quinta-feira, agosto 30, 2012

Tricolor bota Fogão no bolso

Dizer que ficou barato é exagero, mas o 4 a 0 do São Paulo sobre o Botafogo, nesta quinta, no Morumbi, foi construído passo a passo, passe a passe, tijolo a tijolo. No fim das contas, a goleada ficou de bom tamanho, já que o mandante mandou e desmandou do primeiro ao último minuto. Supremacia total tricolor.

É pertinente registrar, no entanto, os intermináveis desfalques dos visitantes. Sem Andrezinho, Fellype Gabriel e Vitor Júnior, Oswaldo de Oliveira montou sua linha de três com Lodeiro e Cidinho nas beiradas, e Seedorf por dentro, mais adiantado do que de costume, mais à frente da região onde rende seu máximo.

Luis Fabiano deitou e rolou em cima de Brinner, o substituto de Antônio Carlos. A exemplo de Jadson, que, marcado por Amaral, fez outra grande partida, adicionando outra assistência para sua coleção. Quanto aos ponteiros, Lucas infernizou a vida de Márcio Azevedo. Em contrapartida Maicon mais marcou Lennon do que o contrário.



Se por um lado Luis Fabiano foi a referência do ataque, tendo aberto o placar com um golaço, do outro Elkeson se esforçou, bem que tentou, mas pouco conseguiu fazer, meio que isolado perto das duas torres da defesa são-paulina. Cidinho encostou várias vezes, levou perigo à área, todavia Lodeiro e Seedorf pouco se aproximaram - também em função da eficiência do sistema defensivo adversário.

No segundo tempo, com o Botafogo praticamente nocauteado em pé, Ney Franco sacou Paulo Assunção e colocou Osvaldo, que entrou na ponta esquerda (ora invertendo com Lucas). Maicon, então, formou a dupla de volantes com Denilson. Mais tarde, Cícero e Wellington também entraram, sempre no 4-2-3-1 - Cícero como centroavante.

Julgar por um jogo apenas é complicado. Não é honesto. Contudo, aliado ao excelente desempenho diante do Botafogo, a perspectiva do São Paulo é otimista. Baseado no elenco, na comissão técnica, nas opções do treinador e no rendimento dos atletas, é fácil visualizar a equipe paulistana dentro do G4. Hoje, é quinto colocado, a um ponto do Vasco, que vem ladeira abaixo. Já o Botafogo, por uma série de motivos, não inspira capacidade para brigar por vaga na Libertadores. Hoje, é oitavo.

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quarta-feira, agosto 29, 2012

Kuyt no campo, Alex no banco

Na partida de volta, diante do Spartak, em casa, Aykut Kocaman mandou a campo sua equipe no 4-1-4-1, com Krasic na extrema esquerda, Kuyt na direita, Sahin entre as linhas, e Topuz e Topal por dentro. Na referência do ataque, Sow.

Aos 13 minutos, porém, Krasic sentiu e foi substituído por Stoch, que entrou para atuar na mesma posição, aberto à esquerda. Até aí tudo bem. O que chamou a atenção, no entanto, foi o novo posicionamento de Kuyt.



Durante praticamente toda a primeira etapa, já com o 1 a 0 em favor do Spartak no placar, o camisa 11 atuou pela faixa central dum 4-2-3-1, com Topuz deslocado à direita. Imagino que a intenção tenha sido aproximar Kuyt do centroavante, porque se foi para auxiliar na criação, não deu certo.

A partir dos 15 do segundo tempo, com Alex no gramado, na vaga de Sahin, tudo voltou ao normal: o holandês retornou à ponta direita, com Topuz e Topal volantes e Stoch na dele, a ponta esquerda. Quanto ao brasileiro, entrou na meia, por dentro. Postado dessa maneira o time turco cresceu de produção e chegou ao empate com Sow, após escanteio cobrado por ele, Alex. Ainda assim, no resultado agregado (3 a 2), classificou-se à fase de grupos da Champions League o clube russo.

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Pré-jogo: Fluminense vs Corinthians

Edinho vs Douglas, Jean vs Paulinho e Thiago Neves vs Ralf. Em princípio, são estes os duelos individuais da meia cancha. No clássico com o Vasco, no fim de semana, achava que Wagner fosse atuar por dentro e Thiago Neves por fora, vide minha prévia. Mas li e vi no Olho Tático que o camisa 10 jogou centralizado e o 19 à esquerda. Como deu certo (2 a 0, dois de Thiago Neves), imagino que Abel Braga irá repetir a dose.

