sexta-feira, janeiro 22, 2010

Medo de cara feia

O presidente da Inter disse que Ronaldinho inventa o futebol, é imprevisível.

Massimo Moratti ainda admitiu que, dos jogadores do Milan, é o que mais lhe dá medo.



Uma declaração destas, às vésperas do clássico de Milão, mostra que o dono do futebol mais bonito da década está com a bola cheia.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

"A Dinamite que nunca explodiu"

Dinamite chegou ao Barcelona há 30 anos com status de craque, chegou para substituir o austríaco Hansi Krankl, contrato de três anos e meio. Contudo Roberto ficou apenas cinco meses no Camp Nou.



Falta de amigos e time em formação são alguns dos motivos que levaram o centroavante a fracassar no Barça, segundo o próprio.

Em seu primeiro jogo após o retorno ao Brasil, Dinamite marcou 5 gols na vitória vascaína por 5 a 2 em cima do Corinthians, num Maracanã com mais de 100 mil pessoas.

Há mais detalhes desta história, que particularmente eu não conhecia, na matéria intitulada "A Dinamite que nunca explodiu", no SPORT.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Onde Ronaldinho pode jogar

Já não se discute mais se ele deve ir à Copa, mas sim se merece ser titular ou não.

Se Dunga e Jorginho o levarem à África do Sul, e não Júlio Baptista, Ronaldinho disputará um lugar entre os onze na ponta esquerda, posição que atua no clube italiano e que, na Seleção, é ocupada por Nilmar ou Robinho.

E caso Kaká não tenha condições de jogo, o craque do Milan pode substituí-lo à altura, deixando o canto canhoto com o atacante do Villarreal ou com o do Manchester City.



Imagino que a comissão técnica do Brasil esteja convencida de que Ronaldinho deve ser convocado, por dois motivos: primeiro por sua qualidade, sua capacidade de desequilibrar; e segundo, por sua flexibilidade tática. Noves fora a experiência.

domingo, janeiro 17, 2010

Teste na estreia corintiana

No 1 a 1 diante do Monte Azul, na estreia do Timão no Paulistão, quem se destacou foi o estreante Iarley. Além dele, Tcheco também debutou neste domingo oficialmente com a camisa alvi-negra.

A equipe mista foi escalada por Mano num misto de 4-4-2 em linha com 4-4-2 em quadrado. Sem a bola, Tcheco e Morais fechavam os lados do campo e compunham a linha do meio com Marcelo Mattos e Jucilei. Com ela, apareciam por dentro para tentar articular as jogadas (apesar de não abdicarem de flutuar pelos flancos).



Contudo, como já citado, a movimentação que chamou a atenção foi a de Iarley. O 7 cumpriu o papel de segundo atacante com eficiência: preencheu os espaços, caiu pelas pontas, voltou para buscar o jogo na faixa central, alimentou o centroavante. O veterano de 35 anos, autor do gol corintiano, mostrou que pulmão, comprometimento e qualidade técnica não lhe faltam.

Na segunda etapa Dentinho e Edno entraram nas vagas de Morais e Tcheco, e exerceram a mesma função de seus substitutos, abertos pelas beiradas (o destro Dentinho na esquerda e o canhoto Edno na direita).

Na busca por alternativas táticas, o saldo que o Corinthians pode tirar do duelo com o Monte Azul, na minha opinião, é positivo.

Os concorrentes de Ronaldinho

Um gol de pênalti, um de cabeça, um golaço de fora da área e outros caprichos. Este foi o Ronaldinho deste domingo, na vitória por 4 a 0 sobre o Siena, em Milão. O brasileiro, que andou adormecido por um tempo, ao que parece, despertou de vez.



A questão é: Dunga e Jorginho já fecharam o grupo, ou Ronaldinho tem chance de ir à Copa?

A meu ver seria pertinente levá-lo, pois o camisa 80 rubro-negro oferece duas possibilidades táticas à comissão técnica: ele pode jogar tanto aberto pela esquerda, no lugar de Nilmar ou Robinho, quanto centralizado, na posição de Kaká. Estes seriam seus concorrentes por vaga entre os onze.

Como o meia do Real Madrid é titular absoluto, e os atacantes do Villarreal e do City estão praticamente com o passaporte carimbado, hoje o adversário direto de Ronaldinho, para ir à África do Sul, chama-se Júlio Baptista - o reserva imediato do Kaká (embora Alex, do Spartak, e Diego Souza, ainda não tenham sido descartados para esta função).

sábado, janeiro 16, 2010

Chelsea testa opção tática em goleada

Mesmo sem os titulares Drogba, Essien e Deco, o Chelsea atropelou o Sunderland por 7 a 2, neste sábado, em Stamford Bridge.

O time que foi a campo se postou no esquema rotineiro, desta vez com Belletti na cabeça-de-área, Joe Cole na ponta-de-lança, e Malouda no ataque, ao lado de Anelka. Com esta formação os Blues deram show e fizeram 4 a 0 nos primeiros 45 minutos.



No intervalo, com o resultado já garantido, Alex entrou no lugar de Terry, e Zhirkov no de Ashley Cole (autor de um golaço e uma assistência). O excelente nível foi mantido e os donos da casa criaram outras inúmeras oportunidades de gol, algumas convertidas, outras não.

No entanto a grande mudança no segundo tempo foi de ordem tática: Ancelotti abriu Malouda e Joe Cole nas pontas, trocando o 4-4-2 em losango pelo 4-3-3 em triângulo invertido.



