terça-feira, junho 05, 2007

Volante neles!

45 minutos de partida e apenas 3 finalizações.

Dizem que jogo bom é jogo com muitos gols. 3 a 2, 4 a 1, 3 x 4.

Quanto mais gol, melhor.

E isto é óbvio, porque a finalidade do futebol consiste em marcar o gol.

Ou gols, de preferência.

Entretanto, alguns 0 a 0 são melhores que muitos 3 a 1 por aí. Eles são raros, é verdade. Mas existem.

O primeiro tempo do amistoso entre Brasil e Turquia teve (in)significantes 3 chutes a gol.

Os três da Turquia.

45 minutos jogados (no caso, jogados no lixo), e nenhuma finalização da Seleção. Nem sequer arriscar de fora de área, os jogadores foram capazes.

Se bem que não é surpreendente.

Não podemos esperar chutes de longa distância com um meio campo formado por três volantes (Edmílson, Josué e Elano), apenas um meia (Diego), e um atacante que não sabe se joga no ataque ou na meia (Robinho).

Na verdade, a Seleção joga/jogou com uma linha de quatro (Maicon, Alex, Naldo e Marcelo), dois volantes (Edmílson e Josué), uma linha com três meias (Elano - que é volante, e não meia! -, Diego e Robinho), e um centro-avante abandonado (Afonso). É o mesmo esquema tático que Mano utiliza no Grêmio. Porém no Tricolor, os três meias (Carlos Eduardo, Diego Souza e Tcheco) se aproximam muito mais do centro-avante (Tuta).

O segundo tempo do amistoso desta terça teve seus 10 minutos de brilho.

Tudo bem, tudo bem... brilho é generosidade da minha parte.

Os dez primeiros minutos da segunda etapa (já com Ronaldinho em campo) foi melhor do que os quarenta e cinco da primeira (o que não significa muita coisa).

Dunga, insatisfeito, trocou alguns jogadores.

Ronaldinho entrou no lugar de Robinho. A linha de três meias ficou então formada por Ronaldinho, Diego e Elano.

Depois, Elano (o volante disfarçado de meia) saiu, para a entrada de Kaká. E os três meias eram Ronaldinho, Diego e Kaká.

Em vão. Nada a acrescentar.

Mais uma alteração.

Entra Mineiro, no lugar de... Diego!

O jogador do Hertha Berlim entrou em campo claramente sinalizando, com três dedos esticados.

O sinal era para Edmílson e Josué.

"Três volantes, três volantes."

Na verdade, ele não falou. Apenas orientou com a mão.

Os papéis se inverteram. Se antes o meio-campo tinha dois volantes e três meias, com Mineiro, teve três volantes (Josué, Edmílson e Mineiro) e dois meias (Kaká e Ronaldinho).

A alteração até que foi boa, pois com a vantagem no placar, nada como reforçar o poderio defensivo.

***

Passados dois amistosos, pode-se chegar a algumas conclusões (nenhuma, ou apenas uma, animadora):

1. Dunga aprende a utilizar esquemas táticos com Mano Menezes. Aprende errado, mas aprende.

2. Lúcio se deu mal. Naldo não sai tão cedo da Seleção. Foi o melhor (o que não foi difícil) nas duas partidas. (Esta é, ou pode ser, a conlusão animadora.)

3. Difícil concluir alguma coisa sobre Afonso. Qualquer centro-avante, neste esquema do Dunga, vai ficar abandonado. Na verdade, o atacante sempre fica bem acompanhado (dos zagueiros adversários).

4. Elano é volante.

5. A Seleção não pode, até provarem o contrário, jogar com apenas um atacante.

6. Nem com três volantes.

7. Muito menos com um atacante e três volantes!

* Brasil 0 x 0 Turquia não se enquadra nos "0 a 0" melhores que alguns "3 a 1".

É, os europeus não ligam para o Mundial de Clubes...

