Aí Adebayor foi lá e fez isso.
E fez isso também, no Sigurdsson gol do Tottenham.
PS: Aqui a prancheta da partida.
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quarta-feira, maio 08, 2013
Briga londrina pelas vagas
A situação é a seguinte: faltam duas rodadas para terminar a Premier League, e três clubes seguem na luta por duas vagas na fase de grupos da próxima Champions League (Tottenham, Arsenal e Chelsea). A dupla de Manchester já está garantida.

Com o empate por 2 a 2, nesta quarta-feira, em casa, diante dos Spurs (veja aqui a prancheta), o Chelsea chega a 69 pontos, de modo que o Arsenal soma 67 e o Tottenham acumula 66. Ou seja: a disputa entre os três grandes londrinos está mais do que aberta.
Na 37ª rodada o time treinado por Benítez visita o Aston Villa, enquanto a equipe de Wenger recebe o Wigan e a de Villas Boas visita o Stoke. Já na 38ª – a derradeira – o Chelsea recebe o Everton, o Arsenal visita o Newcastle e o Tottenham recebe o Sunderland. Palpite? Classificam-se à fase de grupos da Liga dos Campeões 2013/14, Chelsea e Tottenham.
CORREÇÃO: O 4º colocado da Premier League entra na fase pré-grupos. Direto na fase de grupos, apenas os três primeiros. Falta grave minha. Sorry.
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Com o empate por 2 a 2, nesta quarta-feira, em casa, diante dos Spurs (veja aqui a prancheta), o Chelsea chega a 69 pontos, de modo que o Arsenal soma 67 e o Tottenham acumula 66. Ou seja: a disputa entre os três grandes londrinos está mais do que aberta.
Na 37ª rodada o time treinado por Benítez visita o Aston Villa, enquanto a equipe de Wenger recebe o Wigan e a de Villas Boas visita o Stoke. Já na 38ª – a derradeira – o Chelsea recebe o Everton, o Arsenal visita o Newcastle e o Tottenham recebe o Sunderland. Palpite? Classificam-se à fase de grupos da Liga dos Campeões 2013/14, Chelsea e Tottenham.
CORREÇÃO: O 4º colocado da Premier League entra na fase pré-grupos. Direto na fase de grupos, apenas os três primeiros. Falta grave minha. Sorry.
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Possível primeiro grande passo
Três contratações. É o que quer Tito Vilanova, segundo o SPORT. Contando com a permanência de Valdés por mais uma temporada, as quatro alternativas que pintam na rota azulgrená jogam na linha, e são, de acordo com o diário catalão, Neymar, Isco, Gündogan e Thiago Silva.
Tenho batido bastante nessa tecla: se o Barcelona não trouxer um zagueiro top, não volta ao topo. Portanto, se tivesse de escolher três de quatro opções, Thiago Silva deveria ser a prioridade. Enquanto o (virtual) campeão espanhol continuar improvisando Mascheranos, Songs e Adrianos no miolo de zaga, jamais voltará a reinar na Europa (leia mais aqui).
Pelo zagueiro do PSG, fala-se em € 45 milhões.

Sobrariam, então, duas vagas para três candidatos, caso tenha fundamento a informação do SPORT. E, por mim, uma delas deveria ser preenchida por Neymar. Neymar, aliás, por mim preencheria a ponta esquerda do Barcelona desde 2010 (ou pelo menos desde 2010 o vejo com a camisa do Barça, vide esse post intitulado "Pep e o ponta ideal").
Pelo atacante do Santos, fala-se nos mesmos € 45 milhões.
Caso Sandro Rosell abra o cofre e invista € 90 milhões na dupla brasileira (baseado no atual mercado, um preço digno, diga-se de passagem), restará espaço para apenas mais um nesse pacote de verão. E entre o espanhol do Málaga e o alemão do Dortmund, confesso que fico com Isco. Pelo seguinte: além de já ser adaptado ao país, óbvia e naturalmente, o Golden Boy 2012 é mais polivalente (e talentoso) que Gündogan, pode jogar tanto na meia como na ponta - qualidade bem-vinda e bem vista pelos culés.
Por Isco (ou por Gündogan), fala-se em € 25 milhões.