Em relação ao Flu há mais certezas do que dúvidas. Não tem muita alternativa, muita variação, o time é esse. Pelo lado do Corinthians, em contrapartida, Tite tem outras opções para começar, como Paolo Guerrero e Martínez. Contudo, estou apostando na formação habitual, com Romarinho, Douglas e Danilo (ou Emerson) na linha de três, e Emerson (ou Danilo) mais adiantado. Vale lembrar que, na campanha campeã da Libertadores, Sheik foi o ponta-esquerda.



Se Wellington Nem pode imprimir velocidade ao flanco direito tricolor, no setor de Fábio Santos, Romarinho deve fazer o mesmo no de Carlinhos. Não será surpresa, porém, se o treinador corinthiano adotar pontas de pés opostos (canhoto na direita, destro na esquerda). Se assim for, o 31 alvinegro pode cair pelo lado de Bruno, com Danilo à direita, se infiltrando pela faixa central, para auxiliar Douglas na criação, e aparecendo na área, para formar parceria com Emerson.

A vantagem do Fluminense, em tese, é o 9. Artilheiro da competição ao lado de Luis Fabiano e Vagner Love, Fred deve ter pela frente Chicão e Wallace - substituto do suspenso Paulo André. Ao contrário de Emerson, Fred serve de referência, joga de costas e faz a parede para quem vem de trás - sem falar no pivô (receber, girar e chutar), no cabeceio, na força física e, claro, no faro de gol.

Teorias à parte, a bola rola na prática nesta quarta-feira, no Engenhão, às 22h (horário de Brasília), em jogo válido pela 20ª rodada, a abertura do returno.

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segunda-feira, agosto 27, 2012

Possível Madrid com Modric

Quando um vai o outro fica. Sob essa regra, aplicada aos laterais e aos volantes, imagino que o croata, de 26 anos, possa se tornar o parceiro de Alonso. Ex-Tottenham, Modric custou cerca de € 35 milhões aos cofres blancos.

Luka Modric é polivalente. No 4-2-3-1 merengue, o meio-campista pode render nas três posições da linha de três (pelas beiradas ou por dentro). Pelo menos essa é a sensação que deixou nas últimas temporadas de Spurs. Com Redknapp, era o "meia-esquerda" dum 4-1-4-1. Mais atrás, jogou como winger canhoto num 4-4-2 em linha.

No entanto, penso que o ex-camisa 14 do Tottenham acabará se encaixando mais recuado, como volante, ora primeiro, ora segundo.



Em tese seria um time ofensivo, com pouco poder de marcação. Mas na prática, com dois zagueiros, e laterais e volantes que avançam alternadamente, serão sempre quatro homens na retaguarda. Dessa forma o Madrid não ficaria tão exposto ao contra ataque.

O contra ataque, por sinal, é um dos pontos fortes dessa equipe. E a inserção de Modric nessa meia cancha, ao lado de Alonso, agregará muito valor ao passe e ao lançamento, fundamentos cruciais a essa estratégia de jogo. Outra virtude do jogador são os anos de Premier League, que sem dúvida deram a ele uma noção tática diferenciada.

Não sei qual ou quais formações o treinador português tem rabiscado em suas pranchetas. Contudo estou certo (espero estar) de que Di María e Özil são titulares - a exemplo de Higuaín (ou Benezema) e, claro, Cristiano Ronaldo. Logo, sobra a Modric a posição de volante. Ou o banco, opção da qual eu discordo. Agora, caso Mourinho tenha em mente Khedira entre os onze, Di María e Özil que abram o olho.

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sexta-feira, agosto 24, 2012

O valioso banco da Seleção

Segundo o site Life Sports, Porto e Zenit chegaram a um acordo por Hulk, pela bagatela de € 50 milhões. Confira aqui. Mas se o seu russo estiver enferrujado, veja a notícia repercutida nos portugueses A Bola e Record.

Se a informação é quente ou não, não sei. Só sei que, se for, por esse preço, para o Porto será excelente. Já para Hulk, nem tanto. Pelo menos no âmbito esportivo, pois o brasileiro tem bola para jogar em clube grande da Europa. Quanto ao aspecto econômico, estima-se € 7 milhões por temporada. Logo, fica difícil avaliar.

