domingo, junho 10, 2007

Só deu Figueira!

Foi totalmente alvinegro o primeiro tempo entre Figueirense e Flamengo.

É incrível e invejável a responsabilidade tática defensiva e a ousadia ofensiva da equipe de Mário Sérgio. Não deixou o Mengão jogar, e quando jogou, aproveitou as oportunidades que teve.

Pelo menos nos primeiros 45 minutos da partida foi assim.

3 (Jean Carlos, Chicão e Victor Simões) a 0 refletiu o que foram os times em campo: o Figueira, menos pragmático e mais audaz, fez o que não fez na Copa do Brasil. Já o Flamengo nada fez.

Na etapa final, nada mudou. O Flamengo nada jogou, e o Figueira um pouco o pé do acelerador tirou.

Mesmo assim, deu um baile de bola, colocou os jogadores do Mengão na roda, com toques de bola envolventes e eficientes.

Chicão, num pênalti suspeito, marcou o segundo dele no jogo, e o quarto do alvinegro do continente - e não da Ilha, como eu pensava - dando números finais à disputa: 4 a 0.

O clube da Gávea continua com 5 pontos, caindo para 14º.

O Figueira vai para 9 pontos, e para a 5ª colocação.

Às 18h10 tem Inter x Santos, São Paulo x Atlético-MG, Cruzeiro x Juventude, e a classificação pode mudar.

Temo por Messi!

O argentino Messi, há pouco tempo atrás, marcou um golaço contra o Getafe.



Gol muito parecido com o de Maradona, contra a Inglaterra, na Copa de 1986.



Coincidência. Apenas coincidência.

Contra a mesma Inglaterra, Maradona marcou um gol de mão. Gol eternizado como "La mano de Dios".



Ontem, Messi marcou um gol com a mão.



Apenas coincidência?

Já não sei mais.

Será o próximo passo de Messi entrar nas bebidas, nos charutos e nas carreiras, podendo vir a destruir a própria!?

sexta-feira, junho 08, 2007

Capital do futebol latino-americano

O Rio de Janeiro tem cerca de 6 milhões de habitantes e quatro grandes clubes (Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo).

São Paulo tem três grandes clubes (Palmeiras, Corinthians e São Paulo) e uma população de pouco mais de 11 milhões.

Porto Alegre não chega aos 2 milhões de habitantes.

Tem dois grandes clubes (Grêmio e Inter).

Se comparada com as outras capitais, a gaúcha é bem menor. O poderio econômico - conseqüentemente o dinheiro envolvido no futebol - é menor. A repercussão nacional na mídia é menor.

Mas o futebol é maior. Hoje em dia, é bem maior.

Ano passado, o Inter (vencedor da Libertadores e do Mundial) terminou o Brasileirão em segundo lugar. Em terceiro, o Grêmio.

No ano retrasado, em 2005, o Inter foi vice-campeão brasileiro, e só não foi campeão por motivos de forças maiores. O Grêmio foi campeão. Da Série B, é verdade, mas campeão.

O atual Campeão do Mundo, das Américas e da Recopa, reside em Porto Alegre.

Tal qual seu querido irmão, que está na final da copa latino-americana mais importante de todas, sendo evidenciado da Cidade do México a Buenos Aires.

Certa vez, Luis Fernando Verissimo escreveu:

"- Não somos bons porque somos mais europeus ou mais fortes, somos bons porque o Internacional precisa ser melhor que o Grêmio que precisa ser melhor que o Internacional que morre se não for melhor que o Grêmio."

Não é somente, exclusivamente, isso.

Mas é isso.

Portanto, agradeça ao seu tão amado/odiado rival por ele existir.

Noite colorada coroada

Aos 29 do primeiro tempo, Pinto entrou duro na dividida com Iarley, dentro da área: pênalti.

Alex cobrou mal, mas marcou. Inter 1 a 0.

Aos 4 do segundo tempo, Pinga, sóbrio, embreagou a torcida de felicidade, marcando o segundo gol do Internacional.

Alexandre Pato, o melhor em campo, aos 18, marcou o terceiro, com o pé esquerdo.

O quarto e último saiu aos 31. Cruzamento de Pinga, gol-contra de Mosquera.

4 a 0, e o Inter fez o que apenas dois clubes (São Paulo e Nacional) já conseguiram: conquistar a Tríplice Coroa (Libertadores, Mundial e Recopa).

Se meu senso tático não falha, o Colorado se apresentou com o mesmo esquema do Palmeiras, da Seleção... do Grêmio. Dois volantes (Edinho e Wellington Monteiro), uma linha com três meias (Iarley, Pinga e Alex), e apenas um centro-avante (Pato). Diga-se, Pato protege a bola como raros, finaliza de direita e de esquerda com a mesma precisão, sobe muito bem de cabeça, tem velocidade, habilidade, inteligência. Tem tudo para ser um extraordinário centro-avante. Talvez, o grande camisa 9 depois de Ronaldo, embora jogue com a 11.