Tem fundamento a informação do SPORT? Acredito que sim. A pergunta pertinente no momento, no entanto, é se há interesse por parte dos jogadores e dos respectivos clubes para que o negócio seja efetuado. Se sim, se todas as partes concordarem e as transações forem de fato concretizadas, o Barcelona terá gasto € 115 milhões, e terá dado o primeiro passo para a reconstrução do melhor time do mundo.
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Tenho batido bastante nessa tecla: se o Barcelona não trouxer um zagueiro top, não volta ao topo. Portanto, se tivesse de escolher três de quatro opções, Thiago Silva deveria ser a prioridade. Enquanto o (virtual) campeão espanhol continuar improvisando Mascheranos, Songs e Adrianos no miolo de zaga, jamais voltará a reinar na Europa (leia mais aqui).
Pelo zagueiro do PSG, fala-se em € 45 milhões.

Sobrariam, então, duas vagas para três candidatos, caso tenha fundamento a informação do SPORT. E, por mim, uma delas deveria ser preenchida por Neymar. Neymar, aliás, por mim preencheria a ponta esquerda do Barcelona desde 2010 (ou pelo menos desde 2010 o vejo com a camisa do Barça, vide esse post intitulado "Pep e o ponta ideal").
Pelo atacante do Santos, fala-se nos mesmos € 45 milhões.
Caso Sandro Rosell abra o cofre e invista € 90 milhões na dupla brasileira (baseado no atual mercado, um preço digno, diga-se de passagem), restará espaço para apenas mais um nesse pacote de verão. E entre o espanhol do Málaga e o alemão do Dortmund, confesso que fico com Isco. Pelo seguinte: além de já ser adaptado ao país, óbvia e naturalmente, o Golden Boy 2012 é mais polivalente (e talentoso) que Gündogan, pode jogar tanto na meia como na ponta - qualidade bem-vinda e bem vista pelos culés.
Por Isco (ou por Gündogan), fala-se em € 25 milhões.
Tem fundamento a informação do SPORT? Acredito que sim. A pergunta pertinente no momento, no entanto, é se há interesse por parte dos jogadores e dos respectivos clubes para que o negócio seja efetuado. Se sim, se todas as partes concordarem e as transações forem de fato concretizadas, o Barcelona terá gasto € 115 milhões, e terá dado o primeiro passo para a reconstrução do melhor time do mundo.
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terça-feira, maio 07, 2013
As grandes contratações de 2012/13
Primeiro critério para a escalação do time: transferências efetuadas na janela de verão. Logo, os jogadores que se mudaram em janeiro ficaram de fora. Segundo critério: preço. E terceiro: desempenho individual e coletivo na temporada.
Confira aqui a equipe na prancheta.

Handanovic: € 11 milhões (Udinese). Azpilicueta: € 9 milhões (Marseille). Marquinhos: € 5 milhões (Corinthians). Dante: € 4.7 milhões (Mönchengladbach). Vertonghen: € 11 milhões (Ajax). Pogba: grátis (Manchester United). Javi Martínez: € 40 milhões (Athletic Bilbao). Cazorla: € 20 milhões (Málaga). Reus: € 17.1 milhões (Mönchengladbach). Jackson Martínez: € 8.8 milhões (Jaguares). Burak Yilmaz: € 5 milhões (Trabzonspor).
Van Persie (€ 30 milhões) e Ibrahimovic (€ 20 milhões) também eram opções pertinentes para o ataque. Para o meio campo, Verratti (€ 12 milhões), Oscar (€ 32 milhões) e Hazard (€ 40 milhões) pintaram na pré-lista. Assim como, para a defesa, Alba (€ 14 milhões) e Thiago Silva (€ 42 milhões).
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Confira aqui a equipe na prancheta.

Handanovic: € 11 milhões (Udinese). Azpilicueta: € 9 milhões (Marseille). Marquinhos: € 5 milhões (Corinthians). Dante: € 4.7 milhões (Mönchengladbach). Vertonghen: € 11 milhões (Ajax). Pogba: grátis (Manchester United). Javi Martínez: € 40 milhões (Athletic Bilbao). Cazorla: € 20 milhões (Málaga). Reus: € 17.1 milhões (Mönchengladbach). Jackson Martínez: € 8.8 milhões (Jaguares). Burak Yilmaz: € 5 milhões (Trabzonspor).