Por Juca Kfouri

Vice do Milan confirma que Mundial de clubes é prioridade

Das agências internacionais
Em Roma (Itália)

O vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, confirmou que o primeiro grande objetivo do clube na temporada 2007-2008 é a conquista do Mundial de Clubes da Fifa, que será disputado em dezembro, no Japão.

Para a próxima campanha, nossos objetivos são claríssimos: o primeiro será a conquista do mundial de clubes em Tóquio, o segundo é a Liga dos Campeões, o terceiro é o Campeonato Italiano, o quarto é a Supercopa da Europa e o quinto é a Copa da Itália", afirmou Galliani, nesta segunda-feira.

Se a Dona Toyota conveceu o Seu Conmebol a colocar os times mexicanos na Libertadores, convencer o Seu Galliani a dar uma declaração dessas, sobre o Mundial de Clubes Copa Toyota, é mole, mole.

Ou eu que sou um pouco desconfiado demais?

segunda-feira, junho 04, 2007

Tuta ou Maldonado?

Ainda não há confirmação, mas pelo andar da carruagem, Tuta, pelo Grêmio, e Maldonado, pelo Santos, podem ser os desfalques do jogo decisivo da quarta-feira.

Caso se confirme, quem perde mais?


O Tricolor, sem o seu centro-avante pivô?


Ou Peixe, sem o seu cão-de-guarda?

Pra mim, Maldonado tem maior peso em importância.

Se o time da Vila tomar um gol, precisa fazer 4. Sem Maldonado, não vai ser fácil segurar Carlos Eduardo, Diego Souza e Tcheco*.

Sem Tuta, o Grêmio perde o poderio ofensivo, mas pode ganhar em velocidade, com Douglas no ataque. E, se o time de Mano aderir aos contra-ataques (o que é bem provável), Tuta, com seus passos rápidos de jabuti, não fará tanta falta.

*Tcheco também é dúvida.

Lukas Podolski, 22 anos

Saci, o legítimo

A quarta rodada do Brasileirão só termina nesta noite, às 20h30, no Beira-rio.

De olho no Pachuca, o Inter enfrenta o Náutico.

Contra o time do Recife, Gallo procura algo até então inédito: uma vitória (ou um empate).

Até agora o Internacional perdeu para o Botafogo, em casa, por 3 a 2; perdeu para o Furacão, na Arena da Baixada, por 2 a 1; perdeu para o time reserva do Fluminense, por 3 a 0, no Maraca; e perdeu o primeiro jogo da Recopa, contra o Pachuca, no México, por 2 a 1.

Um invejável começo de trabalho.

A partida de hoje tem dois significados: o primeiro é conseguir 3 pontos (já que sair da lanterna vai ser teoricamente impossível). O segundo é levantar a confiança e a auto-estima do time, para o jogo da quinta, contra o time mexicano.

O ponto curioso é a aparição de Saci. Fábio Saci.

Rentería comemorava seus gols com a toca e o cachimbo.

Mas ele era um Saci paraguaio. Ou colombiano.

O atacante do Náutico, ex-Bahia, é o original.

Um gol hoje, contra o Inter, no Beira-rio, pode ter vários significados. Uma transferência, talvez.

Já pensou numa camisa do Colorado, com o nome "SACI" às costas?

Ia vender a granel. Inclusive em Grenal.

domingo, junho 03, 2007

Show de horror

Nesta noite de domingo, os tricolores fizeram um jogo duro.

Duro de se ver.

Paraná e São Paulo protagonizaram cenas explícitas de horror, dignas dos longa-metragens que eram exibidos no falecido Cine Trash.

Passes errados, raras oportunidades de gol, e nenhum brilho técnico foi o que se viu neste filme rodado na Vila Capanema.

O jogo foi brigado. Brigaram para ver quem fazia mais feio.

