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quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Top 10 elencos do Brasil 2016

A discordância é livre.

1. Sociedade Esportiva Palmeiras



2. Clube Atlético Mineiro



3. Cruzeiro Esporte Clube



4. Sport Club Corinthians Paulista



5. Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense



6. São Paulo Futebol Clube



7. Clube de Regatas do Flamengo



8. Fluminense Football Club



9. Sport Club Internacional



10. Santos Futebol Clube



PS: Os esquemas táticos das pranchetas acima, as ordens de titularidade e as distribuições dos jogadores naturalmente não devem estar 100% corretas. Sem falar em um ou outro atleta que possa ter ficado de fora.

quinta-feira, outubro 15, 2015

Galo coloca Inter no bolso

Compactação nas fases defensiva e ofensiva, aproximação, movimentação, sincronia, troca de passes curtos, intensidade, chances criadas. Esse foi o Atlético-MG diante do Internacional, no Independência, nesta quarta, pela 30ª rodada do Brasileirão. Apesar da vitória magra no placar (2 a 1), foi um banho de bola do time de Levir no time de Argel.

Claro. Levir está há mais tempo no cargo que Argel. Naturalmente o Galo deveria estar, como está, num estágio mais avançado que o Inter (está alguns estágios mais avançado, na verdade). No entanto não é apenas o tempo de casa do treinador que determinou a superioridade do Atlético (tampouco o fator casa). Seria simplório demais chegar a essa conclusão baseado apenas nisso. Vários fatores pesaram na balança, e talvez o principal deles seja a diferença entre os treinadores (sem falar nos jogadores, claro).

Se por um lado o Atlético sabia direitinho o que fazer quando tinha a posse, do outro o Inter não tinha nem ideia. Embora o adversário fosse o Atlético no Independência (ou seja, osso duro), o Colorado deixou a desejar quando a recuperava. Com Nilton, Dourado, Anderson e Alex no meio, e Ernando na lateral, o contra ataque praticamente não existiu. Não havia peças para isso. O que me levou a pensar que a estratégia de Argel, se é que ele tinha uma, era segurar a pressão e tentar vencer na bola longa ou aérea (o gol do Inter, de empate, saiu num escanteio, com o zagueiro Paulão). Convenhamos, é muito pouco.

Em outras palavras, o repertório do Inter na fase ofensiva foi limitadíssimo. Como me parece ser seu treinador: limitadíssimo. Parece-me que não dá para esperar de Argel muito além disso. Um time bastante físico, com atletas altos e fortes, que marca muito e sai no contra ataque (isso quando tem peças em campo para contra atacar, senão o repertório fica mais limitado, restrito à bola aérea e às jogadas individuais fortuitas, que sempre podem ocorrer e decidir uma partida). De fato, faltam boas ideias de jogo para Argel, e sua equipe é um reflexo disso dentro das quatro linhas. No Atlético, em contrapartida, as ideias de jogo são inteligentes, definidas e assimiladas. Reflexo de Levir.

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Definir o XI é preciso

Aguirre ainda não tem o XI ideal na cabeça. Aparentemente não tem. Normal. Chegou ontem ao Internacional. Está conhecendo o elenco aos poucos. Deve ter suas ideias, deve ter suas convicções, porém ainda está conhecendo os atletas que tem em mãos. Aos poucos. Não só tática e técnica, mas também emocionalmente. Portanto é natural que em duas rodadas de Libertadores, ele tenha optado por dois times titulares diferentes (esquema e peças). Na semana passada, por exemplo, em La Paz, contra o Strongest, o Inter iniciou no 4-1-4-1 (veja aqui). Já diante da Universidad de Chile, nesta quinta-feira, no Beira-Rio, Aguirre adotou o 4-2-3-1 (esquema que foi utilizado contra o Strongest, diga-se de passagem, após Anderson ser substituído ainda no primeiro tempo).



Sem Nilmar, nem Rafael Moura, ontem Sasha foi escalado como centroavante, enquanto D’Alessandro, Vitinho e Jorge Henrique compuseram a linha de três. Isso mesmo. Nessa ordem: D’Alessandro à direita, Vitinho por dentro e Jorge Henrique à esquerda. Muitas vezes os caras pelas beiradas (D'Ale e JH) se alinhavam aos volantes (Nilton e Aránguiz), configurando assim um 4-4-1-1. É verdade. Detalhe. Ainda assim, o que chamou a atenção foi o posicionamento do camisa 10, à direita mesmo. Na partida na Bolívia, quando Anderson saiu para Vitinho entrar, por exemplo, D’Ale passou para a faixa central, de modo que os flancos ficaram ocupados por Vitinho e Eduardo Sasha. Já diante da Universidad de Chile, D’Alessandro jogou onde mais se sente à vontade: à direita, canhoto que é, em regra partindo para dentro, com Vitinho pela faixa central e Jorge Henrique na outra ponta.

A questão é: qual o XI ideal? Na medida em que Aguirre conhece os atletas que tem em mãos, quais serão suas escolhas? A julgar pelo desempenho no 4-1-4-1 com Anderson, o 4-2-3-1 (variação 4-4-1-1) parece ser o esquema tático mais indicado mesmo. Enquanto Anderson não tem condições físicas para jogar em alto nível, talvez o treinador uruguaio siga mesmo no 4-2-3-1, provavelmente com Nilton e Aránguiz volantes, D’Alessandro à direita, Sasha à esquerda, Nilmar na frente e, pela faixa central... Alex, e não Vitinho. Creio que depois de ontem, quando entrou no segundo tempo na vaga de Vitinho e meio que mudou o jogo (o passe para o gol de Jorge Henrique – o 2 a 0 – foi dele), Alex deve ganhar a titularidade na quarta-feira que vem, contra o líder do grupo Emelec, em Porto Alegre. Creio que depois de ontem, fica evidente a importância técnica de Alex ao time, em pleno 2015. Se assim for, se Alex virar titular, aí Anderson e Vitinho, as duas grandes contratações da última “janela”, por ora ficarão no banco.