Van Persie (€ 30 milhões) e Ibrahimovic (€ 20 milhões) também eram opções pertinentes para o ataque. Para o meio campo, Verratti (€ 12 milhões), Oscar (€ 32 milhões) e Hazard (€ 40 milhões) pintaram na pré-lista. Assim como, para a defesa, Alba (€ 14 milhões) e Thiago Silva (€ 42 milhões).
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segunda-feira, maio 06, 2013
Qual o melhor ponta-esquerda?
Ronaldinho Gaúcho ou Cristiano Ronaldo? Ou melhor: o Ronaldinho Gaúcho do Barcelona ou o Cristiano Ronaldo do Real Madrid? Para traçar um paralelo, eis alguns dados e alguns lances da grande temporada dos dois pelos respectivos clubes.
Ronaldinho no Barcelona em 2005/2006: 24 gols em 41 jogos (média 0.58), mais 18 assistências. Títulos: Supercopa da Espanha, Campeonato Espanhol e Champions League.
CR7 no Real Madrid em 2011/2012: 64 gols em 55 jogos (média 1.16), mais 15 assistências. Títulos: Supercopa da Espanha e Campeonato Espanhol.
De fato, Cristiano Ronaldo é e foi mais goleador na temporada citada. No entanto Ronaldinho foi mais mágico e espetacular, além de ter faturado a cobiçada Champions League. Portanto, se fosse para escolher apenas um para jogar na ponta esquerda do meu time, entre o Ronaldinho de 2005/2006 e o Ronaldo de 2011/2012, optaria pelo brasileiro.
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Ronaldinho no Barcelona em 2005/2006: 24 gols em 41 jogos (média 0.58), mais 18 assistências. Títulos: Supercopa da Espanha, Campeonato Espanhol e Champions League.
CR7 no Real Madrid em 2011/2012: 64 gols em 55 jogos (média 1.16), mais 15 assistências. Títulos: Supercopa da Espanha e Campeonato Espanhol.
De fato, Cristiano Ronaldo é e foi mais goleador na temporada citada. No entanto Ronaldinho foi mais mágico e espetacular, além de ter faturado a cobiçada Champions League. Portanto, se fosse para escolher apenas um para jogar na ponta esquerda do meu time, entre o Ronaldinho de 2005/2006 e o Ronaldo de 2011/2012, optaria pelo brasileiro.
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Trecho da palestra de Pep
domingo, maio 05, 2013
Hat-trick de Hulk
Os 23 sub-23
Pensando numa possível lista dos 23 jogadores brasileiros convocados para a Copa da Confederações, tive a brilhante ideia de nomear os melhores 23 sub-23 do planeta, nascidos a partir de 1990.
Distribuídos no 4-2-3-1, eis os eleitos, em ordem de teórica titularidade (clique aqui para ver a imagem ampliada).

Goleiros
David de Gea, Espanha, Manchester United, 22 anos. Vídeo.
Thibaut Courtois, Bélgica, Atlético de Madrid (emprestado pelo Chelsea), 20 anos. Vídeo.
Maksym Koval, Ucrânia, Dínamo de Kiev, 20 anos. Vídeo.
Zagueiros
Raphael Varane, França, Real Madrid, 20 anos. Vídeo.
Mamadou Sakho, França, Paris Saint-Germain, 23 anos. Vídeo.
Matija Nastasic, Sérvia, Manchester City, 20 anos. Vídeo.
Phil Jones, Inglaterra, Manchester United, 21 anos. Vídeo.
Laterais
Rafael da Silva, Brasil, Manchester United, 22 anos. Vídeo.
David Alaba, Áustria, Bayern, 20 anos. Vídeo.
Mattia De Sciglio, Itália, Milan, 20 anos. Vídeo.
Meio-campistas
Marco Verratti, Itália, Paris Saint-Germain, 20 anos. Vídeo.
Paul Pogba, França, Juventus, 20 anos. Vídeo.
Jack Wilshere, Inglaterra, Arsenal, 21 anos. Vídeo.
Ilkay Gündogan, Alemanha, Borussia Dortmund, 22 anos. Vídeo.
Mario Götze, Alemanha, Dortmund/Bayern, 20 anos. Vídeo.