Em regra quem joga centralizado, na criação, é Deco. Na falta dele, Joe Cole foi escalado por ali, apesar de ser como homem de beirada que ele se destaca. Foi o que se comprovou na segunda etapa.

De qualquer forma, com um futebol admirável, de encher os olhos, o Chelsea mantém a liderança do campeonato, com um ponto a mais, e um jogo a menos, que o vice-líder Manchester United.

Texto publicado em Goal.com/br.

Reds: equipe de dois homens só?

Posição intermediária na tabela da Premier League, eliminação vexatória na Copa da Inglaterra, técnico contestado e desfalques de peso. Esta é a realidade de momento do Liverpool.



Embora não seja de hoje a fase ruim, neste sábado os Reds nitidamente sentiram a ausência de suas peças-chave. Além de Gerrard (fora por 2 semanas) e Torres (fora por 6 semanas), nomes como Johnson, Benayoun e Babel também não foram relacionados para a partida.

Coube então a Lucas tentar articular as jogadas na faixa central, a Fábio Aurélio e a Degen fazerem os lados do meio-campo, e a Ngog e Kuyt, os papéis de finalizadores. Resultado: o jogo não fluiu, o time não criou, e o empate em 1 a 1 diante do fraquíssimo Stoke City foi merecido.

Não que o elenco seja dos piores, mas a meu ver há um profundo abismo entre os reservas e as principais estrelas. É evidente que qualquer equipe se enfraquesse sem seus melhores jogadores. Contudo não há no grupo chefiado por Rafa Benítez um meio-campista e um atacante capazes de sequer se aproximarem de Gerrard e Torres. A criação e a finalização depende majoritariamente deles. Sem eles, estes fundamentos se esfacelam. Para os padrões dos grandes europeus, na minha opinião, sem eles, o Liverpool é um time comum.

Texto publicado em Goal.com/br.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Azul e ouro por acaso

Em 1905 um grupo de jovens imigrantes italianos decidiu fundar um clube de futebol.

O nome seria o mesmo do bairro.

E as cores seriam escolhidas ao acaso: a bandeira do primeiro navio que atracasse no porto de Buenos Aires pintaria o uniforme do time.



No 105º aniversário do Boca, a Nike lança uma camisa em referência à Suécia, que, ao contrário dos resultados recentes da equipe, tem tudo para fazer sucesso.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Trancinhas rubro-negras

Tá no Globoesporte.com: Vagner Love está emprestado ao Flamengo até o dia 31 de julho.



Lembro que em ano de Copa do Mundo a final da Libertadores é disputada em agosto (dias 11 e 17). Portanto imagino que haja um acordo prévio para que ele fique mais tempo, caso o Mengão chegue à decisão do torneio continental.

Em 2006, por exemplo, Ricardo Oliveira não pôde atuar contra o Inter. No entanto a relação entre CSKA e Fla, parece-me, é melhor que a de São Paulo e Betis à época, clube que detinha os direitos de Ricardo.

Dentro de campo, se Andrade manter o esquema campeão brasileiro, Love deve jogar aberto pela esquerda, no lugar de Zé Roberto. O próprio técnico rubro-negro comentou esta possibilidade ainda no ano passado, quando já se ventilava o nome do atacante.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Zebra bate ineficientes Leões

Velocidade e habilidade são características essenciais para um ponta, na minha opinião. Samuel Eto'o as tem. No entanto é como finalizador que ele se diferencia. Portanto penso eu que, das duas, uma: ou Paul Le Guen não tem no elenco algum jogador que atenda à demanda, ou ele confia demais no trabalho de Webo.

Foi neste 4-3-3, com o atacante da Inter de Milão na ponta esquerda, apagado, que a seleção de Camarões perdeu para o Gabão na estreia da Copa Africana, por 1 a 0, nesta quarta-feira.

A meu ver o camisa 9 pouco produziu por ali não porque não tenha condições, mas sim porque o meia-esquerda e o lateral-esquerdo quase nunca se aproximavam.



No intervalo, Nguemo deu lugar ao grandalhão Tchoyi. Este foi pra ponta direita, Emana recuou para a posição do 7, e a equipe melhorou. Porém não foi eficiente.

A outra alteração veio aos 20 minutos do segundo tempo, quando Webo foi substituído por Idrissou. Seis por meia dúzia. A terceira e última alternativa foi trocar lateral-esquerdo por lateral-esquerdo, para quem sabe assim Eto'o tivesse mais companhia.

Embora uma ou outra oportunidade tenha ocorrido, no fim das contas os Leões não conseguiram balançar a rede da zebra Gabão.

terça-feira, janeiro 12, 2010

O provável fim da era 3-5-2

Li no Globoesporte.com que Ricardo Gomes esboçou o time no 4-4-2, com Marcelinho e Léo Lima entre os onze.

Se for com o meio-campo em quadrado, esta deve ser a formação:



A ideia, a meu ver, é interessantíssima. Foi como meia, se aproximando dos atacantes (ou do atacante, quando Hélio utilizava o 3-6-1), que Léo se destacou no Goiás em 2009. Já Marcelinho Paraíba se mostrou um armador e um meia-atacante de pé cheio, tanto no Flamengo quanto no Coritiba.

A outra opção, dentro do mesmo esquema, é o meio em losango, com o canhoto Marcelinho centralizado e Richarlyson na cabeça-de-área:



Seja no 4-4-2 em losango ou no 4-4-2 em quadrado (ou até mesmo no 4-3-3), é bem provável que, depois de quase uma década jogando com três zagueiros, o São Paulo adote a linha de quatro.