sábado, março 10, 2012

Neymessi?

Tá no SPORT: "El Barça tratará de juntar a ambos cracks este verano, aunque la opción más factible apunta al 2013."

No meio deste ano deve ser difícil por dois motivos: primeiro porque a prioridade do Barcelona é contratar um defensor (atualmente o setor ofensivo está bem servido); e segundo, pela questão da grana.

Porém parece óbvio que o destino de Neymar é mesmo o Barcelona. Aliás, sem dúvida o Barcelona é o melhor destino para Neymar na Europa. Ideia, por sinal, que defendo aqui desde sempre, registrada no post "Pep e o ponta ideal".

Outro post publicado no blog em março de 2011 mostra o possível Barça com Neymar (aqui). À época, no entanto, Cesc Fàbregas e Alexis Sánchez ainda não tinham sido contratados.

Hoje, com todo mundo à disposição, Neymar disputaria vaga com o chileno. Provavelmente para jogar na ponta esquerda, posição onde indiscutivelmente o craque da Vila rende mais. Contudo, em função do elenco enxuto, é raro ter todo mundo sempre à disposição

Mas independente da veracidade da notícia trazida pelo jornal catalão ou não, uma coisa é certa: para o bem do próprio jogador e da Seleção (menos do Santos), Neymar tem de ir ao Velho Continente o quanto antes.

quarta-feira, março 07, 2012

Neymessi

No dia em que Messi escreveu mais um capítulo na história do futebol mundial, Neymar ilustrou outra obra-prima para sua galeria. Na véspera do Dia Internacional da Mulher, o craque brasileiro e o gênio argentino mostraram a diferença entre meninos e homens.



Na noite desta quarta-feira, no Camp Nou, o camisa 10 balançou a rede cinco vezes, algo até então inédito na Champions e em sua carreira. Mais tarde, na Vila Belmiro, enquanto a Europa dormia, o camisa 11 pincelava um hat-trick de tirar o chapéu.

Prêmio Puskas 2012?

Messi é isso. Isso é Messi

Para quem gosta de estatística, Messi é um prato cheio. Para quem gosta de futebol, também. Não bastasse ser extremamente estético, seu cartel de jogadas é igualmente eficiente, e a beleza de seus lances e a expressividade de seu números mostram isso.

Com os 5 gols que marcou diante do Bayer Leverkusen nesta quarta, Messi chegou a 228 com a camisa azulgrená, a apenas 7 de igualar César Rodríguez, o maior artilheiro da história do clube catalão com 235 tentos. Por enquanto. E lembre-se, Messi tem 24 anos. Faz 25 em junho.



Só nessa temporada, por exemplo, pelo Barça, são 47 gols em 41 jogos (3 pela Supercopa da Espanha, 2 pela Copa do Rei, 2 pelo Mundial de Clubes, 28 pela Liga e 12 pela Champions). Não precisa nem fazer a média, né?

Messi merece todos os holofotes. É o protagonista desse time, e foi o protagonista desse inesquecível 7 a 1. Porém, só para não passar em branco, dois jovens das canteras entraram muito bem no segundo tempo: o ponteiro Tello, autor dos outros dois gols, e o lateral-esquerdo Muniesa, que não errou nas quatro ou cinco vezes em que foi solicitado na partida.

Voltando a Messi, é difícil falar sem fugir do lugar comum. É gênio. Hoje, o único em atividade. E se porventura não chegar a ganhar a Copa, azar da Copa.

terça-feira, março 06, 2012

Pré-jogo: Santos x Inter

Por que raios um treinador iria entregar seu onze inicial de bandeja, de mão beijada ao adversário, logo na véspera de uma pedreira pela Copa Libertadores da América? Por quê?

Posso me enganar, quebrar a cara, mas não acredito de olhos fechados na antecipação de Dorival Júnior nesta terça-feira. Na publicação da ZH Esportes (leia aqui), Dagoberto começa no banco e Elton no campo.

Entendo a opção de Dorival por três "volantes", o jogo é fora, diante de Neymar e cia. A opção por Dagoberto na reserva, todavia, não consigo compreender. Por um simples motivo: o contra-ataque.

Na Vila Belmiro, naturalmente, o Peixe deverá ter mais posse de bola e pressionar com mais frequência. Por conseguinte os espaços para o contra-golpe irão aparecer, e aí um atleta de velocidade como Dagol é imprescindível.

