quinta-feira, agosto 07, 2008
São Paulo, embalado
O carrasco tricolor Washington meteu três gols, embalou o São Paulo e colocou-o no bolso. Assim como na Libertadores, o Flu fez 3 a 1 em cima dos são-paulinos, no Maracanã.
quarta-feira, agosto 06, 2008
A culpa é de quem, Kleber?
Morales desiste de jogar no Flamengo após as cenas explosivas do treino na Gávea.
O cartola rubronegro Kleber Leite divulgou uma nota:
"Em razão da veiculação pela internet das imagens ocorridas no lamentável episódio ontem (terça-feira) na Gávea, a familia do jogador Morales impediu sua transferência para o Flamengo.
O jogador já havia acertado suas bases salariais, sua passagem havia sido emitida e sua hospedagem reservada.
O incalculável prejuizo institucional promovido por vândalos fez com que o clube perdesse importante reforço para nossa retomada no Campeonato Brasileiro.
Rio de Janeiro, 6 de agosto de 2008
Kleber Leite
Vice Presidente de Futebol"
Ora, Kleber, esses vândalos entraram no treino do Flamengo porque alguém liberou.
O cartola rubronegro Kleber Leite divulgou uma nota:
"Em razão da veiculação pela internet das imagens ocorridas no lamentável episódio ontem (terça-feira) na Gávea, a familia do jogador Morales impediu sua transferência para o Flamengo.
O jogador já havia acertado suas bases salariais, sua passagem havia sido emitida e sua hospedagem reservada.
O incalculável prejuizo institucional promovido por vândalos fez com que o clube perdesse importante reforço para nossa retomada no Campeonato Brasileiro.
Rio de Janeiro, 6 de agosto de 2008
Kleber Leite
Vice Presidente de Futebol"
Ora, Kleber, esses vândalos entraram no treino do Flamengo porque alguém liberou.
Tricolores em fases distintas
Desfalques por desfalques para a Seleção Olímpica, ambos têm dois. Mas o tricolor paulista soube melhor remanejar as peças. Os Thiagos Silva e Neves fazem mais falta ao time de Renato do que Alex Silva e Hernanes fazem ao time de Muricy.O embalado São Paulo é favorito contra o conturbado Fluminense no Maracanã, hoje, a partir das 21h50.
Líder x Lanterna
Precipita-se quem descarta a possibilidade do líder Grêmio não conseguir os três pontos frente o lanterna Ipatinga em pleno Olímpico, hoje, a partir das 19h30.Futebol é diferente dos outros esportes porque tem dessas: nem sempre o melhor vence. Em 2006, só para lembrar, o vice-lanterna Fortaleza foi ao Morumbi enfrentar o líder São Paulo e saiu de lá com 1 pontinho, após noite inspirada de Albérico, que fechou o gol do tricolor cearense e segurou o 1 a 1 no placar.
A vitória do tricolor gaúcho logo mais sobre o Ipatinga é o único resultado que se passa pela cabeça de todos. O mais provável é que o Grêmio vença, e vença bem, possivelmente atropelando, sem piedade. Mas tratando-se de futebol, não será surpresa se ocorrer um empate na capital gaúcha, em noite inspirada de Adeílson, por exemplo.
terça-feira, agosto 05, 2008
Inter: o melhor time do Brasil, no papel
O erro na convocação de Dunga
O treinador da Seleção convocou apenas 18 jogadores para os Jogos Olímpicos de Pequim, quando poderia ter levado mais atletas à China.
Por conseguinte o Brasil tem apenas três zagueiros. Thiago Silva está fora da estréia, e a dupla de zaga será composta por Breno e Alex Silva (dupla que, ao lado de Miranda, formou a histórica defesa do São Paulo de 2007).
O problema é que se algum deles (ou os dois!) se machucar ou for expulso durante uma partida, algum Lucas terá de ser improvisado na zaga, como foi no amistoso contra o Vietnã. Sorte brasileira que era um amistoso que não valia nada, e que os vietnamitas não passavam de um metro e meio de altura. Mas, dependendo do adversário, (batam três vezes na madeira) se isso ocorrer, todo um trabalho (na verdade não houve trabalho algum!) pode ir por água abaixo por causa de uma falha na convocação, por causa da carência em uma posição crucial: a zaga. Improvisar um lateral, um volante ou um centro-avante até vai. Já improvisar um zagueiro é mais complicado.
Por conseguinte o Brasil tem apenas três zagueiros. Thiago Silva está fora da estréia, e a dupla de zaga será composta por Breno e Alex Silva (dupla que, ao lado de Miranda, formou a histórica defesa do São Paulo de 2007).
O problema é que se algum deles (ou os dois!) se machucar ou for expulso durante uma partida, algum Lucas terá de ser improvisado na zaga, como foi no amistoso contra o Vietnã. Sorte brasileira que era um amistoso que não valia nada, e que os vietnamitas não passavam de um metro e meio de altura. Mas, dependendo do adversário, (batam três vezes na madeira) se isso ocorrer, todo um trabalho (na verdade não houve trabalho algum!) pode ir por água abaixo por causa de uma falha na convocação, por causa da carência em uma posição crucial: a zaga. Improvisar um lateral, um volante ou um centro-avante até vai. Já improvisar um zagueiro é mais complicado.
Barça treina no Central Park
Como é que é?! No Central Park?
É isso mesmo. Foi apenas um treino físico, sem bola, mas foi isso mesmo: o Barcelona treinou no Central Park, em Nova York.