O Colorado foi imponente do começo ao fim. Jogou com a faca nos dentes. Mostrou pegada e comprometimento durantes os 90 minutos, e atropelou o atual campeão mexicano. Atropelou.

Mais que o prêmio em dinheiro (pouco mais de 1 milhão de reais), mais que a taça na mão e a coroa na cabeça, a Vitória de ontem deu moral à equipe do Inter.

Gallo estava precisando. Os jogadores estavam precisando. A torcida também.

Se o Inter jogasse como jogou ontem, no Brasileirão, o time briga pelo título. O difícil é conseguir manter o ritmo frenético de jogo ao longo de mais de 30 rodadas.

Este é o desafio de Gallo.

Parabéns, Internacional.

E que venha o Brasileirão!

quinta-feira, junho 07, 2007

Não deu pro Cúcuta

A seleção do Panamá, muy amiga (do Boca), seqüestrou o centro-avante Blas Perez.

Ele foi convocado para servir a seleção panamenha e, de fato, fez muita falta ao Cúcuta, no jogo de hoje.

De falta, Riquelme abriu o placar, no finzinho do primeiro tempo. Lindo gol.

O Boca foi avassalador em seu estádio. Foi estilo Grêmio no Olímpico.

Principalmente no segundo tempo.

Pensando bem, Blas Perez seria indiferente.

O time da Bombonera, na Bombonera, impôs seu ritmo de jogo sem dificuldade.

Ritmo alucinante, diga-se.

Mesmo com a neblina, que fez sumir o futebol do estreante abusado colombiano, Palermo marcou o segundo, colocando o Boca na final da Libertadores.

Baggtalia deu números finais à batalha, marcando o terceiro e último do jogo. 3 a 0.



Boca e Grêmio, Grêmio e Boca.

Dois dos clubes mais raçudos, científica e historicamente, do futebol latino-americano.

Se Libertadores é raça, a final de 2007 é pura. É legítima.

Quinta decisiva

Esta quinta-feira é presenteada com dois grandes jogos:

O primeiro é em Buenos Aires, na Bombonera. Boca e Cúcuta decidem quem pega o Grêmio, na final. O jogo na Colômbia foi 3 a 1 para o Cúcuta.

O segundo é em Porto Alegre, no Beira-rio. Inter e Pachuca decidem a Recopa. O jogo no México foi 2 a 1 para o Pachuca.

O melhor

O Grêmio tem dezenas, centenas de datas para celebrar títulos, conquistas, glórias.

23 de abril de 2005 é uma delas.

Neste ano, o Tricolor foi campeão da Série B.

Depois veio 2006.

Veio também um título do Campeonato Gaúcho, de quebra.

O recém-retornado à Série A termina o longo campeonato de pontos corridos em terceiro lugar, conquistando a vaga para a Copa Libertadores.

Veio 2007.

Veio também o bicampeonato gaúcho, de quebra.

Hoje, o até ontem time da segunda divisão, está na final do maior torneio das Américas.

De abril de 2005, mês que Mano Menezes chegou ao clube da Azenha, até junho de 2007, a crescente do Grêmio é impressionante.

Vários fatores fizeram com que o Imortal Tricolor tivesse esta evolução.

O principal se chama Mano Menezes.

É coincidência, o Grêmio fazer tudo o que tem feito, desde 2005?

Não é.

Um cara que faz Diego Souza jogar bola, faz Lúcio jogar bola, faz Tcheco dar carrinhos, merece aplausos.

Se o Grêmio é o que é hoje, o culpado, ou o maior culpado, é seu treinador.

O melhor treinador em atividade no Brasil.

Apenas o necessário

Os primeiros 47 minutos da decisão entre Santos e Grêmio foi mais gremista que santista.

Embora o Santos tenha ficado mais com a bola no pé, o Grêmio foi mais eficiente, e fez o que tinha de ser feito: marcou o adversário com precisão e aproveitou a oportunidade que teve, com Diego Souza.

O Peixe apresentou uma bela linha-de-passe ao longo do primeiro tempo. Só que no campo defensivo. Alessandro, Domingos; Domingos, Adaílton; Adaílton, Kléber; Kléber, Adaílton; Adaílton, Domingos; Domingos, Alessandro. E assim ficou por algum tempo. O Santos estava sem saída de jogo. Fruto da precisa e preciosa marcação tricolor.

Além de não ter saída de jogo, o time da Vila errou muitos passes. Muitos. Fruto da ansiedade dos atletas alvinegros.

O gol de Diego Souza (lindo gol, diga-se) foi um balde de água gelada, suja e salgada nos jogadores, e principalmente na torcida. Foi como um cruzado na ponta do queixo.

Que só não nocauteou por causa do gol de Renatinho, no último minuto da primeira etapa. Quem pensava em jogar a toalha... jogou. Mas para longe, não para dentro campo.

O segundo tempo começou com o Santos precisando fazer mais três. E não tomar nenhum.

Fez mais dois.

