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sábado, março 25, 2017

Top 5 elencos do mundo

Três jogadores por posição. Embora a lista da Copa seja composta de 23 jogadores, optei por três por posição para ampliar o leque. Ainda assim, certamente alguns nomes ficaram de fora.

Os 33 atletas de cada seleção a seguir não necessariamente refletem as escolhas de seus treinadores, tampouco o esquema tático, a distribuição das peças e a ordem de titularidade. De qualquer forma, as cinco pranchetas abaixo servem como referência para comparar os principais elencos do futebol mundial no momento. Na minha visão, eis a ordem:

1. França



2. Brasil



3. Espanha



4. Alemanha



5. Argentina



PS: Entre parênteses, a idade do jogador.

quarta-feira, julho 23, 2014

Os craques da Copa 2014

Messi foi eleito o melhor pela FIFA.

Robben foi eleito o melhor pela maioria.

E James foi o artilheiro com 6 gols em 5 jogos.



Sem dúvida, os três grandes destaques individuais do torneio.

quinta-feira, julho 10, 2014

Uma final à altura da Copa

É mais difícil a Argentina passar pela Holanda do que pela Alemanha. Escrevi isso algumas vezes no Twitter, entre o 7 a 1 eterno, desde que o primeiro finalista foi definido, e a partida desta quarta-feira, na Arena Corinthians. Escrevi que era mais difícil a Argentina passar pela Holanda do que pela Alemanha porque o time treinado por Van Gaal é muito mais pragmático, burocrático, e se defende muito melhor.

Ou melhor, não sei se "se defende melhor" é a colocação correta, mas o fato é que a Holanda de Van Gaal oferece menos espaços ao adversário do que a Alemanha de Löw. No 3-5-2 holandês, algumas vezes com os alas alinhados aos zagueiros, o campo defensivo laranja está quase sempre preenchido, com os espaços estrategicamente ocupados, para que os craques da frente possam decidir. Deu certo ao longo da Copa do Mundo, porém não contra a Argentina.

A Alemanha, em contrapartida, não tem no ataque (setor) seu ponto forte, apesar de Müller. O diferencial alemão, como você sabe, é o meio campo. São os dois meio-campistas do Bayern (Schweinsteiger e Kroos), e o volante do Real Madrid (Khedira), que fazem o jogo acontecer. Quando eles saem para o jogo, a equipe toda avança, em bloco, para manter a compactação, e em função disso, oferecem espaços aos adversários. E quando o avanço em bloco não é bem feito (lembre-se, ninguém é perfeito), abrem-se espaços entre os setores. Ou seja, os espaços que não existiram diante da Holanda devem dar as caras na finalíssima, para a Argentina.

Sim, Messi não conseguiu jogar contra a Holanda. Aliás, ele ainda não se apresentou no padrão Messi nessa Copa. Foi decisivo em vários confrontos, tem quatro gols na competição, assistência, mas ainda não atuou no padrão Messi. Em especial contra a Holanda, o time que melhor sabia se defender na Copa, e o time que tinha De Jong. Claro, o duelo não foi apenas De Jong vs Messi. Sempre que Messi pensava em tocar na bola, De Jong já estava em cima, com no mínimo mais um na cobertura. A tarefa de De Jong era clara: parar Messi. E até certo ponto essa tarefa com cumprida. Projetando a final do Maracanã, no entanto, não vejo nenhum jogador alemão com o poder de marcação/destruição de De Jong. Em outras palavras, a Alemanha não tem um De Jong, a Alemanha não se defende como se defende o time de De Jong, não nega os espaços como o time de De Jong, e justamente por isso Messi e cia deverão ter mais espaços para atacar ou contra atacar.