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Inter estreia com o pé esquerdo

Quando Anderson foi anunciado pelo Inter, projetei o time num 4-1-4-1 com D’Alessandro, Aránguiz, ele e Vitinho na linha de quatro do meio, Nilton atrás dela e Nilmar na frente (veja aqui). Não deu outra. Na estreia da Libertadores, na noite desta terça-feira, diante do Strongest, em La Paz, Aguirre adotou o 4-1-4-1, com Sasha na vaga de Vitinho (completaram a linha de quatro da defesa Léo, Ernando, Alan e Fabrício – veja aqui). Convenhamos que não é preciso ser um gênio para perceber que para encaixar essas determinadas peças, trata-se do esquema tático mais indicado. Mas não deu certo. Não pelo esquema tático em si, mas obviamente não deu certo (a estratégia me pareceu a grande vilã da história, sem falar no terrível rendimento individual de alguns atletas). A equipe boliviana controlou a bola e o adversário nos primeiros 45 minutos com enorme facilidade, ao ponto de abrir o placar aos 11 (Chumacero) e ampliá-lo aos 15 (Ramallo) e praticamente matar o jogo na primeira etapa.



No primeiro tempo, aos 37 minutos, o treinador colorado tentou consertar o time ao substituir Anderson por Vitinho, passando para o 4-2-3-1 (Vitinho e Sasha pelas beiradas, D’Alessandro por dentro e Nilton e Aránguiz volantes). A partida feita por Anderson, aliás, foi péssima – como a do time como um todo, diga-se de passagem. Escancarou a fragilidade (talvez momentânea) física, técnica e mental do camisa 8. Sem a bola, basicamente caminhou, trotou e olhou o Strongest jogar. Já com ela, mal conseguiu dominá-la, na verdade. Mal a teve no pé esquerdo (justiça seja feita, o time todo do Inter não sabia o que fazer com a bola nas poucas vezes em que a recuperava). Eu sei que o jogo foi na altitude, etc e blá. E não quero cair na armadilha do imediatismo – esse câncer das análises de futebol no Brasil. Contudo ficou meio evidente que Anderson não pode ser titular no momento. Vai precisar de algumas semanas para entrar em forma física, técnica e emocional. E nesse meio tempo, parece-me que a melhor alternativa é essa mesmo, com Vitinho e Sasha pelas extremas e D’Ale pela faixa central, no 4-2-3-1. Agora, desde que Aguirre realmente concorde que Anderson não tem condições de ser titular por ora, é preciso repetir essa formação com Vitinho e Sasha, caso contrário não haverá evolução.

No fim das contas, apesar da relativa melhora do Colorado após a saída de Anderson e a entrada de Vitinho, os donos da casa continuaram superiores, mandando no confronto. Apesar do gol de pênalti marcado por D’Alessandro aos 4 minutos da segunda etapa, o Strongest se mostrou mais forte. O tempo todo esteve mais perto de marcar o terceiro do que o Inter de empatar. E não de outra. A cinco minutos do apito final, após bela jogada coletiva (algo que não existiu pelo lado do Inter, por exemplo), Chumacero fez seu segundo e definiu o placar final, que, convenhamos, ficou barato: 3 a 1. Poderia ter sido mais. Alisson foi um dos destaques do Inter, para se ter noção. Mas enfim. Seja como for, Aguirre precisa definir o chamado XI ideal o quanto antes. Se por enquanto é sem Anderson, que insista nisso (no momento eu votaria sem). Se é com Anderson, que insista nisso igualmente. O que não pode haver é falta de convicção por parte do treinador. Tampouco falta de paciência por parte da torcida, da imprensa e da diretoria.

PS: Chumacero é a cara do Schweinsteiger.

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Possível Inter com Anderson

Comprometido, Anderson deita e rola no futebol brasileiro. Fácil. Mas muito fácil. A questão é: ele está comprometido? Talvez a tendência seja responder “não”. Ou talvez a resposta padrão seja mais cruel: “está, não; ele não é!”. Porém, convenhamos, é difícil, para não dizer impreciso ou injusto, julgar de longe esse aspecto dessa pessoa. De longe é impossível saber se Anderson está ou não comprometido com o Internacional. De longe é impossível saber se Anderson está ou não empenhado em honrar os R$ 500 mil mensais no campo e na bola – e nos treinamentos. Se estiver, no campo e na bola, ele joga fácil. Pelo menos no futebol brasileiro, o do 7 a 1, ele joga fácil.

Uma vez comprometido, a forma física e a forma emocional entram em dia em questão de tempo. A partir daí, suas virtudes técnica e tática têm terreno fértil para brotar. Não só técnica (fundamentos, etc), mas tática também. Pois não é possível que um jogador sob o comando de Alex Ferguson durante tanto tempo não tenha aprendido nada no quesito. Por mais que Anderson tenha ficado ou aceitado o banco no Manchester United de uns tempos para cá (e de uns tempos mais para cá ainda, algo abaixo do banco), sem dúvida sua experiência no futebol europeu o acrescentou bastante como futebolista.

Dito isso, vejo apenas um esquema tático capaz de encaixá-lo no time: o 4-1-4-1. Ou melhor. Vejo no 4-1-4-1 não a única estrutura tática capaz, mas sim a mais indicada, a mais adequada para fazer a equipe render coletiva e individualmente. Estrutura essa, aliás, que foi utilizada por Abel Braga na temporada passada. Nela, em 2015, o canhoto D’Alessandro ocuparia o flanco direito, enquanto os destros Vitinho e Sasha brigariam pela ponta esquerda, e o miolo da meia cancha seria composto pelo cabeça de área Nilton e, à frente dele, Aránguiz e Anderson. Noves fora o centroavante (Rafael Moura quando Nilmar não estiver à disposição).



Dessa maneira, com essa distribuição tática e essas peças, o Inter pode encontrar o equilíbrio entre a defesa e o ataque. Pode atingir um nível satisfatório de eficiência tanto sem a bola quanto com a bola. E digo mais: pode ser envolvente. Pode jogar bonito. Não de hoje, por sinal, há material humano para jogar bonito. Certamente Diego Aguirre tem sua filosofia de jogo predileta e eu confesso que a desconheço. Ainda assim, me parece prudente e inteligente optar pelo esquema do ano passado, agora no caso com Nilton na vaga de Willians, Anderson na de Alex, Léo na do lateral-direito, Vitinho (ou Sasha) na extrema esquerda e Réver ao lado de Ernando. Pelo menos no papel, dessa maneira se evidencia a força do XI e do elenco do Colorado.

