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sexta-feira, agosto 23, 2013

Forlán faz chover

Aos 34 anos, 17 gols em 28 jogos na temporada.



Palmas para o camisa 7 colorado.

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Amadorismo, a gente vê por aqui

Estadual só serve para derrubar treinador. Para alguns clubes pequenos pode ser a maior competição do ano. Mas para os grandes, é uma pedra na chuteira. Principalmente na dos técnicos.

No entanto os treinadores não caem sozinhos. Quando acontence, são empurrados dos seus patrões. Como no caso de Caio Júnior, demitido do Grêmio com apenas oito partidas disputadas. Oito!



Creio que no caso de Caio Júnior, seja consenso: decisão mesquinha dos dirigentes tricolores. Deram ouvidos à parte da imprensa e da torcida, não tiveram peito para suportar a pressão e mandaram embora o treinador sem mesmo terem tempo para avaliá-lo.

Vale lembrar que não é a primeira vez que isso ocorre no Grêmio. Vagner Mancini foi demitido com seis jogos à frente do time gaúcho. Convenhamos, uma várzea. E quem paga caro com essa impaciência injustificável são os jogadores e os torcedores. Afinal, o segredo do sucesso no futebol é a continuidade.

segunda-feira, abril 26, 2010

Até onde vai o Grêmio?

Fossati deve escalar os reservas no Olímpico. Por isso quando penso no Grêmio, penso nos torneios nacionais.

No Gre-Nal deste domingo a equipe treinada por Silas deu uma pista sobre seu patamar no cenário tupiniquim. Bateu um dos seletos participantes da Libertadores por 2 a 0, fora de casa, com autoridade.



Qualquer um pode morrer no mata-mata. Mas, a meu ver, apenas um time pode parar o Santos na Copa do Brasil: o Grêmio. Se passarem por Fluminense e Atlético-MG, os prováveis campeões paulista e gaúcho de 2010 se enfrentam na semifinal.

Na longa maratona dos pontos corridos, o presságio é mais árduo. Porém se as principais peças do elenco forem mantidas até o final do ano, e a comissão técnica, o Tricolor vai brigar pelo título, imagino eu.

E essas peças atendem pelo goleiro Victor (o melhor em atividade por aqui há tempos), pelo zagueiro-central Mário Fernandes (a maior revelação brasileira desde Breno), pelo meia-esquerda Douglas (na minha visão o grande camisa 10 do Brasil, depois de Ganso), e pela dupla de ataque formada por Jonas e Borges (para mim, entre as três mais notáveis do país).

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Questão de prioridade

Se o Inter tivesse vencido o Novo Hamburgo neste domingo, esta bola sequer seria levantada. Mas como perdeu, abriu-se espaço para a discussão: o Colorado deveria ter escalado os reservas na semifinal do primeiro turno do Gauchão?



Na minha opinião, o clube gaúcho fez certo, por dois simples motivos. Primeiro porque a Libertadores é a prioridade, e segundo porque a estreia no torneio continental será nesta terça-feira (e mesmo se o jogo inaugural fosse na quarta, também aprovaria a decisão de entrar com a equipe B).

Como no Brasil a pré-temporada é ridícula, no sentido de não haver tempo para treinar, no sentido de malemal voltar das férias e já ter uma maratona colossal de jogos pela frente, esta derrota no Beira-Rio permitirá a Fossati e ao grupo uma folguinha, um tempo a mais para treinar, ou descansar, dependendo do planejamento da comissão técnica.

E para os que pensam que o que importa é o estadual, nem tudo está perdido, pois ainda há o segundo turno. Contudo, reitero: a meu ver, os clubes que estão na Libertadores deveriam levar o campeonato regional em banho-maria. Não por desprestígio, mas sim por uma questão de desgaste físico em início de temporada.

Texto publicado em Goal.com/br.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Dupla dinâmica marca e Grêmio vence

O Grêmio fez 4 a 2 no Veranópolis, no Olímpico, e se classificou à semifinal do primeiro turno do Gauchão. Sem Souza por vários meses, Silas escalou Douglas na meia esquerda e Leandro na meia direita.