Veja bem, não estou dizendo que a Holanda é mais time que a Alemanha. Não é isso. Coletivamente, a Alemanha tem mais time. Muito mais. É muito mais equilibrada entre seus setores. O que estou dizendo é que, ao contrário da Holanda, a Alemanha "deixa" o adversário jogar. Vai pra cima com o time todo, e consequentemente oferece espaços ao adversário. Portanto espero um jogaço aberto, lá e cá, com muitos gols (desde que os goleiros não fechem as porteiras), ou ao menos com várias chances criadas, ao contrário de Holanda 0-0 Argentina. E, convenhamos, a Copa das Copas merece uma final assim. Se essa expectativa vai se confirmar ou não, só saberemos no domingo, a partir das 16h.

sábado, junho 21, 2014

Daqui pra frente vai ser diferente

É fisicamente impossível atacar sem se expor. A partir do momento em que um time vai para cima do outro, inevitavelmente surgem espaços às suas costas. Se o time que avança com a bola sobe a linha de defesa e ataca compactado, abrem-se espaços às costas dos zagueiros. Se o time que avança segura os defensores lá atrás, abrem-se espaços entre os setores. Ou seja, é impossível atacar sem se expor (é uma via de mão dupla, toma lá dá cá, acontece dos dois lados).

Quando tuitei, durante a partida deste sábado, no Mineirão, que era bom para a Argentina que o Irã "gostasse do jogo", obviamente sabia do risco que era ter o Irã mais próximo da área argentina. Não menos óbvio, no entanto, seriam os espaços que iriam começar a surgir. E, convenhamos, até então os iranianos estavam muito bem retrancados (mérito deles, diga-se). Dentro das propostas de cada um, aliás, a equipe treinada por Queiroz foi superior à treinada por Sabella, que não soube encontrar o caminho do gol em meio a tantos caras de vermelho.



Virou até um clichê de uns tempos para cá (na verdade esse clichê deve existir desde sempre), quando falamos da Seleção, afirmar que "o Brasil tem dificuldades de enfrentar adversários que se fecham lá atrás", que com espaços a Seleção consegue mostrar seu futebol. Ora! Todo time do mundo gosta de jogar com espaços. Todas seleções do planeta preferem atacar com espaços. É mais fácil com espaços, ainda mais quando se tem atletas velozes e habilidosos. E com a Argentina não é diferente. Pelo contrário. Mas nem sempre isso é possível, pois dependendo da estratégia do oponente, serão dez jogadores atrás da linha da bola, compactadíssimos, preenchendo os espaços. Uma vez que o adversário começa a sair para o jogo, contudo, os espaços inevitavelmente aparecem, assim como a possibilidade da transição rápida, do contra ataque. É aí que aparece um Robben, um Neymar, um Messi, um Di María, um Agüero...

Claro. A Argentina jogou mal contra o Irã. Sem dúvida. Não fosse o golaço de Messi no minuto final, o vexame estaria consumado. Como disse, dentro da proposta de cada um, o Irã foi melhor que a Argentina, levou mais perigo ao gol adversário do que o contrário, graças também à eficiência dos iranianos no papel defensivo, sem a bola, à aplicação tática dos jogadores e etc. Daqui pra frente, entretanto, imagino que os argentinos não irão pegar nenhuma equipe tão retrancada assim (sem tirar os méritos de quem a executou; a chamada retranca é legítima e até certo ponto admirável). Daqui pra frente, entretanto, é provável que a Argentina enfrente times que batam de frente com ela desde o minuto inicial, que saiam mais para o jogo desde o seu início, e que consequentemente deixam espaços para os contra golpes. E no contra golpe, devido aos jogadores que possui, convenhamos, a Argentina é letal.

domingo, junho 15, 2014

Não se mexe no Quarteto Fantástico

Não sei se foi preocupação excessiva com Dzeko, se foi uma consequência dos treinamentos... Só sei que, diante da Bósnia, na estreia da Copa, neste domingo, no Maracanã, Sabella mudou o XI e o esquema tático habituais da Argentina: trocou o 4-4-2 em losango pelo 3-5-2, e quem pagou o pato foi Higuaín.

Sem o centroavante do Napoli, o time ficou sem profundidade. Sem Gonzalo para aprofundar a defesa adversária, as linhas da Bósnia ficaram próximas e a marcação em Messi era sempre dobrada. Os espaços ficaram escassos, e o desempenho do 10 foi bastante abaixo da média. Basicamente foi anulado na ponta direita, no primeiro tempo.

