quinta-feira, junho 21, 2007

Copa América 2007

Argentina:

Abbondanzieri; Zanetti, Ayala, Gabriel Milito e Heinze; Lucho González, Gago, Cambiasso e Riquelme; Tevez e Messi.

Brasil:

Hélton; Maicon, Juan, Alex e Gilberto; Gilberto Silva, Mineiro, Elano, Diego e Robinho; Vagner Love.

Se este confronto acontecesse hoje à noite, apostaria minhas fichas na Argentina.

Michel Platini, 52 anos

Final feliz

O Boca não é banguela, não. Mais que isso: tem dentes afiados, veio ao cenário final, e rasgou o roteiro na frente de 50 mil espectadores.

O saldo foi 5 a 0. Não há o quê questionar. O time argentino é superior ao brasileiro.

Porém, logo no jogo decisivo, tudo se inverteu. Foi a partida da contradição, se analisarmos o retrospecto das equipes no torneio. Ambos tiveram participações muito parecidas: jogam nada fora de casa, e em seu território, moem o adversário.

No último duelo, esta tese foi quebrada. O Grêmio nada jogou, ao contrário do Boca, que no campo inimigo, soube surpreender o oponente, muito graças a Riquelme, o verdadeiro protagonista deste longa.

Sempre achei que o primeiro jogo fora e o segundo em casa é benéfico ao time. Depois de ontem, tenho cá minhas dúvidas. Entrar em campo com 3 a 0 no placar, de fato, pesou. Os jogadores do Grêmio não souberam lidar com isto. Se os dois times entrassem em campo com 0 a 0 no placar, no Olímpico, a história poderia ser outra. Mas "se" não entra em campo.

No fim das contas, o saldo é bom. Para quem estava na Série B até ontem, chegar a uma decisão de Libertadores é para os raros.

Se o Tricolor tivesse conseguido a virada, o final deste filme seria perfeito. Perfeito não foi. Mas feliz foi, sim. Perfeito, só para os torcedores do Boca. E do Inter.

quarta-feira, junho 20, 2007

O roteiro está escrito

Este grupo do Grêmio vem escrevendo, na memória do futebol, desde o episódio da Batalha dos Aflitos, capítulos únicos e originais dignos da tradição, da camisa e da história do Imortal Tricolor.

Se analisarmos estas páginas recentes, na trajetória do Grêmio em 2007, desde a virada épica contra o Caxias, passando pela vitória obrigatória contra o Cerro na fase de grupo, depois o troco em cima do São Paulo, conseguindo o placar necessário para passar adiante, em seguida a busca do resultado diante do Defensor, conseguindo a vaga nas penalidades, e por fim a vitória avassaladora contra o Santos - todas estas superações no Olímpico Monumental -, fica difícil imaginar que o final deste filme, rodado no estádio do Grêmio, não seja feliz.

O roteiro deste filme, com mais de 50 mil protagonistas em ação, dita que o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense se sagre campeão, fixando o primeiro semestre de 2007 na eternidade do futebol.

Resta saber se o Boca - o bandido, o vilão deste longa-metragem - vai morder e triturar este roteiro azul, preto e branco.

4-4-2 ou 4-5-1?

Após o treino coletivo de hoje, Dunga, na coletiva de imprensa, quando perguntado se a Seleção joga no sistema 4-4-2 ou 4-5-1, respondeu o seguinte:

"4-4-2, mas com o segundo atacante cobrindo o espaço. Tem vez que é o Robinho que se aproxima do centro-avante. Tem hora que o Diego se aproxima. Tem hora que o Elano se aproxima."

Ou seja, a Seleção de Dunga joga no 4-5-1.

E na Seleção de Dunga, até Elano vira segundo atacante.

terça-feira, junho 19, 2007

Vagner, Fred ou Afonso?

Durante a preparação, para a Copa América, na Granja Comary, três dúvidas, aparentemente, permanecem na cabeça de Dunga: Daniel Alves ou Maicon? Naldo ou Alex? Vagner Love, Fred ou Afonso?

Mas afinal, quem é melhor: o lateral do Sevilla ou o da Inter de Milão?

Pergunta fácil. O do Sevilla, é claro. Esta dúvida não deve incomodar o técnico da Seleção.

E quem é melhor: o zagueiro do PSV/Chelsea ou o do Werder Bremen?

Pergunta difícil. Naldo foi muito bem nos amistosos, mas Alex é sonho de consumo de muito torcedor.

Por fim, qual centro-avante é o melhor: o do CSKA, o do Lyon, ou o do Heerenveen?

Ah, essa é fácil: o do Internacional!

O campo onde a Seleção Sub-20 está treinando é pertinho do campo onde a Seleção principal faz suas atividades.

Um olho no Vagner, outro no Pato. Um no Fred, o outro no Pato. Um no Afonso, e... na verdade, nenhum no Afonso, e os dois olhos no Pato.

"Ah, se ele tivesse mais de 20 anos...", lamenta o treinador da Seleção.

De fato, mesmo com apenas 17 (dezessete) anos, o centro-avante prodígio e precoce (ou eu que estou me precipitando?) do Colorado, joga muito, mas muito mais bola que Afonso, que Vagner, que Fred...

Boca é banguela?

Durante a fase de grupo da Libertadores, nos jogos fora de casa, o time do Boca Juniors empatou com o Bolívar (0 a 0), perdeu para o Toluca (2 a 0) e perdeu para o Cienciano (3 a 0).

Tudo bem, é verdade. Estes três jogos não eram partidas de mata-mata, que é a especialidade do clube de Buenos Aires.

E, além de não ser de mata-mata, o Boca não contou com seu trio maravilha (Riquelme, Palácio e Palermo) nestes três jogos.