Porque além do XI da prancheta acima, o Internacional tem no plantel nomes como Dida, Juan, Paulão, Wellington, Alex, Luque, Valdívia, Sasha, Taiberson e outros. Pode não ser o melhor elenco do país, mas é um dos. Sem dúvida está no Top 5. Com certeza. Sem discussão. Resta-nos aguardar para ver o que o treinador uruguaio vai fazer com esse elenco em mãos. Principalmente em matéria de campo e bola, do jogo jogado. E que a insana urgência pelos resultados, impregnada na mídia, na torcida e na cartolagem brasileira, seja chutada para escanteio. Pelo menos em sua primeira temporada na casamata colorada. Lembre-se: não podemos fazer de Aguirre um novo Gareca. Ele precisa de tempo para trabalhar (ele e todo mundo na mesma situação, né). O mais difícil, digamos assim, o material humano de qualidade, ele já tem. Agora nos resta pacientemente aguardar para ver o que ele e os jogadores, de preferência todos comprometidos, vão construir dentro das quatro linhas.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Duas opções para o Inter 2015

Não sei o que Aguirre tem em mente para o Internacional, no que diz respeito ao esquema tático da equipe. Até onde sei, salvo engano, ele é adepto do 4-4-2 em linha. Daí a dizer de que ele irá implantá-lo no Colorado, são outros quinhentos. Por essas e outras me permiti projetar nesse post duas opções para a temporada: uma no 4-4-2 em linha e outra no 4-1-4-1 – sistema de Abel Braga no ano passado.

No 4-4-2 em linha, com a chegada de Vitinho, pensaria nele e Sasha pelas extremas, com Nilton primeiro volante e Aránguiz segundo, saindo mais, além de D’Alessandro pela faixa central, encostando em Nilmar. D’Ale é mais meia que atacante, e a variação para um 4-4-1-1 seria natural, com o camisa 10, sem a bola, marcando o primeiro volante adversário, enquanto os extremos Sasha e Vitinho fecham os lados, alinhados aos volantes, todos dançando o baile da compactação. (Sem Vitinho, defendo esta opção aqui.)



Dessa maneira o Inter teria dois típicos wingers, dois atletas de velocidade e drible pelas beiradas, de condução, de transição rápida. Não dois goleadores, mas dois jogadores de características fundamentais a uma estratégia de jogo, especialmente adotada fora de casa e/ou quando se está em vantagem no placar: o contra ataque. Dessa forma, D’Alessandro, que atuou à direita na temporada passada (e em tantas outras, inclusive na Libertadores 2010), teria de trabalhar mais pela faixa central, para liberar o flanco para Sasha. O que não seria problema para ele, nem para o time. O problema, nesse caso, seria de Alex, que acabaria no banco.

Há também Giorgian De Arrascaeta, ex-Defensor, uruguaio de 20 anos de idade. Confesso que não conheço o futebol dele, por conseguinte não posso opinar sobre. A julgar por esse vídeo no YouTube, todavia, parece-me um meia-atacante versátil, que rende bem tanto por dentro quanto por fora, atrás do centroavante ou vindo da ponta. Porém posso estar enganado. Por isso não especulei-o na prancheta acima, nem na abaixo. Na prancheta abaixo, aliás, a meu ver, encontra-se um XI mais equilibrado, com as peças melhor distribuídas, no 4-1-4-1.



No 4-1-4-1, com Vitinho, a ideia é a mesma da alternativa anterior: velocidade e habilidade pelos flancos com ele e Sasha, dando ênfase aos contra golpes – ainda mais com o velocista Nilmar no comando do ataque. O que muda é o miolo da meia cancha, nesse caso. Em vez de uma dupla de volantes, nesse esquema há a figura do cabeça de área, incorporada em Nilton, à frente da zaga. Nilton, por sinal, resgata uma “tradição” recente de primeiros volantes altos no Inter (Sandro, etc). E à frente dele, uma dupla de meias de altíssima categoria: o argentino D’Alessandro e o chileno Aránguiz. Dessa forma, penso eu, a meiuca ficaria mais balanceada, tanto defensiva quanto ofensivamente.

Uma visualização rápida. Com a posse de bola, por exemplo, Ernando e Réver poderiam abrir pelos lados, para liberar os laterais simultaneamente, enquanto Nilton se aprofundaria entre eles, como uma espécie de terceiro zagueiro, deixando a criação do corredor central toda nos pés de Aránguiz e D’Alessandro. E do próprio Nilmar, que poderia recuar para se somar ao meio campo, além de abrir espaço para as entradas em diagonal de Vitinho e Sasha – que por suas vezes abririam espaço para as subidas dos laterais.

Seja como for, no 4-4-2 em linha, no 4-1-4-1 ou noutro esquema tático por mim aqui não cogitado, o fato é que a expectativa é positiva em relação ao Inter. Pelo menos a minha. Principalmente pela contratação de um treinador estrangeiro, que, confesso, não conheço direito, contudo tenho certeza de que pior que a média dos medalhões brasileiros, ele não é. É importante lembrar à imprensa, à torcida e à cartolagem, portanto, que Aguirre está chegando agora, e que uma avaliação justa do seu trabalho só pode ser feita lá pelo final da temporada. Qualquer avaliação antes disso é injusta, cruel e covarde. Repito: covarde. Caso as coisas não engrenem logo de cara, nós não podemos fazer dele um novo Gareca. Nós imprensa, nós torcida, nós cartolagem.

EM TEMPO: Giorgian De Arrascaeta acabou fechando com o Cruzeiro.

domingo, dezembro 07, 2014

Apenas outra peça da engrenagem

Através da posse de bola e da troca de passes, um time com Aránguiz, Alex e D'Alessandro no meio campo poderia ditar o ritmo do jogo sempre. Ou quase sempre. Poderia colocar a redonda debaixo do braço e dizer "quem manda aqui sou eu". Tanto no Beira-Rio quanto fora dele. No Brasileirão 2014, no entanto, não foi o que se viu. Esse jogo pensado, de troca de passes curtos, pacientes, envolventes e eficientes aconteceu esporadicamente na equipe treinada por Abel Braga. E olhe lá.