Falei em 3-5-2, mas pode-se ler 3-4-3, já que Messi atuou na ponta direita mesmo, enquanto Agüero trabalhou na referência (não é a dele), e Di María caiu quase sempre pela ponta esquerda. Ou seja, com três homens na zaga, dois nas alas e, digamos assim, três no ataque, o miolo da meia cancha ficou exposto demais com Mascherano e Maxi Rodríguez. Resultado: nos primeiros 45 minutos a Argentina sofreu defensiva e ofensivamente, sem e com a bola.



Sabella corrigiu no intervalo. Foi sábio e não insistiu no erro. Reconheceu que a mudança feita por ele não deu certo - pelo contrário, deu errado com força - e voltou à etapa final com a equipe habitual. Fez duas substituições (Campagnaro e Maxi por Higuaín e Gago) e voltou com a linha de quatro na defesa, a trinca formada por Mascherano, Gago e Di María. E Messi virou enganche, desprendido da ponta direita, centralizado, atrás da dupla Higuaín e Agüero.

Dessa maneira, no 4-3-1-2, com Messi recompondo sem a bola lentamente, literalmente andando em campo (Di María, em compensação, é o demônio nesse aspecto), a Argentina se reencontrou, se reergueu tanto defensiva quanto ofensivamente, atingiu o equilíbrio, e merecidamente alcançou a vitória (2 a 1).



Sem dúvida, esse é o caminho. Sabella, penso eu, se deu conta de que no Fantastic Four não se mexe. Imagino eu, se deu conta de que, independente das características do adversário, Di María, Messi, Agüero e Higuaín jogam juntos, não só por uma questão técnica, mas também pela questão tática. Pois com o centroavante do Napoli no gramado, o rendimento dos demais cresce (em especial o de Messi e Agüero). E o esquema mais indicado para encaixar os quatro é esse 4-4-2 em losango mesmo (4-3-1-2).

Sem querer comparar mas já comparando, pode-se traçar um paralelo, por exemplo, com o time de van Gaal. Que joga no 3-5-2 (3-4-1-2), é verdade, porém deixa os três caras mais adiantados sem tantas responsabilidades defensivas. Na Holanda, Sneijder, Robben e van Persie correm bem menos sem a bola do que os outros sete companheiros de linha. Na Argentina, mal comparando, isso ocorre com Messi, Agüero e Higuaín.

Enfim. Espero que na segunda rodada, contra o Irã, dia 21, sábado, em Belo Horizonte, Sabella inicie com o XI da segunda prancheta.

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Messi, 100sacional

Conta-se nos dedos de uma mão os jogadores que têm direito a um Top 100 goals. Lionel Messi, o gênio argentino de 26 anos, é um deles.



Nos dedos de uma mão ou de duas? Quantos - e quais - jogadores teriam direito a um Top 100 goals? Quem, além de Messi, conseguiria preencher uma lista com cem golaços?

quarta-feira, abril 10, 2013

Favoritos na Champions e na Copa

Coincidência? Não. Competência. Não à toa, Espanha e Alemanha são as favoritas à Copa do Mundo. Como disse Paul Breitner no Bola da Vez da ESPN Brasil, a força da liga nacional reflete no selecionado nacional, e os semifinalistas da Champions League mostram isso.



É verdade que no caso da Liga BBVA existe um gap imenso entre Barcelona e Real Madrid e os demais. Ainda assim, a base da Fúria é composta por atletas desses dois times. E o mesmo se aplica a Borussia Dortmund e Bayern de Munique, donos da espinha dorsal da seleção germânica.

Repito: não é coincidência. É fruto do belo trabalho realizado na Bundesliga e na Liga BBVA – sempre lembrando da diferença entre os colossos merengue e azulgrená dos demais no caso espanhol. Ainda assim, vale o exemplo.

Quer dizer que taça do mundo vai ficar com Espanha ou Alemanha? Não. Claro que não. Num torneio de mata-mata, tudo pode acontecer. Trata-se de futebol. Contudo é inegável que as equipes de Del Bosque e Löw irão pousar no Brasil com banca de favoritos. Além, claro, da Argentina, especialmente por causa de Lionel Messi. Lembre-se, entretanto: a Argentina não é apenas Messi. Se encontrou e entrosou nas Eliminatórias, e conta com outros nomes como Agüero, Higuaín, Di María e etc.