Por essas e outras, apesar das informações cedidas por Dorival, estou indo contra a maré e imaginando que o camisa 20 será titular. Porém creio que o costumeiro 4-2-3-1 dará lugar ao 4-4-2, para justamente haver a "compactação" mencionada pelo técnico, e para que ninguém sobre no setor do meio de campo (quatro vs quatro).



Veja bem: a notícia é, do meio para frente, Bolatti, Elton, Guiñazu, Oscar, D'Alessandro e Damião - Dagoberto no banco. No entanto vou bancar o teimoso na minha prévia e manter Dagoberto entre os onze.

A probabilidade é pequena, mas caso minha teimosia se confirme (Dagoberto e Damião titulares), das duas uma: Elton deve ficar entre os suplentes, e Oscar deve jogar mais recuado; ou Elton deve ser titular, para reforçar a marcação na meia-cancha espelhada, e Oscar ficar na reserva. Contudo, convenhamos, é difícil pensar em Oscar (ou D'Alessandro) na reserva.

Quanto aos donos da casa, a projeção não deve ser diferente da que foi contra o Corinthians no último domingo (aqui). Henrique na cabeça de área, Ibson e Arouca no apoio, Ganso na articulação, e Neymar em regra partindo da esquerda, porém se movimentando bastante, caindo pelos dois lados e buscando o jogo atrás. Na referência, Borges.

Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 19h45, horário de Brasília, pela segunda rodada do torneio mais cobiçado do continente. Só para registro, no momento a situação do Grupo 1 é: The Strongest líder com 6 pontos, Inter em segundo com 3, Santos em terceiro e Juan Aurich em quarto, ambos sem nada.

Na conta do chá, passa o Milan

Merecida. A classificação do Milan foi justa e merecida. Não pelo que (não) fez no Emirates nesta terça, obviamente, mas pelo chocolate (4 a 0) aplicado no jogo de ida. No frigir dos ovos, nos 180 minutos, o rubronegro italiano foi superior.

Contudo é preciso ponderar alguns pontos, como a falta de ousadia, ou excesso de conservadorismo, de Allegri. É claro que era obrigatório jogar a volta com a vantagem conquistada no San Siro. Porém, mais uma vez, o técnico do Milan se mostrou covarde. No primeiro tempo seus comandados, assustados, ofensivamente não produziram nada. Resultado? Foram para o intervalo com 3 a 0 no placar.



Se por um lado Allegri foi mal, do outro Wenger, quem diria, foi bem. Escalou Chamberlain como segundo volante (para marcar Nocerino sem a bola), abriu Gervinho na esquerda, pôs Rosicky na articulção, e o Arsenal foi avassalador nos primeiros 45 minutos. Na etapa final, no entanto, os visitantes melhoraram (piorar não dava), a diferença técnica entre as equipes diminuiu, e o 3 a 0 foi mantido até o final.

Em relação aos centroavantes, pelo lado rossoneri, autor de um hat-trick no fim de semana, Ibrahimovic fez péssima partida, individual e coletivamente. Em contrapartida Van Persie foi a referência do ataque. Quase todas bolas visavam e passavam por ele. Porém o camisa 10 pecou pelo preciosismo. No lance que poderia ter feito 4 a 0, ao invés de soltar a bomba à queima-roupa, quis encobrir Abiatti e se deu mal. Grande defesa do arqueiro milanista, é verdade. Reflexo puro. Apurado. Mas entre o mérito do goleiro e a falha do atacante, pesa mais a falha do atacante.

O outro Lionel do Barça

Em outubro do ano passado o SPORT publicou a árvore do futuro do Barcelona, um paralelo traçado entre os garotos das canteras e as posições do time principal (veja aqui). Entre outros nomes, aparecia o de Lionel, à época com 15 anos.

Eis que nessa segunda-feira o Mundo Deportivo construiu um pequeno perfil do jogador, hoje com 16 anos (aqui). Nele o site revela que Lionel Enguene foi levado ao clube catalão por seu compatriota Samuel Eto'o, em 2007. Diz que o jovem camaronês joga de "interior", como seus ídolos Xavi e Iniesta. E que, entre suas qualidades, está o controle, o passe curto e longo, com a parte de dentro e de fora do pé, a finta e a finalização.