Por isso o mal desempenho fora da Bombonera.

Já, fora de casa, no mata-mata, com os três principais jogadores dentro das quatro linhas a história é parecida. Meteu 2 a 0 no Libertad, em pleno Paraguai. Mas levou 3 a 1 do Vélez e do Cúcuta.

3 gols interessam ao Grêmio. A 0. A 1, só se forem 4 (para levar para a prorrogação).

"É jogo de 180 minutos!", muitos dizem.

Quem sabe, talvez, a decisão terá 210 minutos.

E, quem sabe, o bicho-papão argentino não tenha dentes afiados. Talvez, o todo-poderoso Boca, seja banguela.

segunda-feira, junho 18, 2007

Duas vezes Borges

O Vasco da Gama vinha bem no campeonato. Figurava entre os primeiros colocados. Havia feito o verdadeiro teste contra o Botafogo, no jogo da quinta-feira, válido pela 12ª rodada do Brasileirão. E reprovou.

Ontem, numa espécie de recuperação, o time de São januário deixou, de novo, a desejar, ficando abaixo da média.

Do outro lado, pelo São Paulo, Borges fez sua melhor partida com a camisa Tricolor. Além dos dois gols, mesmo jogando ao lado de outro centro-avante (Aloísio), Borges teve alta participação no jogo, aproveitando as oportunidades que lhe apareceram, como a falha coletiva da zaga vascaína, originando o segundo gol do time do Morumbi.

Particularmente, depois da Copa de 2006, fiquei traumatizado com a utilização de dois centro-avantes no mesmo time. O problema, ou um dos, é que quando se joga com dois homens de área, ora ou outra, um deles tem de cair pelo lado do campo. E são poucos, raros, os centro-avantes que têm bom desempenho caindo pelas pontas.

O duelo deste domingo pode ter sido o da afirmação de Borges, e o das dúvidas preocupantes que martelam a cabeça dos vascaínos.

Fogo na liderança

Se no Morumbi, o centro-avante são-paulino marcou duas vezes, o centro-avante artilheiro do Botafogo não chegou às redes, no Maracanã, contra o Náutico.

No dia que Dodô fez seu centésimo jogo com a camisa do Glorioso, André Lima, o outro centro-avante, foi o destaque.

Na verdade, o destaque foi o goleiro Júlio César, do Fogão, que levou um dos gols mais cômicos da história do futebol.

Bizarrice à parte, Dodô, perdeu um pênalti (o goleiro do Náutico, com seu valente bigode, estava na bola). André Lima, a carta na manga de Cuca, entrou no jogo para mudar a partida, que tinha o placar de 1 a 1 (Juninho - sempre ele - havia aberto o placar num petardo de fora da área, ainda no primeiro tempo).

André Lima fez toda jogada, deixou o outro centro-avante (Dodô) na cara do gol, num passe açucarado. O homem que não faz gols feios, diabético, recusou. A bola sobrou para o mesmo André Lima, que marcou o gol da virada. Para fechar a noite, ele ainda fez a jogada do terceiro gol, dando um passe, da linha-de-fundo, para Jorge Henrique fazer o da vitória.

Botafogo, com um jogo a mais, é, literalmente, mais líder do que nunca.

* Tanto São Paulo quanto Botafogo jogaram (bem) com dois centro-avantes, só para amenizar o trauma da Copa.

sábado, junho 16, 2007

Empate suado

Nada como uma jogada após a outra.

No comecinho do segundo tempo, Pinga sofreu falta dentro da área. Pênalti. Bruno caiu para seu lado esquerdo, Alex cobrou no lado direito. Direto pra fora.

Aos 19 minutos, o mesmo Alex fez linda jogada, passou por dois, três flamenguistas, e sem ângulo, tocou de canhota para as redes. 1 a 0 Inter.

O técnico do Flamengo tirou um homem defensivo em troca de um ofensivo. O técnico do Colorado fez o contrário.

O Flamengo cresceu, foi pra cima e conseguiu o empate. Ronaldo Angelim, de cabeça, marcou para o Mengão. 1 a 1.

Aos 41, Adriano, em outro belo gol, fez o da virada colorada. Flamengo 1 x 2 Internacional.

Três minutos depois, o time da casa empata, de novo, com Juan, num toque de categoria com o pé esquerdo, dando números finais à partida: 2 a 2.

Se o primeiro tempo foi fraco, sem graça e sem sal, o segundo foi - se não brilhante tecnicamente - agitado e emocionante, principalmente nos últimos minutos.

Às 18h10 (horário de Brasília)

O Grêmio, reserva, tem jogo marcado contra o Cruzeiro, no Olímpico.

Difícil não lembrar do Boca quando a bola rolar (na verdade, difícil não lembrar do Boca até quarta-feira).

A Raposa é um mistério. Conseguiu meter três no Palmeiras, no Palestra, e levou, no Mineirão, 4 do Paraná.

Que enfrenta o Corinthians (sem Willian), no Morumbi.

Dois times que surpreendem neste começo de campeonato. Positivamente.

Duelo muito interessante.

Principalmente entre o atacante artilheiro do Tricolor e o goleirão do Coringão: Josiel x Felipe.

E, é claro, Finazzi x Flávio.

A outra partida deste horário é entre Flamengo e Internacional, no Maraca.

Renato Augusto e Pato (ambos na Seleção Sub-20) não jogam, para a decepção de quem quer ver um bom futebol.

O rubronegro vem de uma sacolada, em Floripa: 4 a 0 para o Figueira. O Inter vem de 1 a 0 em cima do Peixe, no rio dentro do Beira-rio.