Contudo, caso se confirme essa colossal transação, os dois pontas direitas da Seleção treinada por Mano Mezenes encabeçarão a lista das transferências mais caras dessa janela: € 43 por Lucas, do São Paulo ao PSG, e € 50 por Hulk.



O último amistoso do Brasil, contra a Suécia, mostrou que o técnico tem em mente, hoje, Ramires como principal nome para a posição. Pelo menos é a impressão que fiquei. Seja no 4-4-2 em linha ou no 4-2-3-1, o atleta do Chelsea - que joga por ali no time de Di Matteo - me parece ter assumido a extrema direita. No entanto, até ontem, apesar de Oscar ter atuado por aquele canto do campo na reta final das Olimpíadas, Hulk e Lucas eram os pontas-direitas da Seleção, sendo o são-paulinho reserva.

Como disse, hoje me parece que Ramires colocou os dois no banco. Não quer dizer que será titular em 2014. Até lá muita água vai rolar. Todavia é curioso notar que dois reservas do Brasil podem se tornar os jogadores mais caros do verão europeu. Um já foi. Vamos ver o outro.

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Prévia de Vasco vs Fluminense

Nilton vs Wagner, Wendel vs Jean e Juninho vs Edinho. Em princípio são esses os duelos individuais do meio de campo. Pelas beiradas, Auremir vs Thiago Neves, William Matheus vs Wellington Nem, Carlos Alberto vs Bruno e William Barbio vs Carlinhos. Pode ser que Abel inverta seus ponteiros, mas acredito em Nem na direita mesmo.

Se for tituar, o lateral-direito Bruno, penso eu, não deve aparecer tanto na frente, até por estar voltando de um período inativo. Por isso Nem, que também estava parado, terá de correr dobrado, tanto pelo corredor quanto pela diagonal, nos 60, 70 minutos que estiver no gramado. Dificilmente jogará os 90.



No outro extremo, Barbio deve fazer o mesmo, às costas de Carlinhos. Caso a presença do camisa 6 tricolor no ataque seja mesmo mais frequente que a do 2, espaços podem sobrar para o 44 cruzmaltino flutuar. A cobertura por ali deve ser feita por Edinho, que, por sua vez, nesse deslocamento, pode deixar espaço para Juninho progredir.

Wendel vs Jean é outro combate interessante na meia cancha, dois jogadores que defendem e atacam com força e técnica. Resta saber quem vai ter mais físico para manter o mesmo ímpeto do início ao fim.

Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 18h30 (horário de Brasília), neste sábado, no Engenhão, na partida válida pela última rodada do turno do Brasileirão. O clássico por si só já é cheio de ingredientes. Contudo vale lembrar que, além do clássico, trata-se de um confronto direto entre dois clubes postulantes ao título.

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quarta-feira, agosto 22, 2012

Troca troca nos Blues

Polivalência é um dos pontos fortes do elenco do Chelsea. Atletas que jogam em mais de uma ou duas posições. Na vitória por 4 a 2 sobre o Reading, no Stamford Bridge, nesta quarta, essa versatilidade ficou visível, vide as três formações que Di Matteo usou ao longo da partida.

Na primeira prancheta, a equipe que iniciu o jogo, em regra com Hazard centralizado, Mata na ponta esquerda e Ramires na direita. A troca de posições entre o espanhol e o belga, porém, foi frequente - movimentação que confundiu a marcação adversária e gerou opções de jogadas aos companheiros.



No segundo tempo, com o Chelsea atrás no placar (2 a 1), Oscar veio a campo na vaga de Ramires. Era a alteração que o contexto do embate pedia, pois não era hora de contra atacar, e sim de manter a posse. O canhoto Mata passou para a ponta direita, o brasileiro entrou na esquerda, e Hazard seguiu por dentro - sem abdicar, no entanto, de trocar de lugar com Oscar.



Dessa maneira os Blues chegaram ao empate num tiro de longa distância de Cahill, com grande colaboração do goleiro do Reading. Ainda sem alcançar o futebol e o resultado desejados, todavia, Di Matteo promoveu outra substituição, dessa vez mais ousada: saiu Mikel, entrou Sturridge. Assim sendo, Oscar recuou para formar a dupla de volantes com Lampard.



Muita qualidade no passe foi o reflexo dessa escalação. E a virada, por conseguinte. Mais tarde, após a reversão do placar, o treinador italiano sacou Mata e colocou Meireles. O português se alinhou a Lampard, e Oscar passou a atuar pela faixa central do 4-2-3-1, com Sturridge à direita e Hazard, agora mais fixado, à esquerda.