Oscar Emboaba, Brasil, Chelsea, 21 anos. Vídeo.
Atacantes
Eden Hazard, Bélgica, Chelsea, 22 anos. Vídeo.
Lucas Moura, Brasil, Paris Saint-Germain, 20 anos. Vídeo.
Neymar Júnior, Brasil, Santos, 21 anos. Vídeo.
Francisco "Isco" Alarcón, Espanha, Málaga, 21 anos. Vídeo.
Stephan El Shaarawy, Itália, Milan, 20 anos. Vídeo.
Mario Balotelli, Itália, Milan, 22 anos. Vídeo.
Danny Welbeck, Inglaterra, Manchester United, 22 anos. Vídeo.
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Goleiros
David de Gea, Espanha, Manchester United, 22 anos. Vídeo.
Thibaut Courtois, Bélgica, Atlético de Madrid (emprestado pelo Chelsea), 20 anos. Vídeo.
Maksym Koval, Ucrânia, Dínamo de Kiev, 20 anos. Vídeo.
Zagueiros
Raphael Varane, França, Real Madrid, 20 anos. Vídeo.
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Laterais
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Meio-campistas
Marco Verratti, Itália, Paris Saint-Germain, 20 anos. Vídeo.
Paul Pogba, França, Juventus, 20 anos. Vídeo.
Jack Wilshere, Inglaterra, Arsenal, 21 anos. Vídeo.
Ilkay Gündogan, Alemanha, Borussia Dortmund, 22 anos. Vídeo.
Mario Götze, Alemanha, Dortmund/Bayern, 20 anos. Vídeo.
Oscar Emboaba, Brasil, Chelsea, 21 anos. Vídeo.
Atacantes
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quinta-feira, maio 02, 2013
É bom olhar para trás
Iniesta na ponta esquerda foi uma invenção de Guardiola, mas era exceção, acontecia uma vez aqui, outra ali. Já com Vilanova, Iniesta na ponta esquerda virou regra, para que Fàbregas entrasse no onze inicial.
Essa, para mim, foi uma das razões pelas quais o Barcelona passou por dificuldades entre as quatro linhas nessa temporada. Por sorte ou conselho, em tempo a comissão técnica se deu conta do erro. Voltou a deixar Fàbregas no banco, retornou Iniesta ao meio campo e armou a linha de ataque com três atacantes de ofício. Oficialmente, isso veio a ocorrer somente no jogo de volta das oitavas de final, contra o Milan, no Camp Nou.
O desastroso desfecho da campanha na Champions League, porém, nos mostra que os problemas vão muito além. Não resume-se apenas ao posicionamento de um ou outro jogador. Porque mesmo com Iniesta na sua praia, a meia esquerda, contra o PSG e contra o Bayern, o time catalão não conseguiu imprimir seu peculiar futebol.
Há anos, me parece, os dirigentes do FC Barcelona sentam no sucesso da turma do meio pra frente. De uns tempos pra cá parece que o pensamento foi "Ah, os caras da frente resolvem!" Leia-se por "caras da frente", Lionel Messi. Ou "Craque o Barcelona faz em casa." Pode ser. Do meio pra frente. Mas e lá atrás?
Piqué é um baita zagueiro, mas não joga sozinho. Seu parceiro Puyol e seus 35 anos tiveram na irregularidade seu destaque, nos anos recentes. Vive e vivia fora de combate. Começou-se a apostar então em Mascherano. Deu certo, diga-se de passagem. Cumpriu e cumpre com eficiência a função. Mas é baixo, e querendo ou não, trata-se de um improviso, algo que supostamente deveria ser provisório, e não permanente. O mesmo pode ser aplicado a Song, que também atuou por ali. Sem Puyol e Mascherano diante do todo-poderoso campeão alemão, sobrou para quem? Bartra e seus 22 aninhos.
"Os caras da frente resolvem!" Talvez não mais. Porque sem um miolo de zaga confiável, torna-se inviável a ideia duma prolongada hegemonia azulgrená no Velho Mundo. Cedo ou tarde a corda iria estourar, a máscara iria cair e as feridas ficariam expostas. Se quiser retornar ao topo, portanto, o Barça precisa trazer peças para serem titulares (um zagueiro e um goleiro, já que Valdés deve sair), e peças de reposição - senão do mesmo nível, pelo menos da mesma posição, para que haja um basta nas improvisações.
