quarta-feira, agosto 14, 2013

O Rei do Drible

Sem precisar pedalar, lambretar, firular...

Matemática rubronegra

"Se" não entra em campo, mas...



Se o Vasco empatar ou perder para o Santos na Vila Belmiro, se o Bahia empatar ou perder para o Atlético-MG no Independência, se o Vitória empatar ou perder para a Ponte Preta no Barradão, se o Grêmio empatar ou perder para o Cruzeiro na Arena, se o Inter perder para o Botafogo no Maracanã, se o Atlético-PR perder para o São Paulo no Morumbi, e se o Flamengo ganhar do Goiás no Serra Dourada, o time treinado por Mano Menezes salta da 11ª para a 5ª colocação na tabela.

Convenhamos, na teoria os resultados mais difíceis de acontecer, pela ordem, são Vitória não ganhar da Ponte em Salvador, depois os jogos envolvendo Atlético-PR (vitória do São Paulo?) e Grêmio. De resto, todos resultados "normais". Mas sabemos que na prática a teoria é outra. A conferiar a 14ª rodada.

segunda-feira, agosto 12, 2013

Possível Tottenham 2013/14

Confesso, não vi nenhum jogo do Tottenham nessa pré-temporada. Portanto não sei como está jogando o time, não tenho nenhuma pista do que pretende Villas Boas, e qualquer tentativa de previsão não passa de mera especulação da minha parte.

Contudo, baseado no elenco, nas contratações do clube londrino e no histórico do treinador português (principalmente no Porto), penso que esse 4-3-3, com natural variação para o 4-1-4-1, tem grandes chances de ser adotado - com ou sem Bale.



Claro que ter ou não Bale faz uma baita diferença. Ainda assim, em função dos reforços (Paulinho, Chadli e Soldado), é provável que o Tottenham dessa temporada não seja mais um one-man team como era na passada. Com ou sem o galês, a impressão é que os Spurs 2013/14 serão mais time, no sentido coletivo da palavra, e não irão depender tanto de um cara só.

Se Bale sair e não chegar nenhum ponta-direita de peso para assumir a titularidade, a tendência, imagino, é que Lennon permaneça por ali. Mas independente do ponta-direita, se Bale, Lennon ou outro, o que me chama a atenção nessa suposta equipe da prancheta (que não sei se vai virar realidade) é o meio campo composto por Sandro, Paulinho e Dembélé. A meu ver, uma meia cancha extremamente equilibrada e eficiente, complementar, que tem tudo para dar certo e se destacar na Premier League.

quinta-feira, agosto 08, 2013

Possível Shakhtar com Bernard

Antes de mais nada quero deixar claro que não tenho convicção quanto à prancheta abaixo. Pelo seguinte: o clube ucraniano conta com quinhentos atacantes de lado de campo e nenhum meia central. Ou melhor, o único meia central do elenco, a meu ver, chama-se Fred (se é que podemos classificá-lo assim). Já os pontas atendem por Taison, Douglas Costas, Alex Teixeira, Wellington Nem, Bernard, Ilsinho...

Na verdade não há regra, né. Esses dias, por exemplo, vi um jogo do Shakhtar onde Alex Teixeira foi segundo volante, com Douglas Costa, Fred e Taison na linha de três (veja aqui). Aliás, a única certeza de que tenho é em relação ao esquema tático, o bom e velho 4-2-3-1, adotado por lá desde os tempos de Jadson. Evidente, pode ser que Mircea Lucescu mude de estrutura, nada o impede. Mas acho difícil. Logo, a dúvida, pelo menos a minha, é saber quais peças entram em quais lugares nessa engrenagem. Repito: sem convicção, pensei nisso.



Escalei Fernando sem convicção porque Hübschman é o primeiro volante titular há várias temporadas. Portanto pode ser que o tcheco de 32 anos siga no time - ao contrário da prancheta acima - com Fernando segundo volante, ou com Fernando no banco. Mas caso Fernando ganhe a titularidade na bola e Hübschman vá para a reserva, abre-se uma vaga ao lado de ex-gremista. Que pode ser preenchida por um ex-colorado. Nas partidas que vi de Fred pelo Shakhtar, ele foi o meia-central. Porém, para encaixar a linha de três, pode ser que ele jogue como segundo volante, mais recuado, vindo mais de trás. Fernandão, inclusive, nos tempos de treinador do Inter, costumava dizer que Fred rende dessa maneira.

Sem convicção, na linha de três escalei o canhoto Wellington Nem na ponta direita, o destro Bernard na ponta esquerda e Taison pela faixa central. Já vi Taison jogando assim no Metalist, aliás (aqui). No Metalist, pelo menos nesse jogo do link, a criação ficava a cargo do segundo volante Cleiton Xavier, algo que pode ocorrer no Shakhtar com Fred. Por mais que para mim Taison seja ponteiro de nascença, pode ser que ele dê certo por dentro. Mas para isso, penso eu, alguém (Fred?) terá de assumir a responsabilidade pela armação.