O saldo que tiro dessa partida, válida pela segunda rodada, além da relativa fragilidade do sistema defensivo (2 gols sofridos, um deles em falha de Cech), é a capacidade dos jogadores mudarem de posição sem recorrer ao banco. E, quando o banco é acionado, os jogadores podem se moldar em posições diferentes. Oscar, por exemplo, que em princípio disputaria uma vaga na linha de três com Ramires, Mata e Hazard, deu sinais de que, dependendo do contexto do jogo, pode trabalhar mais recuado.

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São Paulo de ontem e de amanhã

Denilson na cabeça de área, Maicon à direita, Cícero à esquerda e Jadson na ligação dum 4-4-2 em losango. Esse foi o meio campo escalado por Ney Franco, nesta terça, no Morumbi, na partida de volta da Sul-Americana, diante do Bahia. Na frente, Ademilson e Lucas - sendo esse bem aberto na direita, como de praxe.

No entanto, antes da metade do primeiro tempo, o técnico tricolor promoveu uma alteração curiosa: transformou Cícero em centroavante, enfiado entre os zagueiros adversários - sinal de duas coisas, a meu ver: um plano B ensaiado no bolso, pois modificações táticas dessa estirpe demandam treinamento; e falta de confiança em Ademilson ou até mesmo em Willian José como substituto de Luis Fabiano.



É verdade que Ademilson rendeu pouco na ponta esquerda, tanto é que foi trocado por Osvaldo na segunda etapa. Cícero, por sua vez, até trabalhou bem como 9. Maicon idem, como segundo volante. A equipe subiu de produção e chegou aos 2 a 0 (com Willian José em campo, autor de um golaço, inclusive).

Me vem à cabeça, porém, o onze e o esquema que Ney pode utilizar daqui pra frente, como todo o elenco à disposição, evidentemente. A primeira mudança em relação ao time de ontem é Douglas na lateral direita, óbvio, na vaga de Paulo Miranda. A segunda é a presença de Wellington ao lado de Denilson. Antes de se machucar, no ano passado, o 5 era titular absoluto, com potencial para participar das Olimpíadas. Resta saber como ele vai voltar depois de tanto tempo parado. E a terceira é a titularidade de Osvaldo, jogador rápido e habilidoso, pronto para a ponta esquerda.



Não sei o que Ney tem em mente daqui pra frente. Contudo, baseado no plantel e na proposta de jogo que ele pode oferecer, um 4-2-3-1, com dois pontas agudos (Lucas e Osvaldo, ou Ademilson), um 9 de referência, goleador (Luis Fabiano), um organizador que sabe chegar na área e finalizar de fora (Jadson), dois laterais que sabem apoiar (Douglas e Cortez), e dois volantes de qualidade com a bola no pé, que podem se revezar no avanço (Wellington e Denilson), talvez seja a formação mais indicada.

Só para não perder o gancho da notíca da semana, sobre a possível chegada de Paulo Henrique Ganso, Ney Franco poderia adotar o mesmo 4-2-3-1, com o santista centralizado e o destro Jadson deslocado à esquerda (Osvaldo no banco). Me parece, todavia, que não é uma negociação fácil de ser concretizada. De qualquer forma, com ou sem Ganso, o Tricolor tem peças e comissão técnica para buscar uma vaga no G4 do Brasileirão. Basta a equipe encontrar sua cara, ter continuidade, e engrenar.

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segunda-feira, agosto 20, 2012

Primeiro esboço com Van Persie

Valencia na lateral direita, Cleverley e Scholes por dentro, Nani e Welbeck pelas beiradas, Rooney na frente, e Kagawa atrás dele, centralizado, no 4-4-1-1 de Alex Ferguson. Esse foi parte do time titular e a estrutura tática utilizada na estreia da Premier League, nesta segunda, fora de casa, diante do Everton. No banco, nomes como Rafael, Anderson, Young, Berbatov e Van Persie.

Na segunda etapa, aos 13 minutos, merecidamente, diga-se de passagem, o Everton abriu o placar com Fellaini. Mais tarde, Van Persie foi chamado e entrou aos 23, na vaga de Welbeck. Depois, aos 32, foi Nani quem saiu para a entrada de Young. Mais além, Anderson no lugar de Cleverley. E a equipe de Manchester se postou assim, com Rooney na ponta direita e RvP na referência.