Justiça seja feita, são raros os times do país que conseguem fazer esse jogo pensado, de troca de passes curtos, pacientes, envolventes e eficientes. Diria raríssimos. Para não dizer nenhum. Dito disso, ainda assim, a verdade é que o Internacional - em terra de cego quem tem olho é rei - é um dos poucos do Brasil com material humano para executar esse futebol de posse e passe. Na prática, no entanto, não foi o que se viu. Para variar.

Claro. Não há apenas uma maneira de se jogar futebol. Ninguém é obrigado a jogar valorizando a posse através do passe. Você pode priorizar a marcação por zona e o contra ataque. Be my guest. No fundo, no fundo, você precisa implantar um estilo que se adapte ao elenco, e não o contrário (por essas e outras o treinador precisa ficar no mínimo umas três temporadas no clube, para poder moldar o plantel de acordo com sua filosofia de jogo). E o elenco do Colorado, com Aránguiz, Alex e D’Alessandro, em especial, pedia esse jogo de posse e passe. (Outro time que pedia isso no campeonato era o Fluminense de Conca, Wagner e Cícero.) Na prática, no entanto, não foi o que se viu. E o maior responsável por isso é o treinador.

Para mim esse foi o grande erro de Abel no Inter 2014 (outro erro grave foi demorar a efetivar Sasha titular). Não conseguiu definir um padrão de jogo, padrão esse, devido aos seus principais meio-campistas, que valorizasse a posse da bola através da troca de passes curtos. Mas, lógico. Tem uma coisa. Para executar esse tipo de jogo elaborado, de troca de passes curtos, além da qualidade do jogador, evidentemente, é preciso ter aproximação. E para ter aproximação é preciso compactação. E para ter compactação é preciso alcançar uma visão coletiva do jogo, jogado na Europa e em tantas outras ligas mundo afora, que ainda não fomos/somos capazes de alcançar aqui no Brasil. E Abel é apenas outra peça dessa engrenagem capenga. (Lembre-se: aqui no Brasil futebol é raça mais individualidade. O coletivo é chutado para escanteio. Resultado: gol da Alemanha.)

segunda-feira, outubro 13, 2014

O retorno do trio campeão ao Beira-Rio

A versatilidade de Alex impressiona. Se não me engano, na linha, só não jogou na zaga e na lateral direita. Porque de resto, sem exagero, jogou praticamente em todas as posições. No Brasileirão 2014, por exemplo, no 4-1-4-1 de Abel Braga, já o vi atuando pelo flanco esquerdo e pela faixa central (veja aqui, aqui e aqui). Já na partida deste domingo, em casa, na vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, pela 28ª rodada, ele (autor de um dos gols) ocupou o lado direito de um 4-2-3-1, com D’Alessandro por dentro, Patrick à esquerda, Wellington Paulista na frente (depois Nilmar), além dos volantes Willians e Bertotto.

Mais atrás, no Corinthians treinado por Tite, campeão da Libertadores 2012, Alex cumpriu o papel de falso nove em alguns jogos daquela campanha. No fim das contas ficamos na cabeça com Emerson jogando como centroavante naquele 4-2-3-1, pois foi assim na finalíssima diante do Boca (2 a 0, dois de Emerson). No entanto, até então, Sheik jogava numa ponta e Jorge Henrique na outra, enquanto quem fazia o eventual papel de centroavante era Alex (revezando-se, é verdade, com Danilo). Convenhamos, algo que, mesmo àquela altura da carreira, não era novidade para ele.



Porque mais atrás ainda, num time também treinado por Tite, campeão da Sul-Americana 2008, Alex era atacante, ao lado de - veja você como o mundo dá voltas - Nilmar. E à frente de - veja você - D’Alessandro. Isso mesmo. O Inter que hoje tem Alex, D’Alessandro e agora Nilmar, já os teve há seis anos. A diferença, além da idade/experiência individual de cada um, é que aquela equipe se estruturava no 4-4-2 em losango (4-3-1-2), com Edinho, Magrão e Guiñazu formando a trinca de volantes, digamos assim, D’Ale enganche, e a dupla de ataque composta por Alex e Nilmar, de modo que essa de 2014 varia entre o 4-1-4-1 e o 4-2-3-1. Logo, não é de hoje que a polivalência do hoje camisa 12 colorado joga a seu favor (e a favor do time em que ele joga).

No final de novembro de 2008, aliás, cheguei a escrever: "Agora, cá entre nós: quem destes jogou mais que Alex neste ano? Cristiano Ronaldo? Messi? Pode ser. Ibrahimovic idem. Quem mais? Agüero? Fernando Torres? Ribéry? Não sei, não." É sério. Escrevi isso. E terminei o post assim: "Para mim o camisa 10 do Inter está, no mínimo, entre os 5 melhores futebolistas do mundo em 2008." Duvida? Confira aqui.

Portanto fica evidente a admiração de longa data que tenho pelo futebol desse canhotinha sinistro. E, portanto, fico bem tranquilo para elogiá-lo a essa altura do campeonato, aos 32 anos de idade, ainda jogando em alto nível para os padrões brasileiros e sul-americanos. Em relação aos outros dois, só para completar a idade do trio, D’Alessandro tem 33 e Nilmar tem 30. Trio, por sinal, que promete para a Libertadores 2015. Pelo menos na minha expectativa. Desde que o Inter se classifique, obviamente.

sexta-feira, outubro 03, 2014

Inter favoritaço à vaga na Libertadores

Às vésperas da rodada 26, faço questão de registrar o resultado dessa enquete. Só para comparar com o que vai acontecer ao término da 38ª rodada.

No exato momento o "G7" está assim (25 jogos cada): Cruzeiro 53 pontos, Internacional 47, São Paulo 43, Atlético-MG 43, Grêmio 43, Fluminense 40 e Corinthians 40.



O voto é secreto, mas faço questão de abri-lo: votei em Internacional, São Paulo e Fluminense, não necessariamente pela ordem.