Destaques para o camisa 10, para os laterais e para a dupla de ataque, que marcou dois, um de cada, e chegou aos 14 gols no estadual (8 de Borges e 6 de Jonas). Na vitória desta quarta-feira, Hugo, que entrou aos 40 do segundo tempo, e Mário, também balançaram a rede.



Atuar com apenas um ou com três atacantes, a meu ver, seria um erro, pois, pela fase que atravessam, é melhor deixar Borges e Jonas próximos à área. Por isso é bem provável que Silas mantenha este 4-4-2 por bastante tempo.

Outra opção que o treinador do Tricolor tem, sem mexer na frente, é trocar o quadrado pelo losango no meio-campo, com Douglas centralizado. Particularmente me agrada a ideia de tê-lo pelo centro, para que o jogo passe pelo seu pé com mais frequência. No entanto, é apenas uma alternativa, que em tese traria mais poder de marcação à meia-cancha e mais liberdade ao seu maestro.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Calor matador em Porto Alegre

Batista, ex-jogador de Inter, Grêmio, Seleção Brasileira, e hoje comentarista de futebol, desmaiou ao vivo em plena transmissão da TVCOM.



Se para quem está na cabine é complicado, imagine para quem está no gramado, correndo pra lá e pra cá.

domingo, maio 03, 2009

O ano dos campeões invictos

A exemplo de Inter e Sport, neste domingo Cruzeiro e Corinthians sagraram-se campeões estaduais invictos.

Em São Paulo não se pode dizer que há uma hegemonia corintiana. São Paulo e Palmeiras estão nas oitavas da Libertadores, e o Santos de Vagner Mancini - que assumiu o Peixe nesta temporada, diga-se - vem forte para o Brasileirão (apesar da eliminação precoce na Copa do Brasil).



A conquista do Paulistão de maneira invicta, portanto, é reflexo também do excelente trabalho de Mano Menezes. É raro ver o Corinthians do Mano perder. Raríssimo. E para quem se queixava do excesso de empates, no mata-mata o Timão mostrou sua eficiência (boa parte graças ao seu camisa 9).

Já em Belo Horizonte, não é de hoje que o Cruzeiro domina o terreiro. Nesta tarde a Raposa papou o bicampeonato mineiro. Só para registro: nos últimos doze clássicos diante do Galo, foram dois empates e dez vitórias celestes.

Enquanto o Cruzeiro de uns anos para cá está sempre na disputa por títulos graúdos, o Atlético, infelizmente, não tem mais assustado os adversários no cenário nacional.



Se em Minas a supremacia é azul, em Pernambuco é vermelha e negra. Além de ganhar o tetracampeonato regional à moda antiga, o Leão da Ilha faz um ótimo papel na principal competição do continente (enquanto o Náutico, ao que parece, vai brigar do meio para baixo na tabela da Série A; e o Santa Cruz, então, nem se fala).

E no Rio Grande, apesar do bicampeonato e dos três triunfos consecutivos sobre o rival, dizer que o Inter é único no sul é uma temeridade. Embora o elenco colorado seja um dos mais qualificados do país, a campanha do Grêmio na Libertadores é um claro indício do equilíbrio existente entre os dois. Pode-se afirmar com certeza, ao contrário dos grandes pernambucanos e mineiros, que a fase da dupla gaúcha é gloriosa.

domingo, abril 19, 2009

8 a 1: a especialidade da casa

Qual o melhor Internacional: o que meteu 8 a 1 no Juventude na final do Gauchão do ano passado, ou o que goleou hoje o Caxias pelo mesmo placar?

Aquela equipe tinha Clemer; Bustos, Índio, Orozco e Marcão; Danny Morais; Magrão, Guiñazu e Alex; Fernandão e Nilmar.

E a que nesta tarde sagrou-se campeã estadual invicta alinha Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kleber; Sandro, Magrão, Guiñazu e D'Alessandro; Taison e Nilmar.