A matéria ainda enche a pelota do atleta: "Taticamente parece um veterano. Sabe quando precisa guardar a posição e segurar a bola, e sabe quando se deslocar ao ataque, algo que gosta graças ao seu poder físico e sua facilidade goleadora."

Claro que não dá para julgar o jogador pelo vídeo do YouTube ou pelo perfil elaborado pelo jornal de Barcelona. Mas a expectativa é favorável. Resta-nos aguardar para ver se, a exemplo de tantos outros, Lionel Enguene vai ser lançado na equipe profissional, e se vai vingar na mesma.

segunda-feira, março 05, 2012

Tudo ou nada no Emirates Stadium

Não bastasse ter de reverter o 4 a 0 do jogo de ida, Wenger conta com desfalques importantes para a partida de volta, nesta terça-feira, diante do Milan. Entre eles estão Diaby, Arteta e Benayoun, além de Mertesacker, Ramsey, Wilshere...

Na véspera da missão quase impossível o treinador francês admitiu jogar com quatro homens ofensivos: "No momento basicamente tenho apenas dois meio-campistas (Song e Rosicky). O que significa que teremos de jogar com quatro atacantes."

Wenger ainda disse que pode jogar com qualquer esquema tático, mas o mais provável é que o tradicional 4-2-3-1 seja mantido. Se assim for, devem ser esses os encarregados da árdua tarefa.



Ao contrário do duelo de ida, quando Chamberlain ficou no banco e as jogadas pelos flancos foram abandonadas, no Emirates o camisa 15 deve ser bastante acionado, a exemplo de Walcott, ambos em cima de Abate e Antonini. Sem falar que, alternadamente, Sagna e Gibbs terão de apoiar com frequência.

Na prévia, auxiliado por Arthur Barcelos, optei por Gervinho pela faixa central, na meia, e Van Persie na frente. Outra alternativa é Chamakh na referência do ataque e Van Persie mais recuado. No entanto, no clássico contra o Liverpool, no último fim de semana, Gervinho entrou no segundo tempo, o que pode indicar alguma coisa.

Para os gunners é tudo ou nada. A vitória por 4 a 0 leva à prorrogação. Por 5 a 0, às quartas de final. Contudo se o Milan de Ibrahimovic e Robinho balançar a rede uma vez sequer, só o 6 a 1 salva (ou 7, 8, etc). Portanto as ações ofensivas têm de ser pacientes e equilibradas, sem ansiedade, para não expor a retaguarda. E, claro, os donos da casa terão de contar com a sorte. Muita sorte.

A volta do que não foi

Reconheço que às vezes eu também caio na armadilha, mas tento evitá-la ao máximo. Refiro-me a análises imediatistas aplicadas ao futebol, seja para o lado do bem, na hora de elogiar, seja para o lado do mal, na hora de criticar.

Enterrado por muitos em função de uma fase ruim, aos poucos Ganso vai retomando o caminho da glória e do reconhecimento. Em função de uma fase ruim, parte dos torcedores e da imprensa chutaram Ganso para escanteio, mas a volta por cima vai acontecer antes do esperado.



Vamos relembrar: o camisa 10 foi lançado entre os profissionais em 2009, salvo engano por Vagner Mancini - a exemplo de Neymar. Ainda em 2009, passou pelas mãos de Luxemburgo, sem chegar perto do destaque que iria obter na temporada seguinte, a de transição entre promessa e realidade.

A afirmação veio em 2010. Naquele time treinado por Dorival Júnior, campeão do Paulistão e da Copa do Brasil, Ganso foi o maestro daquela equipe que jogava no 4-2-3-1, com Arouca e Wesley de volantes, Neymar e Robinho nas pontas, e André de centroavante. Apesar da diferença de característica, de posição e de função, à época alguns colocavam Ganso acima do próprio Neymar - entre eles, admito, eu também.

Eis que em agosto daquele ano, pelo Brasileiro, diante do Grêmio, no Olímpico, Paulo Henrique rompeu o ligamento do joelho, passou por cirurgia e ficou afastado por aproximadamente seis meses. E voltou somente em 2011, quando foi crucificado por parte da mídia e da torcida.