Mano Menezes, para mim, é o melhor treinador em atividade no Brasil. Mas, salvo raríssimas exceções, nunca se deve tirar um atacante para pôr um volante. Nunca (ou quase nunca). A alteração do treinador do Tricolor convidou o sedento Santos à atacá-lo.

E o alvinegro praiano atacou.

O segundo gol de Renatinho deu grandes esperanças à torcida santista.

O de Zé Roberto (terceiro do Santos), aos 30 minutos, deu mais esperança ainda, além de aumentar o batimento cardíaco dos santisas. E dos gremistas. E de quem estava vendo o jogo.

Se o primeiro tempo foi do Grêmio, o segundo foi do Santos.

Foi do Santos, mas foi insuficiente.

O gol fora de casa fez toda a diferença.

Se o jogo desta quarta-feira era o mais importante do ano, foi um dos, senão o melhor do ano.

Para variar, o tricolor gaúcho fez apenas o necessário.

E o Grêmio chega a mais uma final de Libertadores, graças a vários fatores.

O principal deles tem nome: Mano Menezes.

* O protagonista da próxima postagem será o técnico gremista.

quarta-feira, junho 06, 2007

A hora da verdade (parte 2)


Às 21h45, horário de Brasília, começa a batalha de futebol mais importante de 2007, até agora.

No Olímpico, o Tricolor fez 2 a 0.

Agora o jogo é na Vila Belmiro.

O fato é que o Santos não vem jogando bem na Libertadores, seja dentro, seja fora de casa.

Hoje, precisa fazer no mínimo 2 a 0, para levar a decisão para os pênaltis. Para fazer no mínimo 2 a 0, precisa jogar no mínimo bem.

Por outro lado, se o Grêmio fizer um golzinho, o Peixe tem de vencer por 4 a 1.

Se o Santos não vem jogando bem, o Grêmio não fica atrás.

Na verdade, o Grêmio, no Olímpico, é avassalador. Longe do seu estádio, o time é medíocre. Pelo menos foi até agora. Costuma-se dizer que existem dois Grêmios: o do Olímpico, e o de fora do Olímpico. Isto pode mudar nesta noite. Ou não.

Assim como o Santos pode voltar a apresentar o futebol insinuante do Paulistão, o Grêmio pode fazer ter uma performance convincente na Vila.

Entretanto, sejamos honestos. Independente de jogar bem ou não, de fazer uma exibição brilhante ou não, de dar show ou não, o que interessa é chegar à final da Libertadores. O time, qualquer que for, seja Grêmio ou Santos, pode jogar horrivelmente durante 80, 85 minutos. Se fizer o que for necessário para se classificar, nos últimos ou nos primeiros 5, 10 minutos, é o que realmente importará.

Ricardo Oliveira


Hoje completa 27 voltas ao redor do sol.

Os 22 do Dunga

Goleiros
Doni - Roma (Fez uma boa temporada na Itália.)
Helton - Porto (Fez uma boa temporada em Portugal?)

Laterais
Maicon - Internazionale (Na falta de tu, vai tu mesmo.)
Daniel Alves - Sevilla (O melhor brasileiro na posição.)
Kleber - Santos (O melhor brasileiro na posição.)
Gilberto - Hertha Berlim (Na falta de tu, vai tu mesmo.)

Zagueiros
Alex Silva - São Paulo (Tem de ser preparado para Pequim 2008.)
Alex - PSV (Demorou, mas chegou.)
Juan - Bayer Leverkusen (Elegante. Zagueiro fino.)
Naldo - Werder Bremen (Pode se firmar de vez.)

Volantes
Josué - São Paulo (Não funciona sem Mineiro.)
Gilberto Silva - Arsenal (Ele mesmo.)
Fernando - Bordeaux (Fernando!?)
Mineiro - Hertha Berlim (Não funciona sem Josué.)
Elano - Shakhtar Donetsk (Tem de ser/É volante!)

Meias
Anderson - Porto (Vai justificar a contratação do Man. United.)
Diego - Werder Bremen (Aproveite agora, enquanto Kaká e Ronaldinho estão longe.)
Zé Roberto - Santos (É meia. Mas será que Dunga vai resistir, e não vai escalá-lo como volante?)

Atacantes
Afonso - Heerenveen (É a Copa América, ou não é mais. Ou não.)
Fred - Lyon (Se estiver em forma, é o melhor centro-avante.)
Robinho - Real Madrid (É atacante. Dunga o utiliza na meia.)
Vagner Love - CSKA Moscou (Futuro incerto. Mas pode dar certo)

A Seleção Brasileira tem infinitos 3 (três) meias. No ataque, são 3 (três) centro-avantes e 1 (um) atacante que cai pelos lados. O pior é que este atacante que cai pelos lados, geralmente é escalado na meia. Assim, o time de amarelo terá, para o ataque, somente centro-avantes. Indícios fortes do 4-2-3-1? Ou 4-5-1. No caso de Dunga, acaba virando um 4-5-0 (à esquerda - embora fixado na área).

Ah, na verdade são 4 meias mesmo. Elano, para o treinador da Seleção, é meia.