Mas engana-se quem pensa que esse foi um caso inédito.
Em 1965 a Portuguesa treinou no Central Park. A Lusa fazia uma excursão pelos states, e resolveu treinar, com bola, no famoso parque. A equipe estava com apenas 18 jogadores, e para completar o time, o maestro João Carlos Martins, torcedor fanático da Portuguesa, que estava por ali, por acaso, entrou no 'coletivo' para completar o grupo. “Completei um dos times no treino no Central Park, mas acabei caindo e uma pedra entrou no meu braço, na altura do cotovelo, dando início ao meu calvário”, relembra o maior intérprete de Bach do mundo, que teve de abandonar o piano devido a problemas nas mãos.
É isso mesmo. Foi apenas um treino físico, sem bola, mas foi isso mesmo: o Barcelona treinou no Central Park, em Nova York.

Mas engana-se quem pensa que esse foi um caso inédito.
Em 1965 a Portuguesa treinou no Central Park. A Lusa fazia uma excursão pelos states, e resolveu treinar, com bola, no famoso parque. A equipe estava com apenas 18 jogadores, e para completar o time, o maestro João Carlos Martins, torcedor fanático da Portuguesa, que estava por ali, por acaso, entrou no 'coletivo' para completar o grupo. “Completei um dos times no treino no Central Park, mas acabei caindo e uma pedra entrou no meu braço, na altura do cotovelo, dando início ao meu calvário”, relembra o maior intérprete de Bach do mundo, que teve de abandonar o piano devido a problemas nas mãos.
segunda-feira, agosto 04, 2008
G4 com cara de G4
Não que os rubronegros carioca e baiano eram desmerecedores das posições que ocuparam até outro dia, mas agora sim o G4 tem cara de G4.
De todas as formações que a zona de classificação à Copa Libertadores teve até o momento, essa parece ser a que vai durar por mais tempo, muito em função do futebol que as equipes vêm apresentando na competição.

O líder Grêmio vai fazer muitos pontos em casa. Tropeçará em um empate aqui, quem sabe em outro ali, mas de resto serão só vitórias. O time está certinho, e todos sabem o que e como tem de fazer em campo. Como visitante, o Tricolor vai ser sempre perigoso. Pergunte ao Figueirense e a tantos outros.
O Cruzeiro, do artilheiro Guilherme (10 gols), também dá a impressão de que terá vida longa no grupo dos quatro primeiros. A Raposa não é tão forte no Mineirão quanto o Grêmio é no Olímpico, mas mesmo assim, no frigir dos ovos, o aproveitamento cruzeirense será alto. Alto o suficiente para brigar até o final.
Palmeiras e São Paulo, os outros dois clubes que completam o G4, descartam desconfiança e despertam atenção. Além de bons elencos, ambos contam com treinadores que conhecem como poucos os pontos corridos. Luxemburgo, técnico do Palmeiras, foi campeão do Brasileirão em 2003 e 2004. Muricy, treindor do São Paulo, foi campeão em 2006 e 2007, e vice em 2005. Eles entendem desse campeonato como ninguém, e, também por causa disso, Palmeiras e São Paulo, parece-me, vão permanecer por muitas e muitas rodadas no G4.
O G4 está com cara de G4. Num campeonato tão equilibrado, uma ou outra substituição vez em quando acontecerá, evidente. Mas Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e São Paulo, ao que tudo indica, ocuparão o topo da tabela por semanas. Quiçá, meses.
De todas as formações que a zona de classificação à Copa Libertadores teve até o momento, essa parece ser a que vai durar por mais tempo, muito em função do futebol que as equipes vêm apresentando na competição.