Devido à movimentação do camisa 20 e às características do 10, contudo, Rooney não atuou como winger de ofício. Com a posse da bola vermelha, o inglês se aproximava da área e eventualmente até invertia de posição com o holandês.

Foi apenas a primeira partida dos Red Devils com o novo reforço. E a primeira derrota (1 a 0). No entanto, na base dos treinamentos e dos jogos oficiais, Ferguson vai encontrar o esquema mais indicado para encaixá-lo ao lado de Rooney e Kagawa. Honestamente, apesar de saber que o 26 rende muito pela faixa central, gostaria de ver Van Persie e Rooney no ataque dum 4-4-2 em linha, com Kagawa na extrema esquerda. Vamos ver qual vai ser.

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domingo, agosto 19, 2012

Insisto: Peixe na Libertadores 2013?

Dez pontos conquistados nos últimos doze disputados. Três vitórias e um empate nos últimos quatro jogos. Esse é o retrospecto recente do Santos, que, ao término da 18ª rodada, ficou a 11 pontos do Grêmio, o quarto colocado do Campeonato Brasileiro.

Na enquete realizada aqui no blog esses dias, perguntei se o Peixe conseguiria a vaga na Libertadores 2013. Dos 37 votos computados, apenas 27% a favor e 73% contra. Confesso que não lembro em qual opção votei, mas acredito que no "não". E confesso, também, que estou mudando de opinião.



Neymar não é Messi, mas decide. Sozinho, faz a diferença no âmbito doméstico. Aliados às chegadas de Patito, e André - centroavante que sabe pôr a bola pra dentro -, Neymar e cia tendem a crescer a cada dia. Não que André seja o nove ideal. Não é. Contudo quebra o galho legal, vide os dois gols neste domingo sobre o Corinthians (um deles em impedimento, eu sei). Noves fora que era a posição mais carente do elenco desde as saídas de Borges e Alan Kardec.

Hoje, Náutico, Corinthians, Flamengo, Cruzeiro, Botafogo, São Paulo e Internacional estão acima do Peixe na tabela, e em tese têm mais chances que o time da Vila Belmiro. No entanto, na minha modesta e irrelevante opinião, somente o tricolor paulista e o colorado gaúcho podem complicar a vida do Santos (sem falar no Vasco, que, a meu ver, vai perder fôlego).

Evidente que ainda é cedo, muita água vai passar debaixo da ponte. Todavia com Neymar em campo, a história muda. E a tendência é que a equipe treinada por Muricy, postada num ofensivo 4-2-3-1 (previsto aqui há dez dias, inclusive), some pontos e mais pontos a cada rodada, tirando, consequentemente, pontos dos concorrentes diretos. São nos confrontos direitos, aliás, que o Santos vai definir a vaga no G4 ou não.

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Pré-jogo: Peixe vs Timão

Ralf pela esquerda e Paulinho pela direita. Geralmente é assim a distribuição da dupla de volantes do Corinthians. E é assim que estou adotando na prévia aqui do blog. Se assim for, os duelos da meiuca devem ser definidos entre Ralf e Ganso, Paulinho e Arouca, e Douglas e Adriano.

No entanto é bem possível que Tite inverta o posicionamento dos camisas 5 e 8 para que Ralf, o mais marcador deles, ocupe o espaço por onde Neymar costuma deitar e rolar.



Pelas beiradas do tradicional 4-2-3-1 do alvinegro paulistano, imagino que Romarinho atue à direita, para explorar as costas do veterano Léo. E na outra ponta, Danilo deve marcar e ser marcado por Bruno Peres, sem abdicar da infiltração pela faixa central para auxiliar Douglas na criação.

Pelo lado do alvinegro praiano, tenho dúvidas se Muricy vai repetir a escalação que iniciou diante do Figueirense, na rodada passada, com Patito Rodríguez, Neymar e André. Se repetir, o esquema não deve fugir, também, do 4-2-3-1. O argentino deve bater de frente com Fábio Santos e o craque brasileiro com Guilherme. Neymar, aliás, a exemplo de Danilo, deve se desprender da ponta esquerda para confundir a marcação e ajudar Ganso na armação.

Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 16h, neste domingo, na Vila Belmiro. Como de praxe, pode-se esperar um grande espetáculo, repleto de ingredientes que temperam ainda mais esse clássico do futebol nacional.

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