2-3-1, são Rogério Ceni; Douglas, Lúcio, Toloi e Cortez; Wellington, Denilson; Aloísio, Jadson, Osvaldo; e Luis Fabiano.

Já o alvinegro da mesma cidade, dono dos cinturões do continente e do planeta, investiu alto (e certeiro). Renato Augusto, Alexandre Pato e Gil. Gil, aliás, deu sorte porque Chicão se machucou e ele logo entrou na equipe. Renato e Pato tiveram de esperar um pouco mais, mas hoje ("demorou") já são considerados titulares. No 4-4-2 em linha o Corinthians alinha Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Renato Augusto, Paulinho, Ralf e Danilo; Guerrero e Pato.

Fluminense contratou nem um titular, Atlético um, São Paulo dois (com Aloísio), Corinthians três, e Grêmio... cinco. Nada menos que cinco atletas chegaram a Porto Alegre com vagas garantidas, nem precisou de flanelinha. São eles: Dida, Cris, André Santos, Vargas e Barcos. A força máxima que bateu o Flu e o Caracas com muita autoridade, e que tem tudo para crescer no torneio, atende por Dida; Pará, Werley, Cris e André Santos; Elano, Fernando, Souza e Zé Roberto; Vargas e Barcos (4-4-2 em linha).

Com todo respeito à entidade, à torcida, à comissão técnica, aos jogadores e aos cartolas, nessa Libertadores o Palmeiras é meio que café com leite - pura e simplesmente em função do processo delicado de transição pelo qual tem atravessado (rebaixamento, reformulção dentro e fora das quatro linhas, etc). Ainda assim, para registro, cinco (e Souza?) são os novos titulares: Fernando Prass, Weldinho, Marcelo Oliveira, Vilson e Kleber. No 4-2-3-1 'torto', como define André Rocha (valeu pelos links!), Prass; Weldinho, Henrique, Maurício Ramos e Marcelo Oliveira; Vilson, Márcio Araújo; Welsey, Valdivia, Vinicius; e Kleber.

É pretensão demais querer afirmar que esse é o onze desse, aquele é o onze daquele, que fulano é banco e beltrano é titular absoluto. Eu sei. Contudo a essa altura do campeonato (estamos na 3ª rodada da fase de grupos) talvez já seja possível identificar a preferência dos treinadores.

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sábado, outubro 20, 2012

Palmeiras do Pirata olha pra frente

Elenco para brigar pelo título o Palmeiras não tem. Para cair também não. É verdade que ao longo do longo campeonato de pontos corridos a situação fugiu do controle, e agora faltam apenas seis rodadas. Mas baseado no comprometimento do grupo, e no relativo talento do time titular, é provável sim que o Verdão fuja do rebaixamento.

Neste sábado, contra o Cruzerio, Gilson Kleina escalou a equipe no 4-2-3-1, com Luan na ponta esquerda, Betinho na direita, Patrick Vieira por dentro, e Barcos na referência. Márcio Araújo e Marcos Assunção compuseram a dupla de volantes, e a linha de quatro foi formada por Artur, Maurício Ramos, Henrique e Leandro. No fim das contas a vitória por 2 a 0 foi justa e merecida.



À frente do Palmeiras existem dois candidatos a ocuparem sua vaga no Z4. Porque plantel por plantel, o clube paulistano é mais forte que Bahia e Ponte Preta (sem falar em Sport, Figueirense e Atlético-GO). Flamengo também não é lá essas coisas. Portanto há sim uma luz no fim do túnel, e ela está longe de se apagar. O único problema é a tabela, cá entre nós, nada mole.

Na próxima rodada o Palmeiras enfrenta o turbulento Internacional no Beira-Rio. Turbulento, mas ainda assim o Internacional no Beira-Rio. Na sequência recebe Botafogo e Fluminense. Depois sai para jogar com o Flamengo, e em seguida recebe o Atlético-GO. E por fim, na última rodada, tem o clássico contra o Santos na Vila Belmiro.

Santos não vai querer nada (quem sabe com Neymar de folga). E o Atlético-GO provavelmente já vai estar rebaixado. Em tese, essas são as partidas menos cascudas. O resto, no entanto, é pedreira. Além do confronto direto com o Flamengo no Rio, os outros cariocas podem, mesmo na Fonte Luminosa, complicar a vida do Verdão - Flu bem mais que o Bota. E o Inter no Beira-Rio é sempre o Inter no Beira-Rio. Contudo, apesar dos pesares, particularmente acredito na superação, no sucesso e na permanência alviverde na elite do futebo brasileiro.