O líder Grêmio vai fazer muitos pontos em casa. Tropeçará em um empate aqui, quem sabe em outro ali, mas de resto serão só vitórias. O time está certinho, e todos sabem o que e como tem de fazer em campo. Como visitante, o Tricolor vai ser sempre perigoso. Pergunte ao Figueirense e a tantos outros.
O Cruzeiro, do artilheiro Guilherme (10 gols), também dá a impressão de que terá vida longa no grupo dos quatro primeiros. A Raposa não é tão forte no Mineirão quanto o Grêmio é no Olímpico, mas mesmo assim, no frigir dos ovos, o aproveitamento cruzeirense será alto. Alto o suficiente para brigar até o final.
Palmeiras e São Paulo, os outros dois clubes que completam o G4, descartam desconfiança e despertam atenção. Além de bons elencos, ambos contam com treinadores que conhecem como poucos os pontos corridos. Luxemburgo, técnico do Palmeiras, foi campeão do Brasileirão em 2003 e 2004. Muricy, treindor do São Paulo, foi campeão em 2006 e 2007, e vice em 2005. Eles entendem desse campeonato como ninguém, e, também por causa disso, Palmeiras e São Paulo, parece-me, vão permanecer por muitas e muitas rodadas no G4.
O G4 está com cara de G4. Num campeonato tão equilibrado, uma ou outra substituição vez em quando acontecerá, evidente. Mas Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e São Paulo, ao que tudo indica, ocuparão o topo da tabela por semanas. Quiçá, meses.
domingo, agosto 03, 2008
São Paulo, de André Lima, goleia Vasco
Mesmo sem Borges e Miranda (machucados), Hugo e Zé Luis (suspensos), e Hernanes e Alex Silva (seleção olímpica), Muricy conseguiu escalar um time altamente competitivo e técnico.

Na zaga, Rodrigo fez dupla com André Dias, e nas laterais, Éder com Richarlyson. A linha defensiva foi segura, já que o Vasco não exigiu tanto dos donos da casa.
No meio-campo, Jean, garoto da base, que jogou muito bem, foi o único volante volante do Tricolor. Jorge Wagner e Joílson atuaram um pouco à frente. No meio-ofensivo, Éder Luis comandou o flanco direito do campo, e Dagoberto o esquerdo. Por fim, de centro-avante, o estreante do dia: André Lima.
Quando foi anunciado o empréstimo de André Lima por um ano, apostei aqui no blog que ele seria goleador no São Paulo. Muitos leitores torceram o nariz, fizeram vista grossa e disseram que ele seria banco. Talvez seja. Se Borges voltar matando a pau como estava, André pode ser banco, sim. Mas depois da estréia de hoje - 2 gols na vitória de 4 a 0 (outros dois de Rogério Ceni, falta e pênalti) -, Muricy Ramalho vai dormir com uma saborosa pulga atrás da orelha.
São Paulo 4 x 0 Vasco, gols:

Na zaga, Rodrigo fez dupla com André Dias, e nas laterais, Éder com Richarlyson. A linha defensiva foi segura, já que o Vasco não exigiu tanto dos donos da casa.
No meio-campo, Jean, garoto da base, que jogou muito bem, foi o único volante volante do Tricolor. Jorge Wagner e Joílson atuaram um pouco à frente. No meio-ofensivo, Éder Luis comandou o flanco direito do campo, e Dagoberto o esquerdo. Por fim, de centro-avante, o estreante do dia: André Lima.
Quando foi anunciado o empréstimo de André Lima por um ano, apostei aqui no blog que ele seria goleador no São Paulo. Muitos leitores torceram o nariz, fizeram vista grossa e disseram que ele seria banco. Talvez seja. Se Borges voltar matando a pau como estava, André pode ser banco, sim. Mas depois da estréia de hoje - 2 gols na vitória de 4 a 0 (outros dois de Rogério Ceni, falta e pênalti) -, Muricy Ramalho vai dormir com uma saborosa pulga atrás da orelha.
São Paulo 4 x 0 Vasco, gols:
sábado, agosto 02, 2008
A Seleção Olímpica no campo
Quem acompanha o Blog do Carlão lembra que, à época do anúncio da convocação dos jogadores, coloquei no Futebol de Botão esse time:

Eu apostava em Diego, o goleiro, por ter, teoricamente, mais experiência que Renan. Mas Dunga conhece muito bem o goleiro do Inter, e o Inter, e fez sua escolha. Muito boa, por sinal. A meta brasileira está em boas mãos, sem dúvida.
Apostava eu também em Breno, por simplesmente achá-lo craque. Mas o fato de não estar jogando, ao contrário de Thiago e Alex, pode ter pesado.
A outra alteração, claro, é a de Robinho. Adiantar Ronaldinho talvez seja mesmo a melhor alternativa.
Nomes à parte, a diferença entre as equipes das pranchetas - a de cima, que imaginava como seria, e a de baixo, que começou o jogo contra o Vietnã - é o posicionamento do meio-campo:

