quinta-feira, maio 08, 2008

Favoritos ao Campeonato Brasileiro

Num campeonato de pontos corridos com 38 rodadas e 20 times na disputa, dificilmente mais de três equipes brigam diretamente pelo título.

Por isso serei pretensioso ao ponto de apontar apenas três favoritos ao Campeonato Brasileiro, que começa no próximo domingo.


Levando em consideração que quase todos os times sofrem mudanças significativas ao longo da longa competição, eis meus candidatos: Palmeiras, Fluminense e Internacional - não necessariamente pela ordem.

Os alviverdes têm, além de um elenco farto e qualificado, jogadores acima da média (Valdívia, Diego Souza, Alex Mineiro etc), e um treinador competente, que conhece os atalhos dos pontos corridos.

Jogadores acima da média o Internacional também tem (Guiñazu, Alex, Nilmar etc). Tem, talvez, até mais que o Palmeiras. Sem falar que, no Beira-rio, o Colorado é quase imbatível.

O Tricolor Carioca, assim como os outros dois, possui atletas de excelente nível (Thiago Neves, Dodô, Washington etc).

No papel, os três times são, teoricamente, equivalentes. Ambos contam com belíssimos elencos, para os padrões brasileiros. Com tamanha paridade de material humano entre Palmeiras, Inter e Fluminense, provavelmente a comissão técnica fará a diferença nesse campeonato.

quarta-feira, maio 07, 2008

Maracanazzo rubronegro

"Somente um Maracanazzo tirará o Flamengo das quartas-de-final da Libertadores", escrevi no blog.

Na Copa do Mundo de 1950, todos consideravam o Brasil campeão antes do jogo.

Deu no que deu.

Nessa Libertadores, todos acreditavam que o Flamengo já estava classificado.

Eis que o Maracanazzo se repete.

Não em verde e amarelo.

Mas em vermelho, de sangue.

E negro, de luto.

Boca elimina Cruzeiro no Mineirão

Incrível como o time argentino não se intimida fora de casa. Joga em qualquer campo com uma naturalidade invejável.

Foi assim em Belo Horizonte.

O Boca foi mais eficiente e esperto que a Raposa. Quando teve a bola em posse, soube o que fazer, ao contrário da equipe mineira. Principalmente no primeiro tempo, quando fez 2 a 0 com Palácio e Palermo.

Na segunda etapa o Cruzeiro acordou (tarde), e diminuiu logo aos 10 com um golaço de Wagner. Faltavam 3. Os jogadores celestes ainda criaram várias chances, mas não conseguiram aproveitar. Final: 2 a 1 Boca, na Bombonera, e 2 a 1 Boca, no Mineirão.

Enquanto tiver sua espinha dorsal definida, seus pilares de sustentação, e sua dupla de ataque titular, o Boca Juniors sempre será o favorito à Copa Libertadores.

Fazer o quê?!

Temos que engolir o Boca.

Hoje é a vez de Cruzeiro, São Paulo e Flamengo

Após o 4 a 2 no México, somente um Maracanazzo, às 21h50, tirará o Flamengo das quartas-de-final da Libertadores.

No Morumbi, também às 21h50, a eliminação do São Paulo não será surpresa alguma. O Tricolor Paulista e o Nacional de Montevidéu se equivalem: jogam feio, na base da força e da bola aérea. Qualquer resultado é possível.

Às 19h10, no Mineirão, o Boca vai fazer de tudo para travar a partida. E como sabemos, os argentinos são doutores em não deixar a bola rolar, quando lhes interessam. Essa será a maior dificuldade enfrentada pelo Cruzeiro.

terça-feira, maio 06, 2008

Flu se classifica, mas precisa melhorar

Sob poucos aplausos, muitas vaias e gritos de "Queremos raça!" da torcida, o Fluminense venceu o Nacional da Colômbia por 1 a 0, no Maracanã, e confirmou a vaga nas quartas-de-final da Libertadores.

As vaias têm explicação. O futebol apresentado pelo time de Laranjeiras - bem abaixo do esperado - também tem. Com a volta de Dodô, com bastante treinamento, e força de vontade, os jogadores tricolores tendem a voltar a exibir o fino da bola praticado há algumas semanas.

Caso contrário, caso o 'fino da bola' não volte, não vejo o Fluminense em condições de chegar à decisão da Copa Libertadores.

Carlos Alberto acerta com Botafogo

O contrato, por empréstimo, vai até o final do ano.

Para mim, Carlos Alberto joga muito. Tratando-se de Brasil, é, de longe, diferenciado.

Entretanto, seu problema é emocional. Ele não precisa de treinamento tático ou técnico para aprimorar seu futebol. Precisa, isso sim, de terapia.

Para voltar à velha forma, não basta pôr somente o pé na forma. Precisa, também, pôr a cabeça.

segunda-feira, maio 05, 2008

A Síndrome da Lavadeira

O União Esporte Clube, de Rondonópolis-MT, chegou ao seu 9º vice-campeonato matogrossense neste domingo, ao perder por 1 a 0 para o Mixto, de Cuiabá, em Rondonópolis.

O Estádio Luthero Lopes estava lotado. Bastava o empate ao clube rondonopolitano. 15 mil colorados empurraram o time rumo ao sonhado título inédito. Em vão.

O União mandou no primeiro tempo, mas pecou nas finalizações. Foram quatro oportunidades claras de gol desperdiçadas. Diogo, artilheiro da equipe e da competição com 18 gols, fez muita falta. Ele está afastado há três semanas.

No começo do segundo tempo, o Mixto fez um gol, e o Colorado não soube assimilar o golpe. Se desesperou, apelou para a bola aérea, e a Síndrome da Lavadeira entrou em campo.

Reza a lenda que, certa vez, o União não pagou a então lavadeira do clube. Para se vingar, a mulher enterrou um sapo no terreno do antigo estádio da cidade (hoje, um supermercado), e profetizou que o União nunca seria campeão. Passaram-se mais de uma década, e a maldição da lavadeira continua intacta, limpinha. E o União continua assim, com 35 anos de vida, e sem título algum.

No final, sempre dá Flamengo

Ou quase sempre. Pelo menos no Rio de Janeiro.

De que adianta a bela campanha do Botafogo, se na hora "H" o alvinegro falha?

No fim das contas, de novo, o time da Gávea levanta o caneco do campeonato carioca após enfiar 3 a 1 no rival. E Cuca e seus comandados continuam, conturbados, atrás de um título qualquer.

Palmeiras, justamente

Se havia mais de 10 anos de jejum no Paulistão, esse jejum chegou ao fim num banquete de gala. Com direito a chocolate de sobremesa.

Se houve um time que esteve, e está, alguns andares acima dos concorrentes, essa equipe é o Palmeiras. Não por acaso, faturou o título estadual. Graças ao dinheiro injetado pelo parceiro, graças ao talento de seus atletas, e, quer queira ou não, graças ao treinador de futebol Vanderlei Luxemburgo, que conquistou seu oitavo campeonato paulista.

4 vira, 8 termina

Foi inevitável o chavão das peladas de rua ao final do primeiro tempo: 4 vira, 8 acaba.

Dito e feito.

Como o saudoso Rolo Compressor de Tesourinha, o Colorado de Fernandão atropelou o Juventude por 8 a 1. Oito a um! Foram três gols de Fernandão, um de Danny Morais, um de Nilmar, um de Alex, um de Índio, e, acredite, um de Clemer, de pênalti, a la Djalminha, no último minuto da partida.