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quinta-feira, julho 12, 2012

Verdão de Felipão e Assunção

Cansei de ouvir ontem e hoje que lá no começo ninguém acreditava no Palmeiras. Tanto parte dos jornalistas quanto parte dos próprios jogadores vieram com esse papo. Particularmente nunca acerto previsões, portanto quando acerto, tenho que puxar a brasa para minha sardinha.

No dia 11 de março, exatos 4 meses antes da finalíssima no Couto Pereira, publiquei a seguinte frase no Twitter: "Escrevi esses dias no facebook.com/blogdocarlao, e mantenho a opinião: para mim o favorito ao título da Copa do Brasil é o Palmeiras." E não é que deu certo?



Primeiro, é preciso ressaltar o trabalho de Felipão. Copeiro, o treinador ergueu seu quarto troféu da Copa do Brasil (Criciúma, Grêmio, Palmeiras e Palmeiras). Se não chega a ser Mourinho ou Guardiola no que diz respeito à tática e à estratégia, Scolari sobra na questão emocional. Sabe como poucos liderar e converter o foco do grupo na mesma direção - o que, num torneio de mata-mata, é fatal.

Segundo, destaca-se o elenco. Wesley mal chegou e se machucou. Luan ficou fora da reta final. Barcos perdeu as partidas contra o Coritiba. Valdivia jogou jogo sim, jogo não. E ainda assim os atletas se superaram, compensaram os importantes desfalques e conquistaram os resultados. Bruno assumiu a trave, Henrique atuou como volante, João Vitor e Mazinho foram os ponteiros, Betinho foi a referência na decisão, Valdivia fez a diferença quando esteve em campo, Maikon Leite cumpriu seu papel quando entrou, Daniel Carvalho idem, Thiago Heleno e Maurício Ramos fecharam a zaga, Artur e Juninho as laterais, e, claro, ele, Marcos Assunção, capitão, o principal nome.

E terceiro, o estilo de jogo. Suportado pela bola parada, muito em função do camisa 20, o Palmeiras resolveu com essa arma. Marcou muito forte durante toda a competição, e a maneira do triunfo, invicta, mostra isso.

Agora, daqui pra frente é necessário orquestrar a renovação de Felipão, utilizar o Brasileirão como laboratório, e contratar jogadores visando 2013 - porque, cá entre nós, na Libertadores o buraco é bem mais embaixo.

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sábado, março 24, 2012

Pré-jogo: Corinthians x Palmeiras

Alex e Daniel Carvalho são os principais desfalques para o clássico deste domingo. Pelo lado do Corinthians, Emerson deve ser escalado entre os onze, enquanto pelo lado do Palmeiras, Maikon Leite deve ser o escolhido.

Se assim for, Danilo deve atuar por dentro, com Jorge Henrique e Sheik pelas beiradas. Em função da boa fase de Juninho, creio que o camisa 23, mais forte na marcação e na aplicação tática que o 11, jogará na direita, para bater de frente com o lateral-esquerdo alviverde.

O contra-ataque puxado por Maikon Leite às costas de Edenílson pode ser uma boa arma para o Palmeiras. Caberão a Paulinho e Chicão, os homens da cobertura, ficarem atentos às investidas do veloz camisa 7. João Vitor, em contrapartida, deve se preocupar mais com as subidas de Fábio Santos e do próprio Emerson do que em atacar.



Quanto aos armadores centrais, Danilo e Valdivia, devem sofrer a marcação, não individual, de Márcio Araújo e Ralf. Já Paulinho e Marcos Assunção deverão ocupar a mesma faixa do gramado. A diferença é que um conduz a bola em velocidade e o outro a lança com precisão. Do pé de Marcos Assunção, aliás, podem sair as enfiadas para o contra-golpe.

Na referência dos ataques, Liedson e Barcos atravessam por momentos distintos. O corintiano quer quebrar o jejum, mas para isso não é aconselhável jogar de costas para Henrique e Leandro Amaro. Seria pertinente se o 9 alvinegro caísse pelos lados e buscasse o jogo atrás, próximo aos volantes adversários.

Ao contrário de Barcos, que faz muito bem o papel de pivô, não só para ajeitar a bola para quem vem de trás (Valdivia, João Vitor, Maikon Leite), mas também para girar sobre o marcador e finalizar. Chicão e Leandro Castán terão trabalho.