O ator principal - se é que teve - foi Rogério Ceni, que cumpriu seu papel de fazedor de gols, marcando o único da partida, num pênalti sofrido por Aloísio.

Pênalti fictício, diga-se.

O gol do Paraná, no finzinho da partida, foi verídico. Mas anulado.

Depois de quatro atuações, quatro exibições, depois de ver as quatro primeiras películas do tricolor paulista, pode-se dizer que o elenco do São Paulo é o preferido de Zé do Caixão.

Quase virada



Luxemburgo optou pela escalação de um time com apenas quatro titulares titulares (Fábio Costa, Maldonado, Cléber Santana e Alessandro).

O goleiro santista falhou bizarramente, no lance do único gol do primeiro tempo. Aos 21, após cobrança de escanteio, Fábio Costa entregou a rapadura, a la Rogério Ceni na final da Libertadores. Zelão, oportunista, marcou.

O volante chileno se machucou, e ainda não se sabe se vai enfrentar o Grêmio, na quarta. Caso esteja fora, o Santos vai sentir muito a ausência de Maldonado, o cão-de-guarda da Vila.

Do outro lado, o mesmo futebol voluntarioso do Timão. O Corinthians de PC Carpegiani é muito brigador. Não perde dividida. Quer a bola a todo instante. Não pára.

Pode-se identificar uma pitada da escola gaúcha de futebol, neste time do Parque São Jorge.

Além desta vontade e determinação, os jogadores do Corinthians usam e abusam da velocidade de alguns jovens e talentosos jogadores, como Willian, Rosinei, Éverton.

Primeiro tempo disputado, muito corrido, e corintiano.

O segundo, disputado, muito corrido, e santista.

Depois de muita insistência e muitas oportunidades perdidas, Marcelo, aos 32, conseguiu fazer o quê ninguém tinha conseguido, até então: marcar um gol em Felipe.

Carpegiani fez um alteração meio covarde, antes de sofrer o gol de empate. Tirou Clodoaldo (que fez uma estréia discreta), e colocou Bruno Octávio. Chamou ainda mais o time da casa para seu campo.

Não foi só por isso, mas deu no que deu.

Partida extremamente movimentada, com jogadores extremamente velozes em campo, em ambos os lados.

O Peixe conseguiu o empate. Mais que merecido. A quase virada santista não teria sido nenhuma injustiça. Pelo contrário.

sábado, junho 02, 2007

Placar clássico



O primeiro tempo do jogo entre Botafogo e Grêmio, no Maraca, foi um treino de luxo.

Para o time da casa. Só deu Fogão!

O Tricolor, sem alguns titulares de ofício, mas com jogadores importantes - como Tuta, Saja, Diego Souza, além do retorno de Lucas -, pouco, ou nada fez na primeira etapa.

O time inteiro estava sumido.

Só deu para perceber que Diego Souza estava em campo lá pelos 10 minutos. Por causa de um close da câmera.

Lucas, só deu as caras aos 20. Também numa aproximação da câmera.

O narrador falou o nome de Amoroso, pela primeira vez, somente aos 37.

Além da chuva, um pênalti caiu do céu, sofrido por Douglas. Amoroso desperdiçou. Ou Júlio César aproveitou. Como queira.

Se o Grêmio estava invisível, o Botafogo apresentava seu característico futebol vistoso, mesmo sem Zé Roberto.

O Glorioso teve diversas oportunidades de gol. Várias desperdiçadas.

Juninho não desperdiçou. Em jogada ensaiada, de falta, o capitão alvinegro disparou um petardo, de antes da rua, fulminante, cheio de efeito, certeiro.

1 a 0 ficou barato para o time de Porto Alegre, no primeiro tempo.

O segunto tempo foi mais equilibrado.

E mais pragmático.

O Grêmio apareceu um pouco mais.

E o futebol insinuante do Botafogo foi sumindo aos poucos.