Ah, e é importante lembrar que, se um time brasileiro vencer a Sul-Americana (Bahia, Vitória, São Paulo ou Goiás), o Brasileirão 2014 passa a oferecer três vagas à Libertadores 2015, e não quatro.

segunda-feira, setembro 29, 2014

Ninguém tira o caneco da toca

Graças à incapacidade das pessoas de visualizar o longo prazo, e ao vício delas em análises imediatistas, muita besteira vai ser falada nessa semana. Caça à Raposa, final antecipada, esse tipo de coisa (como fizeram com o São Paulo até ontem). Todo tipo de avaliação de torcedor de boteco vai ser feita ao longo dessa semana, não só nos botecos, pelos torcedores, mas também na mídia, por boa parte da imprensa. Vai se falar muita besteira até o dia do jogo entre Cruzeiro e Internacional, no Mineirão, no próximo sábado, pela 26ª rodada.

Os analistas de tabela argumentarão: "Mas Carlão, o Inter está apenas a seis pontos do líder! E se ganhar dele fora de casa, essa distância cai para três!" Verdade. Tem razão. Vejo que matemática é o seu forte. No entanto quero lhe dizer que no futebol nem sempre dois mais dois são quatro, e que é preciso entender o passado e enxergar além do hoje para tentar prever alguma coisa.

Claro. Futebol não é ciência exata. Qualquer um que tente cravar o futuro tem altíssima probabilidade de quebrar a cara. Justamente por isso não digo com todas as letras que o Cruzeiro já é ou será o campeão (apesar do título meio sensasionalista desse post; o correto, admito, seria "duvido que alguém tire o caneco da toca"). Entretanto, baseado na força do elenco do Cruzeiro, no entrosamento da equipe, que não nasceu da noite para o dia, na qualidade do treinador e na sua longevidade no cargo, acredito que essa projeção se torne mais fiel à realidade, ainda mais quando estamos falando de pontos corridos (mata-mata são outros quinhentos).

Sim. O Inter também tem um bom treinador, tem um ótimo elenco, e em tese está entrando nos trilhos. A distância na tabela de classificação, como nós sabemos, é de apenas seis pontos. Contudo, não sei se você concorda, a distância no campo e bola, dentro de campo, ainda é grande. Em outras palavras, enquanto o Colorado está engatando a quarta marcha, a Raposa vem em quinta há meses, administrando o gás. Ou seja, enquanto o time treinado por Abel Braga ameaça embalar, o treinado por Marcelo Oliveira já vem embalado. E o fim da linha, a rodada 38, é logo ali.

"Quer dizer que o Internacional não tem chances de ganhar do Cruzeiro no Mineirão, Carlão?!" Óbvio que tem, né. Não é isso. Por favor. O jogo é jogado, são onze contra onze, independente do lugar. Ainda assim, mesmo se isso acontecer, mesmo se o Inter vencer em Belo Horizonte e a diferença cair para três pontos, o grande favorito disparado ao título seguirá sendo o Cruzeiro, na minha opinião. Pois faltarão 12 rodadas para o término do campeonato, e pelos motivos citados por mim nesse post, o Inter (e nenhum outro time) não será capaz de somar mais pontos que o líder nessa reta final, penso eu. Nada, ao menos na minha visão, indica isso.

sábado, agosto 16, 2014

Inter pode ditar o ritmo do jogo

Não é de hoje que Abel Braga adota o 4-1-4-1 no Internacional. Só eu, por exemplo, tenho registradas no arquivo do Futebol de Botão duas pranchetas do time nesse esquema tático, uma pela 1ª rodada e outra pela 11ª rodada (confira aqui e aqui). Note nos links que até outro dia o flanco esquerdo era ocupado por Alan Patrick. E que Alex atuava na meia (primeiro link), ao lado de Aránguiz. De umas partidas para cá, no entanto, o camisa 12 tem jogado à esquerda, enquanto Patrick tem se consolidado como reserva. E Wellington tem sido o cara ao lado do chileno, como mostra o segundo link.

Na vitória por 1 a 0 sobre o Goiás (gol contra de Pedro Henrique), no Serra Dourada, neste sábado, pela 15ª rodada do Brasileirão, a equipe colorada obteve relativamente um bom desempenho, estruturada dessa maneira, com as duas linhas de quatro - além do cabeça de área (dessa vez, Ygor) e do centroavante. A opção por dois meias de ofício (Alex e D’Alessandro) pelas beiradas, aliás, permite ao Inter a valorização da posse de bola, através da troca de passes. Alex e D’Alessandro não são pontas e em regra buscam a faixa central para trabalhar, onde se somam a Aránguiz e formam a espinha dorsal técnica, como aconteceu contra o Goiás em alguns momentos, apesar das poucas chances de gol criadas, principalmente nos primeiros 15 minutos.



Alex e D’Alessandro não são os chamados wingers. Não são jogadores de velocidade, habilidade e condução, como em tese manda a cartilha dos wingers. Justamente por isso, por serem mais meias do que ponteiros, embora fechem os flancos sem a bola, com ela eles não necessariamente progridem por ali. Aproximam-se pela faixa central, criam a superioridade numérica no setor, e abrem os corredores para os laterais - em especial o esquerdo, muito bem ocupado no ataque por Fabrício. As triangulações, as pequenas sociedades, também são dignas de notas (Winck/Wellington Silva, Aránguiz e D’Alessandro por um lado, Fabrício, Wellington e Alex pelo outro). Se não chegaram a ocorrer com tanta frequência e eficiência no gramadão do Serra Dourada, pelo menos são alternativas pertinentes para o restante do campeonato. Mas precisam ser treinadas e praticadas.