No Twitter. No Facebook.

sexta-feira, outubro 12, 2012

Argentina de Messi e Di María

Três a zero. Dois de Messi e um de Agüero. E duas assistências de Di María. Tudo isso num segundo tempo perfeito. No clássico com o Uruguai, nesta sexta-feira, jogando em casa, a Argentina construiu a vitória com autoridade.

Sabella mandou a campo o time no 4-4-2 costumeiro, em losango, com Mascherano na cabeça da área, Gago e Di María pelos lados, e Messi centralizado, com liberdade e obrigação para circular por uma extensa faixa do gramado. Entre vários outros, no lance do primeiro gol, por exemplo, ele passou para Di María como 10 e apareceu na área para finalizar como 9. Dois em um. Arco e flecha.



No ataque, até para abrir espaços para as infiltrações do camisa 10, Higuaín caiu bastante pelos lados, em especial o direito, de modo que Agüero ocupou o esquerdo. A movimentação do setor ofensivo, aliás, é um dos pontos fortes dessa equipe.

Outro ponto forte, merecedor de nota, é a presença de Di Maria na meia cancha. Ponta-direita no Real Madrid, no selecionado nacional o 7 funciona como principal válvula de escape. Suas subidas pela meia esquerda são sempre efetivas e perigosas. Não à toa, participou diretamente de dois dos três gols.

Imagino que o sonho de Sabella seja ter a linha defensiva, sei lá, do Brasil. Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo. De fato, a linha de quatro dos hermanos é fraca. Mediana. O goleiro também. Mas, se o time se entrosar e o coletivo encaixar, a tendência é o talento individual decidir. E, convenhamos, talento individual eles têm de sobra.

No Twitter. No Facebook.

sexta-feira, novembro 11, 2011

Messi falso 9 na seleção: sim ou não?

Não é de hoje que a Argentina joga no 4-4-2 em losango. Ainda com Batista, esse era o esquema adotado, com Mascherano, Gago, Di María e Messi no meio (veja aqui).

Sabella mantém a estrutura tática. Na vitória por 4 a 1 sobre o Chile, no dia 7 de outubro, a meia-cancha foi formada por Braña, Banega, Di María e Sosa, com Messi no ataque (aqui).

Nesta sexta, no 1 a 1 com a Bolívia em pleno Monumental, Alvarez compôs a dupla de ataque com Higuaín, no mesmo sistema. O 10 foi o ponta de lança, se projetando à frente e caindo pela direita.



A gente precisa parar de traçar um paralelo entre a equipe dos hermanos e a catalã por causa do gênio argentino. É evidente que a Albiceleste jamais vai jogar como o Barcelona, por uma série de motivos (alguns deles aqui).

Só para me contrariar, porém, esbocei a Argentina num 4-3-3 com Messi de falso nove, posição que atua com Guardiola. (Aliás, para refrescar a memória, ele começou como ponta-direita com Rijkaard, seguiu como ponta-direita com Pep - Eto'o era o centroavante -, e só assumiu a faixa central depois da saída de Ibrahimovic.)

Sei que Barcelona é Barcelona e Argentina é Argentina. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. No entanto, se Sabella quisesse repetir pelo menos a estrutura tática e o posicionamento de Messi, seria algo mais ou menos assim.



O canhoto Di María jogaria aberto na direita (onde joga no 4-2-3-1 do Real Madrid), o destro Agüero aberto na esquerda, e Messi no centro, voltando para ajudar na distribuição e alimentar as entradas em diagonal dos pontas.

Sem desmerecer Higuaín ou qualquer outro, na teoria esse time teria tudo para dar certo. Se não a nível Barcelona, poderia render muito mais do que vem rendendo (pelo menos no que diz respeito ao setor ofensivo, já que o treinador e os caras do ataque nada podem fazer quanto a erros individuais da defesa, como cansou de cometer Demichelis contra a Bolívia).