Sumindo, mas não desapareceu. O mandante conseguiu mais dois tentos, com Luciano Almeida, de falta (bola desviada), e com Dodô, aos 41.

Ao final, placar clássico: 3 a 0.

O Bota chega aos 10 pontos. E o Grêmio, que continua com 6, só pensa na quarta-feira.

sexta-feira, junho 01, 2007

Muitas hipóteses

Nunca houve uma enquete tão disputada, cabeça a cabeça, clic a clic, como a de Romário.

A dúvida que surge é saber o por quê do voto a favor da aposentadoria, e o por quê do contra.

Muitos torcedores - principalmente os rubronegros, os alvinegros e os tricolores - querem que o Baixinho continue jogando.

Puro sarcasmo.

Dos torcedores, é claro.

Muito vascaíno quer que o Peixe pendure as tão quilometradas chuteiras.

Muitos vascaínos querem que Romário continue, porque Romário é Romário. É eterno. Ou quase isso.

Mutios não-vascaínos querem que o Peixe abandone o barco.

Muitas são as hipóteses (Qual a sua?) para justificar o equilíbrio e a diversidade de motivos que leva um torcedor a votar "sim" ou "não", na enquete.

A questão é:

Numa análise ampla e de contexto geral, Romário atrapalha ou não o time do Vasco da Gama?

Para mim, sim.

A dúvida de Luxa

O clássico contra o Grêmio, na quarta-feira que vem, é o jogo do ano santista.

Neste domingo, outro clássico pode influenciar o desempenho na partida decisiva da semifinal da Libertadores.

É o contra o Corinthians.

Caso Luxemburgo opite pelo time reserva, uma derrota em nada, ou em muito pouco, diminuiria os ânimos dos jogadores, para o jogo contra o Grêmio.

Caso os reservas ganhem, não aumentaria em nada, ou em muito pouco, o ânimo dos jogadores titulares, que vão enfrentar o Tricolor.

Se o time, contra o Coringão, for o titular, uma derrota seria dificilmente absorvida. O Santos sentiria o golpe.

Agora, se os atletas que vão batalhar contra o Grêmio, baterem o Corinthians, seria inegável o aumento da confiança, da auto-estima. E isso (aumento da confiança) seria fundamental para conseguir a desejada classificação para a final da Copa Libertadores da América.

É um risco que Luxa tem de correr.

Há quem diga que não se deve trocar o certo pelo duvidoso.

Eu discordo.

E arriscaria. Iria com Zé Roberto, Kléber e companhia, para cima do Timão.

Jogo Dramin

Decepcionantemente, Dunga escalou a Seleção com apenas um atacante.

Brasil com só um atacante!?

É, apenas um! Esta é a Seleção de Dunga.

Que hoje pouco fez.

O jogo foi feio. Foi de dar sono. Foi o famoso "Jogo Dramin". Tanto a Seleção anfitriã, quanto a visitante (que na verdade já é da casa), apresentaram um futebol pífio, em Londres.

Wenbley merecia uma reinauguração mais refinada. Mais movimentada.

Quem gostou do jogo sonolento e sem graça foi Naldo, que agarrou a oportunidade com unhas e dentes, carrinhos e cabeçadas.

Lúcio não gostou.

A Inglaterra achou um gol no primeiro tempo, com Terry.

O Brasil achou outro, aos 46 do segundo, com Diego.

Final: 1 a 1.

Há de se registrar a performance do assoprador do apito: de fato, o juiz era de rugby, e não de futebol. No amistoso de hoje, agarrões (ou abraços, tipo bicho-preguiça) na cintuda e nas pernas foram permitidos.

Há de se registrar também uma cena de arrepiar (de medo!): Ricardo Teixeira e Lula não dormiram no ponto, entraram em campo, e cumprimentaram todos os jogadores, um a um, com direito a beijinho no rosto de todos atletas de amarelo, em plena Londres, capital onde tudo pode acontecer. Ou acontece.

Que venha 2014!