Essa, para mim, foi uma das razões pelas quais o Barcelona passou por dificuldades entre as quatro linhas nessa temporada. Por sorte ou conselho, em tempo a comissão técnica se deu conta do erro. Voltou a deixar Fàbregas no banco, retornou Iniesta ao meio campo e armou a linha de ataque com três atacantes de ofício. Oficialmente, isso veio a ocorrer somente no jogo de volta das oitavas de final, contra o Milan, no Camp Nou.
O desastroso desfecho da campanha na Champions League, porém, nos mostra que os problemas vão muito além. Não resume-se apenas ao posicionamento de um ou outro jogador. Porque mesmo com Iniesta na sua praia, a meia esquerda, contra o PSG e contra o Bayern, o time catalão não conseguiu imprimir seu peculiar futebol.
Há anos, me parece, os dirigentes do FC Barcelona sentam no sucesso da turma do meio pra frente. De uns tempos pra cá parece que o pensamento foi "Ah, os caras da frente resolvem!" Leia-se por "caras da frente", Lionel Messi. Ou "Craque o Barcelona faz em casa." Pode ser. Do meio pra frente. Mas e lá atrás?
Piqué é um baita zagueiro, mas não joga sozinho. Seu parceiro Puyol e seus 35 anos tiveram na irregularidade seu destaque, nos anos recentes. Vive e vivia fora de combate. Começou-se a apostar então em Mascherano. Deu certo, diga-se de passagem. Cumpriu e cumpre com eficiência a função. Mas é baixo, e querendo ou não, trata-se de um improviso, algo que supostamente deveria ser provisório, e não permanente. O mesmo pode ser aplicado a Song, que também atuou por ali. Sem Puyol e Mascherano diante do todo-poderoso campeão alemão, sobrou para quem? Bartra e seus 22 aninhos.
"Os caras da frente resolvem!" Talvez não mais. Porque sem um miolo de zaga confiável, torna-se inviável a ideia duma prolongada hegemonia azulgrená no Velho Mundo. Cedo ou tarde a corda iria estourar, a máscara iria cair e as feridas ficariam expostas. Se quiser retornar ao topo, portanto, o Barça precisa trazer peças para serem titulares (um zagueiro e um goleiro, já que Valdés deve sair), e peças de reposição - senão do mesmo nível, pelo menos da mesma posição, para que haja um basta nas improvisações.
Tite assou Pato na Bombonera
O ponto ideal para ele comer a bola era desde o início. Começar desde o primeiro minuto, para ir engrossando o caldo no andar da carruagem. A equilibrada primeira etapa da peleja era um prato cheio para Pato nadar de braçada. Primeira etapa bastante brigada, é verdade. Mas com muitos espaços para os contra golpes.
Pato, no entanto, entrou em campo com 74 minutos de atraso, somente aos 29 do segundo tempo, quando o placar marcava 1 a 0 para os donos da casa. Ou seja: entrou quando o adversário estava inflamado por sua torcida, quando o jogo estava fervendo, pegando fogo. Resultado: não tocou na bola, e no frigir dos ovos, foi engolido pelo Boca.

Por que Pato ficou na reserva? Também gostaria de saber. Será que está sendo poupado? Mas por quê? Para quê? Pois é. Não entendo. A conclusão que acabo chegando é que Tite está apoiado em seus conceitos, seus "mandamentos", que privilegiam os caras com mais cancha no clube - e que estão, justiça seja feita, em ótima fase. No caso, Emerson (e Romarinho).
Concordo. Difícil abrir mão da experiência e da raça de Sheik num jogo dessa magnitude. Mas se tivesse de ser Emerson e mais dez na Bombonera, que Romarinho pagasse o pato, então (apesar de sua bela atuação). Talvez a melhor alternativa fosse tê-lo guardado para a etapa final, deslocado o camisa 11 para a beirada, e colocado Pato na movimentação do ataque, com Guerrero na referência.
Claro. Falar depois da derrota consumada é mais fácil. No entanto ainda não encontrei um argumento convincente para o ex-Milan, revelado pelo Internacional, ficar na reserva do Corinthians, na Copa Libertadores 2013.