Tentativa de previsão à parte, o apito inicial será dado às 16h, horário de Brasília, no Pacaembu, pela 15ª rodada do Paulistão.

domingo, fevereiro 26, 2012

Palmeiras no caminho certo

Pelo jeito diretoria e comissão técnica acertaram em cheio. Barcos parece ser o homem gol que o Verdão procurava há tanto tempo. Meio lento, mas alto, forte, o argentino de 27 anos sabe jogar de costas, fazer o pivô, driblar, cabecear e finalizar com as duas pernas. Enfim, um grande centroavante.

No 4-2-3-1 de Felipão, ele é a referência do ataque. Luan é dono de uma das beiradas. A outra tem tudo para ser de Maikon Leite, atacante de muita velocidade e habilidade. No clássico contra o São Paulo, porém, João Vitor ocupou o lado direito, sem tanta presença ofensiva.



Se a novela acabar e Wesley vier, pode assumir a ponta direita, apesar de ter deslanchado no Santos como volante naquele 4-2-3-1 de Dorival Júnior, ao lado de Arouca.

No meio-campo, a criação fica dividida entre Marcos Assunção e Daniel Carvalho. O primeiro não precisa de apresentação. O segundo, entrando em forma a cada dia, tem em seu pé esquerdo o passe diferenciado, além do potente arremate.

A projeção para a temporada é boa. Sem dúvida mais favorável que a passada. O elenco reforçado e a continuidade de praticamente todo o time titular fazem do Palmeiras um forte candidato não somente ao título do Paulistão mas também da Copa do Brasil.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Por onde começar a reformulação?

Agora, depois da eliminação, é fácil falar. Mas, convenhamos, o time do Palmeiras é fraco. Não sou radicalmente contra improvisações, mas o time do Palmeiras é puro improviso.

Para se ter ideia, no 4-2-3-1 alvi-verde, o volante de origem Márcio Araújo é o lateral-direito. Tinga, outro volante, é o ponta-direita. E Luan, o ponta-esquerda, cá entre nós, não tem caixa para ser titular do Verdão.

Já Kleber, coitado, é o centroavante. O Gladiador, alías, merece um parágrafo tático à parte. Na minha visão, ele não é nem centroavante, nem ponta. Não tem características nem de camisa 9 de ofício, nem velocidade para ser um ponta. Logo, é atacante para jogar no 4-4-2, e não no dito 4-2-3-1 (seja na referência ou na beirada).

Quer dizer que a equipe do Goiás é melhor, Carlão? Claro que não. Porém como se sabe, no mata-mata qualquer um pode morrer.

Resta ao Palmeiras juntar os cacos, avaliar quem sai, quem fica e quem chega ao elenco, e pensar no grande objetivo do primeiro semestre de 2011: a Copa do Brasil. Evidente, com um investimento menor do que teria se participasse da Libertadores.

E quais as prioridades nas contratações, então? Imagino que, se Felipão projetar o time num 4-4-2 (em losango ou quadrado), dois laterias e um atacante para assumirem as posições serão bem-vindos.

quinta-feira, setembro 02, 2010

Destruidor na construção é complicado

Existem dois tipos de pessoas: as que gostam do futebol do Edinho e as que não gostam. É assim desde os tempos de Inter. Como pertenço ao segundo grupo, desde os tempos de Inter, não me entra na cabeça o time escalado por Felipão na noite desta quarta, no Maracanã.

O 3-6-1 do Verdão teve o meio-campo em losango, com Pierre na cabeça-de-área, Edinho e Marcos Assunção nos vértices laterais, e Valdívia na frente. Ou seja: o camisa 3 foi um dos responsáveis pela criação da equipe, e é aí que mora o perigo.



Não bastasse ter atuado apenas com um atacante (Kléber), que nem chegar a ser um 9 legítimo, Luiz Felipe atribuiu ao limitado Edinho a função de sair para o jogo. Logo, os únicos que sabiam jogar com a bola no pé eram Marcos Assunção e Valdívia.

Para mim é simples: Edinho é um mero destruidor, e não um construtor. Portanto, se for para manter o 3-6-1 em losango, ele que dispute vaga com Pierre, e Tinga que assuma um dos vértices laterais, ao lado de Assunção. Se Tinga não chega a ser, sei lá, o Tinga do Inter, pelo menos é muito mais inventivo que Edinho.

sexta-feira, junho 04, 2010

Duas opções para o Verdão

Confesso que desconheço a variação do 4-4-2 utilizada por Parraga no Palmeiras. Só sei que, com a chegada de Kléber, a presença de uma dupla legítima de atacantes será constante, sem necessidade de improvisos.

A julgar pelo elenco alviverde, penso em duas possibilidades. Uma com dois volantes e dois meias. Desta maneira Lincoln e Cleiton Xavier dividiriam a responsabilidade de abastecer os homens da frente e de aparecer na área para finalizar.