Dunga abandonou o losango na meia-cancha. Lucas joga pela direita e Hernanes pela centro-esquerda, e Anderson fica mais avançado. Ele é terceiro homem de meio campo, com liberdade para cair também pela direita, trocar de lugar com Diego (ou Thiago Neves, se for o caso), e atuar como meia. Anderson tem participado bastante do setor criativo da equipe, sem perder seu poder de marcação. Quando é preciso voltar, ele volta. Quando é preciso avançar, ele avança, livre, por todos os cantos do campo.
Seja qual for o esquema, com ou sem losango, dois ou três volantes, um ou dois meias, a Seleção Olímpica é um timaço. Pelo menos na prancheta.
Esse é o problema: ao menos na prancheta. E no campo?

Eu apostava em Diego, o goleiro, por ter, teoricamente, mais experiência que Renan. Mas Dunga conhece muito bem o goleiro do Inter, e o Inter, e fez sua escolha. Muito boa, por sinal. A meta brasileira está em boas mãos, sem dúvida.
Apostava eu também em Breno, por simplesmente achá-lo craque. Mas o fato de não estar jogando, ao contrário de Thiago e Alex, pode ter pesado.
A outra alteração, claro, é a de Robinho. Adiantar Ronaldinho talvez seja mesmo a melhor alternativa.
Nomes à parte, a diferença entre as equipes das pranchetas - a de cima, que imaginava como seria, e a de baixo, que começou o jogo contra o Vietnã - é o posicionamento do meio-campo:

Dunga abandonou o losango na meia-cancha. Lucas joga pela direita e Hernanes pela centro-esquerda, e Anderson fica mais avançado. Ele é terceiro homem de meio campo, com liberdade para cair também pela direita, trocar de lugar com Diego (ou Thiago Neves, se for o caso), e atuar como meia. Anderson tem participado bastante do setor criativo da equipe, sem perder seu poder de marcação. Quando é preciso voltar, ele volta. Quando é preciso avançar, ele avança, livre, por todos os cantos do campo.
Seja qual for o esquema, com ou sem losango, dois ou três volantes, um ou dois meias, a Seleção Olímpica é um timaço. Pelo menos na prancheta.
Esse é o problema: ao menos na prancheta. E no campo?
sexta-feira, agosto 01, 2008
Seleção Olímpica: vida curta na China?
Até a Bélgica tem o ouro olímpico, e o Brasil não.
Até a Bélgica tem!
E a julgar pela "preparação" da seleção para os Jogos Olímpicos, não é nada fácil conseguir visualizar as medalhas de ouro no peito dos jogadores brasileiros.
O prognóstico não pode ser positivo porque não há time. Há, sim, um bando de belíssimos atletas. Mas conjunto, nenhum.
Estamos falando aqui de Renan, Rafinha, Alex Silva, Thiago Silva, Marcelo, Lucas, Hernanes, Anderson, Diego, Ronaldinho, Pato... Ora, jogadoraços! Ganha-se a Liga dos Campeões com um time destes!
Ganha-se, desde que este esteja entrosado. O que, por vez, não acontece.
A grande chance do Brasil trazer o cobiçado (nem sei mais se é tão cobiçado assim) ouro olímpico da China é a equipe se acertar durante a competição, porque apenas dos talentos individuais, das jogadas de efeito isoladas e dos lampejos de um ou outro craque, um time não sobrevive. Sem o coletivo afinado, o time tem vida curta.
Até a Bélgica tem!
E a julgar pela "preparação" da seleção para os Jogos Olímpicos, não é nada fácil conseguir visualizar as medalhas de ouro no peito dos jogadores brasileiros.
O prognóstico não pode ser positivo porque não há time. Há, sim, um bando de belíssimos atletas. Mas conjunto, nenhum.
Estamos falando aqui de Renan, Rafinha, Alex Silva, Thiago Silva, Marcelo, Lucas, Hernanes, Anderson, Diego, Ronaldinho, Pato... Ora, jogadoraços! Ganha-se a Liga dos Campeões com um time destes!
Ganha-se, desde que este esteja entrosado. O que, por vez, não acontece.
A grande chance do Brasil trazer o cobiçado (nem sei mais se é tão cobiçado assim) ouro olímpico da China é a equipe se acertar durante a competição, porque apenas dos talentos individuais, das jogadas de efeito isoladas e dos lampejos de um ou outro craque, um time não sobrevive. Sem o coletivo afinado, o time tem vida curta.
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