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Pato, no entanto, entrou em campo com 74 minutos de atraso, somente aos 29 do segundo tempo, quando o placar marcava 1 a 0 para os donos da casa. Ou seja: entrou quando o adversário estava inflamado por sua torcida, quando o jogo estava fervendo, pegando fogo. Resultado: não tocou na bola, e no frigir dos ovos, foi engolido pelo Boca.

Por que Pato ficou na reserva? Também gostaria de saber. Será que está sendo poupado? Mas por quê? Para quê? Pois é. Não entendo. A conclusão que acabo chegando é que Tite está apoiado em seus conceitos, seus "mandamentos", que privilegiam os caras com mais cancha no clube - e que estão, justiça seja feita, em ótima fase. No caso, Emerson (e Romarinho).
Concordo. Difícil abrir mão da experiência e da raça de Sheik num jogo dessa magnitude. Mas se tivesse de ser Emerson e mais dez na Bombonera, que Romarinho pagasse o pato, então (apesar de sua bela atuação). Talvez a melhor alternativa fosse tê-lo guardado para a etapa final, deslocado o camisa 11 para a beirada, e colocado Pato na movimentação do ataque, com Guerrero na referência.
Claro. Falar depois da derrota consumada é mais fácil. No entanto ainda não encontrei um argumento convincente para o ex-Milan, revelado pelo Internacional, ficar na reserva do Corinthians, na Copa Libertadores 2013.
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quarta-feira, maio 01, 2013
Um asterisco chamado Messi
Não gosto de falar em Messidependência porque todo e qualquer time que tiver ele, vai depender dele. Seja o XV de Piracicaba, o Bayern de Munique 2013 ou a Seleção de 70. Logo, é meio que óbvio afirmar que o Barcelona depende de seu camisa 10.

É claro que são vários os fatores para explicar o sapeca iaiá dessa semifinal da Champions League. A superioridade física (estatura e condicionamento) e a organização tática, aliadas ao talento individual dos jogadores do Bayern, são alguns desses fatores. Outros, pelo lado do Barça, são a fragilidade do miolo de zaga e a previsibilidade do modelo de jogo.
Tudo isso é verdade. Não se nega. Contudo não se nega também que o placar agregado, o emblemático 7 a 0, é reflexo, se não exclusivo, direto da ausência do gênio argentino. No 4 a 0 da Allianz Arena, Messi jogou à meia-bomba, e no 3 a 0 do Camp Nou, nem entrou em campo.
O resultado final teria sido diferente se ele estivesse 100%? Até penso que não. Mesmo com Messi 110%, acredito que o Bayern acabaria passando de qualquer jeito (em função dos motivos escritos no segundo parágrafo). Mas quanto ao placar em si, à "humilhação" por 7 a 0, tenho certeza de que não aconteceria, porque o gol é seu carro-chefe. Quando lembrarmos do massacre bávaro no futuro, portanto, não podemos esquecer de citar esse asterisco chamado Lionel Messi, que praticamente não participou do espetáculo.
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É claro que são vários os fatores para explicar o sapeca iaiá dessa semifinal da Champions League. A superioridade física (estatura e condicionamento) e a organização tática, aliadas ao talento individual dos jogadores do Bayern, são alguns desses fatores. Outros, pelo lado do Barça, são a fragilidade do miolo de zaga e a previsibilidade do modelo de jogo.
Tudo isso é verdade. Não se nega. Contudo não se nega também que o placar agregado, o emblemático 7 a 0, é reflexo, se não exclusivo, direto da ausência do gênio argentino. No 4 a 0 da Allianz Arena, Messi jogou à meia-bomba, e no 3 a 0 do Camp Nou, nem entrou em campo.
O resultado final teria sido diferente se ele estivesse 100%? Até penso que não. Mesmo com Messi 110%, acredito que o Bayern acabaria passando de qualquer jeito (em função dos motivos escritos no segundo parágrafo). Mas quanto ao placar em si, à "humilhação" por 7 a 0, tenho certeza de que não aconteceria, porque o gol é seu carro-chefe. Quando lembrarmos do massacre bávaro no futuro, portanto, não podemos esquecer de citar esse asterisco chamado Lionel Messi, que praticamente não participou do espetáculo.
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