Já Marcos Assunção (ou Márcio Araújo) teria a liberdade para avançar e a obrigação de cobrir Vítor, em especial quando os dois laterais subissem ao mesmo tempo.

Outra alternativa seria o losango no meio-campo, com Pierre (ou Edinho) como cabeça-de-área autêntico, Marcos e Cleiton no apoio, Lincoln como meia-armador ou ponta-de-lança, depende de sua particularidade, e Kléber e Ewerthon na movimentação ofensiva, sem uma referência fixa.



Só não imagino um time com três zagueiros, porque desta forma a meia-cancha ficaria com um jogador a menos, nem com apenas um atacante, porque não há no plantel um centroavante típico.

Baseado nas características dos altetas que estão no grupo, a meu ver a estrutura tática mais aconselhável é o 4-4-2, em losango ou quadrado. Em linha, não.

quarta-feira, março 24, 2010

Cleiton e Diego, os meias ao quadrado

Desde o ano passado um dos lugares comuns do futebol brasileiro é dizer que o Palmeiras tem um bom time, mas não um bom elenco. Outro chavão é falar que, sem Cleiton Xavier e Diego Souza, o Verdão não existe.

Ambas afirmações são verdadeiras, como se sabe. Hoje em dia, mais até a segunda do que a primeira, a meu ver.

Quando a equipe vem com a bola de trás, é o camisa 10 quem volta à linha dos volantes para dar qualidade à saída de jogo. E na hora de penetrar na área, é o camisa 7 quem ultrapassa os atacantes e se infiltra (como no lance do primeiro gol contra o Rio Branco).

Em tese Diego Souza é o meia-esquerda e Cleiton Xavier o meia-direita. Porém a troca de lado entre eles é assídua.



No entanto, é equivocado cravar que não há volantes com boa saída, nem atacantes com capacidade de finalização. No segundo gol, nesta quarta, em Araraquara, por exemplo, Márcio Araújo avança, caminha, toca para Ewerthon, que por sua vez faz um um-dois com Robert e sai na cara do goleiro para conferir.

O 8 sabe sair para o jogo, ao contrário de Pierre e Edinho, na minha opinião. O 20 e o 28 quebram o galho lá na frente. Contudo, para não fugir do clichê, a esquadra do Palestra Itália depende mais do que deveria de sua dupla de meias.

Com o empate em 2 a 2 o Rio Branco pulou momentaneamente para a 18ª colocação, e o Palmeiras caiu para a 10ª.

Só para registro: no intervalo o meia Lincon entrou no lugar de Eduardo; Márcio foi fazer a lateral-direita, Cleiton o segundo volante, e o 4-4-2 em quadrado foi mantido; e aos 12 minutos, Lenny entrou na vaga de Ewerthon.

domingo, março 14, 2010

Nem ao mar, nem à terra

Bem que Dorival Júnior avisou, antes do clássico: 'Será um grande espetáculo'. E foi. Jogo lá e cá, com várias oportunidades de gol (e o melhor é que várias destas oportunidades foram convertidas: Santos 3 x 4 Palmeiras).



No meu entender, Neymar não vai deixar de ser craque pela exibição que deu, nem Robert ganhará este status pela partida que fez.

Não é este jogo que faz do Palmeiras um time melhor que o Santos, na minha opinião. A vitória do Verdão foi pra lá de merecida. Mas daí a achar que a equipe alvi-verde é superior à alvi-negra, para mim, é um erro.

Confesso que, no futebol, só tem uma coisa que me incomoda mais que jogador cai-cai, que paradinha e que arbitragem à brasileira: análises imediatistas. Ganha no domingo, é elevado ao céu. Perde na quarta, é atirado ao inferno.

Repito: o resultado obtido pelo Palmeiras foi merecidíssimo, principalmente pelo segundo tempo. Mas daí a pensar que a equipe santista, entrosada, bem armada e repleta de atletas talentosos, não presta, é um precipício de precipitação.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Muricy merecia?

Analisar apenas a passagem de Muricy Ramalho pelo Palmeiras é minimizar a situação. Embora os problemas políticos e de elenco do Verdão sejam gritantes, para mim, é preciso discutir o profissional.



Se futebol for resultado, não há dúvidas de que Muricy é um vitorioso. Basta examinar seu currículo. No entanto, na minha opinião, futebol é mais que isso. Sob o ponto de vista do expectador, é, também, entretenimento.