Na temporada passada o Colorado entrou no Brasileirão como um dos grandes favoritos, merecidamente. Mas deu no que deu. Nesta, novamente será apontado como forte candidato ao título. Vamos ver no que vai dar. Time a time, o atual, na minha opinião, é melhor do que o do primeiro semestre de 2008. O de hoje é mais rápido, entrosado e equilibrado.

segunda-feira, abril 06, 2009

Diretoria sucumbe à pressão e demite Roth

"Sem Roth, seja qual for o técnico, o Grêmio desperta para uma nova realidade. Qualquer treinador é melhor que Roth, uma vez que Roth perde todos os títulos que disputa. O lucro é imenso. O Grêmio recomeça. A Libertadores ganha novo oxigênio. O Grêmio tem novo norte", diz Zini em seu blog.

Não é novidade que a maioria da imprensa e da torcida queria a cabeça de Roth. Bastou uma discordância entre comissão técnica e diretoria na hora de optar por titulares ou reservas no Gre-Nal de ontem, e o ultimato foi dado: se não vencer o Inter, o técnico cai.

Quanta bobagem.

Sabe-se que o elenco do Tricolor não é dos melhores. E que a pontaria dos jogadores não está afinada. Se os atacantes não têm competência ou sorte para finalizar, a culpa não é do treinador.

Perder três grenais no Gauchão tira o sono de qualquer um, é verdade. Mas e daí? O que importa é a Libertadores! É por causa da mentalidade passional e pequenina de alguns dirigentes que o estadual é uma pedra na chuteira de quem disputa a copa continental.

Veja bem, não estou defendendo Celso Roth. Ele errou feio uma ou outra vez, principalmente naquele Gre-Nal do 3-6-1. Seu salário não é baixo, não permite erros infantis como aquele. No entanto, o que acontece a partir de agora?

Já tem gênio achando que Geninho é a solução.

Se até ontem eu pensava que a equipe da Azenha iria engrenar na Libertadores porque teria tempo de sobra para treinar, hoje, em meio à turbulência, as incógnitas me rodeiam.

domingo, abril 05, 2009

Grêmio eliminado do Gauchão. E daí?

Inegavelmente a sequencia sem vencer o rival incomoda. Aguentar os corneteiros de plantão por causa dos resultados nos últimos clássicos não é mole. No entanto Celso Roth e seus comandados devem pensar somente na Libertadores. O estadual que se dane.

E é isso o que fazem. A comissão técnica e os jogadores têm essa consciência. Se dependesse deles o Tricolor atuaria com o time misto no Gre-Nal de hoje, em função da partida de depois de amanhã (sim, o Grêmio tem compromisso pela Libertadores já nesta terça-feira). Mas segundo se sabe a diretoria teria ordenado que o técnico escalasse os titulares no dérbi.

Ora! É óbvio que perder para o arquirrival deixa qualquer um aporrinhado. Porém os cartolas deveriam ter um posicionamento profissional e acima de tudo racional na hora de tomar as decisões. A melhor escolha era pensar no Aurora e escalar a equipe mista contra o Inter. Ou quem sabe a reserva, até porque a titular em campo não garante a vitória.

Tenho convicção quase absoluta de que, agora eliminado do Gauchão e com tempo de sobra para treinar, o futebol do Grêmio vai crescer e muito na competição que realmente importa.

sábado, abril 04, 2009

Gre-Nal 376

Se Réver jogar na sobra algum jogador do Inter irá sobrar no meio-campo. Se Réver atuar como líbero, saindo para o jogo quando o time tem a bola, o Tricolor terá mais quantidade e qualidade na meia-cancha, com Tcheco tendo mais mais liberdade para atacar.

Imagino que os flancos podem ser caminhos ofensivos interessantes. Apesar de, em tese, Bolívar subir menos que Kleber, o Colorado pode levar perigo pela direita com Magrão, Nilmar e Andrezinho, às costas de Fábio Santos.