E Alex Teixeira? E Douglas Costa? Pois é. Também não sei. Alguém ficará de fora. São muitas opções para as mesmas posições. Ou seja, o elenco não é equilibrado. É ótimo, recheado de talentos brasileiros, contudo não é bem distribuído - o que não significa que não irá funcionar. Nos resta aguardar para ver quem serão os escolhidos e qual o posicionamento no gramado desses escolhidos.

terça-feira, agosto 06, 2013

Top 3 da Europa 2012/13

Messi (Barcelona): 60 gols e 14 assistências em 50 jogos. Título: Campeonato Espanhol.



Ronaldo (Real Madrid): 57 gols e 11 assistências em 59 jogos. Título: Supercopa da Espanha.



Ribéry (Bayern): 11 gols e 18 assistências em 42 jogos. Títulos: Campeonato Alemão, Copa da Alemanha e Champions League.



Fonte: ESPN FC.

domingo, agosto 04, 2013

Por que Cruzeiro, Inter e Corinthians

Torneio de pontos corridos se ganha com elenco. Há exceções como o Flamengo de 2009, de Petkovic e Adriano, mas elas são raras. Em regra, sem um plantel qualificado e equilibrado, não se briga pelo título até o fim. Outro ponto um pouco menos relevante, porém fundamental, é a comissão técnica. Por essas e outras, passadas onze rodadas, Cruzeiro, Internacional e Corinthians são meus favoritos ao Brasileirão.

No caso do clube de Belo Horizonte, a força do elenco já foi testada e aprovada - graças também ao trabalho de Marcelo Oliveira. Em tese titulares na temporada, Ceará, Henrique (nem chegou a estrear, né?), Dagoberto e Borges ficaram no estaleiro (alguns ainda estão, não?) por um longo período, e mesmo assim o Cruzeiro se manteve no topo da tabela, com Mayke na lateral direita, Souza no meio campo, Luan na ponta esquerda e Vinícius Araújo na referência. Borges já jogou no sábado. Dagoberto também deve voltar logo, logo. E ainda tem o Júlio Baptista.

No caso do time de Porto Alegre, confesso que não morro de amores pelo trabalho de Dunga. No entanto o elenco colorado oferece várias possibilidades e permite altas expectativas. As chegadas de Alex e Scocco, dois titulares, colocam o Inter em outro patamar. Dois caras decisivos. E somam-se a esses dois quase craques nomes como D’Alessandro e Forlán, Juan, Muriel, os polivalentes Fabrício e Jorge Henrique, os volantes Ygor, Airton, Willians e Josimar, além de garotos como Otávio, Alan Patrick, Caio... Ah, e, se ficar, tem o Damião, né.

Já no caso do Alvinegro da capital paulista, reúne-se o crème de la crème. Porque, a meu ver, o Corinthians conta com o melhor elenco e o melhor treinador do campeonato. (Na verdade para mim o melhor treinador chama-se Mano Menezes, contudo Tite tem bem mais tempo de casa e isso faz diferença.) Apesar da saída de seu principal jogador (Paulinho), a equipe do Parque São Jorge deve brigar até a última rodada pela taça, basicamente porque tem um grupo experiente, entrosado, farto em quantidade e qualidade. Se os titulares forem esses que têm jogado (Ralf, Guilherme, Romarinho, Danilo, Emerson e Guerrero), na reserva tem apenas Pato e Renato Augusto, por exemplo.

E o Botafogo? Por que não entra nessa lista de três? E o Coritiba? Bom, primeiro porque para um deles entrar alguém tem de sair (sai quem?). E segundo porque, no quesito elenco, entendo que estão abaixo de Cruzeiro, Inter e Corinthians. Têm a cereja do bolo, cada um a sua: Seedorf de um lado, Alex do outro. Até o momento, talvez, não por acaso, os dois grandes destaques da competição. Entretanto com tantos jogos por vir, com as maratonas de quarta e domingo, e com a disputa paralela da Copa do Brasil e eventualmente da Sul-Americana, imagino que Botafogo e Coritiba percam o fôlego e acabem brigando seriamente "apenas" por vaga na Libertadores. Quanto ao Alvinegro Carioca ainda tem o agravante dos salários atrasados e a ausência de um lugar para chamar de seu (Maracanã?).

sexta-feira, agosto 02, 2013

Por que o espanto?

Um é pouco, dois é bom, oito é demais. Isso não se discute. Mas muita calma na hora de crucificar o Santos, por um motivo de ordem comparativa: qual time do Brasil não passaria por vexame parecido? Ou quais? Corinthians? Concordo. Mas quem mais? Atlético-MG? Não sei. Penso que Ronaldinho, por exemplo, não encostaria na bola. Inter? Cruzeiro? Botafogo? Tenho minhas dúvidas.



Qual brasileiro não passaria por vexame semelhante? Pergunta sem resposta, evidente. Porém com um forte esforço de imaginação e uma bela dose de otimismo, vamos acabar citando duas ou três equipes da Série A - no máximo quatro - que não sofreriam uma goleada dessas do Barcelona, em pleno Camp Nou, pelo Troféu Joan Gamper.

Sim, 8 a 0 foi demais. O time treinado por Claudinei não atacou, não contra atacou. Não teve oportunidade (porque não conseguiu criar e porque o adversário não permitiu). Uma das piadas que estavam rolando na rede, inclusive, dizia que o gandula teve mais posse de bola que o Peixe. Boa. A gozação é justa, válida e necessária. Entretanto, antes de demonizar o Santos, coloque-se no lugar dele.