E, talvez em função da necessidade de ganhar títulos para se manter no cargo, os times comandados por Muricy, em regra, não são agradáveis de se ver. Abdicam do futebol bem jogado, da bola bem tratada, rasteira, para tentar triunfar na base do chuveirinho, do jogo pragmático, engessado, burocrático.

Insisto: Muricy indiscutivelmente é um técnico de sucesso, que merece respeito e aplausos. Apenas coloco em questão seu método de trabalho.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Diego Souza no ataque

No empate por 2 a 2 com o Grêmio Barueri, Muricy Ramalho escalou o Palmeiras num 4-4-2 com dois volantes, dois meias e dois atacantes.



Pierre e Márcio Araújo formaram a dupla de volantes, que cobria as insistentes subidas dos laterais. O camisa 5, pelo lado esquerdo, em especial.

Deyvid Sacconi e Cleiton Xavier foram os articuladores, com o 10 bastante aberto pela esquerda, o que acabou configurando um quadrado assimétrico no meio-campo alvi-verde.

Na frente, Diego Souza atuou como segundo atacante, caindo pelos lados, buscando o jogo atrás, criando, finalizando e auxiliando o centroavante Robert.

É provável que esta seja a formação base do time para a temporada, com o recuo de Diego para a meia, no lugar de Deyvid, e com algumas mudanças no ataque. Contratações para este setor, aliás, são necessárias.

domingo, dezembro 06, 2009

Porco e Galo fracassaram?

Vaga na Libertadores era o mínimo que se esperava de Palmeiras e Atlético-MG. Mas não deu.

Contudo não acredito que foi um ano de trabalho jogado no lixo, como disse Alexandre Kalil. Essa foi uma temporada para ajeitar a casa. Se não foram colhidos agora, com certeza iriam brotar frutos num futuro próximo. Porém para isso a continuidade era essencial. A demissão de Roth foi um erro dos cartolas alvi-negros, na minha opinião.

O caso do Porco é bem mais grave, a meu ver. Primeiro porque a equipe do Verdão é mais forte tecnicamente que a do Atlético. E segundo porque foram feitos altos investimentos para manter os principais talentos (e trazer Love).

Apesar de ter ficado bastante tempo na liderança, eu não consideraria a "perda" do título um fracasso palmeirense, em função do equilíbrio do campeonato. Uma vaguinha na Libertadores seria totalmente compreensível. No entanto, como terminou em quinto, não vejo outro adjetivo para cunhar a campanha alvi-verde.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Por que o Palmeiras apagou?

Noves fora a incômoda pressão para quebrar o jejum, creio que o Verdão caiu de rendimento por dois motivos.

Primeiro, as perdas de Maurício Ramos e Pierre, que desestruturam a equipe. Reflexo da fragilidade do elenco, que não teve peças de reposição à altura (embora, justiça seja feita, esta tese de não ter substituto à altura se aplica mais à dupla de meias).



E o segundo motivo, talvez imposto pelo primeiro, foi a mudança do plano tático do time. A grande fase do Palmeiras na competição tinha Diego Souza quase como segundo atacante, num 3-6-1 bastante eficiente.

Não que o declínio alvi-verde se deva apenas a estas duas razões. Mas elas, a meu ver, têm sua parcela de culpa.

domingo, outubro 18, 2009

Fla de Pet e Andrade derruba o líder

Dou a mão à palmatória: não acreditava em Pet. Eu e a torcida do Flamengo. Porém depois do que ele fez no 2 a 0 sobre o Palmeiras, no Palestra Itália, neste domingo, ninguém mais o coloca em dúvida.

O veterano de 37 anos é hoje o dono do time. O Imperador faz um monte de gols, Williams é o rei do desarme, Zé Roberto é o complemento do ataque, mas é o sérvio o grande mentor desta equipe.



Outro apedrejado por muita gente foi Andrade. Há quem dizia que ele só foi efetivado porque chorou a morte de um amigo em rede nacional, naquela partida na Vila Belmiro. Lembro-me bem disso, Seu Renato Maurício Prado.

Apesar da desconfiança geral, tá aí: com seu humilde treinador e seu experiente maestro, ambos contestadíssimos até ontem, o Mengão chega à sombra do G4 e fica a dois pontos do vice-líder.

O próximo duelo é diante do Botafogo, no Engenhão.

domingo, setembro 27, 2009

Os extremos da tabela

Talvez seja cedo para cravar, mas parece que o G5 está formado.

Ou melhor: os G5's.

Com Palmeiras, Goiás, São Paulo, Inter e Atlético-MG em cima.

E Náutico, Santo André, Botafogo, Sport e Fluminense embaixo.

Só um será campeão.

E só um irá se salvar.