Sem querer comparar mas já comparando, a pergunta que fica é a seguinte: vale a pena tentar Messi de falso nove, posição onde se tornou artilheiro absoluto no clube, ou é melhor manter o 4-4-2 em losango (ou outro esquema) com Higuaín na referência?

segunda-feira, julho 11, 2011

Argentina parece que se encontra

No primeiro tempo fiquei com a nítida impressão de um 4-4-2 em quadrado, assimétrico, com Gago de segundo volante, Di María aberto na meia esquerda e Messi do centro para a direita. Na segunda etapa, no entanto, fiquei com a sensação de um 4-4-2 em losango, também sem simetria. Mas indepentende do desenho do meio-campo, o fato é que a Argentina mudou seu esquema tático e aparentemente se encontrou.



No 3 a 0 sobre a Costa Rica, nesta segunda-feira, Zabaleta se apresentou na frente com frequência, ao contrário de Zanetti, que mais guardou posição do que apoiou. Fez sentido, porque o lado esquerdo foi ocupado por Di María e Agüero. Aberto pela ponta, aliás, o camisa 16 iniciou várias jogadas.

Já Messi trabalhou como o pé pensante do time. Foi do melhor do mundo os passes para o segundo (Agüero) e o terceiro (Di María) gol argentino. O maestro com o número 10 às costas comandou a vitória e foi um dos destaques da partida, ao lado de Gago e Agüero.

Quem não conseguiu acompanhar o nível do resto da equipe foi Higuaín, que perdeu diversas oportunidades. A cada chance que aparecia, parecia que o gol ficava menor. Não penso, porém, que em função disso, ele será sacado do próximo duelo. Batista deve mantê-lo, inclusive para não tirar confiança do centroavante.

quarta-feira, julho 06, 2011

Time de Batista segue sem padrão

A Argentina nunca vai jogar como o Barcelona. Não só por causa de Xavi e Iniesta, mas também por causa da dupla de zaga, do volante e dos laterais. E, claro, por causa do entrosamento.

A diferença vai além da parte técnica. É superficial comparar e concluir que Xavi e Iniesta são mais jogadores que Banega e Cambiasso, que Busquets trata a bola com a qualidade que Mascherano não possui, que Daniel Alves tem mais presença ofensiva que Zanetti, e que Piqué é mais completo que Burdisso e Milito juntos.

A diferença está no estilo de jogo, na filosofia implantada por Pep Guardiola, na coletividade e na proximidade azulgrená. E, claro, no entrosamento.

No entanto a culpa não é exclusivamente do técnico Sergio Batista ou dos jogadores argentinos. Nenhum time no mundo, seja seleção ou clube, consegue fazer o que faz o Barça: redução dos espaços, compactação, posse de bola paciente, criativa, efetiva, marcação por pressão, etc.

Não é exclusividade da Argentina. Assim como praticamente todos os times do mundo, a Albiceleste não vai atingir o padrão Barcelona dos últimos anos. Mas que a equipe treinada por Batista poderia render mais, em especial com essa matéria-prima, poderia. Ou melhor: deveria.

terça-feira, novembro 16, 2010

Pré-jogo do clássico dos clássicos

Baseado nas informações que chegaram via Twitter da CBF e do colega Renato Zanata, imagino que estes serão os times escalados no amistoso.

A diferença mais notável é que Mano aparentemente irá trocar o 4-2-3-1 habitual pelo 4-4-2 em losango, com Ronaldinho na armação, à frente de três meio-campistas e atrás de dois atacantes.



Devido à ausência de Pato e à opção do treinador em deixar André no banco, o Brasil atuará sem uma referência no ataque, sem um 9 de ofício, ao contrário da Argentina, que contará com Higuaín.

Em relação aos duelos individuais, é provável que Daniel e André se encarreguem dos pontas Di María e Messi, e o cabeça-de-área Lucas bata de frente com Pastore.

Já Mascherano deve fazer o mesmo com Ronaldinho, embora de maneira menos explícita, porque o argentino não atua centralizado.

Como a superioridade numérica do meio-campo é verde-amarela, em função dos deslocamentos dos volantes adversários para marcar o camisa 10, é bem possível que espaços surgirão para a progressão de Elias ou Ramires.

Teorias pré-jogo à parte, a bola rola na prática nesta quarta-feira às 15h, horário de Brasília, em Doha, no Catar.

terça-feira, agosto 17, 2010

Conca, D'Ale, Manso ou Riquelme?