O importante é que Abel tem, não de hoje, seu esquema tático definido. E agora aparentemente ele se decidiu por Alex, e não Alan Patrick, no lado esquerdo, o que, como eu disse, pode aumentar a possibilidade do Colorado ditar o ritmo do jogo, não só no Beira-Rio, mas também como visitante, pois um meio campo com Aránguiz, D’Alessandro e Alex, se entrosado, tem totais condições de propor um estilo de troca de passes curtos, tão raro no futebol brasileiro atual. E digo mais: essas condições seriam maiores se Valdivia completasse essa linha de quatro, com Wellington (ou Willians) na cabeça de área. Seja como for, o fato é que com os três pontos adquiridos em Goiânia, o Inter chegou a 31 e assumiu provisoriamente a liderança. No complemento da rodada, domingo, o Cruzeiro (30 pontos) recebe o Santos, no Mineirão.

segunda-feira, agosto 11, 2014

Cruzeiro ilude seus concorrentes

A rodada 14 foi simbólica. Na verdade, foi ilusória. No fim de semana em que o todo-poderoso Cruzeiro ficou no zero a zero com o modesto Criciúma fora de casa, Internacional e Corinthians ganharam seus clássicos regionais e encostaram no líder na tabela. Mas encostaram apenas na tabela, uma vez que dentro das quatro linhas, no gramado, a distância do Cruzeiro para seus concorrentes diretos ainda é muito grande (distância que não deve ser tirada nessa temporada, sinto lhe informar). Basta analisar os desempenhos, e não os resultados, para chegar a essa conclusão.

Eu sei. Num país onde o resultado imediato sobrepõe-se ao jogo jogado, talvez eu esteja pedindo demais. Da minha parte querer que as pessoas (torcedores, jornalistas, etc) se atenham ao futebol e não ao resultado, é querer demais. Entretanto, como sou otimista e teimoso e jamais subestimo a inteligência alheia, insisto: com um pouquinho de racionalidade e visão crítica de campo e bola, pode-se perceber que, embora próximos do Cruzeiro na tabela de classificação, Internacional e Corinthians (e Fluminense, e São Paulo, e assim por diante) estão longe de jogar uma bola que se aproxime da do Cruzeiro. Por quê? Porque, entre outros motivos, Marcelo Oliveira está há mais tempo no cargo (veja bem: entre outros motivos).

De sábado para domingo, aliás, cheguei a tuitar: "Inter pode ganhar amanhã, ficar a 2 pontos, mas no fim das contas, a qualidade, o entrosamento e a regularidade da Raposa fazem a diferença." De fato, meio aos trancos e barrancos, o Inter ganhou do Grêmio no Beira-Rio e ficou a dois pontos do líder, na segunda colocação. Porém o futebol apresentado pelo time de Abel está distante do apresentado pelo time de Marcelo Oliveira (distância, como disse, que não deve ser tirada nessa temporada). E o mesmo raciocínio se aplica ao Corinthians de Mano, ao Fluminense de Cristóvão, ao São Paulo de Muricy... Portanto, embora no momento a distância na tabela seja pequena, não se iluda, meu caro: no campo e bola o Cruzeiro está bem à frente, e nos pontos corridos isso é determinante.

domingo, outubro 20, 2013

Tudo igual no Gre-Nal

No começo o Inter teve Jorge Henrique aberto à esquerda. Mas logo após o gol de Willians aos 3 minutos e pouco, quem abriu para duelar com Pará foi Otávio. Dessa maneira o camisa 23 passou para dentro e bateu de frente com Souza, de modo que o 8 duelou com Riveros. Já da direita partia o canhoto D’Alessandro, enquanto Damião ficava na referência e João Afonso cercava o atacante Kleber.

Quando saiu a escalação do Grêmio, pensei no 4-4-2 em linha com Vargas e Riveros ou Ramiro nas extremas. Embora alguns cantem no 4-3-3, não deu outra: o chileno atuou à esquerda, com o baixinho Ramiro à direita. Durante alguns momentos da primeira etapa, aliás, Ramiro flutuou pela faixa central, posicionamento que deu liberdade ao lateral-esquerdo colorado. No frigir dos ovos, porém, o 36 tricolor fechou o lado direito.



A estratégia do visitante me pareceu clara: o contra ataque. No entanto, em função da abertura do placar tão cedo, quem passou a adotar o contra golpe foi o mandante, muitas vezes com até Leandro Damião atrás da linha da bola no compacto 4-1-4-1 de Clemer. Apesar das poucas chances criadas, nesse panorama o Inter foi superior ao Grêmio, pelo menos até o golaço contra de Jackson ainda no primeiro tempo. No segundo, com ambas as equipes saindo para o jogo, mais espaços surgiram e o confronto ficou lá e cá.

Pelo lado do Internacional, em desvantagem por 2 a 1 (Vargas virou no início da etapa final), Forlán entrou na vaga de Jorge Henrique e o time passou para o 4-2-3-1, com D’Ale por dentro, o uruguaio em cima de Alex Telles e Otávio na mesma, o flanco esquerdo. Mais tarde Otávio saiu para a entrada de Caio, que entrou para jogar também em cima de Telles, de modo que Forlán inverteu de lado. Já Renato Gaúcho teve de colocar Saimon no lugar de Werley (lesão), e bem mais além, talvez para segurar o empate, colocou Mamute e Wendell nas vagas de Barcos e Vargas.

No fim das contas, o clássico foi bem jogado no Centenário. Tradicionalmente feito de embates amarrados, o Gre-Nal deste domingo apresentou equipes, aos seus estilos, até certo ponto ofensivas, à procura do gol a todo instante. Apesar da superioridade colorada no primeiro tempo, a meu ver o 2 a 2 (D’Alessandro descontou de pênalti) ficou de bom tamanho, em especial por causa dos 45 minutos finais.

sexta-feira, outubro 04, 2013

A indefinição de Dunga

Vamos lá, de cabeça, sem recorrer aos sites: Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton, Lucas Silva; Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Willian e Borges. Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Ramiro, Souza, Riveros e Vargas; Kleber e Barcos. Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; João Paulo, Deivid, Everton e Paulo Baier; Marcelo e Ederson. Jefferson; Edilson, Bolívar, Dória e... Júlio César tá machucado, né? Me fugiu o nome do lateral-esquerdo. Mas enfim: Gabriel, Marcelo Mattos; Lodeiro, Seedorf, Rafael Marques e Elias.