Mas vamos relembrar: além de voltar de uma cirurgia compliacada, e de se machucar novamente, dessa vez com menos seriedade, Ganso atrevessava por um impasse em relação a seu passe. Divergências entre diretoria santista e procuradores do atleta, problemas em relação à renovação do contrato e outras coisas extra-campo desaguaram no gramado e comprometeram o rendimento do jogador.

Agora em 2012, porém, pelo menos nesse início de semestre, se ainda não foi genial como em 2010, Ganso já mostrou que, obviamente, não desaprendeu a jogar bola. Ao que parece, após um sombrio 2011, 2012 é o ano da reafirmação, da ressurreição - se é que um dia seu futebol chegou a morrer.

A notícia é boa não só para o Santos de Muricy Ramalho, mas também para a Seleção de Mano Menezes e para os clubes grandes da Europa que têm interesse no meia.

domingo, março 04, 2012

Peixe está mais pronto que o Timão

Quatro titulares. Em tese o Corinthians começou com apenas quatro dos ditos titulares, no clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, neste domingo. Já os donos da casa, em contrapartida, jogaram com seu onze ideal, sua força máxima.

Mas será que a conta exata é essa mesmo?

Pelo lado do Peixe, creio que sim. Autor do único gol do confronto, Ibson justa e merecidamente ganhou a vaga de Elano, completando o losango do meio-campo com Henrique, Arouca e Ganso. Não há um fio de dúvida, o time é esse, com Neymar e Borges na frente, Fucile, Dracena, Durval e Juan na linha de quatro, e Rafael no gol.



Porém me parece que o mesmo não ocorre do outro lado. A impressão que tenho é que Tite ainda não encontrou o onze ideal para o primeiro semestre da temporada. Mesmo com a base da equipe campeã brasileira mantida, ou melhor, toda equipe titular mantida, o treinador do Timão ainda não conseguiu dar um padrão ofensivo aos seus comandados.

Imagino que para Tite os donos das posições da linha de três, hoje, sejam Emerson, Danilo e Willian, com Liedson na referência do ataque. Contudo, apesar da fase técnica de um e da fase física do outro, fica difícil pensar no time sem Alex e/ou Douglas, em especial para o desenrolar da Libertadores. Eu sei, ainda é cedo, trata-se apenas da segunda rodada do torneio continental. No entanto, se é que já não achou, Tite precisa achar a formação ideal o quanto antes.

Sobre o clássico com o Santos, é preciso ponderar isso: o Corinthians jogou com o time mais reserva do que misto. Mas que me parece que Muricy tem mais claro na cabeça a filosofia que pretende para sua equipe do que Tite, me parece.

sábado, março 03, 2012

Pré-jogo: Santos x Corinthians

Tite confirmou Danilo e Liedson fora do clássico deste domingo. Quarta-feira o Corinthians pega o Nacional-PAR no Pacaembu pela Libertadores. Quanto a Muricy, não se sabe se vai com força máxima ou não, pois na quinta-feira o Santos recebe o Inter - uma pedreira muito maior.

Mas se o Peixe for com o que tem de melhor (Ibson ou Elano?), e o Timão jogar com Alex e Willian, os dois times não devem fugir muito disso. De um lado, o mandante no habitual 4-4-2 em losango. Do outro, o visitante no rotineiro 4-2-3-1.



Importante defensiva e taticamente, Willian deve atuar aberto na direita, para tentar frear as subidas de Juan. Já Alex pode ter de se integrar ao meio-campo para empatar a superioridade numérica santista - no caso, para marcar Ibson, podendo deixar espaço para Fucile.

Em função da velocidade de ambos, Henrique pode ser o primeiro volante, designado à marcação de Douglas. E para frear o veloz Paulinho, a opção deve ser o veloz Arouca. Outro duelo previsível, imagino, seja Ganso versus Ralf - sem marcação individual, evidentemente.

No setor ofensivo, Neymar deve atuar na dela, partindo da ponta esquerda, em cima de Alessandro (Welder?) e Chicão. Quem sabe até Paulinho precise auxiliar, triplicando a marcação ao craque da Vila - o que liberaria Arouca. Quanto a Borges e Adriano, as referências do ataque, também acostumados a sair da área.

Tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 16h (Brasília), na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Paulistão.