Quando penso num meia-armador argentino, três canhotos e um destro me vêm à cabeça: Conca, D'Alessandro, Manso e Riquelme.

Neste fim de semana que passou muito se falou, aqui no Brasil, em Conca na seleção argentina. De ontem para hoje me dei conta que, dependendo do esquema tático adotado por Batista, ele tem vaga na equipe titular.



Não vi o jogo contra a Irlanda, mas li no Futebol Portenho que a Argentina atuou no 4-1-4-1. Já no Olé, ouvi Messi dizer que o sistema foi o mesmo do Barcelona. De qualquer forma, se imaginarmos um 4-3-3 em triângulo (dois volantes e um meia) ou um 4-2-3-1, Darío daria certo: Messi na ponta direita, Di María na ponta esquerda, Higuaín (ou Milito) na referência do ataque, e Conca na articulação central.

Entre os quatro meias citados, para mim Riquelme é o mais bola, seguido de Conca, Manso e D'Alessandro. No entanto a essa altura do campeonato a idade conta: o jogador do Boca tem 32 anos, o do Pachuca tem 31, o do Inter tem 29 e o do Flu tem 27.

Portanto, se pesarmos na balança a qualidade e a idade, e se pensarmos num time com linha de quatro, dois volantes, um meia, dois pontas e um centroavante, na minha opinião Conca tem espaço entre os onze.

sexta-feira, junho 25, 2010

Futura dupla do Barça se destaca

Özil fez boas partidas. Forlán também. Mas para mim os dois maiores destaques individuais da fase de grupos são David Villa e Lionel Messi. Não necessariamente nesta ordem.



Apesar de ainda não ter balançado a rede, o gênio argentino foi o melhor jogador nos três jogos que a Alviceleste fez, a meu ver. Contra a Nigéria, foi parado por Enyeama. Contra Coreia do Sul e Grécia, parou na trave. É verdade que não foi o Messi do 4 a 1 sobre o Arsenal, mas conduziu o time às vitórias.

Já Villa é um dos goleadores do torneio com 3 gols, ao lado de Higuaín e Vittek. Além de mostrar seu faro de artilheiro nesse início, mostrou sua importância para a Espanha. Seja atuando como ponta-esquerda, seja jogando como centroavante, o camisa 7 tem decidido.

E pensar que eles vão jogar juntos na próxima temporada.

terça-feira, junho 22, 2010

Argentina repete esquema tático

Maradona repetiu o 4-4-2 em losango utilizado no confronto contra a Coreia do Sul. Mas apenas quatro jogadores que atuaram como titulares naquela partida enfrentaram a Grécia desde o início: Romero, Demichelis, Maxi Rodriguez e Messi.



Nesta terça Burdisso assumiu a vaga de Samuel, na quarta zaga, e Bolatti a de Mascherano, na cabeça-de-área. Verón fez o apoio pelo lado esquerdo, lugar que foi preenchido por Di María no jogo anterior. Nas laterais, Otamendi e Clemente operaram nas posições de Jonás e Henzie. E no ataque, Milito e Agüero substituíram Higuaín e Tevez.

No segundo tempo o camisa 20 foi substituído por Di María, e o 8 passou para o vértice direito do losango para o 7 ocupar o espaço pela esquerda. Só para registro, na estreia a alviceleste adotou o 4-5-1.

segunda-feira, junho 21, 2010

Tevez supera Agüero na preferência

Permita-me discordar do resultado da enquete. Dos 66 votos computados, 62% foram para Tevez e 38% para Agüero. Fico com a minoria. Para mim, Kun joga mais que Carlitos.



Na minha visão o atacante do Atlético de Madri é mais veloz, habilidoso e técnico. É melhor no drible, no passe e na finalização. Por outro lado, o jogador do Manchester City é mais raçudo, marca a saída de bola adversária como poucos no mundo.

Tevez pode compensar com sua entrega, sua força de vontade, mas a meu ver Agüero contribui mais para o time no quesito ofensivo. Na minha Argentina, o camisa 16 seria titular no lugar do 11.