Ninguém é imune a lesões, suspensões e convocações (casos de Jefferson, Dedé, Vargas). E dentro dos jogos existem variações táticas, claro. Mas na medida do possível, em regra, estes são os times e os esquemas titulares dos membros do G4 (Cruzeiro e Botafogo jogam no 4-2-3-1, Atlético-PR no 4-4-2 em losango e o Grêmio, após uma longa sequência de partidas no 3-5-2, tem atuado no 4-4-2 em linha). Pergunte ao botafoguense mais antenado, ao gremista, ao atleticano ou ao cruzeirense e ele vai te cantar o goleiro ao ponta-esquerda.

Cito os membros do G4 porque eles estão em evidência, porém não são os únicos, ainda bem. Outras equipes, provavelmente a maioria, também têm o XI (peças e sistema) definido. Até por questões físicas e técnicas, e emocionais, uns rendendo mais, outros menos, mas na medida do possível, com o XI definido. Pergunte ao torcedor ou ao comentarista mais informado e ele te dirá. Só não seja maldoso e não pergunte ao torcedor do Internacional, pois passadas 25 rodadas, ele ainda não tem um time titular para chamar de seu. Por quê? Pergunte a Dunga.

sexta-feira, setembro 13, 2013

Alex e mais dez

Qual o time titular do Internacional? Pois é. Não sabemos. Nem Dunga sabe. E isso é um defeito gravíssimo e inadmissível, pois 20 rodadas já se passaram. No entanto, só sei que, por mim, Alex deveria estar no onze inicial. Na vaga de quem? Ah, precisaríamos de outro post para isso, não vem ao caso agora (podemos discutir nos comentários).



Tem se falado que Alex não tem rendido bem quando entra. Mas também, entra sempre no segundo tempo, quando o roteiro da partida já está praticamente decidido. Tem se falado também que ele não está 100% fisicamente, sem ritmo de jogo. Mas também, sem sequência não se adquire preparo, ritmo, tampouco confiança. Isso sim vem ao caso. Porque enquanto Dunga mantiver Alex no banco, ele jamais entrará na ponta dos cascos.

Não estou pedindo que Dunga dê a Alex o papel de protagonista da equipe. Esse pertence a D’Alessandro, justa e indiscutivelmente. Contudo, o camisa 12 não pode ser o 12º jogador do elenco. Tem de estar no onze inicial para, como disse, entrar na ponta dos cascos. Aliás, o onze inicial tem de ser definido para ontem. Porque sem definição não há entrosamento, e sem entrosamento não há sequer vaga na Libertadores 2014.

Quem me acompanha pelo Twitter sabe que desde sempre tenho dito que o treinador do Inter não está à altura de seu plantel, e esse é o principal defeito do Colorado. Ainda assim, independente do técnico, acima de tudo, é preciso definir o time titular. Claro, há lesões, suspensões e até mesmo convocações (Forlán). Apesar disso, a estrutura do XI tem de ser formada com urgência, até pela qualidade técnica e pela experiência, de preferência, com Alex nela.

sexta-feira, agosto 23, 2013

Forlán faz chover

Aos 34 anos, 17 gols em 28 jogos na temporada.



Palmas para o camisa 7 colorado.

domingo, agosto 04, 2013

Por que Cruzeiro, Inter e Corinthians

Torneio de pontos corridos se ganha com elenco. Há exceções como o Flamengo de 2009, de Petkovic e Adriano, mas elas são raras. Em regra, sem um plantel qualificado e equilibrado, não se briga pelo título até o fim. Outro ponto um pouco menos relevante, porém fundamental, é a comissão técnica. Por essas e outras, passadas onze rodadas, Cruzeiro, Internacional e Corinthians são meus favoritos ao Brasileirão.

No caso do clube de Belo Horizonte, a força do elenco já foi testada e aprovada - graças também ao trabalho de Marcelo Oliveira. Em tese titulares na temporada, Ceará, Henrique (nem chegou a estrear, né?), Dagoberto e Borges ficaram no estaleiro (alguns ainda estão, não?) por um longo período, e mesmo assim o Cruzeiro se manteve no topo da tabela, com Mayke na lateral direita, Souza no meio campo, Luan na ponta esquerda e Vinícius Araújo na referência. Borges já jogou no sábado. Dagoberto também deve voltar logo, logo. E ainda tem o Júlio Baptista.

No caso do time de Porto Alegre, confesso que não morro de amores pelo trabalho de Dunga. No entanto o elenco colorado oferece várias possibilidades e permite altas expectativas. As chegadas de Alex e Scocco, dois titulares, colocam o Inter em outro patamar. Dois caras decisivos. E somam-se a esses dois quase craques nomes como D’Alessandro e Forlán, Juan, Muriel, os polivalentes Fabrício e Jorge Henrique, os volantes Ygor, Airton, Willians e Josimar, além de garotos como Otávio, Alan Patrick, Caio... Ah, e, se ficar, tem o Damião, né.

Já no caso do Alvinegro da capital paulista, reúne-se o crème de la crème. Porque, a meu ver, o Corinthians conta com o melhor elenco e o melhor treinador do campeonato. (Na verdade para mim o melhor treinador chama-se Mano Menezes, contudo Tite tem bem mais tempo de casa e isso faz diferença.) Apesar da saída de seu principal jogador (Paulinho), a equipe do Parque São Jorge deve brigar até a última rodada pela taça, basicamente porque tem um grupo experiente, entrosado, farto em quantidade e qualidade. Se os titulares forem esses que têm jogado (Ralf, Guilherme, Romarinho, Danilo, Emerson e Guerrero), na reserva tem apenas Pato e Renato Augusto, por exemplo.

E o Botafogo? Por que não entra nessa lista de três? E o Coritiba? Bom, primeiro porque para um deles entrar alguém tem de sair (sai quem?). E segundo porque, no quesito elenco, entendo que estão abaixo de Cruzeiro, Inter e Corinthians. Têm a cereja do bolo, cada um a sua: Seedorf de um lado, Alex do outro. Até o momento, talvez, não por acaso, os dois grandes destaques da competição. Entretanto com tantos jogos por vir, com as maratonas de quarta e domingo, e com a disputa paralela da Copa do Brasil e eventualmente da Sul-Americana, imagino que Botafogo e Coritiba percam o fôlego e acabem brigando seriamente "apenas" por vaga na Libertadores. Quanto ao Alvinegro Carioca ainda tem o agravante dos salários atrasados e a ausência de um lugar para chamar de seu (Maracanã?).

quinta-feira, setembro 06, 2012

Dagoberto e Osvaldo correm por fora

Forlán e Maicon. Titulares de Fernandão e Ney Franco. No 4-4-2 em losango colorado, o uruguaio forma a dupla de ataque com Leandro Damião. No 4-2-3-1 tricolor, Maicon é o ponta-esquerda. Independente da presença deles ou não, contudo, creio eu, ao longo do campeonato dois jogadores irão pintar entre os onze: Dagoberto e Osvaldo.