Do outro lado, pela esquerda, a equipe de Celso Roth pode aparecer com o ala-esquedo, com Souza e Jonas. Ao cair por este setor, o camisa 8 gremista arrasta a marcação do 8 colorado, abrindo espaços para uma possível chegada de Tcheco.



Isto são apenas alternativas táticas teóricas. Não se sabe quais serão as escalações muito menos os esquemas que serão adotados pelos treinadores. Porém cogita-se que ambos entrarão com os sistemas tradicionais neste domingo, às 17h, no Beira-Rio.

quarta-feira, março 25, 2009

Talento em dose dupla

É verdade que campeonato estadual não é parâmetro para nada. Mesmo assim os números da dupla de ataque do Internacional são admiráveis.

Taison e Nilmar já marcaram 22 vezes no Gauchão. Taison, artilheiro da competição, tem 14 gols, e Nilmar, 8.



As outras duplas titulares que mais vezes foram às redes até aqui, em estaduais, são Victor Simões e Reinaldo, do Botafogo (com 9 e 4 gols respectivamente) e Washington e Borges (também com 9 e 4 respectivamente), do São Paulo.

Além das estatísticas, a diferença entre as duplas está na característica individual de cada atleta. Enquanto os atacantes dos clubes carioca e paulista jogam mais na base da força - são os chamados centroavantes de área -, Taison e Nilmar esbanjam agilidade, categoria e eficiência.

segunda-feira, março 02, 2009

Faltou ousadia ao Grêmio

Celso Roth errou no Gre-Nal. Alex Mineiro não pode ser escalado sozinho no ataque, por uma questão de característica. O camisa 9 tricolor sai muito da área, busca com frequencia o jogo mais atrás, por isso precisa de um companheiro efetivo.

O treinador do Grêmio pecou pela falta de ousadia. Graças ao seu espírito retranqueiro os defensores adversários tiveram a vida facilitada. E o Colorado, que nada teve a ver com isso, esteve sempre à frente com uma equipe reconhecidamente mais talentosa em todas posições, e justamente conquistou o primeiro turno do estadual.

domingo, abril 06, 2008

Semifinalistas e favoritos definidos

Num dos jogos, Guaratinguetá e Ponte Preta se enfrentam. Na outra semifinal do Paulistão, o Palmeiras faz o clássico com o São Paulo. Das quatro equipes, o Verdão está um andar acima. Talvez dois.

No campeonato do Rio de Janeiro os clássicos ficam por conta de Flamengo e Botafogo, e Vasco e Fluminense. Pelo futebol apresentado, entre os semifinalistas da Taça Rio, o Tricolor entra na disputa com um corpo de vantagem. Talvez dois.

No Gauchão, o Colorado enfrenta o Caxias do Sul. E o Juventude, que eliminou o Grêmio nas quartas-de-final, joga contra o Inter de Santa Maria. Entres eles, o Inter, de Porto Alegre, é o favorito, bem à frente dos concorrentes.

Para mim, os três - Palmeiras, Fluminense e Internacional - formam o trio mais forte do Brasil.

O que, em seus respectivos estaduais, não quer dizer muita coisa, pois no mata-mata, qualquer um pode morrer. Ou ressuscitar.

O carrasco veste verde

Não é só para cima do Internacional que o Juventude apronta.

Neste domingo, após perder o jogo de ida por 2 a 1, na semana passada, em Caxias do Sul, o time da serra desceu à capital gaúcha para, dessa vez, ganhar do Grêmio.

Ganhar justamente, pois foi superior, ao até então invicto na competição, nas duas etapas. Na primeira, se impôs no ataque e fez 2 a 0. Na segunda, jogando no contra-ataque, fez o terceiro: 3 a 0. O Grêmio ainda faria dois gols, insuficientes para evitar a eliminação.

Para o Tricolor, resta dar o troco no Atlético Goianiense, para seguir adiante na Copa do Brasil.

Para o Juventude, a missão é passar pela semifinal, para encontrar, possivelmente, um velho conhecido na finalíssima: o Colorado.