Na partida desta quarta-feira, no Morumbi, no empate por 1 a 1 entre São Paulo e Internacional, os dois se destacaram. Um, em especial, pelo golaço de bate-pronto, de esquerda - grau de dificuldade e de beleza altíssimos. O outro pelo segundo tempo, quando deitou, rolou e amarelou três atletas vermelhos.



Dagoberto, evidentemente, oferece ao time uma movimentação que Forlán não é capaz. Aberto à direita, em cima do desligado Bruno Cortez, o ex-são-paulino se desprendeu da marcação com facilidade, flutuou por uma extensa faixa do campo ofensivo, aproximou-se do centroavante, infiltrou-se na área e finalizou. Na comemoração do gol, discreta, inclusive, fiquei mais com a sensação da insatisfação com a reserva do que pelo fato da vítima ser seu ex-clube.

Osvaldo, aberto à esquerda, pecou num fundamento: o cruzamento. Por três ou quatro vezes arriscou alçar a bola na área de esquerda, mas foi mal. No primeiro tempo partiu para cima de Nei, também, umas três vezes, e foi desarmado nas três. Na segunda etapa, porém, voltou arisco. Não sei o que se passou no vestiário - uma injeção de confiança, talvez - mas o camisa 17 voltou endiabrado. Na base do drible, da jogada individual, encarou os adversários, passou por eles e só foi parado com a falta. Resultado: lateral-direito (Nei), zagueiro à direita (Moledo) e volante à direita (Elton) receberam o cartão amarelo.

No 4-4-2 em losango do Inter, Forlán e Damião são os atacantes. Todavia, na minha cabeça, é impossível pensar num time sem Dagoberto. Entendo, porém, que Forlán (ou Damião) no banco seja impensável. A melhor alternativa, quem sabe, seria alterar o esquema tático para encaixar Dagol. Já no 4-2-3-1 do São Paulo, Osvaldo pode fazer, ou tentar fazer, pela esquerda, o que Lucas faz pela direita. E Maicon, apesar de ter marcado o gol de empate nessa rodada, ficaria como opção.

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sexta-feira, agosto 10, 2012

Certeza x dúvida

Dois noves mudaram de time nessa sexta-feira. O primeiro foi André, confirmado no site oficial do clube praiano. Fica até o final do ano. O segundo foi Rafael Moura, que troca o Fluminense pelo Internacional, de acordo com a Rádio Gaúcha.



André não é Coutinho. Mas no Santos, irá nadar de braçada. Será titular absoluto, ao lado de Neymar. Ao lado do craque da Seleção, aliás, tem tudo para voltar a balançar as redes com frequência, como fez em 2010. À vontade na Vila Belmiro, o novo nove não deve ter perdido o entrosamento com o onze.

Se por um lado há mais certezas do que dúvidas quanto a contratação do Peixe junto ao Galo, quanto a Rafael Moura há mais dúvidas do que certezas.

A primeira delas é sobre Leandro Damião. Sai ou permanece? Se permanecer, He-Man é reserva imediato. Se sair, o ex-tricolor deve brigar por uma vaga com Forlán. No 4-4-2 em losango de Fernandão, se Damião sair, são dois lugares para três candidatos (Diego Forlán, Dagoberto e Rafael Moura). De qualquer forma, parece-me que Rafael chega para engrossar o elenco.

Jogador por jogador, centroavante por centroavante, hoje prefiro Rafael Moura. Mais presença de área, força física e experiência. Contudo soa-me certo o que André pode e deve fazer pelo Alvinegro, ao contrário de Rafael no Colorado, até porque não deve ser titular.

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terça-feira, julho 17, 2012

Pré-jogo: Galo vs Colorado

Embora muitos repórteres ainda insistam em perguntar a atletas e técnicos sobre a lendária marcação individual, sabemos que hoje em dia (na verdade não é de hoje) essa prática é rara, pouco usual. Em regra a marcação é feita por zona e/ou pressão.

Contudo, pode-se atribuir ao confronto os duelos individuais por causa do posicionamento dos jogadores no gramado. A marcação não é individual, mas o duelo se repete com frequência. E o Atlético vs Inter desta quarta-feira, em Belo Horizonte, não deve ser excessão.

Pelo lado do Galo há mais certezas do que dúvidas no que diz respeito à escalação inicial. Apenas uma nota: suspenso, Jô deve dar lugar a Guilherme. Em contrapartida, não se sabe quem será a referência do ataque colorado (na minha previsão aposto em Mike). Há também interrogações em relação à linha de três. Quem completará o trio com D'Alessandro e Dagoberto? Aqui, penso em Marcos Aurélio.



Se assim for, a batalhas individuais, no meio campo, devem acontecer entre Donizete e D'Alessandro, Pierre e Guiñazu, e Ronaldinho e Elton. Já nas beiradas, Danilinho e Bernard devem bater de frente com Fabrício e Edson Ratinho, enquanto Marcos Rocha duela com Dagoberto e Júnior César com Marcos Aurélio (Lucas Lima?).

O ponto-chave do jogo, porém, pode estar mais avançado, na briga entre zagueiros e centroavantes. Rafael Marques e Leonardo Silva terão, em tese, menos trabalho para marcar Mike (se ele for mesmo o 9) do que terão os veteranos Bolívar e Índio para marcar Guilherme. Lenta, a dupla de zaga do Inter pode ser determinante contra uma equipe com jovens e velozes avantes (Danilinho, Bernard e Guilherme).

Teorias à parte, a bola rola na prática no Estádio Independência às 21h50, horário de Brasília. Líder, o Atlético tem 22 pontos na tabela, seis a mais que o sexto colocado Internacional.

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